Well I don't know if I'm ready

To be the man I have to be

I'll take a breath, I'll take her by my side

We stand in awe, we've created life

With arms wide open

Under the sunlight

Welcome to this place

I'll show you everything

With arms wide open

Now everything has changed

I'll show you love

I'll show you everything

With arms wide open

With arms wide open

Bom, eu não sei se estou preparado,

Para ser o homem que tenho que ser

Vou respirar fundo, trazê-la para o meu lado

Paralisados pelo deslumbramento, acabamos de criar vida

De braços bem abertos

Sob o sol

Bem-vindo à este lugar

Eu te mostrarei tudo

De braços bem abertos

Agora tudo mudou

Eu te mostrarei o amor

Eu te mostrarei tudo

De braços bem abertos

De braços bem abertos

With Arms Wide Open - Creed


CAPÍTULO 3 – O PASSADO VISTO POR UM ESPELHO

POV Edward – 3 meses atrás

Novamente mais um dia. Meu corpo pedia mais cama, mas meu cérebro sabia o quanto isso era impossível. Ansiava pelos famosos 5 minutos a mais, mas eu não podia sucumbir aos desejos do sono. Eu tinha que levantar. Abri os olhos e a claridade me cegou momentaneamente, pois mesmo com a chuva torrencial nessa manhã de Forks, a parede de vidro do meu quarto denunciava que um novo dia já estava me chamando.

Hoje não era meu plantão. O que era parcialmente bom, assim eu poderia resolver algumas pendências pessoais que já estava adiando há muito tempo. E com o percentual ainda mais complicado de Dona Esme me cobrando a cada dia. Mas o que me estressava era enfrentar um dia corrido sem trabalhos no hospital, escutando os problemas de adultos confusos ou encarando mulheres sem atrativos se jogando em você um dia inteiro nessa cidade pequena. Por essa razão eu me tornei pediatra. As crianças são inofensivas. E elas só vêm até você quando realmente precisam. Nesse momento me lembrei: Era só pensar na minha mãe que eu me lembrava dele. O meu perfeitamente irresponsável, e querido, irmão gêmeo. Nada. Hoje, ou melhor, essa madrugada, ele não ligou. Isso era raro de acontecer, a não ser que ele estivesse muito bêbado, ou com uma mulher muito interessante para os seus padrões.

Revirei na cama e pulei para acordar. Baguncei ainda mais o meu cabelo arrepiado, que minha mãe detestava. Isso era a única coisa que mais me aproximava do meu saudoso irmão. No resto, éramos completamente diferentes. Quer dizer, completamente não, com exceção também das tatuagens nas costas e no braço que possuíamos. A primeira delas, que fizemos na adolescência, inspirava o espírito rebelde do meu irmão e o caráter forte que eu tinha. Um desenho de dragão nas costas como representação de um laço de duas metades. Eu adorava esse símbolo, por mais que todos falassem que era mais a cara do meu irmão do que a minha. Mas era exatamente por isso, eu me sentia ligado a ele. A segunda tatuagem, que na verdade eu fiz e foi copiado pelo meu irmão, foi a grafia do nome da minha mãe no meu antebraço esquerdo. Não representava ousadia. Para mim, representava força. Era uma tatuagem perfeita, em chinês.

埃斯梅

Poucas coisas tornavam eu e meu irmão semelhantes além da aparência física, mas sempre fomos muito ligados. Isso não quer dizer que eu seja o certinho e meu irmão o lobo mau. Longe disso. Eu tive minha cota de problemas e rebeldias infanto-juvenis tanto ou até mais que ele. Eu sempre o defendi. Quando éramos crianças e até a fase de "pegar as menininhas", eu sempre fui o mais forte, o mais determinado e até criativo para a baderna. Eu e Rob costumávamos namorar a mesma menina sem ela perceber, confundindo-a com sinais duplos. Logo depois entregávamos tudo, fazendo-as terminar conosco. Até que algumas gostaram da idéia de dois pelo preço de um e certa bagunça se formou. Lembrar disso me fez sorrir. Éramos inseparáveis. Até o dia da sua partida...

Antigamente, para fugir da monotonia dessa cidade, eu tinha um passatempo favorito quando criança: infernizar a vizinhança. Isso me rendeu, além de machucados e muitas repreensões dos meus pais, desconfianças quando me formei, o que quase prejudicou minha vida profissional. Quando adolescente o foco era outro, já usando assim meu "poder" de persuasão. Eu sabia que tinha presença, o que no caso do Rob ele dava outro nome. Sexy e bonito, isso que eu sou, dizia ele. Eu concordava, mas não utilizava isso para seduzir mulheres. Elas já se jogavam naturalmente. No caso do meu irmão, ele usa isso até hoje, para todos os fins. Eu tinha um pensamento diferente. Por saber que as mulheres seriam seduzidas pelo meu charme natural, eu precisava de um desafio maior para querer uma mulher. Elas precisariam usar um poder de fogo e uma cota de sensualidade que poucas tinham. Isso sim me dava prazer. E com isso percebemos que nossos estilos eram muito diferentes pra se cruzarem.

Eu sempre fui sexualmente mais qualitativo que meu irmão. E ele sabia disso. Poucas mulheres compartilharam nosso sexo. Ele tivera as dele, e eu as minhas. Mas ele sempre se aborrecia quando eu o lembrava das poucas meninas que dormiram com ele e o chamaram de Edward. Por mais que isso tivesse acontecido há algum tempo, era algo que o enfurecia e eu ria. Sabia que eu era bom, mas eu não precisava testar isso com todas, ao contrário do meu irmão. Acho que inclusive, após esses incidentes de inferioridade ante a mim, desencadeou o que eu chamo de "momento promíscuo" do Robert. Ele conseguiu, em pouquíssimo tempo, levar todas as mulheres sexualmente ativas da cidade para a cama. Isso, lógico, me dificultou na busca perfeita do meu prazer. Ou talvez não. Eu gostava de degustar o corpo feminino. Dar e sentir prazer de forma intensa, buscando o êxtase total. Robert não. Uma rapidinha prazerosa no fundo do seu carro já valia à pena. Por isso definitivamente as mulheres daqui não mereciam o prazer que eu daria a elas.

Com minha já habitual preguiça matinal, desci as escadas e encontrei uma Esme sorridente. Minha mãe era mais como o sol da manhã. Ela iluminava meu dia. Hoje com os meus 28 anos, eu ansiava encontrar uma mulher tão forte quanto ela. Espelhando seu sorriso, fui descendo as escadas e me preparando mentalmente para mais um dia sem novidades em Forks. Com o meu sorriso torto, que já era um hábito, me aproximei da minha mãe e lhe dei um beijo nos cabelos, sentindo seu suave perfume. Minha mãe me abraçou forte, o que me fez sentir um aperto no peito. Todas as vezes que ela sentia a necessidade de compartilhar a sua dor pela distância e falta de comunicação do seu filho rebelde, ela me abraçava mais forte pela manhã, como forma de diminuir sua saudade. Ela demonstrava pra mim, que a minha presença a lembrava sempre dele.

"Bom dia mãe. Onde está Carlisle?" Por força do hábito e pelo trabalho em conjunto, eu raramente o chamava de pai.

"No hospital, meu filho. Ele está ansioso com os problemas de lá".

"E você hein, Dona Esme. Não tem clientes para atender hoje?"

"Sabe muito bem que você vai me ajudar, não é mocinho? Nem adianta fugir da mamãe, Ed".

Argh. Eu ODIAVA esse apelido. Enquanto Robert fazia questão de ser chamado pelo seu, Rob, eu ansiava para que esquecessem essa mania de infância de me chamarem no diminutivo. Meu nome era Edward. Ponto.

"Mãe!"

"Eu sei, filho. Na verdade falei de propósito. Sei o quanto você odeia esse apelido, assim como o Robert..."

Ela parou e eu fechei os olhos. Sabia nesse momento que não tinha mais como fugir da sua pergunta.

"Edward. Me diga a verdade, por favor. Seu irmão ligou?"

Eu podia mentir. Na verdade eu era um exímio mentiroso quando eu queria. Conseguia disfarçar minhas emoções e opiniões com uma facilidade assombrosa. Mas era minha mãe. E ela ansiava por isso.

"Não mãe. Ele não ligou, mas deve estar envolvido com algum projeto novo".

Tentei amenizar, mas na verdade, fui um fracasso. Minha voz entregou também a minha preocupação com o paradeiro dele. Afinal, onde ele estaria? E por demônios, por que ele não ligou? Sabia que eu enfrentaria esse tipo de pergunta, principalmente da nossa mãe.

"Filho, não tente diminuir a minha preocupação porque você também não sabe dele, não é? Onde por Deus, eu errei para ter um filho assim tão ausente e irresponsável".

Eu sabia. Lágrimas rolaram pelos olhos da minha mãe. Não havia mais necessidade de falar nada, pois eu compartilhava o mesmo sentimento. Eu o amava muito. Mas também me magoava o comportamento dele. Eu sabia os seus motivos para sua partida e rebeldia, mas não concordava. E ele sabia disso. Levantei e envolvi os ombros da minha mãe em um abraço confortável. Sentia por sua dor, mas eu já havia gastado todos os meus argumentos com ele e não houve rendição. Sendo assim, era só esperar que a consciência e a consideração retornassem até ele. Enquanto isso eu ficava ouvindo suas vazias conversas, por mais que eu soubesse que o que ele mais queria estava aqui. Amor.

Pensei sobre o que fazer para animar minha mãe. Eu era bom com mulheres, e isso a incluía. Desde pequeno eu conquistava todos os meus desejos junto a ela. Até mais que Rob ou meus outros irmãos. Mesmo Alice, que era a única menina da casa, ou até Emmett, o mais velho e de respeitável caráter. Eu tinha minha autoconfiança muito forte por conta disso. Sabia que quando eu queria algo, dificilmente eu não conseguia.

Tomado pelos pensamentos sobre minha família, assustei-me com o barulho de um carro na garagem. Dificilmente alguém chegava assim tão cedo nessa casa. Éramos uma família unida e nos preocupávamos sempre uns com os outros, mas todos tinham sua própria vida, e isso incluía períodos de ausência. Em alguns momentos durante o ano, só nos reunimos para aniversários. Minha mãe dizia que tinha sorte de que cada um tivesse nascido em um mês diferente do outro, assim ela tinha como nos reunir pelo menos uma vez em cada mês. Ela agradecia também o fato de ninguém fazer aniversario em dezembro, pois ela já tinha o motivo que amava. Natal.

Minha mãe era decoradora, assim como Alice, minha irmã caçula. Achava linda a parceria delas, mas isso também rendia sonoras gargalhadas de todos. Principalmente quando Dona Esme tentava mudar a opinião da teimosa Alice, que quando cismava, empacava mais que mula, e quando não conseguia usava o artifício mais baixo do mundo. O poder de ser mãe. Isso era no mínimo engraçado quando o embate das duas era na frente de todos. Eu sempre cruzava os braços e sorria porque era uma cena hilária, pra dizer o mínimo. Com os pensamentos focados na baixinha, eis que surge como um furacão, a própria, pela porta. Apesar do tamanho mínimo, ela conseguia chamar mais atenção do que eu e Rob junto quando queria.

"Bom dia família".

"Bom dia, pirralha. Apareceram baratas na sua casa?" Duas coisas que Alice odiava. Ser chamada de pirralha e baratas.

"Bom dia pra você também Ed".

Porra. De novo o apelido, elas faziam de propósito, sempre. Entretanto mereci, pois a provoquei primeiro.

"O que houve mamãe? Você está assim por causa do Rob de novo? Já faz anos que ele se comporta assim, então não se preocupe, ele vai aparecer. Afinal, quem consegue ficar muito tempo sem o colo da mamãe? Veja eu, ainda é cedo para a maioria dos mortais, mas eu precisava de colinho. Faz um cafuné em mim, hein?"

Por isso eu adorava minha irmã. Ela percebeu com sua sutileza, o incômodo e triste desabafo da manhã e clamava pelo melhor papel que Dona Esme representava. De mãe. Como um passe de mágica, senti a tensão abandonar seu corpo nos meus braços até ela sorrir de encontro ao meu peito. Sim, Alice conseguiu. Tomada por uma alegria repentina, ela me largou e abriu os braços para sua amada filha, que óbvio, correu para os seus braços. Tive que sorrir porque era uma cena bonita.

Ainda observando o abraço e sussurros das duas, resolvi tomar meu café da manhã. Eu tinha hábitos alimentares saudáveis, o que rendia um corpo legal. Claro que isso era um atrativo maior ainda, além de ser alto, pois eu tinha 1,90cm. A minha experiência me dizia que quanto mais você cuidasse do seu corpo, melhor você estaria. Principalmente durante o sexo. Eu poderia passar horas junto a uma mulher sem me cansar. A rotina de plantão não me deixava freqüentar academias regulares devido aos loucos horários que eu tinha. Isso sem contar as emergências. Crianças tendem a se machucar nas horas mais difíceis ou impróprias. Eu já tive que deixar uma mulher deliciosa me esperando por conta de um paciente. Mas essa era minha vida e todos entendiam. Por causa disso comecei a ter aulas de judô e natação para me dar ainda mais vigor físico.

Degustando a farta mesa que minha mãe tinha arrumado para o café, vi que as duas mulheres da minha vida resolveram se juntar a mim. Alice definitivamente conseguiu mudar o humor dela. Ambas estavam sorridentes. Cada uma sentou-se em uma cadeira do meu lado e me deram um beijo em conjunto na bochecha. Essa era a minha família.

"Então Edward. Hoje não está de plantão?"

Com a boca cheia, simplesmente neguei com a cabeça. Eu poderia pedir, já que ela estava por aqui, uma ajuda para me livrar das tarefas impostas pela minha mãe.

"Não filha. Seu irmão hoje vai me ajudar. Não é, filho?"

Ainda mastigando, concordei. Droga, perdi a oportunidade de ter um dia realmente livre.

"Sabe, irmão. Eu fico imaginando. Quando vamos conhecer uma namorada sua. Ontem estava conversando com o Jazz e fizemos uma aposta. Ele falou que você seria o eterno solteirão e eu disse que você encontraria a mulher misteriosa que você tanto procura. Apostamos que esse mês você daria uma resposta para o nosso dilema".

Bufei. Isso sim era um assunto que me incomodava. Mas que porra, virei motivo de piada agora? Eu era feliz assim, não queria problemas desse tipo. Jazz, meu cunhado e músico, adorava tirar sarro de mim por não ter uma mulher disponível para eu assediar nessa cidade e nem na próxima. Tudo por culpa do meu irmão. Eu corria das mulheres que se jogavam para mim, principalmente aquelas que queriam testar se éramos iguais também na cama. Todas as vezes que eu queria companhia feminina eu tinha que ir para longe. Isso nunca me incomodou. Mas o fato de virar motivo de aposta da minha irmã e seu noivo era demais.

"Alice, minha tampinha de garrafa favorita. Vocês falam de mim durante o sexo, ou isso é assunto após o orgasmo? Fico me perguntando. Ou Jazz é muito monótono, ou ele não tem muito assunto".

Peguei pesado e tinha consciência disso. E como reação ao meu comentário eu apanhei das duas. Alice ostentava um vermelho profundo que continha vergonha e raiva. Eu só não apreciei seu semblante porque os tapas das duas tinham doído. Com uma fúria assassina nascida no seu olhar, percebi que sua resposta seria ainda mais pesada. Engoli devagar esperando o retorno.

"Edward, meu querido irmão. Sua sorte é que o Rob mudou de continente, porque senão você teria que se tornar celibatário ou iria procurar uma cidade para clinicar onde só tivesse crianças e homens. Mas nesse caso você viraria homossexual, não é?"

Sabia que sua resposta seria dura e perigosa. Alice odiava ficar por baixo nos pequenos embates familiares, mas tocar no nome do Rob, minutos depois que minha mãe tinha se recuperado, tinha sido pior. Ao desviar para ela com meu olhar furioso, percebi que seu comentário tinha afetado ela também. Alice esqueceu, durante sua réplica, que nossa mãe estava na mesa. Com um suspiro resignado, minha mãe se levantou. Ao chegar à pia da cozinha, ela comentou.

"Crianças, não gosto desse tipo de comentário dentro de casa, principalmente citando uma pessoa que não está aqui nem para se defender. Gostaria que se desculpassem enquanto eu levo esse material até meu quarto".

Abaixei a cabeça. Ela estava certa. Não havia necessidade de alimentar a dor pela distância que meu irmão impôs a essa família. O corte já era profundo e grande e qualquer comentário desse tipo só fazia aumentar ainda mais a ferida, como se colocássemos o dedo para abri-la ainda mais. Não precisávamos disso.

"Me desculpe, não foi minha intenção".

"Tudo bem Alice. A sorte é que mamãe vai ligar para Carlisle e vai desabafar. Com a sutileza dele, ela vai se acalmar. Aguarde um instante aqui, que tenho certeza que daqui a pouco ela volta renovada".

"Puxa vida. Estou muito arrependida, Edward. Me corta o coração ver mamãe assim. Mas também, Robert não deveria fazer isso com ela. Maldição, será que esse irresponsável deixou o coração e seus sentimentos aqui quando foi embora?"

Ultimamente todos faziam a mesma pergunta porque a vida dele estava cada vez mais perdida e isso me abalava tanto ou até mais que o restante da família. Era um tipo de comentário que não precisava de respostas. A personalidade do Rob sempre foi de aventuras e sem apego. Mas já tinha mais de dois anos que ele não aparecia nem para o Natal. Entretanto, sua distância sempre foi longa, desde que ele foi embora. Ele ficava muitos períodos sem aparecer em casa, ou ligar para a nossa mãe. A única coisa que ele sempre fazia era me ligar. Sempre. Mesmo que fosse para me perguntar como estava o tempo em Forks. Ele sabia qual era, lógico. Mas para não entrar em algum assunto mais profundo, ou fazer perguntas que sei que o machucaria, suas ligações se limitavam a contar suas aventuras ou fazer comentários sarcásticos sobre nossa vida. Assim era nosso contato.

Suspirando, resolvi mudar de assunto. Meu dia mal tinha começando e meu humor já estava péssimo. Olhando para minha baixinha, vi que seu semblante era de derrota. Não era assim que eu pretendia começar minha manhã.

"Então, quando vocês vão casar? Essa casa precisa de uma festa, já que temos duas decoradoras e uma publicitária na família".

"Ah Edward. Ainda não sei se estou pronta para casar, sabe? Eu amo o Jazz, mas adoro meu espaço, meu apartamento. Eu ainda não me vi brincando de casinha igual ao Emmett e a Rose".

Falar em casamento sempre nos lembrava do meu irmão mais velho e sua esposa, Rosalie. Ela era perfeita para ele, assim como o inverso. Emmett era um excelente advogado. Suas causas eram sempre as mais difíceis, mas ele sempre ganhava. Por esse motivo, suas visitas eram mais esporádicas do que as de Alice. Ele sempre estava preso com algum cliente, ou no tribunal. Sem contar que ele morava em Seattle, enquanto Alice mora em Port Angeles. Rosalie, por sua vez, era a publicitária da família. Essa carreira combinava com ela. Ela tinha o poder de conquistar qualquer um com seus argumentos e Emmett sabia disso. Ele era completamente dedicado e apaixonado pela esposa. Eu acreditava que se um dia eu fosse me casar, gostaria de ter um relacionamento tão unido e apaixonante como o que os dois tinham. Às vezes dava vontade de tomar insulina com o romance muito açucarado que os dois demonstravam.

"Eu sei o que você quer dizer com isso, baixinha. Eu penso igual. Os dois, assim como nossos pais, foram feitos em pares e a fôrma foi quebrada".

"Nossa, Edward. Isso soou até romântico agora. Parece até comercial de sites de relacionamento".

Eu ri. Na verdade ela estava certa. Nunca fui romântico e esse tipo de comentário não me pertencia. Eu não estava em busca de nenhuma mulher para ser minha alma gêmea, que era como meu irmão se referia à sua esposa. Sempre me senti fechado para o 'bichinho' do amor. Piorava o fato de que as mulheres só me viam como satisfação dos seus desejos sexuais. Não que eu reclamasse, mas definitivamente não era o motivo para uma aliança.

"É verdade. Mas falando em Rose e Emmett, alguma novidade sobre eles?"

"Nada na verdade. O que eu sei é o de sempre. Ela está agarrada com os seus diversos projetos e Emmett tinha uma audiência hoje de um desfalque empresarial. A última vez que falei com ela, estava tentando trazer sua amiga de volta para a América".

"Hum... sei".

Balancei a cabeça concordando. Realmente Rosalie era assim. Eu nunca tinha ouvido falar dessa amiga dela até um mês atrás, quando no almoço surpresa preparado pela Alice em uma agradável folga na agenda de todos, ela citou que tinha sonhado com essa amiga e jurava que iria trazê-la de volta. Coitada dessa mulher. Eu sabia que quando a Rosalie cismava, era pior que minha mãe e Alice juntas. Eu a conhecia há pouco mais de 4 anos, mas já tinha visto coisas impossíveis acontecerem só porque Rose queria. Definitivamente fiquei com pena da amiga dela.

"E você sabe se ela conseguiu?"

"Bom, na verdade não. Mas você sabe como é Rosálie, né?"

"Sim, sei".

Estava me preparando para levantar quando minha mãe retornou para a cozinha. Ela estava estranhamente feliz. Franzi o cenho, pois esse tipo de mudança drástica não era típico dela. Será que Robert tinha lhe telefonado?

"O que foi mãe?" Perguntei calmamente. Alice também estava estática, já que também tinha percebido o semblante dela.

"Ah meninos, estou tão feliz por seu pai. Acabei de conversar com ele. Sabem né, pra desabafar. Ele me contou algumas novidades e estou muito feliz. Sua carga horária vai diminuir, o que eu achei ótimo".

"Como assim, mãe? Não entendi". Alice perguntou tão confusa quanto eu.

"Crianças, vocês precisam se comunicar mais. Vocês não sabem? Edward, você trabalha com seu pai! Vejam só, ele acredita que conseguiu uma substituta para a Sra. Brandon na chefia da enfermaria do PS, parece que ela vai ser entrevistada hoje".

"Não sabia mamãe. Que ótima noticia!" Alice quase saltitava.

"Nem eu mãe. Apesar de trabalhar no hospital, isso não quer dizer que saiba de tudo. Tenho meus pequenos que já tomam muito o meu tempo".

"Tudo bem crianças. Na verdade, Carlisle recebeu a recomendação e as experiências da nova chefe de enfermagem há uma semana e acredito que por falta de tempo mesmo ele não contou".

"Nova? Então é mulher?" Alice perguntou já olhando pra mim.

"O quê?" Não entendi o olhar dela.

"Sim e o melhor... quem a indicou foi Rosalie! Não é o máximo? É exatamente o que precisamos fazer, unir as pessoas".

"Como assim, mãe? Que história é essa de que quem indicou foi a Rosalie? Ela é publicitária". Definitivamente eu estava confuso.

"Edward bobinho. Mamãe esta falando da amiga dela. Não é?"

"Sim, isso mesmo. Você não sabia, Edward? A amiga da Rose é uma enfermeira experiente que trabalha há muitos anos nos hospitais da Europa. Nos últimos 2 anos ela esteve à frente do PS do hospital infantil de Londres. Apesar de aqui não ter um PS específico para crianças, Carlisle acha que consegue convencê-la a ficar".

Fiquei mudo. Em que momento eu perdi essa novidade? A amiga da Rosalie era enfermeira?! Minha mãe e minha irmã sabiam muito mais sobre essas coisas do que eu. E ela chegaria hoje? Franzi o cenho, ainda surpreso com a notícia. Onde eu estava com a cabeça que não sabia desses detalhes tão importantes? As duas continuavam a conversar animadamente na cozinha, mas eu estava um pouco aéreo agora. Uma enfermeira! Mulher! Agora eu entendi o olhar da Alice sobre mim. Sorri. A novidade realmente era muito boa. Essa noticia pode ser muito mais interessante do que minha mãe pensa. E muito mais prazerosa...

"Edward!"

"Filho!"

"O quê? O que houve?" Balancei a cabeça, confuso. Elas falavam comigo?

"Filho, acho que é seu bip que está gritando lá em cima".

Corri as escadas de dois em dois degraus. Minha distração tinha sido grande com a novidade, mas eu precisava voltar as minhas obrigações. Alguém precisava de mim. Assim que peguei o pequeno aparelho percebi que era um pouco sério. Alguém se acidentou e estava na emergência. Minhas crianças. Já me arrumando rapidamente eu comecei, mentalmente, a tentar adivinhar quem tinha aprontado dessa vez. Eu conhecia principalmente os mais levados. Apesar de ser pediatra e ter meu tempo quase todo tomado em diagnósticos e consultas, eu fazia questão de ser chamado todas as vezes que um dos meus pacientes dava entrada no hospital. Era minha obrigação cuidar deles, sempre.

Voei pelas escadas jogando um beijo para as duas. Elas sabiam, pelo exemplo do meu pai, que os pacientes não tinham horário. Eles vinham sempre em primeiro lugar. Lutar pela vida e dedicar-se a cuidar das pessoas eram os princípios do meu pai que eu herdei. Eu não tinha qualquer problema quanto a isso. Eu tinha orgulho da minha profissão, assim como ele. Tanta dedicação, inclusive, tinha tirado no último mês muitas folgas do meu pai, pois com a aposentadoria da antiga enfermeira chefe, o setor de enfermagem do PS ficou sob sua responsabilidade, apesar de Carlisle não ser enfermeiro. Tínhamos um grande quadro de funcionários, todos dedicados e profissionais, mas meu pai zelava pela excelência. Acelerei pelas ruas quase sem movimento de Forks, chegando ao hospital rapidamente.

Assim que estacionei, entrei rapidamente me dirigindo à minha sala. Uma das enfermeiras me disse que meu pai estava em reunião entrevistando a nova enfermeira chefe.

Como um aviso, eu senti um estranho formigamento na nuca, me forçando a olhar para trás, onde ficava a sala do meu pai. A curiosidade me corroía, mas eu precisava ser profissional primeiro. Entretanto, rendido e antes de entrar na emergência para olhar a criança que me trouxera ao hospital sem estar trabalhando, olhei para o lado e lá estava.

Os olhos mais lindos que eu já tinha visto na minha vida...


Olá lindas e amadas leitoras.
Aí está mais um capítulo da nossa amada FIC !!
E vamos combinar...QUE EDWARD é esse? =O
Estou adorando escrever essa FIC junto com a Nenizinhaaa

Resposta para alguns comentários:

Cris Tuner: A idéia dos gêmeos é mara mesmo..... ESTAMOS ADORANDO ESCREVER tb... espero que goste!
Regina Swan Cullen: A história é longa amor... tem muita coisa pra acontecer ainda... nos acompanhe... vc vai amar!
Dani: OMG, nós, eu e a Nêni, tb queremos muitoooo... rs
Bruninha: Puxa, obrigada mesmo pelo carinho... eu e a Nêni, e todos os e-mails rsrs, agradecemos mesmo !
Laysa: obrigada mesmo flor! pelo apoio!
Zatari: oi lindona... obrigada mesmo por nos acompanhar... essa fic está perfeita... vc vai amar!
Julia Lisboa: NÓS adoramos a idéia tb... mas cada uma tem sua preferência... kkkkkk
Cristiely: Amor....os posts SERÃO semanais... toda QUARTA-FEIRA ! se prepare..rss
Dyana Camila: Ai está o Edward... OMG vc vai ficar ainda mais em dúvida... rsrs O PROXIMO CAPÍTULO vai matar sua curiosidade... AGUARDE ! \o/
Claire: venha mesmo... está linda a nossa FIC !
Kat e Jana: AMO VC'S DEMAIS... nem preciso dizer né?... beijocas mil !
Beth: PUXAAA... obrigada pelos elogios... me sentindo aki como escritora agora... kkkkkk... escrevo pra vc's mesmo, viu?
Carol: muito obrigada mesmo pelo carinho... estamos fazendo o melhor pra vc's!
Natfurlan: oiiii... que bom que gostou... quanto ao casal... hum... prefiro que vc leia depois e nos diga linda !!! =)

Agradecimento especial a nossa beta JULIANA... BEIJOCA LINDA !

Bom....o capitulo 4 está no forno...PRONTINHO...
COM ISSO.....SE TIVERMOS 10 REVIEWS iremos postar rapidinhoooo
eu e a Nenizinha merecemos? =)

Obrigada mesmo pelo carinho !!

titinha