Capítulo 24
House tentou focar em cuidar das crianças, entretê-las para que elas não notassem muito a ausência da mãe, além disso ele buscou se ocupar, de outra forma ele teria ficado louco. O que Cuddy pensava? O que ela cogitava fazer? Aquela coisa do divórcio mexeu com ele. Será? Não... Eles se davam tão bem. Mas foi algo grave o que ele fez no passado, não foi?
Ele ligou para seu único amigo quando teve um momento de privacidade.
"Ei, eu acho que meu casamento pode terminar nos próximos dias".
"O que aconteceu?". Wilson perguntou preocupado.
"Depois de todos esses anos eu fiz a coisa mais estupida".
"Você recaiu?".
"Pior".
"Você a traiu?".
"Sim, algo assim...".
"House, você vive dizendo que você e Cuddy se dão tão bem na cama...".
"Não fiz sexo com outra mulher".
"Com outro homem?". Wilson perguntou chocado.
"Sim, com Chase. Sempre achei lindo aquele cabelo... Claro que eu não fiz sexo com mais ninguém. E nem com nenhum objeto inanimado também".
"Então o que você fez?".
House explicou tudo.
"Oh você não fez isso!".
"Até parece que você não me conhece".
"É por isso que você estava tão culpado quando Cuddy descobriu sobre a gestação".
"Me admira que você se lembre disso".
"Não fazia sentido nenhum na época, mas agora faz todo o sentido".
Helen falou alguma coisa ao fundo, ela e Wilson voltaram a ficar bem juntos quando começaram a visitar um terapeuta de casais. Wilson faria qualquer coisa para evitar um outro divórcio, então dessa vez ele se empenhou mais do que nas vezes anteriores, também pesava o fato da existência de Chris, o filho do casal. Mas uma coisa eles decidiram: definitivamente não teriam mais filhos.
"Deixa eu sair do quarto, Helen quer dormir. Aproveitando a oportunidade, Chris quer encontrar Eli e Bruce para uma partida de videogame". Wilson disse para disfarçar enquanto saia do quarto.
"Ele é muito ruim comparado a meus filhos, você sabe que não tem a menor graça para os gêmeos jogar videogame com o seu filho". House falou.
"Vá se foder!".
"Seu filho puxou a você: ele é ruim em esportes e jogos".
"Eu ganhei o torneio de pôquer do hospital uma vez".
"Claro que sim, eu não estava lá!".
"Ok House, vamos deixar essas besteiras de lado. O que você fará com relação a Cuddy?".
"Não sei. Julia disse que ela precisa de um tempo".
"E desde quando você é o tipo de cara que dá um tempo para a esposa pensar? Você deveria estar lá na porta da casa de Julia agora".
"Talvez seja preciso esperar. Talvez seja preciso que ela tenha esse momento".
"Cadê o House que eu conheço?".
"Provavelmente ficou lá atrás... Eu não admiro aquele House...".
Wilson respirou fundo. "Ela irá te perdoar. Eventualmente".
"Obrigado por isso. Eventualmente não é muito bom...".
"Você fez algo grande!".
"Eu sei". House respondeu desanimado. "Mas faz tanto tempo...".
"Mas ela não vai conseguir ficar longe por muito tempo".
"Você me perdoaria?".
"Eu? Não sei... Eu não tenho um útero pra poder te responder isso".
"Vá se foder Wilson!".
"Vá se foder House!".
"Até mais!".
"Até mais! Me liga qualquer coisa... Não se desespere".
"Eu não vou recair, eu estou com meus filhos aqui. Sou o único adulto responsável".
"Você mudou House. Cuddy sabe disso".
"Eu espero que sim".
House desligou, mas sentiu-se mal pela ausência de Cuddy. Ela saiu sem dizer nada. Quantas vezes ele fez o mesmo na sua vida? A espera era terrível. Esperar por algum sinal de quem se ama. Então, sem pensar, ele discou para sua mãe.
"Greg?".
"Está tudo bem aqui. Todos estão bem e saudáveis". Ele mentiu, mas precisava tranquiliza-la. Sua mãe era idosa, ele não iria arriscar assustá-la com a sua ligação inesperada.
"Oh... Eu me surpreendi quando vi que era você quem ligava".
"Eu imagino".
"Houve alguma coisa?".
"Como você está mãe?".
"Com muita saudades de vocês".
House sabia que Cuddy falava com Blythe semanalmente. Que a mulher via seus filhos pelo menos uma vez por mês, mas Cuddy os levava para encontrar a avó em algum parque ou restaurante. Poucas vezes, ao longo desses anos, House a recebeu em casa, geralmente em eventos como aniversários e festas apenas. Cuddy nunca quis forçar uma situação.
"Desculpe mãe, por ser um péssimo filho".
"Oh Greg, me desculpe por esconder as coisas de você. Esconder a verdade. Esconder a sua história".
"Como está Alex?".
"Alex está bem. Precisamos conversar quando você se sentir pronto".
"Eu nunca vou me sentir assim, então podemos marcar para a próxima semana".
"Sério?".
"Sim. Vamos fazer isso logo, como tirar um Band-aid".
"Oh Greg, você não sabe a alegria que é para mim".
"Que bom que pelo menos um de nós se sente assim".
"Alex não tem culpa de nada, você vai entender. As coisas acontecem na vida e nem sempre temos a noção exata no momento, mas depois... Há erros que vêm para o bem".
House sorriu. Era exatamente assim que ele se sentia. Em outros momentos ele teria julgado sua mãe e o pai biológico de maneira severa, não agora.
"Eu sei...".
"Eu vou contar tudo pra você, não quero mais esconder nada. Há muito tempo devia ter feito isso".
"Sim". House respondia, mas lembrava de sua própria situação com a esposa.
"Obrigada por nos dar essa oportunidade".
"Desculpe mãe, por não fazer isso antes".
"Eu entendo, não foi fácil pra você".
"Não. Mas nem pra você".
Ela chorou antes da despedida.
Naquela noite foi difícil fazer as crianças dormirem sem Cuddy por lá. Bruce era um garoto muito sensível e estava abalado. Elijah começou a perguntar pela mãe também, e Rachel... Bom, Rachel já era muito madura para a sua idade e a preocupação da garota era de que a mãe quisesse de fato se divorciar do pai, ela não poderia viver longe de nenhum deles, ela os amava demais pra isso.
House passou a noite com todos os filhos na grande cama que dividia com a esposa. Dormiram os quatro abraçados, para tentar compensar a falta física da mãe. Na manhã seguinte ele providenciou um café da manhã especial para os pequenos, Elijah se esquecia de tudo quando havia comida por perto, ele era um verdadeiro glutão. Não mais do que Bruce, mas o irmão mais novo perdia o apetite sempre que estava tenso, preocupado e ansioso. Nisso ele puxou a mãe, ele se preocupava demais com tudo e com todos.
"Papai, eu preciso estar forte porque essa semana terei o teste do time de futebol americano". Elijah falou.
"Você se sairá bem!".
House e Elijah demoraram semanas para convencer Cuddy a deixar seu filho participar do teste, pois ela não queria que o menino praticasse esse esporte tão violento e cheio de impacto físico, mas a escola tomava todos os cuidados com os pequenos e Cuddy aceitou, com relutância.
"Eu não tenho apetite". Rachel falou saindo para o seu quarto.
"Eu também não quero comer". Bruce disse triste.
"Ei filho, mamãe voltará. Ela só precisa de um tempo".
"Por quê?".
"Porque papai as vezes pode ser estúpido, você sabe que eu nem sempre me comporto bem".
"Mamãe está brava com você?".
"Pode-se dizer que sim. Ela precisa de um tempo".
"Mas ela está brava comigo também?".
"Não! Ela ama você e seus irmãos".
"Então por que ela não te mandou embora e ficou conosco?".
House se magoou. "Você queria que eu fosse mandado embora?".
"Não, eu só estou tentando entender".
Bruce era um garoto muito sensível e intuitivo, mas tinha uma mente bastante lógica ao mesmo tempo. Bruce era membro do grupo de teatro da escola e também do grupo de ciências. Ele era um garoto complexo, diferente de Elijah que era um menino extremamente feliz, ativo e que gostava das coisas que os garotos geralmente gostavam: esportes, festas, boas piadas e aventuras. Ele se machucava muito e isso sempre preocupava seus pais. Não era raro ver Cuddy chorosa pelos cantos após seu filho tomar pontos pelo corpo, enfaixar um braço ou esfolar a pele.
"A mãe de vocês precisava sair um pouco, arejar a mente, mas isso não significa que ela não ama vocês, pelo contrário. Ela preferiu sair para voltar melhor pra vocês. E eu estou aqui, não se esqueça disso. Sua mãe sabia que eu cuidaria de vocês".
O garoto abraçou o pai. "Eu te amo! E amo mamãe também".
"Eu sei pequeno". Ele o abraçou de volta. "Mas você é só um garoto e precisa parar de se preocupar tanto com as coisas dos adultos, veja a sua mãe, ela sofreu muito por se preocupar demais".
"Eu não posso evitar".
House sabia que seu filho mais novo teria uma vida difícil por ter herdado essa característica da mãe.
Depois ele conseguiu distrair os garotos com o vídeo game, então ele foi atrás de Rachel.
"Filha...". Ele bateu a porta, mas nada da garota responder.
"Filha, me desculpe por fazer a sua mãe se afastar assim... Eu sou um idiota e sabia que um dia te desapontaria...". Ele disse triste.
A porta abriu.
"Você não me desapontou".
"Eu deixei sua mãe chateada...".
"Eu deixo mamãe chateada as vezes...".
Ele sorriu. "É diferente".
"Papai, peça desculpas pra ela. Diga que você se arrependeu".
"Mas eu nunca me arrependeria disso, não agora. Não com vocês aqui!".
A menina não entendeu.
"Rachel, há erros na vida que cometemos e podemos nos arrepender na hora, mas depois... Não mais. Eu não me arrependo de nada, eu faria tudo outra vez". House disse isso lembrando-se da fala de sua mãe.
"Não diga isso a ela, por favor!".
House riu. A sua filha estava cada dia mais madura e crescida.
"Lisa, você conseguiu dormir?".
"Nada... Eu sou uma péssima mãe. Larguei as crianças e desapareci".
"Não Lisa, você precisava de um tempo".
"Eu preciso voltar".
"Lisa, você pode se dar esse tempo para você".
"Eu não existo sem eles. Minha vida é a minha família! Eu posso ir a um parque, ir para a Europa que não ficarei bem se as coisas com eles não estiverem bem".
Julia calou-se, ela entendia a irmã.
"Você tem filhos July, você sabe disso".
"Sim, eu sei. Mas e House?".
Ela respirou fundo. "Preciso lidar com ele depois de ver meus filhos. Eles devem estar assustados".
"Pede pra ele sair de casa então".
"Não!". Cuddy respondeu rapidamente.
"Você vai ficar na casa com ele enquanto precisa de um tempo para pensar?".
"Eu prometi uma vez que não o expulsaria de casa e nem da minha vida por qualquer coisa".
"Isso definitivamente não é qualquer coisa".
"Mas não é motivo suficiente, não depois desses anos todos...".
Julia respeitaria a decisão da irmã. "Então vá logo pra casa Lisa. O que você está esperando?".
Cuddy deixou de lado o resto do café da manhã e foi para casa. A sua casa.
"O que vamos almoçar, papai?".
"Eli você comeu agora!". Rachel disse impressionada com o apetite do menino.
"Eu tenho que comer pra ficar muito forte!". O garoto justificou.
"Papai, sabia que Eli tem uma namorada?". Bruce perguntou.
House arregalou os olhos. "Você tem uma namorada?".
"Na verdade duas". O menino respondeu com naturalidade.
"Duas?".
"Que vadio!". Rachel respondeu.
Bruce riu.
"Eu gosto das duas, e as duas gostam de mim". Elijah justificou.
"Você não vale nada!". Rachel falou.
"Você é uma criança!". House respondeu indignado. "Como você... namora essas meninas?".
"Eu beijo elas".
House ficou vermelho de repente.
"Na boca?".
"Sim, ué!". O garoto confirmou com naturalidade.
"Que nojento!". Bruce falou rindo. "Eu já vi, é verdade mesmo, eles se beijam e babam um no outro. E tem línguas... Eca!".
"Elijah!". Rachel quase gritou indignada.
"Eu acho que teremos que ter a nossa conversa de pai pra filho bem antes do previsto". House disse ainda em choque.
"Eu também quero ter a conversa de pai pra filho!". Bruce falou empolgado.
Rachel balançava a cabeça indignada. Ela, que já era uma pré-adolescente, nunca havia beijado um garoto, enquanto que o seu irmão mais novo já namorava? Tudo parecia muito fora de ordem naquela manhã.
De repente eles ouviram uma batida na porta e todos olharam imediatamente para aquela direção. Depois eles se entreolharam.
"Por favor abram! Eu esqueci a chave". A voz era de Cuddy e as crianças correram até lá.
"Mamãe!".
"Mamãe!".
Todos gritaram felizes ao abraça-la. Cuddy sentiu-se transbordar em felicidade, ela amava seus filhos.
House olhava a distância.
Cuddy demorou um tempo ali, todos queriam falar com ela ao mesmo tempo.
"Mamãe, Elijah está namorando duas garotas ao mesmo tempo". Era Rachel.
"Mamãe eu tenho teste para o futebol americano e comi bastante, estou forte". Elijah disse.
"Mamãe, eu senti muitas saudades. Não vá mais embora!". Esse era Bruce.
"Ok, um por vez". Cuddy falou rindo. "Que história é essa de Elijah ter duas namoradas?".
"Ele as beija na boca. É nojento!". Bruce explicou.
"O QUÊ?".
House sorriu a distância.
"Você sabia disso?". Cuddy perguntou para ele.
"Eu soube disso há dez minutos". House respondeu.
"Você não vai deixa-lo namorar, não é mamãe? Ele é uma criança". Rachel contestou. "E ele beija de língua".
"E o que tem isso? Eu já sou o maior da minha turma". Elijah argumentou.
"Eu também sou alto como você". Bruce disse.
"Claro que sim, você é meu irmão gêmeo. Puxou a minha beleza".
Todos riram.
"Você beija a sua namorada na boca?". Cuddy voltou ao assunto, ela estava indignada.
"Namoradas!". Bruce a corrigiu. "E ele beija de língua".
"Eu aprendi a beijar de língua!". Elijah se exibiu.
"Oh meu Deus!". Cuddy estava em choque.
Rachel queria morrer sentindo-se a última das criaturas.
"Nós vamos falar sobre isso Elijah, me espere!". Cuddy disse. "Agora mamãe precisa tomar um banho e trocar de roupa. Depois eu preciso falar com o pai de vocês".
House gelou.
"Você vai brigar com ele?". Bruce perguntou preocupado.
"Não, nós iremos conversar".
"Por favor não brigue com ele, ele é um pobre coitado". Bruce falou e House franziu a testa. Cuddy riu.
"Você disse para ele me falar isso?".
"Claro que não!". House respondeu sincero. "E eu não sou um pobre coitado".
Cuddy balançou a cabeça sorrindo e foi tomar o seu banho.
"Por que você disse isso?". House perguntou para Bruce.
"Eu li que mulheres são sensíveis". Bruce explicou.
"Você é estranho!". House falou e Rachel riu.
"Eu sempre disse que ele é estranho". Elijah concordou.
Rachel começou a praticar dança em seu quarto. Bruce lia seus gibis enquanto Elijah jogava vídeo game. House subiu até o quarto e tomou cuidado para abrir a porta. Cuddy estava no banho, ele entrou para pegar seus óculos de leitura, mas ela saiu do banho assim que ele se aproximou da cama.
"Eu já estou de saída".
"Você não precisa sair porque eu estou nua. Você deveria estar acostumado". Cuddy respondeu.
"Eu não sei se você me quer por perto...".
Ela ficou séria o encarando por algum tempo. "Nós precisamos conversar".
"Ok". Ele respondeu apreensivo.
"Eu vou só colocar uma roupa".
E assim ela fez. Enquanto isso ele ficou aguardando sentado na cama e fingindo que lia uma revista. Assim que ela vestiu um conjunto de moletom sentou-se na cama.
"House...". Ela respirou fundo.
"Cuddy...".
"O que você fez foi absolutamente errado. Foi uma falta de respeito por mim, você decidiu a minha vida, você manipulou a minha vida".
Ele continuava sério.
"Você mentiu, me enganou...".
Ainda sério.
"Você tem algo a dizer sobre isso?".
"Eu errei, peço desculpas. Mas se você espera que eu me arrependa, eu não me arrependo nenhum pouco".
Cuddy franziu a testa.
"Eu faria tudo outra vez para ter Eli e Bruce em nossas vidas. Não imagino nossa família sem eles".
Cuddy respirou fundo.
"Também não sei se eu teria recorrido a fisioterapia, a mudança de hábitos, aos exercícios físicos, aos livros sobre paternidade... Não sei o que teria sido de mim e de nós sem a troca de suas pílulas. Portanto, eu não me arrependo disso".
"Eu devia estar mais irritada com você". Cuddy falou com a voz frustrada.
"Você pode se divorciar de mim, pode me odiar pra sempre, mas eu não me arrependo e faria novamente. Talvez se você me perguntasse antes dos garotos nascerem eu diria que jamais faria algo assim novamente, que estava amargamente arrependido, mas hoje... Depois de tudo... Eu não posso. Eu simplesmente não posso!".
"House...". Cuddy começou. "Eu te entendo, eu também não posso pensar em uma vida sem meus gêmeos, mas isso não tira a gravidade do que você fez".
"Eu sei e por isso me desculpo. Entendo se você não quiser mais nada comigo, mas não tire meus filhos de minha vida. Isso inclui Rachel, claro".
House havia adotado Rachel legalmente, mas papel nenhum estabeleceria uma conexão como a que eles criaram. O sentimento bastava. Eles se reconheciam como pai e filha, não havia duvidas quanto a isso.
"Você não se importa em se divorciar de mim?". Cuddy perguntou sentida.
"Óbvio que sim. É claro que eu me importo, eu te amo mais do que a mim mesmo. Mas eu não posso te obrigar a me perdoar depois do grave erro que cometi".
Cuddy estranhou, ele parecia maduro, e isso a assustou. "Eu não quero me divorciar, eu te amo!".
O rosto de House se transformou, pois ele tinha certeza de que ela não iria perdoá-lo.
"Eu não posso concordar com o que você fez, mas... Eu não viveria sem vocês quatro. Eu não sei o que seria da vida sem meus garotos, meus gêmeos. Eu os amo tanto quanto amo Rachel. Eu te amo!". Ela se aproximou dele timidamente.
"Isso quer dizer o que exatamente?". Ele estava confuso.
"Quer dizer que você era um gênio idiota machista e manipulador. Mas que hoje você é um gênio, ótimo pai e o melhor marido do mundo".
Ele olhou surpreso para ela.
"Eu te amo e não vou te deixar por conta disso, pelo contrário, vou usar isso contra você por toda a nossa vida. Você terá que me aguentar e que me agradar até o fim. E isso inclui sexo oral sempre que eu quiser".
"Isso será um pesadelo". Ele respondeu sarcástico.
"Acostume-se!". Ela disse em meio a um sorriso e se beijaram.
Tudo parecia em paz novamente na terra de Cuddy-House.
Seria sempre assim entre eles? Provavelmente sim.
FIM
Isso foi surpreendente? Eu não queria que soubessem quando seria o fim. Mas espero que tenham gostado dessa pequena jornada. Huddy ainda é meu casal preferido. Tantas possibilidades, tantos dramas, problemas, sorrisos, mas não consigo enxergá-los terminando qualquer estória separados.
Em breve penso em postar uma aventura bem curta, mas é algo que está na minha cabeça.
Obrigada pela companhia nessa viagem!
