I never understood before
I never knew what love was for
My heart was broke my head was sore
What a feeling
Tied up in ancient history
I didn't believe in destiny
I look up you're standing next to me
What a feeling
Eu nunca compreendi antes
Eu nunca soube para que servia o amor
Meu coração estava partido, minha cabeça estava doendo
Que sensação!
Preso ao passado
Eu não acreditava em destino
Eu levanto os olhos e você está parada ao meu lado
Que sensação!
Brighter than Sunshine – Aqualung
CAPÍTULO 4 – SENTIMENTOS SÓ EXISTEM QUANDO SE VIVE. OU SÃO AS LEMBRANÇAS?
Bella POV – 3 meses atrás...
Assim que chegamos ao corredor do hospital senti novamente o arrepio na nuca. Estranho, pois apesar da chuva, não estava muito frio. Olhei em direção ao aglomerado de pessoas que estavam próximos ao PS e estanquei. Impossível. Minha mente deveria estar pregando um susto na minha felicidade. Isso não poderia estar acontecendo comigo...
Meu mundo parou. Ou eu estava dormindo achando que estava tendo um sonho feliz e, de repente, me encontro em um pesadelo? Ainda estou no avião revivendo amargas lembranças? Deus, o que foi que eu fiz para merecer essa punição.
Era ele, tenho certeza. Foi rápido, segundos até. Mas eu reconheceria esse rosto em qualquer lugar no mundo, não importa o tempo que tenha passado. Eu não acreditei no que eu vi. Meu corpo tinha que reagir. Mas pensando bem... ele estava de branco. Espera um momento! Ele era médico? Céus... ou melhor, inferno. O que aconteceu com minha vida?
Atordoada, acho que fiquei travada no mesmo lugar. Ouvi um barulho. Vozes. Sim. Dr. Carlisle.
"Bella? Tudo bem?"
Assenti. Incapaz de proferir qualquer som. Precisava sumir, eu queria desaparecer...
"Bom, acho que agora não é um bom momento. Toda a equipe está com muitos pacientes. Até meu filho foi chamado. Enfim... se você quiser o apresento a você quando você vier efetivamente. Você está bem mesmo?"
"A-acho que sim". Não conseguia raciocinar ainda...
"Então, como eu ia dizendo. Vou te dar uma semana de férias ok? Sei que você tem que procurar uma casa e tudo mais. Depois te apresento à equipe".
"Tudo bem".
"Qualquer coisa me procure, está bem?"
"Sim Dr... quer dizer, Carlisle. Mas você disse seu filho. Ele trabalha aqui?"
"Ah sim, Bella. Meu filho é pediatra. Você não o viu? Todos dizem que se parece comigo"
"Não reparei". Ainda estava confusa. Tinha que sair dali.
"Você vai conhecê-lo, tenho certeza. Vá organizar sua vida e qualquer coisa me procure".
Saí do hospital ainda em estado de choque. Como era possível? Isso não era real. Eu devia estar ainda em transe. Mas recordando a figura que vi passar rapidamente para a emergência, reparei que além da incrível semelhança tinha algo diferente. O que seria? Um pouco de... Preocupação? Disciplina?
Sacudi minha cabeça. Com certeza eu estava louca. Saí do hospital e fui direto a uma revendedora de automóveis. Precisava me locomover melhor nessa pequena cidade. Apaixonei-me por uma picape antiga, meio desbotada. Era perfeita. Com ela nas mãos, fui direto à única imobiliária local. A gentil senhora me informou que só havia uma casa disponível nas proximidades do hospital. Concordei em visitá-la.
Não foi difícil encontrar a rua. Rua John Kennedy. A casa era modesta, mas linda. Eu senti que estava em casa, pela primeira vez em anos. Eu nem me lembrava mais do meu incidente de mais cedo. Eu ficaria aqui. Tenho certeza que minhas emoções ainda estavam afloradas pelas memórias. Eu seria feliz próximo de minha amiga.
Liguei para Rose. Rimos, conversamos e combinamos de ela me entregar todo o meu mobiliário. Rosalie também pediu muitas desculpas pela ausência, explicando estar sem tempo essas semanas, mas que viria passar um final de semana comigo, junto com Emmett. Sorri. Eu definitivamente me sentia em casa agora.
A semana passou rápido. Hoje já era domingo e senti necessidade de me enturmar com algumas pessoas. Estranhei a princípio essa vontade, mas acredito que era devido ao meu novo posto no hospital. Afinal, todos iriam me conhecer mesmo. Não custava nada adiantar...
Entrei no pequeno armazém no final da minha rua. Aconchegante. Em Londres não existia esse tipo de estabelecimento. Lá era tudo frio e impessoal. Aqui não. Muitas pessoas conversavam com um senhor que imaginei ser o dono. Quando percebi que eles falavam do hospital, furtivamente me aproximei para ouvir.
"E então Mônica. O que tinha seu filho?"
"Ele aprontou. Lógico. Mas nada de grave. Ainda bem que o lindo e maravilhoso, Dr. Edward, resolveu rapidamente".
Várias suspiraram nesse momento. Franzi o cenho. De quem elas estavam falando?
"Aquilo é um pedaço de mau caminho. Pena que não dá confiança pra ninguém nessa cidade." Uma segunda mulher comentou.
Vários suspiros novamente.
"Pena isso" Outra falava. "Agora, se fosse o outro irmão..."
Tudo aconteceu ao mesmo tempo. Várias gargalharam e os objetos que estavam na minha mão caíram sem controle. EU NÃO ACREDITEI NO QUE EU OUVI... Agora eu entendia o mistério...
POV Edward
Relembrando o último capítulo...
Como um aviso, eu senti um estranho formigamento na nuca, me forçando a olhar para trás, onde ficava a sala do meu pai. A curiosidade me corroía, mas eu precisava ser profissional primeiro. Entretanto, rendido e antes de entrar na emergência para olhar a criança que me trouxera ao hospital sem estar trabalhando, olhei para o lado e lá estava.
Os olhos mais lindos que eu já tinha visto na minha vida...
No momento em que a vi, senti um baque. Ela era linda. Meu corpo reagiu à forte presença da linda enfermeira. Esse olhar causou coisas em meu corpo que eu não imaginava sentir, e por alguns segundos esqueci-me de onde eu estava, mas logo fui interrompido por uma voz.
"Graças a Deus que o senhor chegou, Dr. Cullen, o paciente está lhe aguardando na emergência. Parece que a criança achou um frasco de shampoo e tomou. A mãe está em pânico".
Olhei para trás novamente e ela tinha sumido. Deve ter sido fruto da minha imaginação. Eu preciso transar urgentemente. A minha pequena abstinência sexual deve estar me deixando louco. Concentre-se. O paciente.
Esses eram casos normais na área em que eu trabalhava. Crianças pequenas são muito curiosas, por isso dizemos que todo cuidado e atenção ainda é pouco. E não podemos culpar sempre os pais, às vezes em um piscar de olhos as crianças fazem coisas que até Deus duvida. Eu era uma prova disso. Junto com meu irmão gêmeo aprontei horrores em Forks. Mas graças a Deus nada que tenha prejudicado muito minha mãe.
Me lembro de um dia Robert me dizer que teve uma incrível idéia. Em frente a nossa casa tínhamos uma grande árvore, de vez em quando a escalávamos. Ele disse que se fizéssemos um banco nos mais altos galhos poderíamos visualizar toda a vizinhança sempre que quiséssemos. A idéia parecia incrível para uma criança de 11 anos. E logo nos pegamos projetando em nosso quintal. E depois de muitos planos, escalamos a árvore com uma tábua de madeira, um martelo e quatro pregos grandes. Foi uma cena inesquecível. Pois tínhamos certeza que seria a invenção do ano. Cada um pregou dois pregos de cada lado em dois galhos que eram paralelos. Tentamos fazer o mais alinhado possível. E posicionamos a tábua de madeira em cima desses pregos. Um olhou para o outro e como ele era o autor da grande idéia disse que teria que ser eu a testar o banco. Eu, totalmente confiante de nossa invenção, me sentei e na mesma hora caí com tábua e tudo. Me segurei em outro galho maior que tinha em baixo e fiquei pendurado a uns 5 metros de altura. Rob rapidamente desceu pelos galhos e depois de muito esforço, conseguiu me erguer. Passamos 15 minutos rindo um da cara do outro. E depois juramos nunca contar a nossos pais, mas nossa vizinha fofoqueira não. Quase a árvore foi cortada, mas depois de um castigo de uma semana e mil juramentos de que jamais faríamos isso novamente, Esme deixou a pobre da árvore viver.
Com essa lembrança, fui encontrar uma mãe a beira de um ataque de pânico. Não era a primeira vez que eu atendia uma criança que tomou essa mesma substância. E passar uma calma instantânea aos pais também era o meu trabalho.
"Olá, o que temos aqui? Tudo bem, Gabriel?" Falei com a criança, eles se sentiam mais seguros quando falávamos diretamente com eles.
"Eu tomei o shampoo da mamãe!" Ele falou animadamente. Me pareceu que ele mesmo não estava sentindo nada demais. Era mais o pânico da mãe.
"Foi? Mas você não pode fazer isso. Assim você preocupa sua mamãe, você prejudica seu corpinho. E agora eu vou dar um remédio pra você. Mas vai ficar tudo bem, tá bom?" Ele sorriu.
"Tudo bem". Só foi necessária uma lavagem e indicações para a criança ficar em observação. E como não tinha nenhum outro paciente, eu iria voltar pra casa e ajudar Esme. Esses dias estavam calmos demais no hospital. Isso era uma coisa boa, mas havia dias que eram entediantes, por mais que acontecessem pequenas emergências. Eu conhecia a todos e isso já estava um pouco monótono. E foi quando lembrei novamente. Quem seria ela? Seria a nova enfermeira? Ela estava com meu pai! Eu tinha que ter certeza.
Mas eu não podia sair perguntando. Essas enfermeiras fofoqueiras só queriam uma munição pra causar um disse-me-disse no hospital. Isso era Forks. Então o que eu faria? Andaria por ai como quem não quer nada? Olharia os registros do hospital? Meu pai me mataria. Meu pai! Ele perceberia na hora meu súbito interesse, mas Carlisle era um homem discreto. Jamais se intrometeria em meus assuntos.
Batendo em sua porta e ouvindo um "entre", fui recebido por meu sorridente pai. Ele sempre foi uma pessoa animada e era raro encontrá-lo de cara fechada. As enfermeiras tinham certa dificuldade de separar as coisas e ele chegou a ser conhecido como o "Arrasa Corações" do hospital. "Você por aqui hoje? Não era sua folga?"
"Mais uma criança resolveu beber shampoo. Tive que vir acalmar a mãe". Disse rindo. Ele sabia muito bem o que eu sempre passava. Meu pai era um dos médicos mais experientes de Forks. Ele cuidou de meus amigos quando éramos crianças. "Agora estava indo para casa. Mas... resolvi vir lhe fazer uma visita". Soou estranho até para mim, eu nunca ficava passeando pelo hospital. "Está tudo bem?"
"Sim, meu filho. Está tudo tranqüilo como quase sempre". Ele disse se curvando sobre a mesa e me dando um olhar de quem sabia de tudo. "E você agora pode me falar a verdadeira razão para vir visitar seu velho pai no seu dia de folga". Ele sabia de tudo. Merda.
"Eu vim fazer uma pergunta. Não é nada demais". Ok, agora eu estava divagando. "Eu vi uma moça nos corredores do hospital e fiquei curioso. Eu queria saber se ela trabalha aqui". Eu estava conseguindo disfarçar? Eu parecia um caçador espreitando a próxima vítima.
"Hum... eu creio que estamos falando de Bella. Ela é a nova enfermeira chefe do hospital. É a única funcionária nova que temos, então..." Ele me olhou de novo com um sorriso sínico. "Por que o súbito interesse?" Ele tinha que perguntar?
"Não é nada. Apenas a vi com você Carlisle, e não a reconheci. Pareceu assustada a principio. Mas de repente, quando me virei para olhar novamente, ela tinha sumido. Só fiquei preocupado".
"Eu também percebi. Ela ficou meio travada no corredor mesmo. Deve ser o ambiente novo e tudo mais. Ela ainda não começou a trabalhar. Hoje ela veio só fazer uma entrevista e conhecer o hospital. Mas já a contratei. Os seus antecedentes são muito bons. Ela tem uma experiência fantástica". Experiência fantástica... anotado!
"Que bom, o senhor estava mesmo precisando de ajuda. E se ela preenche os requisitos, eu fico mais feliz ainda". Assunto encerrado Edward, já sabe que poderá vê-la novamente. "Agora eu já vou." Eu disse me levantando. "Eu avisei a mamãe que eu não demorava a retornar já que ela quer me seqüestrar hoje." Estendi a mão e apertei a mão dele. "Até mais tarde, pai".
O caminho para casa foi gasto com pensamentos em torno dessa nova pessoa. Bella. O nome se encaixava perfeitamente naqueles olhos. Linda. Eu já fazia planos de me aproximar dela. Se ela era uma profissional tão boa como meu pai disse, ela poderia se encaixar muito bem em nosso hospital. Tudo o que eu precisava era de uma chance de me aproximar sem parecer um tarado perseguidor. Há muito tempo que não aparecia alguém realmente interessante em Forks. E ela era realmente interessante. Eu nunca fiquei assim por causa de uma mulher que nem sequer tinha saído ou falado. Estava precisando me divertir um pouco. Ou tirar uma folga do trabalho. Não! Folga não. Eu precisava vê-la. Meu corpo concordou...
Retornando para casa almocei e conversei com minha mãe. Ela já não precisava mais de mim, o que respirei com alívio. Mas o assunto Rob voltou a emergir. O que me lembrava que ele não tinha me ligado hoje. Saindo desse assunto tenso eu contei pra ela sobre ter visto a nova enfermeira que o papai contratou. Ela me contou sobre o quanto Rosalie a recomendou e o quanto ela a elogiou. Como se precisasse de mais motivos para eu querer conhecê-la. Eu estava fascinado por aquela mulher.
A semana passou voando com tantos compromissos e pacientes no hospital. Eu percebi também que ansiava em ver a nova enfermeira. Ás vezes ficava em estado de excitação só pela lembrança. Porra, eu tinha que me controlar. Quando eu percebi, já era domingo. O dia amanheceu lindo. Um dia de sol em Forks era um dia memorável. Então eu resolvi dar uma corrida e nadar um pouco. Era algo que tirava minha ansiedade. Depois disso almocei e fui assistir a um filme. Fazia tempo que eu não via nada. Apesar de que sempre preferi filmes clássicos. Adormeci no sofá e quando acordei eram 5h30 da manhã. Meu coração acelerou. Era segunda-feira. Eu iria vê-la no hospital.
Fui ao banheiro e liguei o chuveiro no máximo. O spray morno sempre me ajudava a relaxar. Eu já imaginava como seria sua voz. Alguém tão delicado deveria ter uma voz doce, imaginei-a dizendo o meu nome e seus lábios se movendo. Ela deveria ser linda quando gozava. Esses pensamentos me deixaram excitado. Eu não poderia passar o dia assim.
Meu membro já pulsava. Toquei meu eixo, indo lentamente pra frente e pra trás. Mais pensamentos sobre Bella vieram. Estava duro e pronto para uma sessão de prazer solitário. Pensei sobre seus olhos e sua boca carnuda. Aumentei o ritmo. Isso. Visualizei-a lambendo meu pau, subindo e descendo, chupando e engolindo todo o meu comprimento. Aaahhh. Sim! Perfeito... Boca perfeita. Eu queria aquela boca e aquele olhar... Sim, Bella. Assim... Mais pensamentos, um mais sujo do que o outro. Imaginei-a sugando, ansiando pelo meu líquido. Seus olhos, pedindo isso... sim... eu daria tudo... Eu precisava mesmo de sexo. Encostei meu corpo na parede, acelerando ainda mais. Fechei os olhos, fazendo minha fantasia mais real. Eu estava pronto pra explodir em alguns minutos. Só de imaginar aqueles olhos me olhando e aquela boca gemendo meu nome, eu gozei fortemente. Eu precisava realizar essa pequena fantasia...
Voltei à realidade e lembrei que a veria em poucos minutos. Porra, meu membro saltou ansioso novamente. Eu não acreditava que eu, Edward Cullen, estava nervoso e excitado assim. Eu sempre conseguia o que eu queria. Não havia o que temer. Mas algo em seu olhar não estava se encaixando. Lembrando bem daquele momento, ela parecia estar com raiva de mim. Será que ela me conhecia? Será que ela conhecia o Rob? Não. Não era possível. Meu pai disse que ela morou os últimos anos em Londres e Rob definitivamente não passou por lá. Eu já estava ficando paranóico. Querendo saber o significado por trás de um simples olhar. Hoje tudo isso mudaria. Eu iria conhecê-la. Eu iria escutar sua voz.
Fui dirigindo ao hospital. No caminho ouvi meu celular tocar. Era cedo, deveria ser do hospital. Ao olhar na tela do aparelho, me espantei e atendi. "Já era hora, pensei que tinha sumido no mundo de vez." Meu errático gêmeo Rob. Dois dias sem me ligar. Isso geralmente não acontecia. Eu só não pensei muito sobre isso porque meus pensamentos estiveram 'meio nublados' esses dias.
"Muitas novidades em Forks desde a última vez que eu te liguei?" Ele falou em um tom de gozação. E hoje eu iria surpreendê-lo. Eu queria poder falar pra alguém o que estava acontecendo comigo. Mas seria muito infantil. Ainda assim eu poderia mencionar.
"Forks está... mais interessante sim." Porque estava. Ela tornou tudo mais interessante. Mas mesmo com essa conversa amena de dois irmãos que se amam, eu lembrei que meu irmão não podia continuar assim. Ele precisava parar com essa displicência. "Mas nós continuamos com saudades de você, Rob." Era a pura verdade. Minha mãe não esquecia uma manhã, mesmo quando ela não mencionava em palavras, o seu olhar dizia tudo. Eu sabia também que tocar nesse assunto em particular era complicado para ele.
"Interessante? Quem é ela?" Como eu disse... displicente, e devo acrescentar, evasivo. "Eu talvez a conheça..." Não. Não. Não. Essa era só minha.
"Sem chance Rob. Ela não é pro seu bico! E ela morava em Londres durante esses anos. Pelo que sei, não esteve em sua rota." De onde veio isso? Eu estava sendo possessivo sobre alguém que eu sequer troquei cumprimentos.
"Londres? Interessante... adoro o sotaque inglês." Ele estava gozando com a minha cara. Eu nem precisava pensar sobre isso. Que merda. Eu estava mesmo sendo um babaca óbvio. Eu precisava dar um tempo.
"Hum... não mude de assunto. Quando você vai ligar pra mamãe? Ela sente sua falta. Tudo bem ignorar o resto da família, mas nossa mãe... não faz sentido". Eu não podia deixá-lo esquecer disso.
"Em breve. Eu acabei de sair de uma janela de um banheiro, estou pegando minhas coisas e indo para Barcelona." Eu nem queria imaginar o motivo dele ter saído por uma janela de um banheiro. Mas eu sabia o que seria, sempre. Mulheres. E eu também sabia que mais uma vez ele estava fugindo. Eu bufei alto. Ele sabia que nunca me enganava. "Eu sei... eu sei... eu prometo." Sendo assim, eu acreditava. Ele não conseguia mentir para mim.
"Tudo bem. Cuidado. Se proteja, não quero uma cópia defeituosa andando por aí, pode prejudicar minha imagem." Rob tinha mania de me chamar de cópia dele. E eu tinha desistido de lutar contra todos os apelidos que ele colocava em mim. Contanto que ele não me chamasse de Ed, tudo bem. Eu ouvi o click do telefone e o fechei.
Saber que ele tinha me prometido me deixou extasiado. Minha mãe ficaria feliz. Eu estava feliz. Hoje já estava sendo um bom dia. Cheguei ao hospital. Já na entrada avistei Ângela. Ela era uma enfermeira dedicada. Logo cedo se casou com um grande amigo nosso da escola, Ben. Eles formavam um casal perfeito. Ben também era um homem calmo e amigo. Ângela sorriu me desejando um bom dia. E pra completar, me informou que eu iria conhecer a nova enfermeira em breve, pois hoje ela seria apresentada aos outros médicos e enfermeiros do hospital. Eu sorri e acelerei meus passos. Eu ia fazer logo a ronda. Ver meus pacientes, atender as emergências e me concentrar.
Como sempre, estava tudo tranqüilo. Então me sentei em minha sala revisando as fichas de alguns pacientes. Quando bateram na porta, eu estava absorto em uma papelada sem fim. Mas levantei o rosto e novamente fui surpreendido por ela. Ângela a estava levando para apresentá-la a todos. "Dr. Cullen, essa é a nova enfermeira chefe do Hospital. Isabella Swan". Bella, ela falou baixinho para Ângela, ainda sem olhar para mim. "Bella, é como ela gosta de ser chamada. Hoje é o primeiro dia dela por aqui." Disse ela animada. Parecia que ela também já gostava de Bella.
"É um prazer conhecê-la, Bella." Dizer seu nome em voz alta mexeu com algo dentro de mim. Ela estava parecendo nervosa. "Fico feliz de termos encontrado alguém como você para preencher a vaga." Ótimo, mais óbvio impossível. Agora só faltava você babar na mão dela.
Ela só acenou com a cabeça em concordância e parecia estar ansiosa pra sair da minha sala. Estranho. Será que ela não gostou de mim? Eu fiquei tão ansioso para conhecê-la... A recíproca não foi verdadeira. "Se existir algo em que eu possa ajudá-la. Estarei em minha sala." Pronto. Ofereci minha atenção. Eu não podia ficar paparicando ela e ela me rejeitando. Esse era um sentimento novo. Eu nunca tinha sido rejeitado. Na verdade as mulheres se jogavam em mim. Eu nunca precisei lutar pela atenção de nenhuma delas. Mas agora, eu vi que toda atitude teria que vir de mim.
Mais nervoso. Se isso era possível. Eu parecia mesmo um adolescente. Eu nem sequer ouvi sua voz de verdade. Eu só a ouvi levemente falar seu nome para Ângela. Nada estava saindo como eu tinha pensado. Nada. Eu estava realmente naufragando. Elas saíram da minha sala deixando um silêncio irritante para trás e uma tonelada de pensamentos que perturbavam mais que qualquer outra coisa. Eu tinha que chegar até ela. Eu tinha que ouvir sua voz. Eu tinha que descobrir o por quê de ela não gostar de mim. Sim. Isso era o que eu mais precisava no momento. Será que ela ouviu alguma coisa negativa de mim? Será que Rose queimou meu filme pra ela?
Rose era a esposa do meu irmão mais velho. Eu e ela não tínhamos nada um contra o outro, ou pelo menos eu achava isso. Mas nós nunca nos demos muito bem, nunca fomos de conversar. Ela tinha uma personalidade forte e era muito dominadora. Nunca foi muito meu estilo de mulher. Talvez, por causa disso, ela tenha passado uma imagem negativa minha para Bella. Droga. Comecei mal! Eu tinha que ter um plano B ou desistir. Pensei muito nisso. Eu nem sabia muito como insistir por alguém. Eu nunca fiz isso na vida. Será que valia a pena?
Eu teria tempo para pensar, afinal, ela trabalharia aqui diariamente e não ia fugir. Espero que não. Eu tinha que me concentrar no trabalho e em minha vida. O dia passou muito lentamente. Eu estava a ponto de gritar e correr pelo hospital como um homem das cavernas. Muitos pensamentos sobre o comportamento da nova enfermeira me deixaram ansioso. Demais até. Eu sempre reclamei sobre a monotonia da cidade e agora uma mulher tinha mexido com minha rotina e ela nem sabia. Finalmente chegou a hora de ir para casa. Peguei minha maleta e retirei meu jaleco. Tinha sido um dia muito longo dentro da minha cabeça. Hoje eu teria que correr 50 km pra compensar meu stress. Indo em direção ao meu carro, ouvi um murmúrio de droga seguido de um barulho de um motor sendo ligado, mas falhando. Eu segui os sons e encontrei uma picape antiga tentando ser ligada. Surpresa dizer que era Bella que estava nela. E ela estava bem irritada.
Bati no vidro. Ela pareceu assustada quando me viu, depois um pouco surpresa. Passaram alguns instantes antes de ela estender a mão e abrir o vidro. "Não está ligando." Ela disse simplesmente. Pareceu um desabafo. Me deu vontade de rir, mas me contive. Eu queria tanto falar com ela. E agora eu estava aqui em uma situação na qual ela precisaria de mim.
"Você já verificou se é a bateria?" Assim que as palavras saíram, eu pensei: Ela é mulher, nem deve saber o que é um radiador. Ela me olhou como se eu fosse um E.T. e depois para o painel do carro.
"Eu comprei esse carro há 3 dias. Ele foi revisado. Não é possível que a bateria já tenha falhado." Mulheres... os vendedores de carros adoram isso. Ela virou a chave mais uma vez, mas dessa vez o carro deu menos sinal ainda de vida. Eu podia ajudá-la a consertar o carro. Eu e meu irmão sempre fomos muito curiosos com respeito a automóveis. Sempre foi uma paixão nossa. Mas a opção de dar uma carona a ela era bem mais tentadora. Eu poderia até saber onde ela morava. Seria muita sorte para uma noite só.
"Nós podemos pedir que algum mecânico venha ver. E eu posso te deixar em sua casa." Eu estava rindo por dentro. "Ou se você tiver seguro, eles mesmos mandam buscar o carro aqui, você nem precisaria se preocupar." Ela pareceu tensa. Será que ela estava com medo de mim? Eu não via razão para essa reação dela. "Se você quiser, é claro. Eu posso ficar aqui com você e esperar o guincho." Ela olhou para mim novamente. Era como se ela estivesse me questionando sobre algo. O que seria? Eu não poderia ser um cavalheiro? Na verdade, eu não estava fazendo nada demais. Qualquer pessoa que visse uma mulher em apuros ofereceria ajuda.
Ela olhou para o relógio e bufou. Será que alguém a aguardava em casa? Comecei a ficar mais ansioso. Eu não sabia nada sobre ela. "Eu não quero incomodar." Ela parecia derrotada.
"Não seria um incômodo. Eu estava indo pra casa." Patético. Eu era patético. "E daqui a pouco anoitece e vai ficar muito mais frio. É bem melhor você ir para casa, ou pra onde quer que você queira ir agora." Eu estava implorando por informações.
"Tudo bem, obrigada." A voz dela era mais linda do que eu tinha imaginado e eu tive que me concentrar pra não ficar duro na frente dela, pois eu já imaginava aquela voz gemendo meu nome novamente. Foco Cullen. "Eu estou indo pra casa." Ela pegou a bolsa no banco do passageiro e abriu a porta. Foi quando fui atingido por seu perfume. Putaquepariu. Ela estava fazendo isso mais difícil pra mim. Que cheiro era esse?
Eu me virei rapidamente, algo me dizia que ela não se sentiria confortável ao ver minha ereção agora. Ela simplesmente pensaria que eu era um maníaco. Coloquei minha maleta ao meu lado pra disfarçar e seguimos em silêncio até o meu carro. Ela deu um suspiro e prendeu o ar quando paramos. Olhei pra ela curioso. Acho que ela gostou do meu carro. Eu mesmo o adorava. Um Volvo prata. Eu achava que era a minha cara.
Apressei-me e abri a porta para ela. Essa viagem não seria nada fácil. Eu tinha que me controlar perto dela. O que estava acontecendo comigo? Eu estava ficando louco, só pode. Dei a volta e uma rápida olhada em mim. Fiquei aliviado de ver que estava tudo tranqüilo. Entrei no carro e mais uma vez fui agredido pelo seu cheiro. Parecia que estava concentrado dentro do carro. Era algo como frésias e morangos, mas totalmente sensual. Tive que me concentrar em dobro. Liguei o carro e me virei para ela. Ela era linda. "Para onde vamos?" Eu estava eufórico por dentro. Ela estava dentro do meu carro. Ela tinha um cheiro perfeito e era linda. Eu a queria. Muito.
Assim que ela me disse o nome da rua eu congelei. Eu não conseguia pensar.
"Onde?" Eu precisava que ela repetisse, eu não poderia estar escutando direito.
"Rua John Kennedy, não é muito longe daqui." Eu acho que a assustei novamente com minha estupidez. Eu dei um sorriso, olhei pra ela.
"Eu sei onde fica Bella." Mais uma vez, dizer o nome dela era algo prazeroso. "É a rua onde eu moro." Ela virou seu rosto pra mim rapidamente. Ela também ficou surpresa.
"Sério? Quer dizer, eu não conheço ninguém ainda aqui." Ela disse nervosa. "Eu nunca imaginei..." Ela parou. A curiosidade me corroía. E assim que a olhei, seu rosto estava no mais lindo tom de rosa.
"Nós moramos nessa rua desde que nasci. É um bom lugar".
"Sim, eu gostei assim que vi. Foi amor à primeira vista. É calmo".
"Se você quiser, eu te pego antes de ir para o trabalho amanhã." Meu Deus. Será que ela percebeu meu desespero? Eu não conseguia me conter mais. "Quer dizer, o seu carro vai estar no conserto e nós moramos na mesma rua. Não custa nada." Era até lógico.
"Hum, se não for um incômodo." Ela disse tão baixo que eu tive que me esforçar para ouvir.
"Será um prazer. E não é nada demais, eu já disse." Era demais sim. Era perfeito que eu estaria deixando e ainda a pegando pela manhã para ir ao trabalho. Eu já não podia ver a hora de acordar e ir até a casa dela buscá-la. E então, ela sorriu. E eu pensei que ela não poderia ser mais linda. Engano meu. Ela era a coisa mais linda que eu já tinha visto.
"Hum, tudo bem".
Bella me indicou onde morava e fiquei muito surpreso ao ver que era 3 casas depois da minha. Eu fiquei tão envolvido pensando nela preso dentro de casa que nem sequer teria tido a chance de encontrá-la se ela tivesse saído. Eu era patético.
Parando o carro em frente a sua casa, mais um momento de silêncio. Eu tinha tantas perguntas, mas iria assustá-la se começasse a soltar tudo em uma noite. Por hoje estava bom. Eu tive mais avanços do que eu imaginei pela manhã. "Boa noite Dr. Cullen. Obrigada pela carona." Ela disse olhando para frente. Ela era tão tímida. Isso era tão charmoso que tomou cada fiasco de força que eu tinha para não agarrá-la ali mesmo.
"Boa noite, Bella. E pode me chamar de Edward, por favor." Eu estava louco pra ela dizer meu nome.
"Boa noite, Edward." Eu quase pedi pra ela repetir. Eu queria ouvi-la dizer uma e outra vez meu nome. Ela abriu a porta do carro e quando ela estava se levantando eu disse.
"Estarei aqui as oito." Ela parou e assentiu com a cabeça.
Você será minha, Isabella Swan...
Olá amadas \o/
Ai está o capítulo 4. Espero que gostem tanto quanto nós amamos escrever...
Meninas, a partir de agora a FIC vai ganhando mais emoção... rsrs, como dizem no Orkut, eu e a Nêni somos as "Spoiler Girls", então vou deixar um aqui tb: Se preparem, pois se vocês gostaram do capítulo 3, e agora do 4. Aguarde que o 5 é pura emoção... É POV ROB \o/
Vou responder alguns comentários:
Regina Swan: Oi minha linda. Estou feliz qu vc esteja gostando. E que bom que vc entendeu. Quanto ao fato do Rob abandonar a Bella... vamos explicar mais pra frente... e espero que vc entenda as razoes dele...hehehe...
Xarol: Olá sumida. Pensei que tinha abandonado nossa FIC. Mas agora estou mega feliz sabendo que estamos agradando mesmo. Já temos praticamente até o capitulo 9 pronto a historia está cada vez mais... diferente...rsrs. Essa idéia dos gêmeos foi da Nêni... eu só a ajudo com o texto mesmo. Espero ver vc sempre por aqui viu? Um grande beijo flor.
Nauara: Obrigada mesmo flor. Aqui está o capitulo 4. Espero que continue gostando, assim como nós estamos amando escrever... apareça sempre aqui.
Rafaela: Vc está mesmo sumida flor. Não tenho te visto nos tpc... Mas obrigada mesmo pelos elogios. De verdade. Nos dedicamos as fics por amor mesmo, e é gratificante quando percebemos que estamos agradando tanto...e vc já mora no meu coração flor... um super beijo.
Bruna B: Ai está flor, o esperado capitulo 4. Está uma delicia, deixe seu review contando o que achou. beijo.
Cris: Realmente é uma loucura....rsrsrs...aguarde as novas emoções.
Thais: MINHA LINDA AMIGA.... vc sempre vai morar no meu coração. Fico sempre feliz quando vejo seus comentários. Te amo.
Julia Lisboa: Oi linda. Ai está mais um capitulo. Espero que goste tb. =)
Dyana: Oi linda. Ai está mais um capitulo. Ainda não é o POV ROB, mas tb está lindo. E se prepare: o capitulo 5 é todinho POV ROB. Beijo.
Natfurlan: Oi linda. Vc vai se apaixonar ainda mais por esses gêmeos.... a historia está só esquetando....
Bem minhas lindas. Espero que gostem. Na próxima quarta-feira terá mais um capitulo e será POV ROBRT.
OMG
ELE TB É PERFEITO !!!!
Deixem reviews... adoramos saber o que vocês estão achando da FIC.
UM BIG BEIJO
titinha
