I don't want to close my eyes
I don't want to fall asleep
'Cause I miss you, baby
And I don't want to miss a thing
'Cause even when I dream of you
The sweetest dream will never do
I still miss you, baby
And I don't want to miss a thing
I don't want to miss one smile
I don't want to miss one kiss
I just want be with you
Right here with you, just like this
I just want hold you close
Feel your heart so close to mine
And just stay here in this moment
For all the rest of time
Não quero fechar meus olhos
Não quero pegar no sono
Porque eu perderia você, baby
E eu não quero perder nada
Porque mesmo quando eu sonho com você
O sonho mais doce nunca vai ser suficiente
E eu ainda perderia você, baby
E eu não quero perder nada
Não quero perder um sorriso
Não quero perder um beijo
Bom, eu só quero ficar com você
Aqui com você, apenas assim
Eu só quero te abraçar forte
Sentir seu coração perto do meu
E ficar aqui neste momento
Por todo o resto dos tempos
I don't want to miss a thing – Aerosmith
Capítulo 6 – QUEM BUSCA FELICIDADE SEMPRE ENCONTRA O PRAZER
POV Bella – 3 meses atrás
No momento em que saí do carro foi como se eu estivesse em um universo paralelo. Meu corpo se moveu por vontade própria porque minha mente estava completamente absorvida pelo homem que acabou de se despedir de mim. Que loucura...
Eu cheguei até a porta e olhei para trás, ele estava esperando até eu entrar em casa. Muito doce. Não era realmente necessário. Pelo que eu soube esse bairro nunca teve um assalto sequer. Mas ainda assim era doce da parte dele.
Assim que ele me disse que morava na mesma rua que eu minha cabeça deu mil voltas. Era realmente muita coincidência. O destino estava brincando comigo. Como poderia ser? Ele tinha o mesmo rosto. A partir da conversa que escutei naquela mercearia eu entendi na hora o que era o tal mistério. O meu estranho de Paris tinha um irmão gêmeo. Se eu o encontrasse algum dia, ele se lembraria da total idiota que lhe entregou sua virgindade e que depois ele abandonou como se isso não valesse nada. Eu não podia passar por isso. Nunca mais. Eu não queira encontrá-lo novamente. Tanto tempo tentando esquecer aquele sentimento, e agora ele estava sendo esfregado na minha cara. E da pior forma possível. Na forma do seu irmão. Com um plus para minha confusão mental, eu aceitei a carona dele novamente. Do seu irmão gêmeo. Como se todas as outras coisas não tivessem sido estranhas o suficiente: ele ter me trazido à minha casa, morar na mesma rua e ter um rosto tão familiar.
Mas algo era diferente em Edward. Ele era respeitador. Ele parecia ser um homem de família. Na verdade... eu nem sei se ele tem uma namorada e estou tendo devaneios a respeito dele, como se em um futuro louco eu poderia estar.... não! Definitivamente não! Só se eu fosse masoquista. Entrei e ouvi o carro arrancar da frente da minha casa. Ele estaria a 3 casas de distância. Oh meu Deus. Eu não conseguiria parar de pensar nisso. Eu teria que tomar um remédio para conseguir dormir depois de tanta informação confusa adquirida. Eu iria de carona e trabalharia no mesmo hospital com o rosto que me assombrou durante dois anos. E descobri que estava ansiosa por isso. Me crucifiquem!
Isso me fez lembrar o meu carro, assim que acordasse teria que ligar para o rapaz de quem o comprei para que ele desse uma olhada no carro. Esse horário a loja já estava fechada. Tomara que não seja nada grave. Eu preciso do carro o mais rápido possível. Eu não posso continuar com essa loucura.
Mas... ele morava a 3 casas de distância. Eu já disse isso? Como no mundo eu poderia evitá-lo? Ele trabalhava no mesmo hospital. Nós nos veríamos de uma maneira ou outra, ou de uma maneira e de outra.
Tomei um banho frio e me deitei na minha cama congelando. Essa cidade conseguia ser a mais fria que eu já tinha morado. A umidade também não ajudava muito. Deitada e totalmente coberta eu deixei minha mente vagar. A voz dele não saía da minha cabeça. Frases se confundiam. Até a voz era igual. Mas as palavras ditas eram completamente diferentes. Ele era diferente. Eu sentia isso. Eu senti uma segurança e uma atração tão forte que não pude dizer não a nada do que ele me pediu. Eu era mesmo uma bobona. Se ele tivesse me pedido mais, eu teria dado.
Adormeci um tempo depois e acordei com meu despertador gritando ao meu lado. Assim que abri os olhos minha respiração travou. Em uma hora eu estaria presa dentro de um carro com o homem mais atraente do universo. Um deles, quero dizer. Mas ele era atraente demais. O que eu vestiria? O que eu falaria quando ele chegasse? Eu nem mesmo sei como ser sociável. Santo Deus! Se controle, Isabella. Ele vai achar que eu sou uma caipira com a variedade de diálogos que eu consigo levar.
Resolvi vestir uma das minhas calças branca de cós baixo e uma blusa de botões também branca, mas ela tinha um cintinho que ficava bem na cintura e modelava meu corpo. Ser enfermeira era assim. Meu guarda roupa acabava sendo completamente monocromático. Prendi meus cabelos em um rabo de cavalo alto e dei uma olhada no espelho. Nada mal Bella. Desci e fiz um café rápido, engolindo tudo apressadamente. Quase passo mal. Mas eu não queria fazê-lo esperar por mim.
Ouvi uma leve buzina e gelei. Ele estava aqui. Corri para a porta e assim que cheguei lá me lembrei da minha bolsa. Voltei correndo e a peguei. Continuei correndo até chegar à porta e abri-la. Completamente ofegante o avistei. Se fosse possível, eu fiquei mais ofegante ainda. Esse homem era de tirar o fôlego. Ele estava sorrindo para mim. Sim. Como se fosse a manhã mais linda de todo o ano. Ele parecia feliz e tranqüilo enquanto eu estava respirando pesado e deveria estar com o rosto mais vermelho que um tomate. "Bom dia, Bella." Que voz. Ele parecia dizer meu nome lentamente, como se tivesse curtindo isso.
"Bom dia, Dr. Edward." Eu não podia querer ser tão íntima. Apesar de ter dito o nome dele na noite anterior, parecia inapropriado nesse momento.
"Me chame de Edward, Bella." Ele disse calmamente, ainda me olhando sentar e puxar o cinto de segurança. "Dormiu bem?"
Ok, sou só eu, ou ele quer mesmo saber como eu dormi? O que eu diria? Que passei a noite pensando nele? Na voz dele? No dia que teríamos, tão próximos um do outro? Acho que não. "Muito bem." Soou mentiroso até para mim. Eu não dormi quase nada, minhas olheiras deviam estar gritando na minha cara. Eu tinha que mudar o foco de mim. "E você? Dormiu bem?"
Eu pensei tê-lo escutado dizer'você nem imagina...', mas logo depois ele falou um 'sim' e sorriu novamente. Eu não estava olhando, mas eu senti em sua voz. Era estranhamente confortável estar ali com ele. Eu nem o conhecia, mas era como se fosse natural estarmos ali. Ele me perguntou se eu tinha gostado do hospital e se era como onde eu trabalhava antes e começamos uma conversa tranqüila e natural até chegar ao hospital. Eu nem sequer percebi o tempo passar e me encontrei torcendo para que o momento se prolongasse para podermos nos conhecer melhor. Eu estava morrendo de curiosidade para saber tudo sobre ele.
Nos despedimos ao entrar, com a promessa de que eu o esperaria para voltarmos juntos, e senti o olhar dele me seguir até que entrei em minha sala. Era estranhamente prazeroso ter esse conhecimento. Eu podia estar louca, mas era como se ele sentisse o mesmo que eu. A atração, a curiosidade e o conforto. Fechei a porta e me apoiei atrás dela. Sorrindo como uma boba. Eu o veria novamente em exatamente seis horas. E eu mal podia esperar por isso.
O dia se passou tranquilamente. Conheci algumas outras pessoas que eu ainda não tinha visto. Todos eram sorridentes e pareciam felizes com a minha presença e, se fosse possível, eu fiquei ainda mais feliz. Ângela me acompanhou e me apresentou aos pacientes internados. Era como se todos se conhecessem há anos. E percebi mais uma vez que estava agora em uma cidade pequena. Aqui todos se conheciam. Mas não me sentia mal por isso. Na verdade, eu me senti ansiosa para conhecer todos também.
Eu liguei para a loja em que comprei o carro e eles mandaram um guincho para resgatá-lo. Mais tarde eles me avisaram que uma peça de alguma parte estava danificada e que eles teriam que mandar buscar fora, pois não a tinham no estoque. Talvez levasse dias para ela chegar. E isso não foi uma notícia ruim, no geral. Eu teria mais dias de conversas tranqüilas e confortáveis com Edward. Suspirando, fui almoçar. Encontrei-o no refeitório sentado junto a Carlisle e Ângela. Eu não sabia bem o que fazer, mas eles acenaram me chamando para me juntar a eles.
Chegando a mesa, Ângela me apontou a cadeira ao seu lado para eu sentar. Caminhei lentamente, me sentindo queimada pelo olhar analítico de Edward. Espero que ninguém tenha notado. Poderia ser estranho. Sentei-me e fiquei olhando para minha bandeja, sem coragem de encarar aqueles olhos verdes que me fitavam. E pior, na frente do meu chefe Carlisle.
"Como vai o primeiro plantão de trabalho, Bella?" Levantei meu rosto, Ângela sempre parecia ter o dom de me tirar dos meus devaneios.
"Muito bom." Eu disse sorrindo. "Adorei a equipe, o ambiente. Resumindo, estou encantada." Falei e virei para Edward, que estava com aquele sorriso torto me olhando. Ele parecia não ter vergonha nenhuma de ter sido pego me secando. Isso era constrangedor. Eu, como sempre, devia estar com as bochechas rosadas. "Como vai você, Dr. Carlisle? Não o vi na minha ronda hoje." Carlisle estava animado por algum motivo. Na verdade, sempre que eu o vi ele estava dessa maneira.
"Muito bem, Bella. Você já conheceu o meu filho Edward?" Para tudo! Eu sabia que eu tinha achado algo parecido neles dois. Mas saber disso me fez engasgar com o suco que eu estava tomando. Como eu não percebi? Ângela bateu de leve nas minhas costas
"Desculpem-me." Só eu mesma. "Já o conheci sim Dr., ele me ajudou ontem com meu carro".
"Ah foi?" Ele falou divertido. "Bom saber." E ele deu um sorriso para Edward e eles se olharam como se houvesse alguma piada interna, mas que só divertiu ao Dr. Carlisle. Edward estava com o rosto neutro pela primeira vez desde que o conheci.
"Sim pai, Bella não conseguia ligar o carro. Eu dei uma carona a ela." Ele sorriu novamente. "Sabia que ela mora na mesma rua que nós?"
"Sério, Bella? Que bom. Você vai adorar conhecer minha esposa. Ela adora Rose, com certeza irá adorar conhecer você também." Eu somente acenei com a cabeça. Odiava ser o centro de qualquer conversa e também não estava acostumada com visitas à casa de outras pessoas. Há anos que eu morava em cidades onde eu não conhecia ninguém. Depois disso comemos em um silencio mais confortável. E eu disse que precisava me retirar para terminar algumas revisões de medicações dos pacientes. E assim que levantei Edward me lembrou que me esperaria para irmos juntos pra casa. Eu quase morri. Parecia tão íntimo. Carlisle piscou para mim e Ângela acenou um 'até logo' enquanto eu corria desajeitadamente até minha sala.
A tarde passou rapidamente enquanto eu fazia meu trabalho. E quando chegou a hora de ir embora, arrumei minha mesa, peguei minhas coisas e me dirigi para fora, sendo surpreendida por um Edward postado em minha porta com sua maleta na mão e o jaleco no ombro. Tão casual que me deixou sem ar. Ele estava me esperando. Tão lindo.
Cumprimentei-o e o segui até seu carro. Ele abriu a porta do Volvo para mim e me esperou entrar. Um verdadeiro cavalheiro. Me fez lembrar um passeio de dois anos atrás, com exceção de que, quando fui entrar no carro fui invadida por um beijo avassalador. Mas eu não queria pensar nisso nunca mais. Edward entrou no carro e nos dirigimos para fora do estacionamento do hospital. Começamos a conversar novamente e descobrimos muitas coisas em comum. Tivemos a infância na mesma época, então nossos filmes e desenhos favoritos eram os mesmos. Era engraçado relembrar coisas bobas. Mas foi muito bom fazer isso com ele. Depois de dizer que meu filme favorito quando criança era The Goonies*, ele me prometeu que um dia assistiríamos juntos. Morremos de rir ao relembrar que choramos em E.T. - O Extraterrestre** quando o E.T. tem que voltar para casa e abandonar o garotinho. Foi muito engraçado. Nos percebemos sendo fãs de Spielberg.
*The Goonies é um filme de 1985, produzido por Steven Spielberg, escrito por Chris Columbus e Steven Spielberg, e dirigido por Richard Donner. Na época, teve um extremo sucesso. Conta com a participação de Cyndi Lauper, cantando a música-tema do filme "The Goonies 'R' Good Enough".
**E.T. – O Extraterrestre é um filme estadunidense de 1982, dos gêneros ficção científica e drama, dirigido por Steven Spielberg. É considerado um dos maiores sucessos de bilheteria de toda a história do cinema, sendo o primeiro filme a ultrapassar a marca 700 milhões de dólares.
A promessa não passou batida por mim. Eu já fazia planos de pipocas e refrigerantes deitados no sofá. Sentia-me uma adolescente ao lado dele.
Essa semana passou com Edward me buscando e me deixando em casa. Cada vez mais próximos. Dr. Carlisle só almoçou conosco mais uma vez, pois segundo Edward, ele sempre procurava almoçar em casa com a esposa. Eles pareciam todos muito ligados, mas eu não tinha sequer coragem de perguntar sobre seu irmão gêmeo, que ele nunca comentou comigo.
E um dia finalmente marcamos de assistir ao filme, Edward tinha folga e eu também, então não precisaríamos acordar cedo. Marcamos de assistir em minha casa e eu disse que faria o jantar. Há muito tempo que não cozinhava para mais de uma pessoa. Eu e ele formamos uma amizade fácil. Eu adorava conversar com ele em qualquer momento. Ele se tornou a pessoa com quem mais eu falava. Até esqueci que minha amiga Rose não aparecia há mais de uma semana. Ela tinha seus motivos. Sempre soube que ela era muito ocupada.
A noite em que seria o filme foi como voltar a infância literalmente. Eu lembrava com clareza das minhas partes favoritas. Preparei uma lasanha e deixei a pipoca pronta para ser feita assim que jantássemos. Olhei para minha casa. Era a primeira vez que outra pessoa a veria. Será que ele gostaria daqui? Eu realmente estava nervosa. Juntei almofadas nos sofás e me sentei batendo os joelhos de ansiedade e, como sempre, ele chegou na hora marcada. Mas eu não estava preparada para a visão que me aguardava do outro lado da porta.
Edward estava em roupas casuais e trouxe uma caixa de Donuts* para nós. Ele estava vestindo uma camiseta preta e uma calça jeans gasta. E ele era a coisa mais linda que eu já tinha visto na vida. Somente quando ele disse 'olá' que eu me toquei que deveria estar babando descaradamente. Eu era patética. Eu o chamei para entrar e agradeci pelos Donuts. Eu adorava. Ele sabia disso.
*Donut ou doughnut é um pequeno bolo em forma de rosca (mais precisamente de toro), oriundo dos EUA. Consiste numa massa açucarada frita, que pode ser coberta com diversos tipos de coberturas doces coloridas, como por exemplo chocolate.
Ele parou logo na entrada, analisando a casa. Será que ele gostou? "É exatamente como eu pensei que seria." Essa frase mexeu comigo. Suas palavras me lembraram novamente o que eu prometi nunca lembrar enquanto estivesse com ele.
"Hum... e como você achou que seria?" Perguntei, tentando entender o que ele estava pensando.
"Bonita, clara e elegante... como você." Ele disse simplesmente. Como se essa frase dele não mexesse comigo. Mas mexeu. Ele me achava bonita. Esse deus grego me achava bonita. Eu devo ter me perdido em pensamentos novamente porque ele tocou meu braço, chamando minha atenção e perguntou onde poderia colocar a caixa de Donuts. Eu apontei para a mesa e fechei a porta, percebi então que minhas mãos estavam suando. Eu estava muito nervosa.
"Você está com fome? Eu fiz lasanha".
"Hum... pelo cheiro parece deliciosa".
"Espero que esteja. Eu não cozinho para ninguém há anos." Simplesmente admiti ser uma fracassada. Argh,Bella. "Quer dizer, eu moro sozinha há anos." Cala a boca!
Sentamos-nos e comemos enquanto humm's saíam da boca de Edward. Era profundamente difícil me concentrar com aqueles sons. Assim que terminamos me levantei e programei a pipoca, mostrando a Edward onde era o DVD. Ele programou o filme enquanto eu pegava o refrigerante e a pipoca. Fui em direção a sala e coloquei tudo na mesa de centro, desliguei as luzes e me sentei ao lado dele no sofá. Em algum instante, nossos braços se tocaram e uma corrente elétrica passou por nós. Ele também sentiu, pois puxou a mão com a surpresa.
O filme começou e o que era pra ser uma noite completamente inocente foi a noite mais cheia de tensão que eu já tinha vivido. Era como se algo nele me atraísse como um ímã e eu tive que me concentrar em todos os momentos para não me aproximar e abraçá-lo. Ele estava tão próximo que eu podia sentir o calor que emanava de seu corpo. E esse calor me deixou completamente molhada no local que eu tentava ignorar que existia há muito tempo. O filme era perfeito. Fui surpreendida quando me vi rindo feito boba do Gordo. Eu era fascinada com os personagens desse filme. Me aconcheguei mais ao sofá e percebi que Edward me observava em alguns momentos. Eu sentia a respiração dele bater levemente em meu rosto. Era muito tentador. Mas eu não podia agir dessa maneira.
Assim que os meninos no filme entraram no túnel subterrâneo eu já me preparei. Eu sempre assisti a esse filme sozinha. Eu era apaixonada pelo Mikey (Sean Astin). E quando a Andy (Kerri Green) beija-o pensando que era seu namorado, eu virei meu rosto para o lado para ver se Edward estava prestando atenção. Ele me olhou na mesma hora e nossos narizes se tocaram. Prendi minha respiração. Ele me olhava profundamente. Era como se o olhar dele me queimasse por dentro. Lentamente. Eu queria tanto. Senti-o se aproximar bem devagar, e como se eu fosse atraída pela mesma força eu também me aproximei. Sua respiração batia em meu rosto e seu cheiro era inebriante. Nossos lábios se tocaram levemente e foi como se eu nunca tivesse sido beijada. Porque seus lábios eram a coisa mais macia que eu já tinha sentido. Ele me deu um beijo casto e eu senti meu corpo amolecendo com esse simples toque. Não tinha mais como controlar.
Eu abri minha boca e senti-o tocando meus lábios com sua língua. Foi tão leve que parecia fazer cócegas. Ele foi lento e tranqüilo, como se quisesse apreciar cada segundo daquilo. Eu estava ofegante e eu nem sequer tinha beijado-o de verdade.
A língua dele entrou em minha boca lentamente e ela estava quente e macia. Eu levantei minha mão e toquei sua nuca, senti-o se arrepiar ao meu toque. Era surreal. Ele queria isso tanto quanto eu, eu não podia acreditar. Nós nos beijamos delicadamente. Era como se estivéssemos nos conhecendo. Pedindo permissão. Edward foi paciente e muito carinhoso. Ele me abraçou e senti meus mamilos endurecidos tocarem seu peito firme. Meu corpo todo tremeu e senti-o sorrindo enquanto me beijava. Eu não encontrava forças em mim para parar. Parecia que nunca seria o suficiente. Minha outra mão alcançou seu cabelo e eu o puxava até minha boca cada vez mais. Mas Edward me surpreendeu, mesmo ofegante ele não tentou nada muito ousado. Se contentando em me beijar e abraçar. Foi a coisa mais doce que ele poderia ter feito. Eu não estava preparada para nada além disso agora.
Em um momento nos separamos por busca de ar e nos encaramos. Os olhos dele estavam escuros. Era como se ele estivesse queimando por dentro. Esse calor passava por seu olhar. Era demais para mim. Ficamos em silêncio por um momento, até que ele estendeu a mão e pegou a minha, levantando-a até seus lábios e dando um beijo. "Seu gosto é ainda melhor que seu cheiro." Ele sorriu e eu olhei para baixo. Ele colocou uma das mãos em meu queixo e o levantou. "Eu estava ansioso por isso Bella".
"Eu também." Eu tive que admitir. Estava escrito na minha cara.
Olhamos pra frente e nos surpreendemos quando somente os créditos do filme passavam na tela. Eu não consegui acreditar que passamos mais de uma hora nos beijando. Parecia ter passado tão rápido. Edward se levantou e eu o segui. Ele agradeceu pelo jantar e eu pelos Donuts. Ele beijou minha mão mais uma vez e me deu um selinho, se despedindo de mim.
Fechei a porta e andei suspirando pela casa. Foi o melhor beijo da minha vida. Ele era incrível. Eu tinha medo de acordar e perceber que era um sonho. Ele disse que amanhã me levaria para almoçar e eu mal podia esperar...
POV Edward
Beijar Bella foi tudo o que eu imaginava e muito mais. Ela tinha os lábios mais macios e o gosto mais doce que eu já tinha provado. Foi tudo tão louco que eu nem sequer percebi o tempo passar. E quando eu percebi uma mão dela estava em minha nuca e a outra em meus cabelos e eu nunca me senti tão consumido em um único beijo.
Assim que paramos eu olhei para ela e seus olhos espelhavam o mesmo que os meus, um desejo e um bem querer sem tamanho. Eu passei essa semana toda com ela e por ela. Eu nem sequer almocei em casa uma vez para poder vê-la no horário de almoço. E mesmo sendo errado eu torci todos os dias para a peça do carro dela não chegar para eu poder buscá-la e deixá-la todos os dias. Eu era um ser muito egoísta. Eu tinha que reconhecer.
Eu queria fazer coisas que não seriam corretas. Não agora. Eu precisava sair dali sem ela achar que eu estava fugindo. Na verdade, eu não queria sair. Mas eu não podia ficar. Eu não tinha tanto autocontrole assim. E Bella merecia que eu fizesse tudo certo com ela. E ela seria minha, muito em breve, sem precisar apressar as coisas.
Sem mais resistir, me levantei e ela me acompanhou até a porta. Agradeci pelo jantar. Eu nunca imaginei que ela cozinhava tão bem, a lasanha estava perfeita. Eu peguei sua mão e a trouxe até meus lábios. A pele dela era tão branca e tão linda. E o cheiro dela era inebriante. Nunca senti nada igual. Era só dela. Assim que a olhei, meu corpo se moveu por vontade própria, me curvei e beijei seus lábios uma última vez essa noite. Foi um beijo lento e cuidadoso. Eu queria me lembrar da sensação dos lábios dela nos meus.
Saí pela rua sorrindo como um bobo. Assim que entrei em casa vi minha mãe sorrindo. "Boa noite mãe." Eu disse mais alegre que o normal.
"Boa noite, Eddie." Ok. Nem isso tiraria meu bom humor.
Subi as escadas praticamente voando. Eu estava me acostumando às sessões pós-Bella em meu quarto. Eu tinha passado uma semana ótima, mas difícil. Nunca alguém tinha me atraído tanto quanto essa mulher. Era magnético. Era inevitável. E hoje, conhecer seu gosto e sentir seu toque não tinha facilitado em nada esse desejo louco que eu sentia por ela.
Chegando ao meu quarto retirei minha camisa, abri a gaveta ao lado da minha cama e retirei o tubo de lubrificante. Eu olhei pra baixo para o meu pau endurecido e gemi. Eu estava tão ferrado. Isso era doentio, mas eu não conseguia evitar. Eu não o controlava mais. Deitei na cama. Imagens dela vibraram nas minhas pálpebras enquanto eu enchia minha mão com o lubrificante e viajava até meu pau.
Comecei a me acariciar, torcendo a ponta e voltando para baixo. Imaginando que a minha mão era a dela. Meu pau cresceu e pulsou com cada toque. Eu me permiti gemer e já sentia meus espasmos chegando. Ela tinha esse poder e eu estava adorando isso. Eu mantive meus olhos fechados e continuei a me perder nas minhas memórias dessa noite. Bella me beijando, tocando meu pescoço, suas mãos puxando meus cabelos. Seus lábios, seu gosto. Sim. Perfeita. Minha mão acelerou os movimentos com a lembrança da sensação e do som que ela fazia. Eu queria esse som pra mim. Ela gemendo pra mim. Isso. Acariciei e provoquei meu pau, meus quadris saíram da cama e eu o empurrei em minha mão grosseiramente. Eu podia sentir meu orgasmo se formando enquanto meus pensamentos iam mais uma vez à sala da sua casa. Bella era uma mulher sensual. Sua simplicidade era como algo afrodisíaco. Eu a desejava demais. Quando suas bochechas coraram, eu não queria nada menos que me agarrar a ela e tomá-la em todos os lugares da sua casa.
Minha voz ecoava no silêncio do meu quarto. As emoções e sensações estavam se construindo, ameaçando explodir. Então, muitos pensamentos atravessaram minha mente. As coisas que tínhamos feito, as coisas que eu ainda queria fazer. Eu queria prová-la, para ver se ela era tão deliciosa quanto em meus sonhos. Porra, eu estava tão perto. Eu aumentei o meu ritmo, puxando meu pau com cursos longos, e eu finalmente jorrei em minha mão.
Fiquei parado de olhos fechados esperando minha respiração se acalmar. Eu não via a hora de transformar minhas fantasias em realidade.
O resto da semana passou em uma rotina perfeita. Eu pegava Bella pela manhã em sua casa. Nos beijávamos no estacionamento até ficarmos sem ar e depois de nos recuperarmos e rirmos um do outro entrávamos para trabalhar. Almoçávamos juntos e eu a levava para casa.
A cada dia tínhamos um novo avanço. Ela sempre me chamava para descer, e sendo o ser egoísta que eu já disse que sou, eu descia. E nunca passávamos de dois metros da porta porque assim que entrávamos eu a puxava para mim, a beijava loucamente até que tivéssemos que parar de respirar. No começo eu me limitava a abraçá-la. Depois minhas mãos passeavam por seus lados e ela não me parou. No dia seguinte eu não resisti e toquei seus seios, ela gemeu me incentivando. Na quinta-feira nós caímos no sofá e nos emaranhamos em toques e gemidos. Eu a toquei por cima da calça até que ela arqueou as costas e gemeu meu nome quando chegou ao clímax. Foi a coisa mais erótica que eu já vi. E ela estava completamente vestida. Era humanamente impossível resistir a essa mulher.
Ela era sexy de tantas maneiras que eu nem conseguia ter um pensamento coerente quando estava perto dela. Eu me sentia dominado por ela. E ela nem imaginava. Na sexta-feira eu estava particularmente ansioso para nossa maratona após o trabalho, principalmente porque Bella me disse que Rosalie passaria o sábado com ela. Então eu não a teria por um dia inteiro. Eu precisava de minha dose diária de Bella agora e não sabia como seria. Então eu queria uma dose extra hoje. Eu precisava de mais dela.
Assim que ela abriu a porta da sua sala e me viu, seus olhos brilharam. Eu já esperava por ela. Ela como sempre andou ao meu lado sorrindo até o carro. Meus dedos queimavam para tocá-la. Ninguém sabia de nossa relação sem-nome. Nem eu sabia bem o que éramos. Mas eu sabia bem o que eu queria ser. Eu queria ser o único para Bella. Eu queria ser o único a tocá-la. O único que ela chamaria o nome quando chegasse. O único que ela queria também. Eu nunca quis tanto isso. Eu nunca quis tanto alguém.
Chegamos ao carro e abri a porta para ela. Ela me olhou e logo se sentou e eu fechei a porta. Corri para o lado do motorista e entrei rapidamente. Ansioso. Mais uma vez fui surpreendido pelo seu cheiro. Tudo em Bella era tão apelativo. Eu fiquei duro imediatamente e torci para que ela não visse meu estado. Eu não precisava assustá-la.
Chegamos à casa de Bella e eu corri para abrir a porta para ela. Ela riu da minha prontidão. Assim que ela abriu a porta eu a peguei, empurrei contra a parede da sua sala e comecei a beijá-la. Ela gemeu em meus lábios e soltou a bolsa sem ao menos olhar. Ouvi a batida da porta e percebi que eu nem sequer a deixei fechá-la tamanho era o meu desespero. Ela começou a puxar minha camisa, me aproximando dela, eu tinha certeza que ela podia sentir minha ereção em seu estômago. Ela sabia o que ela causava em mim. E ela gostava.
Ela começou a tirar a camisa da minha calça e tentava desabotoar os botões. Eu não acreditava que a doce e inocente Bella estava tomando a frente. E era ainda mais excitante sendo assim, vendo-a tão necessitada como eu. "Você não sabe o que você faz comigo." Eu falei para deixá-la ciente do problema. Ela gemeu alto e o som foi direto para o meu pau, já duro como uma rocha. Impaciente ela largou minha camisa aberta e me puxou até o sofá me empurrando nele. Eu caí sentado e Bella sentou em meu colo. Ela sabia exatamente o que estava fazendo comigo. E eu nunca a tinha visto tão dominadora. Eu adorei esse novo lado dela.
"Bella." Foi como um aviso. Ela não podia começar algo que ela não poderia terminar. Eu não suportaria. Ela não parou. Ela me beijou e eu me entreguei a minha nova Bella. Ela puxou meus cabelos e expôs meu pescoço para ela. Ela o chupou com veemência e eu nem me importei se poderia ficar marcado. Eu estava dominado por ela. Ela voltou à minha boca e eu não resisti, mas eu pediria a ela. "Bella, eu posso te tocar?" Eu queria tocá-la, senti-la em minhas mãos. Ela me olhou e corou. Como ela fazia isso? Transformava-se de uma tigresa em uma inocente moça ruborizada? Ela me deixava louco. Ela assentiu com a cabeça e eu não me contive mais. Eu passei minhas mãos por dentro de sua blusa. Uma das minhas mãos soltou seus botões e eu vi seu sutiã de renda branca. Percebi que o sutiã de Bella não era acolchoado. Puta merda. "Linda demais." Eu disse e me aproximei de seus seios vendo sua pele arrepiada, seus mamilos endurecidos. Agradeci a Deus pelos sutiãs de renda.
Estendi as mãos, hipnotizado. Os seios de Bella cabiam perfeitamente em minhas mãos e com meus dedos eu rodeei seus mamilos. Ela gemeu e jogou a cabeça pra trás. Eu apertei seus mamilos e ela gemeu meu nome. Ouvi-la dizer meu nome nesse atual estado de excitação, não tinha como explicar. Isso me deixava ainda mais louco. Minhas mãos foram descendo e comecei a soltar o botão de sua calça. Eu olhei para ela esperando alguma restrição, mas não veio. Assim que desci seu zíper ela se levantou e eu puxei sua calça até seus pés. Ela a chutou e subiu novamente em cima de mim. Eu estava muito perdido. Bella estava com uma calcinha de renda branca que combinava com seu sutiã. Ela era perfeita. Exatamente como eu imaginei que seria. Assim que ela sentou em meu colo, ela se pressionou contra a minha virilha e nós dois gememos juntos. Ela começou a cavalgar em cima de mim e eu rolei meus olhos de prazer.
Puxei minhas mãos para sua cintura e as desci para a barra de sua calcinha, eu desci meus dedos por seus lados. Bella fechou os olhos, ansiosa para sentir o que eu queria dar a ela. Uma de minhas mãos desceu sua virilha e eu toquei a renda encharcada. "Porra." Escapou de meus lábios. Ela estava molhada assim por mim. Afastei a renda com meus dedos e toquei a pele quente e molhada. Era a coisa mais gostosa do mundo. Bella era depilada. Oh meu Deus. Ela estava lisinha e molhada. "Perfeita." Eu estava sendo incoerente. Nada seguia em linha reta na minha cabeça. Eu passei meus dedos entre seus grandes lábios e senti seu corpo tremer levemente. Eu passei meus dedos mais algumas vezes, me deliciando na sensação de sua pele úmida. Minha outra mão desceu e Bella jogou a cabeça em meu ombro. Entregue. Ela gemia incoerências e falava meu nome.
Com uma das mãos eu continuei a tocar seu clitóris, beliscando e acariciando, e com a outra eu inseri um dedo dentro dela. Deus! Não acreditei. Ela era apertada, mas porra, ela era muito gostosa também. Levantei meu rosto. Bella era virgem? Eu era mesmo um inconseqüente. "Bella, você está muito apertada." Eu não conseguia parar. Eu era um filho da puta egoísta.
"Não pare, por favor." Ela falou tão baixo que se ela não estivesse falando tão perto eu não teria escutado. Eu realmente não pararia. Ela só me incentivou ainda mais. Meu dedo entrava e saía dela e com os meus movimentos ela o apertava em cada estocada. Eu acho que eu não caberia dentro dela. Seria doloroso demais.
"Bella, goza pra mim. Eu preciso ver você." Ela falou algo que eu não entendi. Senti seu corpo tremer e ela me abraçou forte. Minhas mãos continuavam as ministrações nela. E cada vez eu sentia seu corpo contrair mais em minhas mãos. Ela jogou a cabeça para trás e meu nome saiu de seus lábios. E eu nunca ouvi algo tão excitante. Meu nome saindo de sua boca enquanto ela gozava era o som mais perfeito do mundo. Ela chegou ao clímax em minhas mãos e logo sua cabeça caiu novamente em meu ombro e ela ofegou.
"Meu Deus." Eu ri. Não foi exatamente ele que fez isso a ela.
Eu puxei meus dedos de dentro dela e os trouxe aos seus lábios. Ela lambeu a ponta dos meus dedos. Eu peguei seu rosto com minhas mãos e trouxe seus lábios aos meus, tentando transmitir nesse beijo toda a profundidade dos meus sentimentos. Comecei lento, mostrando o carinho que eu sentia por ela. Acelerei um pouco mostrando a ansiedade que eu tinha de conhecê-la ainda mais e de estar com ela em todos os momentos. Quando vi estávamos em um beijo frenético que dizia tudo o que não poderíamos dizer em palavras. Eu... eu estava... apaixonado por ela?
Quebrei o beijo rapidamente e olhei em seus olhos. Bella me olhava com a mesma profundidade. Mas eu não queria falar nada que estragasse esse momento. Era muito cedo. Dei um beijo em seu nariz, depois em sua bochecha. Foi quando senti as mãos de Bella indo em direção a minha ereção. Toquei levemente seu braço e balancei a cabeça negativamente. "Hoje é tudo só para você." E era mesmo, não era mentira. "Não se preocupe".
"Mas eu quero." Ela falou, mas eu não podia ser assim tão egoísta.
"Outro dia. Ver você gozando Bella..." Fechei meus olhos quando a emoção ficou demais. Suspirei e abri os olhos. "Você é a coisa mais linda que eu já vi em toda a minha vida." Bella olhou pra minha boca e corou. Ela era adorável. Peguei-a em meus braços e nos levantei. Ela pisou no chão e tentou se equilibrar em seus pés.
"É melhor eu ir agora, amanhã você terá um dia todo com sua amiga Rose. Eu não quero te deixar mais cansada." Nós sorrimos e ela pegou minha mão nas suas.
Seguimos para a porta e cada passo era doloroso com tamanha ereção entre minhas pernas. Mas eu não podia fazer isso com Bella ainda. Ela deu um passo próximo a mim e me empurrou contra a porta. Eu agarrei as costas de suas coxas e a levantei para que ela pudesse sentir a minha ereção com seus quadris. Ela enrolou as pernas em volta da minha cintura e eu toquei sua face para beijá-la com tudo o que eu tinha, na esperança de transmitir a profundidade da minha emoção. Virei-nos, pressionando suas costas contra a parede. Enquanto eu lambia e mordiscava a sua boca, passei uma das minhas mãos em seu peito e apertei seus seios ao longo de seu sutiã.
"Em breve." Eu falei com uma voz soprosa. Aproximei meus lábios de seu ouvido e disse. "E eu mal posso esperar para estar dentro de você." Senti o corpo de Bella amolecer contra o meu e dei um beijo em sua bochecha. Me afastei um pouco e ela se soltou de mim, ficando de pé. Não pude mais olhar para ela, senão eu não sairia daquela casa antes de me afundar em sua boceta apertada. A boceta de Bella. Meu Deus. Tão apertada. Foco.
"Amanhã..." Ela começou. "Eu quero te ver amanhã".
Me virei. Bella nunca tinha me pedido nada assim. Hoje foi um dia muito diferente. E eu não poderia estar mais feliz. "Mas... e Rose?"
"Ela não irá dormir aqui Edward." Ela falou com um tom brincalhão. E minha respiração travou. Rose não estaria dormindo aqui, mas ela queria que eu...
"Amanhã." Eu disse em tom definitivo e me virei para a rua calma.
Depois de uma sessão pós-Bella eu tomei banho e dormi. Só de pensar que depois de duas semanas intensas com ela, eu teria um dia inteiro sem vê-la, eu fiquei inquieto. Era como se ela fosse uma droga pra mim. Eu precisava de doses diárias de seu sorriso e suas bochechas coradas. Desci para tomar café e como sempre, aos sábados, Alice veio tomar café conosco. Ela e minha mãe davam risadinhas e se entreolhavam. Parecia coisa de criança. Mas eu as conhecia bem. Estava acostumado.
"Bom dia família." Minha mãe me olhou e na mesma hora seu sorriso caiu. Ela pensou a mesma coisa que eu agora. Uma família incompleta. Será que ela nunca esqueceria? Ela era mãe. Mães nunca esquecem seus filhos. Eu sabia disso porque eu lidava com muitas delas no hospital diariamente. "Bom dia, anãzinha!" Mudei o foco da conversa.
"Hum, pelo que me consta... você teve uma boa noite." Alice falou e piscou para mim. "Um passarinho me disse que você tem andado muito feliz ultimamente. Quem seria essa causadora de tamanha felicidade irmãozinho?" Ela falava como se meu pai não tivesse dito a minha mãe e minha mãe não tivesse contado tudo a ela. Ai... ai...
"Isso mesmo Edward. Quando conheceremos essa moça?" Minha mãe disse com um olhar curioso. "Eu não o via tão ansioso e feliz há muito tempo. Ela deve ser incrível, hein?" Mamãe balançou as sobrancelhas. Foi hilário e caímos na risada.
"Hum, eu acho que ainda é muito cedo. Ela não está acostumada com famílias tão intrometidas." Eu falei pausadamente a última palavra. "Eu tenho que prepará-la melhor para ela não fugir desesperada assim que conhecer vocês." Bella morreria de vergonha quando minha mãe e Alice a fizessem contar cada detalhe desde que nos conhecemos. Eu podia até ver. Eu conhecia as duas e sei que elas a assustariam. Elas bufaram enquanto eu me sentei e comecei a comer meu café da manhã.
O dia passou tão lentamente que eu tive tempo para pensar em tudo o que aconteceria. Eu não poderia tomar Bella como eu queria hoje. Ela não estava preparada. E por Deus, será que algo já entrou nela? Eu nunca vi ninguém tão estreita. Meu dedo foi comprimido em sua entrada. Se ela fez algo assim, foi há muito tempo. O que me levava a pensar que Bella não era o tipo de mulher que se envolvia assim com as pessoas. E isso me deixou mais excitado. Ela demonstrava querer isso comigo. Eu nunca pensei que passaria o dia em uma ansiedade ridícula.
Hoje seria uma noite diferente. Mas eu não faria nada que eu pudesse me arrepender. E também tinham tantas coisas que poderiam vir antes da penetração... sim. Seria perfeito.
Assim que anoiteceu, eu tomei outro banho, acho que o quinto depois do almoço. Eu precisava esfriar a cabeça. Vesti uma bermuda de brim bege e uma camisa preta. Coloquei meus chinelos e desci para a sala. Sentei no sofá e meu pai estava assistindo ao Discovery Chanel. Passava algo sobre grandes felinos. Eu parei e comecei a assistir com ele pra passar o tempo até que Bella me ligasse. O documentário mostrava a dança rítmica dos leões na hora da caça, seu andar silencioso e sua incansável paciência. Eu me lembrei dos comentários de Alice sobre a diferença das minhas atitudes com as de Rob em relação às mulheres. Ela me considerava um caçador, a espreita, escolhendo as melhores presas. Já meu irmão era um predador, não escolhia nada, ele pegava todas as vítimas. Eu sempre ria com esse comentário, mas era, sem dúvida, a descrição mais exata sobre nós dois. Enquanto sorria me recordando sobre os comentários da minha irmã, senti meu celular vibrar. Era uma mensagem de texto de Bella. Apertei no botão para visualizar.
Bifes e batatas fritas. Ainda estão quentinhos.
Saudades de você. Senti sua falta o dia todo.
Com palavras simples Bella me fez sorrir. Eu podia imaginá-la na cozinha de avental escrevendo a mensagem. Eu queria ser mais rápido. Com um aceno me despedi de meu pai, que só me olhou e sorriu com aquela cara de sabe-tudo. Andei pela calçada sem ver nada ao meu redor. Eu queria vê-la agora. Assim que subi a escada da entrada da casa dela a porta se abriu e Bella apareceu na porta completamente linda e casual.
Ela vestia um vestido de viscose florido de alças que batia no meio de suas coxas. Eu ainda não tinha visto Bella de vestido. E acrescentei à minha lista de coisas que eu pediria para ela usar sempre. Ela acenou para eu entrar e, como um ritual, eu agarrei-a na porta e a pressionei contra a parede. Ela gemeu em meus lábios e logo depois disse que o jantar esfriaria e se afastou de mim. O jantar que se foda. Mas Bella não pensava assim.
Ela andou até a cozinha e nos sentamos para comer. Era fácil para ela me olhar tão alegre. Ela não tinha um pau duro entre as pernas. Comemos em silêncio e assim que terminei olhei para ela. Peguei meu prato e levantei. "Vou te ajudar com esses." E fui em direção ao balcão da pia.
"Não, não precisa." Mas eu já estava lavando.
"E como foi com Rose? Vocês se divertiram?" Para mim um dia divertido com Rose estava difícil de imaginar. Mas Bella a amava, e eu faria tudo para agradá-la.
"Sim, nós tínhamos um monte de assuntos para colocar em dia." Ela disse e corou. Hum...
"Você falou para ela sobre mim?" Bella acenou. Eu sorri.
"Bella." Ela me olhou timidamente. "O que eu sou para você?" Eu precisava saber. Eu não queria pressioná-la, mas eu precisava saber onde estávamos. Eu não era uma criança. Eu era um homem. Coisas indefinidas não se encaixavam em minha personalidade. Eu sempre estive no controle da minha vida.
"Eu não sei?" Ela disse e parecia mais uma pergunta. Eu também não tinha definido nossa relação. Eu só sabia que foram duas semanas muito intensas. "Mas eu gosto muito." Ela disse baixinho. Ainda não era a hora para uma só palavra nos definir. Eu queria dizer ao mundo que Bella era minha, mas eu preferia tê-la só para mim por um tempo. E ela parecia estar bem com isso, afinal, ela ainda estava se firmando em Forks. Isso era uma cidade minúscula. Ela teria que estar preparada para ser o centro dos falatórios por bastante tempo. E eu não queria que ela passasse por isso agora.
"Eu também." Eu terminei de secar os pratos e senti Bella se aproximando de mim, me virei para ela. Enxuguei minhas mãos no pano de prato e o joguei em cima do balcão. Bella me olhava de uma forma que me aqueceu completamente.
Estendi minhas mãos e toquei seu rosto, lentamente. Meus dedos traçaram todos os contornos de seu rosto, memorizando seus traços. Eu não cansava de pensar no quanto ela era perfeita. Ela curvou seu rosto em direção a minha mão, aceitando meu toque. Dei um passo em sua direção. Meu coração acelerou um pouco. Sempre que eu me aproximava dela ele batia mais forte. Eu segurei seu rosto e abaixei o meu de encontro ao dela. Nossos narizes se tocaram e senti sua respiração errática em meu rosto. Eu toquei nossos lábios levemente, ela abriu sua boca e eu passei minha língua em seu lábio inferior, puxando-o entre os meus e dando uma leve mordida. O coração de Bella batia tão forte quanto o meu. Eu conseguia sentir.
Eu tomei-a em meu colo e a levei para o sofá. Bella nunca tinha me chamado ao seu quarto e eu nunca seria invasivo dessa maneira. Eu me sentei no sofá com Bella em meu colo, nossos lábios dançando juntos como uma sinfonia perfeita.
Ela se ajustou de pernas abertas em cima de mim, seu sexo quente foi pressionado sobre a minha coxa. Eu queria nada mais que me afundar dentro dela. "Edward." Bella me chamou com a voz tremendo, olhei para seu rosto corado. "Eu posso..." Ela parou, ainda acumulando coragem para falar o que ela queria. "Eu posso ver você?" Eu fiquei parado olhando para ela. Eu estava completamente despreparado para esse pedido. Bella queria me ver. E eu nunca negaria nada do que ela me pedisse. Nesse momento percebi que apesar de todo o meu controle, eu estava em suas mãos. Ela deveria saber disso.
"Bella." Eu disse para ela me olhar. "Você pode fazer o que quiser comigo. Você não percebe?" Eu perguntei, ela tinha que saber. Por mais que as palavras ainda não tivessem sido ditas, a verdade era óbvia. Eu estava perdido nela. Ela abaixou a cabeça, olhando para minha ereção muito presente.
Suas mãozinhas seguiram o zíper de minha bermuda e eu gemi. Eu estava muito necessitado de atenção e cada toque me fazia tremer. Ela abriu o zíper e puxou a bermuda para baixo, levantei meus quadris para facilitar. Ela puxou minha boxer junto e de repente minha ereção saltou livre diante de nós. Bella prendeu a respiração e me olhou quando seus olhos aumentaram de tamanho. Eu sabia que ela estava pensando o mesmo que eu. Será que eu caberia dentro dela? Ela soltou a respiração lentamente e suas mãos agarraram meu membro. Eu podia senti-lo pulsando em seus dedos.
Ela então levantou o olhar e o prendeu com o meu o tempo todo, enquanto suas mãos subiam e desciam. Uma de suas mãos ficou em cima e seu dedão rodeou a cabeça, colhendo o pré-gozo que ali estava. Eu gemi e segurei forte em seu quadril. Ela estava me deixando louco. Suas mãos macias ficaram perfeitas ao redor do meu pau. Ela subiu e desceu as mãos, aumentando o aperto a cada passada. Eu gemia com cada toque dela. Suas mãos eram macias e delicadas e a sensação delas passando em mim era demais. Ela aumentou mais o ritmo, pressionando meu pau e meus espasmos aumentavam cada vez mais. Porra, ela era melhor que nos meus delírios. Eu não me importei em controlar meus gemidos e cada vez que eu chamava seu nome eu me aproximava mais do clímax.
Eu quebrei nosso olhar e encostei minha cabeça em seu ombro, fechando os olhos e pressionando os lábios na sua pele para não dizer nada embaraçoso. E com mais algumas investidas dela em mim eu gozei forte em sua mão. "Porra... porra... porraaaa." Era só o que eu conseguia rugir baixinho em seu ombro. Eu sentia a sua pulsação acelerada em seu pescoço e nós dois ficamos parados alguns instantes. Eu olhei para baixo, meu gozo espalhado pelas mãos de Bella que ainda estava ao meu redor. Ela movia lentamente seus dedos e era como se correntes elétricas passassem pelo meu pau, me fazendo tremer levemente. Nossas respirações se acalmaram. "Eu acho que isso nunca foi tão intenso." Eu gemi ainda ofegante.
"Eu sei o que você quer dizer." Ela disse, mais para si mesma do que para mim. Ela estava perdida em pensamentos. Eu daria tudo para ser um leitor de mentes agora. Mas eu sabia que Bella precisava de mim nesse momento, eu sentia seu sexo pulsando em minha coxa. Eu também queria senti-la, mas eu queria muito mais que tocá-la. Eu delirava de prazer quando eu sentia a rendição de uma mulher e percebi que eu necessitava dar ainda mais prazer para ela. Eu tinha que saboreá-la. Minha Bella.
"Bella".
"Humm." Ela respondeu meio incoerente.
"Eu posso te provar? Por favor?" Foi como isso mesmo, uma súplica. Eu precisava desesperadamente dela. Dar prazer a ela e senti-la em minha língua.
Ela ficou um momento calada até que senti sua cabeça balançando positivamente. Eu não pude mais me segurar. Eu levantei-a um pouco em meu colo, mas ela me parou. "Não Edward." Minha cabeça disparou em sua direção. Eu fiquei completamente confuso. "Não, não é isso." Ela sacudiu a cabeça e sorriu envergonhada. "Aqui não." Ela se levantou de cima de mim, estendeu a mão para eu segurar, eu me levantei do sofá. Ela caminhou comigo até a porta de seu quarto e a abriu. E era tudo exatamente como eu imaginava que seria. Como Bella. Lindo e elegante. Uma cama grande no centro do quarto, cortinas amarelas de tule. A luz estava fracamente presente pela iluminação de fora do quarto, um abajur estava ligado em um dos lados da cama. O momento todo parecia surreal na minha cabeça. Eu devia estar com um sorriso de bobo maior que o mundo.
Bella me guiou até sua cama e se virou para mim com o rosto corado. Ela começou a deslizar as alças de seu vestido pelos ombros, ainda me olhando. A inocência em seu olhar me dizia que era a primeira vez que ela se entregava a alguém dessa maneira. Era a primeira vez que ela mostrava esse lado dela. E eu estava adorando, meu pau também. Mesmo fazendo apenas poucos minutos que eu tinha chegado ao clímax, ele já dava sinal de vida novamente. O vestido dela deslizou por seus seios e se eu achava que Bella era linda, eu tinha que acrescentar os seios mais perfeitos a ela também. Seus mamilos rosados estavam intumescidos de desejo e ela estava corando mais ainda enquanto eu os encarava faminto. Ela puxou um pouco e o vestido caiu completamente dela, deixando-a somente em uma calcinha de renda azul.
Sua pele pálida brilhava na meia luz, a cor da calcinha ressaltava sua beleza. E se fosse possível, eu fiquei ainda mais duro com a visão diante de mim. E sem perceber eu dei um passo em direção a ela. Minhas mãos se estenderam desejosas de tocar em sua pele. De senti-la. Eu toquei seus seios e senti-a tremer ao meu toque. Mesmo estando um pouco frio, não era essa a causa do tremor. Pelo menos não era o que seu olhar dizia. Uma das minhas mãos desceu e brincou com o elástico da sua calcinha, os músculos de seu abdômen enrijeceram levemente. A outra mão desceu ao outro lado e puxei a calcinha dela para baixo, enquanto me curvava em frente a ela. Tomei um mamilo em minha boca e ela gemeu meu nome. O gosto de sua pele era inebriante. Minha língua rodeou um mamilo e então o soltei e fiz o mesmo ao outro mamilo. Quando ela começou a ficar ofegante eu me abaixei um pouco mais, descendo mais sua calcinha e a soltando. Observei o minúsculo tecido cair no chão entre seus pés. Bella levantou um dos pés e a tirou completamente, ficando totalmente nua na minha frente.
Quando eu olhei para baixo, soltei um rugido que saiu do fundo do meu peito. Caralho. Bella era gostosa demais. Seu sexo era depilado, seus lábios eram rosados. Ela parecia tão inocente e tão fatal, duas coisas completamente opostas e refletidas na mesma mulher. Eu me ajoelhei diante dela e dei um beijo casto em seu sexo. Ela ofegou e se desequilibrou um pouco, eu a segurei em seus quadris para ela não cair. Dando um passo para trás, Bella se sentou em sua cama, ficando exposta para mim. Eu imaginei tanto Bella assim, mas vê-la era muito mais do que eu tinha sonhado. Ela era mais perfeita do que eu podia imaginar.
Como um homem faminto que eu era me aproximei ainda segurando seus quadris. Eu olhei para Bella que estava me olhando com expectativa e completamente envergonhada. "Perfeita, Bella." Ela fechou os olhos como se aquelas palavras a queimassem. Como se meu olhar a invadisse. Me curvei sobre ela e senti o cheiro de sua excitação. Tão doce. Mais próximo ainda da sua entrada, abri um pouco suas pernas e soprei sobre seus lábios. Ela soltou um leve gemido. Minha língua saltou e passou entre seus grandes lábios. Ela estava tão molhada. Saboreei seus sucos. Eu já não sabia o que era mais gostoso em Bella, seu cheiro ou seu gosto. Meu pau decidiu que era um empate, e eu fiquei bem com isso. Ela era deliciosa. Levei um dedo a sua entrada e o encharquei em sua excitação. Ela me olhava atentamente. Eu levei meus dedos a sua boca. "Prove como você é deliciosa, nada se compara ao seu sabor." Ela lançou a língua vagarosamente pra fora e lambeu meu dedo, rodeando sua língua ao redor dele. Era a visão do paraíso. Ela me lambeu e chupou até que não havia mais nada em meu dedo. Eu tirei meus dedos de sua boca e voltei minha atenção a sua boceta.
Seus sucos escorriam de sua fenda. Eu passei minha língua por toda a extensão de seus lábios e chupei levemente seu clitóris inchado. Bella gemia incontrolavelmente acima de mim, seu corpo tremia. Continuei meus movimentos em sua fenda e trouxe um dedo a sua entrada. Ela travou assim que me sentiu a penetrando, mas quanto mais eu me movia dentro dela, mais ela amolecia em minhas mãos. Resolvi colocar outro dedo. Bella xingou baixinho, meus dedos entraram com esforço, ela era muito apertada, mas ela estava tão molhada que eu duvidava que ela sentiria alguma dor.
Os gemidos dela intensificaram e eu percebi que ela estava perto. Meus dedos entraram e saíram em um ritmo mais frenético enquanto minha língua passeava por seus lábios. Uma de suas mãos foi ao meu cabelo o empurrando mais pra perto dela, como se ela quisesse que eu fosse mais profundo ainda. E eu pressionei mais meus dedos nela, sentindo-a pulsar. Sua outra mão agarrou a colcha da cama, tentando se equilibrar. Eu estava respirando tão forte que meus pulmões estavam queimando. Ela gemia tão forte que pareciam gritos e seus quadris subiam à minha procura. Eu a chupei com mais veemência e senti seu corpo convulsionar em meus dedos. Bella deu um grito alto e um ohhhh saiu de sua boca. Eu dei algumas lambidas fortes até que senti seu corpo enrijecer e ela cair na cama em seu orgasmo. "Oh Deus, Oh Deus." Bella repetia baixinho. E eu sorri para a visão dela satisfeita caída diante de mim.
Eu dei um ultimo beijo em seu sexo antes de me levantar e me sentar ao lado dela na cama, ela se virou e me abraçou enquanto sua respiração se acalmava. Eu queria fazê-la gozar mais vezes, mas eram muitos avanços para uma noite. Eu me mexi quando senti que ela estava adormecendo, ela me puxou de volta. "Você..." Ela falou baixinho, sem me olhar. "Você pode dormir aqui comigo?"
Babaca sortudo você, hein Cullen?
"Claro Bella, eu só preciso tomar um banho." Eu não sei se ela se sentiria confortável tomando banho comigo. "Você quer me acompanhar?" Seu rosto sacudiu positivamente em meu peito e eu sorri vitorioso. Ela não se sentia mais tão envergonhada comigo. E em breve eu queria que ela não sentisse vergonha alguma. Pois ela era perfeita e seria só minha. Somente minha.
Bella me acompanhou ao banheiro e retirei minha camisa, entrando no Box. Eu lavei seus cabelos e fiquei encantado com os sons que saíam de sua boca enquanto eu fazia isso. Nos secamos e eu pedi que ela não se vestisse. Deitei na cama, Bella em meus braços. Mesmo com tantas coisas acontecendo, sua respiração me acalmou até que eu adormeci.
Acordei ao lado de Bella que dormia calmamente. Seus lábios estavam levemente abertos. Observei-a um tempo, até que eu comecei a pensar em tudo. O que fizemos e o que ainda gostaria de fazer. Mas tínhamos todo o tempo do mundo. Eu queria curtir cada momento ao lado dela. E ficou claro pra mim que ela era a única mulher que eu desejava agora. Em breve eu conversaria com ela sobre isso. Eu adorava tê-la só para mim, mas eu também queria que todos soubessem que ela era só minha. Minha menina.
Ainda sob o efeito da noite perfeita, senti Bella se mover. Sorri com o seu movimento, pois ela parecia uma gatinha manhosa. Só tinha duas semanas que a conhecia e estava fascinado por ela. Desejava-a ardentemente. Queria inclusive tomá-la nos braços e afundar meu pênis nela nesse momento, mas Bella não era igual às outras. Eu teria paciência. Ela seria definitivamente minha.
Afaguei seus cabelos e ela acordou. Olhamos para o relógio e percebemos que já estávamos em cima do horário. Beijei levemente seus lábios e pulei da cama. Ela me lançou um olhar suplicante, fazendo inclusive um biquinho tentador que fez minha mente vagar ao prazer que aquela boca me daria. Eu quase não resisti, mas tinha meus compromissos. Infelizmente.
"Doçura. Tenho plantão agora. Não faça esse biquinho".
Ela sorriu percebendo que foi vencida. Corri até em casa e dei graças aos céus por não ter ninguém naquele horário. A quantidade de perguntas da minha mãe me atrasaria no mínino uma hora. Me arrumei e parei novamente na porta da sua casa. Ela estava maravilhosa. Seguimos em direção ao hospital.
Os dias seguintes transcorreram de forma perfeita, mas também um pouco difíceis pra mim. Cada dia eu derrubava uma barreira a mais de Bella. Sempre nos explorando e mutuamente nos tocando, eu a fazia chegar ao clímax todas às vezes. Ela também. O melhor momento foi durante uma sessão de cinema na sua casa quando ela me tomou em sua boca. Porra. Era ainda melhor que todas as minhas últimas fantasias. A suavidade de seus lábios com a luxúria de sua necessidade fez loucuras no meu pau. Eu fiquei incoerente e sem palavras quando a vi, sentada no vão entre minhas pernas, me chupando. Aquilo era erótico demais. Ela olhava nos meus olhos e sugava com maestria, ao mesmo tempo em que lançava um olhar de menina sexy. Afagando seus cabelos e movimentando meus quadris para ajudá-la no oral, gozei fortemente, ainda mais extasiado quando percebi que ela tinha engolido tudo. Gemi de prazer só com a sensação de ter meu líquido dentro da sua boca. Ela era perfeita. Mas por que os dias também eram difíceis? Ainda não tínhamos tido penetração.
Percebi que Bella tinha muitos receios. Ela não se entregava totalmente. Parecia que tinha uma parede invisível que era difícil atravessar, mas eu era persistente. Cada dia mais nossa intimidade aumentava e de certa forma, eu estava adorando conhecer o corpo dela. Descobri durante esse tempo como ela gostava de ser tocada, em que partes do corpo seu gemido era mais profundo e o melhor, eu aprendi a ter ainda mais prazer com os orgasmos dela nos meus dedos e na minha boca. Isso sim era uma delícia.
Hoje, quando acordei na minha cama, percebi o quanto os dias passaram depressa. Muito rápido até. Como um passe de mágica o tempo tinha corrido e eu nem tinha me dado conta. Olhei para o relógio e para o calendário mais uma vez. Sim, exatamente nesta data fazia dois meses que eu tinha visto Isabella pela primeira vez. Meu coração deu um salto no peito. O sentimento bateu fortemente em mim. Entendi nesse exato momento que eu definitivamente a amava. Eu sabia que ela seria minha, mas a facilidade de afirmar esse sentimento era ainda mais libertadora. Suspirei extasiado.
Nunca imaginei que eu encontraria uma mulher perfeita pra mim. E Bella era assim. Minha menina-mulher. E eu a queria de todas as formas. Ontem nos entregamos às caricias mais ousadas e ela suspirando me chamou de amor. Aquilo mexeu comigo. E agora confirmei que também a amava, profundamente. Eu precisava senti-la ainda mais próxima. Eu precisava dela.
Hoje ela estava de plantão. Eu não. Eu queria que esse dia fosse perfeito. Peguei meu celular e lembrei-me do meu irmão. Ele não tinha ligado ontem. Bufei com isso. O tempo poderia correr solto e Rob ainda assim não mudava. A minha felicidade era absoluta, mas jamais esqueceria esse sentimento de impotência ante a irresponsabilidade dele. Éramos irmãos, porra. Ele tinha família.
Sacudindo esses pensamentos resolvi mandar uma mensagem de texto para a minha Bella. Eu a queria hoje. Eu queria tudo. Eu sempre fui decidido e seguro de mim mesmo. Ela não fugiria hoje.
Bom dia, minha linda. Hoje é um dia especial pra mim. Há dois meses você entrou no meu mundo. Minha menina. Eu quero partilhar esse dia com você e quero me entregar de corpo e alma. E quero você. De todas as formas. Sempre seu. E.C.
Nem pensei no que ela diria. Eu precisava mostrar pra ela o quanto a amava. Mas ela precisaria se entregar à mim. Em poucos segundos chegou sua resposta e fez meu dia ficar ainda mais perfeito.
Bom dia, meu amor. Mal posso esperar. Já estou ansiosa. Você já é perfeito. Sempre sua. I.S.
Ainda não tínhamos falado de amor. Mas eu sabia que ela tinha fortes sentimentos por mim. E hoje, após consumir esse tesão avassalador por ela, tomá-la em meus braços fazendo-a minha, eu iria confessar todo o meu amor por ela. Definitivamente o dia seria perfeito.
O dia se arrastou lentamente. Eu comprei flores, encomendei o jantar, preparei meu corpo. Sim, porque eu estava em um estado de excitação constante. Só de imaginar me enterrando dentro dela eu ficava duro. Ela tinha esse poder sobre mim. Mas eu tinha como foco sempre o prazer dela. Eu queria que ela gozasse ainda mais profundamente em meus braços. Ela se tornaria minha mulher.
Ao cair da noite preparei tudo na minha mente. Eu faria tudo o que fosse preciso para tornar a noite maravilhosa. Ela merecia, assim como eu. Eu queria que nosso relacionamento mudasse de patamar e isso eu faria acontecer essa noite. Minha família sempre desejava um jantar com ela enquanto eu esquivava. Sabia que ainda era cedo demais. Mamãe e Alice eram as piores, já que sempre mencionavam que quase toda a família já a conhecia, incluindo meu pai, Emmett e Rosalie, naturalmente. Eu sempre dizia que tudo seria com o tempo, pois não éramos mais adolescentes e tínhamos a agenda lotada, o que em parte era verdade. Mas meu maior receio era que apesar da insistência nas apresentações formais, eu ainda não tinha verbalizado meu amor por Bella, assim como ainda não tínhamos um compromisso seguro. Ou seja, eu relutava, tanto por ela quanto por mim.
Apesar de estar preparado, me senti um adolescente quando cheguei a sua porta. Eu estava um pouco nervoso com isso, mas era simplesmente porque nunca tinha vivido essa experiência. Como se pressentisse minha presença, Isabella abriu a porta. Ela estava linda. Um vestidinho sem alças, azul marinho, que afinava sua cintura e sandálias de tiras delicadas. Extremamente sexy.
"Boa noite." Ela disse corando. Sempre. Eu amava essa reação dela.
"Noite perfeita, minha linda, assim como você".
"O que temos para comer?"
"Quer saber agora, ou..." Ela sorriu ruborizando, percebendo o duplo sentido na minha resposta. Só em perceber que ela tinha tanta necessidade quanto eu, meu pau endureceu na hora.
Fui entrando na sua cozinha para colocar todas as vasilhas que continham nosso jantar, mas nesse momento entendi que estava com outra fome. Meu membro clamava por libertação, isso seria difícil. Ao virar em sua direção, Bella me avaliava de cima abaixo, com um olhar tão faminto quanto eu. Deus, eu não ia agüentar muito tempo. Ela era sexy como o inferno. Eu não resistiria.
Como um caçador, fui cercando Bella na parede da cozinha, me aproximando lentamente. Assim que ela encostou-se à parede, rocei meu corpo nela, sentindo através dos seus gemidos que ela também me queria. Sem palavras, só murmuros. Capturei seus lábios sedentos e foi como brasa nos queimando. Eu não conseguia me controlar mais.
"Minha doce e linda menina. Eu quero você".
"Sim... Edward. Sim." Ela nem terminou de falar, eu já a peguei pelas nádegas carregando-a rumo ao seu quarto. Ela enlaçou suas pernas na minha cintura e me sugava com beijos arrasadores. Ela dava pequenos espasmos, roçando sua virilha em mim. Eu precisava me controlar, mas porra, estava difícil. Seu sexo pulsava junto ao meu. Coloquei-a deitada lentamente sobre a cama e abri suas pernas. Caralho, ela já estava sem calcinha. Gemi.
"Gostou?" Ela disse bem safada, mordendo o lábio inferior.
"Ah Bella, você não sabe o quanto. Você já está pronta pra mim, linda? Porque hoje eu vou me afundar em você." Enquanto eu falava, retirava lentamente minha camisa. "Vou te dar tanto prazer, que você vai suplicar." Retirei minha calça. "Vai pensar que está em outra dimensão, Bella." Retirei meu sapato, ficando somente de boxer. "Hoje você será somente minha Bella. Minha linda e doce mulher".
Aproximei-me do seu corpo delicioso enquanto ela ainda arfava com minhas palavras. Minha voz saiu rouca de desejo, mas eu não pude me controlar. Eu precisava estar dentro dela. Retirei seu vestido lentamente, saboreando cada parte exposta. Às vezes eu lambia, outras vezes dava pequenas mordidas. Bella se mexia e sussurrava palavras sem sentido enquanto seu corpo ficava à minha disposição. Assim que ela ficou nua, meu membro já dolorido ficou ainda mais duro, se isso fosse possível. Caí de boca no seu sexo molhado. Suguei aquele mel delicioso que escorria pra mim. Possessivo, segurei suas pernas, impedindo que ela saísse. Aquilo era meu. Eu queria tudo. Quando vi que seus espasmos estavam chegando, fiquei egoísta. Eu já tinha feito Bella gozar tantas vezes na minha boca. Eu agora queria no meu pau. Afastei a boca de sua entrada e ela gemeu de frustração.
"Por que? Eu quero..." Ela choramingou. "Vem Edward... eu não consigo. Por favor".
"Isso, minha menina. Pede. Eu vou fazer você gozar pra mim. Mas não na minha boca." Retirei minha boxer e meu membro saltou ansioso. Como todas as vezes, o olhar de Bella se fixou nele. Uma mistura de fascinação e temor. Eu sabia que era imenso, mas do jeito que ela estava molhada tenho certeza que ela não sentiria. Eu era egoísta. Eu queria isso. Peguei um preservativo e o envolvi. Mas sem quebrar o contato visual com ela. Seu olhar, de pura malícia, completava a visão do seu corpo que tremia de tesão. Porra, ela definitivamente era perfeita.
Cheguei próximo à sua entrada e dancei com a ponta no seu sexo molhado. Bella gemia e rebolava pra mim. "Agora diz de novo, minha linda." Voltei a dar voltas em torno da sua entrada. Eu já não agüentava mais, mas um prazer mórbido me motivava a ouvir sua súplica. "O que você quer Isabella? Fala. Eu estou aqui".
"Por favor... Edward. Eu quero... eu preciso".
Gemi. "Isso, minha linda. Fala. Diz que você quer meu pau dentro de você." Eu não estava mais agüentando...
"Sim. Porra... Sim Edward. Eu quero seu pau dentro de mim... Agora".
Ela nem tinha terminado de falar e eu já tinha começado a invadir sua boceta. Deus do céu, ela era muito apertada. Senti um pouco de dificuldade no começo, parecia que ela era mesmo virgem. Mas não tive nenhuma barreira me impedindo. Quando menos esperei, eu estava todo dentro dela. Uma sensação maravilhosa tomou conta do meu corpo. Um frenesi passou por mim, e também por Bella, pois nossos olhos se encontraram nesse momento mágico. Ela era tão quente. Comecei um vai e vem gostoso, sentindo pela primeira vez como era fazer amor de verdade com ela. Minha mulher. Porra, isso era bom demais. Suspendi o corpo, encaixando ainda mais nossos corpos. Nossa sincronia era perfeita. Bella gemia e rebolava incontrolavelmente. Isso me excitava demais. Eu precisava me controlar. Ela tinha que gozar primeiro.
"Por favor... mais forte. Eu quero mais..." Caralho. Ela quer me matar. Comecei a aumentar o ritmo das estocadas, chegando a levantar seus quadris, fazendo ela praticamente gritar pra mim.
"Assim, minha linda? Mais forte? Isso... que você... quer? Ahhhh".
Seu corpo começou a tremer em minhas mãos e eu já estava em um ritmo que beirava violento. Olhei pra ela e seu êxtase estava cada vez mais próximo. Ela estava adorando. Com mais alguns movimentos fortes e profundos, senti Bella gozar. Puta que pariu. Era o orgasmo mais sexy que eu tinha visto. Eu não me segurei. Enchi o preservativo com meu prazer. Ainda com espasmos pelo corpo, permaneci dentro dela. Meu pau demorou a diminuir tamanha a intensidade do meu clímax. Desabei sobre seu corpo.
"Isso foi... uau." Sorri no seu pescoço. Ela mal sabia o efeito que tinha sobre mim. Assim que me retirei de dentro dela, joguei a camisinha em algum canto e a abracei levemente por trás.
"Isso tudo foi você, minha linda. Meu amor." Bella suspirou e puxou meu braço na sua cintura. Senti que ela suspirava feliz. Ainda não tinha terminado com ela, mas precisava deixá-la descansar um pouco. Em poucos segundos, Bella ressonava. Levantei lentamente com medo de acordá-la. Eu comeria algo na cozinha. Estava faminto. Assim que retirei meu braço e levantei, ela virou o corpo rapidamente em minha direção, com um olhar assustado. Beirava o pânico. Franzi o cenho. O que ela esperava? Que eu fosse embora?
"Calma, minha linda, eu não terminei com você ainda. Eu já volto. Está com fome?"
Bella abaixou o olhar, ruborizando. Assentiu com a cabeça murmurando alguma coisa que eu não entendi. Cheguei próximo do seu rosto, levantando seu queixo. Eu queria olhar nos seus olhos, eu queria que ela percebesse a profundidade dos meus sentimentos.
"Minha Isabella. Eu nunca senti nada parecido por alguém antes como o que eu sinto por você. Meus pensamentos, meus sonhos e meu corpo clamam por você. Nunca vou te deixar, a não ser que você queira. Eu te amo, Isabella. Quero ficar com você".
Seu olhar, antes atento, estava completamente inundado de lágrimas. Ela sorriu abertamente e pulou da cama no meu colo. Tive alguma dificuldade em segurá-la, mas consegui.
"Ah Edward. Eu também. Eu sonho, penso e desejo você todos os dias, desde que o conheci. Eu também... te amo".
Carregando Bella no colo novamente, fui em direção a cozinha. "Acho que nosso jantar esfriou." Sorri. Essa nova rotina com Bella seria fácil demais. Eu já me imaginava jantando com ela todos os dias, fazendo amor com ela durante a noite e de dia. Comemos o jantar, que estava delicioso e corremos para o quarto novamente. A noite foi pequena para o nosso amor.
Conforme imaginei, minha rotina com Bella foi rapidamente adaptada de acordo com meus pensamentos. Na verdade, na versão mais erótica das minhas fantasias, é claro. Eu e Bella tínhamos poucas folgas nos dias que seguiram a nossa primeira vez, devido as férias de alguns funcionários, mas todo o tempo disponível que tínhamos passávamos fazendo amor. Isso não se limitava somente a sua cama. Seu sofá, meu carro. Tudo dava asas a nossa imaginação.
Apesar da rotina perfeita, minha mãe insistia na reunião de família. Tinha tempo que não juntávamos todos. Minha convivência com Bella tinha afastado meus pensamentos sobre a distância do meu irmão, mas não me fez esquecê-lo. Percebi que ainda não tinha falado sobre ele com ela. Alias, tínhamos falado pouco sobre nossas famílias. Eu tinha que corrigir esse detalhe, mas nossa ansiedade sexual não permitia muitos assuntos. Sorri com a lembrança. Bella estava me saindo uma ninfomaníaca. Eu estava adorando é claro.
Divagando na minha sala, tive um choque ao perceber minha mãe entrando. Estava quase na hora da minha saída e eu não esperava a visita repentina dela.
"O que faz aqui mamãe? Aconteceu algo?" Franzi o cenho. Normalmente minha mãe não vinha até aqui.
"Sim, Edward. Acabei de ver sua namorada agora e ela ainda nem me conhece, isso é um absurdo." Sorri. Os exageros de Alice tinham que estar na genética.
"Mãe, calma. Eu..." Antes de terminar de falar, minha mãe levantou a mão me silenciando. Abri e fechei a boca com a frase interrompida. Ela sugou o ar. Meu Deus, o assunto era sério agora.
"Não quero saber, Edward. Quero que você leve sua namorada amanhã para um jantar na nossa casa. Já comuniquei toda a família. Sem desculpas. Ou baterei na porta dela e perguntarei se ela não tem vergonha de dormir com meu filho, sendo minha vizinha, sem ao menos me cumprimentar. Ela, com certeza, não gostará disso".
Suspirei derrotado. "Sim, mãe. Vou falar com ela agora." Ela tinha razão. Não tínhamos mais motivos de esconder nosso relacionamento. Aliás, todos no hospital já sabiam.
"Acho bom mesmo. Vou sair para comprar algumas coisas com seu pai. Não esqueça o jantar. Marque com ela às 19 horas. Já pedi pro seu pai não colocar nenhum dos três de plantão amanhã a noite. Quero toda a família reunida".
Com todo esse discurso da minha mãe, eu não tinha mesmo escapatória. Ela saiu batendo a porta. Saí do meu consultório à procura de Bella. Eu sabia que ela entrava agora no plantão enquanto eu teria que voltar daqui a 8 horas. Era melhor falar logo sobre o assunto. Encontrei-a no refeitório conversando com Ângela.
Meu olhar em sua direção chamou sua atenção. Percebi que ela suspirava. Assim que me aproximei, Ângela se afastou nos dando um pouco de privacidade. Isso seria difícil...
"Já estou sabendo, Edward. Jantar amanhã, não é mesmo?"
"Como soube?"
"Rosalie. Ela acabou de me ligar. Não tem jeito." Ela deu de ombros. "Sua mãe tem mesmo razão, Edward. Na verdade, eu já encontrei-a em diversos lugares, isso está mesmo ficando ridículo".
Eu queria abraçá-la. O assunto 'família' ainda não tinha sido abordado por nós. Percebi que ela estava um pouco temerosa. Não, bastante envergonhada na verdade. Mas todos na cidade já a conheciam, minha mãe e Alice não eram as piores pessoas. Percebendo meu pesar, ela se aproximou de mim e sussurrou próxima aos meus lábios.
"Não se preocupe. De verdade. Estarei lá amanhã. Não vou fugir. Te amo".
"Também te amo, minha linda. Eu queria..." Ela me silenciou com um dedo nos lábios. "Eu sei meu amor, eu também, mas eu tenho plantão agora e você vai voltar daqui a poucas horas. Que tal depois do jantar, hum?" Sorri e mordisquei seu dedo. "Sim. O que você quiser".
Sorrindo ela se afastou de mim e foi em direção ao PS. Suspirei e fui em direção ao estacionamento. Entrei no carro e rumei para casa.
Poucas horas depois o relógio me despertou. Sabia que teria um plantão agora, mas meu corpo sempre reclamava. O que me motivava eram minhas crianças e Bella. Às vezes, nem sempre nessa ordem. Corri para o banho e voltei para o hospital. O dia estava agitado, com muitos atendimentos logo no início. Ainda iria atender a segunda criança do dia quando meu celular tocou. Não acreditei quando vi quem era! Essa não era a hora que ele costumava me ligar. Atendi no segundo toque.
"Rob, tudo bem?" A preocupação correu pelo meu corpo. Ele estava fugindo da sua rotina de ligação. Alguma coisa aconteceu...
"Tudo, cópia, estou chegando por aí em 11h, meu vôo sai em meia hora." Fiquei mudo. Como assim? Ele estava vindo? Hoje? Ainda não eram 7 horas da manhã. Então ele chegaria para o jantar...
"Essa é a hora que você fala: 'Que bom irmãozinho, eu estarei te esperando'!" Rob sempre fazia graça com tudo. Às vezes ele não tinha limites.
"Vamos estar te esperando. Essa é a melhor notícia que você poderia me dar nesse momento. Estou feliz por isso, Rob. Obrigado por me ligar." Dei ênfase no "vamos" para ele entender que a família toda ficaria feliz. Minha mãe ia surtar com a notícia.
"Não é nada demais, mas você sabe que o tempo que passarei ai é por vocês. Então, não me venha com mais pressões do que o necessário".
"Pode deixar, tudo será tranqüilo. Seja o tempo que for, estou feliz." Disse isso e escutei o telefone sendo desligado. Porra, parecia um conto de fadas. Eu realmente estava feliz. Minha mãe gritaria de felicidade.
Peguei no telefone de novo e liguei para ela.
"Bom dia, mãe. Adivinha quem acabou de me ligar dizendo que está voltando..." Nem terminei de falar. Seus gritos de felicidade ecoavam pela vizinhança, com certeza. Ainda bem que eu sabia que ela tinha coração forte.
O dia não poderia ficar mais perfeito...
Nota de uma das autoras (Irene): Meninas, espero que tenham gostado do nosso big capitulo com a primeira vez dos dois Ed e Bella (cofcof)
Foi muitoooo legal escrever. Eu e a Titinhuda estamos enlouquecendo com os gêmeos. O próximo capítulo é POV Rob
Imaginem a coisa toda
Haahahaha
Bjus a todas e obrigada pelas reviews!
