Get your sexy on

You ready?

Hum...Yes

I'm bringing sexy back

You motherfuckers watch how I attack

If that's your girl better watch your back

Cause she'll burn it up for me and that's a fact

Fica bem sexy

Você está pronta?

Hum... Sim

Eu vou trazer a sensualidade de volta
Esses filhos da puta vão ver como eu ataco
Se a garota for sua é bom tomar cuidado
Pois ela está queimando por mim e isso é fato

SexyBack - Justin Timberlake


Capitulo 7 – NEM TODOS OS PRAZERES SÃO ETERNOS

Rob POV

Olhando as duas assim de perto eu não conseguia decidir qual comer primeiro.

"O que você está pensando? Compartilha com a gente..." Uma delas falou. Ela tem atitude. Decisão tomada. Puxei-a e a virei de costas para mim, ela entendendo já foi apoiando suas mãos na cama enquanto a outra beijava meu pescoço por trás de mim.

Nessas horas que eu pensava como era bom viver a vida. Ser livre. E ter um pênis. Ah! Como era bom ter um pênis. Pois nesse momento eu ia me enfiar em uma espanhola. Pensando nisso eu fiquei mais duro do que eu já estava. E elas eram tudo o que eu estava precisando nesse momento. Eu precisava relaxar, e relaxar pra mim significava gozar sem sentido a noite toda. E quando percebi que minha sede de prazer seria intensa hoje eu decidi que teria que ter reforços... duas serviriam!

Afundei-me nela rapidamente. Ela já estava molhada e pronta pra mim. Bom, muito bom! A outra beijava meu pescoço e subia em direção a minha boca, nem sempre eu beijava, mas resolvi abrir uma exceção, hoje eu queria tudo e nada. Quando ela começou a apertar meu pau com sua boceta, eu sabia o que estava por vir. Não tão rápido, mi amiga. Me retirei dela e puxei a que estava pendurada em mim, com rapidez joguei-a na cama e me enfiei nela.

"Regra número um da noite: Ninguém vai gozar antes de mim." A outra bufou. Eu digo a outra porque nem sequer sabia seus nomes, só de elas estarem comigo aqui bastava. E dizendo isso comecei a me movimentar na outra boceta quente que estava à minha disposição. Quando eu estava estressado assim a coisa se prolongava, não eram todas que agüentavam. Por isso mais uma vez era bom ter as duas aqui. Com movimentos fortes eu comecei a sentir meu orgasmo se formando. A Espanhola número 1 me beijava e me tocava deitada ao nosso lado enquanto a Espanhola número 2 gemia de prazer abaixo de mim. Eu me afastei do beijo e elas começaram a se beijar na minha frente. Porra. Não havia nada mais erótico do que duas mulheres bonitas se beijando, e só essa visão foi o suficiente para deixar meu orgasmo em ponto de bala. "Vou gozar." As duas se viraram e começaram a me beijar em sincronia, uma em minha boca outra em meu pescoço. Com mais algumas estocadas fortes eu gozei no preservativo. Meu orgasmo veio forte, como se me lavasse por dentro. Mas a inquietação continuava e eu tinha ainda duas mulheres pra satisfazer. Saindo de dentro dela, retirei o preservativo e o joguei pelo quarto.

"Agora é a vez de vocês." As duas gemeram e me olharam com cara de safadas. Puta que o pariu. Eu tinha um grande trabalho à frente. Deitei-me entre elas e puxei uma próxima a mim. Afundei minha língua em sua boceta enquanto minha mão tocava a outra ao meu lado. Os gemidos enchiam o quarto e tiraram minha cabeça levemente de onde eu não queria estar nesse momento. Quando eu senti que ela começou a ficar muito agitada em minha língua, concentrei meus esforços, eu adorava sentir o gosto quando elas gozavam. Era afrodisíaca essa porra! Ela começou a ter espasmos e se segurar na borda da cama, a outra gemia incontrolavelmente ao nosso lado. Enfiei dois dedos nela e chupei seu clitóris. Foi o suficiente. Ela tremeu e gozou em meus dedos e minha língua. Uma já foi. Pensei comigo mesmo.

Virei meu corpo para a outra, que agora me olhava com expectativa, senti meu pau duro outra vez. Também precisaria de uma nova ajuda. "Venha cá." Disse para a que tinha acabado de satisfazer. Sem pensar duas vezes, ela veio. A outra ficou de joelhos e eu deitei na cama a beijando por baixo enquanto a espanhola satisfeita me chupava. Que sensação fodidamente fantástica. Ela era uma profissional. Chupava meu pau com maestria e tocava minhas bolas com uma técnica perfeita. Caralho. O segundo seria um pouco mais rápido. Uma rebolava em minha cara e a outra me lambia e me engolia. Era uma cena incrivelmente erótica. Eu chupei, esfreguei meus dedos dentro dela e senti-a gozar enquanto seus gritos continuavam. Se afastando ela baixou em mim e me beijou. Um beijo selvagem e imoral. Era como um agradecimento. De nada, baby.

Enquanto ela me beijava, me concentrei na minha parte inferior, que estava sendo muito bem tratada. E quando meu corpo deu leves tremidas, ela acelerou os movimentos, tocando e chupando. Eu não ia durar muito tempo, então curti cada segundo daquilo. E no momento que eu não segurei mais eu vim forte em sua boca e ela recebeu tudo. Lambendo e tomando tudo de mim. Uma verdadeira mulher tem que saber engolir.

Depois disso éramos três corpos em uma cama. O sono quase me alcançou antes de todos os pensamentos que eu tentei reprimir voltarem pra mim. Agora eu não tinha só a inquietação me consumindo. Era foda. Minha noite fugaz não adiantou de muita coisa. A porra do pensamento continuava me perturbando. Era hora de tomar uma decisão e eu sabia muito bem o que iria fazer. Levantei sorrateiramente sem acordar as duas e saí pela porta sem um segundo olhar. Eu não podia olhar pra trás. Fui até a casa de Caius e peguei minhas coisas. Eu tinha tomado a porra da decisão desde que percebi que estava inquieto. Desci e fui direto ao aeroporto. Assim que olhei os horários de vôos lembrei-me de um detalhe. Ninguém sabia de minha decisão. Isso pode esperar.

Comprei um bilhete para o próximo vôo e fui direto para o embarque, antes de entrar no avião pensei: É agora ou nunca. Disquei o único numero que eu vinha discando há dois anos e, como de costume, ele atendeu no segundo toque. "Rob, tudo bem?" Como sempre preocupado. Apesar de não ser o horário habitual das minhas ligações e já fazer 3 dias que eu não ligava. Isso era difícil pra porra. Mas meu irmão não me decepcionaria com o seu grau de nervosismo. Edward tinha que relaxar mais, qualquer dia ele poderia explodir.

"Tudo, cópia, estou chegando por aí em 11h, meu vôo sai em meia hora." Silêncio. Peguei-o de surpresa. Mas isso era o que ele me pedia por todo esse tempo, não era? Ele deveria estar feliz e não calado, porra.

"Essa é a hora que você fala 'Que bom irmãozinho, eu estarei te esperando!"

"Vamos estar te esperando. Essa é a melhor notícia que você poderia me dar nesse momento. Estou feliz por isso Rob. Obrigado por me ligar".

"Não é nada demais, mas você sabe que o tempo que passarei ai é por vocês. Então, não me venha com mais pressões do que o necessário". Ele esperou antes de responder.

"Pode deixar, tudo será tranqüilo. Seja o tempo que for, estou feliz." E com isso nos despedimos e desligamos. Ele realmente me conhecia. Se fosse minha mãe estaria ainda me prendendo no telefone me fazendo jurar nunca mais ir embora.

Respirei fundo e me dirigi ao avião. Realmente... era agora ou nunca!

Antes mesmo que meu avião pousasse percebi que já estávamos próximo do continente. Era fácil identificar que a América estava próxima. Como reação a essa proximidade, uma euforia estranha tomou conta de mim. Faz tanto tempo.

Forks era a cidade pequena e úmida que eu tinha crescido. Eu e minha família montamos nossa história nessa minúscula cidade. O lugar que eu tentei jurar a mim mesmo que nunca mais voltaria. Tanta dor e tantas lembranças ruins, tudo sufocado durante esses anos. Quando decidi sobre o meu retorno, ligando para Edward, eu já não pensava mais o por quê saí de lá. Tudo estava esmagado dentro do meu peito. Nunca me esforcei em pensar sobre os motivos da minha saída.

Assim que anunciaram que chegamos, meu coração apertou e tudo o que eu estava tentando esconder e sufocar voltou como um bombardeio. Por que isso? Eu superei. Eu esqueci por tanto tempo. Eu me afundei em todas as bocetas que eu desejei. Eu tive cada mulher que eu quis. Por que justo ela? Dentro de mim, quando eu pensava sobre isso, nas poucas vezes da minha vida, eu dizia 'já tive melhores', ou 'ela nem valia tanto a pena assim'. E a quem mesmo eu estava tentando enganar... só a mim mesmo.

Com um suspiro exasperado, puxei minha bolsa e me dirigi pra fora do avião. Fui recebido por um ar frio. Realmente estava em casa. Isso pode ser bom. É a minha chance de provar a mim mesmo que eu sou uma nova pessoa. Um homem livre... espírito livre. Rob Cullen não se prende. E não é uma cidadezinha perdida no meio do nada que vai me aterrorizar.

Esmagando esses pensamentos, lembrei de minha mãe. Mamãe Esme. Ela foi tudo o que se pode esperar e sonhar em ter em sua mãe. Era nossa amiga, nossa confidente e nossa companheira. Ela nos ensinou desde cedo que sempre teríamos uns aos outros. Éramos verdadeiramente uma família unida.

Meu irmão gêmeo, Edward, só tinha a aparência idêntica à minha. Ele não era nada parecido comigo por dentro. Ele não tinha esqueletos no armário. Edward aprendeu com meus erros e nunca se entregou a nenhuma mulher. Ele se afundou nos estudos e agora no trabalho. Ele era tudo o que uma mãe poderia querer. Ele sempre nos orgulhou. Ele sempre foi o homem ao qual eu devo muito. Seu apoio sempre foi trivial em minha vida e, mesmo distante um do outro, nossa amizade permanecia intacta. Sempre que eu parava em uma cidade eu tinha uma missão. Ele sabia de todos os meus passos e de todas as minhas aventuras. Algumas ele não sabia na verdade. Mas foi escolha dele. Pobre Edward. Não conhece os maiores prazeres da vida.

Meu irmão mais velho, Emmet, se amarrou cedo. Por causa da sua paixão por Rosalie, de cara eles se afundaram nesse relacionamento. Eu diria que ele teve uma grande sorte. Ou então um azar da porra. Porque nem chegou a curtir os melhores anos da juventude livre. Mas como estava durando, eu ficava feliz por ele. Cada um sabia o que queria fazer de sua vida e ele decidiu por ser o homem da Rosalie. Sim, porque aquela mulher o dominava, o que era engraçado porque Emmet era enorme, mas uma massinha de modelar nas mãos de Rose.

Minha irmã Alice, que deveria me odiar nesse momento. Eu não tinha entrado em contato com ela uma vez sequer após minha partida. Alice era uma pequena mandona. Ela se sentia como se tivesse que controlar o universo de todos. Mas o meu ela não controlava. Isso era uma frustração na vida da baixinha. Mas o que ela nunca percebeu era que ninguém tinha controle sobre mim. O que me lembra...

Meu pai. Papai Carlisle. Ele era o que se sentia contrariado comigo de certo modo. Segundo ele, eu tinha tudo para dar certo, mas escolhi viver uma vida devassa, essas foram suas duras palavras de repreensão assim que parti. Mas sabia que não era profundo, pois ele também me amava incondicionalmente. Quando fui embora, papai me abraçou fortemente e senti suas lágrimas no meu ombro. Ele era justo e duro quando precisávamos, mas tinha um coração de ouro. Meu pai também era médico no hospital de Forks. Agora ele e Edward trabalhavam juntos. Eles também eram grandes amigos. Nossa família realmente foi o que me fez atravessar o oceano e enfrentar meus fantasmas. Eles valiam a pena e a saudade já tinha consumido todas as minhas forças.

Saindo da sala de desembarque, não demorou muito para encontrá-los. Mamãe acenava animada e Edward estava logo ao lado dela com um grande sorriso no rosto. Meu coração inchou, não mais com o temor da dor, mas com a felicidade de ver ali as únicas pessoas que realmente importavam em minha vida. Na verdade, as únicas que se importavam comigo.

"Pensei que nunca mais ia chegar." Mamãe disse, vindo rapidamente em minha direção.

"Foram somente 5 minutos de atraso mamãe. Não deu nem pra perceberem que tínhamos atrasado." Falei, sorrindo em seu cabelo. Sentindo o cheiro dela, o cheiro de casa. Abracei-a forte enquanto olhava para a cara de felicidade do meu irmão. Ele parecia envolto dentro de uma bolha de felicidade. Sorri com isso. Eu estava mesmo com saudades de casa.

"Como você está radiante, cópia! O bichinho do amor te mordeu?" Falei irônico.

"Hoje à noite mamãe está oferecendo um jantar de boas vindas a você e também para que todos conheçam meu 'bichinho do amor'." Ele disse no mesmo tom.

"Wowww, vocês ainda não a conheceram?" Virei pra mamãe. "E a mais famosa Inquisição Espanhola? Acabou?" Eu disse zombando de minha mãe. Ela sempre nos fazia passar os maiores constrangimentos em nossa juventude, ela queria saber de tudo, conhecer todos os nossos amigos e conhecer qualquer menina que ao menos tivéssemos tocado a mão. Ela riu em reconhecimento. Eu sabia que não foi por causa dela ou por falta de vontade que ela não a tinha conhecido ainda.

"Edward a tem mantido para si há um tempo. Somente seu pai a conhece do hospital, apesar dela morar a metros da nossa casa. Seu irmão nem se deu ao trabalho de levá-la em casa. Por esse motivo, seremos surpreendidos por conhecê-la essa noite. Ahhh pensando nisso," ela disse pegando nossas mãos como ela costumava fazer quando éramos pequenos. "Temos que correr, ainda não tem nem metade dos preparativos prontos. E tenho muita coisa pra fazer e o senhor tem muita coisa pra me falar Robert." Urgh. Odeio quando me chamam pelo meu nome inteiro, e mamãe adorava fazer isso.

"Mamãe..." fui interrompido por um olhar que me disse que era melhor não discutir.

"Bem vindo de volta Rob." Edward disse finalmente enquanto andávamos até o carro. Minha mãe lembrou-se de algo e olhou ao redor e depois para mim.

"Cadê suas coisas? Não pegamos suas malas." O olhar de confusão em seu rosto me disse que minha cópia não passou a informação completa. Ela não sabia que eu estava de passagem. Ela pensou que eu estava de volta para ficar. Essa compreensão trouxe o aperto que eu tentei não sentir desde o momento que me lembrei da minha família.

"Depois conversamos. Teremos um tempo para isso." Eu disse, sem parar de andar. Seguimos até o carro e assim que entramos, meu irmão assumiu a direção.

"E quanto tempo seria esse tal tempo que teremos?" A mágoa explícita em sua voz.

"Não vamos pensar nisso. O importante é que minha cópia está de volta e veio nos ver." Edward disse, dando uma piscadela para mim pelo retrovisor. Meu olhar para ele transmitia tudo o que eu queria dizer: Agora você fala... por que não contou a verdade pra mamãe? Deu a ela falsas esperanças dessa maneira.

Entretanto, apesar de mandar esse olhar acusatório para meu irmão, eu mesmo queria saber o por que eu não contei a ela sobre meus planos de voltar a Forks. Por que eu não queria que mamãe insistisse que eu ficasse? Por que eu tinha medo que se ela insistisse, eu estaria de volta, mesmo isso talvez acabando comigo?

Qualquer que fosse a resposta, eu simplesmente errei por falta de ação. E minha mãe não merecia isso de qualquer forma. Eu sempre fazia o que me dava vontade. E na hora que me dava vontade. Era difícil isso ser negado a mim, pois desde que percebi que um olhar meu com um sorriso torto deixava as mulheres sem ação, eu tinha usado e abusado da minha persuasão. Desde que eu percebi que meu cabelo bagunçado fazia suas mãos se aproximarem de mim, eu tinha deixado de penteá-los. Ok, essas eram as outras mulheres, minha mãe não era persuadida por isso. Ela inclusive me mandava pentear meu cabelo sempre que tinha uma chance. Apesar de que um sorriso meu com olhos suplicantes quase sempre a fazia ceder aos meus pedidos. Senti o sorriso voltar com facilidade ao meu rosto. Eu definitivamente estava em casa. E não era tão ruim quanto eu pensava. Meus pensamentos estavam focados na minha família. Tentando nos tirar desse clima anterior, perguntei. "E o papai? Não está com saudades de mim?".

"Ele também está de plantão. E se você tivesse nos avisado antes de entrar no avião, que estava vindo, ele poderia ter transferido seu plantão e estaria aqui conosco nesse momento." Disse meu irmão, uma pitada de mágoa em sua voz. Mas que porra! Eu seria culpado de tudo agora? Eles não me queriam aqui? Aqui estou eu.

Foi difícil tomar a decisão de vir. Na última conversa que tive com meu irmão antes da ligação informando que viria, fiquei balançado, mas não decidido. Após uma noite com duas espanholas, uma garrafa de whisky e uma boa chupada, eu acabei percebendo que só aquilo não estava me satisfazendo mais. Sentia falta da família.

O problema da volta também tinha outro fato importante: Forks não oferecia a variedade com a qual eu estava acostumado. Na verdade, era uma raridade uma boceta que eu não tenha me enfiado naquela cidade. Bons tempos... mas aposto que nada mudou. Estava com medo de cair na mesmice e acabar comendo uma figurinha repetida. Argh! Jamais. Era uma chance pra cada, nada mais que isso.

O silêncio não durou muito e quando percebemos estávamos em uma conversa animada sobre os lugares pelos quais passei e as lembranças de coisas que nunca esqueceria. E logo Forks entrou em meu campo de visão. Verde, muito verde. Era essa a impressão inicial que se tinha da cidade. E realmente, nada mudou. Estávamos nos dirigindo por ruas iguais às que existiam quando fui embora. Mas não faz tanto tempo assim, me lembrei. Engraçado. Eu sentia como se fosse uma vida toda. Esses anos realmente me consumiram.

Entrando em nossa rua eu fui tomado pelo sentimento do quanto eu senti falta de algo familiar. Algo que me trouxesse lembranças de um tempo bom. Minha casa era um tempo bom. Suspirei, sentindo o ar gelado e aconchegante enchendo meus pulmões. Estava finalmente em casa.

Descemos e fomos direto pra dentro, mas antes dei uma olhada ao redor. Minha mãe tinha reformado a casa. Claro, dona Esme não para, lembrei. O interior da casa também já não era como quando eu saí. Novos sofás, novas cores. Mas estranhamente familiar e confortável. Fiquei parado na entrada, não tendo a ação de dar o próximo passo. Minha mãe, sentindo minha hesitação, falou, "Seu quarto ainda é no mesmo lugar. Tem toalhas limpas em cima de sua cama. Tome um banho, você deve estar cansado depois de um vôo tão longo".

Segui com passos duros ao que antes era o meu quarto. Há tanto tempo não passava mais de 3 noites na mesma cama. Na verdade, às vezes dormia na mesma cama, mas não com a mesma pessoa. Pensar nisso novamente me fez ponderar sobre quais seriam as surpresas que Forks poderia me oferecer. Talvez depois do jantar com minha família e a namorada do meu irmão eu poderia dar umas voltas para o reconhecimento do local. Abrindo a porta do meu quarto, mais um momento de hesitação. Eu estou virando um maricas mesmo. Um quarto me faz travar.

Tudo estava exatamente igual a quando eu virei as costas e parti. Minha cama, meu computador e até a porra da cortina azul que mamãe insistiu em colocar. Meu quarto. Minha casa. Minha família. Passei dois anos chamando somente meus carros e meus pertences de meus. Aqui eu tinha tanto.

Largando minhas coisas assim que entrei, puxei a toalha e fui ao banheiro. Um banho era realmente o que eu estava precisando. Um banho, uma cerveja e um cigarro. Puta merda. Mamãe Esme não vai me deixar fumar em casa! Argh. Vou limpar meus pulmões e acabar com meus nervos.

Ligando o chuveiro e sentindo a água espirrar morna em mim, relaxei. Deixei a água ir me tocando aos poucos enquanto processava tudo o que ia acontecer daqui pra frente. Seria uma vida nova e totalmente diferente. E ao mesmo tempo, eu sabia tudo o que ia acontecer porque um dia essa já foi minha vida. Mas agora tudo é diferente, já não sou o eterno otimista. Agora eu realmente sei a realidade da vida. O que eu viveria aqui nessa nova visita, pelo prazo que fosse, seria para curtir minha família e tentar guardar cada lembrança e cada pedaço de cada um deles comigo.Isso tudo para conseguir sobreviver mais uns anos longe novamente. Aqui era a hora de abastecer. E com esse pensamento, finalmente saí do banho. Enxuguei-me e coloquei um jeans gasto e uma camiseta branca. Olhando ao redor do quarto, resolvi descer e ajudar mamãe no que ela estivesse precisando. Em se tratando da pessoa que eu conhecia, ela devia estar preparando uma festa exagerada enquanto nos dizia que era apenas um jantarzinho.

Desci e encontrei-a com um vaso de rosas indo em direção à grande mesa de jantar. Esme era detalhista ao extremo e o olhar que ela me deu fez-me sentir um pouco inapropriado.

"Robert, você deveria estar descansando." Sorri. Ela estava preocupada e não chateada. Típico.

"Quero curtir minha mãe, posso?" Sua expressão mudou automaticamente. Ela era fácil de lidar. "Onde posso ajudá-la, Dona Esme?"

"Robert, você não precisa me ajudar, sente-se. E não me chame de 'dona', faz-me sentir velha. Você quer comer alguma coisa antes do jantar?" Ri novamente. Minha mãe sempre nos tratou como bebês, não importando quantas meninas tenhamos transformado em mulheres.

"Rob pra você mamãe. E não, na verdade comi um pouco antes de descer do avião. Vou esperar pelo seu banquete no jantar. Espero que a garota já saiba de seus exageros. Senão é capaz da menina ter um ataque e morrer quando entrar aqui e pensar que você já está é fazendo uma festa de casamento, do jeito que está ficando." Ri da minha própria piada, mas de repente pensei nessa pobre moça que hoje cairia nas mãos ágeis de Esme Cullen.

"Não exagere, esse jantarzinho é também para recebermos você de volta. Serão duas comemorações. Tinha que ser especial. Você é meu filho pródigo." Ok, pode ter sido um pouco dramático. Mas ela conseguiu me fazer sentir pior sobre isso. Eu sabia agora porque eu não tinha ligado para ela antes. Ela teria me feito voltar antes de tudo.

Sem querer contrariá-la e sem mais argumentos, me sentei em uma das cadeiras para vê-la andar de lá para cá arrumando coisas que já estavam prontas. "Mãe, está tudo perfeito. Não precisa ficar alisando tudo".

"Eu sou perfeccionista, meu filho. Por que acha que você e seu irmão são tão bonitos? Eu fiz com cuidado!" E deu uma piscadinha pra mim.

"Ok, vejo que está tudo sob controle aqui. Cadê o Eddie?" Edward odiava esse apelido fresco. E eu adorava chamá-lo assim.

"Ele foi buscar Alice e Jazz. Em alguns minutos estarão por aqui. Vá se arrumar e vê se penteia esse cabelo. Parece que você acabou de ser violentado!" Ela disse com uma expressão divertida.

"Eu estou pronto, o jantar é em casa, não há necessidade de ficar me arrumando".

"Robert Masen Cullen." Ih, quando ela fala meu nome completo é porque tenho que levá-la a sério.

"Seu irmão irá apresentar à família a moça pela qual ele quer causar uma boa impressão. Eu não quero que Isabella pense que somos desleixados nessa família. Coloque um sapato e uma camisa que não pareça que você é um carregador de bananas da feira." Isabella. Melhor não pensar no que o nome me lembrava. Fazia tempo que eu não escutava esse nome.

"Minha camisa não é tão ruim assim, Dona Esme." Eu disse brincando e subindo as escadas. Ela bufou alto.

Assim que troquei de roupa e saí no corredor do segundo andar para descer as escadas, dei de cara com meu pai. Ele prontamente sorriu e me puxou para um abraço "Bem vindo de volta, filho. Sentimos sua falta." Abracei-o feliz, sentindo a emoção de estar em casa. Assim que nos afastamos ouvi minha mãe dizendo que Edward tinha chegado. Ouvi o barulho da porta abrindo e escutei várias vozes no piso inferior. Pelo jeito não apenas Edward tinha chegado com Alice e Jasper. Ouvi claramente as vozes de trovão do meu irmão perguntando por mim e a voz de Rosalie gritando que estava sentindo falta da família. Sorri. Definitivamente eu amava essa família.

Assim que cheguei ao andar de baixo, senti vários braços me buscando. Na verdade, era a baixinha da minha irmã e o abraço de urso do meu irmão mais velho. Todos falavam ao mesmo tempo. Eu cheguei a ficar zonzo com tanta atenção. Cumprimentei meus dois cunhados, Jasper e Rosálie, que sorriam ante a demonstração de carinho exagerada de Alice e Emmett. Ainda bem que a noite não seria somente para mim, pois eu não agüentaria toda essa atenção e as milhões de perguntas que tenho certeza que me fariam. Isso era chato pra caralho.

Eu sempre odiei essas reuniões de família. Talvez eu estivesse sendo muito duro com eles, mas aprendi que meu espírito livre e arisco me impossibilitavam de ficar muito tempo em um local. E todos sabiam disso.

Fazia tempo que eu não encontrava todos. Bateu uma onda de nostalgia e mamãe estava radiante, afinal ela reuniu a todos, inclusive eu. E isso estava evidente em seu semblante. Sorri, pois pelo menos um motivo eu tinha como justificativa de estar de volta a essa cidade. Mas hoje, no dia da minha volta, o famoso jantar em família teria mais um participante, na verdade A participante. Todos conheceriam Isabella, namorada do meu irmão gêmeo. Esse nome me trouxe doces e eróticas lembranças novamente...

Meu irmão abriu a porta no momento que a campainha tocou. E lá estava ela. Porra. ELA! Simplesmente não acreditei, eu tinha que estar sofrendo alucinações. Não podia, não deveria...

Percebi que ela ficou tão paralisada quanto eu, com seus olhos fixos e perdidos em algum lugar... sim, perdidos no passado. Não escutei nada, preso em sua presença. Tudo o que eu vivi há muito tempo atrás voltou rapidamente e meu corpo reagiu na hora. Duro. A única coisa que me fez voltar à realidade foi o olhar irado do meu irmão em minha direção.

Tentei me recompor rapidamente. Não meu corpo todo, mas esperava que ninguém tivesse percebido. Nunca uma mulher me deixou duro só de simplesmente olhar para ela. Exatamente como a primeira vez quando a encontrei. O pior disso tudo era que eu tinha consciência que isso era errado. Até para alguém como eu, ela agora era a namorada do meu irmão gêmeo. Pensar nisso me fez imaginar se ela sabia que eu era o irmão dele, pois acredito que não seria possível ela me esquecer. Pior do que isso, eu comecei a imaginar que Edward também não sabia sobre o passado dela, comigo. Não me recordo dele ter comentado sobre isso. A única coisa que me lembro era que ela tinha vindo de Londres.

Porra, definitivamente isso não poderia ficar pior. Sem olhar para ela diretamente, as lembranças sobre a perfeita noite que a fiz mulher eram visíveis na minha memória. Lógico que ela também não deve ter esquecido. Dizem que a primeira vez a gente nunca esquece. Argh, pensamento errado. Assim eu nunca me recuperaria. E eu tinha que me recompor. Eu tinha que afundar isso no fundo da minha cabeça agora. Afinal, eu nunca repetia e ELA agora era parte da minha família. Era a mulher que meu irmão escolheu. Eu tinha que me comportar.

"Isabella, essa é minha família." Edward disse sem me dar um segundo olhar.

Não olhando em minha direção, Isabella finalmente sorriu e disse baixinho "É um prazer conhecê-los".

Todos sorriram quando ouviram a voz musical dela. A ansiedade na casa era quase palpável enquanto eu ainda tentava me recuperar do choque. Senti todos se movimentarem em direção à garota do meu irmão. Isso. Foco. Garota do meu irmão.

"Imagina, o prazer é todo nosso." Esme foi dizendo e puxando-a em direção à sala. "Fique a vontade. Estávamos todos ansiosos para lhe conhecer".

Essa com certeza seria uma noite daquelas...


Nota de uma das autoras (A Irene, baby): Meninas, e ai, gostaram? Esse foi o primeiro capítulo que eu escrevi da fic, quando começamos não tínhamos pensado em desenvolver tanto Bella e Ed... mas ai esse que iria ser o terceiro... virou o sétimo capítulo. Espero que gostem... por ser meu primeiro é o meu bebê. Agradeço a Titinhuda pela parceria e a Ju pela correção de nossos erros... hahahahaha

Respondendo a Reviews:

Beth Wanderley: Menina... o Rob será uma incógnita por bastante tempo... nem tenta descobrir tudo agora. Hhahahaha

Dyana Camila: Continua uma ansiedade pra Bella nesse jantar... posso dizer que no próximo TUDO acontece mesmo! Ela explica hahahaa

Xarol: Sua absurdamente curiosa. Ai está mais de Rob pra você. Morri de rir quando escrevi a parte das espanholas. Minha mente ta pervertida menina... deve ser o que eu ando lendo oh... ahahahahaha Adoroooo vc Xarolzita!

Jana, Rafa, Carula e Thais: Obrigadaaaaaa pelas reviews

Amoooo vcs!