You can be a sweet dream
Or a beautiful nightmare
Either way, I don't wanna wake up from you
Sweet dream or a beautiful nightmare
Somebody pinch me
Your love is too good to be true

My guilty pleasure
I ain't going no where
Baby, long as you're here
I'll be floating on air
'Cause you're my

You can be a sweet dream
Or a beautiful nightmare
Either way, I don't wanna wake up from you

Você pode ser um sonho doce,

Ou um lindo pesadelo
De qualquer maneira, eu não quero acordar de você
Doce sonho,

Ou um lindo pesadelo
Alguém me belisque,
Seu amor é bom demais para ser verdade.

Meu prazer culpado,

Eu não vou a lugar nenhum
Baby, enquanto você estiver aqui
Eu estarei flutuando no ar

Porque você é meu

Você pode ser meu doce sonho,

Ou um lindo pesadelo
De qualquer jeito, eu não quero acordar de você.

Sweet Dreams – Beyoncé


Twilight não nos pertence, mas os gêmeos Edward e Rob sim!


Capítulo 8 – MINHA VIDA É UMA MONTANHA RUSSA

Bella POV

Os últimos meses da minha vida tinham alterado completamente o rumo de toda a minha história. Na verdade eu percebi que tinha começado a viver somente quando eu me mudei para Forks. Mais do que isso, a quantidade de emoções que passaram por mim poderiam descrever o que sentimos em uma montanha russa. Receio, surpresa, medo, prazer. Tudo ao mesmo tempo.

Tudo começou após meu envolvimento com Edward, é claro. Ele sim era uma avalanche de sensações. Aquele homem mexia com minha sanidade. Nosso relacionamento começou devagar, com pequenos momentos cheios de detalhes e erotismo simples. Ele sabia conduzir uma mulher. Principalmente ao prazer. Ainda tenho vivo na minha memória a primeira vez que ele me fez gozar. Deus, ele era perfeito. Eu tinha espasmos de luxúria só de olhar para seu rosto, seu olhar de sexo, suas tatuagens...

Isso também me incomodava a princípio. Ambas eram extremamente sexys. Até a do seu braço, que descobri ser algo inocente, o nome da sua mãe em chinês, mexia com meu imaginário. Na verdade ainda tenho um pouco de receio ao me recordar que ele possuía as mesmas tatuagens que seu irmão gêmeo. Nunca perguntei para Edward sobre seu irmão. Eu sabia somente que ele era um itinerante irresponsável e ausente. A única pessoa com quem ele entrava em contato era Edward. Eu dava graças a Deus que nunca o tinha visto atender essas ligações.

Sei que é errado o que estou fazendo. Eu precisava contar para Edward sobre o meu passado. Mas eu não conseguia. Isso estava além das minhas forças. Essa parte da minha vida foi arrancada de mim. Eu não tinha qualquer lembrança feliz sobre aquela maldita noite. E, claro, não desejava que ninguém soubesse. Nem mesmo Rosalie sabia desse detalhe da minha vida. Apesar de tudo isso, sabia que ele tinha um pouco de gosto pela adrenalina e Forks definitivamente não oferecia nada disso. Conforme ouvia pela cidade, desde que ele tinha ido embora, há quase 4 anos, nunca mais voltara. Somente em raríssimas visitas. Mas minhas orações eram sempre destinadas ao causador do meu sofrimento e dolorosa amnésia. Eu sempre pedia aos céus que ele nunca voltasse...

Minhas recordações agora me fazem sorrir do susto que eu tive quando vi Edward pela primeira vez. Acho que quase desmaiei, na verdade. Mas sua persistência e atitude me fizeram fraquejar. A minha ínfima experiência com o sexo oposto agora era completamente alimentada e dominada pela experiência e desejo sexual de Edward. Ele era um excelente amante e professor. Eu gozava todas as vezes que me encontrava com ele. Por conta disso, o fogo corria pelo meu corpo todas as vezes que eu me aproximava de Edward. Eu já me sentia uma ninfa do sexo. Já tive diversos sonhos eróticos até com aquela sala dele...

Suspirei de prazer ao recordar quando deixei-o gozar na minha boca. Antes dele, eu achava o ato em si um pouco nojento. Mas estar submissa a ele, chupando aquele membro gostoso, com a cara de prazer que ele fazia, me estimulando com suas reboladas sexuais e as mãos quentes no meu cabelo, tinha dissipado qualquer receio sobre isso. Agora eu achava maravilhoso o seu sabor. Se eu pudesse beberia dele todos os dias. E sobreviveria só disso... afinal, o sêmen também dá energia.

Hoje eu sabia, estaria totalmente dispersa no meu plantão. Ainda bem que o hospital estava vazio. Ontem tinha sido a noite mais perfeita de todas, desde que eu o conheci. Na verdade o dia todo tinha sido perfeito. Tudo começou com a sua mensagem, que só de ler tinha ensopado minha calcinha. Mesmo que ele tenha mandado por mensagem de celular, pareceu que eu tinha escutado sua voz de comando no meu ouvido. E a noite de ontem então. Completamente sem comentários. Não só pelo sexo, não. Esse eu tinha certeza que seria surreal. O que me deixou extasiada foi sua atitude ante o meu pequeno pavor.

Sei que ele não tinha entendido. No momento que ele se levantou sorrateiramente, eu senti uma pontada de dor. Viajei momentaneamente ao meu passado cruel. Mas ao perceber que na verdade sua atitude tinha sido de preocupação e logo depois ele se declarou daquela forma pra mim, tinha elevado aquela noite à mais perfeita da minha vida na minha lista.

Percebi Ângela se aproximando. Ela tinha se tornando uma grande amiga e torcia pelo meu relacionamento com Edward. Eu ainda amava Rosalie, mas nesses dois meses que eu já morava em Forks ela só tinha vindo me visitar duas vezes. Lógico que ela sempre me ligava, mas eu sentia sua falta.

"Que cara de felicidade é essa Bella. Seu sorriso está aparecendo lá na recepção". Gargalhei. Adorava a amizade simples e descomplicada com a Angie. Era assim que eu a chamava agora.

"Angie. Só você mesmo pra me fazer sorrir". Eu fiquei igual a um tomate. Certas coisas nunca mudam.

"Sei Bellinha. Nem quero saber, já que Dr. Edward apresenta os mesmos sintomas de alegria excessiva a essa hora da manhã." Sorri e pisquei para ela. Lógico que ela entenderia. Na verdade todos no hospital já sabiam sobre o nosso relacionamento. Mas depois da noite de ontem estávamos mais ligados do que nunca.

"Vamos, sua investigadora. Precisamos fazer a ronda antes do café da manhã. Os médicos virão visitar seus pacientes e acredito que teremos mais algumas altas hoje." Puxei-a pelo braço e seguimos no corredor do P.S.

Logo após esse comentário da Angie vi que todos os funcionários sorriam mais para mim. Até Dr. Carlisle estava com um sorriso estampado, além do seu normal, é claro. Descobri definitivamente que felicidade atrai felicidade. Encontrei Edward duas vezes pelos corredores e em ambas ele fez questão de vir falar comigo, me tocando levemente. Nossos corpos eram atraídos, não tinha mais jeito.

Os dias passaram com uma velocidade espantosa. Como uma cidade pequena tinha tantos atendimentos? Apesar de que atendíamos algumas outras pequenas cidades próximas e também a pequena aldeia ao lado de Forks.

Eu ansiava visitar minha amiga Rosalie, que já estava me cobrando insistentemente, mas a rotina do hospital me sugava. Esse período tinha vários profissionais em férias e a carga de trabalho tinha aumentado no mínimo 4 vezes mais.

Rosalie sempre brigava comigo pela minha falta de tempo. Mas eu sabia o por que. Depois da sua última visita, que ela tinha passado o dia todo comigo, me colocando a par de toda a sua vida desde o casamento, eu não tive tempo de conversas prolongadas com ela. Não tivemos nem a chance de conversar sobre meu relacionamento com o seu cunhado. Eu sabia que ela não era muito fã dele. Na verdade seu comentário no dia tinha sido pior: Melhor ele do que o idiota do seu irmão gêmeo. Ela sabia da fama de mulherengo de ambos na cidade, mas eu sabia que Edward era diferente. O que mais a irritou na última visita foi que eu tinha mencionado esse detalhe importante somente quando Emmett já buzinava chamando por ela. Seu olhar mortal quase me fez ter medo. Mas ela me garantiu que na próxima vez teria que contar tudo pra ela. Ao vivo, é claro, pois ela queira ver meus olhos. Rosalie me conhecia como ninguém.

Apesar desses contratempos e com o excesso de trabalho, eu estava na fase mais feliz da minha montanha russa. Eu tinha um trabalho que adorava exercer, um homem maravilhoso que eu amava e era correspondida, amigas solidárias, pacientes tranqüilos. Na verdade, eu achava que já vivia no paraíso. O melhor de tudo era que mesmo com essa rotina excessiva, eu e Edward vivíamos em combustão instantânea. Depois da primeira noite de amor parecia que tinham sido abertas as comportas de uma barragem de tão avassalador que era o nosso desejo sexual. Parecíamos dois ninfomaníacos. Tudo bem que esse era o apelido que Edward tinha me dado, mas ele não ficava atrás. Seu membro parecia estar em constante estado de excitação. Eu adorava.

A última vez tinha sido dentro do seu carro. Foi a rapidinha mais fantástica dos últimos tempos. Sentando em cima dele, eu tinha chegado ao ápice somente com a pressão do seu pênis dentro de mim. Suas fortes mãos agarradas à minha bunda me fazendo subir e descer rapidamente me levaram a loucura.

Contabilizando minhas dívidas durante o intervalo no meu turno, percebi que eu e Edward faríamos um mês de namoro amanhã. Eu contava assim, mas Edward contava do dia que tinha me conhecido. Ou seja, faríamos 3 meses. Eu adorava quando ele falava que já naquela época ele sabia que eu seria dele. Ele realmente era confiante.

Notei um par de olhos na minha direção. Assim que avistei quem era percebi que era a minha sogra. Argh. Que nome horrível, não combinava com ela. Ela era linda. Dei um meio sorriso, constrangida com a situação. Ela também esboçou um pequeno sorriso e se dirigiu à ala dos consultórios. Ela deve ter vindo atrás do Dr. Carlisle. Não era a primeira vez que nos esbarrávamos. Porque além da cidade ser minúscula, eu ainda trabalhava com seu marido, dormia com seu filho e era sua vizinha. Deus do céu, ela devia me odiar, tanta proximidade e nunca a cumprimentei. Percebi que nunca tinha me preocupado com a família de Edward e sabia pelos poucos comentários nos corredores do hospital que ela era extremamente apegada aos filhos, seus pares e marido. Na verdade sabia muito pouco sobre eles. Ou melhor, só não sabia sobre a mãe dele e a sua irmã mais nova, já que conhecia todos os demais. Infelizmente até o gêmeo, se fosse contabilizar também.

Suspirei com esses pensamentos. Muito bem, Isabella. Excelente jeito de começar um relacionamento. Você mora a 3 casas da sua sogra e sequer foi visitá-la algum dia. Não sei como ela ainda não tinha batido na minha porta. Na verdade, eu tinha a impressão que isso aconteceria em um futuro muito próximo, visto que Edward passava muitas noites, não, todas as noites comigo. Odiava essa coisa de formalidade, pois sempre que aconteciam essas reuniões familiares a nova integrante do grupo social virava a entrevistada da rodada. De fato o meu maior receio era que eles não me aprovassem como namorada de Edward.

Absorta nos meus pensamentos, eu percebi que meu celular vibrava. Rosalie.

"Bom dia amiga, a que devo a honra dessa ligação de uma pessoa tão importante? Qual o assunto urgente agora?"

"Bom dia, Bellinha. Não posso ter saudades da minha amiga não? Só porque agora virou a nova tarada do sexo, esqueceu de sua amiga?" Corei violentamente. Minhas peripécias sexuais eram a nova piada de Rosalie.

"Rose! Assim você quer me matar de vergonha?" Ela riu do outro lado.

"Não tem ninguém aqui, Bella, se você está corando aí a culpa é sua mesmo. Fico feliz de ter te enviado aqueles vídeos quando você estava na Europa. Aposto que você já colocou todos em prática."

"Não me lembre disso. Ainda tenho pesadelos com as loucuras que vi em um deles." Nem imaginem o que era na fita mesmo, mas o bom foi que eu aprendi sobre engolir.

"Tudo bem então, também estou com saudades." Eu não conseguia ficar aborrecida com ela, não tinha jeito.

"Na verdade amiga, como a nossa conexão está mais forte devido à proximidade, eu tenho um assunto urgente mesmo, você acertou." Ela gargalhou. Argh. Comentários maliciosos sobre novos segredos que ela descobriu no passado do Edward estavam ficando sem graça.

"Rose se você vai soltar novas piadas sobre o Edward..." Ela nem me deixou respirar.

"Puxa Bella, eu achava que você pensava o melhor de mim, não sou mais criança sabia?" Eu já podia ver o biquinho e o olhar ferido da minha amiga. Eu e minha boca grande.

"Desculpe amiga, acho que estou nervosa. Acabei de ver a Sra. Esme".

"Eita porra. O negócio é pior do que eu pensava então".

"O que foi Rose?" Fiquei preocupada. Será que aconteceu algo grave?

"Bellinha, minha linda. Prepare-se. A visita da dona Esme não é nada sociável. Ela foi pessoalmente intimar seu namorado a levá-la para um jantar em família. E isso sem direito a desculpas".

"Como é? Não entendi." Minha cabeça deu voltas agora.

"Bella, esse relacionamento de vocês ainda não passou pelo crivo da matriarca da família. Você não tem noção das lamúrias dela em relação a isso. Eu sei exatamente o que é, pois ela liga para Emmett sempre e fica mais de uma hora só com queixas sobre Edward desde que ele passou a dormir na sua casa".

"Eu imagino Rose, na verdade não sei como ela não bateu lá em casa ainda. Estava até pensando sobre isso agora." Ela riu com o meu comentário.

"Na verdade, Bella, ela já teve essa idéia várias vezes. Sorte sua que eu, Jasper e Emmett sempre a convencíamos do contrário. Vocês não são crianças, mas ela não pensa assim. Exceto pela sua cunhadinha, Alice. Essa se não tivesse tão ocupada com um projeto de uma casa espetacular, já estava por aí mesmo. Você nos deve, Bella. Prometemos várias visitas em troca do silêncio dela." Dessa vez ela gargalhou de verdade.

"Isso não teve graça, Rose. E quem é Jasper? Como você já soube desse jantar?"

"Teve graça sim e você sabe disso. Jasper é o noivo da Alice, sua cunhada. Ele é músico e também um amor de pessoa. Como eu disse, é um jantar de família. TODOS foram convocados. Aliás, ainda vai faltar o inútil do Robert, mas mesmo assim..."

Minha cabeça deu um nó agora. Robert. Eu ainda não tinha ouvido o nome dele. Não acreditei nisso. Todos esses anos e essa ferida na minha vida ainda não tinha nome. Nem mesmo Edward tinha falado sobre ele. Mas eu também não fazia o menos esforço em perguntar. Eu sempre o chamava de estranho para manter a barreira da minha terrível lembrança. Senti meu corpo travando e recordando detalhes da minha dor novamente. Sacudi minha cabeça tentando afastar os pensamentos terríveis. Eu não quero lembrar sobre isso nunca mais. Essa proximidade excessiva com sua família me deixou tensa. Eu amava Edward incondicionalmente, mas ainda não estava preparada para enfrentar meus fantasmas.

"Bella? Ta aí, ou desmaiou de medo das feras?"

"O que?" Percebi que tinha perdido parte da conversa. Meu corpo ainda dava pequenos espasmos da novidade sobre o nome do gêmeo.

"Eu estava dizendo sobre a família dos nossos rapazes, mas deixa pra lá. Olha amiga, eu queria muito chegar mais cedo para te arrumar. Mas estou cheia de clientes e Emmett vai ter uma reunião importante também, então vamos chegar em cima do horário, já que o jantar vai ser amanhã. Entretanto, vou te dar uma dica. Seja você mesma, amiga. Coloque as roupas que sejam você mesma. Mas eu indico aquele vestido azul sem alças..."

"Sem chances, esse eu usei na sedução do Edward. Não quero alimentar as fantasias eróticas do meu namorado durante o jantar com a família dele." Ela gargalhou novamente.

"Deus do céu, Bella. Isso está ficando interessante. Amanhã vou dormir por aí e não terei clientes no dia seguinte. Você vai ter que me contar todos os detalhes, sua tarada".

"Tudo bem amiga, eu vou te contar tudo. Pode deixar que também sei ficar apresentável para a minha nova família." Tentei soar normal para Rosalie.

"Eu sei, Bella, eu te ensinei vários truques esses anos." Revirei os olhos com a modéstia de Rose. "Então já sabe. Jantar amanhã na casa grande dos Cullens, às 19 horas, mesmo se você estiver morrendo".

"Já entendi, Rose".

"E nem pense em se atrasar, ou pior ainda, inventar um plantão. Não se esqueça que seu sogro também é seu chefe." Suspirei resignada. Não tinha mesmo como fugir. "Te amo, adoraria conversar mais, só que estou cheia de coisas para adiantar se eu quiser chegar aí no horário. Beijos".

"Também te amo, amiga." Antes de desligar percebi a aproximação de Ângela.

"Aconteceu algo, Bella? Está com uma cara um pouco assustada." Sacudi minha cabeça enquanto eu organizava minha mente. Eu estava mesmo assustada com o rumo da conversa com Rosalie, mas definitivamente não tinha nada a ver com o jantar...

"Só estou um pouco nervosa Angie, eu acho".

"Por quê?"

"Minha sogra convocou um jantar para me apresentar formalmente para a família. Eu ainda não estou preparada".

Angie sorriu de forma acolhedora. Ela era a única pessoa que eu confiaria esse segredo. Mesmo que parcialmente. Eu a deixaria acreditar que meu recente nervosismo viria do jantar na residência dos Cullens. Ninguém saberia sobre o meu passado nessa cidade e nem nessa vida. E claro, eu não queria me mostrar fraca perante Edward.

"Não fique assim amiga, ela é um amor, você vai ver".

Eu não estava muito certa disso, mas minha mente ainda era assombrada com os pensamentos sobre o outro... entretanto, antes de responder notei a aproximação de Edward. Seu olhar me dizia que Rose tinha razão. Sua mãe tinha mesmo exigido minha presença.

"Vou olhar o Sr. Daniels agora, Bella. Depois nos falamos".

Eu amava essas pequenas coisas em Ângela. Sutilmente ela havia deixado eu e Edward a sós. Sorri em direção à Edward para demonstrar confiança. Ele não precisava saber dos meus temores e fantasmas agora.

"Já estou sabendo, Edward. Jantar amanhã, não é mesmo?"

"Como soube?" Seu cenho franziu.

"Rosalie. Ela acabou de me ligar. Não tem jeito." Eu dei de ombros. "Sua mãe tem mesmo razão, Edward. Na verdade eu já encontrei-a em diversos lugares, isso está mesmo ficando ridículo".

Percebi que não consegui disfarçar meu nervosismo. Eu estava muito tensa mesmo. Edward lançou seu corpo em minha direção como se fosse me abraçar. Eu tinha que mostrar pra ele que estava preparada para esse jantar. Mesmo que ele pensasse que estava assim somente por isso. Não poderia ser assim tão difícil. Tentando ser sexy, aproximei meu corpo do dele, mas sem encostar propriamente, quase o beijando. Quer dizer, essa era a intenção, mas Edward era muito mais alto.

"Não se preocupe. De verdade. Estarei lá amanhã. Não vou fugir. Eu te amo".

"Também te amo, minha linda. Eu queria..." Dessa vez eu o silenciei com um dedo nos lábios.

"Eu sei meu amor, eu também, mas eu tenho plantão agora e você vai voltar daqui a poucas horas. Que tal depois do jantar, hum?" Edward sorriu e mordiscou meu dedo. Um calor atravessou meu corpo e a chama do desejo nos percorreu. Ele, com seu jeito protetor e carinhoso, tinha conseguido me fazer relaxar... ou melhor, esquecer meus fantasmas.

"Sim. O que você quiser." Essa voz de sexo ainda seria minha morte!

Sorrindo, me afastei dele com muita dificuldade e fui em direção ao P.S. Se eu ficasse mais um segundo pulava no colo dele e faríamos sexo ali mesmo.

O restante do plantão passou bastante confuso. Eu estava extremamente ocupada com os pacientes e praticamente não vi Edward. Aliás, o vi poucas vezes depois que ele voltou para o seu plantão matinal e percebi o quanto ele estava disperso e até um pouco feliz. Com um sorriso bobo no rosto, definitivamente isso era importante para ele.

No final da manhã fui para casa. Meu plantão tinha terminado e sabia que o de Edward também acabaria poucas horas depois. Eu não ficaria esperando por ele, até porque éramos vizinhos e não havia a necessidade de esperar que ele me acompanhasse até a sua casa. Aproveitei a tarde toda para dormir um pouco, pois eu queria estar bem disposta para o jantar com a família do meu perfeito namorado.

Acordei levemente sobressaltada. E completamente perdida. Demorei em recordar para definir qual o tempo e lugar eu me encontrava, pois tive a estranha sensação que algo estava errado. Estava enganada, minha pequena confusão na verdade só poderia ser nervosismo, pois eu sabia sim onde estava e percebi que teria um pouco mais de uma hora para me arrumar e me dirigir para a casa da família que eu estava evitando há 3 meses inteiros.

Comecei a refletir sobre o estranho evento. Eu não me sentia confortável em comparecer nesse jantar, praticamente obrigada, e muito menos com parte da família do meu enterrado passado, mas eu tinha que enfrentar meus medos. Definitivamente eu teria que encarar a minha realidade. E incluindo nesse futuro assustador, mas cada vez mais concreto, eu precisava seguir com mais um detalhe muito importante: eu teria que abordar sobre o outro irmão. Robert. Eu não podia mais fingir que ele não existia. Lógico que eu nunca contaria sobre aquela terrível noite e acredito que em um futuro encontro alternativo, onde o meu pesadelo principal criava vida e voltava para me assombrar, nem ele deveria recordar sobre mim. Sim, era isso. Eu tinha que enfrentar meus fantasmas.

Fiz pequenas anotações mentais sobre como abordar o tema. Eu deveria fazer uma pergunta direta sobre o filho perdido? Ou seria melhor abordar o assunto somente com Edward? Há quanto tempo ele está sumido e sem dar notícias? Eu precisava me inteirar do assunto, uma vez que eu aceitei participar dessa família, pois tenho certeza que o filho e irmão distante deveria ser assunto de família.

Ainda absorta em pensamentos, me recordei que jamais entrei em detalhes sobre as conversas com os Cullens com minha amiga Rosalie. Ela sim me ajudaria com essas informações tão importantes. Fui até minha bolsa pegar meu celular para ligar para ela, mas percebi que o aparelho estava descarregado. Droga. Nem nessa hora eu conseguia ajuda para ficar mais segura com meu passado.

Respirei fundo e olhei para o espelho. Eu estava razoavelmente pronta. Claro que nunca ficaria deslumbrante como Rosalie, mas acho que eu estava bem arrumada. Optei por uma saia risca de giz justa até o joelho com uma blusa branca com um bom corte e scarpin de salto alto. Há muito tempo eu não usava esse sapato...

Olhei para o relógio. Faltava somente 10 minutos para as 19 horas. Com a pequena distância de 3 casas, eu chegaria no horário.

Ainda olhando o espelho, visualizei meu reflexo e percebi que meus olhos brilhavam. Eu realmente estava apaixonada. Minha frase favorita atualmente era: É isso que acontece quando você vive uma vida perfeita? Você encontra o homem perfeito, que faz coisas com seu corpo que te leva a prazeres incríveis. Dedicado, lindo e aparentemente apaixonado. Sim, minha vida não poderia estar mais perfeita. Essa noite valeria a pena.

Calmamente saí para a rua e me dirigi até a residência dos Cullens. Mesmo à distância ela era imponente. E agora, visualizando melhor, percebi que a construção era a mais linda e com certeza a maior de toda a cidade. Era branca com paredes de vidros. Edward havia comentado que seu quarto tinha uma parede assim. Eu morria de curiosidade por saber como era. Hoje poderia ser uma noite para conferir...

Já na porta de entrada da casa, respirei fundo novamente para tentar afastar todo o meu nervosismo. Apertei a campanhia e a porta se abriu. Assim que cheguei à residência do meu perfeito namorado, pensei que estivesse sofrendo algum tipo de distúrbio do sono, mas daqueles que nos remetem a algum pesadelo profundo, como se estivéssemos dentro de uma realidade paralela. Exatamente, só pensei. Mas a verdade estava gritando na minha frente, sem qualquer tempo ou espaço para uma reação que não fosse a minha paralisia momentânea. Fiquei estática, muda e temerosa. Era ele! E eu não conseguia sequer ter um pensamento racional.

Onde foi que eu errei? Ainda pensei, sem esboçar qualquer reação. Oh, Deus, isso. Reação. Preciso reagir, piscar, falar. Mas como ter coerência se meu passado, trancado e escondido, resolveu surgir claramente na minha frente? Todos estavam esperando, calados. Meu primeiro pensamento coerente foi: Sou tímida, eles vão entender… Mas não. Eu não iria enganá-los por muito tempo e Edward me conhecia o suficiente para saber que eu já não tinha esse tipo de comportamento na frente das pessoas. Preciso falar... preciso reagir...

Escutei um pigarro... uma voz. Sim, estavam falando comigo.

"Bella? Tudo bem?" Meu namorado.

"Oi." Minha voz saiu em um sussurro.

"Que bom, pensei que estivesse doente. Quero lhe apresentar melhor a minha família, mas o mais importante é que agora, ela está completa. Meu irmão acabou de chegar da Europa e vai se juntar a nós, é por isso que hoje estou tão feliz. Quero que você o conheça".

Não. Por favor, não. Ele não ia fazer isso comigo. Eu não queria ser apresentada para ele. Percebi que Edward olhava diretamente para o irmão. Deus, O IRMÃO. Eu não estava acreditando ainda. Como eu consegui sobreviver todos esses anos sem encarar meu passado? E agora, como eu suportaria tamanha dor? Eu tinha vislumbres das pessoas ao redor, mas na verdade eu só percebia a presença deles. Era estranho, eu sei, mas via o tempo todo as pessoas em volta. Entretanto, somente enxergava os dois na minha frente, como se meu cérebro tentasse processar o que era realidade e o que era fantasia. Mas não era, tudo o que acontecia na minha frente era real. Com algum esforço e sem olhar para o gêmeo do passado, a realidade retornou até mim. Edward ainda me olhava, com um olhar que misturava surpresa e talvez... raiva? Sorri tentando amenizar.

"Isabella, essa é minha família".

"É um prazer conhecê-los". Tentei ser simpática.

"Imagina, o prazer é todo nosso." Minha sogra, já sorridente. "Fique a vontade. Estávamos todos ansiosos para lhe conhecer".

"Bella! Vem aqui amiga... que saudades".

Rosalie. Ela era meu porto seguro nesse momento. Sorri mais abertamente, entrando nos braços estendidos da minha amiga. Toda a tensão do momento ficou levemente esquecida. Meus olhos ficaram rasos d'água, pois somente ela tinha o poder de me tirar desse pesadelo nesse momento.

"Bellinha. Como você está linda. Nem é mais aquela coisa magrela da faculdade hein?" Sorri com o comentário do Emmett, enquanto me voltava para ele no seu abraço de urso.

"Emmett. Isso não são modos! A nossa convidada vai estranhar." Minha sogra fez uma cara de poucos amigos. Cumprimentei Carlisle que também tinha um sorriso no rosto. "Esme, a Bella já está acostumada com o Emmett, não é amiga?"

"Sim, Rosalie. Sim. Bom pessoal, obrigado, er... pelo jantar?" Saiu como uma pergunta e todos sorriram. Momentaneamente me senti em casa, mas a presença do estranho... Robert... porra isso seria difícil, ainda me incomodava e muito. Ele parecia um tigre à espreita, pronto para devorar o primeiro que ficasse a sua frente. E Edward? Estava visivelmente tenso. Olhei em sua direção e sorri. Ele retribuiu timidamente. Levei minha mão em sua direção e ele abriu mais o sorriso e fechou sua mão sobre a minha. Me senti mais segura ainda.

"Que lindo isso. Nunca pensei em ver uma cena assim, e com o Edward. E a propósito, sou Alice, a irmã mais nova e torturada desses três monstros." Ela sorriu e estendeu a mão para mim. Ainda segurando a mão do meu amor, estendi a outra para ela e sorri. Ela parecia ser uma boa pessoa.

"E esse aqui é meu noivo, Isabella. Jasper." Cumprimentei também o seu par, sorrindo tentando ser simpática. Ele também era bonito, assim como todos na família.

"Robert fala alguma coisa... você sempre foi o comentarista irônico dos jantares dessa família." Congelei. Nem me lembro quem falou isso, mas pressenti que eu ainda não tinha me preparado para ouvir a sua voz. E, teoricamente, ainda não tínhamos sido apresentados. Porra. Esse dia estava entrando para a história...

"Hum... o que vocês querem que eu diga? Afinal, dou graças a Deus que não sou o centro das atenções nesse dia... e... bem... a propósito... seja... hum… bem vinda Isabella".

Realmente eu não estava preparada. Eu tremi ligeiramente. Aquela voz. Esse som me assombrou por dois anos. Nós nunca trocamos mais que duas ou três palavras naquela época e agora eu escuto ele falar uma frase inteira! E meu nome? Ele falando meu nome... me pareceu que ele deu ênfase ao final. Ou foi impressão minha?

"Sim... obrigada." Eu disse murmurando sem olhar em sua direção.

"Vamos para a sala de jantar então?" Meu Edward. Perfeito até na hora de me salvar. Apertei sua mão em consentimento e todos seguiram para a mesa.

Olhei rapidamente para Robert. Ele sustentava um sorriso meio torto, encantador. O mesmo que havia me seduzido há anos atrás. Mas isso foi no passado mesmo. Ainda dolorida pelas lembranças percebi que a sua presença não era tão dilacerante como eu pensei que seria quando o encontrasse. Ou pior, no íntimo esperava que eu até fosse sucumbir a um desejo por ele. Afinal, ele continuava lindo demais. Mas não. Eu já tinha Edward. Que era mais perfeito ainda. E isso até me fez sorrir. A presença forte e poderosa do meu namorado e a nossa história durante esses três meses me fez ficar mais corajosa. Eu suportei. Eu superei e acho que posso até afirmar que esqueci o quanto tinha sido marcante a minha história com Robert. Na verdade, cheguei à conclusão que eu estava na frente do meu passado e do meu futuro. Ambos com o mesmo rosto, mas com histórias completamente diferentes.

"Isabella. Sente aqui perto de mim... quero conhecer minha nora. Afinal todos nessa família já te conhecem... menos eu!"

Congelei. Será que perceberam minha tensão junto ao Robert?

"Que isso, mãe. Ela não conhecia a Alice, Jazz e o Robert... ainda." Edward falou ainda segurando minha mão.

Ainda congelada, assenti pausadamente.

"Sem drama, mãe".

"Sim, deixa ela perto de mim então".

"Parem vocês dois. Você quer sentar perto de quem, minha cunhada querida?"

Olhei em direção a Alice ainda pasma com a pequena disputa entre Edward e minha sogra. Olhei para cada um e me aproximei dela. "Amor... bom, você vai se incomodar se eu conversar um pouco com ela?"

"Sim... isso. Já ganhou vários pontos comigo. Sente na outra ponta filho".

Concordei e sorri com a brincadeira. Edward me olhou amuado e eu joguei um beijinho pra ele. Todos riram com a cara de Edward. Menos seu irmão gêmeo. Este sustentava um olhar entre eu e Edward. Resolvi ignorar.

"Por que a carinha de abandono, irmão? Todos sabemos que você vai pular para a cama dela mais tarde mesmo." Abri os olhos assustada com o comentário de Alice.

"Pare com isso, filha. Vai constranger Isabella na frente de todos." Meu chefe olhou sério para ela. Alguns sorriram com o comentário, mas eu não. Eu fiquei da cor do tomate. Eu poderia me misturar com a salada que ninguém iria me achar.

"Ainda fica colorida quando fica com vergonha, Bella? Eu tinha esquecido o quanto você fica engraçada".

"Emmett!" Três vozes femininas ao mesmo tempo.

"Afinal... é Isabella ou Bella?" Minha cunhada olhava em minha direção.

"Bom. Meu nome é Isabella. Mas prefiro Bella".

"Combina com você." Olhei em direção ao dono do comentário. Robert. Ele olhava com o rosto um pouco de lado, com olhos penetrantes, sentado na cadeira que estava virada do lado contrário. Suas pernas estavam abertas em volta da cadeira e com os braços apoiados em cima do encosto. Uma cena bem clichê. E bem sedutora na verdade. Ele estava flertando comigo?

"Concordo, irmão. Por isso que eu a peguei pra mim".

Opa, sinal vermelho. Pareceu uma pequena disputa de poder? Eles estavam se encarando, mas eu fiquei com a sensação de estarem disputando um duelo interior.

"Também acho minha amiga linda. Ela tem os cabelos castanhos mais lindos que já vi. E os olhos? Super expressivos. Ainda bem que sou heterossexual Edward, senão jamais você teria conhecido a Bella, assim como você não teria me conhecido, marido".

Rosalie. Sempre ela pra me salvar. Todos riram com o comentário dela e a pequena tensão do momento desapareceu. Todos se ajeitaram em volta da mesa e Esme começou a nos servir com o jantar.

O restante da noite seguiu sem maiores acontecimentos. Na verdade, passei a maior parte do tempo respondendo a perguntas de Esme e Alice. Elas eram pessoas formidáveis, mas engraçadas também. A semelhança era incrível, e o melhor era quando a mãe não conseguia estar certa sobre algo. Eu sempre ria com isso, principalmente o biquinho que Alice fazia. Era idêntico ao de Edward quando fazia pirraça.

Pensando sobre os irmãos, novamente olhei para Robert. Ele estava calado. Olhava em direção ao irmão constantemente apesar de estar em um assunto que parecia divertido. Claro, somente para Emmett e Jasper. Fiquei pensando sobre o que ele achava disso tudo. Será que ele se recordava de todos os detalhes daquela noite? Eu sempre o imaginei um caixeiro viajante, perdido no mundo, sem família ou até mesmo sem amor. Principalmente depois do que ele fez comigo, me abandonando sem qualquer explicação.

Mas por que, afinal? O que motivava Robert a se comportar como um perfeito cretino e sedutor, não deixando ninguém se aproximar dele se ele tinha uma família tão amorosa e aparentemente unida? Todas essas perguntas flutuavam na minha mente, apesar de estar sendo engolida pela família. Será que ele ficaria na cidade? Será que afinal eu teria que conviver com ele? E, claro, a principal pergunta de todas na minha mente. Como eu contaria para Edward sobre seu irmão?

Direcionei o olhar para o meu namorado. Lindo. Edward estava com uma calça cáqui de corte reto, mas que acentuava o contorno do seu corpo maravilhosamente malhado e uma camisa branca com a manga dobrada até o cotovelo, evidenciando sua tatuagem. Gostoso. Quando descobri que ele nadava, corria, lutava, enfim, praticava exercícios constantemente, visualizei um corpo perfeito, o que definitivamente era mesmo. A disposição física de Edward aparecia sempre na hora do sexo. Ele tinha fôlego para muitas horas de tortura e prazer e por muitas vezes fazíamos sexo em pé, com ele me sustentando no colo. Era perfeito.

Percebi que mesmo concentrado no assunto com seu pai, já que ele franzia o cenho e cruzava os braços enquanto seu pai falava, senti seu olhar em mim. Seus lábios formaram um meio sorriso. Seu olhar tirava a minha roupa, o que me deixou úmida. Deus do céu, esse homem abalava minhas estruturas.

Voltei a olhar em volta das pessoas, com vergonha de alguém perceber o que Edward tinha feito com minha libido e o que encontro? Outro par de olhos verdes em minha direção. Ao contrário de Edward, Robert estava mais despojado, com uma calça jeans mais surrada e uma camiseta branca. Totalmente sedutor. Mas o pior de tudo foi que senti que ele percebeu a troca de olhares entre eu e Edward. E seu olhar também era de malícia. Oh meu Deus, eu preciso sair imediatamente daqui. Eu vou pirar literalmente.

Como se saísse de um transe, senti um par de mãos em meus braços. Era Rosalie me chamando para ir ao toalete. Assenti e saí correndo daquele martírio.

"Nossa amiga, Edward está literalmente tirando sua roupa com os olhos. Acho bom vocês irem embora, hein?" Puta merda, ela também viu.

"Você percebeu, Rosalie? Esse homem ainda me mata." Aff, será que alguém mais viu isso?

"Não sou grande fã dele, Bella, mas acho que ele gosta mesmo de você. Espero que ele não te magoe. Mas como eu disse, melhor ele do que o Robert, que inclusive estava te olhando demais".

Parei no meu do caminho. "O que você disse?"

"É isso mesmo, Bella. Eu vi o olhar dele de predador para o seu lado. Você não percebeu o clima? Edward e Robert já dividiram mulheres na adolescência, mas há muito tempo que eles não brincam esses joguinhos. Edward definitivamente ficou puto com o olhar de tarado do irmão para o seu lado. Esse moleque não cresce mesmo, acha que pode tentar seduzir a namorada do irmão depois de ficar mais de dois anos sumido. Só mesmo a Esme pra aturá-lo".

Uau. Isso eu nunca soube. Então Edward já brincou de dividir a namorada com o irmão? Será então que ele se importaria se eu contasse que perdi a virgindade com Robert?

Então eu tinha esperanças...

"Bella? Meu Deus, você já era distraída, mas de uns tempos pra cá você está excepcionalmente ausente. Aconteceu alguma coisa?"

"Nada amiga. Cansaço somente. Eu ando trabalhando muito mesmo. Já recomendei para o Dr. Carlisle que aumentasse o quadro de funcionários. Aquela aldeia próxima do hospital tem muitas crianças com problemas".

"Tá bom... vou fingir que acredito nessa desculpa, viu mocinha. Amanhã você estará de plantão?" Neguei com a cabeça. "Edward vai estar?" Assenti. "Então amanhã vou passar o dia com você e quero saber todos os detalhes sórdidos entre você e o gêmeo do bem".

Eu ri com seu comentário. Fomos ao banheiro e retornamos à sala. Nesse momento estavam todos reunidos, rindo de algum comentário hilário de Emmett. Eles todos unidos era bonito mesmo de se ver. Alice estava apoiada entre os gêmeos. Meu peito deu uma pontada com a cena. Como podem ser tão parecidos fisicamente, mas tão diferentes que você consegue identificar rapidamente quem é quem? Como descrever a sensação tão distinta de estar perto dos dois, como se fossem completos estranhos? E o pior. Como definir o sentimento que eu tinha sobre ter transado com os dois? Meu Deus, não quero pensar sobre isso...

Edward olhou pra mim com ternura. Eu instintivamente bocejei e depois sorri, pois o cansaço já se abatia sobre mim. Eu estava louca para agarrar meu namorado e dormir abraçada após ter feito amor com ele. Sim, nós sempre fazíamos sexo, mas muitas vezes com muito amor. Nossa relação já estava sólida, principalmente depois de hoje. Eu o visualizava no meu futuro.

Após calorosas despedidas, menos com Robert, é claro, que correu para o seu quarto, fomos em direção à nossa casa. Fiquei feliz com esse pensamento. Eu já imaginava Edward convivendo comigo. Eu o queria para mim.

"Está calada. Gostou da noite?"

"Sim, amor. Foi perfeita. A sua família é maravilhosa".

"Você ficou muito nervosa." Não era uma pergunta.

"Eu sei, Edward. Mas não estou acostumada com muitas pessoas clamando minha atenção. Me desculpe".

"Nada disso, minha linda. Você esteve perfeita. Sempre. Fiquei com um tesão louco só de olhar pra você. Essa roupa é extremamente sexy".

Meu corpo acendeu somente com o seu comentário. Eu já estava pronta para ele.

"Sério? Ficou então? Não está mais?"

"Isabella. Não faça isso. Quero me afundar em você nesse momento. Você não perde por esperar".

Praticamente corremos pra casa. A nossa noite estava apenas começando...


Nota da Irene: Meninasssss... O que acharam? Ansiosas pro próximo? Vamos deixar reviews!

O jantar foi como vcs esperavam? Agora oh... o próximo... cofcof... é POV Rob e POV Ed...

Quarta isso pega fogo? Uiiii

Obrigado a todas pelas Reviews...


Relembrando: Devido ao feriado e a viagem de muitas das tradutoras e betas, estaremos dando uma pausa nas atividades, somente segunda retornaremos. As fics Sexo e Outros Hábitos e Love Net foram adiadas para a semana que vem. Tentaremos compensar... quem sabe postando dois de uma vez? Depende do carinho (leia-se: reviews)

Welcome to Perva's Place, Baby!