Lately I have desperately pondered,
Spent my nights awake and I wonder
What I could have done in another way
To make you stay
Reason will not lead to solution
I will end up lost in confusion
I don't care if you really care
As long as you don't go
Ultimamente eu tenho pensado desesperadamente,
Passei minhas noites acordada e sonhando
O que eu poderia ter feito de outra maneira
Para te fazer ficar
Uma justificativa não vai levar a uma solução
Eu vou acabar perdida numa confusão
Eu não me importo se você realmente se importa
Com tanto que você não se vá
Love Fool - The Cardigans
Capítulo 11 - Nada importa, só você.
Fui acordada com algo quente passando em minha barriga. Minha mente estava com dificuldades de acordar...
Senti mãos subindo e descendo meus lados enquanto arrastava beijos em meu estômago. Meu corpo já respondia ao seu toque e eu fui surpreendida com seus olhos verdes assim que abri os meus. Ele me olhava faminto. Gemi em reflexo ao desejo que emanava dele. Ele continuou a arrastar seu rosto em minha pele e a barba dele causava uma sensação incrível. Ele foi abaixando seu rosto até ficar no nível da minha calcinha e parou.
"Calcinha nova. Isso tudo era pra mim?"
"Tudo sempre é pra você." Eu sussurrei, fechando os olhos com a antecipação do que eu sabia que ele faria comigo. "Você gostou?"
"Eu adorei, mas pena..." Ele começou a puxá-la pra baixo, "que ela vai ter que sair".
"Uma pena..." Falei baixinho, sentindo minha umidade aumentar entre minhas pernas.
Ele afundou seu rosto em meus lábios e lentamente passou a língua por entre eles. Meu corpo tremia e meus quadris se moviam ao encontro dele, mesmo eu tentando me controlar para não apressar as coisas. Ele foi paciente, mais que eu. Ele levou seu tempo me tocando e me beijando. Foi tão bom. Assim que meu corpo tremeu, ele se levantou e entrou em mim. Nós dois gememos de satisfação e com poucas estocadas eu gozei forte e gritei seu nome.
Ele começou em um ritmo forte me fazendo construir outro orgasmo, até que ele caiu em cima de mim chamando meu nome enquanto me enchia com seu clímax.
Eu poderia fazer isso com ele pelo resto da minha vida, que eu não me cansaria. O efeito de seu toque sobre mim nunca diminuía. Adormeci com seu corpo sobre o meu e ainda dentro de mim. E foi maravilhoso.
Acordei com seus beijos passando por meus seios e suas mãos tocando meus cabelos. Eu lembrei que não tínhamos tomado banho antes de dormir.
"Amor, vamos tomar um banho?"
"Humhum..." Ele respondeu sem tirar a boca de um dos meus seios. Sua ereção pressionando minha coxa. Era tão difícil não ceder. Mas poderíamos continuar isso lá.
Me afastei antes que não resistisse e fui puxando Edward para o banheiro. Liguei o chuveiro e esperei até a água esquentar, ele continuava abraçado atrás de mim distribuindo beijos por meu pescoço. "Estamos ansiosos hoje?" Perguntei sorrindo quando entrei debaixo do chuveiro.
"Estamos famintos." Ele respondeu em minha pele. Puxei o sabonete e o passei por meu corpo, deixando a água escorrer por mim. Ele encostou-se à parede do chuveiro e ficou me encarando. De alguma maneira, nesse pouco tempo, eu me sentia confortável sob seu olhar, mas ele ainda me queimava por dentro. "Linda." Ele falou e eu sorri.
Assim que terminei de me lavar o puxei pela mão e comecei a passar o sabão por seu corpo. Ele ficou ali parado me encarando enquanto uma mão minha passava o sabonete e a outra espalhava a espuma por seu corpo.
Mesmo parecendo um gesto simples, acendia todos os nervos do meu corpo e eu estava muito excitada. Nesse mesmo clima eu continuei fazendo isso lentamente e pacientemente enquanto lavava todo o seu corpo. Passei por seus lados ignorando a sua ereção e senti-o suspirar forte quando fui direto as suas pernas. "Bella, você está me matando aqui." Olhei para cima quase encarando seu membro e sorri pra ele.
"O que, amor? Não estou te lavando direito?"
Ele fechou os olhos e cerrou o maxilar. Nenhuma palavra mais saiu de sua boca.
Continuei a lavar suas pernas e subi para seus quadris e minhas duas mãos se encontraram em sua dura ereção. Vi-o estendendo as mãos para segurar em meus lados. Ele continuou com os olhos fechados. Passei mais sabão ali e soltei o sabonete. Comecei a esfregar com ambas as mãos lentamente, para cima e para baixo, às vezes levando uma das mãos aos seus testículos e acariciando. Ele suspirava e gemia, tentando não fazer nenhum som.
Eu continuei o ritmo e a água foi escorrendo e o lavando, tirando toda espuma. Olhei seu rosto. Sua expressão estava tão tensa. Ele devia estar se concentrando em tudo o que eu estava fazendo. Ele não estava me vendo.
Abaixei ainda com as mãos nele e o levei em minha boca. Ouvi-o chamar meu nome, mas continuei. Passei minha língua por todo o seu membro e voltei ao topo, assim que o coloquei em minha boca e chupei um pouco ele tentou me afastar, mas eu segurei e continuei até que senti seu líquido quente em minha boca. Tomei tudo dele e continuei o acariciando com minha língua até que ele se acalmou. Assim que abri os olhos e levantei, ele estava me olhando. Seu olhar estava cheio de admiração. "Foi perfeito, amor".
"E você delicioso." Era tão bom ter essa liberdade com ele. Eu podia falar o que eu sentia sem me achar imoral ou inconveniente. Eu sentia que era certo.
Ele me beijou forte e deu um passo me fazendo andar para trás até encontrar a parede. Ele me levantou e eu prendi as pernas em torno dele e logo senti sua ereção me pressionando novamente. Abri meus olhos surpresa e ele estava sorrindo. "Você me deixa assim." Ele disse entre beijos.
Fizemos amor até que ambos chegamos ao ápice e nos banhamos novamente. Logo que chegamos ao quarto meu despertador tocou. Percebi que ele tinha me acordado muito cedo. Ele tinha chegado naquela hora? "Você não dormiu?" Eu perguntei.
"Um pouco, mas eu fiquei sentindo seu cheiro... Foi mais forte do que meu sono." Ele disse sorrindo torto pra mim. Ele era tão lindo.
"Temos que ir trabalhar em uma hora. Vamos nos vestir e você dá um cochilo. Eu te acordo quando chegar a hora."
"Não precisa, amor. Eu tomei esse banho e fiquei magicamente desperto." Ele piscou e andou até mim. Eu sorri e ele me beijou. Parecia que estávamos há meses sem se tocar. E na verdade fazia só um dia. Nossos corpos já estavam viciados um no outro.
Ele soltou minha toalha e me pegou no colo, me levando pra cama. Beijou cada parte do meu corpo começando pelo meu tornozelo e terminando na minha boca. Quando eu já estava implorando, ele entrou em mim lentamente, sentindo cada centímetro do meu corpo. Quando ele, enfim, colou nossos corpos, parou e me olhou. Nossos olhares sempre diziam tudo o que precisávamos saber sem precisarmos dizer uma palavra. Ele me amava tanto, que meu coração se fortalecia.
"Eu te amo." Ele começou a mover pra dentro e pra fora de mim, sem quebrar nosso olhar. "Eu te amo tanto." E ele me beijou. "Tanto." Não tinha ansiedade. Só um carinho e um desejo que nos consumiam em cada movimento. Era como se ele nunca conseguisse chegar fundo o suficiente dentro de mim. Minhas mãos apertavam suas nádegas tentando fazê-lo ir mais fundo em cada estocada. Meus quadris se pressionavam nele e minhas pernas prendiam as suas. Quando eu ia gritar em meu orgasmo, sua boca me alcançou e abafou o grito. Sua língua entrou em minha boca e eu a chupei com puro desejo. Seu gosto era maravilhoso, assim como seu cheiro. Logo depois ele gozou dentro de mim, senti seu líquido escorrendo por entre as minhas pernas. Era tão gostoso estar com ele assim que eu até me esquecia do mundo lá fora.
E por falar em mundo lá fora, eu esqueci que tínhamos que ir trabalhar. Olhando o relógio na cabeceira da cama, percebi que tínhamos 5 minutos para nos arrumar e sair de casa. Empurrei-o rapidamente e ele começou a rir de mim. Eu sem querer me assustei com o horário. "Desculpa. Temos que ir. Não podemos nos atrasar."
Eu fui até o banheiro e me lavei rapidamente. Puxei a primeira calça branca e a primeira blusa que achei. Ele levantou, foi ao banheiro e já saiu vestido e despenteado e parecendo mais lindo que aquele médico cirurgião plástico de Grey's Anatomy. Eu acho que até babei um pouco porque ele chegou e tocou minha boca, antes de lamber e me dar um beijo.
Corremos para o carro e ele falava para eu não me preocupar. O problema é que eu não queria nunca que falassem que eu poderia estar fazendo-o se atrasar. Eu sei que todos sabiam que o Dr. Edward Cullen nunca se atrasa.
Meu desespero foi realmente em vão porque como o hospital era próximo, não levamos nem 5 minutos na velocidade que ele dirigiu. Ninguém percebeu nosso leve atraso. Eu não o vi o dia todo e logo no meio da tarde, meu celular vibrou com uma mensagem.
Amor, você quer sair comigo e o Rob hoje?
Eu queria passar um tempo com as duas pessoas mais importantes pra mim.
Eu li e reli a mensagem pensando o quanto ele queria estar com o irmão. Eu via que inconscientemente, Edward queria repor todo o tempo perdido entre os dois. E ele não queria deixar o irmão sozinho também. Ele queria fazer com que Rob se sentisse bem em Forks. Eu também já não o considerava uma ameaça. Ele era uma pessoa divertida. Com certeza, se aquele episódio nunca tivesse ocorrido, seríamos bons amigos. Ele era tão leal ao irmão, que era impossível não ver bondade nele.
Claro. O que faremos? Preciso ir em casa me arrumar.
Eu sabia que se fôssemos sair, teria que ser cedo. Edward não dormiu quase nada a noite passada e amanhã ainda teríamos que vir trabalhar.
Meu pai nos deu folga de um dia. Estamos indo acampar.
Passamos em casa e pegamos o que for necessário.
Levei um grande susto ao ler essas frases. Ele tinha pedido ao pai para que saíssemos de folga no meio da semana. Não parecia certo. Eu nunca pedia folga no trabalho. Parecia desleixo. Mas segundo suas palavras, já não tinha muito que contestar. Iríamos acampar. Eu nunca tinha acampado. Eu não fazia a menor idéia do que levar.
Ao final do nosso turno, ele já estava em frente ao PS me aguardando para irmos pra casa. Seu sorriso estava fácil e lindo. Parecia uma criança quando ganha a bicicleta que pediu ao Papai Noel no Natal. Eu sorri e ele estendeu a mão para que eu pegasse. Todos por aqui já sabiam do nosso relacionamento. Não tinha mais de quem esconder.
Ele foi me explicando que Rob já tinha passado na loja dos Newton e comprado as barracas e os sacos de dormir. Passamos em casa e peguei uma muda de roupa e alguns itens de higiene pessoal. Perguntei sobre a comida e ele disse que seu irmão também já tinha providenciado tudo. Como não confiava tanto assim em homem escolhendo comida, trouxe algumas coisas para lancharmos.
Pensei que iríamos no carro do Rob, mas o Volvo era mais para 'acampamentos', segundo Edward. Alguns minutos depois saímos de casa e paramos em frente à casa dos Cullen. Rob saiu com várias sacolas. Edward desceu e alcançou o irmão retirando as sacolas de suas mãos. Rob voltou pra dentro da casa e trouxe um saco maior que devia ser o da barraca. Eles conseguiram colocar tudo no porta-malas. Ele também preparou uma frasqueira cheia de sucos e bebidas, e uma cesta com sanduíches. Fiquei impressionada com a preparação. Ao entrar no carro ele foi logo anunciando.
"Alguns planos mudaram. Mas antes, vi no noticiário que amanhã fará um lindo dia de sol em Forks." Todos sorrimos.
Edward ligou o carro e no caminho ele virou. "Você disse 'mudança de planos'?"
"Ah isso..." Ele parou. "Como amanhã será o dia mais quente do ano em Forks, muitos montanhistas se equiparam e não tinha mais barracas de casal. Eu tive que comprar uma barraca enorme. Dá até pra fazer uma sala nela." Ele falou empolgando.
Opa. Teríamos que dormir todos juntos novamente? Isso não ia prestar.
"Ah, eu até imagino que barraca é. Eu já tinha paquerado ela nos Newton, mas achava muito grande e eu também nunca mais tive com quem acampar. Minha cópia estava ausente." Percebi que Edward não via maldade nisso. Então eu não ia me preocupar demais. Eu estava tentando ser amiga do Rob por ele. Tudo era por ele.
Rob estava com um sorriso maior que o rosto. "E tem mais uma surpresa..." Ai meu Deus do céu... "Eu comprei um violão. Lembra dos nossos acampamentos? Vamos fazer um luau!"
Eita. Surpresa deveria ser um eufemismo. Ele toca violão. Nunca teria imaginado isso. Se bem que pelo que me lembro... ele era bom com os dedos mesmo. Parei.
"Ah, cara. Que legal, Rob! Há muito tempo que não tocamos".
"Você toca violão também, Edward?" Era muita surpresa para uma noite só.
"Sim, e piano também." Ele falou naturalmente e virou para Rob. "E a fogueira? Trouxe um isqueiro... alguma coisa?"
"Sim, cópia. A dona Esme não se esquece de nada. Ela quase me fez trazer um vaso sanitário pra não termos que usar uma moita." E eles dois começaram a rir. Eu quase morro de vergonha. Conversa de homem é horrível. "Desculpa, Bella." E tocou o meu ombro.
Não estando preparada para ele cuidando de mim, só balancei a cabeça.
Eles continuaram conversando. De vez em quando me perguntavam algo, mas minha mente estava na grande barraca abrigando nós três. Eu não conseguia evitar.
Chegando ao campo, eles estacionaram na entrada da trilha. Estava quase anoitecendo então precisávamos arrumar tudo logo ou teríamos dificuldade no escuro. Rob e Edward agiram em conjunto e montaram a grande barraca. Ela era realmente espaçosa. Dava uns dois colchões de casal e um espaço para colocarmos nossas sacolas na outra extremidade. Eles trouxeram dois colchões de ar de casal e três sacos de dormir. Mesmo o dia de amanhã prometendo um calor, ainda estava frio. Assim que terminaram de montar a barraca, a fogueira foi acesa.
Anoiteceu rapidamente, deu tempo de dar mais uma olhada no visual do local. Era tão lindo aqui. Ajudei a estender os sacos de dormir por cima dos colchões de ar. Seria interessante dormir assim. Eu me sentia meio adolescente. Nunca tinha feito um acampamento, mas sempre tive vontade. Arrumei nossas mochilas em um dos cantos da barraca e vi que os dois já tinham estendido um cobertor ao redor da fogueira e Rob já tinha pegado o violão. Eu me sentei ao lado de Edward e ele me abraçou. Eu nem tinha percebido que estava com frio até sentir o calor do seu corpo. O toque dele era mágico.
Rob começou a dedilhar o violão e tocar alguma música que eu ainda não tinha entendido qual era. Quando ele começou a cantar eu quase morri. Essa música era linda. Take me Away do Lifehouse. E a voz dele. Eu nunca imaginei que ele cantasse tão bem.
Eu fiquei ali, olhando a fogueira e o ouvindo tocar com Edward me abraçando nesse lugar tão lindo. Eu procurei um motivo pra reclamar da minha vida, qualquer coisa, como antes de vir para Forks. Na verdade eu ainda pensei que relutei em vir, e seguir o conselho de Rose. Graças a Deus que ela me convenceu.
Logo depois ele me surpreendeu mais ainda tocando uma música do The Cranberries. Quando ele terminou, Edward pegou o violão dele e resolveu começar a tocar. Ele falou pra eu pegar uma bebida para me aquecer.
Eu não bebia há anos. Eu não sabia se seria uma boa idéia. Eu nunca fiquei bêbada. Mas acho que uma só não faria mal. Eu cheguei à geladeirinha e tinha Keep Cooler* de vários sabores. Eu já tinha provado o de morango e resolvi tomar de outro sabor. Abri um de pêssego e comecei a tomar. Era delicioso. Nem parecia que tinha álcool.
*Bebida de vinho com suco
Sentei de volta ao meu lugar quando Edward começou a tocar uma música, a introdução era grande e eu continuei escutando. Ele tocava muito bem e era tão sexy vê-lo tocando que eu quase arranquei o violão da mão dele e me sentei no seu colo. Quase. Depois que ele começou a cantar me lembrei do nome da música. Hotel Califórnia. Eu sempre escutava essa música quando queria ficar tranqüila. Ela era gostosa demais de escutar. Ele tinha uma voz tão bonita quanto à do Rob e eu me perguntei quantas surpresas esses dois ainda escondiam. Eu quase não sabia nada sobre o homem por quem eu estava perdidamente apaixonada.
Eu olhei para Robert e ele tinha um olhar perdido na fogueira. Era incrível como o meu pensamento sobre ele era baseado em uma primeira impressão horrível. O mesmo homem que me abandonou e me fez sentir-me horrível por muito tempo era um homem adorável, amigo e companheiro. Não parecia se tratar da mesma pessoa olhando desse ângulo agora. Ele estava tranqüilo, com um semblante tão lindo. Parecia um anjo. Não parecia que ele poderia causar a dor que ele me causou.
Assim se seguiu um tempo, eu bebendo um Keep Cooler atrás do outro. Edward tocando e Rob olhando hipnotizado pra fogueira. Eu já estava mais que aquecida com tanto vinho. E eu nem percebia como meus dedos e meus lábios estavam dormentes até que terminando uma música eu tentei falar. "Amorrrr..." Eu estava arrastando as palavras com muita força pra elas saírem. Acho que estava com sono. "Eu quero deitar no seu coloooo." Ops. Acho que também falei alto porque Rob olhou e começou a rir. O que estava acontecendo comigo? Eu estava... bêbada? Era assim que a gente fica bêbada? E aí então eu percebi e comecei a rir.
Robert pegou o violão de volta e mandou Edward cuidar de mim. Eu não conseguia parar de rir, até que ele me abraçou e eu comecei a beijá-lo. Ele não me parou e parecia que minha vontade só crescia. Então eu envolvi meus braços em seu pescoço e dei um beijo mais forte nele. Eu ouvia o violão tocando no fundo, mas não conseguia achar coerência em meus pensamentos para me parar. Ele me abraçou forte e começou a beijar meu rosto até chegar ao meu ouvido. "Está alta já, amor?"
Alta? O que ele estava falando? Ele me abraçou e eu curvei minha cabeça em seu colo. E ele começou a passar a mão em meus cabelos e cantar junto com Robert. "Vocês são tão lindos assimmm... cantando desse... jeeeitooo." Ele sorriu e continuou a cantar. Ele não estava se importando muito com meu atual estado e parecia que meu filtro tinha sumido porque tudo o que eu pensava eu falava.
Eles dois resolveram parar de tocar depois de um tempo e Edward me carregou no colo até a barraca. Ele estava me colocando no saco do meio. "Ainda bemmm que é o do meiooo. Eu vou ficar maissss quennnntinhaaa." Eu só ouvia as risadinhas dos dois. Ele me deu um beijo de boa noite e eu segurei o pescoço dele. "Me beija maissss, amorrr." Eu fiz biquinho. Por que ele estava parando o beijo assim?
"Calma. Eu vou arrumar a barraca, trocar de roupa e volto pra deitar com você".
"Mas eu vou ficar com frioooooooo." Eu o senti fechando o saco em cima de mim, me isolando um pouco do frio. E um corpo se movendo do meu lado direito. Me virei e o abracei. "Me abraçaaa." Ele enrijeceu e começou a sorrir.
"Eu posso, maninho?" Ele falou sorrindo.
"Ah... se ela se lembrar disso amanhã... nós dois vamos apanhar." Ouvi o outro falando. Eu não estava entendendo nada. Mas estava satisfeita com o calor desse abraço. Ele me segurou levemente e ficou passando a mão por meu braço, pra aquecer. Meus olhos começaram a pesar e eu senti meu corpo ser levemente puxado pro outro lado, mas eu não conseguia entender o que estava acontecendo e nem abrir os olhos. Estava tudo tão distante...
"Bella um dia vai me matar..." Ouvi um alguém dizer, mas não entendi o por que do comentário. Ouvi outra risada e senti dois braços fortes me envolvendo. Estava tão confortável, tão quentinho que adormeci de vez.
Tentei abrir os olhos, mas parecia que minha cabeça pesava uma tonelada. Nossa... eu nunca senti uma dor de cabeça tão forte. Eu forcei meus olhos a se abrirem e percebi onde estava. Partes da noite passada vieram a mim e eu comecei a sentir mais dor de cabeça ainda.
Eu fiquei bêbada... ou alta, segundo Edward. Eu falei que os dois eram bonitos, na frente do Rob! Eu... OMG. Eu queria dormir entre os dois pra me aquecer! Vou lá fora cavar um buraco pra me enterrar. Oh não! Que dor de cabeça!
Fiz um movimento tentando me levantar, mas não estava tendo forças, um braço estava por cima de mim e uma perna cobria a minha. Eu me virei e vi o rosto de Edward próximo ao meu e com meus movimentos ele abriu os olhos. "Bom dia, amor." Nossa... parecia que ele tinha gritado dentro da minha cabeça. Tampei os ouvidos com a mão. "Vou procurar um remédio pra você." Ele se virou e levantou do colchão. Andou até o outro lado e cutucou o irmão. "Rob. Rob." Senti a perna sair de cima de mim. Oh meu Deus. Tenta lembrar tudo, Bella. Não. Não fiz nada macabro assim. "Onde estão os remédios?"
"O quê?"
"Remédios, Rob. A mamãe sempre manda uma caixinha de remédios e primeiros socorros".
"Ah... Dentro daquele último bolso da minha mochila." Ele andou até ela e tirou o remédio e me trouxe com um copo d'água. Eu segurei meus cabelos que pareciam estar para todos os lados e engoli o remédio. Voltei a deitar minha cabeça no colchão e esperei a dor passar. Cochilei novamente e acordei com um cheiro bom. Era canela e café.
Meu estômago roncou. Eu estava faminta. Levantei, passei as mãos para acalmar meus cabelos e fui até minha mochila no canto da barraca. Peguei meus itens de higiene pessoal e resolvi fechar o zíper da barraca para trocar de roupa. Coloquei a cabeça pra fora sem olhar direito e falei para ninguém entrar. Eu precisava parecer mais apresentável.
Depois de lutar para a escova entrar em meus cabelos embolados e trocar de roupa, saí da barraca. Passamos um dia agradável com conversas e lembranças boas. Eu estava amando conhecer cada parte deles. Eles também me levaram para conhecer alguns lugares favoritos deles ali por perto.
Eu nunca imaginei que Forks poderia guardar tantos lugares lindos. Parecia um sonho. As montanhas eram cercadas por pedras e a água que corria por elas era cristalina. Depois de vários suspiros e expressões maravilhadas, eles disseram que me levariam em outro momento para a Primeira Praia. Segundo eles, era uma praia linda e quase deserta que ficava próxima à reserva.
Eu já conhecia algumas pessoas da reserva por causa do hospital. Algumas enfermeiras eram de lá e muitos pacientes que atendíamos também eram de lá. Rob contou que eles foram proibidos por um tempo de ir à reserva, pois resolveram tentar fazer drifting* na praia e foram pegos por um dos líderes de lá e proibidos de voltar.
*Drifting: manobras com carros.
Depois de uns anos eles fizeram amizade com outro líder de lá e acabaram fazendo um 'tratado de paz' prometendo não fazer mais nada de perigoso nas proximidades da reserva.
Eles tinham muitas histórias engraçadas e fiquei encantada com a paciência que a Dona Esme criou esses meninos. Fiquei imaginando como ela deveria ir à loucura com esses dois. E ela ainda era mãe de Emmett, que não devia ter sido uma criança fácil... Ele não era um adulto fácil. E Alice? Uma bola de energia. Meu Deus, essa mulher deveria ganhar uma medalha de honra ao mérito.
Voltamos para casa muito animados. Cantando alto todas as músicas do Jack Johnson na estrada. Claro, a única desafinada era eu. Existia alguma coisa que eles não fizessem muito bem?
Passamos a quarta-feira tranqüila, trabalhamos e dormimos cedo após o trabalho. Na quinta-feira, logo pela manhã, Edward me pediu para dormirmos aquela noite na sua casa. Ele me prometeu que não teria nenhum problema para sua família e que ele estava com saudades de dormir em sua cama. Após o trabalho fomos direto para lá. Tomamos um banho em seu banheiro, nos arrumamos e jantamos com a família dele.
Alice deu uma passada por lá e conversamos todos sentados no sofá. Eu me sentia parte daquela família e me perguntei como eu agüentei todos esses anos sem ter alguém comigo. Acho que depois desses meses intensos eu não conseguiria ficar sozinha novamente.
Alice deu uns olhares furtivos entre mim, Edward e Rob, mas acho que era por nossa interação e a forma que estávamos confortáveis uns com os outros.
Ela fez alguns comentários irônicos para Robert, sobre ele não estar saindo pra conhecer ninguém. Ele disse que ele conhecia todo mundo e nem teria graça e que ele estava aqui para descansar. Eu, na verdade, também achava estranho, mas não comentava. Eu estava adorando a nossa proximidade. Edward junto com ele era bem mais divertido.
Após todos se despedirem lançamos 'boa noite' e Edward me arrastou para o seu quarto. Eu não tive coragem de olhar na direção do Rob. Ainda não ficava confortável com ele sabendo exatamente o que faríamos. Chegando ao quarto, esqueci do todos os outros pensamentos e fui hipnotizada pelo olhar de desejo de Edward. E sem perceber fomos tirando nossas roupas ainda se encarando. Meu corpo tremia de antecipação.
Ele deu um passo à frente e foi tão sagaz, que dei dois passos pra trás, sentindo minha perna tocar na cama atrás de mim. Era tão diferente fazermos isso aqui, no quarto dele. Rodeados de paredes de vidro, pela primeira vez.
Ele me apoiou e me deitou na cama, lentamente se ajoelhando diante de mim. Ele beijou meus joelhos, deixando rastros do calor de seus lábios sobre a minha pele. Ele se aproximou de meu centro com uma de suas mãos e me encarava enquanto me penetrou com dois dedos.
Nossos olhos não se soltavam. E eu adorava olhar para os dele e mostrar tudo o que ele estava fazendo comigo. Mostrar o quanto eu estava entregue a ele. Ele acrescentou um terceiro dedo e eu fechei os olhos tentando me controlar ao máximo para não gritar. Esse show era só pra ele. Assim o senti enfiar e tirar os dedos de mim enquanto eu mordia meus lábios e puxava os lençóis com as mãos. Eu ainda sentia seus olhos em mim, estudando e apreciando as minhas reações, mas eu não podia perder o controle aqui.
"Bella, olha pra mim." Eu já sabia o que estava por vir. Um prazer incomparável se formava em meu baixo ventre.
Abri meus olhos e o encarei, meus lábios foram um pouco mais massacrados por meus dentes. Ele continuou a mover seus dedos e senti quando ele os curvou dentro de mim, tocando em um lugar que eu nunca tinha sentido. A onda de prazer levou meu corpo a subir, me fazendo sentar e seus dedos irem mais fundo. Ele mudou a direção do movimento e prendi meus punhos em seus cabelos enquanto gemia.
Ele sabia o que estava fazendo comigo porque ele esperava minha respiração acalmar e tocava de novo no mesmo ponto. "É bom?" Ele perguntou com um sorriso safado.
"Humhummm..." Eu fiquei tensa esperando por seu movimento, e quando ele se moveu, ele tocou várias vezes no mesmo ponto me fazendo praticamente esfregar meus seios em seu rosto. Ele tomou um mamilo em sua boca e mordeu de leve, soltando-o rapidamente.
"Fala, Bella, o que estou fazendo com você?" Ele se afastou e olhou novamente em minha direção. Ele gostava de ver em meus olhos.
"Está-está... me... deixando doida".
Ele deu uma risada baixa "Eu, Bella?"
"Você..."
"Então fala meu nome".
"Edward..." Ele moveu os dedos. "Edwaaardd..." Ele os moveu novamente.
"Fala, Bella".
"Edwarddd... eu vou..." E com isso senti o prazer ultrapassar meu corpo. Meu corpo convulsionava em seus dedos. Eu não conseguia para de tremer e joguei meu corpo de volta na cama sem conseguir me controlar.
Ele subiu na cama e se aproximou do meu rosto. "Vire-se." Ele ordenou. Eu estava muito incoerente pra pensar e me virei de costas para ele. Ele pegou meus quadris e os levantou. "Empina ela pra mim, Bella." Eu abri um pouco mais as pernas e empinei minha bunda pra ele. Eu estava tão exposta, mas me sentia tão desejada. "Você é muito gostosa." Senti ele se aproximando novamente de mim. "Eu nunca mais vou conseguir deitar nessa cama sem me lembrar de você assim, de quatro pra mim." Eu gemi incoerências quando senti seu membro tocar a minha entrada encharcada, mas ao invés de me penetrar ele o esfregava entre meus lábios, me fazendo amolecer com a sensação louca que eu estava tendo.
"Por favor..." Eu implorei.
"Por favor o que, Bella?"
"Eu quero você dentro de mim..." E ele entrou, em uma só estocada. Nessa posição ele conseguia ir ainda mais fundo. Eu me levantei nos meus cotovelos e foi a primeira vez que olhei ao redor, as cortinas ainda estavam abertas. Ele segurava meus quadris e entrava em mim com tanta força que eu não conseguia pedir para ele parar. "As... cortinasss..." Foi o que consegui dizer.
"Todos estão dormindo" Senti suas mãos alcançarem meus cabelos e os puxando firmemente. Era tão grotesco e tão sexy que eu urrava, meu corpo já dava sinais de um orgasmo iminente. Ele percebeu e segurou forte em meus quadris, estabelecendo um ritmo firme e rápido. "Vem comigo, Bella." E meu corpo todo tremeu novamente e senti em segundos seu gozo escorrer forte dentro de mim. Era uma sensação tão poderosa. Ele me segurou por um momento e quando ele me soltou eu caí como uma boneca de pano na cama. Exausta.
Não foi preciso dizer uma palavra depois disso. Foi tão perfeito. Duas novas experiências em um único momento. Ele era tão experiente. Ele conhecia tanto o meu corpo.
Depois de um momento ele me pegou no colo e me levou para sua banheira que estava pela metade já. A água morna me relaxou. Ele deitou comigo e me ajudou a me lavar. Depois me ajudou a sair e me enxugou. Deitamos na cama ainda sem roupas, com ele me abraçando. Eu adormeci pensando que ele era mais do que eu merecia.
Na sexta feira almoçamos juntos no hospital, ele me perguntou o que eu estava pensando em fazer no final de semana, seus pais viajariam para o Alaska para visitar uma parte da família deles.
Ele tinha dito que estava preocupado com Rob, pois o irmão estava mais quieto, não fazia menção de sair para conhecer ninguém. Nós também não tínhamos nenhuma 'possível Sra. Robert' para apresentar pra ele. E eu me sentia estranhamente possessiva com isso. Eu não conseguia entender o por quê, mas eu preferia que ele ficasse conosco a sair pra 'caçar mulheres' por aí. Talvez com o tempo isso mudasse. Era tudo muito novo. Ele estava de volta há pouco tempo. E nesse pouco tempo eu já tinha mudado completamente meus sentimentos por ele. Ele era muito legal.
Edward me convenceu a sairmos para um bar hoje à noite. Ele possivelmente sairia dessa calmaria. Aceitei, em Londres havia muitos pubs e eu nunca saí pra nenhum, eu estava vivendo todas as experiências dos 'jovens' ao lado de Edward.
Fomos pra casa, deitei e dormi um pouco, tínhamos marcado de sair somente às 22h. Acordei com meu despertador e estendi minha mão para o seu lado na cama e senti um bilhete, o puxei.
Amor,
Fui me arrumar em casa. Não quis te acordar.
22h estaremos aqui. Te amo.
E.C.
Hoje seria uma noite mais casual, então resolvi colocar uma das lingeries que a Rose me ajudou a escolher. Era uma preta toda de renda e com fitas de cetim amarrando a calcinha. Era uma graça. Coloquei uma calça jeans escura e colada, que acho que nunca tinha usado. Uma camisa preta e um salto preto. Às vezes usar branco todo dia me fazia querer usar tudo escuro. Hoje era o dia. Passei uma maquiagem leve e Escape*.
*Perfume da Calvin Klein. Eu adoro.
Às 22h em ponto eles estavam na minha porta. Saí lentamente, me acostumando com os saltos. Bastava os micos pagos no acampamento.
Novamente Rob saiu para eu entrar na frente, mas dessa vez ele, e não Edward, abriu a porta para mim. Eu tive a leve impressão de que ele me cheirou, mas não tive certeza. Ele me deu boa noite e encenou um cavalheirismo antigo acenando o braço para eu entrar no carro.
A viagem até o bar foi tranqüila, depois de me cumprimentar com um beijo, Edward ligou o som e fomos escutando música até lá. Era como um pub, pequeno, música alta e a fumaça saía pelas frestas. Rob passou e abriu a porta pra mim, estendendo a mão para eu pegá-la. Um sorriso tonto nos lábios. Eu ri e peguei sua mão. Edward nos esperava em frente ao carro e pegou minha outra mão, beijou e me deu um selinho nos lábios. Entramos no bar, Rob na minha direita e Edward a minha esquerda. Estava quase lotado. Olhamos ao redor e avistamos uma mesa livre e nos encaminhamos para lá.
Não demos nem 3 passos pra eu perceber os olhares curiosos em nossa direção. Muitos homens olhavam pra mim e para eles. As mulheres tinham um sorriso no rosto. Será que todos se conheciam? Eu comecei a me sentir retraída. Eu não gostava de atrair tanta atenção.
Nos sentamos e eles pediram whisky com gelo e eu não sabia bem o que pedir. Principalmente por tudo o que aconteceu com uns simples Keep Cooler na semana passada. "Que tal uma tequila?" Claro, o Robert tinha que estragar o momento me lembrando novamente aquela noite. Eu já tinha percebido seu jeito sarcástico natural, mas não estava preparada para isso com todo o clima que tinha no bar. Acho que corei. Muito.
"Não, muito pesada pra ela." Edward o olhou com um olhar sério. "Você quer beber, amor?" Ele tocou minha mão.
"Pode ser uma mimosa?" Perguntei baixinho, só pra ele ouvir.
"Claro, amor." Ele se virou pra atendente. "Lauren, nós vamos querer os dois whiskys com gelo e uma mimosa".
A tal Lauren me olhou dos pés a cabeça e se virou novamente para ele. "Só isso, Edward? Posso ajudar com mais alguma coisa?" Ela olhou para os dois irmãos, sorrindo.
"Só isso, se precisar a gente te chama." O próprio Robert respondeu com uma cara de tédio, sem olhar pra ela. Eu estava rindo por dentro. Assim que ela saiu, ele soltou um comentário como 'nenhuma novidade e nada que valha a pena tentar novamente' bufando.
Eles avistaram alguns amigos e alguns vieram nos cumprimentar. Um deles, um rapaz moreno chamado Tyler, quis sentar e chamou Robert para uma festa que eles estariam fazendo amanhã na casa de alguém chamado Eric. Robert disse que veria se dava uma passada por lá, mas novamente o olhar de tédio se filtrou em seu rosto. Bebemos um pouco, ele deu uma saída da mesa e conversou com um casal que estava encostado no balcão.
Assim que ele saiu Edward beijou meu rosto e falou em meu ouvido. "Você está linda. Muito linda." Eu sorri e agradeci. A voz dele, sozinha, fazia coisas incríveis com meu corpo.
Logo vimos um rapaz moreno, de cabelos longos indo até Robert. Ele sorriu e o abraçou, depois de conversarem um pouco ele acenou em nossa direção. Os dois caminharam de volta a nossa mesa e Edward foi se levantando. "Jacob, que bom te ver." Ele soltou a mão do rapaz e me apresentou. "Essa é minha namorada, Bella." Ele sorriu pra mim. "Amor, esse é um dos líderes da reserva, que falamos pra você."
"Olá, Bella." Ele sorriu, simpático.
"Olá, Jacob".
"Ele vai se sentar um pouco conosco." Robert falou e eles foram se sentando à mesa. Ele foi contando para Jacob sobre as várias corridas que ele participou na Europa e disse que se sentia aliviado de estar fazendo isso longe da reserva, como prometeu. Todos riram. Depois eles contaram ao Jacob que nós acampamos próximo a reserva essa semana e então ele nos convidou a ir à Primeira Praia no próximo final de semana, eles estariam tendo um festival da tribo. Jacob nos falou que poderíamos ir cedo para aproveitar a praia e depois ficaríamos para o festival. Eu achei uma boa idéia. E eles confirmaram que todos nós iríamos.
Depois de uma hora, nos despedimos e fomos para casa. Como os pais de Edward não estavam em casa, aceitei dormir lá novamente.
Tomamos banho e nos deitamos abraçadinhos. Pela manhã eu acordei com a forte claridade do quarto. Edward adorava dormir com essas cortinas abertas, por isso ele nunca se atrasava. Esse clarão na cara. Argh. Ele ainda estava dormindo então tentei ficar paradinha para não acordá-lo. Ele me envolveu mais uma vez com seus braços e senti sua ereção matinal em minhas costas. Não consegui resistir, esfreguei minha bunda de encontro ao seu membro rígido e ele gemeu um pouquinho. Então eu esperei e esfreguei de novo. Senti-o me puxando de encontro a ele e seu membro encaixou na minha entrada traseira. Epa. Sinal vermelho. Me puxei de volta, mas seu braço foi para o meu quadril e me puxava de encontro a ele que gemia o meu nome.
"Amor, acorda." Eu falei, tentando fazer ele parar.
"Estou bem acordado, não está sentindo?" Ele moveu seu quadril e seu membro bateu novamente no mesmo lugar. Ai Cristo.
"Amor, assim não"
.
"Assim não, o que?"
Como eu falaria isso? Me girei até ficar de frente a ele, ele abriu seus olhos e me encarou. Ele era tão lindo quando acordava. Em algum momento do dia ele não era lindo?
"Eu ainda não sei se eu quero desse outro jeito".
Ele balançou a cabeça e eu juro que senti suas bochechas ficando rosadas. "Você já-"
"Não. Nunca!" Falei rapidamente. Nunca ele me perguntou se eu tive outros parceiros antes dele. Isso me fez perceber que ele sabia que alguém tinha vindo antes dele. Mas eu não estava preparada pra conversar sobre isso. Nós estávamos bem demais pra estragar tudo assim.
Ele me abraçou, seu queixo se encaixou no meu pescoço. Ele deu um suspiro forte. "Um dia a gente pode... tentar?"
Eu sabia que ele queria. Acho que sempre me falaram que todo homem sempre queria isso. E eu queria que ele fosse o meu primeiro em tudo, pra tentar preencher a falta de ele ter sido a minha primeira vez. "Sim, mas não agora." Senti sua cabeça balançando demonstrando que ele entendeu.
Ele me beijou no pescoço e desceu pros meus seios, arrastando a barba que crescia me deixando toda arrepiada. Ele se afastou e olhou para os meus seios, deu um sorriso. "São tão lindos." Eu sorri. Parecia bobo. "Você é tão linda."
"Você também. Muito." Nossa manhã não foi sobre sexo, foi sobre amor e adoração. Ele beijou e admirou meu corpo enquanto dizia que me amava. Eu me sentia tão bonita perto dele, como nunca me senti em toda a minha vida.
Descemos quase 10 da manhã pra tomar café e Rob estava só de calção jogado no sofá assistindo Pica-Pau. Era hilário, pra não dizer cômico.
"Boa tarde, cópia amassada. Oi, Bella".
"Bom dia" Respondi sorrindo. Eu estava tão feliz.
"Porra Rob, você fez uma bagunça na cozinha." Edward disse e Rob só rolou os olhos.
"Deixa de frescura. Eu só tomei café".
"E vocês dois parem de brigar. Hoje é sábado." Eles me olharam ao mesmo tempo. "Sim, em algumas culturas o sábado é um dia santo. Um dia de descanso." E então os dois começaram a rir de mim. Aff.
"Bella, eu vou te dar um desconto porque você acabou de acordar, mas não me vem com esse negócio de santo." Robert falou depois de parar de rir.
"Vamos dar um mergulho na piscina depois de tomar café?" Meu gêmeo me perguntou.
"Sim, tenho que ir lá em casa pegar uma roupa de banho".
Tomamos café e fomos andando até minha casa pegar um biquíni. Eu tinha aquela coisa em casa, mas nunca tinha usado. Mais uma primeira vez com Edward. Primeira vez que usaria um biquíni.
Voltamos e Rob já estava tomando uma cerveja na beira da piscina, de calção. A vista não era nem um pouco ruim. Nós chegamos e eu fiquei parada, esperando Edward tirar a roupa dele pra depois tirar a minha. Eu ia morrer de vergonha, mas já tinha aceitado. "Sem brincadeira de molhar hein, maninho".
"Rob, acho bom você se curar desses traumas de infância." Ele falou rindo. E eu comecei a rir também. Esses dois... e suas histórias. "Vem, amor." Ele me chamou de dentro da piscina. Eu sentia o olhar de Robert em mim e eu tive que andar vagarosamente até a piscina com medo de cair de nervoso. Edward não tirava o olho de mim. Mais uma vez eu era o centro da atenção dos dois. Que horror. Ele ficou me carregando na água até que me levou para a beirada próximo onde Robert estava. Ficamos conversando. Eu no colo dele e Rob na cadeira debaixo do guarda-sol. Lembramos de alguns filmes da nossa juventude e decidimos fazer uma noite de cinema novamente. Preferi que fosse em minha casa, eu me sentia mais confortável.
A noite chegou e eu preparei tudo para eles. Alguns sanduíches, pipoca e refrigerante.
O filme estava pronto só para dar o PLAY. Eu estava com uma ansiedade estranha e tive que cantar na minha mente que tudo ficaria bem, até que me acalmei um pouco. Eles chegaram na hora marcada, ambos de bermuda e camiseta. Edward me deu um beijo e os dois se sentaram no sofá. Fui pegar a pipoca e quando voltei, eles se afastaram para eu sentar no meio, entre eles.
Começamos a assistir ao filme. Segundas Intenções, eu adorava, mas sempre chorava no final. O pote de pipocas estava no meu colo, Edward estava com o braço em meu ombro. Tudo pareceria perfeito, se não fosse a tensão que estava se construindo. Após o beijo entre a Selma Blair e a Sarah Michelle as coisas ficaram estranhas. Eu acho que meu rosto não poderia ter ficado em mais tons de vermelho. Mas era estranho como era excitante estar assistindo isso com eles dois. Eu sabia que os homens tinham uma tara por mulheres se beijando. Mas eu nunca pensei que assistir a um filme tão insinuante com eles seria assim.
A cada cena eu me ajustava mais ao sofá, pressionando as minhas pernas juntas e me focando em não pensar o que eu estava quase pensando. As insinuações entre a Kathryn e o Sebastian só cresciam e acrescentando a cena em que ela fica se esfregando em cima dele enquanto eles têm uma conversa completamente insinuante, eu estava prestes a entrar em combustão espontânea. Como eu não me lembrava dessas cenas?
Foi quando eu senti.
Edward me virou pra ele e assim que sua língua entrou na minha boca e um gemido saiu dela eu tive certeza.
Hoje eu estava perdida...
Nota da Irene: Ok ok... gostaram? Eu e Titinhuda estamos tendo planos malignos para o 12... kkkk... então quem tem coração fraco: Não leia o 12!
Semana que vem voltaremos com mais e quero agradecer as reviews! Muito obrigado mesmo... isso me alegra muito para escrever. Espero que as fics brasileiras sejam mais assistidas.
Eu estou amando escrever para vocês!
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