'Cause I want it now
I want it now
Give me your heart and your soul
And I'm breaking down
I'm breaking out
Last chance to lose control
And I want you now
I want you now
I feel my heart implode
And I'm breaking out
Escaping now
Feeling my faith erode
Porque eu quero agora
Eu quero agora
Dê-me seu coração e sua alma
E eu estou desabando
Eu estou me libertando
Última chance para perder o controle
E eu quero você agora
Eu quero você agora
Eu sinto meu coração implodir
E eu estou me libertando
Escapando agora
Sentindo minha fé se corroer
Hysteria - Muse
Twilight não nos pertence, mas as cópias Edward e Rob sim
Hoje resolvi fazer uma nota antes do capítulo.
Eu estava escrevendo a continuação do capítulo da semana passada quando recebi um telefonema da Titinha. E realmente pensamos que seria bom que vcs lessem a visão do Rob de tudo o que aconteceu.
Então está aqui. Hoje vcs vão saber o que ele viu e o que ele pensou sobre os capitulos passados. A Titinha começou e eu o terminei, nem dá pra ver quem escreveu o que. E sim... o da semana que ve está pronto e sim... ele está perfeito!
CAPÍTULO 12 – MEUS PECADOS ESTÃO EM FORKS
POV ROBERT
Eu nunca imaginei que poderia determinar meu inferno pessoal. Ou melhor, a porra da minha vida estava condicionada no divisor que era essa maldita cidade na minha fodida vida. Eu fui embora para me libertar, já que eu não fazia a menor questão de passar por essas ruas monótonas e sem novidades porque eu sabia que a vida aqui era medida em um tempo diferente. Lento demais. Vazio demais. Lembranças demais. Então, por que mesmo eu voltei para esse caralho?
'Porque, no fundo, você sabia que tinha que voltar, Rob'. Minha consciência gritou pra mim. Já fazia muito tempo desde que eu fui embora. Muito tempo sem porto seguro, sem laços, sem problemas. Meus fantasmas há muito tinham parado de me incomodar, mas a saudade absurda da minha família atrelada à falta de coragem de encará-los depois da longa separação tinha mexido comigo. Enfim, eu tinha resolvido voltar. E, lógico, como meu lugar favorito para amaldiçoar, Forks novamente se tornou o lugar dos meus piores pesadelos. Pra que fantasmas antigos se eu podia acrescentar novos à minha coleção? E a nova aquisição se chamava Isabella Swan. A doce e gostosa namorada proibida do meu irmão gêmeo.
Desde o 'simples' jantar daquela noite. Ou melhor, desde o dia seguinte, eu tentava não pensar mais nela. Quer dizer, eu tentava não pensar nela próximo ao meu irmão. Mas era extremamente difícil. Bella era sexy pra caralho. E o pior que era inconsciente, eu via isso. Eu conheci mulheres o suficiente pra saber o quão sujo elas podem jogar com seu sex appeal. O quanto de poder elas possuem quando têm a consciência da sua sedução. E Bella não era assim. Seu lado tímido e reservado, assim como a pouca malícia e roupas confortáveis, mostrava que ela pouco sabia sobre sua feminilidade. E isso era ainda pior. E meu pau sabia ainda mais.
Nunca mais tentei conversar com Edward sobre a noite do jantar. No dia seguinte, quando ele me acordou com a água no meu rosto, eu tentei pedir desculpas. Eu tentei explicar que foi uma coisa irracional, ou que estava há muito tempo sem sexo, qualquer coisa. Mas ele me perdoou. E nunca mais tocou no assunto. Mas jamais passou pela minha cabeça contar sobre o meu passado com ela. Eu não achei justo compartilhar um segredo que não era somente meu.
Mas como não sucumbir às memórias quando você fica cara a cara com seu passado? Era isso que Edward estava fazendo comigo o tempo todo. Desde o primeiro dia quando ele me levou para jantar com ele e Bella. Eu tentei negar, não queria parecer uma 'sobra' no meio do casal, mas foi impossível. Edward tinha me convencido da pior forma possível: Com os argumentos da mamãe.
Eu tentava não olhar para ela. Eu tentava distrair minha mente com as nossas histórias dos tempos inocentes. Eu conversava com meu gêmeo o tempo todo. Mas no meio do jantar, quando vimos Bella tão distraída, eu não resisti. Eu tinha que ser irônico. Quando a chamei de Ma Chérie foi como se todo o seu corpo se retraísse. Sei que peguei pesado, mas, porra, eu tinha que dividir meus demônios com alguém!
O melhor foi instigar meu irmão a voltar para as nossas raízes. A nossa vida louca, antes da minha partida. Eu amava velocidade, assim como Edward. Nós aprontávamos muito quando éramos mais jovens. Era isso que eu sentia mais falta. E depois ver que, além do prazer e satisfação de fazer isso comigo, meu irmão estava realmente feliz estando com ela agora, resolvi não interferir. Mesmo que meus comentários soassem como uma forma de implicar com o nosso segredo, eu decidi que nunca faria nada que magoasse meu irmão. E percebi que Bella agia dessa forma. Ela fazia tudo por ele. Dedicava-se somente a ele. Então eu decidi: Nunca mais. Eu tinha que eliminar qualquer ponta de excitação do meu corpo. Isabella, definitivamente, veio para ser a alma gêmea do meu irmão.
A noite na clareira foi o divisor de águas nesse estranho sentimento. Em pouco tempo, senti que Bella compartilhava conosco algo muito maior que qualquer outra pessoa tenha tido. Até mesmo a nossa família. Eu e Edward tínhamos nossos segredos. Mas Isabella tinha o poder de derrubar muros. Era assim com o Edward, estava evidente no relacionamento deles. E me incomodou que estivesse me afetando também. Caralho, isso era só o que me faltava, ficar sentimental também. Ainda me recordo do amanhecer claramente. Aquela clareira era perfeita. E acordar com os expressivos e profundos olhos chocolates de Bella, foi no mínimo... perturbador. Eu não estava acostumado a isso. Eu nunca mais tinha acordado ao lado de uma mulher. Há muito tempo, desde a minha fuga, que eu não tinha esse tipo de intimidade com alguém. E isso me assustou, mas mesmo assim, sorri. Afinal, era extremamente divertido fazer Bella corar.
'E agora, Rob?' Era a pergunta que martelava na minha cabeça. Depois de seduzir e tirar a virgindade do amor da vida do seu irmão gêmeo, que é a pessoa que você mais ama na vida, e agora reencontrá-la, desejar afundar seu pênis na boceta dela novamente, e agora, ficar igual a um maricas, analisando os sentimentos alheios, com medo do que essa porra de cidade vá fazer com o inferno que é sua vida? E o melhor de tudo: Sem foder com ninguém em dois longos dias. Isso sim era o meu inferno particular.
Suspirei e me dirigi à piscina. Eu nunca fui um cara de analisar sentimentos, ou me preocupar com o que pensam de mim. Eu sabia o poder que eu tinha sobre as mulheres. Eu sabia que era um cara que não veio ao mundo a passeio. Mas, de repente, me senti estranho. Eu precisava fazer algo para minha vida mudar.
Com uma garrafa de cerveja nas mãos, olhei para o quarto do Edward. Dava pra ver claramente os dois dormindo juntos, abraçados. Aquela cena me comoveu. Eu amava demais meu irmão. Decidi que precisava conversar com Bella. Mesmo sem continuar a minha observação, vi que ela se levantou e começou a sair do quarto. Era o momento perfeito.
Fui silenciosamente até a escada e escutei seus passos indecisos. Antes de ela abrir a porta resolvi falar, afinal, era a minha única chance.
"Eu não tinha idéia, Bella." Ela congelou no local, como se não esperasse por isso. Mas eu precisava continuar. Por Edward. "Eu nunca imaginei te encontrar outra vez." Era verdade, porra. Como, por ironia do macabro destino, eu encontraria a virgem de Paris? Com Edward? Tentando parecer calmo, continuei o monólogo. Bella ficou estática, muda. "Não se preocupe, nunca contarei a ninguém. É nosso segredo." Queria falar pra ela que o meu maior desejo era a felicidade do meu irmão. "Eu vejo como você faz bem ao meu irmão. Ele gosta muito de você. Eu jamais atrapalharia a felicidade dele. Só quero que você saiba disso".
Bella balançou a cabeça concordando lentamente. Porra, quem gostaria de ter essa conversa? Eu menos ainda. E ela não dizia nada...
"Eu não sei como ele reagiria se soubesse." Ela sussurrou. Sobressaltei com suas palavras e com seu tom de voz. "Mas eu tenho medo de continuar escondendo isso dele".
"Bella, isso aconteceu há muito tempo. Eu não quero ficar entre vocês dois. Ele está feliz. Vocês estão felizes. Isso é o que importa".
"Obrigada. Eu não imaginei que você lembraria." Como ela poderia falar isso? Meu pau pulsou por ela assim que a vi, no dia do jantar. E ainda hoje era difícil, mesmo com minha determinação em não desejá-la. Balancei a cabeça e dei uma risada. "Eu nunca esqueço um rosto, Bella. E um nome sequer. O seu eu sempre lembrava..."
Instintivamente minha mente me levou ao passado, assim como meu pau inchou. Porra, isso não ia dar certo. Eu tinha que acabar com isso. Eu olhava para Bella, mas me lembrava daquela noite, do seu fogo, da sua entrega...
"Boa noite." De repente ela se virou e murmurou sua despedida, correndo para sua casa. Meus olhos queimavam com sua visão. Assim como minha culpa. Eu não poderia...
Depois da porta ser fechada meu sentimento de culpa aumentou. Eu devia isso a Edward. Eu jamais teria esse tipo de sentimento, ou seja lá o que fosse, em relação a Isabella. Sim, eu a chamaria de Isabella. Sem intimidades.
Fui para meu quarto dormir um pouco. Aplacar esse estranho turbilhão de emoções que eu não estava acostumado.
Acordei lentamente. O dia já estava correndo, mas com o tempo nublado e cinza de Forks não dava para precisar que horas seriam. Não escutei nenhum barulho, mas isso era comum agora nessa casa, com todos adultos. Eu me lembrava muito bem quando éramos crianças e corríamos pela casa deixando mamãe e papai loucos. Sorri com a lembrança. Eu e Edward éramos sempre os mais bagunceiros, na verdade. Mas em uma família onde todos estavam acostumados a ter privilégios, mas trabalhavam duramente por suas profissões, era claro que não estaria ninguém aqui.
Levantei lentamente. Olhei pela janela e decidi que não havia saída. Eu precisava me acostumar a este lugar novamente. Ainda não tinha decidido quanto tempo eu ficaria. Mas, eu ficaria. E decidi, resolvi tomar a primeira providencia para a minha permanência aqui. Eu tinha que comprar um carro.
Suspirando, me estiquei em frente à janela. Observei que arranquei um suspiro da ajudante de mamãe no jardim. Bom, eu não tinha perdido o jeito então. Meu corpo seminu e minha cara irônica foram o suficiente para a mulher me olhar com desejo. Tão fácil.
Desci as escadas e encontrei mamãe Esme sorridente na cozinha. Acho que nunca a tinha visto assim. A minha novidade iria matá-la de satisfação. Eu tinha certeza.
"Bom dia, minha linda mamãe".
"Bom dia, Rob. Tão cedo fora da cama. O que houve?"
"Cedo?"
"Sim, ainda não são 10 horas da manhã, filho".
"Pensei que em Forks a vida começava antes das 8 da manhã, mamãe".
"Sim, para seu pai e irmão, que vivem naquele hospital. Mas você, meu bebê, eu preferia que ficasse descansando mais".
"Bebê? Já sou grandinho!"
"Eu sei, Rob. Mas pra mim você sempre será meu bebê".
"Mãe!"
"Desculpe. Mas eu vi um lindo sorriso e uma cara de quem ia me contar uma novidade. Estou errada?"
"Nunca está, dona Esme. Tenho novidades sim".
"E qual seria? Não vai me dizer que..." Não deixei nem ela terminar, pois seus olhos já estavam rasos d'água. E não queria infringir mais dor à minha família.
"Vou comprar um carro".
"Como?"
"Estou indo a Seattle agora, mamãe. Vou comprar um carro para circular por aqui. Não estou prometendo nada, mas..." Eu não tinha falado sobre minhas intenções, mas minha mãe entendeu. Seus braços agarraram minha cintura, como se fosse um sonho. Afaguei os sedosos cabelos da minha mãe. "Ah, Rob. Como me deixa feliz com essa notícia. Eu... eu..." Sorri e a suspendi com meus braços, dando um longo beijo na sua bochecha. "Não diga nada, mamãe. Deixe-me ir e adquirir logo algo para me locomover por aqui".
"Sim, sim. E volte para o almoço".
"Hum... na verdade, eu tenho outros planos".
"E quais seriam? Já vai atrás de mulher, Robert?"
"Mãe. Me chame de Rob, por favor. E não, nada de mulheres, pelo menos por hora." Voltei a sorrir. "Vou passar no hospital, visitar o papai e Edward".
"Que maravilha. Então vou me entregar aos prazeres do meu jardim".
Com uma maçã na boca, fui em direção ao meu quarto me arrumar. Sabe Deus que horas eu chegaria com meu novo brinquedo...
Depois de 4 horas em Seattle, eu estava sorrindo como um menino feliz. Meu novo 'amor' era perfeito. O Aston Martin era igual ao meu carro anterior, mas com mais acessórios. Era esplêndido. Eu dirigia a uma velocidade alucinante para os padrões da pequena cidade, mas eu nem ligava. A adrenalina fluía pelo meu corpo, como há muito tempo eu não sentia. Eu necessitava dessa liberdade.
Assim que cheguei ao hospital, percebi vários olhares e suspiros. Minha jaqueta de couro e meu cabelo rebelde chamavam a atenção do público feminino, mas também acho que o gêmeo rebelde causava confusão na cabeça das pessoas. Meu irmão era tão comportado. 'Não que um dia você não tenha sido assim...'
De onde vinha a merda desses pensamentos? Argh.
Fui até o consultório do meu pai. Conversamos um pouco, ele ficou feliz em me ver. Contei pra ele sobre o carro e eu posso jurar que vi seus olhos brilharem um pouco mais com essa notícia. Não devia mesmo ter sido uma má decisão. Saí e fui em direção ao escritório do Edward, torcendo para não encontrar Isabella pelo caminho, eu não precisava de uma imagem dela vestida de enfermeira uma hora dessas. Malditas fantasias.
Bati e fui recebido por um grande sorriso da minha cópia, que parecia estar ocupado, mas pediu para que eu entrasse.
"Eaê, cópia? Fingindo que trabalha?"
"E você? Fingindo que se importa?"
"Eddie, não magoa o meu coração, eu vim aqui pra te visitar irmãozinho".
"Ok, leseiras a parte. Estou feliz por você ter vindo. A que devo a honra?"
"Eu vim te mostrar meu carro novo. Achei que você gostaria de ver".
"O quê? Sério? Então você-"
"Não faça suposições... eu precisava de um carro, comprei um carro. É isso." Como se ele não me conhecesse bem.
"Tudo bem." Ele falou calmamente. "Está quase no meu horário de sair. Você pode aguardar. Eu preciso rever esses papéis e já vou lá com você".
"Sem problemas. Muito trabalho por aqui? O que você vai fazer hoje?"
"Nada. Eu só ia pra casa com Bella. Na verdade, ainda não falei com ela hoje. O dia passou voando." Ele falava como se fosse algo simples... ir pra casa com Bella... se fosse eu... parei.
"Hum... eu queria testar o carro. Ainda não deu tempo de dar umas voltas reais com ele".
"Eu nem sequer perguntei. Qual foi o carro que você comprou?"
"Um Aston Martin preto. Você precisa ver o motor daquela máquina. É uma loucura. Acho que estou apaixonado".
"Um Aston, Rob? Deve ser perfeito!"
E com isso conversamos um tempo sobre a potência e comparamos o Aston ao Volvo dele. Claro, não tinha comparação. Mas jamais diminuiria o seu carro. Afinal, era um estilo diferente. O dele era esportivo, o meu era um carro executivo.
E quando percebemos, alguém estava batendo à porta e esse alguém era Isabella. E para o bem da minha sanidade, ela estava com uma roupa branca simples e sem aqueles jalecos de enfermeira. Deus ainda se lembrava de mim.
"Oi, amor, desculpa não ter te avisado." Edward foi logo dizendo. "Rob apareceu aqui pra ver o papai e o pessoal e eu me perdi no tempo. Já quer ir pra casa?"
"Não, tudo bem." Ela se virou para mim. "Oi, Robert. Tudo bom?" Balancei minha cabeça e fiz uma leve careta, eu não gostava de ser chamado assim.
"Me chama de Rob, Bella".
"É, amor, ele tem essa mania de não gostar de ser chamado pelo próprio nome".
"Eu entendo. É terrível. Eu não gosto que me chamem de Isabella também." Nesse momento eu percebi, eu estava evitando chamá-la por seu apelido, mas eu sabia que isso não ajudaria em nada. Eu era um babaca.
Conversamos sobre algumas coisas e depois saímos em direção ao estacionamento. Quando Edward viu o carro, percebi que ele ficou com o mesmo sentimento que eu. Paixão. Esse carro conquistava mesmo. Eu o chamei para dar uma volta e ele quase recusou, mas Bella insistiu que ele fosse comigo, pois ela não tinha dormido bem na noite passada. Será que eu a perturbei com o que eu falei? Será que ela ficou sem dormir por minha causa?
Pelo menos eu ainda podia fazê-la passar uma noite sem sono. Eu ri internamente de mim mesmo. Eu estava ficando cada vez mais patético.
Saímos rumo a estrada e Edward logo pediu para tomar a direção. Andamos sem rumo e testamos os limites do meu novo bebê. Eu tinha que admitir que ele era perfeito e lembrei que por esses anos nos quais eu fiquei fora nunca deixei ninguém tocar nos meus carros. Isso me causava ciúmes, mas com Edward era diferente. Tudo o que era meu sempre foi dele também, sempre foi assim. Mas agora nem tudo era meu e dele.
Quando já estávamos cansados de rodar e o sono nos pegou, resolvemos voltar para casa, mas ele me pediu que eu o deixasse na casa da Bella. Assim eu fiz e com um sono maldito eu me joguei na cama quando cheguei em casa e desliguei automaticamente.
Quase na hora do almoço eu acordei com um toque incessante no celular. Era Edward.
"Puta que o pariu. Me diz que é importante!" Respondi rudemente.
"Bom dia pra você também, cópia".
"Fala antes que eu caia no sono de novo." Avisei.
"Vamos acampar hoje? O que acha? Eu acordei pensando nisso hoje e como o dia está ensolarado, acredito que seja um momento perfeito".
"Acampar? Ensolarado? Depois eu falo com você".
Desligamos e quando eu estava quase cochilando novamente eu vi um vulto entrar pelo meu quarto. Dona Esme qualquer dia me mataria de susto.
"Vamos, filho. Edward me ligou e falou que vocês vão acampar. Vou arrumar suas coisas, já que eu sei que você não fará isso".
"Mãe, eu só quero dormir." Falei quase chorando, me senti um meninão pela maneira que a minha voz soou.
Ela andou de um lado para o outro e quando eu não suportei mais, me levantei e fui tomar um banho. Eu não sei como, mas ela tinha minhas coisas e as do Edward devidamente arrumadas logo que eu saí, acho que também devo ter cochilado no banheiro.
Após o almoço ela me mandou aos Newton, onde eu encontrei quase tudo o que precisávamos. Eu digo quase porque fui informado que não tinha mais barracas de casal, somente tamanho família. Acho que não dormiríamos separados depois de tudo. Um pensamento sobre isso foi o bastante para me fazer me ajustar. Eu tinha que me controlar.
Quando voltei para casa a tarde, logo vi que minha mãe tinha preparado os lanches e o tempo passou tão depressa que alguns momentos depois Edward me ligou dizendo que eles já estavam a caminho.
Assim que guardamos tudo no carro dele, dei uma ultima olhada no Aston. Calma filho, amanhã estou de volta.
Eu passei o dia tentando não pensar no que implicava um acampamento com ela. Mas nesse momento toda a animação que eu não queria ter estava à flor da pele. Se eu não me concentrasse, era capaz de eu pular de alegria. Era ridículo, eu sei.
Assim que falei sobre a novidade da barraca eu senti Bella mudar, mas minha concentração estava em curtir Forks e passar bons momentos com o meu irmão. Eu sinceramente culpava a falta de sexo por essa fixação infantil que eu tinha por Bella. Com certeza uma boa foda ajudava, mas eu estava sem vontade de procurar por uma agora.
Ao chegarmos ao acampamento, montamos a barraca, arrumamos nossas coisas e acendemos a fogueira antes de anoitecer.
Eu percebia a diferença de estar com alguém que te conhecia. Por essas viagens eu sempre tive dificuldades de fazer grandes amizades porque parecia que ninguém entendia o que eu realmente queria. Meu irmão entendia tudo sem eu sequer falar. Ele muitas vezes espelhava minhas ações e sempre me olhava como se soubesse o que eu estava pensando. Ainda bem que era como 'se soubesse', pois alguns dos meus pensamentos ele não gostaria de compartilhar.
Depois de tudo pronto, sentei na beira da fogueira, curtindo o calor, e comecei a dedilhar o violão. Eu amava tocar e esse lugar me lembrava de músicas calmas e gostosas, era como se ele tivesse uma trilha sonora. Logo me lembrei de Lifehouse, pois era uma banda que eu gostava de escutar pra me acalmar. Comecei a tocar uma das minhas favoritas e deixei a música fluir.
Toquei mais algumas músicas e depois meu irmão me pediu para continuar e passei o violão para ele. Ele tocou Hotel Califórnia enquanto Bella estava ao seu lado.
Comecei a pensar em tudo o que me trouxe até aqui. Este momento. Uma paz, uma ansiedade, uma sensação estranha que eu não tinha há muito tempo. Uma sensação de esperança. Esperança de que tudo ficaria no lugar certo. Que eu não precisaria correr o mundo para provar nada a ninguém e nem a mim mesmo. Eu olhava para a fogueira enquanto eu pensava no quanto era bom ter uma família por perto, era como se você estivesse sufocado e de repente voltasse a respirar. E eu queria poder dizer que essa sensação não passaria, mas eu tinha medo das manhãs em que eu acordaria com meus pesadelos, com meus demônios me perseguindo.
Lembrei, então, de que eles não me alcançaram em Forks. Eu não tinha tido nenhum daqueles sonhos desde que cheguei. Será que era por que eu estava em casa? Será que havia outra razão?
Foi então que fui interrompido por uma Bella bêbada. "Amorrrr..." Ela falou cantarolando para o Edward. "Eu quero deitar no seu coloooo." Imediatamente eu comecei a rir, era hilário ela falando desse jeito e ela se jogou no colo dele, que acabou passando o violão para mim.
"Vai cuidar da sua namorada bêbada, maninho." Eu falei ironicamente, rindo pra ele.
Ele começou a falar algo no ouvido dela e quando eu os vi se beijando, desviei o olhar e continuei a tocar o violão. Logo Edward me acompanhou cantando.
"Vocês são tão lindos assimmm... cantando desse... jeeeitooo." Eu sorri e continuei a tocar. Bella era muito divertida. Como alguém ficava bêbada tomando Keep Cooler? Ela realmente não era a mesma menina que eu conheci tomando tequila em Paris. Onde estava a gatinha selvagem daquela noite?
Eu acho que parei de tocar sem perceber e senti Edward batendo no meu ombro, me chamando para irmos deitar. Ele carregou Bella até o colchão e a colocou no meio. "Ainda bemmm que é o do meiooo. Eu vou ficar maissss quennnntinhaaa".
Ela não ajudava mesmo. Eu aqui tentando não ser um filho da puta safado e ela fazendo esse tipo de insinuações. Mas, logo depois, ela o puxou para um beijo e eu me aproximei da lateral do colchão, tentando visualizar o lado que eu dormiria. Assim que ele a soltou ela reclamou e ele disse que voltava logo.
Eu deitei no colchão e ia puxando o saco de dormir quando Bella se moveu. "Me abraçaaa."
Putaquepariu.
Essa mulher não tinha mesmo noção do perigo e ela devia estar muito bêbada para estar me propondo isso, o que parecia hilário também. Comecei a rir 5 segundos depois e resolvi levar na brincadeira.
"Eu posso, maninho?" Eu disse sorrindo para ele.
"Ah... se ela se lembrar disso amanhã... nós dois vamos apanhar." Com mais risadas eu a alcancei com meus braços e a cerquei. Ela estava um pouco gelada e seu corpo tremeu um pouco com meu toque o que fez outra parte do meu corpo tremer.
Assim que meu irmão deitou no colchão, ele a puxou para ele e pensei mais uma vez no quanto ele era sortudo. Ele tinha tudo isso para ele.
"Bella um dia vai me matar..." Ele disse baixinho quando eu fechei os olhos.
A nós dois, irmão. A nós dois.
Fui acordado com alguém me cutucando. "Rob. Rob." Movi meu corpo, sentindo um corpo quente ao meu lado. Eu estava por cima dela, sem perceber. "Onde estão os remédios?" Será que ninguém dorme até tarde em Forks? Será que ninguém pode me deixar dormir também?
"O quê?"
"Remédios, Rob. A mamãe sempre manda uma caixinha de remédios e primeiros socorros".
"Ah... Dentro daquele último bolso da minha mochila." E fechei os olhos novamente, mas logo me levantei pela lembrança de ajudar Edward a fazer o café.
Passamos um dia agradável e andamos por alguns dos nossos lugares favoritos. Bella parecia uma criança quando ganha o que pediu do Papai Noel. Os olhos dela brilhavam. Era encantador. E como tudo o que é bom dura pouco, logo me vi na casa da minha mãe em Forks.
Agradeci aos céus que não fui acordado por ninguém na quarta-feira e, quase à uma da tarde, eu abri meus olhos para um novo dia.
O céu ainda estava brilhando com o sol, o que me deixou sorrindo novamente ao lembrar do nosso dia na floresta. Foi muito bom. Eu tinha esquecido como era me divertir sem sexo. Era bem diferente, mas eu não poderia dizer que não era prazeroso.
Quando estava anoitecendo Alice foi à nossa casa e, como a pentelha que ela era, ela me fez 700 perguntas e me olhou com um olhar de quem está querendo ler minha mente. "O que você está aprontando?"
"De menor, você pode, por favor, ir cuidar da sua vida? Você não tem nada pra fazer não?"
"Rob, maninho do meu coração. Eu sinto que algo vai acontecer e você sabe que você nunca conseguiu me enganar".
"Lá vem a vidente. Alice tudo sabe, tudo vê." Falei ironicamente, mas um frio percorreu o meu corpo pela possibilidade de ela perceber o que estava acontecendo comigo, antes mesmo de eu conseguir entender.
Alguns minutos depois, Edward e Bella chegaram na casa. Eles subiram para tomar banho, mas logo apareceram para o jantar. Bella e eu trocamos algumas palavras e depois Edward nos contou sobre alguém da reserva que apareceu no hospital. Assim que estávamos relembrando o que aconteceu ontem no acampamento, eu senti o olhar de Alice em nossas direções. Tentei ignorar.
Após o jantar, vi quando Edward praticamente arrastou Bella para o quarto e ela não se virou quando disse boa noite.
Mais uma noite em Forks. Mais uma noite sem sexo. E mais uma noite tão perto e tão longe de Bella. O quê? Por que eu estava pensando nisso agora?
Quando vi Alice vindo em minha direção novamente, peguei uma cerveja e fui novamente para a piscina. Eu queria ficar sozinho. Se eu fosse pro meu quarto eu temia ouvir algo no corredor.
Por que mesmo que eu não pegava meu novo bebê e saía para caçar? Uma noite como essa deveria ser fácil demais para conseguir alguém para matar o que estava me matando. Mas, por que eu não fazia isso?
Ah, claro... porque eu sou um babaca masoquista.
Eu tomei minha cerveja e o tempo passou e logo a garrafa secou. Assim que eu me virei, fui atingido por uma imagem que nunca mais sairia da minha cabeça.
Bella estava de quatro, nua na cama, enquanto meu irmão a tomava violentamente por trás. E se eu fechasse os olhos, poderia imaginar que ele era eu e que eu a tomava daquela forma enquanto ela gritava meu nome.
Um sentimento de culpa se apoderou de mim e, enquanto a minha mão coçava para me tocar, eu corri em direção a chave do meu carro e saí de casa.
Acelerando o máximo que pude, saí sem rumo pela cidade. Minhas mãos apertavam firmemente o volante enquanto uma dor dilacerante tomava meu peito.
Eu era o pior traidor que existia. Eu estava traindo a mim mesmo, traindo a quem nunca me decepcionou. E por que eu não ia embora? Por que eu continuava aqui? O que isso poderia trazer de bom para mim?
Eu não tinha respostas e logo encontrei um bar aberto. Estacionei o carro e saí pela rua, rumo à porta da frente. Logo que entrei, vi de longe a Lauren. Meu corpo travou e deu meia volta. Eu odiava aquela vadia.
Bem na entrada eu olhei e vi uma loira morango. Ela sorriu para mim e acenou. Essa era a oportunidade que eu precisava, era o que meu corpo ansiava, mas, por que eu estava andando em direção ao carro sem olhar para trás?
Sem um segundo olhar, voltei para casa, me joguei em minha cama e fechei meus olhos, puxando o travesseiro para a minha cara.
Eu quero esquecer. Foi meu último pensamento antes de adormecer.
Quase à tarde eu recebi uma mensagem do meu irmão dizendo que nós iríamos a um bar hoje a noite. E como Forks era um ovo, eu podia imaginar para onde iríamos. Mas eu também via o esforço do meu irmão para me fazer companhia. Ele só tinha boas intenções.
Em nome da nossa amizade eu respondi que iria.
Ele chegou cedo em casa e logo estávamos prontos para a noite. Eu não conseguia sentir nenhuma excitação por estar indo a um bar por aqui, mas poderia ser bom reencontrar alguns amigos. Eu conhecia essa cidade o bastante para saber que as sexta-feira aqui eram sempre da mesma forma. Todos se encontravam no bar do Teddy.
Assim que fomos pegar Bella meu sangue gelou. Ela saiu de sua casa em uma calça que deveria ser ilegal, andando como uma gatinha manhosa. Era demais. Edward acenou para eu abrir a porta para ela e eu não resisti e a cheirei levemente. Porra. Que cheiro bom.
O bar foi tudo o que eu esperava, mas ainda não foi ruim. Eu encontrei alguns conhecidos e Jacob nos convidou para o festival de La Push. Só de imaginar Bella em um biquíni, meu pau se contorcia em minhas calças, mas eu percebi que ela se animou, então, quem era eu para ir contra isso?
Logo que cheguei em casa, fui tomado por um cansaço e me joguei na cama. Acho que meu corpo estava desacostumando a sair de casa. Eu estava virando um nerd? Não, isso nunca.
Acordei quase 8 horas. Eu sei... até eu estava surpreso. Mas deve ser pelo horário que eu estava dormindo. Eu devia estar me acostumando ao fuso horário de Forks.
Desci e fiz um café rápido e sentei para assistir televisão. Encontrei um canal que estava passando Pica-Pau e comecei a assistir. Eu tinha esquecido como aquele desenho era engraçado. Eu nunca vi um bicho tão mau como o Pica-Pau. Esse desenho deveria ser proibido para crianças.
Edward e Bella desceram, Edward como sempre estava reclamão. Ele nos chamou para tomar banho de piscina e foram buscar um biquíni na casa da Bella.
Sabendo qual seria meu futuro assim que eu a visse naquele traje, subi ao meu banheiro e bati uma só para relaxar, me limpei e vesti um calção. Eu não estava a fim de tomar banho, mas queria curtir o sol e a vista, então me sentei numa espreguiçadeira e os aguardei.
Assim que eles voltaram eu agradeci muito por meu tempo no banheiro porque sem ele eu não acho que teria conseguido resistir a isso.
Essa mulher era perfeita. Fazia-me pensar até que, se eu a tivesse, talvez eu também iria querer ficar com ela mais e mais, e ficar só com ela.
O que eu estava pensando? Eu queria namorar? E Bella? Eu estava insano.
A voz do meu irmão me fez voltar à Terra e abrandou toda a confusão da minha mente. Mesmo esse desejo sendo quase irresistível, eu sabia que nunca faria isso com ele.
Assim, consegui passar pela manhã toda sem pensar nela novamente.
Eu estava deitado em minha cama quando ouvi uma batida na minha porta.
"Entra".
Logo Edward entrou e se sentou. "Rob, você vai na festa do Tyler hoje a noite?"
"Não, eu estou meio cansado de festas, irmãozinho. E estou sem saco pra lidar com essas meninas de Forks agora".
"Hum... eu estou indo assistir um filme na casa da Bella mais tarde, se você quiser..." Ele falou tranquilamente.
Eu fiz uma pausa antes de responder. "Eu não estou atrapalhando vocês? Assistir a um filme agora seria o ideal, mas eu não quero incomodar".
"Sai fora, Rob. Se eu estou te chamando, é porque não há problema".
"Ok, mas avisa a Bella." Até agora, por mais que estivesse com essa convivência direta, dizer esse nome ainda causava um frio no meu estômago. E automaticamente, a culpa me remoía. Eu não sei o por que, mas eu não conseguia me afastar. Era como se fosse um ímã e eu queria estar perto, mesmo sendo errado, mesmo me fazendo mal.
Eu sempre fui um cara livre e a culpa era algo que raramente eu sentia. Mas eu amava meu irmão e eu nunca pensei que teria esse tipo de sentimento por alguém que pertencesse a ele. Na verdade, depois de tudo, eu nunca pensei que teria sentimentos por nenhuma outra mulher. As mulheres sempre foram muito descartáveis para mim.
Eu tinha que falar... essa porra desse sentimento estava me assustando pra caralho!
Assim que ele saiu do meu quarto eu revirei na minha cama. O que eu estava fazendo? Por que eu não reagia? Por que eu não saía e pegava logo alguém por aqui? Sim... isso devia ser a falta de sexo. Isso estava subindo a minha cabeça... bem... era mais como descendo. Porra.
Mas eu realmente não estava com vontade. Eu, Rob, não estava com vontade de ir à caça. Eu não sabia o que fazer comigo. Será que eu estava doente?
Esses pensamentos me atormentaram até que ouvi outra batida na porta. "Porra, Rob, ainda deitado? Está doente, maninho?"
Me levantei, tomei um banho rápido e vesti uma bermuda e uma camisa branca. Edward ficou jogando no celular enquanto eu terminei. Eu me aproximei da porta. "Vamos, senão eu vou te deixar." Falei. Ele deu um sorriso e guardou o celular no bolso.
Chegando a casa de Bella, fomos recebidos por sua beleza impecável. Ela estava com uma calça de ioga e uma camisa, mas por incrível que pareça... era sexy. Nós nos sentamos e quando o filme começou eu quase soltei um gemido de frustração. Essa noite eu estava sendo castigado por todos os meus pecados. Eu me lembrava de cada cena desse filme. Quando eu era adolescente eu o assisti umas 4 vezes. Mas nunca na presença de uma mulher que era intocável para mim.
Bella se sentou entre nós dois e eu sentia seu cheiro próximo a mim. E tinha alguns momentos, nos quais eu tinha que me concentrar para não me curvar e aspirar seu cheiro. Muito bom.
Eu cruzei minhas pernas e me foquei em não respirar pesadamente. Mas eu estava imaginando Bella fazendo o que a Kathryn fazia ao Sebastian, que seria eu. Eu ainda me lembrava do seu corpo. Eu fechei meus olhos tentando apagar a imagem e quando eu abri, dei de cara com meu irmão. Ele a beijava enquanto me olhava.
O quê?Por que ele estava fazendo isso comigo aqui?
Até a semana que vem... Quarta vai ser demais... Merecemos review?
Perva's Place
