Esse capítulo é dedicado a pervete Carol Maeve, por ser a Team Edward, mais Team Edward do mundo.

E já sabem né? Twilight não é nosso, mas esses dois... ai Jesus... todinhos meus e da Titinha!


You're running with me

Don't touch the ground

We're restless hearted

Not the chained and bound

Voce está correndo comigo

Não toque o chão

Nós temos o coração livre

E não preso e acorrentado

Slave to love - Bryan Ferry


Capítulo 15 – DESEJOS A FLOR DA PELE

Bella POV

Às vezes acontecem coisas que não entendemos. Às vezes tomamos atitudes que nunca imaginamos. Às vezes não queremos magoar uma pessoa e simplesmente a magoamos. E, às vezes, queremos que tudo dê certo e simplesmente estragamos tudo.

Isso era como percebia minhas ações agora. Eu era totalmente apaixonada e feliz com meu namorado, mas eu simplesmente fodi com o irmão dele na sua frente. E para piorar meu estado de culpa, eu tinha gostado disso.

Eu imaginava que poderia estar tendo um sonho louco. Daqueles dignos da imaginação fértil e tarada da minha amiga Rosalie. Eu achava que sonhara que tinha acabado de ser tomada por meu namorado e seu irmão gêmeo. Eles me faziam gozar uma vez atrás da outra. Eu sentia meu corpo sucumbir no cansaço depois de tanto prazer.

Mas, lógico que não foi um sonho... isso realmente aconteceu. Como pude fazer isso? Como poderia não fazer isso? Será que eles pensariam mal de mim agora? O que vou fazer? Com que cara eu vou olhar para eles?

Muitas perguntas.

Na manhã seguinte tinha sido ainda pior porque eu tinha certeza que Edward terminaria comigo. Ou pior, que me trataria como uma qualquer. E quando um dos corpos se moveu por cima de mim eu abri meus olhos completamente assustada. Percebi que ainda estava completamente nua enquanto eles estavam em cada lado do meu corpo. E encontrei um olhar em direção ao meu. Rob.

Eu olhei-o, completamente confusa. Depois percebi que ele me olhava com carinho. Carinho! Rob podia ser um homem carinhoso! Não pude deixar de me lembrar da minha primeira vez com ele. Ele não foi nada parecido com o que ele agiu ontem a noite. Comedido e calado. Eu nunca imaginei isso acontecendo, mas não podia negar que eu sentia que ele ainda me desejava desde que ele chegou. Era um sentimento que ele tentava esconder, mas em breves momentos o seu olhar o entregava.

Ainda deitados, vi que ele lançou um pequeno sorriso e depois fechou os olhos. Eu estava com tantos pensamentos que eu não conseguia formular nada em minha cabeça. Eu não sabia como eu iria me levantar completamente nua. Com que cara eu olharia para Edward? Será que ele ainda iria me querer?

Pensei em como ele reagiu na noite passada e tudo o que eu podia lembrar era de muito prazer e muito desejo. Edward começou isso. Ele me beijou e iniciou toda essa loucura. Eu estava tão excitada que não consegui falar uma palavra coerente e tomar uma atitude para pará-lo. Naquele momento, o que aconteceu era tudo o que eu queria. Foi a coisa mais louca e mais perfeita que já tinha me acontecido. Mas, e agora?

Só de pensar em perder Edward meu coração se apertava. Esses meses foram tão perfeitos, eu o amava tanto. Ele era como o príncipe dos meus sonhos. Ele era tudo o que eu poderia querer, mas nunca imaginei que eu desejaria algo como o que aconteceu na noite passada.

Só prazer. Só desejo. Muita luxúria.

Mas é claro que minha tortura sexual e mental tinha que me trazer mais problemas. Eu estava querendo guardar os momentos de ontem na minha memória. E só. Mas eu tinha me transformado. Tudo o que eu tinha vivido na noite anterior voltou com força total no café da manhã. E ainda mais forte e mais erótico.

Que tipo de pessoa eu tinha me tornado?

E claro, não é só isso. Nem toda a luxúria do mundo explicaria o nó que eu fiz na minha vida. O irmão do meu namorado tinha sido o cara que tirou minha virgindade e simplesmente me abandonou em Paris há mais de dois anos atrás. Ele era o cara que eu tinha odiado. O cara que tinha me ferido profundamente.

O que eu fiz?

Eu perdi a chance de contar a Edward a verdade sem machucá-lo. Agora, de qualquer forma, se ele soubesse, ele ficaria magoado. Como, por Deus, eu me livraria da culpa de enganá-lo desse jeito? Não tinha forma de fazer isso sem ferir Edward. Ele tinha confiado em mim. Tinha me mostrado que ele me entregaria a um prazer sem limites, mas também sem reservas. E era isso que mais me machucava. Eu era uma covarde. Então, como um alívio para os meus tormentos, eu poderia dar a ele algo que valesse como uma primeira vez. Algo que só ele teria.

Sim. Eu poderia compensar isso. Mas como eu faria?

Eu levantei da cama e fui em direção a cozinha, começando a limpá-la enquanto Edward dava um cochilo. Rob tinha nos deixado há um tempo, segundo Edward, para nos dar privacidade. Sinceramente não sabia o que pensar. Eu não imaginava o que poderia acontecer a partir de agora.

Eu fui compartilhada! Oh meu Deus!

Apesar da dor de estar enganando meu namorado, as imagens de ontem a noite e de hoje pela manhã não saíam da minha cabeça. Eles eram perfeitos. Lindos. E definitivamente sabiam como dar prazer a uma mulher. E, mesmo sendo tímida ao extremo, toda a minha sensatez foi para bem longe de mim porque eu não parava de pensar em cenas eróticas. E isso fez lembrar-me de algo. Algo que eu me envergonharia de dizer que sabia porque eu jurei que nunca assisti.

Em um dos vídeos que Rose me enviou como instrução sexual tinha uma cena na qual uma mulher chegava diante do homem e se masturbava com seu vibrador, de joelhos afastados enquanto o olhava. Ela dizia para ele onde ela o queria. Era justamente onde nunca ninguém esteve em mim. E era justamente a prova de amor que eu daria ao meu namorado.

Um desejo súbito tomou conta de mim ao imaginar como deveria ser preenchida de uma maneira tão completa. Mas como eu faria isso? Eu nunca nem disse a Edward sobre os brinquedos que eu tinha... O que ele pensaria de mim?

Bellita, minha filha, estamos falando do mesmo homem que te observou enquanto o seu irmão a tomava diante dele?

Ok. Minha voz mental tinha um ponto muito forte. E eu conhecia meu namorado o suficiente para saber que não existia inibição na cama para ele. Edward sempre me deixava ser como eu quisesse e sempre reagia muito bem aos meus desejos.

Eu era uma mulher de muita sorte.

Mesmo toda essa loucura tendo acontecido e ter ficado um pouco confusa quanto ao segredo que eu guardava, de uma coisa eu sempre teria certeza: Edward era o homem a quem eu amava. Ele era o homem da minha vida.

Terminei de limpar a cozinha e andei até o quarto, onde ele estava esparramado completamente nu em minha cama. Ele dormia tranquilamente enquanto sua respiração estava calma e uniforme. Ele parecia um anjo. Um anjo letal. Eu não podia fazer isso de qualquer jeito, então fui direto ao banheiro sem fazer muito barulho. Tomei um banho e fui até minha gaveta de lingerie. Hoje seria o momento perfeito para usar as coisas que Rose me fez comprar no outro dia. E esperava profundamente que ele gostasse de renda branca.

Me vesti, me penteei e ele ainda não tinha acordado. Resolvi preparar tudo. Rose tinha me dado alguns óleos que 'esquentavam' as coisas e eu precisava da minha [i]arma de ataque. Meu vibrador. Ninguém nunca tinha o visto em ação. Seriam várias "primeiras vezes" em um dia só.

Eu não sei de onde vinha tanta confiança e tanta atitude. Esse homem estava mexendo com a minha cabeça e me transformando em uma ninfomaníaca. O que não era algo ruim. Nem um pouco.

Tomei várias respirações e repensei meus planos. Eu tinha uma probabilidade de parecer ridícula e louca. Mas eu tinha que fazer isso. Eu tinha que me dar para ele. Eu tinha que senti-lo em mim. Eu tinha que ser marcada por ele.

Deixei o óleo na cabeceira da cama e peguei meu vibrador firmemente em minhas mãos e caminhei até a borda da cama. Eu não sabia bem o que fazer, mas lembrava bem as cenas no vídeo e como ela fez, e parecia ser uma coisa sexy.

Será que eu conseguiria ser sexy?

Olhei firmemente em seu rosto, tranqüilo. Coloquei meus joelhos sobre a cama e senti-o se mover levemente. Eu soltei um suspiro forte e ele abriu os olhos, olhando em minha direção. Seus olhos verdes me encararam e toda a dúvida que poderia haver sobre isso se foi. Isso era tão certo. Ele era tão meu.

Seu olhar ficou confuso enquanto descia por meu corpo e eu vi seu membro começar a vir à tona. Foi tão rápido que parecia que ele já estava assim quando acordou. Eu acho que Edward definitivamente gostava de renda branca.

Seus olhos continuaram me percorrendo enquanto um sorriso perverso crescia em seus lábios. Ele estava agora focado no objeto em minha mão direita. Eu fiquei levemente tensa, aguardando sua reação. Nada poderia ter sido mais perfeito. Seu membro duro e seu sorriso não diminuíram e o gemido que saiu dos seus lábios me disse o que eu precisava saber.

Minha mão livre veio para o meu lado enquanto eu me acariciava lentamente. Lentamente arrastei os dedos de forma cuidadosa da minha cintura até o bojo do meu sutiã. Minhas unhas pinçaram meu mamilo já endurecido e eu pisquei com o prazer que eu senti com meu próprio toque.

Os olhos de Edward escureceram e seu rosto ficou um pouco... selvagem? Sim. Completamente selvagem. Se eu dissesse sinceramente, parecia que ele se jogaria em mim a qualquer segundo.

"Gosta do que vê?" Eu perguntei. Ele então ergueu o olhar para o meu e só balançou a cabeça, depois disse. "Muito".

"E isso é pra você." Eu falei sedutoramente. "Dr. Cullen".

Ele suspirou pesadamente à menção do 'doutor'.

Bom.

Minha mão desceu por minha barriga e passou por meu umbigo, chegando à beira da minha calcinha minúscula. Eu brinquei um pouco com ela e escorreguei meus dedos para dentro. Bem lentamente enquanto o olhar de Edward me queimava. Meu corpo parecia pegar fogo realmente.

Eu passei um dedo por meus grandes lábios e busquei um pouco da umidade que escorria de mim, espalhando-a por minha entrada. Eu tremi levemente e quase fechei os olhos. Mas logo abri para não perder nenhuma parte do show. Edward estava digno de um espetáculo para se sentar e apreciar. Seus cabelos estavam uma loucura, seu pênis estava ereto e enorme diante de mim enquanto seu peito subia e descia pesadamente. O desejo dele era tão forte que me fazia tremer.

"Você gosta disso?" Lembrei de suas palavras para mim nessa manhã, mais cedo. Ele disse isso enquanto me encarava e foi a coisa mais erótica da minha vida. Eu queria retribuir a provocação. "Que eu me toque enquanto você me olha?"

"Você não sabe o quanto." Ele me disse com sua voz rouca, o que me fez praticamente ensopar minha calcinha.

Eu deixei o vibrador na cama e minha outra mão veio para meu lado. Levantei da cama lentamente, sem quebrar o nosso olhar. Passei os dedos pelo elástico da calcinha e comecei a balançá-los de um lado para o outro e levando-a cada vez mais para baixo.

Eu não conseguia parar de olhar para a cara excitada de Edward. Ele parecia estar começando a sentir dor, então sua mão foi para o seu membro e ele começou a se acariciar.

"Não. Pare." Eu disse firmemente quando eu parei o que estava fazendo. "A única a se tocar aqui serei eu. Você só observa".

Ele piscou e me olhou frustrado. "Você quer me matar?"

"Não, a única a te dar prazer hoje serei eu."

" você faz isso comigo Bella." Ele disse enquanto sua mão começou a afrouxar e sair lentamente do meu objeto de adoração.

Meus movimentos recomeçaram e minha calcinha lentamente desceu por meu corpo. Quando eu cheguei ao meio da minha coxa eu a soltei e balancei os quadris fazendo-a cair vagarosamente por mim indo ao chão nos meus pés.

Eu sorri para ele sugestivamente e continuei calada enquanto pegava o vibrador novamente da cama e o ligava. O som inundou o silêncio do quarto e eu vi Edward piscar algumas vezes, como se não estivesse acreditando no que estava vendo.

Espera... Ele estava gostando, não estava?

É tarde para pensar nisso Bellita. Prossiga.

Aproximei o vibrador da minha barriga e olhei fortemente nos olhos de Edward em busca de qualquer coisa negativa. Eu estava começando a ficar nervosa. Mas quando desci um pouco mais o vibrador e ele soltou um 'porra' baixinho eu percebi que meu nervosismo era, mais uma vez, inútil.

A vibração vinda do objeto fez meu corpo palpitar e eu sentia minha vagina molhar ainda mais com tanto desejo. Desci-o mais um pouco e encontrei meus grandes lábios, que o receberam de bom grado. Ele deslizou e encontrou meu clitóris e eu soltei um gemido, que estava sendo reprimido desde que eu comecei a fazer isso.

Assim que eu senti meu ventre se preparar para o que eu faria, o nome de Edward saiu docemente de meus lábios, uma e outra vez.

"Estou aqui amor. Eu quero te dar prazer também." Ele falou angustiado.

"Eu sei. E você me dará." Desci o vibrador pela minha entrada e circulei-a com ele. "Oh meu Deus." Eu falei exasperada.

"Bella, me deixe te tocar. Por favor, amor." Ele implorou.

Meu corpo começou a se curvar para a frente e eu me apoiei com uma mão na lateral da cama. Nunca quebrando o seu olhar. "Eu quero você agora." Eu disse e ele começou a se levantar. "Em todos os lugares do meu corpo." Eu disse e seu corpo parou na hora, absorvendo tudo o que 'todos os lugares' significava. Edward estava tão duro e varria seu olhar lascivo por meu corpo, aumentando ainda mais meu desejo. Meus joelhos se apoiaram na cama novamente e minha outra mão continuava segurando firmemente o vibrador dentro de mim. Eu estava pronta para ele. Em muitos sentidos.

Ele me olhou mais uma vez quando o entendimento alcançou seu olhar. Ele deu um sorriso torto mortal e continuou a se aproximar de mim. "Com todo o prazer Srta. Swan".

Ele chegou com seu rosto perto do meu rosto e me cheirou. "Eu te amo tanto".

"Eu também Edward. Eu... eu quero tanto você." E ele me beijou. Não foi um beijo qualquer. Mas um beijo de deixar como eu estava: De quatro.

Ele chegou ao meu lado e aproximou sua mão da mão que segurava o vibrador. Ele retirou a minha e o segurou, parando-o dentro de mim. Eu soltei um gemido alto e deixei minha cabeça cair pela necessidade que eu estava sentindo. Enquanto sua mão movimentava o vibrador, com movimentos lentos e torturantes, a outra tocava meus seios e eu sentia meu orgasmo cada vez mais próximo.

Mas eu não queria gozar sem ele dentro de mim.

"Edward. Eu quero você. Agora." Ele retirou o vibrador e o desligou, fazendo meu corpo quase chorar pela falta.

"Eu sei. E você vai ter." Ele olhou ao redor do quarto e viu o óleo lubrificante ao lado da minha cama. Senti seu corpo sair do meu lado e o vi pegar o frasco e abrir. Edward suspirou o cheiro de morango e voltou para perto de mim, ficando aos pés da cama.

"Você tem certeza que quer desse jeito, amor-"

"Sim." Eu disse rapidamente, sem deixá-lo finalizar a última letra.

"Você sabe que isso provavelmente vai doer?"

"Sim." Eu disse e levantei meu rosto, para ele ver a certeza que eu sabia que tinha em meus olhos. Ele acenou e sorriu chegando por trás de mim cuidadosamente.

"Use o vibrador." Foi só o que eu disse. Eu queria a fantasia completa.

"Como desejar, minha Bella." Senti seus dedos passarem por minha entrada e mergulharem em minha umidade. Ele os retirou e os levou para a entrada de trás. Eu nem sequer temi, eu sabia que ele faria tudo pelo meu prazer. Eu confiava nele.

Ele me penetrou com um dedo e foi uma sensação diferente e nova. Continuei atenta, querendo segurar qualquer desconforto, para não deixá-lo preocupado com a possível dor. Mas seu dedo saiu e entrou novamente, me fazendo arquear as costas com um prazer desconhecido. "Porra, Bella, você é mais apertada aqui atrás. Puta merda".

Seu dedo se retirou e ele voltou com dois dedos, mas agora lambuzados com o óleo. Eles deslizaram lentamente por mim e eu suspirei alto quando ouvi-o ligar novamente o vibrador.

Edward aproximou bem lentamente o vibrador da minha entrada enquanto retirava seus dedos, que entravam e saiam vagarosamente de dentro do meu presente para ele, substituindo-os por sua dura ereção. Ele se posicionou em minha entrada e eu já ofegava pela antecipação, pois ele roçava, como um pedido mudo pra eu reconsiderar. Diziam que doía mais do que pela frente, então eu já imaginava.

"Você tem certeza?" Ele perguntou mais uma vez, e senti sua cabeça deslizando para dentro de mim.

"Sim. Sim. Sim." Eu disse de maneira confiante, sentindo uma dor nascendo, mas um prazer correndo pelo vibrador e um desejo louco de tê-lo em mim.

Ele se moveu lentamente e aos poucos ele chegou até a metade e voltou, facilitando a sua entrada. Era uma dor forte, mas eu também sentia meu orgasmo quase explodindo dentro de mim. Ele foi e voltou mais uma vez e entrou mais um pouco.

"Edward, eu vou gozar." Eu disse e ele deslizou mais, chegando a encostar seu quadril em meu traseiro. Ele voltou mais uma vez e bateu dentro de mim, então meu corpo explodiu e eu gritei. Eu gritei muito alto. Edward parou por um momento e segurou o meu quadril com sua mão livre.

"Porra. Eu posso sentir você gozando desse jeito. Você está muito apertada, eu não vou durar muito".

Eu sentia os espasmos passarem pelo meu corpo e ele retomou suas suaves estocadas enquanto a dor ficava na mesma linha que o prazer, de uma maneira que eu não sabia mais quem eu era. O vibrador continuava a sair e entrar de minha vagina enquanto Edward me tomava por trás.

Eu nunca imaginei me sentir assim. Era tão profundo. Eu não conseguia pensar, eu não conseguia falar. Eu só sentia. Ele em mim, suas mãos, seu pênis maravilhoso e sua respiração em minhas costas. Quando menos esperava meu corpo começou a tremer novamente enquanto sentia um novo orgasmo passar por mim. Nunca imaginei que pudesse ter um orgasmo assim. Um orgasmo múltiplo.

Sim... Assim que um orgasmo se acalmava outro me tomava e eu sentia meu corpo se derreter em minha cama e tentava me manter erguida, mas caí de ombros, ficando ainda mais exposta para ele.

Afundei meu rosto em minha cama e mordi o lençol para segurar o escândalo que eu estava fazendo. Edward aumentou o ritmo e eu percebi que ele estava se aproximando de seu alívio. E eu não queria que isso acabasse. Era como beber de uma fonte onde preferia me afogar a parar. Eu queria me afogar em Edward.

"Eu estou chegando." Ele disse e eu senti seu gozo vir como jatos dentro de mim. Eu ainda estava no limiar da dor e do prazer quando ele diminuiu o ritmo e segurou meus quadris até que paramos e tentávamos acalmar nossas respirações.

Ele se abaixou e beijou minhas costas enquanto seu membro saia cuidadosamente de dentro de mim e percebi que o vibrador já estava desligado e fora de mim.

Joguei-me totalmente na cama e o vi se dirigindo ao banheiro. Edward voltou com uma toalha e me limpou enquanto sussurrava que me amava, que eu era perfeita e que tinha sido maravilhoso.

Eu queria ter forças para dizer o mesmo, mas eu ainda estava tomada pelo cansaço. Eu sentia meu corpo latejar e uma leve dor ainda presente. Edward me carregou no colo e tirou meu sutiã ao chegar ao banheiro, me colocando debaixo do chuveiro quente. A água passava pelo meu corpo e relaxava os músculos doloridos, me trazendo alívio. Encostei minha cabeça em seu ombro enquanto ele me lavava.

Existia homem mais perfeito que o meu?

Ele me secou, me deitou na cama e se deitou ao meu lado. Passamos a tarde deitados, nos braços um do outro e conversando. De vez em quando ele parava e dizia que me amava, quando não era eu quem fazia isso. Eu sei que não precisava de mais provas, mas ouvi-lo dizer isso por uma tarde toda não foi cansativo. Foi prazeroso, como tudo que vinha dele.

Edward me perguntou de onde tinha vindo a idéia de fazer o que eu fiz. Ele nunca imaginou que eu pudesse ser tão audaciosa. Eu fiquei vermelha como um pimentão ao confessar que eu tinha assistido a um dos filmes que Rose tinha me dado. Ele riu e me deu um beijo. Depois suspirou.

"Eu fico feliz de ter sido o primeiro."

"Você sempre vai ser meu primeiro, amor. Meu primeiro homem de verdade. Meu primeiro namorado. Está querendo colecionar minhas 'primeiras vezes', é?"

"Eu quero todas." Ele disse e me abraçou possessivamente. Fazendo-me lembrar novamente de uma que ele não conseguiu ser. Sem perceber, uma lágrima escorreu pelo meu rosto.

"Desculpa, amor. Perdoe-me. Eu não queria te fazer sentir-se mal. Eu amo você. E agradeço por tudo o que você tem me dado. Eu não queria dizer o que eu disse. Foi possessivo e-"

"Não. Desculpe-me você".

"Para com isso, minha Bella. Você não precisa se desculpar por nada. Você não fez nada de errado." Fiz sim. "Você é perfeita."

E as lágrimas continuaram a descer. "Obrigada por me amar." Eu falei entre soluços.

"Bella, não chore, amor. Eu é que agradeço todos os dias por ter você."

Edward continuou me abraçando enquanto a culpa me remoía e machucava. Eu pensei que fazer isso a amenizaria. Mas, na verdade, eu estava errada. Tudo o que eu fiz, por mais que tenha sido uma prova de amor, me fez sentir como uma falsa. Eu estava dando algo a ele para compensar uma traição. Isso nunca compensaria meu segredo.

Fechei meus olhos e tentei apagar isso do meu coração. Quando o quarto escureceu, ele ainda estava comigo. Ele ainda me amava. Isso bastaria por enquanto. Pois eu percebi que não conseguiria manter esse segredo por mais tempo antes que ele chegasse até meus ossos e me corroesse.

A segunda amanheceu um belo dia, a dor pela culpa se filtrava quando eu via o olhar de amor de Edward em mim. Fomos ao trabalho, almoçamos juntos e voltamos para casa, como todos os dias normais. Assim que chegamos, ele me deixou em minha porta e disse que iria a sua casa pegar mais roupas e falar com sua família, já que ele não voltava lá desde sábado. Dona Esme deveria estar me odiando por roubar seu filho.

Quando ele mencionou sua casa, meu corpo tencionou ao pensar em Rob. Eu não tinha a mínima idéia do que aconteceria entre nós agora. Mas Edward agia tão naturalmente que parecia que nada tinha acontecido.

Lembrei de comentários da Rose sobre como eles eram antes do Rob partir e imaginei que eles já tinham feito isso mais vezes. Um ciúme me consumiu ao pensar em outra mulher os tomando da maneira que eu tinha tomado. Eu queria apagar todos esses pensamentos assim que eles apareceram e eu tive péssimos momentos até que Edward entrou por minha porta tranquilamente e se dirigiu ao meu quarto.

Dormimos abraçados após sussurrarmos nosso amor um ao outro novamente. Eu poderia me acostumar com isso. Eu poderia viver assim para sempre.

A semana foi corrida e normal. Na verdade, estávamos tão cheios de trabalho, que tudo passou rápido demais. Todos os dias nós saíamos juntos e ele me deixava em casa para passar na sua. E tudo sem a presença de Rob. Eu tentava tirar qualquer pensamento sobre o segredo que ainda mantinha do meu amor, mas este sempre voltava. E lógico que eu reprimia. Até que quinta-feira, Edward me disse que dormiríamos em sua casa. Dona Esme estava preparando um jantar especial e queria seus filhos presentes. No fundo eu percebia que ela sentia falta do Edward entre eles, e aceitei.

Chegando lá cumprimentamos a todos e logo chegou Alice, Jasper e Emmet. Rose ficou presa no trabalho e não conseguiria chegar a tempo para o jantar.

Eu imaginei que o clima entre nós três seria estranho, mas Rob nos recebeu com um sorriso e tirou algumas brincadeiras com Edward, o que acabou com a tensão. Eu sorri para ele e nos sentamos os três no sofá enquanto Alice estava no colo de Jasper na poltrona e o Dr. Carlisle estava encostado no balcão conversando com Emmett enquanto Dona Esme dava voltas da cozinha para a mesa acertando os últimos detalhes do jantar.

A conversa era confortável e nos vimos em uma roda de risadas e provocações, assim que parei de rir, olhei ao redor e Alice e Jasper tinham um olhar atento em nós três.

Fiquei sem graça na hora, devo ter ficado da cor de um tomate porque me senti como se todos soubessem o que tínhamos feito. O que era impossível, pois ninguém tinha sequer comentado o assunto. Lembrei-me de minha mãe quando ela falava que o nosso pecado nos persegue e que não há nada em oculto que não venha a ser revelado em alguma hora. Eu achava que isso era tolice de mãe, mas o meu pecado realmente me perseguia. Rob era o meu pecado. Ele foi minha queda. Ele era o meu demônio particular enquanto Edward era o meu anjo da guarda.

Assim que eu pensava que o clima não poderia melhorar, fomos chamados para nos sentar a mesa e jantamos todos juntos e tranqüilos. Por fora. Porque Edward sentou de um lado enquanto Rob sentou do outro, fazendo eu me sentir mais uma vez compartilhada. Eles compartilhavam minha presença, minha atenção.

Eu não me senti assim em minha casa naquela noite, foi um sentimento diferente. Mas algo sobre todos estarem perto fazia eu me sentir uma péssima pessoa.

Terminando o jantar Alice, Jasper e Emmett se despediram enquanto, mais uma vez, Edward me arrastou para o seu quarto.

Desde a noite em que eu me masturbei em sua frente e me entreguei para ele, ele estava mais intenso do que nunca comigo. Deixando-me saber o tempo todo o que eu fazia com ele. Eu adorava isso.

Ao chegarmos ao quarto ele me agarrou e me puxou para ele, descendo suas mãos e prendendo minhas coxas em sua cintura. Não foi um beijo romântico, como a maioria dos nossos beijos. Foi um beijo selvagem, avassalador. Ele enfiou sua língua em minha boca e puxou a minha para a dele, sua respiração batendo em meu rosto e me fazendo perder os sentidos.

Amoleci em seus braços quando senti a parede por trás de nós.

"Eu te quero agora." Ele falou em meu ouvido e deu uma mordida em meu lóbulo, me fazendo estremecer.

"Eu estou ao seu dispor, Dr. Cullen." Desde a noite em minha casa, quando eu percebi que ele tinha gostado de ser chamado assim por mim, resolvi usar isso mais vezes.

Ele foi rápido e tirou suas calças em um piscar de olhos e quando vi, ele tentava tirar a minha, que logo seguiu a sua. Assim que minha calça caiu no chão e minhas pernas se prenderam ao redor da sua cintura novamente, ele entrou em mim. Forte e poderoso.

Ter Edward dentro de mim era algo que eu nunca me cansaria e, enquanto nós gemíamos e sussurrávamos no ouvido um do outro o quanto aquilo era bom, eu olhei para a cortina. Novamente aberta.

"As cortinas Edward".

"Hum... as cortinas..."

Ele me segurou contra ele e andou até o outro lado do quarto, pressionando meu corpo agora contra o vidro.

"Eu sempre sonhei em fazer isso aqui, desde que eu olhei essa vista pela primeira vez." Ele falou olhando em meus olhos.

Algo sobre realizar uma fantasia dele me deixou mais excitada e algo sobre alguém nos ver começou a fazer um líquido escorrer por entre minhas pernas ainda mais. Eu já tinha escutado minhas amigas falando de fantasias sobre exibicionismo e a última pessoa na terra que eu imaginaria que gostaria disso seria eu. Eu realmente não conhecia esse meu lado. E tudo isso estava sendo descoberto ao lado de Edward. Ele aflorava toda essa sexualidade em mim.

Ele entrou e saiu de mim de maneira desesperada, mas ao mesmo tempo me senti poderosa. De repente senti sua mão, que segurava minha nádega, correr para minha entrada de trás. Solucei pela antecipação, pois como ele poderia me agüentar somente com um braço e me dando tanto prazer? Gemi no seu ouvido enquanto ele estocava. Seu dedo entrou, sendo acompanhado por outro. Rebolei ainda mais. "Isso, minha Bella, eu sei que você gosta." Edward me levava à loucura. Desde aquele dia, ele sempre me queria por inteira. Completamente consumida. Como tudo era extremamente excitante, meu ápice não demorou a chegar. Apertei minhas pernas ainda mais em torno do seu corpo e com um movimento mais profundo, ele me fez gozar e morder seu ombro para abafar o grito que saiu de meus lábios. Sua boca foi ao meu pescoço enquanto urros saíam e assim eu o senti jorrar em meu ventre. Enchendo-me mais ainda.

"Eu te amo." Ele suspirou em minha pele, e mais um arrepio gostoso me tomou.

"Eu também. Eu também."

Ao abrir os olhos para a super claridade que era o quarto do Edward, eu sorri. Eu sorri mesmo com o clarão na minha cara. Hoje era sexta feira e como não estava com muito movimento no hospital essa semana, provavelmente não teríamos nenhum serviço no hospital, o que nos permitia chegar um pouco mais tarde.

Descemos para tomar café e não vimos ninguém. Dr. Carlisle já tinha saído e a Dona Esme já tinha ido ao seu escritório. Rob provavelmente ainda estava dormindo. Tivemos um dia calmo e almoçamos tranqüilamente. Resolvi ligar para o hospital e me certificar sobre os nossos horários. Minha surpresa maior foi quando minha assistente, Ângela, me informou que tínhamos ganhado o restante do dia de folga, pelo Dr. Carlisle, devido aos intensos plantões da semana. Dei um gemido de satisfação, que fez meu namorado sorrir. Assim que o incluí no assunto, ele me agarrou e me deu um beijo fofo, falando que poderíamos fazer 'muitas coisas', com um olhar malicioso. Deus, ele não cansa nunca?

Saí de perto dele, recebendo um tapinha na minha bunda. Quando estávamos voltando aos nossos afazeres o celular do Edward tocou. Ele olhou o número e atendeu sorrindo.

"Fala cópia".

Ele ouviu o que Rob estava falando. Mordi os lábios, curiosa. O assunto parecia ser bem animado, pois eu ouvia a voz alta e alegre do seu irmão pelo aparelho. Antes do assunto terminar o sorriso de Edward aumentou, enquanto ele balançava a cabeça, em uma afirmação muda.

"Sim, pode deixar que vou falar com ela agora." Ele me olhou e piscou. Estremeci. "Sim, sim. Será perfeito."

Perfeito? Hum?

"Se cuida."

Ele desligou o telefone e me olhou, bem animado. "Amanhã temos o festival em La Push." Ok, disso eu sabia, pois ainda me lembrava do amigo deles, Jacob, falando sobre isso de forma bastante animada há algum tempo atrás. Suspirei. Um tempo onde a vida não era tão complexa, pelo menos na minha cabeça. Ainda me olhando, Edward continuou.

"Rob acabou de me lembrar que sempre tem uma festa na fogueira um dia antes abrindo o festival. Então devemos levar um saco de dormir para a praia e amanhã passaremos o dia lá. O que acha, não é perfeito?"

"Sim. Com certeza." Respondi, demonstrando uma segurança que eu não tinha. Na verdade, eu não tinha certeza do que esse luau me reservaria.


Nota da Irene (Aquela pessoa que adora falar no final dos capítulos...): E ai? Gostaram da "compensação"? Eu e a Titinha estamos aqui matutando sobre o futuro desses dois... desses três... talvez de quatro... parei... Mas o importante é lembrar que TUDO tem um fundamente sabe?

Agradecimento especial a Titinhuda, minha confidente e companheira de "gêmeos" por me ajudar todos os dias... Gente.. ela escreve no trabalho... imagina ela lendo lemons no trabalho? hahahaahaha

Ahhhhhhhhhhhhhh... eu não poderia deixar de agradecer as minhas super ultra pervetes upadoras pelas 3000 reviews... eu nunca tinha visto isso... eu quase chorei de emoção no meu trabalho hj. Vcs são as melhores leitoras do mundo. Agradecimentos especiais: Rafa, Kat, Maevita, Cah, Laróca, Jana, Dzuda, Thaiszuda, Setuda, Lou, e muitas outras... mas o sono não deixa a cabeçca funcionar direito.

Ah... nada ainda de Sexo e Outros Hábitos essa semana... mas ainda estamos esperando a autora postar. *cruza os dedos*

Vcs amam isso aqui? Amam as fics? Deixe uma review para as pobres autoras! hahaahahah