Esse capítulo é dedicado a pervete Rafa Seixas, por ser a Team Rob, mais cheia de debates internos e externos do mundo.
Twilight é da SM, mas as brincadeiras de dedinhos são nossas mesmo. Ah e as aulas de natação dadas por gêmeos... *cof cof*
I'd give my all to have
Just one more night with you
I'd risk my life
To feel your body next to mine
Cause I can't go on
Living in the memory of our song
I'd give my all for your love tonight
Oh, I'd give my all for your love tonight
Eu daria tudo de mim para ter
Só mais uma noite com você
Eu arriscaria minha vida para sentir
Seu corpo junto ao meu
Porque não consigo deixar de
Viver na lembrança de nossa canção
Eu daria tudo de mim pelo seu amor hoje à noite
Oh, eu daria tudo de mim pelo seu amor hoje à noite
My All – Mariah Carey
Capítulo 16 – DEIXE A VIDA ME LEVAR
Rob POV
Fazia muito tempo que eu não encontrava meus amigos da aldeia para conversarmos. E com esses anos todos que estive longe, com certeza teríamos muito assunto pela frente. Eu já tinha arrumado minhas coisas, mesmo que meu irmão decidisse não ir, ou levar Bella. Com certeza eu iria.
Liguei para Edward, que parecia ter acabado de acordar, apesar de ser sexta-feira. Franzi o cenho. Será que ele não estava de plantão? Eu tinha levantado muito cedo, o que agora era um hábito que eu tinha adquirido novamente, e fui para a praia de La Push e não os vi saindo. Eu adorava aquele visual. As minhas noitadas sem limites tinham sido substituídas por manhãs chuvosas. Mas nada se comparava às praias daquele lugar. Eu tinha uma história ali.
Com poucos argumentos, fui avisando sobre o festival na reserva e o luau que aconteceria hoje a noite. Conforme eu dizia sobre o evento na aldeia, reconheci, pela voz, que Edward também considerou uma boa idéia passarmos a noite na praia. E só o pensamento de dormir com Bella próxima a mim novamente, o barulho das ondas ao nosso redor e o céu estrelado diante de nós... porra, eu fiquei duro como uma rocha.
Não tínhamos tido nenhuma conversa após a manhã de domingo. Nem mesmo eu com minha cópia. Mas depois do erótico café da manhã, em que Bella foi o nosso prato principal, eu não conseguia parar de pensar nela de quatro na minha frente, comigo dentro dela enquanto chupava meu irmão. Puta que pariu, por que Edward fez isso comigo? Eu tentei a semana toda tirar isso da minha cabeça. Na verdade, enquanto eu estava sentado no chão do quarto, ou tomando banho, eu fiquei pensando sobre a cena sexualmente explícita, tanto da sessão cinema como do dia seguinte. Revivendo as cenas repetidas vezes, como uma sessão exclusiva de filme erótico. E meu pau subia todas as vezes com a lembrança. Entretanto, o que me consumia de verdade era outra coisa. Era algo mais profundo.
Por que eu estava pensando sobre relacionamentos? A minha mente não conseguia voltar à minha brilhante e desinteressada relação com o sexo. O meu pesadelo atual era sobre ter alguém só pra mim e há quanto tempo eu não sentia essa "vontade" de ficar com uma mulher só.
Tê-la comigo de várias formas e por vários dias. De descobrir o que uma mulher gosta e fazê-la ter mais prazer que qualquer outra pessoa possa dar. Isso era exatamente o que Edward fazia por Bella. Meu irmão sempre disse que seu prazer era satisfazer as mulheres. Era por isso que eu estava vivendo um pesadelo. Era insano pensar sobre isso e eu me sentia um traidor. Sim, porque eu desejava ardentemente que essa mulher fosse Bella. A namorada do meu irmão gêmeo. Meu melhor amigo.
A semana passou sem qualquer contato entre nós. E isso foi extremamente bom pra mim, pois eu precisava pensar ou não pensar. Porra. Eu sempre fodia com a minha vida e com todos à minha volta. Exatamente por isso eu me afastei. Eu tenho esse mal de estragar tudo. Nem mesmo Edward poderia me salvar do meu inferno atual. Isso sim é que é ser um cara amaldiçoado. Eu, Robert Cullen, não tinha nem superado meus fantasmas passados e, ainda assim, tinha acrescentado mais ingredientes à minha história de horror. Eu agradeci aos céus pela quantidade de gente doente nessa minúscula cidade durante essa semana, fazendo os dois trabalhar bastante. Pode parecer egoísmo, mas eu fiquei feliz pela dor dos outros, pois assim eu evitava o encontro. Mas, para minha eterna condenação, Mamãe Esme teve a brilhante idéia de uma reunião de família. Puta que pariu, eu tinha quer ser mais torturado ainda?
O dia do jantar foi ontem, quinta-feira. Durante as conversas em minha casa, tínhamos agido normalmente. Ou melhor, Edward e Bella agiram como se nada tivesse acontecido. Eu tentei seguir o mesmo exemplo, afinal, estávamos com a nossa família. Mas, porra, era difícil pra caralho. Meu corpo era irremediavelmente atraído para perto dela. Eu sentia aquele perfume maravilhoso de morangos de longe e queria estar cada vez mais perto. Na sala, ela sentou entre nós. Mesmo tentando ser imperceptível, aspirei mais profundamente seu cheiro. Lógico que meu pau se manifestou. E, para o meu desespero, senti um olhar mais reflexivo em minha direção. Minha irmãzinha nanica e semi-vidente, Alice, estava concentrada em nos observar. Deus, será que ela percebeu algo?
Tentei de todas as maneiras não pensar no assunto, mas sempre me lembrava de Bella. Seu cheiro, seu sorriso e seus orgasmos. Eu me controlava o tempo todo, trazendo histórias engraçadas para distrair a família e, principalmente, o olhar penetrante da minha irmã caçula. Sei que eu estava sendo um hipócrita, falando besteiras e soltando as mesmas piadinhas de sempre. Mas, na verdade, não era somente Bella que me atraía afinal. Eu queria um pouco disso também. Encontros familiares. Estar afastado tanto tempo de todos, de repente, me pareceu tão errado. Minha família era perfeita e eu tinha sido um covarde e ausente. Então, por que não aproveitar? Mesmo que isso me traga a tortura de ficar próximo do meu último sonho erótico realizado.
O jantar começou e novamente me sentia atraído para perto dela. O pior de tudo é que não era de forma sexual. Porra, Rob, você está ficando um babaca. Mas era verdade. Bella era, de fato, uma mulher maravilhosa e extremamente simpática. Ela se encaixava perfeitamente na nossa família. Suspirei levemente para não chamar a atenção de ninguém.
Rob, ela é a mulher do seu irmão!
Terminado o jantar, senti a tensão sexual rolar entre eles. Era quase palpável. E eu estava igual a um cachorrinho ansiando por algo. Qualquer coisa que eu sentisse que poderia continuar entre eles. Mesmo a contragosto, vi quando Edward praticamente arrastou Bella para o seu quarto. Meu corpo pulsou de antecipação. Era até engraçado pensar assim. Em nenhum momento eu tinha um sentimento de posse em relação à Bella. Eles pareciam tão perfeitos. Ela parecia ter sido feita pra ele de verdade. Como uma metade. Mas o meu corpo tinha um desejo um pouco além. Eu queria fazer parte disso também.
Porra, Rob, você está enlouquecendo ficando nessa maldita cidade.
Ainda de relance, depois das despedidas dos meus irmãos e do meu cunhado, escutei as últimas risadinhas maliciosas dos dois. Isso me deixou em estado de excitação. O pior era o sentimento egoísta que eu nutria nesse instante. Na verdade, até pensei em talvez dar uma passada no quarto do meu irmão. Mas seria muita ousadia da minha parte. Ele não tinha me falado nada, então talvez isso significasse que foi uma coisa de momento mesmo. Eu tinha que parar de pensar em foder com Bella.
E com esses pensamentos fui me deitar cedo e usar fones de ouvidos com músicas altas. Eu não precisava de mais estímulo para saber o que eles faziam no quarto, afinal, eu ainda me lembrava de como era a visão dos dois fazendo sexo no quarto do Edward. E, definitivamente, eu já estava ficando até com calos nas mãos de tanta satisfação solitária. Por isso eu tinha acordado quase de madrugada e amanhecido em La Push. Eu precisava de distrações.
Após a ligação com meu gêmeo, comecei a procurar meus amigos da reserva. O lugar, apesar dos anos, não tinha mudado nada, o que pra mim era maravilhoso. Era difícil hoje em dia as comunidades preservarem seus ambientes. Mas a natureza daqui não era assim, na verdade, a impressão que tinha era que o tempo parou por aqui. Acho que por isso eu me sentia tão feliz e livre. Eu tive momentos alegres e saudosos do meu passado aqui.
Conforme a tarde foi passando, a tribo foi se preparando para o festival. Eu até ajudei a arrumar algumas coisas. Por mais que a festividade fosse por todo o final de semana, hoje teríamos o luau na praia, coisa que tinha virado tradição. O evento era muito bom, com todos brincando e tocando músicas. E para isso eu tinha chamado Edward e Bella. Minha família, na verdade, as mulheres da minha família, não gostavam de vir para o luau. Alice e Rosalie sempre reclamavam do frio e do desconforto, pois ficávamos em volta de uma fogueira perto da praia. Mas eu sabia que Bella não era igual a elas. A pedido de Edward, ela viria.
Novamente me peguei pensando sobre o que aconteceu entre nós. Sobre eu e Bella em Paris. Eu fui um canalha e ela me perdoou. Mas isso não diminuía a culpa que eu sentia. O pior de tudo isso era o que eu fazia com meu irmão agora. Eu estava traindo-o. Edward me confiou a sua companheira, que era evidente que ele amava loucamente, para dar prazer sem culpa enquanto eu guardava esse segredo dele. Isso não estava certo. De repente, comecei a refletir sobre a possibilidade de contar tudo. Minha angústia e meus pensamentos reflexivos desde que voltei a essa maldita cidade sempre me remetiam à lembrança do segredo entre eu e Bella. Acho que por isso seria até libertador se eu contasse. Mas, é claro, eu conversaria com Bella sobre isso. Precisávamos ser honestos com Edward. Ele merecia isso.
A noite chegou e junto com ela todas as pessoas que adoravam estar aqui. Algumas mulheres de Forks com as quais eu já tinha transado, é claro, também. Mas nenhuma delas me excitou. Jéssica estava magra demais, Lauren peituda demais e algumas outras, que eu nem me recordava dos nomes, estavam se oferecendo demais. Ou seja, nenhuma novidade. Até mesmo Leah, que somente Edward sabia, não estava me deixando de pau duro. E essa era quente, me fez gozar loucamente há alguns anos. 'Rob, essa agora é a namorada do Jake'. Mas não, nenhuma estava me fazendo ter ereção.
Merda, que cidade corta tesão do caralho.
Remexi nervosamente meu cabelo 'de sexo' e ouvi alguns suspiros por perto. Sorri pra mim mesmo. Eu sabia o efeito que tinha nas mulheres e não me cansava de me exibir, mas não adiantava nada esse charme se eu não foderia com elas. Droga. Fui em direção à casa de Jake para tomar um banho, já que eu estava suado, de bermuda e sem camisa. Conforme ia me distanciando, eu ainda ouvia de algumas: 'eu adoraria lamber essa tatuagem' ou ' Rob continua um tesão'. E pior, 'Foda-se, Tyler, eu dava pra ele aqui no meio de todos. Vai ser gostoso assim na minha cama'. Mesmo a contragosto, sorri novamente. Elas nem mudavam as fantasias delas. Porra de mulheres sem imaginação.
Quando retornei da casa de Jake, eu senti. O inconfundível cheiro de morangos. Meu pau também sentiu. Tentei me ajeitar para não parecer um adolescente hormonal e idiota e fui em busca do perfume. Ao chegar perto da garagem, lá estava ela.
Não, Rob, estava Bella, a mulher do seu irmão e SEU irmão gêmeo Edward!
Bufei e me aproximei deles, que estavam conversando com o chefe da tribo, Billy Black, pai de Jacob. Ela estava linda. Não, na verdade, Bella estava gostosa pra caralho. As roupas que ela estava, com certeza, foram influência do meu irmão cretino e insaciável. Tudo para foder com o meu cérebro também, claro. Ela estava usando uma mini saia e meia-calças. Eu poderia jurar que aquela meia era do tipo que ia até as coxas. Ou seja, total facilidade para um sexo na praia à noite.
Edward, seu tarado filho da puta.
"Olá, cópia".
"E aí, Rob? Billy estava me contando que você ajudou na organização. O que houve com você? Resolveu trabalhar?"
Eu ri. "Que nada, maninho. Fiz tudo isso para exibir meu corpo gostoso para as taradas da cidade." Assim que falei, Edward, Billy e Bella varreram o local com os olhos. Sem modéstia, todas as mulheres da cidade olhavam para mim. Quer dizer, para o nosso grupo.
"Sei, Rob. Você estava longe, amigão. Nem tanto. Edward que estava atraindo a libido feminina e estava aqui alimentando a masturbação delas." Dessa vez foi Billy quem falou. "Lógico, até a Isabella chegar e roubá-lo de todas".
"Só Bella, por favor." Meu demônio pessoal o corrigiu.
"Mesmo problema com nomes inteiros, igual ao Rob? Foi difícil me acostumar a chamar esse moleque pelo apelido, mas no seu caso, fica fácil. Combina com você".
Bella assumiu uma coloração extremamente excitante enquanto nós três ríamos. Era fácil conversar com aquele velho safado, que era o pai de Jake. No passado, quando nós três aprontávamos, Billy sempre nos salvava. Hoje percebo que passei tempo demais longe dessa cidade e dos meus amigos. Como sempre, Edward tinha razão, eu não precisava fugir.
"Vai ficar de vez agora, moleque?"
Ainda estava distraído com meus pensamentos quando Billy me questionou. Olhei confuso pela pergunta, alternando olhares entre eles. Mas o olhar mais penetrante foi da minha cópia. Estava claro que essa era a pergunta que ele queria me fazer, mas não tinha coragem. Edward desejava que eu ficasse e reconstruísse minha vida. Eu sei disso, apesar dele nunca falar. Eu tinha vergonha de admitir, mas eu não era forte o suficiente. E disso ele sabia.
"E perder a oportunidade de começar a dar prazer para as mulheres em outro continente? Jamais, velho. Depois de destroçar as mulheres da Europa, estou pensando em dar orgasmo às mulheres da America Latina. Pensei em começar pelo Brasil".
Assim que terminei de falar, vi a merda que eu tinha dito. Edward e Billy me chamavam de safado e riam sem parar, mas foi o olhar de Bella que me destruiu. Porra, eu tinha essa facilidade de estragar tudo mesmo. Em poucos segundos, vi toda a dor passar pelos seus olhos. Eu era um idiota sem coração. Suspirei ao perceber que ela se afastava e rumava em direção a casa. Mesmo de longe, vi que seus olhos estavam rasos d'água.
Puta que pariu, Rob, você nunca faz nada direito nessa vida!
A noite avançou enquanto todos se aproximavam ainda mais da fogueira acessa. Não tinha mais nenhuma iluminação, deixando somente o calor das chamas clareando o ambiente. Antigamente eu e Edward aproveitávamos para tirar sarro das mulheres durante esses momentos. E elas nunca sabiam quem era, pois sempre mentíamos para todas, já que somos realmente parecidos. Era uma brincadeira erótica, mas inocente. Eu e Edward um dia apostamos que faríamos isso junto para ver a reação delas. Foi aqui que surgiu a idéia de compartilhar as mulheres quando éramos mais jovens. E poucas tiveram essa oportunidade. Até a chegada de Bella.
Eu ainda não tive a oportunidade de pedir desculpas para ela depois do meu discurso babaca e machista. Enquanto eu conversava com todos os meus amigos de infância e escapava de alguns ataques femininos, Edward levava Bella para conversar com todos, inclusive com alguns pacientes, pelo que percebi. Mas o que mais me frustrava era o fato de que ela desviava de mim o tempo todo. Toda vez que me aproximava, ela escapulia sorrateiramente, não permitindo que eu ficasse no mesmo grupo de amigos que eles. Eu merecia isso.
Apesar dos meus demônios internos, o luau estava divino. O ambiente era agradável, mesmo com o frio do lugar. Todos estavam relaxados e conversando animadamente. Um grupo de meninos começou a cantar próximo da fogueira fazendo todos se sentarem em volta. Eu estava analisando com quem sentar, com medo de ficar próximo de alguma mulher sem muito atrativo, quando percebi Edward me chamando. Olhei questionando, afinal, eles não estavam no meio do grupo principal e sim um pouco afastados. Depois da merda que eu tinha dito e até mesmo depois do jantar de ontem, eu imaginei que Edward e Bella me afastariam um pouco do convívio deles. Principalmente ela. Mas, como sempre, eu estava errado. E, lógico, eu percebi que sempre era perdoado pelos meus atos. Agora não só pelo meu irmão amado. Eu tinha o perdão de Bella também.
Enquanto eu caminhava em direção a eles, sorri com o absurdo da situação. Eu estava escondendo um segredo meu de Edward, que era a pessoa mais importante da minha vida, algo do meu passado com a sua namorada, que hoje era a mulher da sua vida. E que ele não escondia de ninguém, assim como não tinha medo de dar prazer para ela de forma livre e desinibida, com o seu irmão gêmeo. Porra, isso estava fodendo a minha mente. Eu precisava dar um jeito nisso. Assim que me aproximei, fiquei um pouco acanhado, não sabendo onde sentar, já que Bella estava ao lado de Edward.
"Senta do meu lado, cópia, Bella já sentará aqui na minha frente mesmo, ela está reclamando do frio".
"Mas está frio, amor".
"Por isso eu trouxe esse cobertor Bella".
"Sei".
Eu ri. Sabia que a idéia do cobertor, assim como a mini-saia de Bella, não tinha nada de protetor. Logo começamos a falar amenidades, enquanto em volta escurecia ainda mais. Algum tempo depois, vi Bella se ajeitando na frente de Edward enquanto ele varria o corpo dela com um olhar guloso.
Porra, até eu estava absorvendo o cheiro e as formas de Bella com os meus sentidos. Ela emanava sexo, principalmente porque minha memória era excepcional. Jamais me esqueceria de como ela era quente e apertada.
Assim que ela se ajeitou, percebi que Edward sussurrava no seu ouvido e dava pequenas mordidas, arrancando leves gemidos da sua boca. Eu estava ficando duro com a cena. Eu não era adepto de voyeur, mas o que eles estavam fazendo era digno de uma masturbação. Parecia que tinham entrando em uma bolha, pois eles não se importavam com ninguém em volta. Na verdade, nem eu. No começo, eu ainda me preocupava com alguém nos ver. Mas como estavam todos entretidos e a claridade era baixa, eu mesmo parei de me preocupar.
Edward pegou o cobertor e ajeitou na frente deles. Puta que pariu, meu irmão iria foder com sua namorada na minha frente mesmo? Eu enlouqueci de tesão, ficando duro na hora. Os gemidos e sussurros deles já estavam me matando, mas sentir, bem próximo, o que eles estavam fazendo era demais para minha sanidade. Eu precisava me levantar daqui. Segurei meu cabelo arrepiado com as duas mãos, bagunçando-o ainda mais de frustração.
Eu escutei Edward sussurrando algo no ouvido de Bella que a fez travar um pouco. O que será que ele falou? Mas em pouquíssimo tempo eu descobri. A pequena mãozinha de Bella começou a passar pela minha coxa, subindo até meu latejante pau. PORRA. Eles queriam me matar, só pode!
Pela minha visão periférica, e também distorcida, já que Bella alisava meu pau com sua mão quente, senti que Edward estava deixando Bella com mais tesão ainda. Ela gemia feito louca apertando os lábios para não fazer muito barulho. As mãos dele passeavam pelo bico endurecido dos seios dela enquanto sua língua passeava pelo lóbulo da orelha, nuca e pescoço. Eu gemi de frustração quando vi sua mão descendo pelo corpo arrepiado dela. A brincadeira estava gostosa, mas eu precisava tocar nela também. Na verdade, eu precisava me libertar.
"Ei, Rob. Lembra do luau da nossa formatura?" Fui retirado a pontapés do meu sofrimento. Edward falou comigo de forma sussurrante. Eu ainda estava tentando não gozar na minha calça e lá vem ele com perguntas.
"O que foi, cópia? Qual luau?"
"Você não lembra o que queríamos fazer? Aqui mesmo, em público?"
Puta que pariu! Eu não consegui me controlar e dei uma risadinha muito safada. Edward era um cretino e se lembrava da porra toda mesmo. Lógico que eu me lembrava.
"Nunca me esqueço das nossas idéias, Edward".
"Então?"
"Do que vocês estão falando?" Perguntou uma Bella rouca de tesão e completamente confusa. Ah, mas logo ela iria descobrir...
"Calma, delícia, logo você vai descobrir." Edward falou um pouco mais alto, mas somente para eu escutar. Eu não conseguia mais falar nada, já levando uma das minhas mãos para as coxas de Bella. Tínhamos que ser discretos, senão alguém poderia nos ver. A claridade da fogueira era muito menor, tornando o ambiente mais escuro e absolutamente perfeito para o que iríamos aprontar.
Gemendo baixinho, Bella deitou a cabeça no ombro do meu gêmeo e ao mesmo tempo, ela abriu as pernas. "Isso, minha menina, relaxe pra nós." Minha mão ansiosa chegou próximo da sua virilha e senti a mão de Edward também passeando pelas suas coxas. Bella se contorcia e choramingava baixinho. Sua mão ainda alisava meu pau, que ficava ainda mais duro, se é que era possível. "Agora, fique quietinha, amor, pra ninguém ver o quanto você vai gozar pra gente." Edward a estimulava com palavras, mas até eu sentia o quanto ela estava excitada.
Ajeitei-me ainda mais próximo para facilitar a brincadeira. Edward, com sua mente tarada, me fez recordar um dos nossos sonhos eróticos. Fazer uma mulher gozar na frente de todos. Eu fiquei com ainda mais tesão sabendo que faríamos isso, principalmente com ela.
Um dos meus longos dedos afastou a calcinha dela. Porra, nesse momento eu percebi. Eu estava certo o tempo todo. Bella veio preparada para o sexo. A meia calça dela vinha somente até as coxas mesmo. Controlei um gemido com os dentes, mas era difícil pra caralho. Enquanto eu segurava a calcinha, percebi um dedo de Edward rodeando os lábios molhados da sua boceta. A sensação era angustiante. Não podíamos ver nada. Só sentir.
Com minha mão habilidosa, fui puxando sua calcinha até a metade de suas pernas. Bella ajudou com o tortuoso movimento rebolando vagarosamente e subindo seus quadris. Assim que sua virilha ficou exposta, Edward gemeu no ouvido dela. Falando coisas ainda mais excitantes. Minha mão correu para o seu centro. Bella escorria de tão molhada que estava.
Ambas as mãos, minha e de meu irmão, brincavam com sua entrada. Hora eu passeava em volta e Edward beliscava seu clitóris, ou eu varria seus lábios inchados e Edward espalhava seu líquido ainda mais pela virilha. Bella se contorcia, quase exigindo que a fizéssemos gozar. Com um consentimento mudo, nós sincronizamos os movimentos, cada um fazendo um dedo entrar na sua molhada boceta. Juntos. Bella chegou a morder o pescoço do meu irmão nessa hora, mas ele nem se importou. Eu me remexia de tanto tesão.
Eu e Edward fazíamos movimentos lentos, simulando uma penetração vagarosa. Mas em pouco tempo, nós dois perdemos o controle. Bella era gostosa demais e estava molhada pra caralho. Nossos dedos escorregavam dentro dela. Eu mesmo estava perdendo a razão somente com seus ruídos, já que sua deliciosa mão tinha me abandonado. Começamos a aumentar o ritmo, até que ficamos um pouco agressivos. Ela não percebeu de tão descontrolada que estava. Em poucos segundos, sentimos ela se contorcer. E seu clímax inundou nossa mão. Eu fiquei extasiado, mas não satisfeito. Não tínhamos combinado nada, mas eu e Edward, famintos, levamos nossas mãos, ao mesmo tempo, a boca.
"Puta que pariu, amor, você tem um gosto fodidamente maravilhoso." Edward expressou exatamente o que eu pensava. Era sexy e excitante a cara que ela fazia enquanto lambíamos nossos dedos com seu orgasmo.
"Vocês querem me matar".
"Só de prazer amor... só de prazer".
Bella e Edward começaram a se beijar apaixonadamente na minha frente. Eu sabia o que aconteceria, mas dessa vez eu não ficaria. Na verdade, eu não podia. O que já tínhamos feito era perigoso, imagina dar razão ao meu descontrole e fazer com que todos em volta percebessem?
Levantei num pulo e, mesmo com o frio que fazia, meu corpo estava quente. Eu precisava me libertar da dureza em que me encontrava. Caminhando em direção à mata, procurei um lugar para que eu partisse, novamente, para uma punheta solitária. Essa porra de cidade tinha mudado completamente meus hábitos sexuais e isso me irritava muito. Mas agora não era hora de pensar, e sim agir. Eu estava dolorido de tanto tesão.
Assim que cheguei perto de um tronco retorcido e quebrado, eu me encostei e abri minha calça. Minha ereção saltava de tão dura. Comecei os movimentos, gemendo baixinho e cerrando os olhos, ansiando por uma libertação. Mas a minha surpresa maior foi sentir uma mão em volta do meu pau.
"Deixe-me ajudá-lo querido".
"Leah? É você? E o Jake?"
"Cala a boca, Rob. Ou você vai gozar sozinho".
Fechei meus olhos e senti a mão quente dela acariciando meu pau. Foda-se. Eu estava fazendo sacanagem com a mulher do meu gêmeo e desejando-a o tempo todo. Qual o problema de um oral com a namorada do meu amigo?
Leah sabia dar uma chupada como ninguém. Sua cabeça começou a descer para o meu membro que pulsava desesperado. Sem muita cerimônia, desceu seu corpo. Eu estava nervoso e fui logo agarrando seus cabelos e a puxando para mais perto.
"Se vai me ajudar porra, chupa logo, Leah. Quero jogar meu líquido nessa boquinha quente que você tem".
"Oh Rob, sim, goza na minha boca vai".
Leah engoliu meu pau com maestria. Ela sugava e lambia desesperada, assim como eu a estocava sem controle. Eu segurei sua cabeça, forçando ainda mais o movimento. Tudo era selvagem e até um pouco agressivo, mas eu não quis saber. Eu precisava me aliviar.
Com chupadas maravilhosas meu corpo começou a tremer. "Sim, vadia. Isso." Porra, que boca gostosa do caralho. Eu ia gozar muito dentro dela. Com algumas estocadas, senti meu clímax chegar. E com muito prazer, vi que Leah engoliu tudo, lambendo os lábios sem perder uma única gota.
Sem dizer qualquer palavra, ela se levantou e se ajeitou. Com um olhar maroto, me deu um selinho e foi em direção à floresta. Antes de sumir, ela virou e falou: "Ótimo saber que voltou, Rob." Sorri meu melhor sorriso e assenti. Afinal, ainda tinha alguém para me ajudar.
Voltei para a fogueira que já estava quase apagada. Ao longe vi Jake conversando com Leah e ambos acenavam para mim. 'Desculpe amigo, mas eu precisava de uma ajudinha' foi o meu pensamento. Mas eu estava fodido mesmo, esse, com certeza, foi o menor dos meus pecados.
Fui em direção a casa e todos já estavam se preparando para dormir. Eu procurei um lugar sossegado e que me deixasse dormir um pouco, afinal, o final de semana estava apenas começando.
Amanheci com tapas e empurrões. Essa era a parte ruim de dormir em uma reserva cheia de índios selvagens que se comportavam iguais a lobos. Porra, ninguém sabe chamar não?
"Levanta seu maricas, tá cansado?"
Ainda resmungando, comecei a fugir do comportamento infantil dos meus amigos. Eles podiam se empolgar e atingir algum órgão vital. Tipo o meu pau, por exemplo.
Olhei em volta e vi que além do pessoal da reserva, meus irmãos e cunhados também já tinham chegado. Inclusive Jasper e Emmett, que faziam parte da minha surra matinal.
"Até vocês, porra? Sou da família, caralho!"
"Parem meninos, não batam no Rob".
"Cala a boca anã, ele é preguiçoso".
"Emmett, larga o Rob!"
Sorri. Minha cunhada gostosa era demais mesmo. Só ela pra mandar nesse homem imenso.
"Baby, só mais um pouquinho? Ele nem está soltando fogo pelas narinas ainda!"
Ela bufou, mas logo sorriu para ele. Esses dois eram uma piada e eu que me fodia. Logo depois eles se afastaram de mim, gargalhando. Mas meu sono já tinha ido para a casa do caralho e eu consegui acordar em um humor péssimo. Malditos moleques grandes!
A manhã na reserva foi uma "volta à adolescência". Comemos besteiras, brincamos de bola e até consegui ter conversas com o restante do pessoal da tribo que eu ainda não tinha visto. Jake e Leah pareciam um casal em lua-de-mel, com beijinhos trocados e olhares amorosos, mas eu não conseguia achar em mim forças para sentir culpa pelo que aconteceu. Eu não provoquei nada daquilo. Acho que meu pau tinha um ímã para a safadeza.
Todos sentimos o sol intensificar e quando estávamos tirando a roupa para dar um mergulho, Bella disse que não iria. Eu a olhei ao mesmo tempo que Edward.
"Por que não, princesa?" Ele perguntou a ela.
"Eu não sei nadar." Ela disse e olhou para baixo quando corou.
"Ah, cunhadinha. Eu e o Ed aqui somos ótimos professores. Não é maninho?"
"É, Robert." Ele riu e eu bufei, eu sempre o chamava pelo apelido. "Isso mesmo, amor. Hoje o mar não está muito agitado. A gente pode ir para além das ondas, que é bem calmo e iremos te ensinar".
Ela ficou um pouco hesitante, alternando olhares entre nós. Eu não ficaria esperando ela tomar uma decisão, então quando eu ameacei carregá-la para a água, ela prontamente se ergueu e nos seguiu, sorrindo envergonhada. Meu irmão me olhou agradecido como um pedido mudo para não forçá-la e isso foi quase um tapa na cara.
Se ele soubesse...
Nós seguramos a mão de Bella enquanto passávamos pela água. Essa parte da praia não era funda, então todos estavam quase no meio. A minha mini-irmã nos olhou fixamente de novo e piscou pra mim. Eu só dei um sorriso irônico pra ela, pois eu imaginava o que a mente criativa dela estava pensando. Mas jamais entregaria meu jogo assim, até porque o segredo não era somente meu.
Rosalie, a minha cunhada gostosa e intocável, estava muito entretida com seu marido enquanto ele a carregava no colo, ambos rindo e brincando, então ela não teve nenhuma reação ao nosso suposto 'afastamento'. Fiquei até feliz. Já bastava a nanica ficar nos olhando o tempo todo. Isso dava nos nervos.
"Mais ali." Eu apontei para frente, onde eu via a água mais tranqüila. Nos movemos até lá e a Bella apertava minha mão tão forte, que eu acho que o sangue parou de circular por ela. "Fica tranqüila, Bella, não vamos deixar você nem por um segundo." Eu disse, ainda olhando ao redor.
"Amor, nós vamos te colocar na superfície e você faz os movimentos que nós falarmos. Na verdade, é mais simples do que você imagina. É algo natural".
"Sim." Eu disse dessa vez olhando para ele.
Nós a pegamos no colo, ela deitada de peito para baixo, sua bunda de frente para nós. O biquíni azul de Bella era simples, mas eroticamente perfeito. Ele realçava sua pele branca e suas cordas finas não deixavam muito para a imaginação. Meus dedos se envolveram por baixo de sua cintura e as mãos do meu irmão a seguravam do outro lado.
"Agora você vai bater as pernas para cima e para baixo, nós vamos te abaixar um pouco na água para você sentir como seu corpo flutua." Meu irmão falou de maneira quase profissional, eu, na verdade, nem pensava mais em ensiná-la a nadar, pois os seus sumários trajes levavam a minha imaginação para outra coisa. Eu queria vê-la gozar aqui. Mas esse detalhe eu não contaria.
Quando a abaixamos um pouco e a água começou a cercá-la eu vi seus pelos se eriçarem e imaginei o bico dos seus seios nesse momento.
Ah, se eu pudesse tocá-los sem ter que pedir...
Coloquei seus braços para frente e abri-os com as palmas abertas, como se pedisse passagem na água. Eu imaginava meu pau pedindo passagem dentro dela... Porra, Rob, você está enlouquecendo com isso!
E nesse momento eu percebi. Meu irmão era muito bom em dominar seu corpo e sua mente, mas ele não conseguiu se controlar por muito tempo. Quando Bella começou a se mover em nossas mãos, ele levou uma de suas mãos para mais baixo do corpo dela.
"Isso, minha linda. Perfeito".
Eu vi quando a mão dele se aproximou da calcinha de Bella e ele a afastou com um dedo e inseriu outro nela. "Você está se sentindo flutuar?"
Bella acalmou seus movimentos e soltou um gemido. Ele continuava a olhar para ela e eu continuava louco pensando se eu poderia brincar também. Assim que ele continuou com a aula, o dedo dele saía e entrava dela, os gemidos dela se intensificaram e eu não suportei mais e movi uma mão para seu seio, que estava com o bico duro como eu imaginei. Perfeito.
Quando Bella estava parando sua 'simulação de nado', meu irmão a instigou.
"Não, amor. Nós não vamos sair daqui até que você tenha aprendido direitinho. Abra as pernas pra mim".
E ela abriu. Ele continuou a tocá-la em baixo e eu em seus seios, mas meu desejo só crescia ao vê-la enlouquecida em nossos braços. "Ela está quase nadando sozinha, cópia." Eu falei divertido.
"Sim. Como você se sente, amor? Sabendo que todo mundo nessa praia pode te ver, mas não tem idéia do que está acontecendo com você?"
"Oh meu Deus. Não fala assim. Eu vou gozar." Bella falou algo coerente pela primeira vez e sua doce voz foi diretamente para o sul do meu corpo, fazendo uma mão minha continuar a segurá-la em cima e a outra desceu para comprovar o que meu irmão estava sentindo embaixo dela.
Meu dedo tocou o dele e eu inseri um meu com ele e ela começou a tremer ao redor do nosso dedo enquanto ela mordia o lábio contendo seu grito de prazer. Ela era perfeita gozando.
"Porra, Bella, eu estou sentindo você gozar no nosso dedo." Não me controlei e falei.
"Perfeito, amor. Você se sente mais segura na água agora?"
"Hum rum." Bella falou enquanto seu corpo acalmava e nós a equilibramos de pé.
Meu irmão me olhou e me deu um sorriso companheiro. Mais uma vez ele compartilhou um orgasmo dela comigo. Nós retornamos para o meio dos outros depois de um pequeno momento para 'esfriar' nosso corpo e o mini-ser foi logo perguntando o que estávamos fazendo tão isolados. Edward a agarrou pela cintura e começou a falar, um pouco irritado.
"Não que seja da sua conta, mas Bella não sabia nadar e eu chamei Rob pra ensinarmos a ela".
"Hum... ah tá. E você conseguiu, Bella?"
Bella corou mais uma vez enquanto assentia, mas dessa vez o olhar curioso veio de Rosalie que a puxou para longe de nós chegando na areia, levando-a para onde estavam nossas coisas. O que será que ela tinha percebido? Eu fiquei um pouco incomodado e olhei para minha cópia, já que nos arriscamos demais. Este deu de ombros, como se não se importasse, mas eu sabia que no fundo Edward também deve ter ficado apreensivo. E como eu estava convivendo de novo com os meninos da reserva eu relembrei um de seus provérbios, algo que Jake sempre dizia: Deu capim na palheta. Ou, como eu diria: Fodeu!
Nós fingimos não nos importar e continuamos parados próximo da beira do mar com meus irmãos e Jasper, que estava abraçado por trás de Alice enquanto ela falava sem parar. Depois de um tempo saímos e comemos todos os itens que nossa mãe arrumou para o nosso dia na praia.
As pessoas da reserva encheram a praia à tarde e tudo ficou mais animado. De um lado as pessoas estavam sentadas e conversavam em grandes grupos e do outro os meninos estavam armando uma rede de vôlei e começando a organizar um time.
Bella e a Rose já conversavam animadas com Alice e parecia que nenhum dano tinha sido causado. Eu chamei Edward para nos juntarmos aos meninos e Emmet também quis, pois tinha muito tempo que não brincávamos de nada. Como os times já estavam completos chamamos as meninas também. Aí poderíamos fazer um time só com nossa família. Mas, é claro, isso seria um sonho impossível.
"Jamais. Minhas unhas não suportam essas bolas violentas." Alice disse primeiro.
"Cruz credo." Disse Rose. "Quero aproveitar meu dia de folga pra descansar e não me matar nessas areias".
"Eu vou." Disse Bella animada. "Eu jogava vôlei na escola. Espero que eu ainda me lembre de como é".
"Se sua coordenação continuar a mesma, Bellinha, o seu time está em maus lençóis." Emmet gritou atrás de nós.
"Eu serei do seu time, seu idiota." Bella disse com uma falsa irritação enquanto nos seguia. Jasper se juntou a nós e formamos um time de 5 pessoas. Poderíamos ficar assim.
Jake tinha formado um time com seus amigos. Leah estava sentada ao lado da quadra para contar os pontos. Ela me deu um sorriso, mas nada que pudessem perceber, eu só pisquei pra ela. Afinal, ela me ajudou no meu orgasmo na noite passada.
Jake começou o jogo e Embry ficou perto da rede, sempre jogando a bola em cima de Bella. Ela pulava e ele sorria pra ela. Logo depois, todos os outros meninos sempre lançavam a bola para ela e eu e os meninos tentávamos protegê-la. Mas continuou assim o jogo todo.
Eu me aproximei da rede para tentar receber os ataques e conduzir a bola para longe de Bella, meu irmão fez o mesmo, indo para o outro lado do campo. Quando Quil bateu a próxima bola, Embry novamente a jogou na direção de Bella, que estava no meio do campo, eu olhei para a direção da bola e percebi a diversão dos meninos. Quando Bella pulava, seu biquíni subia, mostrando parte do seu seio por baixo.
Uma irritação subiu em mim e eu olhei para o meu irmão que percebeu a mesma coisa. As mãos dele se fecharam em punhos e ele deu um olhar mortal ao outro time. Jake não estava se tocando da situação e nem sequer percebeu nossos olhares ou o sorriso de satisfação do time dele. Ele estava concentrado no jogo.
Emmet sacou a bola que voou para o campo deles, que logo a receberam e a jogaram para cima de Bella novamente. Assim que ela pulou, seu biquíni subiu um pouco mais, fazendo todos eles suspirarem do outro lado. Eu rosnei de volta para eles. Antes que eu coordenasse meus pensamentos, vi o movimento do meu gêmeo que, em um segundo, jogou-a no ombro e carregou-a como um homem das cavernas. Bella não teve nem reação, mas logo começou a se debater e pedir para ele colocá-la no chão.
Eu olhei para os meninos e bufei ao ver o sorriso de satisfação em seus rostos.
"Fim do show." Eu disse e saí em direção às nossas coisas, onde Rosalie e Alice me olhavam atônitas enquanto tentavam entender a cena toda. Eu acho que estava verde de raiva, pois não pude me controlar. Rapidamente um pensamento me surpreendeu: Eu estava com ciúmes de Bella. Puta merda. Já não bastava toda a situação, agora eu estava com ciuminho de uma mulher. E dela! A mulher do meu irmão. Eu estava fodido mesmo.
Olhei novamente para as meninas e elas ainda estavam esperando uma resposta minha. Eu não sabia o que responder. Afinal, o que eu diria? 'Estou fodendo a Bella também e ninguém pode ver?'. Mas, para o meu alívio, Emmet veio por trás e bateu no meu braço me chamando a atenção.
"O que foi aquilo, Rob? O que aconteceu? Nós íamos ganhar daqueles caras!"
"Não sei, Emmet, pergunte a Edward." Sacudi os ombros, tentando ser indiferente.
Jasper, sempre discreto, passou por nós e apenas sorriu pra mim um sorriso sabe-tudo, indo em direção a Alice e beijando-a. Olhei ao redor e vi que Bella estava discutindo com meu irmão um pouco longe de onde estávamos. Ela estava extremamente irritada.
É, parece que a festa acabou.
Bella POV
Eu estava sendo carregada nos ombros do meu namorado quando comecei a gritar.
"Coloque-me no chão, agora".
Ele continuava dando uivos raivosos e meu coração estava para pular da minha boca.
"Você está louco?"
"Você me deixa assim".
"Eu não fiz nada".
"Você não precisa fazer nada".
Bufei de raiva agora e ele me colocou no chão. Percebi que estávamos perto dos carros e longe da praia. Olhei para ele atordoada.
"Por que você fez isso?"
"Bella, eles estavam olhando pra você!"
O quê?
"Eu não sei do que você está falando".
"Eu não consigo ver isso, Bella. Eles estavam te secando na areia. Eu não consegui me controlar".
"Você está sendo paranóico. Não há razão para eles estarem 'me secando'."
"Você não se vê claramente? Aqueles meninos estavam... Argh... Eu quero esquecer isso." Ele disse frustrado. Olhei ao redor e vi que o jogo tinha parado, os meninos de La Push tinham sumido e Emmet, Jasper e Rob agora estavam arrumando as coisas para irmos embora.
"Eu acho que é melhor nós irmos. Eu não quero mais olhar para aqueles moleques." Ele falou em tom definitivo. Eu estava tão confusa e tão envergonhada da cena toda que também achava melhor irmos embora. O sol já estava baixando e logo escureceria. Seria melhor pegarmos a estrada agora.
"Sim, tudo bem." Eu não podia negar o fogo que se acendeu em mim ao me lembrar da cena possessiva dele comigo. Mas eu não podia encorajá-lo a ser assim. Essas coisas poderiam ocorrer entre nós, mas os outros não poderiam perceber.
Nós nos juntamos ao grupo, que ficou incrivelmente silencioso com a nossa presença. Rose me olhou e piscou para mim. Ela tinha me puxado mais cedo e me interrogado. Ela queria saber como eu tinha ficado tão próxima do Rob de repente.
Eu contei meias verdades, já que sou uma péssima mentirosa. Eu disse a ela que ele era muito próximo de Edward e nós acabamos sendo amigos, mas só. Ela sempre confiou em mim, o que me deixou mais uma vez me sentindo culpada. Era a segunda pessoa que eu amava e tinha que esconder alguma coisa. Isso não estava certo e eu só piorava a situação.
Que merda.
Cada um pegou seu carro e fomos para a casa. Robert ainda ficou na reserva, dizendo que iria aproveitar o restinho da tarde tomando um banho de mar. Os casais se despediram e rumaram para suas casas. Eu não sabia quando veria Rosalie e Alice novamente, mas, na verdade, eu estava até aliviada. Eu não precisaria mais ficar mentindo.
A viagem de volta foi igualmente silenciosa, somente o som de Jason Mraz preenchia o carro. I'm Yours era linda, mas quando me concentrei... a letra me impressionou. Eu estava distraída com a letra, cantarolando, quando Edward trouxe sua mão à minha coxa, como se também quisesse que eu entendesse, e começou a cantar.
Listen to the music of the moment people dance and sing
we just one big family, and
It's your god-forsaken right to be loved, love, loved, love, loved
So I won't hesitate no more, no more
It cannot wait I'm sure
There's no need to complicate, our time is short
This is our fate, I'm yours
Ouça a música do momento, pessoas dançam e cantam
Somos apenas uma grande família
É seu direito divino de ser amado amar amado amar amado
Então eu não hesitarei mais, não mais
Isso não pode esperar, tenho certeza
Não há necessidade de complicar, nosso tempo é curto
Este é nosso destino, eu sou seu
Ele enfatizou a última frase virando o rosto e cantando pra mim. Um arrepio correu por meu corpo ao tomar conhecimento da profundidade dessa revelação. Eu me sentia da mesma forma. Ele era meu destino. Eu era dele.
Eu sorri levemente para ele e fomos direto para sua casa. Amanhã era domingo e passaríamos o dia na cama, para mais uma folga, graças a Deus. Eu estava sentindo na pele o que tinha sido o dia no mar e a tentativa de jogar vôlei. Eu não fazia nada disso há muito tempo, então meu corpo estava destruído e cansado. Passamos por Esme e Carlisle, que estavam sentados na sala assistindo a um filme. Nós os cumprimentamos e eles se assustaram ao nos ver.
"Já estão de volta? Nós não os esperávamos até amanhã a tarde".
"Sim, ficamos um pouco cansados, mas todos também vieram embora".
"Puxa, Emmet e Alice foram para suas casas?"
"Sim, mãe, afinal, praia cansa. Eu e Bella vamos descansar um pouco".
"Você está bem, Bella? Parece zonza".
"Sim, dona Esme, só estou cansada mesmo".
"Ok, crianças, descansem".
Assentimos e, após nos despedir, Edward foi subindo as escadas me puxando, já que eu estava exausta. Conforme eu alcançava os degraus, comecei a relembrar sobre tudo o que aconteceu na reserva. As duas vezes que os dois me fizeram gozar em público, principalmente. Eu enlouqueci com aquilo. Edward e suas idéias insanas de me dar prazer praticamente me deixaram nas nuvens. Mas também com muita culpa. E o momento na praia então? Nunca mais eu iria me esquecer do orgasmo que tive enquanto aprendia a nadar. E lógico, meu medo irracional de alguém ter visto tudo.
Eu pensei que a minha história a três tinha acabado naquela noite do cinema na minha casa. Ou talvez como uma 'sobremesa', no dia seguinte. Não estava na minha cabeça que ele deixasse isso acontecer novamente. Sim, porque era Edward que permitia e isso aumentava ainda mais a minha dor. Eu não podia negar que tudo era maravilhosamente prazeroso, mas tudo terminava com uma pontada de traição e mentira. Afinal, Edward não sabia de toda a minha história, principalmente com seu irmão. Eu me constrangia toda a vez que Rob me tocava, ou até quando eu fazia isso.
Na hora da fogueira, enquanto eu me contorcia com as suas carícias, Edward me incentivou a passar a mão em seu irmão para saber se ele estava excitado com os nossos carinhos. Nessa hora eu me retesei novamente. Eu estava com pensamentos desconexos e antagônicos. Durante a brincadeira descobri que era um sonho erótico da juventude deles. Ao mesmo tempo em que queria ser participante dessa loucura, senti que não era o certo. Eu era uma falsa.
Eu e Edward chegamos ao seu quarto e corremos para o banheiro, igual a duas crianças. Ainda tinha uma tonelada de areia no meu biquíni e queria tirá-la imediatamente. Nós tomamos banho juntos enquanto ele me abraçava e ajudava a retirar toda a areia do meu corpo. Ele era tão atencioso. Tão romântico. Tão diferente do seu irmão.
Enquanto me secava, me recordei do comentário cruel que Rob fez sobre destruir as mulheres do velho continente. Senti que ele falou aquilo como mecanismo de defesa, mas doeu muito em mim. Eu voltei, amargamente, para o meu doloroso passado, mesmo sem querer. Eu recuperei as minhas memórias antigas e cinzas. Por esse motivo eu tinha corrido até o banheiro com os olhos rasos d'água.
Não que isso me afetasse mais. Na verdade, eu ficava intrigada com o comportamento dele, tentando ser insensível e arisco, mas no fundo eu sentia que algo muito doloroso existia no passado de Rob. Acho que por isso, afinal, eu o perdoava. E claro, eu tinha Edward agora. Entretanto, minha maior dor foi saber que ele ainda pensava assim e, pior, que Edward tinha gargalhado com o comentário. Será que eu fora motivo de piada também há mais de dois anos atrás? Eu corri justamente para não saber. Doeria-me demais descobrir que Edward tinha aprovado o comportamento cruel e insensível do seu gêmeo.
"Você percebeu?"
"O quê?" Eu disse saindo dos meus pensamentos.
"Nós vencemos nossa primeira briga. E você sabe o que dizem?"
Eu pensei um instante e balancei a cabeça negativamente. Ele continuou. "Dizem que fazer amor depois de uma briga é a melhor coisa que tem. Mas eu posso dizer?"
Eu o olhei e sorri. Eu estava com o corpo dolorido do dia na praia, mas eu faria qualquer coisa que ele quisesse, disso eu tinha certeza. "Eu me contento em passar a noite com você em meus braços. Só de ter você comigo eu me sinto extremamente satisfeito".
Suspirando de cansaço, Edward me deu um beijo casto, dizendo que me amava. Sorri com isso. Meu corpo acendia toda vez que ele se declarava. Deitamos juntos e adormecemos abraçados na sua cama. Entretanto, poucas horas depois fomos acordados pelo celular do Edward que gritava em algum lugar que eu não conseguia identificar.
"Droga." Ele bufou se levantando, imediatamente senti falta do calor do corpo dele junto ao meu. "Alô... o quê?... Ok, tudo bem. Estareí ai em 15 minutos." Edward desligou apressado e já se arrumando.
Eu ainda estava zonza de sono. "O que houve, amor?"
"Meu paciente está passando mal. Eu deixei-o estável quinta à noite quando saí, mas, apesar de estar monitorando por telefone, parece que há algo errado. Preciso verificar o que houve. Sinto muito, amor".
"Tudo bem. Vou sentir sua falta".
Edward terminou de se arrumar rapidamente e, me dando um rápido beijo, saiu do quarto. Eu entendia, afinal, vivia há anos dentro de hospitais e os médicos sempre precisavam estar a postos para qualquer surpresa.
Alguns minutos depois caí em um sono pesado, sendo acordada pelo barulho da porta se abrindo bem devagar. Abri os olhos lentamente e percebi alguém entrando. Ainda estava escuro, denunciando que o dia estava longe, já que o quarto do meu namorado praticamente não tinha paredes. Tentei ficar coerente com o movimento da pessoa que se aproximava da cama. Quando meus olhos se focaram eu percebi que não era Edward. Rob estava parado bem ao lado da cama, totalmente silencioso. Com duas esmeraldas escuras, senti que ele varreu meu corpo com os olhos e me encarou.
Eu soltei um suspiro e abaixei os olhos, nervosa, ao perceber que tinha dormido nua e agora estava exposta para ele. Isso não podia acontecer.
Nota das duas autoras (tudo misturado): Ok... nem vou comentar sobre esse final para não aumentar minha fama de "spoiler girl"... mas sobre o Rob... ele é sempre Rob gente...
Eu adorei o momento Jake corno. Enfim...
Estávamos conversando (Irene e Titinha) e lembramos de "curiosidades" sobre a fic... então aqui vão algumas:
*sabia que o numero do quarto do hotel onde a Bella perdeu a virgindade para o Rob, no primeiro capitulo é o numero da casa da mãe da Titinha?
*sabia que a associação com o filme Constantine do segundo capitulo, foi uma homenagem ao irmão da Titinha que adora o filme?
*sabia que a Titinha e a Irene não conseguem mais escrever os capitulos sozinhas, sem uma perguntar pra outra? sempre?
*sabia que a primeira pessoa a ler todos os capitulos é a mãe da Titinha, que adora e sempre dá opnião em tudo?
*sabia que apesar de a Titinhar ser a perva mor, a Irene está arrasando nos lemons? e ela nos dramas *dá pra acreditar*?
*sabia que a Titinha (Rio de Janeiro) e a Irene (Manaus) se falam mais por telefone do que com sua própria familia?...huahauhauhaua
*E sabia que a maioria das loucuras da infancia do Rob e Ed são partes da infancia da Irene?
Bem
aqui foram algumas... espero que tenham gostado de tudo e obrigado sempre a nossa beta Ju e a nossa leitora Tati que eu *sonolenta* esqueci de citar no capitulo passado (um sacrilégio).
Deixa uma reviewzinha pra gente? Quarta tem mais!
