I wanna kiss you
But if I do then I might miss you, babe
It's complicated and stupid
Got my ass squeezed by sexy cupid
Guess he wants to play, wants to play
A love game, a love game
Hold me and love me
Just want touch you for a minute
Maybe three seconds is enough
For my heart to quit it
Eu quero te beijar
Mas se eu te beijar, talvez eu te esqueça baby
É complicado e estúpido
Ter a minha bunda flechada pelo cupido sexy
Acho que ele quer jogar, quer jogar
Eu amo jogo, eu amo jogo
Me segure e me ame
Só quero te tocar por um minuto
Talvez três segundos sejam suficientes
Para o meu coração acabar com isso
Love Game – Lady Gaga
Capítulo 17 – NO JOGO DA CONQUISTA QUEM PERDE É VOCÊ
Rob POV
Assim que voltei de La Push me joguei no sofá. Eu não tinha vontade sequer de subir as escadas para ir ao meu quarto. A casa estava silenciosa demonstrando que todos deveriam estar dormindo. Passei o resto da tarde nadando e conversando com meus amigos na reserva, até que escureceu e todos começaram a se dispersar. O festival era um momento de união das pessoas da tribo com a cidade. Eles celebravam a natureza e a reverenciavam, passando o dia na praia, confraternizando e comendo os frutos do mar e da floresta.
Avistei Jake de longe e, ao invés da simpatia e cumplicidade que sentia por ele, nesse momento eu estava sentindo pena. Todos percebiam que ele era louco pela Leah e depois do que aconteceu ontem na mata, onde recebi uma 'ajudinha' da sua namorada, eu podia ver que ele não estava sendo tão correspondido quanto queria. Coitado, Jacob era tão legal.
Eu só acenei para ele de longe e resolvi ir para casa. Despedi-me de todos os outros moradores e pisquei um pouco para as meninas, que suspiraram atrás de mim. O festival já tinha sugado todas as minhas energias e La Push já tinha dado tudo o que poderia por um final de semana.
Entrei no meu carro depois de cobrir o assento e dirigi rapidamente com os vidros abertos sentindo o vento frio bater na minha cara e bagunçar meus cabelos. Todas as lembranças do que aconteceu durante nossa temporada na reserva varriam a minha mente. E o pior de tudo é que eu não me sentia confortável com essa situação. Porra, eu estava sendo um cretino de verdade com meu irmão. O pior era as imagens da minha cunhada encravadas na minha memória e, ao mesmo tempo, a dor apunhalava algo que eu não usava com outras pessoas fazia tempo. Meu coração.
Agora, aqui nesse sofá, depois do meu longo passeio reflexivo pela cidade mais chuvosa do planeta, ouvi a porta de um quarto no andar de cima ser aberta. Fiquei esperando quem seria a pessoa que desceria para a cozinha. Não era comum ter sonâmbulos em casa. Isso era o que eu lembrava, mas fazia tanto tempo que não ficava acordado em casa, refletindo. De repente, vi meu irmão descer as escadas, sem fazer nenhum barulho. Acredito que com medo de acordar alguém. Olhei para o relógio e vi que ainda eram 4 horas da manhã.
"Cópia." Eu falei ao vê-lo surgir nas escadas.
"Porra, Rob, vai assustar outro!"
"Desculpa, eu estava cochilando aqui e ouvi você. O que aconteceu para acordar uma hora dessas? Alguma criança cortou o dedo na cidade?" Perguntei irônico. Lógico que deveria ser uma emergência médica.
"Fui chamado no hospital, um paciente meu piorou". Edward ficou me olhando intensamente. Essa porra me incomodou. Suspirando por eu não questioná-lo sobre seu olhar, ele continuou.
"Eu queria conversar sobre isso depois com você. Há muito tempo não falamos sobre coisas sérias, não é mesmo?" Ele sorriu e eu suspirei. Enquanto eu permanecia mudo, ele completou.
"Mas agora não, pode dormir."
"Tudo bem."
Ele saiu ligeiramente e deixou um silêncio gritante na sala. Meu irmão me conhecia bem pra caralho e isso às vezes até assustava. Mesmo eu ficando mudo e ignorando qualquer assunto mais profundo. Edward percebia que além dos meus conflitos constantes sobre ficar em Forks, ele, com seu poder de persuasão serena, com certeza iria querer me envolver com os seus pacientes novamente para que eu me apegasse mais ainda a essa cidade.
Porra, ele era esperto.
Sua insistência para minha permanência aqui me fazia tanto querer ficar, como sumir. Eu estava vivendo dentro de um furacão de emoções e tenho certeza que Edward percebia isso. Por isso todo o seu cuidado comigo. Isso era o que mais me deixava puto e confuso. Eu não estava sendo totalmente honesto com a pessoa mais importante da minha vida. Na verdade, a única pessoa que conhecia todos os meus segredos. E o que eu faço em troca? Estava me metendo no seu terreno e tendo essa porra de desejo imoral pela Bella. Isso era a coisa mais ridícula que já tinha acontecido na minha vida.
Isso tinha que acabar. Eu tinha que contar pra ele. Esse era o único segredo que eu escondia do meu gêmeo. Edward sempre soube de tudo o que eu fazia, com detalhes. Eu sempre ligava para ele, em todos os momentos. Mesmo que eu não falasse exatamente como me sentia, falando sobre banalidades e assuntos ilógicos. Mesmo sem Edward querer. Eu adorava, principalmente, contar minhas "escapulidas" para ele logo após elas acontecerem.
Ainda me lembro do dia em que eu saí daquele hotel em Paris. Na verdade, as minhas memórias estavam ainda mais vívidas depois do reencontro com Bella em Forks. Não, naquele dia ela era Isabella. A gatinha selvagem de Paris. Assim que saí do hotel, eu disquei seu número e ele logo atendeu. Será que Edward se lembrava?
Bella.
Isso me lembrou que essa era uma das poucas chances que eu teria para falar com ela. Com certeza Bella estava dormindo com ele no seu quarto. Afinal, eles nunca se desgrudavam mesmo. O dia com certeza não tardaria a aparecer e não dava pra saber que horas Edward voltaria, mas médicos são imprevisíveis e nessa casa tinha dois. Já era dificil decidir sobre ter essa conversa com ela, assim como estava quase impossível encontrá-la sozinha. Então eu precisava aproveitar enquanto a minha decisão estivesse tão viva em minha mente. Eu tinha que conversar com Bella. Subi as escadas silenciosamente e soltei um suspiro forte enquanto girava a maçaneta.
Que ela esteja vestida. Que ela esteja vestida. Minha mente implorava, pois só assim eu conseguiria ter uma 'conversa' de verdade com ela. Eu não precisava de estímulos para que minha razão desse lugar ao meu tesão. Eu prendi a respiração novamente assim que a avistei na cama. Quase não acreditei quando vi. Mente maldita. Traidora!
Bella estava nua, um lençol se enrolava em uma das suas pernas e seu seio estava com o bico tão rosado que minha boca encheu de água. Porra, Bella não ajudava mesmo. Eu, Rob, o irmão gêmeo do mal, que tenta ser legal e compreensivo, querendo ser civilizado e ela querendo me foder.
Não Rob, você quer fodê-la.
Como eu pensei exatamente: Mente maldita do caralho.
Não pensei muito no que estava fazendo, meu corpo automaticamente foi atraído ao dela e de repente eu estava parado ao lado da cama. Ela estava com os olhos levemente abertos e confusos pela sonolência enquanto tentava entender o que eu estava fazendo parado aqui.
Seu olhar desceu pelo meu corpo e logo avistou o que deveria ser a ereção do ano, presa nas minhas calças. Sua respiração travou e seu olhar agora desceu e correu por seu próprio corpo. Bella não sabia que estava nua porque, logo que ela se olhou, seu corpo se encheu de uma coloração rosa que não ajudou em nada no meu auto-controle.
"Porra." Eu soltei e logo ela sentou na cama como se um alarme soasse. Suas mãos foram para seus seios e meu olhar agora percorreu o quarto. Ela tentava se ajeitar e cobrir-se com o lençol, mas todo o seu corpo já tinha sido exposto e perversamente gravado na minha mente. Eu estava no quarto do meu irmão, olhando para a namorada dele nua e querendo fazer muito mais do que olhar. Eu era um pervertido.
Virei meu rosto para o lado e comecei a falar enquanto dava passos para trás. "Bella, me desculpe... eu queria..." Eu quase tropecei e virei de costas, indo em direção à porta. "Porra... eu... me desculpe."
Meu pau quase chorou enquanto descia as escadas e rumava para o meu carro. Ele era meu melhor amigo nas horas de fuga. Bella estava me fazendo dirigir mais nesses meses do que eu tinha dirigido nesses anos de estrada. Até mesmo quando eu competia. Nas provas de Rally. Em Paris, com Bella.
Porra, Rob, isso não está ajudando!
A parte importante da minha fuga consistia na história da minha vida, onde dirigir sempre me acalmava. Isso era o meu alívio, ou escape para todos os meus problemas desde que eu me lembrava. E eu precisava sair daqui. Agora.
Uma coisa era ser permitido a fazer isso. Outra coisa era fazer sem que meu irmão soubesse. Porra, eu não traio minha família. Ela era a única coisa que me segurou nesse mundo por esses anos. Principalmente Edward. Meu irmão gêmeo.
Arranquei o carro da garagem e voei rumo a qualquer lugar, sem uma direção definida. O carro corria muito e eu já nem prestava atenção para onde estava me dirigindo. Acho que eu já tinha passado em cada rua de Forks por mais de duas vezes, somente nesta fuga insana. Virando uma esquina eu percebi luzes azuis e vermelhas brilharem. Só podia ser brincadeira. Olhei o relógio, reflexivamente, para saber que horas seriam. Já eram quase 6 da manhã. O sol brilhava no canto e quase fiquei cego ao encostar o carro e tentar ver quem era o cara que andava em minha direção. Puta merda.
Charlie.
Não, por favor. Não agora.
Ele veio na direção da minha janela e fez sinal para que eu baixasse o vidro. Meu vidro desceu enquanto todo o meu sangue escorria do meu rosto. Isso não estava acontecendo. Eu devia estar sendo testado até o limite da minha sanidade, ou antecipando a penitência de todos os meus pecados na terra. Mesmo sem olhar, eu sentia sua presença. Quando ele ia me perguntar algo, sua voz travou. Percebi que Charlie cancelou a garganta e tentou novamente. Preciosos segundos se passaram.
"Rob?"
Meu rosto continuava olhando meus joelhos enquanto eu tentava unir forças para encará-lo.
"Charlie." Foi só o que eu disse, ainda sem olhar em seu rosto.
"Eu... eu estou mais do que surpreso meu rapaz. Há quanto tempo não o vejo."
"Sim, me desculpe pelo excesso de velocidade. Eu... eu estava voltando para casa."
Ele parecia que estava vendo um fantasma. O sentimento era mútuo.
"Tudo bem. Eu vou deixar passar. Você está de volta?"
"Talvez." Eu disse e comecei a ligar o carro, finalizando a conversa. Isso não nos levaria a nada.
"Vá com cuidado." Foi o que ele disse enquanto meu carro se movia novamente. Eu não sabia e não sentia nada. Parecia que meu corpo estava atordoado e dormente. Jamais imaginei que meu retorno seria tão difícil. Comecei a senti meu rosto úmido e minha vista estava ficando nublada. Mesmo sem querer, levei uma mão aos meus olhos e senti que muitas lágrimas começaram a rolar de meus olhos. De repente senti um soluço sair do meu peito e descobri que eu estava chorando copiosamente. Porra. Esse sentimento poderia ficar pior?
Passei pela frente da rua que mais me doía e não tive coragem de olhar para o lado. Eu jurava que essa ferida tinha sido curada e esquecida, mas essa merda nunca sairia da minha mente. Mesmo que eu imaginasse que sim. Meus fantasmas estavam bem trancados.
Foda-se.
Parei o carro na garagem da minha casa e baixei meu banco para trás e me deitei, fechando fortemente meus olhos para controlar minhas lágrimas que ainda insistiam em cair. Aqui era o lugar mais seguro do mundo.
Acordei com uma batida no vidro e vi o rosto preocupado de minha mãe do lado de fora. A claridade quase me cegou enquanto eu tentava me focar.
"Rob, vamos pra dentro." Minha mãe disse calmamente. Abri minha porta e saí do carro, ela ainda me olhando, mas sem dizer uma palavra.
Estava subindo as escadas lentamente quando ela falou "Vou preparar seu café." Eu só balancei a cabeça, concordando. Ainda estava sem forças para conversar. Não olhei para o fundo do corredor e meus olhos ainda ardiam do choro.
Comecei a tirar minhas roupas enquanto andava em meu quarto. Segui para o banheiro e liguei o chuveiro, esperando até ter certeza de que a água estava quente. Coloquei-me debaixo dele e deixei a água me lavar e minha mente ficar focada. Fechei os olhos e encostei as mãos na parede, deixando o calor me aquecer. Tudo era muito doloroso, mas eu superaria. Mais uma vez. Enclausurei as lembranças que me remoeram há algumas horas. Isso não aconteceria novamente. Eu tinha prometido a mim mesmo.
Bella era um pensamento mais 'seguro'. Se tudo o que já aconteceu na minha vida envolvendo a mulher do meu irmão fosse considerado um território sem problemas. Porra, eu poderia dizer que tudo na minha vida era com muitas emoções. Isso sim poderia ser irônico de pensar. Revisei sobre tudo que deveria ter sido dito, mas ainda achava melhor que isso não acontecesse em um quarto. Era melhor para o meu controle e sanidade. Eu tinha que esperá-la acordar.
Meia hora de banho e muitas decisões tomadas, me vesti e desci para enfrentar minha mãe.
"Bom dia, dona Esme."
"Bom dia, meu filho." Ela estava sentada na mesa. Tudo cheirava muito bem e meu estômago lembrou que eu não comia há muito tempo. Por isso eu amava minha mãe. Ela cuidava da gente, mesmo sem sabermos que precisávamos ser cuidados. Sentei-me de frente para ela e peguei uma rabanada, suspirando e fechando os olhos ao sentir o gosto.
"Rob."
"Hum?" Olhei pra ela levantando a sobrancelha, já que eu tinha abocanhado um grande pedaço da delícia que eu estava comendo.
"Eu sei que você não gosta de conversar sobre essas coisas..." Puta merda, de boca cheia e uma fome do cão, eu não conseguiria fugir tão fácil disso. "mas eu acho que tenho o direito de saber algumas coisas."
"Ok."
"Você pretende ficar."
"Eu não sei." Fui sincero. Meu coração e minha mente estavam uma confusão.
"Você pensa em retomar seu trabalho?"
"Mãe..." Parei medindo minhas palavras. "Faz muito tempo... eu nem sei se consigo mais."
"Meu filho, você sempre amou o que fazia." Sim, eu amei, muito. "Você não acha que já chegou o momento de você superar? Nós sentimos sua falta. Foi tempo demais."
Suspirei alto enquanto mastigava. Minha mãe sempre era direta e firme. "Eu sei. Eu também senti falta de tudo. Prometo que vou tentar."
"Era só o que eu precisava ouvir."
Passamos alguns momentos tranqüilos, ela sequer beliscou a comida, mas eu devorei quase tudo. Mamãe me fez lembrar sobre uma das minhas antigas paixões. E a que eu mais evitava pensar, já que sempre me trazia de volta ao passado que queria apagar. Eu e meu irmão sempre a compartilhamos, mas de maneiras muito diferentes. Era engraçado pensar nisso dessa forma.
Mas fazia dois longos anos que eu sequer li uma revista médica. Como eu poderia retomar tudo isso? Como eu poderia voltar a GWU* e continuar de onde parei? Ridículo, balancei a cabeça para retirar os pensamentos e as ilusões de que tudo poderia ser como era. Não poderia. Não mesmo.
*A Universidade George Washington, (The George Washington University, GW, ou GWU) é uma instituição privada, fundada pelo Congresso americano em 1821 e uma das líderes mundiais em educação e pesquisa. Localizada em Washington, D.C. nos Estados Unidos, seu campus principal encontra-se a quatro quarteirões da Casa Branca e ocupa uma área de 17 hectares, sendo rodeada pelas sedes do Banco Mundial, Fundo Monetário Internacional (FMI), Organização dos Estados Americanos (OEA), Cruz Vermelha além de diversos ministérios dos EUA, Embaixadas e Institutos de Pesquisa de Idéias. Superando a marca de 1 bilhão de dólares em 2007, a Universidade é uma das instituições de ensino que mais recebem doações no mundo e mais investem em Pesquisa & Desenvolvimento, segundo o ranking da U.S. News & World Report. Encontra-se ainda entre as 10 universidades mais ativas políticamente, que possuem maior consciência social e as instalações mais modernas, segundo o ranking da Princeton Review.
As pesquisas deveriam ter avançado muito de onde parei e apesar de ainda receber pela patente do tratamento de pré-leucemia*, isso talvez significasse que eu ainda era 'avançado', senão alguém teria encontrado um tratamento melhor. Apesar de inicialmente não querer trabalhar com crianças como meu irmão, me deixei levar pelas pesquisas e acabei chegando perto da área dele, mas nunca foi meu objetivo. A cura ou um tratamento menos agressivo ao câncer era o que eu buscava.
*Pré-leucemia é o estudo avançado das células tronco que contém o gene mutante que irá causar a leucemia. Então, o estudo adiantado dessas células ajuda no tratamento e cura na maioria dos casos. Isso é mais fácil de acontecer quando o paciente é criança, pois ele tem mais chances de se tratar.
"O que aconteceu para o seu irmão madrugar?"
"Ele foi chamado no hospital."
"Ah sim, me assustei ao ver Bella descer sozinha essa manhã. Só assim para aqueles dois se soltarem." Ela riu. "Bem, agora que você está com um semblante melhor e devidamente alimentado, eu posso sair. Seu pai foi na frente. Hoje vamos almoçar na casa da Alice. Então, se você precisar, tem comida na geladeira." Só balancei a cabeça e continuei comendo, milhões de pensamentos ao mesmo tempo passando por minha cabeça. Minha mãe deu a volta na mesa e plantou um beijo em meus cabelos.
"Eu te amo."
"Eu também."
Terminei de tomar o meu café e levantei para cumprir meus planos, que agora estavam parecendo acertados. Sem minha família aqui e Edward no hospital. Esse era o momento.
Abri a porta da frente e olhei ao redor, como se eu pudesse ser seguido. Com poucos passos, eu já estava em frente à casa de Bella. Enquanto me aproximava eu ouvia, cada vez mais alto, uma música vindo de dentro.
Ooooh ooh, this is my shit, this is my shit
Ooooh ooh, essa é a minha merda, essa é a minha merda
Eu não consegui segurar a gargalhada que se formou ao imaginar Bella escutando uma música dessas. Não combinava com sua personalidade. Assim que cheguei a sua porta e ia tocar a campainha eu ouvi no fundo a voz de Bella ofegante.
Let me hear you say this shit is bananas
B-A-N-A-N-A-S
(This shit is bananas)
(B-A-N-A-N-A-S)
Deixe-me ouvir você dizer que essa merda é "bananas" (legal)
B-A-N-A-N-A-S
Essa merda é "bananas"
B-A-N-A-N-A-S
A música estava muito animada com a voz de Bella ao longe, mas meu dedo apertou a campainha e a voz dela sumiu do fundo. Eu a ouvi correr para a porta e senti o fluxo do vento quando ela a puxou, totalmente exasperada.
Minha respiração travou.
O que eu ia mesmo falar? Caralho. Mente maldita. Olhos malditos.
Bella estava com o seu cabelo preso em um coque bagunçado, uma camiseta muito pequena quase sem cobrir seus rosados seios, um micro short e com a porra de um espanador na mão direita. A porra de um espanador. A porra da fantasia mais clichê já pensada por um homem e a porra da coisa mais erótica que eu poderia ter visto. Puta que pariu. Eu ia morrer!
O peito dela subia e descia enquanto sua respiração saía com fortes rajadas pelo seu esforço. Seus olhos cresceram quando me viram e seu sorriso, antes brilhante, foi se desmanchando aos poucos enquanto se transformava em surpresa.
Mesmo sabendo por quem ela esperava e o que ela poderia estar pensando sobre o que estava do outro lado da porta, meu corpo traidor não se segurou como pela manhã, dando um passo em direção a ela, com os olhos arregalados e sem conseguir falar uma palavra.
Eu senti a respiração dela travar quando eu fiquei a centímetros de seu rosto, minha mão indo para puxar seus cabelos.
Pare Rob.
Foda-se.
Você não pode fazer isso.
Foda-se.
Ela soltou um longo suspiro e o doce cheiro de sua respiração foi o que terminou de nublar meus pensamentos quando meus lábios chegaram aos dela e eu comecei a devorar sua boca. Seu corpo travou e eu, mesmo assim, não consegui parar, o gosto dela era inebriante pra caralho.
Bella soltou mais um suspiro, quando minha língua deslizou por seus lábios e ela a recebeu, uma de minhas mãos ainda em seus cabelos enquanto eu puxava o seu rosto mais para o meu, como se fosse humanamente possível. A porta bateu atrás de nós e eu levei minha outra mão para a sua bunda e a levantei em meu corpo, minha ereção querendo furar minha calça de tão rígida que estava. Bella amoleceu nos meus braços quando os seus envolveram meu pescoço e suas mãos indo para meus cabelos e os puxando ferozmente.
Eu a queria aqui e agora.
Seu centro aquecia minha calça e eu a pressionei contra o sofá, ainda em meu colo, fazendo-a bater em minha ereção. Isso não seria gentil. Bella gemeu e eu a apoiei no sofá. Uma de minhas mãos foi para sua boceta, pressionando seu clitóris enquanto ela desmanchava no encosto do sofá.
Eu não conseguia dizer uma palavra. Um desejo louco estava dominando meu corpo e me corroendo por todos esses dias. Eu era um bastardo ganancioso. Naquele instante nada vinha a minha mente sobre o que teria feito eu vir à sua casa. Eu nem sequer lembrava uma frase que eu tinha planejado falar.
O que era mesmo?
Eu não conseguia achar coerência em nada. Só sabia que Bella tinha um beijo fodidamente gostoso e os gemidos dela eram excitantes demais. Alucinante demais. Insano demais. De repente, um gemido virou um soluço e, assustado, abri rapidamente meus olhos para ver grossas lágrimas descerem de seu rosto enquanto ela me empurrava freneticamente, tentando me afastar.
Puta que pariu. Eu sou um filho da puta traidor.
O que eu fiz?
Dei um passo para trás enquanto as conseqüências das minhas tensões e todo o remorso do meu erro me esmagavam. Isso não podia ter acontecido. Nós fizemos isso. Eu fiz isso com ela. Sem qualquer pudor, ou sem esperar sua aceitação, eu ataquei-a como um homem das cavernas tarado. Ainda confuso com minha reação, vi quando Bella colocou as mãos no rosto e o desespero tomava ainda mais suas feições.
"Bella... eu-" Sua mão me parou.
"Não... meu Deus... eu não... Meu Deus... isso não podia-"
"Não podia, foi culpa minha." Eu falei em uma respiração. "Foi MINHA culpa. Não se culpe por isso." Ela andou até o sofá e sentou na beirada. Não esperei seus argumentos, eu precisava falar. "Eu te ataquei Bella. Não tinha esse direito. Vim até aqui pra conversar com você. Eu juro que essa não era a minha intenção... mas aí..." Parei ainda atordoado com minhas ações. "Desculpe-me, por favor. Mas agora nós temos que admitir que precisamos conversar."
Bella continuou sentada enquanto lágrimas desciam do seu rosto e nenhuma palavra saía de sua boca. "Bella." Eu comecei, então tinha que acabar com isso. "Nós precisamos contar pra ele." Ela tampou o rosto novamente com as mãos e chorou copiosamente.
"Eu sei."
"Eu não consigo mais. Eu nunca escondi nada dele."
"Nada?" Ela levantou o rosto assustada.
"Nada nada."
"Então ele..."
"Sim."
Mais lágrimas. "Desculpe-me, Bella. Eu e ele sempre fomos confidentes e isso tudo," apontei o dedo entre nós, "não deveria ter acontecido. Mas saiu do meu controle. Eu não sei o que estou fazendo aqui. Não sei por que eu aceitei isso. A culpa foi minha."
"Pare, Rob." Ela falou decidida e eu me calei. "Pare de tentar dizer que a culpa é sua. Eu permiti. EU. Eu deixei que tudo acontecesse sem falar nada. Ninguém é mais culpado que eu."
"Bella-"
"Como nós vamos contar? Como? Ele nunca imaginou isso. Edward nunca sequer me perguntou sobre você. Como, Rob? Ele vai me deixar!"
"Ele te ama."
"Mas ele não é idiota, Rob. Ele vai saber que nós permitimos que tudo isso acontecesse e não falamos para ele que nos conhecíamos de antes. Ele não vai me perdoar. Eu vou morrer sem ele."
"Ele não vai."
"Como você pode dizer isso? Você imagina como vai ser? Ele vai se sentir duplamente traído, por mim e por você. Eu não sei o que fazer."
"Eu só sei que esse segredo está me deixando louco."
"Eu sei."
Nós ficamos em silêncio. Eu procurava uma solução na minha cabeça, pois sabia que teríamos que contar toda a verdade. Mas era difícil imaginar uma maneira para que isso não o machucasse demais e fizesse todos saírem sem ressentimentos. Entre nós três. O que eu poderia fazer? Porra, minha vida estava sempre envolvida em situações que me exigiam demais, sugando todas as minhas forças. Por isso eu fugia. Nunca conseguia entender o por que de tanta dor.
"Rob?"
"Hum." Eu me aproximei lentamente do sofá e sentei do outro lado.
"Por que você me deixou naquele dia? Por que não se despediu? Deixou um bilhete."
Ela me pegou de surpresa. Definitivamente esse não era um assunto que eu estava preparado para falar. Eu não sabia o que responder. Diante do meu silêncio, Bella me olhou mais intensamente e suspirando continuou a falar, com a voz embargada.
"Eu não entendo. Você tinha sido tão atencioso... e de repente eu acordo sozinha. Você sabe que foi-"
"Sua primeira vez." Ela se virou para mim alarmada. "É claro que eu sabia, Bella. Por isso tentei fazer de tudo para que você gostasse e que fosse especial, pelo menos naquele momento."
"Desculpe, Rob, mas o que você fez, foi horrível. Nem uma palavra. Nada. Eu passei muito tempo pensando sobre isso. Eu procurei razões para ter sido abandonada-"
"Você não deu nenhuma razão, Bella. Aquilo era quem eu era. Eu... eu era um babaca. Eu fugia. Fugia de tudo o que eu gostava. De tudo que pudesse me prender. Vínculos, nomes... tudo. Eu não queria saber."
"Você acabou comigo naquele dia... e durante muito tempo depois, Rob."
"Me desculpe."
"Eu fiquei anos pensando que tinha algo de errado comigo. Você imagina o que é viver com isso?"
Sim, Bella, eu sei. Eu ainda me pergunto a mesma coisa.
"Eu sinto muito."
"Você só sabe dizer isso? Sinto muito? Me desculpe? É minha culpa?"
"O que você quer que eu diga?"
"Eu não quero que você me diga nada, Rob. Mas ainda tento entender. Como o homem que me abandonou sem um adeus agora me persegue? Agora me olha como se eu fosse a deusa dele? Que agora, esse homem, que não tinha um nome, me compartilha com o irmão? Que agora parece estar sempre por perto? Sendo atencioso e sempre parecendo interessado? O que mudou?"
"Nada mudou."
"Como 'nada mudou'?"
"Eu não sei. Porra, eu estou em uma confusão do caralho, Bella! Não sei o que estou fazendo aqui. Nem agora e nem nessa porra de cidade. Eu já teria fugido desde a primeira noite em que te vi, mas essa cidade é amaldiçoada." Ela soltou uma risada falsa. "Sério, não consigo fugir. Eu me sinto preso aqui. Mas também não quero mais ficar longe da minha família e se eu admitir, mesmo que pra mim mesmo, que não posso ter isso com você aqui, eu terei que ir embora. Novamente. Você entende? Eu vou ter que passar anos sem vê-los. E não quero mais fugir. Eu quero resolver minha vida."
"Eu não quero te separar de ninguém, Rob. Eu... eu também não sei o que eu sinto. Eu amo seu irmão, mais do que tudo."
"Isso está escrito na sua cara, Bella. Você não precisa me dizer."
"Mas então, como isso-" ela apontou entre nós, "está acontecendo? Por que essa confusão?"
"Eu não comecei isso."
"Você quer parar?" Ela me perguntou. Porra, ela sabia bem em que assunto poderia apertar para me deixar mudo. Suspirei forte e puxei meus cabelos em frustração.
"Eu penso nisso o dia todo, Bella. Não vou negar nada pra você, mas eu tento não pensar. Isso eu posso dizer."
"Eu nunca imaginei algo assim acontecendo."
"Isso não deveria estar tão errado, Bella."
"Como não?"
Aproximei-me dela mais uma vez e segurei em sua mão. Por algum motivo, eu queria que Bella soubesse que eu não a queria só para sexo. Ela era uma mulher especial demais.
"Isso tudo que aconteceu entre nós três jamais seria errado se nós não tivéssemos esse segredo. Nós três queríamos isso e foi com consentimento mútuo. O único erro é a omissão de fatos." Ela balançou a cabeça negativamente. "Sério, Bella. Eu jamais pensaria mal de você por isso. Nossos desejos são algo que nós não devemos afogar e esquecer, meu irmão é alguém que entende isso, por isso ele está deixando tudo isso acontecer. Para o seu prazer."
"Isso tudo é tão novo e tão confuso pra mim. Eu não sei como reagir."
"Tudo bem, Bella, nós só temos que pensar melhor em como tudo será esclarecido. Já deu para perceber que esse segredo já chegou longe demais."
"Tudo bem. Mas não hoje. Ele vai chegar cansado. Ele mal dormiu. E prometo que vou pensar sobre isso. Obrigada, Rob, por me explicar tudo."
Ela sorriu um lindo sorriso para mim. Eu peguei a mão dela e trouxe aos meus lábios, dando um suspiro tranqüilo, quando então a porta da frente foi aberta e meu irmão entrou. Meus lábios ainda estavam conectados com sua mão e Bella ainda me olhava quando ele chegou.
Inconscientemente, Bella deu um salto do sofá e nós três continuamos em silêncio, cada vez mais difícil de pensar no que falar, pelo menos no meu caso. A tensão na sala era quase física. O olhar de meu irmão estava escuro e ele nos analisava sem dizer uma palavra.
A minha respiração começou a ficar mais tensa, com uma nuvem de ansiedade na sala que crescia ainda mais, até que senti o clima mudar. Eu conhecia Edward como ninguém, mas eu não sabia o que ele estava pensando nesse exato momento. Lentamente eu afastei a mão de Bella até que eu a soltei e o olhei.
Porra. Como tudo ficou tão fodido?
Nota da Irene: (como quase sempre... afff... que menina que gosta de falar... ) enfim... espero que tenham gostado do capitulo. Hahahahah Eu sei... somos loucas e adoramos ver o circo pegar fogo. Alguns segredos foram revelados nesse capitulo, mas alguns foram só instigados. O importante é vcs saberem o lado do Rob... ele não é o cara mal que muitas imaginavam. Ah... a música que a Bella estava escutando é Hollaback Girl da Gwen Stefani. Adoro essa música... é tão... meninas e bananas... hahahaah.
Mais coisas boas:
1- Próximo capítulo POV Ed... uiiiiii
2- Teremos uma cena extra postada nesse fds... ela não segue onde a história está agora, ela se passa um pouco antes, por isso virou extra... espero que vcs gostem. Eu e a Tititnha estamos nos divertindo com ela.
3- Como eu amo vcs, se vcs deixarem bastante reviews... eu coloco um spoiler do capítulo 18 no final da cena extra. ahahaaahahahahaha.
Então? O que acharam: Odiaram? Amaram? Querem ver sangue? Querem ver a vitamina c escorrendo dos lemons? Ou a dura verdade? A Opnião de vcs é super importente. Amamos vcs. Até quarta que vem.
Ahhhhhhhhhhhhh... ia esquecendo: Domingo é niver da nossa super tradutora Ju, e estamos deixando reviews de presente pra ela em Mr. Horrible, quem puder ajudar é super bem vindo. E estamos concorrendo com a fic Entre Irmãos em várias categorias no site Twi Contest. Quem puder, vota na gente. O link está no meu perfil.
Bjus
Titinha e Irene
