ROBERT em Roma, em algum momento antes da sua visita ao badalado pub do capítulo 4.
CENA EXTRA 01 – Os pensamentos são meus, mas as ações eram delas.
POV ROB
Eu tinha a vida que pedi a Deus. Na verdade sabia que tudo o que eu queira, conseguia somente com meu olhar safado e meu sorriso torto. Quando era um pouco mais difícil, eu passava a mão pelos meus cabelos. Isso sim era fácil.
Mas o que mais me animava na minha temporada na Europa era as amigas que conquistei. Sei que posso ser um cretino insensível, mas eu sabia que estava no mundo para dar prazer às mulheres e ponto, sem explicações ou relacionamentos. Mas, porra, eu tinha amigas também. Quero dizer, amigas especiais. Eu nunca me envolvia emocionalmente com ninguém, mas quando a solidão aparecia, ou quando eu precisava de alguma distração, sem ser exatamente algo que me fizesse pensar, eu tinha uma ajuda. As minhas loucas amigas de Roma.
Poucas vezes recorria a elas. Não quis dizer sexo, pois na verdade, eu só tinha saído uma vez com cada uma, o que era a minha regra há muito tempo, mas tinha sido algo tão livre e desimpedido. Eu tinha adorado a pequena ligação que foi conquistada entre nós, que não me importei quando a linda Patty descobriu meu telefone. Quero dizer, Titinha. Pois somente eu a chamava de Patty, mas seu apelido mais famoso era esse. Titinha. Sim, eu tinha esse jeito desinteressado e arisco, não dava meu nome a ninguém e nem mesmo perguntava o delas, mas as meninas tinham ganhado minha confiança. Isso porque Patty e sua amiga inseparável, Irene, sempre me chamavam para as festas mais badaladas de Roma. Sem qualquer compromisso. E não seria eu que rejeitaria o convite, certo?
Segundo minhas louquinhas, a melhor diversão era o que elas me contavam depois da minha chegada nas festas. Sempre tinha uma tarada, uma incubada, ou falsa puritana da alta sociedade que se escondia com máscaras perfeitas, mas que acabava gozando nos meus braços, ou melhor, no meu pau. Isso tudo era armado sempre pela Patty e pela Nêni enquanto elas riam, ou pior ainda, filmavam algo comprometedor. Sim, eu não sou nenhum santo, e não tenho culpa de nada. Eu sempre me divertia. Mas havia as festinhas mais "inocentes". Quer dizer, nada que vinha da cabeça delas era infantil, entretanto, tinha algumas badalações que não eram de cunho vingativo ou escandaloso. Mas sempre eram extremamente sensuais. Isso que eu adorava nelas.
Aliás, eu já estava em Roma há alguns dias. Não que isso me preocupasse porque a Europa parecia meu quintal, mas normalmente não ficava muito tempo em uma mesma cidade. Elas sempre me cansavam. Eu digo isso das cidades e das mulheres mesmo. A última festa que as meninas tinham me levado, foi ótima. Eu quase, disse quase, dei uma segunda oportunidade de um orgasmo para as duas pela festa maravilhosa que organizaram. Mas eu tinha encontrado uma loira bem assanhada que tinha me feito esquecer esse detalhe. Mas tudo bem, não houve danos. Entretanto, tinha muito tempo sem notícias delas e daqui a pouco eu já estaria partindo para Barcelona e ficaria difícil encontrá-las. Bufei. Eu queria uma diversão simples.
Assim que acordei da minha única noite sem sexo nas minhas últimas semanas, sim, porque eu tinha gozado loucamente durante o dia e não estava com disposição para continuação, lembrei que precisava fazer o check-out, pois eu sempre ficava em hotéis por poucos dias. Levantei-me rapidamente e ajeitei minha mochila, assim como corri para o banheiro e tomei uma ducha rápida.
Enquanto eu estava com a toalha em volta do meu pescoço e andando nu pelo quarto, ouvi meu celular tocando. Sorri. Essa era a música que eu tinha escolhido para quando elas me ligassem. 'Boys, Boys, Boys' da Gaga.
"Olá".
"Oi gostosão. Que saudades de você".
"Patty. Porra, vocês sumiram!"
"Quem? Nós?" Ela riu "Espera um pouco que vou colocar no viva-voz".
"Como?"
"Meu lindo. Pra Nênizinha escutar a conversa. Dãh".
Eu ri. Nem parecia que elas eram mulheres importantes nas áreas que atuavam. Sempre se comportavam como meninas comigo. E claro que eu adorava.
"Meu amor, quanto tempo! Estávamos loucas de saudades. Adivinha onde estamos?"
"Hum, não faço a menor idéia, Nêni".
"Estamos passando em frente à praia que você conheceu a Patty. Ela tava falando que foi o melhor orgasmo da vida dela. Aí nos lembramos de ligar pra você".
"Essa praia é uma loucura mesmo." Inconscientemente alisei meu pau. Porra, a voz da Nêni era gostosa pra caralho no telefone. "Só por isso vocês me ligaram?"
"Lógico que não bobinho. Acha mesmo que nós perderíamos a oportunidade de escutar essa voz de sexo sem oferecer nada em troca?"
"Hum... desse jeito vou até gemer".
"Ai sim... isso... eu só não vou me masturbar agora porque estamos na rua, eu estou na direção e a Nêni não sabe dirigir".
"Patty, Patty. Não brinca com fogo." Eu já estava rindo. Eu adorava essas duas.
"Então lindo homem sexy mais gostoso de toda a Europa. Tá a fim de ir a uma festinha?"
"Hum... posso pensar Patty?" Falei quase gemendo.
"Falando assim você vai poder ficar até amanhã pensando. Desde que continue gemendo no telefone".
"Nêni, delícia. Eu ainda não me esqueci da sua boquinha".
"Ai, senhor amado. Pode parando com isso porque estou de calça branca e chegar ao encontro com meu noivo toda ensopada não vai dar certo. Afinal, eu viro uma cachoeira com você".
"Hum... eu lembro".
"Porra, Rob, para de gemer... ai senhor... a Nêni já está aqui revirando os olhos." Patty nem conseguiu brigar comigo. A sua voz saiu quase como um lamento. As duas já deviam estar bem molhadinhas mesmo. Eu adorava esse joguinho com elas. Às vezes, conseguiam até me deixar de pau duro nessas brincadeiras.
"E se eu me masturbar aqui, lembrando de vocês duas e falando, eu vou ganhar o convite da festinha?"
"DEUS! Rob... se você falar de novo o que fez com essa língua maravilhosa naquela praia eu vou bater esse carro. É serio tá? Senhor amado. Não faz isso. A Nêni nem consegue falar, e olha que isso é raro." A Patty falava rindo, mas eu sentia que ela já estava se contorcendo.
"Tudo bem... tô sendo dispensado" Eu fingi estar amuado.
"Não, amor. Longe disso. Na verdade, estou te ligando porque eu e a Nêni estamos organizando a festa de aniversário de uma grande amiga nossa. A Juliana. Ela é do Brasil e está nos visitando aqui na Europa. Vai ter vários amigos e amigas novas. Você vai adorar."
"Hum... festinha com a sociedade?"
"Rob delícia. Lógico que não. Nesse caso vai ser somente amigos de verdade. Mas nada que te impeça de aproveitar da melhor maneira".
"Quando vai ser, Nêni?"
"Amanhã à noite. No apartamento da Avenida Central. Aquele dos meus pais, Rob. Você ainda lembra dele?"
"Aquele que tem muitos quartos?"
"Esse mesmo." Ambas riram.
"Vocês pensam em tudo mesmo".
"Imagina... somos inocentes. Mas então? Posso confirmar? É festa privativa. Só entra as pessoas confirmadas".
"Com certeza minhas louquinhas".
"Então até amanhã, delícia. E não precisa levar presente. Acho que você já serve como o propósito. E nem precisa embrulhar".
"Eu sou o presente da amiga?" Tentei soar indignado, mas na verdade já estava imaginando o que essas loucas estavam aprontando. Porra, eu adorava desafios.
"Ainda não, Rob. Mas a Ju é mega tímida e quase não fala. E tem algum tempo que ela não faz nada com ninguém. Na verdade, não queremos forçar nada, mas tenho certeza que assim que ela te ver, ou vai querer dar pra você na hora, ou na pior das hipóteses, vai se masturbar loucamente pensando em você."
"Porra, vocês são loucas mesmo." Eu ri.
"Eu? Nada querido. Já te disse. Eu acredito que você é um presente para a humanidade. Tem que ser apreciado por todas. Imagina se eu iria privar minhas amigas de você?
"Tudo bem... hum... já me convenceram ok? Me aguardem amanhã".
"Perfeito!" Ambas gritaram. "Amanhã às 22 horas está bom?"
"Sim. Até amanhã então."
"Com certeza." E assim desligaram o telefone.
Eu ainda estava sorrindo quando cheguei ao saguão do hotel. Me aproximei da recepcionista e pedi pra encerrar a conta. A menina, coitada, chegou a engasgar quando me viu. Foi até divertido flertar com ela. Assim que assinei tudo peguei em sua mão e depositei um beijo.
Eu também sei ser solidário.
O restante do dia passou rapidamente e quando vi, já estava dentro da biblioteca da cidade. Não que me importasse muito com livros atualmente, mas eu tinha visto uma morena de parar o trânsito e jamais desperdiçaria essa oportunidade. E nem meu pau, lógico. Depois de algumas horas de sedução e chupadas, eu saí aliviado de lá. A propósito, ela era a bibliotecária.
Assim que saí liguei para o meu gêmeo. Como sempre, eu precisava falar com ele. Sobre tudo. Olhei para o relógio e calculei mentalmente o horário em Washington. Ele já estava acordado com certeza. O telefone não completou nem dois toques e Edward já estava atendendo.
Como ele era ansioso!
"Fala, cópia".
"Porra, Rob. Três dias sem notícias?"
"Também estava com saudades, maninho".
"Você sabe que nossa mãe fica perguntando, Rob".
"Calma, cara. Meu limite é de 3 dias, esqueceu? Tenho que te contar uma novidade que tinha esquecido. Eu até tô fazendo amizades por aqui".
"Com as mulheres?" Meu irmão soou admirado e sorriu.
"O que você acha? Lógico!"
"Então já transou com elas." Não era uma pergunta.
"Maninho. Tirando mamãe, Alice e a gostosa da nossa cunhada, infelizmente, o mundo é vasto e com muitas possibilidades."
"Eu sei".
"Então, vou a uma festinha amanhã com elas. Depois te ligo contando tudo".
"Rob... quando você vai tomar jeito?" Não foi uma advertência aberta, mas senti que a conversa iria se tornar séria nesse momento.
"Quando eu trocar de continente." Sorri. "Tenho que ir, maninho".
"Cuidado ai, cópia. Sem defeitos, por favor".
"Pode deixar. Mande beijos pra todos".
Assim que desliguei o telefone com meu gêmeo, eu suspirei. Por que Edward sempre me lembrava da realidade da vida? Eu só queria aproveitar o dom que eu tinha. Seu recado subentendido de defeitos era para eu não me meter em problemas. Porra, ele parecia meu irmão mais velho.
Depois disso, decidi que precisava tomar um drink em algum lugar relaxante. Encontrei um pequeno bar que me pareceu bem aconchegante. Depois de algumas doses, com o álcool rodando na minha mente, fui me hospedar no hotel em frente. Afinal eu tinha que descansar para a festa de amanhã.
Acordei sentindo aquele estranho gosto de guarda-chuva na boca, depois que a gente bebe muito. Mas não me importei. Pisquei meus olhos para acordar mais, passando as mãos pelos cabelos e pelo rosto. Mais uma noite sem sexo. Isso tinha que mudar. Ontem tinha sido somente pra relaxar, mas hoje seria diferente. Passando a mão pelo meu dorso, olhei para o relógio e vi que já passava das três horas da tarde. Puta merda, eu dormi pra caralho.
Levantei devagar e rumei para o banheiro. Precisava me ajeitar para a festa das minhas louquinhas. Assim que saí do hotel fui em direção a uma loja de aluguel de roupas. Por mais que a festa fosse informal, eu sabia que tinha que ir de terno e também o quanto elas tinham tesão em me ver tão sério. Mesmo que a princípio o tesão começasse pelas roupas.
Poucas horas depois, eu já estava pronto. Já era nove horas da noite e meu cabelo úmido e minhas roupas clássicas denunciavam que eu iria realmente para algo mais sóbrio, mas só na aparência. Eu já imaginava o que essas meninas estariam aprontando com essa amiga. Com muito prazer no meio, é claro.
Eu não tinha o hábito de chegar no horário em nenhum lugar. Nem mesmo na época em que corria, eu tinha responsabilidades e sempre me atrasava para os treinos, o que deixava os patrocinadores loucos. Isso era hilário na época. Mas nas festas das minhas meninas, eu chegava quase sempre próximo da hora marcada. E claro, não podia esquecer, minha linda Patty no seu círculo de amigos mais íntimos, era conhecida como Titinha. Assim eu tinha que chamá-la. Isso eu não podia esquecer.
Assim que cheguei à portaria, o segurança já abria a porta pra mim. As meninas devem ter dado minha descrição para entrar tão facilmente. Aquele era um dos prédios mais seguros de toda a Itália. Passei pelas pessoas no saguão e me dirigi ao elevador. Em poucos segundos eu já estava tocando a campainha. Me ajeitei tentando parecer casual. Ouvi múrmuros do outro lado da porta, um pouco antes dela ser aberta. Quando encontrei os pares dos olhos das minhas anfitriãs, meu sorriso se abriu. Eu estava mesmo com saudades delas.
"Estou atrasado?"
"Nunca, meu amor. Que saudades de você".
"Entra, Rob, queremos te apresentar algumas amigas".
Por que de repente senti como se estivesse entrando em um delicioso jogo erótico? Por mais que eu adorasse qualquer clima de sedução, percebi que as minhas adoráveis amigas tinham preparado algo muito maior do que uma simples festinha. Na verdade senti que eu era o prato principal. Isso porque, ao correr os olhos pelo local, que era uma ampla sala bem iluminada e com muitos móveis luxuosos, eu só tinha visto mulheres. E não eram poucas.
Olhei novamente para Nêni e alternando para Titinha. Elas sustentavam um sorriso inocente, mas que pra mim soou irônico. Levantei uma sobrancelha esperando as suas observações sarcásticas, pois estava claro que era algo armado por elas. Mas nada saiu. Corri a mão pelo meu cabelo e me aproximei lentamente de Titinha, sussurrando no seu ouvido.
"Minha delícia. O que significa isso?"
"O que foi meu sexy lindo?"
"Titinha, só tem mulher aqui, ou os homens ficaram invisíveis pra mim?"
"Jura? Você já reparou isso? Pensei que você fosse demorar a perceber esse fato insignificante." Porra, agora ela tava de sacanagem, né? Aproximei meu corpo ainda mais e direcionei o olhar para seus lindos orbes castanho e para sua boca carnuda, correndo também a língua pelos meus lábios. Ela gemeu e fechou os olhos. Eu não deixaria elas me dominarem assim.
"Hum... você está mesmo disposta a fazer esse joguinho, meu amor? Você sabe que eu sempre ganho. Ou você já esqueceu o que eu fiz pra você se render pra mim naquela praia, hein?"
Nem precisei de mais argumentos. Ela já respirava com dificuldade, assim como Nênizinha, minha Diva da Amazônia, que estava com os olhos arregalados e totalmente na expectativa. Lógico que eu era o presente. Isso estava mais do que evidente.
"Então, quem é a Juliana?" Falei mais alto do que meu habitual. Todas as mulheres do salão olharam em minha direção. Caralho, eu me senti completamente sem roupa nesse momento. Meu íntimo joguinho com as duas tinha sido observado com vívido interesse por todas as presentes. E no olhar delas estava muito óbvio que eu era a presa neste local. Tudo era fodidamente erótico.
"Acho que antes dela você poderia conhecer as demais, não é mesmo? A propósito, sou a Débora, mas no seu caso somente D. E eu sou D só pra você." Olhei atentamente a maravilhosa mulher na minha frente. Uma loira determinada e bem atrevida. Sorri lentamente meu sorriso torto. Em poucos segundos me senti rodeado por tantas mulheres, todas lindas e ao mesmo tempo únicas. Eram de vários estilos, mas com a mesma expressão. A excitação. Agora eu entendia o por que elas serem amigas das minhas louquinhas. Estava evidente demais.
"Eu sou a Rafa pra você. Fiquei sabendo que você pilota carros de corrida. Eu adoro adrenalina sabia? Eu tenho uma moto e adoro montar nela." Outra mais atirada. Minha nossa, isso sim ia ser uma noite inesquecível. Ainda me organizando com tantas informações e erotismos, mais uma morena linda veio falar comigo.
"Eu sou a Kat, prazer."
"O prazer vem depois, Kat."
"O que isso," ela suspirou e fechou os olhos, "por favor, eu estou aqui só pra olhar e curtir."
"O prazer pode vir pelo olhar. Não te disseram?"
Ela gemeu e foi um pouco cambaleante até onde estava a Rafa e as duas ficaram conversando baixinho e rindo. A Kat parecia ser um pouco mais séria que as outras, mas não deixava de ser interessante. Eu adorava as certinhas também. Era perfeito o quanto elas faziam coisas ditas como 'erradas'.
Corri o olhar pela sala novamente e percebi que eram onze mulheres ao todo. Isso contando com as perversas anfitriãs. Todas estavam próximas, mas percebi que três estavam um pouco mais distantes, uma delas, com certeza, era a aniversariante, pois além de uma coloração vermelha, todas tinham a mesma característica. Uma timidez excessiva que escondia um furacão quando despertado.
"Que ótimo. Estou extremamente excitado em conhecer tantas mulheres maravilhosas ao mesmo tempo. Mas porque as três estão destacadas lá atrás?"
"Olhe só, meu lindo. Elas são assim mesmo, viu? Tímidas demais. Mas também, quem não fica sem fala diante de um homem assim, Jesus. Eu chego já tô me pinicando toda de nervoso aqui. E desculpe meu falatório, mas eu não consigo me controlar mesmo. Olhe só, chego até ter tremedeira." Eu ri diante do mini discurso da linda que agora falava comigo. "E a propósito, me chamo Lariza, mas pra você é Lari mesmo".
"Você não é daqui." Não foi uma pergunta, já que o sotaque era forte e delicioso.
"Quem, eu? Não mesmo. Sou do Brasil, assim como a maioria de nós. Sou da Bahia, meu rei".
"Hum... onde tem os molhos e as mulheres mais picantes do mundo?" Soprei no seu ouvido, mas alto o suficiente para as outras ouvirem.
"Sim." Ela suspirou junto com as demais. Titinha começou a rir.
"Vamos então começar as apresentações logo." Ela virou pra mim e me puxou pelo braço. Meio sem jeito, ajeitei meu cabelo bagunçado para tentar dar um ar mais arrumado.
"Puta merda, ele tem um cabelo de sexo. Olha só que delícia. Dá vontade de puxar até gozar".
Virei rapidamente para quem falou, levantando uma sobrancelha, curioso. E minha surpresa foi encontrar o olhar indecente da maravilhosa D. "Hum, cabelo de sexo? Gostei disso." Ela, a Rafa, a Kat e mais uma morena que estava próxima conversavam com minha diva amazonense. Totalmente focadas em mim. Voltei o corpo novamente e passei minha virilha muito próxima das duas primeiras que me foram apresentadas, que reagiram com gemidos enquanto a Nêni ria. Me posicionei em frente a morena que eu não conhecia e sorri meu melhor sorriso. Estendi a mão e puxei a dela, que diante do meu cavalheirismo, exibiu um maravilhoso sorriso.
"E você..."
"Eu? Sou Carol Maeve. Amiga de longa data das meninas e da Rafa".
"Hum... sabia que você tem um cheiro maravilhoso?"
"Ai Pai amado. Não sou a favor de homens cretinos, mas por você eu faço até uma exceção".
"Que ótimo então. Eu conto com isso." Pisquei pra ela, inocente.
Todas riram e projetaram o corpo próximo a mim. Eu sabia ser sedutor ao extremo, mas lidar com onze mulheres ao mesmo tempo era o clímax do meu desempenho. Nunca tive que seduzir e excitar tantas mulheres juntas e sabia que poderia estar fodido no final, mas na verdade eu estava adorando o joguinho. E todas as reações delas, como olhares, sussurros e gemidos, vinham direto para meu pau. Eu já tinha tantas idéias na mente.
Fui retirado rapidamente do meu devaneio pelo puxão no braço feito pela Titinha. Uma música começou a tocar e todas estavam dançando sensualmente, o que fez meu amigo acordar. Puta que pariu, além do olhar de cobiça de todas eu tinha que presenciar elas se movendo em minha direção? E desse jeito, de forma tão erótica? Porra, eu não ia agüentar por muito tempo. Meu amigo estava ficando ansioso.
"Você está vendo a reação que você causa, amor? Estão todas te devorando com olhos".
"Titinha, você é uma safada mesmo sabia?"
"Sim, eu sei querido".
Eu e ela trocamos olhares e rimos. Era muito fácil falar com as meninas, que nada me cobravam. Era uma amizade simples e sem amarras. Uma delas, que eu ainda não conhecia, estava ao telefone próxima à janela. Titinha ia diretamente na sua direção, como quem iria mostrar um novo brinquedo. Eu adoro ser objeto sexual, mas aqui o clima era excessivamente perigoso. O que tantas mulheres juntas poderiam fazer com o meu corpo? Eu tinha medo de pensar. Mas meu pau não. Toda vez que eu pensava em sacanagem, com qualquer uma delas, ele crescia ainda mais. Daqui a pouco vou ter que tirar a roupa. Só esse pensamento me fez sorrir. Eu era um pervertido mesmo.
"Puta merda, vai ser gostoso assim lá em casa." Sei que sua intenção era falar baixinho, mas eu ouvi seu comentário. Sorri com o pensamento que ela poderia estar tendo agora.
"Thaís amiga. Essa delícia de homem é o Rob. Meu amigo e da Nêni".
"Senhor amado. Normalmente eu sou uma pessoa tímida, mas você... ai... senhor, fiquei com calor demais agora".
"Você não sabe o prazer que estou sentindo nesse momento em imaginar o que você está pensando sobre mim... e sentindo também. Thaís... ou você também tem algum apelido, igual as demais?"
Minha voz saiu rouca, de um jeito bem erótico. Não foi minha intenção inicial, mas o propósito serviu. Thaís olhava pra minha boca e lambia os lábios.
"Não... eu... quer dizer... na verdade meu nome já é curtinho... então..."
"Então?"
"Não vejo necessidade de apelidos... eu acho".
"Hum... Thaís... linda como o nome". Aproximei meu corpo o suficiente para que ficássemos quase nos tocando. "Você também é do Brasil?" Sussurrei no seu ouvido.
"Er... sim... eu... eu sou de Natal, conhece?"
"Praias lindas. Já imaginou fazer um amor gostoso naquelas dunas, Thaís? Somente com o céu por testemunha?"
"Oh... eu... sim... não... Oh Deus".
Sorrindo, depositei um beijo no seu ouvido, com um pequeno sopro. Meu movimento a fez gemer profundamente e projetar o corpo para frente, sacudida pela excitação evidente. Eu amava essas provocações, já que era um safado incorrigível, mas ainda não tinha conhecido todas. E lógico que eu precisava guardar o melhor para a aniversariante agora.
Dessa vez quem puxou a Titinha fui eu. Ainda faltavam as três delícias no canto. Cada uma mais gostosa que a outra. E mais tímida também.
Paralelamente, enquanto me dirigia para as últimas meninas, vi que a Nêni estava caminhando junto com a morena Rafaela em direção ao banheiro. Ambas não tiravam os olhos de mim, mas minha diva já tinha usufruído do meu corpinho. E como. A outra linda morena excitante me fez lembrar sobre a adrenalina que ela, minha motoqueira, tinha falado. Eu adorava corridas e vida selvagem com o fogo da emoção correndo pelo corpo, talvez tanto quanto ela. Será que a Rafa já tinha feito sexo sobre uma moto? Tentei controlar meu corpo, afinal eu podia perguntar depois, pois vi em seus olhos um desejo incontrolável também. Pai do céu, como eu amo minhas amigas.
Assim que me aproximei das três, todas exibiam uma cor vermelha extremamente erótica. Sim, eu adoro as tímidas também. Todas eram branquinhas, com cabelos castanhos, mas eram diferentes entre si. Projetei meu corpo para a primeira. Ela era baixinha, mas parecia ser a mais nova também. E linda como as demais.
"Olá... como você se chama?"
"Eu? Er... sou a Ca... Camila".
"Também tem algum apelido carinhoso amor?"
Todas suspiraram próximas a mim. Titinha sutilmente saiu de perto, provavelmente com receio de deixá-las ainda mais tímidas. Sorri com seu comportamento. Vi que todas, mesmo com um jeito safado e exibindo um olhar que com certeza seria minha morte, elas eram unidas. Como uma família. Eu sentia um pouco falta disso. Ao voltar para a minha nova baixinha, vi que ela estava fixamente com seu olhar em direção a minha boca. Me aproximei dela e quase colando os lábios junto aos seus, falando novamente.
"Não fique assim... você fica ainda mais adorável e tentadora sabia?"
"Hã? Oh... Meu Deus... eu não consigo...".
"Calma... respira".
"Você é gostoso demais. Eu... eu tenho sim".
"O que?"
"Um apelido".
"E qual seria linda Camila?"
"Cah... as meninas me chamam de Cah".
"Hum Cah... mais fácil na hora de chamar você... adorei." Desviei meus lábios e depositei um beijo lento e erótico na sua mandíbula. Escutei o bater frenético do seu coração e seu gemido no meu ouvido. Ainda próximo dela, levantei os olhos para a próxima. Outra morena, ou melhor, branquinha, com os cabelos pretos e baixinha, mas com um olhar preso ao meu corpo. Essa tinha um pouco mais de coragem.
Rocei lentamente meu corpo na Camila, que ficou um pouco desequilibrada e sentou no sofá. A próxima menina levantou os olhos lentamente pra mim, completamente corada. Ela foi pega em flagrante me secando. Eu abri meu sorriso mais sacana e me aproximei.
"Admirando a paisagem?"
"Hum?"
"Você. Estava me observando. Adoro quando vocês não escondem o que estão pensando".
"Eu? Meu Deus. Que vergonha."
"Porque meu bem? Sabe meu nome?"
"Quem aqui não sabe?"
"Eu não sei o seu".
"Me... me perdoe. Estou tão nervosa".
"Você é a aniversariante?"
"Não... eu sou só a amiga... dela e... vim aqui para a festa... eu acho".
"Suponho que seja ela?" Olhei em direção a última que tinha o olhar queimando em minha direção, mas que exibia as bochechas coradas mais gostosas que já tinha visto.
"Sim" ela abaixou os olhos. "Ela é a Juliana".
"E você como se chama?"
"Sou a Illem".
"Nome diferente. Assim como seu sotaque. Parece com o da Titinha".
"Sim, sou da mesma cidade que ela".
"O Rio de Janeiro só tem mulheres maravilhosas mesmo." Aproximei meu corpo. "Acredito que o calor da cidade deve circular por seus poros também. Eu estou certo?"
Seus olhos se arregalaram e ela começou a respirar mais fortemente. Eu não queria fazer mal a nenhuma delas, mas a brincadeira também estava acabando com a minha sanidade. Porra, meu pau latejava de tanto tesão. E agora seria a vez da aniversariante. Não quero nem pensar no que eu faria com ela agora.
"Illem, amor. Se importa se eu falar com a Juliana um pouco?" Rocei meus lábios no seu ouvido. "Prometo que já volto para falar com você." Cheirei seu pescoço, arrancando um gemido baixo. "Você vai ver".
"Sim... er... lógico... Meu Deus".
Ajeitei meu corpo tranquilamente como um predador e fui em direção a aniversariante. Era evidente a excitação dela, mas também o seu receio. Não queria magoá-la, mas tinha certeza que as meninas falaram o quanto eu era gentil, mas também perigoso. E esse desconhecimento sobre mim era o que estava tremulando em seu olhar. Eu via que ela me queria a provocando também. Mas como um presente para ela eu seria um pouco mais especial, lógico.
Ela era bem branquinha, com cabelos castanhos cortados na altura dos ombros. Seus olhos eram castanhos também, mas de uma vivacidade ímpar. Juliana tinha o jeito de que mais observava do que falava. Isso mexeu com a minha imaginação. O quanto ela já estava reparando em mim? Será que ela já estava tendo pensamentos eróticos comigo?
"Oi. Meus sinceros parabéns." Falei com o meu melhor sorriso.
"Hum... obrigada".
Porra, que voz de sexo do caralho. A voz da Juliana, extremamente rouca, vibrou direto no meu pau. Cheguei a ficar incomodado e com uma vontade gigante de ajeitá-lo, mas isso poderia esperar um pouco.
"Que voz gostosa que você tem Juliana, sabia que é extremamente excitante para um homem conversar com alguém assim?"
"Sério? Não precisa me elogiar por ser meu aniversário".
"Arredia?"
"Contida".
"E linda também." Sussurrei mais próximo dela. Sem resistir, percebi que ela controlava um gemido cerrando os lábios. Eu iria derrubar sua barreira defensiva. "E com esses olhos maravilhosos e essa boca... hum... já estou imaginando." Colei meu corpo próximo dela e simulei um movimento sensual. Minha virilha roçou próxima a sua barriga, já que eu era muito mais alto. Juliana suspirou.
"Eu posso pedir uma coisa?" Gemi próximo ao seu ouvido, fazendo sua pulsação acelerar. "Posso dançar com você Ju?"
"Hã? O... o que você pediu?"
"Dançar... juntinho... com meu corpo bem próximo ao seu. Posso?"
Ela não conseguiu responder, pois eu já estava praticamente colado nela. Juliana soltava respirações curtas devido a minha proximidade. Me abaixei um pouco e subi com meu corpo, tocando levemente minhas pernas e meu ansioso membro por suas coxas, virilha e barriga. Abri seus braços lentamente, roçando meus polegares pelos seus cotovelos, fazendo todo o pêlo do seu corpo eriçar. Ela começou a gemer bem baixinho e mordia os lábios de forma tentadora. Porra, eu já estava louco para beijá-la, mas a provocação era a minha arma. Sempre.
"Você não me respondeu Ju. Eu posso?"
"Sim... eu... acho".
"Que bom. Sinto que hoje será uma noite especial não acha?"
"Oh Deus... eu... eu preciso... por favor".
"De que linda Ju?"
"De uma noite especial".
Não a deixei responder. Meu corpo colou nela e senti Juliana trêmula nos meus braços. Desci novamente meu corpo agora no ritmo da música e subi, me arrastando, em todos os seus contornos. Eu queria deixar uma lembrança gostosa para ela.
"Agora Ju, relaxe. Esse aniversário será o melhor de toda a sua vida." Sussurrei no seu ouvido, capturando um pedacinho com meus lábios. Suguei lentamente, fazendo minha doce presa tombar a cabeça no meu peito. Eu estava a levando no seu limite, mas eu queria mais. Sim, sou guloso.
Comecei a passear com os lábios por sua nuca, chegando a sua mandíbula. Rodeei com a língua seu queixo, me abaixando lentamente e subindo, fazendo Juliana arfar. Quando seus olhos se encontraram com os meus, vi que a sua excitação estava no auge. Com certeza o doce líquido da sua boceta já estava escorrendo para mim. Eu queria tudo. Me aproximei lentamente com os meus lábios tocando inocentemente nos dela. Eu também sabia ser cruel. Ela tinha que pedir.
"Então Ju. Posso fazer o que eu quiser para torná-la tão especial?"
"Oh.. sim... o que você... você quiser".
Nem a deixei responder. Com a força da minha excitação, que também estava no auge, roubei seus lábios em um beijo arrebatador. Eu pressionava meu corpo para forçar ainda mais o contato e tanto eu quanto Juliana gemíamos. Passei minha língua por sua boca deliciosa, arrancando mais um gemido dela. Nosso beijo foi ficando cada vez mais profundo. Eu não queria parar, mas precisava respirar. Soltei os lábios dela, mas não a deixei. Ainda preso ao seu corpo, comecei a rebolar lentamente, fazendo-a arfar e gemer mais descontroladamente. Nem eu estava agüentando. Porra, isso estava indo longe demais. Eu queria muito mais.
"Ju... por favor... eu quero mais do que isso. Você também?"
"Meu Deus do céu... eu não vou agüentar... você é muito..."
"Vou te provar Juliana, que serei exatamente o que você quiser".
"Por favor... sim... esse será o melhor presente de aniversario que já ganhei".
Sorri e capturei seus lábios novamente, agora em um beijo mais inocente. Meu pau latejava, mas agora eu podia me controlar mais. Entretanto, Juliana não sabia o que a aguardava.
"Sim linda. Esse será o seu melhor aniversário. Eu prometo".
Lentamente a arrastei para um lugar que eu conhecia nesse apartamento muito bem. Eu já nem me importava que as demais estivessem olhando.
Afinal a noite seria muito longa...
Nota da Titinha:Olá amores. Então, espero que tenham gostado. Eu adorei escrever essa CENA EXTRA.
Ela nasceu em DOIS DIAS GENTE \o/
Vocês não imaginam o quanto eu fiquei úmida pensando o "quê" o Rob fez comigo na praia... OMG...
AINDA TENHO VONTADE DE ARRANCAR MINHA CALCINHA AQUI... rsrsrs.
Essa CENA EXTRA é somente uma parte do que foi a vida do ROB na Europa. Ele é adoravelmente cretino e perversamente sedutor. Eu me perderia fácil nos braços deles. *abana*.
=O
Bom, esse "algo a mais" da história do Rob é na verdade um presente especial para a nossa linda beta Juliana (nossa super beta) que faz aniversário neste domingo.
Como eu e a Neni queríamos dar algo inesquecível, nada mais justo do que uma 'noite' com o Rob... certo?...
kkkkkkkkkkkkkkkkk
Ela não teve a "oportunidade" de betar essa cena *hahaah* então perdoem os eventuais erros.
E claro que homenageamos também algumas das nossas leitoras lindas. Mas me perdoem, DE VERDADE, que não podemos colocar todas aqui. Rob é um incansável no sexo, mas ele já ficou nervoso com 11. Imagina com todas?...rssss.
Agora é sério. Se eu pudesse faria essa homenagem para todas. Sei o quanto vocês estão gostando da nossa fic, pois lemos todas as reviews e isso é muito motivador, mas só citei as que eu e a Neni temos mais contato, e que de alguma forma, são extremamente envolvidas e nos ajudam muito com a história. Tem gente que até está ficando maluca (Rafa) com raiva do Rob (Maevita) que é minha beta em outra fic mas é louca pelo Rob tb (Thais) e outras reações ainda piores...rsrsrs...
Eu amo todas vocês de verdade, mas citar pessoas reais para mim é um desafio. Fiquei com receio de não agradar a todas.
Muito obrigado novamente por todo o carinho de vocês. De verdade. Vocês não imaginam o trabalhão que dá escrever essa FIC. Eu a e Neni conversamos tanto sobre os gêmeos, sobre vocês, sobre o que escrever... enfim... tudo para trazer o melhor.
Espero que tenham gostado do nosso presentinho... e esperem o próximo capítulo.
Eu estou escrevendo junto com a Neni e está... OMG... OMG... *não quero nem pensar aqui*
Beijocas em todas.
Nota da Irene: Mais uma vez, Parabéns Ju! Tudo de bom pra vc e saiba que nós te amamos e valorizamos muito sua amizade.
Ou tra coisa: Hj teremos a estréia de uma nova fic. Fiquem atentas, ela só será postada no fffnet e se houver bastante leitoras =) Aguardem!
Perva´s Place é Amizade!
