Picture perfect memories,
Scattered all around the floor.
Reaching for the phone 'cause
I can't fight it any more.
And I wonder if I ever cross your mind
For me it happens all the time.
Imagine memórias perfeitas
Espalhadas por todo o chão
Tento pegar o telefone porque
Não consigo mais ir contra isso
E eu me pergunto se você pensa em mim
Para mim isso acontece o tempo todo
Need You Now - Lady Antebellum
Capítulo 28 - EU DESEJO E VOU TER
BELLA POV
Nem sempre as coisas saem como queremos e isso nos motiva a tomar decisões distintas para tudo. Esses momentos são o que chamamos de vida.
Quando estava em Phoenix e conversei com Rose, descobri uma força interior que nunca imaginei que teria. Decidi que lutaria por Edward e provaria meu amor a ele. Mas antes eu precisava saber se ele ainda poderia me amar. Eu não queria só o seu corpo e sim tudo de volta. E para sempre.
Eu não estava tão dolorida como quando tinha chegado a Phoenix, mas, à medida que Seattle se aproximava, meu coração parecia que sairia pela minha boca. Meu carro estava do mesmo jeito que eu havia largado. Fui com ele lentamente, com medo do que encontraria quando chegasse, mas ao mesmo tempo me concentrava em ser forte.
Fiquei surpresa ao virar a rua e ver o carro do Rob na frente do meu portão. Será que ele estava na minha casa? Imaginei que ele poderia fugir novamente depois de toda essa confusão, mas senti um pequeno orgulho por saber que Rob foi forte o suficiente para não fazer isso.
Ao entrar fiquei incrivelmente pasma, pois ele, além de parecer completamente perdido, ainda correu até mim e me abraçou muito apertado. Um abraço desesperado. Pisquei algumas vezes tentando assimilar a confusão nos seus olhos.
Oh meu Deus. Será que aconteceu mais alguma coisa?
"Rob. O que aconteceu?" Falei sem fôlego. "Você está me sufocando." Eu disse quase sorrindo pela sua ansiedade e tentando melhorar seu humor alterado.
"Desculpe." Ele falou sem graça. "Eu estava te esperando. Como está seu pai?"
Fiquei assustada e confusa com sua pergunta, afinal, somente Ângela sabia da situação de saúde do meu pai. "Ele está bem. Como você soube?" Ele ficou sem graça por um momento e começou a me puxar para sentar junto a ele no sofá. Não entendia nada do que estava acontecendo.
"Bella, eu não quero te encher com os meus problemas. Você já tem os seus. Desculpe-me".
"Não, Rob. Pode me contar e confiar em mim. Meus problemas podem esperar. O que aconteceu na minha ausência? Nem fiquei tanto tempo assim longe." Apesar da minha confusão mental e meu cansaço físico, eu queria muito saber o motivo da sua aflição, que era óbvia. Seu olhar estava com desculpas quando ele falou.
"Aconteceu tanta coisa, mas eu me mantive aqui na sua casa. Eu... desculpe-me novamente".
"Pare de se desculpar, Rob. Você pode ficar aqui quando quiser."
"Por que você é tão boa comigo, Bella?" Não consegui olhar em seus olhos, assim desviei para minhas mãos, pensando no por que de tudo isso realmente. Entretanto eu sabia o que meu coração sentia.
"Eu não sei. Mas às vezes eu sinto que algo aconteceu com você e sinto que deveria te ajudar. Só não sei como. Conte-me." Segurei suas mãos e ele me contou tudo. Sobre sua antiga namorada e tudo o que ela fez com ele. A história era de partir o coração. Eu não conseguia imagina como era ser deixado desse jeito, mas pela dor que eu sentia pelo fim de meu relacionamento com Edward, eu poderia chegar perto de imaginar a dor do Rob. Era quase insuportável. Em alguns momentos, chegava a fingir para mim mesma que nada tinha acontecido para não desabar.
No início Rob contou tão calmamente como se estivesse lendo em um livro. Mas quando a sua dor foi se tornando real e o seu sofrimento foi ficando mais forte, lágrimas rolaram dos meus olhos ao ver a dor aparecer em seu rosto. Ele também chorou, fazendo meu coração apertar ainda mais em cumplicidade.
"E agora, depois de todos esses anos... ela está de volta. Na minha casa. Na casa dos meus pais. E eu não sei o que fazer. Eu me sinto um babaca, sabe? Eu passei todo esse tempo me escondendo e sofrendo e ela volta como se nada tivesse acontecido." Por Deus, jamais imaginaria algo desse tipo acontecendo.
"Mas os seus pais a chamaram? Por que ela voltou?"
"Bella, ela trouxe um filho meu com ela." Rob desabou e começou a chorar mais uma vez. Parecia uma criança. Vê-lo assim era difícil, pois ele sempre pareceu ser uma pessoa forte e fria. Nunca imaginei nada assim, mas um filho? Meu Deus, parecia um absurdo. Uma história surreal.
"Um filho seu? Meu Deus, Rob!"
"Imagina, Bella. Todos esses anos ela tinha um filho meu e nunca me disse. Nunca. Ela nem sequer ligou, ou mandou uma carta. E agora para eu conhecê-lo eu tenho que enfrentá-la. Mas eu não sei se consigo. Só de ouvir a voz dela eu fraquejei. Corri como o covarde e medíocre que sou. Mas estou com tanto ódio. Tanta raiva. Parece que meu peito vai explodir. Parece que eu vou explodir. Isso é tão injusto..."
"Rob. Eu sei que você está confuso. Fique calmo. E você não é nenhum fraco ou medíocre, pelo amor de Deus. Mas... você não vai lutar pelo seu filho? Por mais que tenha se passado todo esse tempo, ele não tem culpa." Eu já imaginava a criança. Deveria ser linda.
Eu queria convencê-lo de que a criança não tinha culpa do que a mãe tinha feito. Ele tinha que lutar pelo filho e tentar recuperar o tempo perdido. Eu cresci em um lar com uma família e isso fez total diferença na minha vida. Não queria imaginar como teria sido minha vida sem meu pai. Ficamos falando sobre isso por um tempo, eu tentando convencê-lo e ele confuso e arisco. Mas com isso algumas dúvidas surgiram na minha cabeça.
"Mas eu ainda não entendo. Eles não te disseram por que ela voltou depois de todos esses anos?"
"Edward a trouxe." O quê? Onde ele a encontrou? Como? "Eu ainda não sei por quê. Eu não quero te chatear, mas ele parece estar protegendo-a. Isso está me matando, Bella. Ele disse que não é uma vingança. Eu sinto muito por tudo".
Eu não conseguia imaginar Edward causando dor ao seu gêmeo. Pelo tempo que ele passou comigo eu sentia o forte carinho que tinha pelo irmão. Mas por que ele estava fazendo isso? Uma lágrima teimou em cair, o que tentei esconder. Suas lágrimas também desciam e eu me aproximei para enxugá-las.
"Não. Não sinta. Está tudo bem. Vai logo e se quiser voltar, eu estarei por aqui. Apenas darei uma passada agora no hospital para avisar que voltei e pegar meu cronograma de plantões. Só vim em casa para trocar de roupa".
"Tudo bem. Eu espero você para sairmos juntos." Ele disse e eu me levantei indo até meu quarto, totalmente desorientada com tantas informações. O que Edward queria com isso, afinal? Por que ele estava tão íntimo assim da mulher que destruiu seu gêmeo? Era somente pela criança mesmo? Tentei afastar esses pensamentos nebulosos e tomei um banho rápido e vesti a primeira roupa branca que vi pela frente.
Quando Rob me viu, olhou confuso. "Você vai trabalhar?"
"Não, mas eu passei uns dias um pouco ausente e se precisarem de mim quero estar preparada. Vamos, então?"
"Sim." Ele acenou e abriu a porta para mim. Descemos a escada juntos e me despedi dele com um abraço, afinal queria passar confiança pra ele. "Boa sorte, Rob." Senti seu corpo congelar e eu me afastei lentamente para vê-lo em choque.
Segui seu olhar até encontrá-lo. Edward estava de costas para mim, ajudando uma mulher a entrar em seu carro, com um cuidado que doeu nos meus ossos. Ele era meu. Quase quis saltar neles dois antes de perceber que eu não tinha mais nenhum direito de me sentir assim.
Percebi que estava congelada enquanto eles saíam sem nos olhar e tentei voltar à realidade chamando por Rob, que estava tão perplexo e paralisado quanto eu.
"Rob?"
"Hum?"
"Aquela era... ela?"
Ele suspirou antes de falar. "Sinto muito... Bella... eu... bem... sim".
"Tudo bem, Rob, agora é sua hora, eu acho." Minha voz saiu determinada.
"Do que está falando, Bella?" Ele me olhou confuso.
"Você disse que não a queria, lembra? Que tudo agora era sobre seu filho? Pelo que vi, eles não estavam... com o menino".
"Bella... eu n-"
"Pelo amor de Deus, Rob! O que você está esperando? Vá conhecer seu filho!" Eu sorri, pensando na cena de Rob com um bebê no colo. Por mais que meu coração ficasse apertado pela cena de Edward com a mulher, eu visualizava um cenário lindo. E um pouco irreal também.
"Você acha que é uma boa idéia... agora?"
"Acredito que a mamãe urso Esme deve estar sozinha com ele na casa, Rob." Eu disse piscando. "Eu só não vou lá e mato minha curiosidade porque tenho que ir ao hospital." Cruzei os braços e mordi o lábio com os meus temores internos também. "Obrigada por ficar ao meu lado e não me deixar sozinha aqui... quer dizer, há poucos minutos atrás".
"Bella..."
"Não, Rob. Sem desculpas. Eu vou trabalhar e nada de covardia". Dei um tapa fraco nas suas costas. "Lembra-se do que falei? A vida continua, Rob. Eu sou seu exemplo... ou, melhor ainda, seu filho é o maior exemplo".
"Obrigado." Ele fez uma pausa. "Acho que não conseguiria sem você".
Eu sorri sem graça. "Depois você me conta tudo. Tenho que ir." Eu tinha ficado tão hipnotizada por ver Edward novamente que não reparei na mulher que o acompanhava e que tinha deixado meu novo amigo sem vida e sem chão. Só enxerguei ele e como estava lindo.
Rob me deu um meio sorriso e beijou minha cabeça e nos despedimos com um aceno, nenhum dos dois dispostos a falar mais nada. Eu queria deixar bem claro que o importante agora era que ele fosse conhecer o filho. Entrei em meu carro sentindo seus olhos em mim e segui para o hospital.
Tentei não pensar nele e ter um dia de trabalho normal, para repor as horas que passei fora, mas só de passar pela porta de seu consultório, imagens do dia em que fizemos amor em sua mesa saltaram em minha mente, mesmo sem permissão. Nós nos encaixávamos tão bem. Eu conhecia tanto sobre seu corpo, sobre o que ele queria e gostava que eu fizesse. Era tão perfeito.
Caminhei até o ambulatório e encontrei uma das enfermeiras, que me acompanhou e me mostrou todos os prontuários dos pacientes que eu atenderia. Visitei cada um e pouco tempo depois encontrei Ângela, que me recebeu com todo carinho.
"Bella, que bom que você voltou. Eu estava muito preocupada. Como foi em Phoenix?" Ela me perguntou.
"Bem, meu pai teve mesmo um ataque cardíaco. Mas ele já está em casa. Graças a Deus".
"Mas como ele está agora?"
"Ele está bem melhor. Você precisava ver o rosto dele quando eu saí. Ele estava radiante. Não é algo como isso que vai abalá-lo".
"Ah, que bom, Bella. Mesmo. E estou muito feliz que você já esta aqui tão bem disposta. Quando chegou?"
"Hoje, há algumas horas. Mas quis vir aqui e ver como as coisas estavam. E também para falar que estou de volta à rotina. As coisas estão ficando agitadas por aqui, não?" Disse, depois de ver os prontuários e quase todas as macas ocupadas.
"Sim. O clima louco de Forks ataca novamente." Ela zombou. "Essas mudanças estão afetando a saúde de muita gente. Mas acho que realmente vai passar no mês que vem, quando o inverno chegar de verdade." Ela me explicou. Eu estava aqui há somente alguns meses e já achava frio, se o inverno fosse pior, então eu já imaginava como seria. Esse período de transição acabava fazendo os surtos de gripe se alastrar, pois em um dia fazia sol pela manhã e logo depois chovia. Chegava a noite e o frio caía. Não tinha como não acontecer. E a população da reserva era a que mais sofria pela proximidade do mar.
Ângela me acompanhou por um tempo me atualizando em alguns pacientes e me ajudando na medicação, contando-me tudo o que tinha acontecido na minha ausência. Pelo que percebi, ela ainda não sabia sobre meu término com Edward, mas eu não tive coragem de verbalizar.
O tempo passou e ela se despediu de mim, mandando que eu fosse para casa também, dizendo que eu parecia cansada. Peguei minhas coisas e andei rumo ao estacionamento.
Chegando perto da porta eu o vi. Ele saía pensativo do seu consultório. Meu corpo todo doeu para ir até ele e pegar em sua mão como fazíamos todos os dias. Mas eu não podia. Quando esse pesadelo acabaria?
Ele me viu e quase parou, mas continuou como se nada tivesse acontecido. Eu também fiz o mesmo.
Assim que passamos da porta meu estômago desabou. A tal garota estava parada encostada no carro dele. Como se o esperasse. Ângela estava conversando com ela e logo Ben chegou para buscá-la. Eu tropecei e quase caí de susto. Vi o momento em que as duas se abraçaram carinhosamente e Angie se afastou, entrando no carro do marido. Percebi que ela conhecia muita gente. Então, na verdade, ela não se sentiria um peixe fora d'água como me senti quando cheguei a Forks. Como ela estava na minha direção, eu pude vê-la dessa vez. Ela era pequena, cabelos curtos e lisos e rosto delicado. Droga. Eu estava louca de ciúmes.
Tentei manter minha fachada tranqüila e caminhei até meu carro, que estava próximo, sem olhar novamente. E não pude ver se ele a beijou, a abraçou ou o que quer que ele faça ao encontrá-la agora.
Arrependi-me totalmente dessa linha de pensamentos porque as imagens que meu cérebro criavam eram muito mais dolorosas do que se eu tivesse visto de verdade. Mas que porra!
Entrei no meu carro com um sentimento de derrota e dor. Em uma semana a minha vida tinha se transformado em algo completamente inesperado. Eu não olhei na direção em que seu carro saiu, esperando apagar da minha memória a cena que se formava em minha mente.
Passei alguns minutos respirando fundo, antes de ter coragem de ligar o carro e sair. Cheguei em minha casa atordoada ao ver seu carro parado na frente da casa dele. Eles dois estavam juntos lá dentro.
Para de pensar nisso!
Entrei e bati a porta e soltei um grito sufocado. Não pensei que seria fácil tê-lo de volta, mas não imaginei que seria tão difícil. Agora eu tinha uma concorrência direta, mas eu tinha a vantagem sobre seu corpo, seu amor. Ela não tinha como vencer de mim.
Meu pai sempre me dizia que se você quisesse muito algo e você se esforçasse por isso... Você conseguiria.
Eu quero Edward de volta.
Entrei no meu quarto e olhei ao redor. Ele parecia tão grande agora. Tão solitário, mas ao invés de me jogar na cama e chorar a noite toda como eu estava fazendo nos últimos dias, fui direto ao meu guarda roupas. Eu tinha que planejar bem meus dias.
Experimentei todas as minhas roupas brancas e acabei escolhendo uma blusa de botões colada que eu poderia deixar 'um pouco' mais aberta, mostrando a renda do meu sutiã.
Eu ainda não tinha usado essa peça. Era uma das quais comprei com Rose há um tempo em Port Angeles. Um sutiã liso e ousado. Depois de constatar que era o melhor que eu poderia fazer com o que tinha, tomei um banho e sequei o cabelo, deixando-o com ondas soltas e leves.
O banho me deixou relaxada, me deitei e senti o sono vir lentamente enquanto imaginava que Edward estava em um plantão, mas que breve retornaria para mim. Era a única maneira de dormir tranqüilamente.
Acordei com o som da minha porta sendo batida. Isso não era normal. Quem seria? Meu coração acelerou somente pela esperança de ser Edward. Cobri meu corpo com uma calça de ioga simples e uma blusinha branca transparente. Eu poderia seduzi-lo aqui.
Ao abrir, não consegui esconder minha decepção em encontrar minha amiga e não Edward na porta. Mesmo assim tentei esconder minha frustração.
"ROSE. Que surpresa!"
"Pode parar a palhaçada que essa cara frustrada e essa roupinha de 'vem e me come' diz que você esperava por Edward." Ela disse e piscou. "Não vai me convidar para entrar?"
"Perdoe-me amiga é que... está muito... difícil".
"Imagino. Mas como estão?"
Minha linda amiga estava com um olhar de ternura em minha direção, o que fez lágrimas saltarem aos meus olhos. Eu não estava preparada para contar sobre tudo ainda.
"Ele não me quer mais, Rose. Ele até está com... outra".
Rose arregalou os olhos e sentou assustada no sofá. "De onde você tirou essa idéia ridícula?"
"Eu vi, Rose. Eles dois estava juntos. E o pior que era a... mãe do filho do Rob".
"Você está falando da ex-pirralha Kristen?"
"O que? Você a conhece?"
"Bella, sua bobinha". Rose disse e rolou os olhos para mim. "Claro que sim, né? Eu estou nessa família há quase oito anos. Eu via a pirralha por aqui o tempo todo, com Alice e os gêmeos. Mas seus olhos e seu coração eram completamente dominados por Rob. Ela sempre foi louca pelo gêmeo do mal." Eu ri das suas palavras falando sobre a mulher.
"Mas porque pirralha? Ela é assim tão nova?"
"Bella. Ela é ainda mais nova que Alice. Se não estou errada, ela ainda vai fazer vinte e quatro anos. Eu acho. E a chamo de pirralha porque ela tinha um certo ciuminho de mim na época".
"Sério? Como você sabe disso tudo, Rose? E por que você tem tanta certeza de que eles não estão juntos? Rob disse...".
"Pelo amor de Deus, não me diga que você e o gêmeo do mal... continuam..."
"NÃO, ROSE." Quase me engasguei. "Lógico que não, pelo amor de Deus digo eu. Ele está tão... perdido. Não sei... ela destroçou o coração dele, sabia? Por isso ele era tão insensível. Você não tem idéia das coisas horríveis que ela disse pra ele quando foi embora".
"Agora quem não está entendendo sou eu. E desde quando você sabe dessas coisas?"
Suspirei e contei para Rose tudo o que tinha acontecido desde que cheguei. Não omiti nenhum detalhe, nem o fato de que Rob estava aqui em casa, o encontro dos quatro de manhã, minha visão dela com Edward no carro e meu desespero em não conseguir conquistá-lo novamente. Assim que terminei, Rose fez uma pequena careta.
"Sabe que isso está parecendo até enredo de novela, né? Só tem desencontros e falta de diálogo. Mas, quanto ao pequeno furacão Kristen. Sabia que ela estava grávida quando disse essas coisas para o Rob?"
"Como você sabe disso? E, aliás, desculpe perguntar, mas, por que está aqui?"
"Puxa, obrigada mesmo pela recepção." Minha amiga fingiu uma falsa carência, o que me fez sorrir. "Sério, Bella, você acha que um acontecimento dessa magnitude, como um neto, dona Esme não convocaria toda a família para um jantar?"
"É verdade. Nem tinha pensado nisso. Mas... ela, quer dizer, todos sabem o que houve?" Eu já estava morrendo de vergonha somente por Alice desconfiar, imagina se todos soubessem.
"Bom, acho que não, mas essa reunião não está exatamente completa. Os gêmeos não estão".
"Não? Mas... onde?"
"Bom. Parece que Rob conheceu o filho hoje de manhã e sumiu. Ninguém sabe dele e seu amado gêmeo teve uma emergência médica, segundo meu sogrinho Carlisle".
"Aaah..." Suspirei meio comovida. Quem será que ficou doente a ponto de arrancar Edward desse evento importante? E lógico, onde estaria Rob?
"Bella? Está ainda aqui?"
"Oi? Desculpe-me. Fiquei distraída. Mas eles perguntaram por mim?"
"Na verdade, perguntaram sim. E você nem imagina quem foi".
"Quem?"
"Alice." Abri os olhos e a minha boca em espanto. "Mas... por quê?"
"Como ela logo percebeu que os gêmeos não estavam, a primeira a perguntar por você foi minha cunhada. Kristen não entendeu de quem se tratava e antes que alguém respondesse a própria Alice falou 'a cara-metade do Ed'. Você pode acreditar nisso?"
"E... o-o que responderam?"
"Dona Esme falou que você deveria estar de plantão, ou chateada por seu pai. Por isso não foi. Ou seja, sua reputação está a salvo comigo." Rose disse e sorriu em minha direção.
Isso era muito estranho, comecei a pensar. Por que Alice perguntaria por mim depois de todo o escândalo que ela fez na sala dos Cullen? E o que a Kristen estaria pensando sobre mim? Será que ela sabia sobre eu e Rob? O que Edward contou a ela?
"Antes que sua cabeça frite, eu imagino que ela não saiba de nada, ouviu?" Olhei confusa fazendo Rose rolar os olhos novamente. "Bella, como eu conheço você como ninguém, sei que está pensando sobre Rob, Edward e toda a putaria que fizeram".
"Rose, por favor!"
"Ah, Bells, me poupe. Era isso mesmo que você estava pensando, ou vai mentir pra mim?" Como ela podia me conhecer tão profundamente? Bufei irritada e concordei com ela.
"Sabe que só não jogo na loteria porque não quero. Sempre acerto tudo mesmo." O seu sorriso de sabe-tudo era quase irritante. "Mas agora vamos ao que interessa. O que a senhorita vai fazer para conquistar seu príncipe encantado novamente?"
"Eu não sei, Rose. De verdade".
"Como não sabe, criança? Vocês trabalham no mesmo lugar, moram na mesma rua. Tem como cenário um dos lugares mais eróticos do mundo..." Olhei confusa para ela novamente. Do que ela estava falando, afinal?
"Bella, por Cristo. Eu estou falando do hospital, mulher! A enfermeira sexy e o médico safado. Nunca achou essas situações eróticas não?"
Corei somente com as imagens que passearam pela minha mente. Lógico que eu visualizava e me lembrava de várias situações eróticas e sexuais que tinha vivido com Edward. Mas nem tudo tinha coragem de falar.
"Aí está. Viu como você também já imaginou essas coisas? Sua cara de tarada não nega. Então qual é o problema?"
"Eu não sei como fazer isso, Rose!"
"Você sabe sim! Toda mulher sabe seduzir seu homem. Você o conhece como ninguém. E aí vai uma dica: amanhã vai chover em Forks, ok? Nada melhor que molhadinhos na chuva." A descarada riu. "Eu e Emmett uma vez fizemos sexo selvagem na rua e foi maravilhoso".
Sorri sem graça, mas imaginei a cena e parecia perfeito. Pena que eu achava que não teria coragem de ser atirada. Dependia da situação.
Rose eu conversamos mais um pouco sobre nossos trabalhos e outras coisas quando ela me disse que tinha que ir, pois ela dormiria na casa dos Cullen e Emmett a aguardava. Nos despedimos e ela me deu mais força ainda, dizendo que ele me amava e não tinha como negar.
Depois disso dormi meio ansiosa e um pouco mais segura que antes. Acordei com o bip do despertador e me levantei mais do que disposta. Eu o veria em pouco tempo. Meu coração já acelerava com a perspectiva. Claro, ele era masoquista. Contentava-se em vê-lo de longe e se alimentava com a imaginação.
Tomei um banho demorado, arrumei meu cabelo e passei um pouco de maquiagem, se fosse chover ela atrapalharia, mas eu tinha que arriscar. Vesti minha roupa e dei uma última olhada no espelho, constatando que eu estava muito bem. Será que ele me olharia?
Dirigi com o estômago dando cambalhotas até o hospital. Cumpri minha rotina diária visitando os pacientes e verificando as doses de remédios. Vi Ângela de longe, mas como o hospital estava cheio, ela não teve tempo de parar e conversar comigo.
Eu esperei vê-lo no almoço, mas ele não apareceu. Será que Edward foi almoçar em casa? Durante nosso namoro ele sempre almoçava comigo e nunca em casa. Era estranho não encontrá-lo nessa hora.
Passei a tarde frustrada por não conseguir ver Edward. O meu plano de sedução não poderia funcionar se ele não me visse. Mas logo a tardinha o tempo fechou ainda mais e a chuva caiu, me fazendo lembrar do que Rose falou. Mas como eu faria isso?
Todos se despediram no final do plantão e eu arrumei minhas coisas. Vi que a porta de seu consultório ainda estava fechada, mas a luz interna estava acesa. Ele ainda estava lá.
Pensei mais um pouco no que poderia fazer e quando abri a porta da saída e vi meu carro longe no estacionamento e a chuva caindo, me lembrei de nosso primeiro encontro. Perfeito. Meu carro sempre falhava em dias de chuva, isso era certo.
Andei até o meu carro, contente de sentir as gotas geladas na minha pele, imaginando tudo que eu teria que fazer. Mas e se ele não voltasse?
Abri o carro e entrei, jogando minha bolsa no banco do passageiro. O vidro embaçou um pouco, mas ainda conseguia ver o que acontecia do lado de fora. O carro dele estava parado quase que de frente ao meu e era impossível ele não ter que passar por aqui para sair.
Suspirei e olhei no retrovisor, passando as mãos nos meus cabelos molhados, só então percebendo o quanto eu estava com frio. Liguei o aquecedor do carro e continuei me olhando no espelho. Você consegue, repeti mentalmente.
Com o canto do meu olho eu o vi chegando e meu coração acelerou. Minhas mãos tremeram ao tentar segurar no volante. Eu não precisava tentar muito... era só ligar o carro como sempre. Ele nunca pegava de primeira. Então eu fiz. Uma vez.
Bingo!
Meu carro não me decepcionou e falhou. Tentei novamente, ainda com os olhos focados no visor, vendo de longe a forma de Edward quase do outro lado do estacionamento. Percebi quando seu corpo congelou na chuva e olhei rapidamente. Ele ainda estava parado. Será que ele me deixaria na mão?
Voltei à chave e a girei novamente, tão nervosa e concentrada no visor do carro que saltei de susto quando ele bateu no vidro do carro.
Oh meu Deus. Funcionou!
Agora que ele estava bem ao meu lado eu não tinha idéia do que fazer. Comecei a achar que o plano era completamente idiota. Virei meu rosto e o olhei. Meu corpo todo se arrepiou e eu novamente me senti uma boba. Eu estava abusando de sua boa vontade. Eu tinha que sair daqui.
"Posso ajudar?" Ele disse de uma maneira nervosa. Eu sacudi a cabeça, me sentindo ridícula. Tentei ligar o carro mais uma vez, mas agora que eu queria que o carro parasse de encenação ele continuou falhando. Droga. Agora enfrente a situação, Bella.
"Deixe de ser teimosa." Mais um arrepio passou por mim ao ouvir sua voz falando comigo. Girei a manivela e abaixei o vidro, sem conseguir olhar para ele.
"Não precisa. Eu estou quase conseguindo. Obrigada".
"Você tem que tentar aquecê-lo um pouco antes de dar a partida." Edward instruiu quase me fazendo sorrir pela maneira que ele queria me ensinar a ligar meu carro. Mas percebi que ele queria só me ajudar a sair daqui para ir embora e não seria como antes, quando ele me ofereceu carona. Ele não me queria no seu carro. Só a outra.
Olhei para ele magoada e ele falou novamente. "Posso te ensinar?" Senti seu hálito quente no meio do vento frio e meu corpo todo se aqueceu. Meu rosto começou a queimar. Já que Edward só queria me ajudar a ligar o carro para ir embora, resolvi sair para ele fazer isso, abrindo a porta, mas ele me parou.
"Não saia, você vai se molhar." Edward me olhou e no mesmo instante lembrei que eu tinha andado pela chuva e minha roupa e cabelos já estavam molhados.
"Eu já me molhei. Não importa." A frase saiu naturalmente e só percebi o que tinha falado segundos depois. Ele pareceu congelar, mas continuou.
"Não, fique aí." Ele se aproximou pelo meu lado e passou o braço por minha frente até a chave, girando-a enquanto me mandava bombear o pedal. A tensão estava forte no ar e senti seu cotovelo passear no meu seio, encostando no meu mamilo muito duro. Ele virou o rosto instintivamente e seu nariz tocou meu rosto, sua respiração lavando minha pele. Senti seu corpo tremer próximo ao meu. Meu desejo levou todo o meu controle.
Seu olhar encontrou o meu e eu não consegui desviar. Sentia saudades dos seus olhos. Verdes e profundos. Uma gota de chuva escorreu por meu rosto e ele me encarou, lambendo os lábios. Por que ele estava fazendo isso comigo? Meu olhar então não resistiu e desceu aos seus lábios. Senhor amado. Eu queria tanto beijar sua boca que quase o ataquei, mas Edward também parecia estar sentindo o mesmo que eu porque seu rosto se aproximou e ele me cheirou. Ele deu um longo suspiro e parou.
Subi meus olhos aos seus para entender o que ele estava fazendo. Será que Edward ainda me desejava desse jeito? Seus olhos me disseram que sim e lentamente aproximei meu rosto do dele, ouvindo meu coração bater forte no meu peito com a necessidade. Quando nossos lábios se tocaram ele lambeu ferozmente minha boca, fazendo-me abrir a minha, deslizando sua língua. Ele pressionou seu rosto no meu enquanto nossas línguas dançavam, me fazendo soltar um gemido alto. Eu parecia estar em uma realidade paralela, pois não conseguia acreditar que isso estava acontecendo. Meu corpo se moveu por vontade própria, minha mão subiu aos seus cabelos macios e eu o puxei para mim, aprofundando ainda mais o beijo e senti sua mão em minha coxa.
Edward puxou minha perna para que meu corpo ficasse de frente para ele. Senti a chuva caindo por minhas pernas que automaticamente se envolveram em sua cintura, puxando-o para mim. E eu senti...
Sua ereção estava mais que dura em meu centro e eu o puxei ainda mais para perto, desejando que não houvesse barreiras entre nós. Suas mãos subiram aos meus seios, que estavam com muitas saudades de seu toque. Assim que ele tocou um dos meus seios, senti-o perder o controle e começar a suspirar ainda mais ofegante em minha boca e puxar minha blusa, tentando desabotoá-la, mas com o nosso desespero ele começou a puxá-la, rasgando.
Não consegui me importar com a roupa. Eu só queria sentir sua pele me tocando. Precisava disso. Como uma semana podia fazer isso comigo? Quando eu me tornei tão dependente dele?
Suas mãos voltaram aos meus seios cobertos pelo sutiã e ele os apertava juntos, gemendo em meus lábios. Meu controle foi para os ares e comecei a rebolar em sua ereção, sem vergonha.
"Porra." Ele disse e rebolou de volta. Seus lábios chuparam meu lábio inferior e o soltaram em um estalo, começando a percorrer o caminho para meu pescoço. Sua língua brincou com minha pele e depois o senti me chupando forte. Eu gemi mais alto pela sensação e por saber que sua marca estaria em mim mais uma vez. Uma de minhas mãos foi para sua bunda e eu a apertei, me deliciando em seu corpo. Ele parou de me chupar e começou a lamber o caminho para meus seios, minha mão nunca saindo de seu pescoço, segurando-o próximo a mim, não querendo perder o toque de seus lábios. Ansiando por mais.
Ele afastou meu sutiã e começou a me lamber, criando uma sensação maravilhosa que foi direto para meu centro. Senti minha excitação escorrer em minha calcinha e não consegui mais segurar meus gemidos. Minha cabeça tombou para trás de tanto prazer. Ele mudou para o outro seio, fazendo a mesma coisa e aumentando meu desejo por ele.
Seus lábios soltaram meu mamilo e começaram a retornar à minha boca, tomando meus lábios nos seus e chupando com vontade. Minhas mãos foram para sua calça, ansiosas para tocá-lo e senti-lo.
Um trovão fez um estrondo bem alto e ele saltou com a surpresa, me olhando profundamente nos olhos. Seu peito arfava e suas mãos soltaram meu corpo, que sentiu sua falta no mesmo momento.
Em seu olhar percebi a confusão que passava por sua mente. Ele piscou algumas vezes e eu queria puxá-lo de volta para mim, mas Edward deu um passo para trás, quase me fazendo entrar em desespero.
"Edward." Seu olhar se desviou de mim e ele parecia perdido em pensamentos, olhando todo o meu corpo e depois para longe. Logo depois ele pareceu... arrependido... culpado... Eu não conseguia entender.
Ele deu mais um passo para trás e começou a se afastar. Eu fiquei ali, olhando para ele, desesperada e com o corpo ardendo de desejo.
O que acabou de acontecer? Ele me queria! Eu vi em seu olhar.
Então, por que ele me deixou aqui desse jeito?
Vi quando ele ligou seu carro rapidamente e saiu do estacionamento, lágrimas escorrendo, sem meu consentimento, por minha face. Ele me deixou. Mais uma vez.
As gotas de chuva ainda caíam em mim e eu me encolhi no banco, agora sentindo todo o frio de Forks me atacar. Quando ia fechar a porta do carro, vi a maleta e o jaleco dele jogados no chão. Pensei em abandoná-los ali, mas não consegui e saí do carro, me molhando ainda mais e peguei seu material de trabalho.
Fiquei um tempo olhando a chuva. O que tinha acontecido, afinal? Tentei ligar o carro mais uma vez e na terceira tentativa o motor roncou alto e funcionou. Dirigi para casa tremendo de frio. O aquecedor não conseguiu fazer muito por mim com a roupa toda molhada.
Controlei meu choro e concentrei minhas forças para não desmoronar antes de entrar em casa e quando cheguei, corri para o meu quarto e retirei toda a minha roupa antes de ligar o aquecedor e ir ao banheiro procurar uma toalha.
Assim que passei pelo espelho, meus olhos foram atraídos por algo. Meus seios estavam vermelhos e marcados por sua boca, e olhando um pouco mais para cima pude ver onde ele havia me chupado.
A tristeza me deixou neste instante e eu sorri para meu reflexo. Meus olhos vermelhos brilharam com o entendimento. Edward ainda me queria. Ele me desejava e não conseguia resistir a mim. Sim, mesmo algo tendo o desconcentrado, ficou claro por sua dura ereção na minha coxa que ele me queria. Muito.
Andei até o chuveiro e o liguei, esperando a água aquecer, ainda com um sorriso travesso em meu rosto. Mas o que eu faria agora? Não podia ficar me oferecendo para ele e também não tinha como me aproximar. Eu trabalhava distante dele na maioria das vezes. Como eu chegaria perto o suficiente para testar seu desejo por mim?
Uma coisa louca passou por minha cabeça. E se eu inocentemente fosse até a sala dele levar a maleta e o jaleco que ele esqueceu no chão do estacionamento?
Enquanto tomava banho, planejei passo a passo para não desistir ou fraquejar como quase fiz hoje. Escolhi mentalmente minha roupa, o momento e a desculpa perfeita. Ele não tinha como fugir de mim ali, em seu consultório. No último lugar em que fizemos amor.
Dormi mais tranqüila naquela noite, me cobrindo com vários cobertores depois de tomar uma vitamina C e secar meus cabelos. Ficar doente não ajudaria em nada.
Acordei antes do despertador tocar e depois de me vestir, caprichei na maquiagem. Nada exagerado, mas algo que levantou meu olhar e deixou meus lábios mais convidativos. Segui para o trabalho com a sua maleta e seu jaleco ao meu lado, grata por tê-los encontrado.
Sorri confiante ao ver seu carro estacionado. Sempre pontual.
Entrei e comecei meu dia como sempre, só que meu estômago estava cheio de borboletas saltitantes. Consegui me conter por algumas horas e um pouco antes do almoço eu tinha terminado tudo o que precisava fazer. Fui ao meu carro e peguei a maleta, pensando que era melhor lavar o jaleco antes de entregá-lo e por querer ter mais alguma coisa dele comigo, caso esse plano não desse certo. Eu não podia desistir, eu o amava e o queria de volta.
Voltei para a entrada do hospital e dei uma boa olhada no corredor antes de chegar a sua porta. Ao redor, havia alguns poucos pacientes e funcionários concentrados em planilhas e prontuários, ou seja, ninguém estava preocupado comigo. Arrumando mais uma vez meus cabelos e minha blusa, fiquei tensa para o que eu faria. Nervoso era eufemismo para a minha situação.
Uni minhas forças e bati uma vez na porta, congelando um pouco ao ouvir sua voz me mandando entrar. Abri a maçaneta lentamente e compus meu rosto com uma expressão tranqüila, completamente diferente da realidade interna.
Ele não levantou o rosto até que eu dei alguns passos para dentro. Foi a vez dele de congelar.
Seu olhar ficou em meu rosto com uma expressão muito surpresa e eu falei o que eu tinha treinado algumas vezes hoje no espelho. "Bom dia, Dr. Cullen." Falei docemente. Meu Deus, eu era uma atriz e não sabia. "O senhor esqueceu sua maleta e seu jaleco ontem no estacionamento. Eu os achei e guardei para devolver".
Ele continuou sem dizer nada e vi sua garganta engolir seco. Depois de mais uma engolida ele disse. "Hum. Obrigado." Eu me aproximei para deixar a maleta e me curvei diante dele, depositando-a na cadeira em sua frente, tendo a certeza de que meu decote ficasse bem visível.
"De nada. Eu acho que o senhor estava um pouco apressado." Pisquei para ele e me virei dando um passo em direção a porta e me virando novamente. "Ah, eu entrego seu jaleco depois, ele estava molhado, então eu tive que lavar. Tudo bem?"
Ele continuou olhando para meus olhos, só desviando para espiar minha boca. Perfeito. "Sim".
"Outra coisa." Ele olhou novamente para a minha boca, mas não conseguiu desviar o olhar. "Quando o senhor quiser terminar o que começou lá naquele estacionamento, me procure." Girei meu corpo e abri a porta, ouvindo seu longo suspiro enquanto saí tranquilamente e caminhei pelo corredor até chegar à minha sala.
Como enfermeira chefe eu tinha uma pequena sala, mas ainda era meu abrigo. Eu bati a porta atrás de mim e dei um gritinho para tentar soltar a tensão que eu tão habilmente mascarei.
Como eu consegui dizer aquilo? Meu Deus! Eu sou louca!
Encostei-me à minha porta e fechei os olhos, lembrando de como seu olhar estava em mim. Faminto. O que começou ontem estava quase o deixando louco, eu pude ver. Mas tinha algo mais em seus olhos hoje. Ontem ele parecia mais... triste. Eu não sei por que eu senti isso, mas parecia que ele estava mais tranqüilo hoje. O que teria acontecido para deixá-lo assim?
Uma batida na porta me fez saltar de meus pensamentos.
Olhei ao redor assustada e me virei para abrir a porta, quando fui empurrada para trás e a porta foi fechada rapidamente. Minha mente tentou raciocinar quando meu corpo foi novamente pressionado na porta e seus olhos me encaravam com uma fúria que eu não conseguia distinguir.
"O que foi aquilo?" Ele perguntou e seu rosto tenso.
"O quê?" Eu ainda não conseguia raciocinar. Eu nunca imaginei que ele ficaria com raiva de mim.
"Be-Isabella." Ele disse e fechou os olhos, respirando fundo. Meu nome inteiro doeu em meus ouvidos. "Você está tentando me enlouquecer? É isso?" Ele falou mais forte, mas com um tom baixo que fez meu corpo inteiro se arrepiar e minha calcinha se ensopar. Oh Deus... Tinha funcionado?
Pisquei algumas vezes, parecendo confusa para ele e mais uma vez atuei. "Por que, doutor? O que eu fiz para enlouquecer o senhor?" Eu sabia como ele gostava quando eu o chamava assim.
Mais uma vez ele suspirou e me pressionou mais ainda na porta, suas mãos apertaram meu braço, quase a ponto de doer. "Esse jogo..." Ele começou. "Eu não consigo..." Mas antes que ele falasse alguma coisa que o faria se afastar, meu rosto chegou ao dele e eu o beijei. Suas mãos continuaram me apertando e ele congelou por um segundo antes de corresponder ao beijo. Sua língua forçou entrada na minha boca e ele me devorou ferozmente, com um beijo que chegava a beira da violência. E eu adorei.
Suas mãos desceram me pressionando por onde passavam, descendo por meus braços e fazendo o caminho até minha bunda. Ele a agarrou em suas mãos e me levantou para ele, me fazendo sentir o quanto esse jogo o estava afetando. Cruzei minhas pernas em sua cintura, impedindo que ele me largasse igual no estacionamento.
Rebolei lentamente em seu colo e ele mordeu o meu lábio inferior. "Hummm." Eu gemi em sua boca. Esse desejo desenfreado fez nascer uma reação que eu nunca esperava. Eu estava excitada ao ponto de quase enlouquecer.
Agarrei seu pescoço e puxei seus cabelos, ouvindo seu gemido. Isso me fez rebolar um pouco mais e ele me apoiou na porta, levando suas mãos para frente da minha calça, tentando abri-la. Quando ele conseguiu, me abaixou no chão para que conseguisse descê-la puxando-a junto com minha calcinha.
Eu não tive muito tempo para pensar no que estava acontecendo porque fui logo puxada para cima novamente. Ele me segurou contra a porta enquanto soltava sua calça, respirando descontroladamente. "Porra!" Ele disse em um suspiro. "Eu quero você".
Eu tentei ver o momento em que seu membro maravilhoso saltou para fora, mas não consegui. Ele foi mais rápido e em um segundo estava se encaixando em mim, sua ereção em minha entrada. Senti a ponta quase escorregar para dentro de tão molhada que eu estava. Era quase vergonhoso. Mas só de ouvir sua confissão meu corpo todo derreteu por ele, ansiando por tudo que poderia acontecer.
Ele me segurou um segundo, com o rosto escondido em meus cabelos e de repente o senti pressionar, escorregando em minha umidade e pedindo passagem. Quando todo o seu membro entrou, eu quase gritei de prazer. Eu amava tê-lo em mim e uma semana era muito tempo sem ele. A possibilidade de nunca mais sentir isso intensificou toda a situação.
Nossos gemidos saíram juntos e minhas mãos puxaram seu rosto para o meu. Minhas pernas voltaram a se enrolar em sua cintura para ajudar na penetração. Eu estava delirando. Ele estava com os olhos fechados e pressionados enquanto se movia freneticamente. Quando nossos gemidos se intensificaram e suas estocadas ficaram mais fortes, ele segurou forte em minha bunda e virou nossos corpos, dando dois passos para frente, chegando até minha mesa e me apoiando na ponta. Eu rebolei em sua ereção e ele começou novamente a estocar forte, o barulho de cada estocada estalava no ar, misturando-se com nossos gemidos.
"Você me deixa louco." Edward confessou, um pouco antes de trazer seu rosto ao meu e me beijar, esfregando ferozmente seus lábios, me enlouquecendo, nunca olhando em meus olhos. Eu queria, mas ele nunca fazia isso.
Seu corpo se ajustou ao meu e ele puxou meus joelhos, fazendo suas estocadas tocarem em outro ponto de meu corpo, fazendo-me tremer e gemer mais forte. "Oh Deus..." Eu suspirei, já não conseguindo segurar meu orgasmo. Edward já urrava de prazer. Tirei minhas mãos de seu pescoço e as coloquei para trás, me apoiando na mesa e pressionando meu corpo mais ao seu.
Ele se curvou para cima de mim e com mais uma só estocada meu corpo inteiro tensionou quando meu orgasmo me alcançou. Forte.
Eu o senti passando por cada ponto meu e me estremecendo.
"Porra... Porra... Porra..." Ele ficou repetindo quando se apoiou em cima de mim e seu líquido quente me lavou. Seu corpo estava tremendo. Eu amava essa sensação.
Lentamente seu braço soltou minha bunda e se apoiou na mesa, suspirando forte e tentando regularizar sua respiração. Eu tentei me aproximar dele para beijá-lo, mas ele se afastou. O quê?
Eu congelei, ainda zonza da sensação pós-orgásmica. Ele continuou a se afastar lentamente, sem dizer uma palavra e sem olhar para mim.
Não faça isso.
Por favor.
Eu te amo.
Seu corpo me deixou com uma sensação de vazio por dentro e por fora. Eu nunca imaginei sentir esse desespero. O que estava acontecendo?
Edward abaixou e subiu suas calças lentamente. Eu ainda estava parada, sentada na mesa e olhando para ele, esperando uma explicação. Quando ele se vestiu, virou seu corpo em direção à porta, nunca olhando para mim. "Desculpe-me. Eu não..." Ele parou com uma mão apoiada na parede e outra na maçaneta. "Eu não resisti. Mas isso não muda nada".
Ele abriu a porta e saiu sem mais uma palavra, me deixando mais uma vez exposta e arrasada. Parecia que estava virando uma rotina.
Minhas lágrimas não saíram, ao invés disso, um aperto se intensificou em meu peito e sentei-me à mesa, olhando ao redor. Sua última frase não parava de ser repetida em minha cabeça.
Eu não resisti. Mas isso não muda nada.
Nota de uma autora pronta para apanhar: HHahahahaa. Meninas... eu imagino a cara de vocês com esse final *eu sei que eu sou má* Titinha me ligou hoje e me mandou segurar um enorme de um escudo para me proteger. Hahahaha
Bem, espero que tenham gostado das atitudes da nossa Bella e quero dizer que é melhor esperar uma semana para julgar o Ed... o POV dele vem na quarta que vem. Desculpe por eu ter repetido algumas coisas no POV Bella, mas achamos importante que vocês vissem os planos dela desde o início.
=)
Tentaremos não fazer mais isso... ahahahah e também esperamos a opinião de cada uma. O que pode acontecer daqui pra frente?
