BELLA SWAN PDV

Estava sentada em uma cadeira desconfortável, minha perna balançava sem parar.

A hora parecia não passar.

E só tinha cinco minutos que estava ali, mas parecia duas horas.

Desde ontem a tarde quando Edward leu aquele diário eu não conseguia mais pensar.

Aquilo tinha que estar errado.

Mas por que minha mãe mentiria? Eu podia sentir o amor dela em cada palavra que ele leu para mim..

A verdade era pior do que eu poderia imaginar e aceitar. Só podia ser uma.

Eu teria sido enganada pela mulher que me criou e que por um momento eu a amei como uma mãe?

— Amor, calma — escutei a voz de Edward, sua mão indo diretamente para minha perna e apertando suavemente.

— Eu não consigo, não me pede isso. — só ficaria ainda mais ansiosa.

Voltamos para Clemson, logo depois que consegui me recuperar um pouco do baque das palavras de minha mãe, mas não fomos para o hotel e sim seu apartamento. Estava grata de nossos amigos estarem ocupados, eu não sabia se conseguia falar algo para alguém até me consultar por um profissional.

Edward havia ligado para seu pai que deu um número de um oftalmologista que ele conhecia, fiquei aliviada dele ter vaga para o dia seguinte e surpresa quando Carlisle confessou que ficou desconfiado dessa infecção que tive.

Eu nem dormi direito a noite pensando sobre tudo.

Estávamos naquele momento esperando eu ser chamada para a consulta.

— Tudo bem, mas eu estou aqui ok? — deu um beijo suave e eu suspirei.

— Isabella Swan — finalmente ouvir meu nome.

Nós nos levantamos, apoiei a bengala no chão deslizando-a, mesmo sentindo Edward segurar minha mão.

— Entre, srta. Swan — a voz de outro homem disse. — Sou o dr. Maston.

Entrei no que imaginei ser seu consultório. Meu namorado me guiou e me ajudou a sentar em uma cadeira. Edward e o homem se cumprimentaram.

— Carlisle me contou um pouco sobre seu caso, o que posso fazer sobre você?

— Eu preciso saber o que tenho, doutor. A minha vida toda achei que nunca poderia voltar a enxergar, mas descobri que posso ter um problema na retina e que talvez seja possível resolver com uma cirurgia.

— Pode me explicar melhor.

Eu suspirei e contei sobre ser cega e minha tia dizendo que foi havia ficado por causa de uma infecção grave até o momento que achei o diário de minha mãe.

— O mais importante agora é fazer um exame. Tenho que ter um diagnóstico preciso do seu caso, podemos marcar um dia para voltar aqui e realizar o exame.

— Não, por favor, eu preciso disso agora. Não aguento esperar. Preciso saber a verdade.

Ele suspirou.

— Hum.. tudo bem então. Acho que podemos fazer, se não se importar de esperar um pouco. Vou pedir para minha assistente levá-la para sala de exames e começar a dilatar sua pupila. Vou fazer um mapeamento da sua retina e se for preciso outros exames.

Eu apenas assenti.

Uma hora depois, estávamos de volta em seu consultório. Ele teve que ir atender seu outro paciente e conversaria comigo depois. Eu já estava mais que agoniada, agradeci por Edward ficar em silêncio ao meu lado, apenas segurando minha mão.

— E se eu puder enxergar? — sussurrei com medo.

— Isso seria maravilhoso, Bella.

Eu balancei a cabeça.

— Maravilhoso? Isso significaria que fui enganada pela mulher que me criou, que uma vez achei que ela me amasse como uma filha. Todos os anos que passei trancada em casa na adolescência, chorando achando que nunca poderia ter algo, enquanto ela me colocava ainda mais para baixo. Eu.. eu não sei…

Ele me abraçou e chorei em seu peito.

— Não pensa no que passou, Bella. Pensa no que pode ganhar se puder enxergar, nas coisas que vai poder ver e fazer. Você vai poder me enxergar, mesmo eu achando que já me enxerga mais do que qualquer pessoa nesse mundo. Vai poder ler, escrever e ver tudo que sempre teve vontade.

Tocou meu rosto carinho.

Pensei em como seria se pudesse vê-lo. Como nós dois ficaríamos?

Finalmente fui chamada de novo e voltamos para seu consultório.

— Sim, você tem um problema na retina e como nasceu prematura, esse fato com certeza desencadeou esse distúrbio ocular.

Eu arfei.

— Eu posso voltar a enxergar então?

— A cirurgia para isso está cada vez mais moderna e tem excelentes resultados. Mas o aconselhável é ser feita ainda na infância. Eu sinceramente, nunca conheci um caso como o seu. Felizmente você nunca passou por nenhum procedimento cirúrgico, o que quer dizer que seus olhos não estão tão afetados e isso é um ponto positivo. Mas você passou muito tempo com essa condição. Não posso dar a certeza que a cirurgia vai ser bem sucedida. Depende de você querer se arriscar ou não a fazê-la.

Senti a mão de Edward apertar a minha.

— Eu quero tentar — minha voz saiu trêmula e meu corpo tremia.

Estava assustada e sem saber direito o que sentir. Mas nunca estive tão certa do que queria em minha vida.

— Vou passar alguns exames para fazer, depois pode trazer aqui e marcaremos o dia. Você pretende esperar as férias da universidade?

— Não, quero fazer o mais rápido possível.

Eu podia trancar o curso. Já tinha perdido boa parte das aulas mesmo e Edward ainda tinha que decidir o que iria fazer, se iria jogar profissionalmente ou não.

Se eu enxergasse isso deveria facilitar tudo.

— Tudo bem então, me traga os exames e se tudo tiver, ok? Vamos marcar a data.

Eu assenti.

Nós saímos de mãos dadas do consultório. Estranhei o fato de Edward estar tão em silêncio.

— O carro não está para esse lado — falei quando passamos pela porta de saída e ele virou para a esquerda.

Eu lembrava muito bem de termos vindo da direita.

— Eu sei, só quero conversar um pouco com você e tem um parque ali, pode ser?

Eu assenti e deixei-me guiar pelo caminho, enquanto atravessamos a pista.

Nós chegamos ao parque e escutei algumas pessoas conversando, correndo, crianças e um cachorro.

Pensei em como seria enxergar tudo, sem precisar distinguir pelo som.

— Primeiro de tudo, você está bem? — perguntou, enfim acariciando meu rosto.

— Não. Estou assustada como nunca estive, me sentindo traída, enganada, uma trouxa e tentando não pensar em tudo que perdi, principalmente meus pais que poderiam estar vivos.

— Você foi muito corajosa lá dentro Bella, aceitou sem hesitar.

Apertei a mão dele.

— Porque sua mão estava segurando a minha, Edward. Porque quero enxergar você, ver seus olhos brilhando quando me olha como todo mundo diz que fica, quero ver seu sorriso, seu rosto, quero ver o mundo ao seu lado.

— Eu também quero que veja tudo, você sabe que se eu pudesse daria meus próprios olhos para você. Quero que veja o tanto que é linda, quero que veja o mundo…mas não quero que fique triste se essa cirurgia não der certo.

— Você vai soltar minha mão? — perguntei levantando nossas mãos que estavam unidas.

— Nunca.

— Então vamos ficar bem. Eu amo você. Amo você como achei que nunca amaria alguém.

— Ah, Bella! Eu amo você também, demais. Você é minha garota, minha namorada. Eu te amo demais, não importa se enxerga ou não. Eu sei que nosso amor faz você enxergar — colou seus lábios nos meus.

Ele estava certo. Eu tinha seu amor e isso fazia eu enxergar tudo.

EPÍLOGO

Duas semanas depois…

Eu me mexi na maca acordando desorientada.

Minha consciência despertou e me lembrou de tudo que tinha acontecido.

Tentei levantar meus olhos, mas não consegui e percebi que havia curativos envolvendo eles.

É claro que havia.

Eu ainda não conseguia acreditar.

Levei minhas mãos ao meu rosto, mas outra mão tocou a minha segurando meus dedos.

— Ei, não pode tocar.

— Edward — suspirei aliviada ao ouvir sua voz.

Senti seus lábios em minha bochecha.

— Estou tão feliz por vê-la acordada amor.

— Como foi a cirurgia?

— Deu tudo certo, graças a Deus. Mas só amanhã vai poder tirar os curativos.

— Eu não sei se aguento até amanhã.

— Você já esperou tanto meu amor, só mais um dia. Como está se sentindo?

— Um pouco fraca e com fome.

— Eu vou avisar a enfermeira que acordou, ela disse que iria pedir para trazer sua refeição.

Eu suspirei, minha cabeça doía, mas não queria preocupar ele.

— O que aconteceu enquanto eu fazia a cirurgia?

— Nada demais. Alice acabou de sair daqui, amanhã ela virá novamente com todos. Acho que vai ficar ansiosa para vê-los finalmente. Meus pais disseram que vem mais tarde.

Carlisle e Esme tinham chegado da viagem no dia que internei e me sentir culpada por terem interrompido sua viagem. Mas Esme disse que queria estar ao meu lado e do filho.

Eles eram minha família e me sentia feliz por tê-los ao meu lado me apoiando independente de qualquer coisa.

Eu sorri apertando sua mão.

Seu telefone tocou e ele bufou.

— Ainda é seu assessor?

— Sim.

— Você precisa dar uma resposta, Edward. Os times não vão esperar muito.

— Eu sei, mas depois de amanhã eu decido, ok? Só quero me preocupar com você agora. — beijou minha testa.

— E eu fico preocupada com você. Se não tiver dado certo essa cirurgia, você ainda vai me querer ao seu lado?

— Mas é claro que vou Bella. Você sabe muito bem disso. Eu te amo, mais do que as estrelas no céu, mais do que os grãos de areia no mar. Eu quero te amar sempre, quero um dia te chamar de minha esposa e um dia ser pai dos seus filhos. Quero tudo com você meu amor. Você enxergando ou não.

— Eu também quero tudo. Eu te amo tanto.

Ele pressionou seus lábios gentilmente nos meus, mas a enfermeira chegou e fomos interrompidos.

O resto do dia eu mais dormi que fiquei acordada, ainda sentindo os efeitos da anestesia. Mas o que mais me recordava era da mão de Edward segurando a minha.

O médico chegou de manhã, me pegando de surpresa.

Imaginei que ele só viria mais tarde. Edward estava sentado na maca ao meu lado, enquanto ele retirava os curativos.

— Estão cicatrizando muito bem.

— É normal estar arroxado assim?

— Sim, não se preocupe. Agora, abra os olhos Bella.

Balancei a cabeça, assustada.

Eu sentia que tudo seria diferente depois que os abrisse e percebi que não estava preparada para isso.

— Não, não posso fazer isso.

Senti a mão de Edward apertar a minha.

— Não tenha medo. Eu estou com você, meu amor.

Comigo. Ele estava comigo.

Passou um filme na minha cabeça lembrando de tudo que vivi até o momento que o encontrei.

Da bola se chocando em mim, dele estragando meu livro, nossas aulas juntos, nosso primeiro encontro, primeiro beijo, primeira vez, sua família, Edythe. Tudo que vivemos até ali.

Nosso amor era a única coisa que importava e que tínhamos de mais importante.

Eu sabia que ele estaria sempre comigo assim como eu estaria sempre com ele. e isso bastava.

Eu respirei fundo e lentamente levantei minhas pálpebras para um novo mundo.

EDWARD CULLEN PDV

— Amor, calma — falei colocando a mão na perna de Bella e apertando suavemente.

Estava ficando agoniado já, com sua perna balançando sem parar.

Eu sabia que ela estava nervosa e que mal tinha conseguido dormir a noite, mas ficar daquele jeito só iria piorar.

— Eu não consigo, não me pede isso.

Balancei a cabeça, apenas.

Eu fiquei chocado quando lia as palavras da mãe dela. Ainda era difícil acreditar que podia ter alguém tão ruim no mundo a ponto de enganar outra pessoa assim.

Quando chegamos em Clemson e liguei para meu pai, fiquei ainda mais surpreso dele confessar que estava desconfiado dessa doença de Bella.

Será que eu poderia ter percebido também? E se esse tempo todo ela pudesse enxergar?

O que havia sido retirado dela nunca voltaria.

— Tudo bem, mas eu estou aqui ok? — dei um beijo suave em seu rosto e ela suspirou.

Estávamos esperando ela ser chamada para a consulta, o médico era um oftalmologista amigo de meu pai.

Eu só esperava que ele fosse realmente bom e diagnosticasse corretamente, mas sabia que meu pai não iria nos mandar para qualquer um.

— Isabella Swan — finalmente disseram seu nome.

Nos levantamos e Bella apoiou a bengala no chão, eu segurei em sua mão indicando o caminho.

O médico estava na faixa dos cinquenta anos, era preto, careca e lembrava um pouco aquele ator dos Velozes e Furiosos, que fazia o Roman.

— Entre, srta. Swan. Sou o dr. Maston.

Entramos no consultório. Era muito bem decorado, com uma mesa, sua cadeira, e dos pacientes. Alguns cartazes sobre doenças oculares. Guiei Bella para cadeira e a ajudei a sentar sem cair.

— Sou Edward Cullen, o namorado dela.

— É claro, seu pai falou sobre você — apertamos as mãos antes de nos acomodar.

— Carlisle me contou um pouco sobre seu caso, o que posso fazer sobre você?

— Eu preciso saber o que tenho, doutor. A minha vida toda achei que nunca poderia voltar a enxergar, mas descobri que posso ter um problema na retina e que talvez seja possível resolver com uma cirurgia.

— Pode me explicar melhor.

Bella suspirou e começou a contar sobre ser cega desde que nasceu por causa de uma infecção ou foi isso que imaginou. Até que achou o diário de sua mãe ontem e li tudo para ela.

Ele ouviu com atenção, parecendo realmente escutar cada detalhe e fazendo uma ou outra anotação.

— O mais importante agora é fazer um exame. Tenho que ter um diagnóstico preciso do seu caso, podemos marcar um dia para voltar aqui e realizar o exame.

— Não, por favor, eu preciso disso agora. Não aguento esperar. Preciso saber a verdade. — eu podia ouvir como estava agoniada com isso e nem conseguia imaginar como iria me sentir se fosse em em seu lugar.

Ele assentiu parecendo olhar algo em uma agenda.

— Hum.. tudo bem então. Acho que podemos fazer, se não se importar de esperar um pouco. Vou pedir para minha assistente levá-la para sala de exames e começar a dilatar sua pupila. Vou fazer um mapeamento da sua retina e se for preciso outros exames.

Bella assentiu e eu rezei para que ele descobrisse a verdade.

Pouco mais de uma hora depois, estávamos de volta em seu consultório. Bella estava ainda mais nervosa e eu apenas fiquei em silêncio ao seu lado, segurando sua mão. Sem querer piorar sua agonia.

— E se eu puder enxergar? — sussurrou amedrontada.

— Isso seria maravilhoso, Bella.

Balançou a cabeça.

— Maravilhoso? Isso significaria que fui enganada pela mulher que me criou, que uma vez achei que ela me amasse como uma filha. Todos os anos que passei trancada em casa na adolescência, chorando achando que nunca poderia ter algo, enquanto ela me colocava ainda mais para baixo. Eu.. eu não sei…

Eu a abracei sentindo meu coração pesar, por tudo que foi sofrido para ela..

— Não pensa no que passou, Bella. Pensa no que pode ganhar se puder enxergar, nas coisas que vai poder ver e fazer. Você vai poder me enxergar, mesmo eu achando que já me enxerga mais do que qualquer pessoa nesse mundo. Vai poder ler, escrever e ver tudo que sempre teve vontade.

Acariciei o rosto que tanto amava. Me perguntei se Bella me amaria também se pudesse me ver.

Será que gostaria de mim como eu sou?

Foi chamada de novo e nos levantamos indo para o consultório.

— Sim, você tem um problema na retina e como nasceu prematura, esse fato com certeza desencadeou esse distúrbio ocular. — o médico disse.

Bella arfou e eu fiquei em choque.

Ouvir a confirmação era muito pior.

— Eu posso voltar a enxergar então?

— A cirurgia para isso está cada vez mais moderna e tem excelentes resultados. Mas o aconselhável é ser feita ainda na infância. Eu sinceramente, nunca conheci um caso como o seu. Felizmente você nunca passou por nenhum procedimento cirúrgico, o que quer dizer que seus olhos não estão tão afetados e isso é um ponto positivo. Mas você passou muito tempo com essa condição. Não posso dar a certeza que a cirurgia vai ser bem sucedida. Depende de você querer se arriscar ou não a fazê-la.

Apertei a mão de Bella.

— Eu quero tentar — sua voz saiu trêmula, mas com uma certeza incrível.

— Vou passar alguns exames para fazer, depois pode trazer aqui e marcaremos o dia. Você pretende esperar as férias da universidade?

— Não, quero fazer o mais rápido possível.

O mais rápido possível.

Talvez em menos de um mês, Bella poderia estar enxergando.

Como seria?

— Tudo bem então, me traga os exames e se tudo tiver, ok? Vamos marcar a data.

Bella assentiu.

Eu peguei o pedido dos exames e a guiei para fora da clínica.

— O carro não está para esse lado — Bella falou quando saímos e viramos para o outro lado.

Eu achava incrível como ela sabia exatamente qual lado tinha vindo.

— Eu sei, só quero conversar um pouco com você e tem um parque ali, pode ser?

Ela assentiu e a guiei para a faixa de pedestre para atravessarmos a pista.

O parque, mas parecia uma praça. Era pequeno, porém tinha algumas pessoas conversando, correndo e crianças brincando em um parquinho.

— Primeiro de tudo, você está bem? — segurei seu rosto suavemente

— Não. Estou assustada como nunca estive, me sentindo traída, enganada, uma trouxa e tentando não pensar em tudo que perdi, principalmente meus pais que poderiam estar vivos.

Eu também estava tentando não pensar nisso, sentia a raiva borbulhar em meu sangue. Se um dia eu visse Carmem novamente...

— Você foi muito corajosa lá dentro Bella, aceitou sem hesitar.

A mão dela apertou a minha.

— Porque sua mão estava segurando a minha, Edward. Porque quero enxergar você, ver seus olhos brilhando quando me olha como todo mundo diz que fica, quero ver seu sorriso, seu rosto, quero ver o mundo ao seu lado.

— Eu também quero que veja tudo, você sabe que se eu pudesse daria meus próprios olhos para você. Quero que veja o tanto que é linda, quero que veja o mundo…mas não quero que fique triste se essa cirurgia não der certo.

— Você vai soltar minha mão? — ergueu nossas mãos entrelaçadas.

Como eu poderia fazer isso algum dia?

— Nunca. — prometi.

— Então vamos ficar bem. Eu amo você. Amo você como achei que nunca amaria alguém.

— Ah, Bella. Eu amo você também, demais. Você é minha garota, minha namorada e te amo demais, não importa se enxerga ou não. Eu sei que nosso amor faz você enxergar — beijei seus lábios delicadamente, rezando para que tudo desse certo e ficasse bem.

EPÍLOGO

Duas semanas depois…

Eu estava encarando Bella deitada na maca, ainda desacordada.

Já tinha várias horas que ela voltou do centro cirúrgico, mas ainda não tinha despertado.

O médico disse que era normal, mas estava começando a ficar agoniado e com medo.

E se ela não acordasse? Ela poderia entrar em coma?

Finalmente a vi se mexer e me levantei aproximando da maca.

Bella colocou a mão em seu rosto, mas a impedi segurando seus dedos.

— Ei, não pode tocar — a lembrei suavemente.

— Edward — fiquei feliz de ouvir meu nome em seus lábios.

Beijei sua bochecha delicadamente.

— Estou tão feliz por vê-la acordada, amor. — e imensamente aliviado.

— Como foi a cirurgia?

— Deu tudo certo, graças a Deus. Mas só amanhã vai poder tirar os curativos.

— Eu não sei se aguento até amanhã.

— Você já esperou tanto meu amor, só mais um dia. Como está se sentindo?

— Um pouco fraca e com fome.

— Eu vou avisar a enfermeira que acordou, ela disse que iria pedir para trazer sua refeição. — apertei o botão ao lado da cama.

Ela suspirou.

— O que aconteceu enquanto eu fazia a cirurgia?

— Nada demais. Alice acabou de sair daqui, amanhã ela virá novamente com todos. Acho que vai ficar ansiosa para vê-los finalmente. Meus pais disseram que vem mais tarde.

Eles tinham chegado mais cedo por conta da cirurgia de Bella. Mesmo com ela implorando que não precisavam vim, ambos queriam está aqui.

Ela não entendia que agora fazia parte da nossa família e um Cullen nunca abandonava ninguém.

Pensei em Edythe, mas afastei o pensamento rápido. Não queria me sentir triste naquele momento.

Meus pais tinham conversado dizendo que estavam pensando em vender a casa, eu sabia o quanto era doloroso ir para lá e não ter minha irmãzinha, nem conseguia imaginar para eles como era viver ali, sem ela também.

Meu telefone tocou e bufei, recusando a chamada rapidamente.

— Ainda é seu assessor?

— Sim.

— Você precisa dar uma resposta, Edward. Os times não vão esperar muito.

— Eu sei, mas depois de amanhã eu decido, ok? Só quero me preocupar com você agora. — beijei sua testa.

Só Bella importava naquele momento, depois me preocuparia com o que queria fazer.

Se iria jogar bola profissionalmente ou não, para qual time iria se eu fosse jogar.

— E eu fico preocupada com você. Se não tiver dado certo essa cirurgia, você ainda vai me querer ao seu lado?

— Mas é claro que vou Bella. Você sabe muito bem disso. Eu te amo, mais do que as estrelas no céu, mais do que os grãos de areia no mar. Eu quero te amar sempre, quero um dia te chamar de minha esposa e um dia ser pai dos seus filhos. Quero tudo com você, meu amor. Você enxergando ou não.

— Eu também quero tudo. Eu te amo tanto.

Pressionei meus lábios gentilmente nos dela, mas a enfermeira chegou nos interrompendo.

Bella passou o resto do dia, mais dormindo que acordada enquanto eu fiquei ao seu lado, cuidando dela.

Amanhã tudo iria mudar e eu só queria ela ao meu lado pra ficar tudo bem.

O médico chegou logo após o café da manhã.

Eu me sentei ao lado de Bella na maca, me sentindo nervoso de repente.

Por favor, que tenha dado certo. Que Bella enxergue e tudo fique bem.

— Estão cicatrizando muito bem.

— É normal estar arroxado assim? — perguntei um pouco alarmado, notando como pareciam está ficando bem roxo ao redor de seus olhos.

— Sim, não se preocupe. Agora, abra os olhos Bella.

Ela balançou a cabeça parecendo assustada.

— Não, não posso fazer isso.

Eu apertei sua mão.

— Não tenha medo. Eu estou com você, meu amor.

Eu não iria confessar para ela, mas também estava com medo. Porém sabia que enquanto tivermos um ao outro tudo ficaria bem.

Já tínhamos passado por tanta coisa, desde o dia que nos conhecemos.

Sabia que nossa relação era para sempre, não importa o que acontecesse.

Ela iria me apoiar se eu decidisse seguir carreira de jogar futebol profissionalmente ou não, assim como a estava a apoiando nessa cirurgia e apoiaria no que ela fosse querer fazer depois.

Eu nunca soltaria a mão dela e Bella nunca soltaria a minha.

E isso bastava.

Bella respirou fundo parecendo decidida e levantou suas pálpebras, abrindo seus olhos, lentamente.


Nota da Autora:

Ai gente, eu não sei nem o que escrever. Estou com um nó na garganta me impedindo de falar qualquer coisa.

Mas, espero que tenham gostado. Eu sei que a fic pode ter ficado cansativa, pois narra a mesma coisa no ponto de vista deles, não terminou com eles casados e com filhos, porém espero que tenham conseguido captar a mensagem, eles vão está juntos e enquanto tiverem um ao outro vai ficar tudo bem. Eu tenho ideias sim para escrever sobre como foi com a Bella e se ed escolheu ou não seguir a carreira profissionalmente e como eles lidaram com tantas mudanças, mas ainda não me sinto preparada para escrever no nível que eu quero. Quem sabe um dia, eu volte aqui para continuar, por isso ainda não vou marcar a história como concluída ok.

Estou com o coração apertado e demorei para escrever esse final, pois vai ser a primeira vez em mais de DEZ ANOS que vou terminar uma fanfic aqui sem ir logo escrever outra nova, isso tá me fazendo chorar sério. Mas depois de uma década não sei o que fazer, quero muito continuar aqui escrevendo para vocês, mas percebi que o número de leitoras decaiu muito e comentários também, acho que a vida adulta está se fazendo necessária né e estou sem inspiração ultimamente.

Eu tenho algumas fanfics que comecei a escrever salvas, quem sabe eu use esse tempo e surja inspiração para voltar a escrever alguma delas, não me sinto preparada para dizer adeus para vocês ainda e espero que me queiram por aqui. Vou tentar trabalhar em alguma one ou short fic, mas sinceramente não tenho ideia do que fazer, então aceito sugestões o que querem ver por aqui e ainda não viram?

Espero que tenham gostado dessa história amores, eu amei escrever esse edward e bella e como eles superaram seus desafios e uma deficiência para ficarem juntos, será que a cirurgia deu certo ou não? hahaha eu acho que *** hein

Aguardando ansiosa os comentários de vocês e espero do fundo do meu coração que essa não tenha sido minha última fanfic, então não vou dizer um adeus aqui e sim um até breve aaah e por favor acompanham no twitter ainda espero escrever algumas aus para vocês, mas vocês tem que participar o perfil é aucrepusculo e no meu instagram logo logo vou lançar uma nova história para vocês outra antiga fanfic o instagram é www. instagram laviniasousaautora/

Bem aguardando ansiosa os comentários de vocês! E espero voltar aqui logo. Obrigada por todo carinho desses anos, vocês são muito especiais para mim e com certeza sempre vou levá-las no meu coração.

Beijos e até mais!