Desculpem a demora para postar, mas tive problemas com esse capitulo, ele estava pronto e eu perdi e tive que escrever todo de novo, acabou ficando bem diferente do que era antes e bem mais curto que antes, mas espero que gostem mesmo assim ^^

Obrigado a: LadyBarbiePontasPotterCullenS. que comentou ^^

Espero que gostem ^^

Laila acordou horas depois com o sol banhando o quarto, Quione não pareceu perceber e continuou parada perto da cama remexendo em vestidos. Laila se sentia estranha deitada na cama, além de estar com uma dor de cabeça bem forte. Tivera um sonho confuso e estranho, mas por mais que tentasse se recordar não conseguia, ele havia sumido completamente de sua cabeça. E quanto mais tentava recordar, mais a cabeça doía. Era estranho, como se uma nevoa cobrisse...

Laila parou nesse ponto. Era isso, nevoa enevoado, correndo pela nevoa, não, não era pela nevoa era por um corredor, espelhos! Isso havia espelhos por todo lado e...

- Já acordou querida? - A voz de Quione acabou com sua linha de pensamento e a fez esquecer-se de tudo o que havia lembrado. - Algum problema?

- Eu... - Olhou para Quione e teve a sensação de que não deveria mencionar o sonho. - Eu não queria atrapalhar... Você parecia concentrada no que estava fazendo...

Decidiu parar de tentar explicar e sai da cama indo ao banheiro. Após alguns minutos voltou para o quarto e encontrou Quione remexendo nos vestidos. Certo, Laila sempre foi do tipo curiosa, por viver em uma espécie de masmorra se sentia avida para saber sobre tudo quando podia. Levando em consideração que aquele era o "seu quarto", parecia perfeitamente normal ir até a penteadeira e abrir uma das gavetas, certo? Ledo engano.

No momento em que tocou na gaveta Quione veio ficar ao seu lado.

- Algum problema queridinha? - Perguntou Quione solicita, mas havia algo mais em sua voz, algo que Laila não conseguiu identificar.

- Não, eu apenas estava... - Começou calmamente antes de ser arrastada para perto dos vestidos.

Após isso o dia mais uma vez foi um borrão, em algum momento entre vestidos e cabelo tudo parou de fazer sentido e quando menos esperava Laila estava de volta na cama.

Dessa vez o sonho estava diferente, ao invés de estar em um corredor, Laila estava em um jardim. Era um jardim tão bonito, estava ensolarado e havia flores espalhadas por todo lado, não tinha uma ordem certa, cravos, jasmins, rosas vermelhas e brancas. Estavam simplesmente espalhadas pelo jardim em frente a uma espécie de palácio. Aquele lugar lhe lembrava de algo, sentia que já havia ido ali, mesmo que há muito tempo.

Começou a andar pelo gramado, estava descalça. A sensação da grama contra a sola do pé era ótima. Por entre as flores havia varias trilha. Laila escolheu a primeira delas que coincidentemente era a única que ia em direção à floresta. Seguiu andando e a cada passo se surpreendia mais com o lugar.

A trilha continuava por dentro da floresta onde arvores se erguiam imperiosas. Dentro da floresta se espalhavam milhares de arvores, algumas maiores, outras mais encurvadas, mas todas imponentes e de certa forma ameaçadoras. No fim da trilha havia um pequeno lago, Laila se sentou na beira dele e ficou olhando em volta, ouviu movimentos atrás de si e virou para ver o que seria uma das maiores criaturas que ela já havia visto saindo do meio das arvores.

- Olá! - A voz da loba ecoou poderosa dentro de sua cabeça.

Laila ficou imóvel, não sabia o que dizer ou o que fazer, queria correr para longe, mas estranhamente não via necessidade ou achava que precisasse.

- Confusa? - Perguntou a loba e sem esperar resposta continuou. - Eu também estaria... Mas tente se lembrar de que nem sempre o que se vê é a verdade.

Dizendo isso a loba se virou novamente para a floresta.

- A sua amiga esta lhe esperando! - Disse enquanto entrava mais uma vez na floresta.

- Esperava! - Gritou Laila de repente, pois afinal, que diabos fora aquilo? A loba aparecia, dizia algumas coisas sem sentido e ia embora? - Que diabos foi isso? Quem é você? - Disse dando dois passos em direção á loba.

- Você me conhece! - Afirmou a loba com suavidade antes de desaparecer.

Só o que restou para Laila foi voltar pela mesma trilha, em direção ao casarão.

Chegou lá e se sentiu mais uma vez familiarizada com o lugar. Antes estava ocupada de mais admirando o jardim para prestar atenção nele, agora, entretanto sua total atenção estava focada lá. Ele era inteiro branco, na frente havia doze colunas e cada uma delas linha um símbolo esculpido na frente. A porta da frente feita de Mogno tinha vários símbolos entalhados, a porta praticamente implorava para ser aberta.

Laila subiu uma pequena escadaria e chegou ate ela foi abrir e então notou que não havia maçaneta. Tentou empurrar, mas ela não cedia de forma alguma. Deu dois passos para trás e tentou localizar algo, qualquer detalhe que antes lhe passara despercebido. Notou não uma, mas duas coisas, a primeira era bem grande e fazia com que Laila se sentisse estupida por não reparado antes. Em cima da porta escrito com ouro estava:

"Aiónia Aíthousa"

Laila leu e releu, mas continuou a não entender nada. O segundo detalhe estava na própria porta. Em um dos símbolos havia um buraco, não era muito grande, mas era notável. O buraco tinha o formato exato de uma lua minguante. Laila começou a procurar em volta, tentando encontrar a peça perdida, não teve muito sucesso. Enquanto dava uma volta meio desordenada o sol bateu em algo e fez refletir por uns segundos uma luz ofuscante. Laila demorou alguns segundos para perceber que a luz era de algo que estava nela, levou a mão ate o pescoço e encontrou uma corrente, pendurada na corrente brilhava uma lua de ouro. Voltou ate a porta e encaixou a lua no buraco que estava faltando. Tentou empurrar a porta, mas a mesma não cedeu. Frustrada, Laila tentou encontrar o que mais estava faltando, não encontrando nada voltou a observar os símbolos escritos no topo da porta.

- Aiónia aíthousa. - Tentou ler em voz alta, nada novamente, foi quando reparou na campainha. Foi ate ela e apertou uma vez, esperou e a porta abriu. - Ah claro, porque será que eu não pensei nisso antes? - Perguntou debochada para si mesma.

Apesar de sua raiva momentânea por conta de sua burrice, a curiosidade foi maior, então ela simplesmente ignorou a situação e entrou no local. No momento que pisou dentro do palácio parecia que havia entrado em um sonho preto e branco. Entrou em uma espécie de saguão, na frente dela uma escada que abria para os dois lados, não prestou muita atenção ao resto, foi direto para a escada e escolheu ir pelo lado esquerdo. Ao mesmo tempo em que via a escada ela tinha a sensação de não estar vendo, parecia feita de uma pedra escura e lisa. Terminou de subir e se encontrou em um corredor repleto de portas, cada uma delas tinha um dos símbolos entalhados. Não se preocupou com nenhuma delas, o corredor terminava se dividindo em dois, Laila escolheu ir pela direita, percebeu que estava novamente naquele corredor cheio de espelhos, andou reto e dessa vez percorreu um caminho bem menor antes de encontrar a porta das arqueiras. Entrou no conhecido cômodo e mais uma vez só tinha olhos para o espelho.

- Você demorou! – Comentou a sua eu do espelho contemplativa enquanto observava crianças correndo em um campo atrás de si.

Laila não sabia como responder ao comentário, portanto apenas observou o salão, ou tentou já que o mesmo entrava e saia de foco e todo instante. Estava tentando definir qual era a imagem de um quadro, isso é se era um quadro, quando a garota voltou a falar:

- Não consegue se lembrar muito de seu dia não é? – Ela perguntou ainda sem olhar para Laila.

- Se você sou eu, então é o nosso dia, e não! – Admitiu Laila frustrada.

- Claro, claro... – A garota fez um gesto de descaso com as mãos. – Só não entendo porque a nevoa te afeta!

- Quando vim aqui ontem... – Começou Laila e foi interrompida.

- Há três dias, você veio aqui faz três dias! – Disse a garota do espelho monotonamente. – Antes disso você já havia vindo duas vezes, apesar de não se lembrar.

- Não isso é impossível eu vim aqui ontem! – Disse Laila irritada, mas de certa forma ela sentia que isso não era verdade.

- Que seja, um... dois, que diferença faz quando estão te controlando? – Perguntou a garota do espelho com um tom entediado.

Laila queria brigar e provar que estava certa, mas tinha outras coisas que ela queria saber primeiro.

- Quando eu vim aqui você me disse que era uma parte de mim... – Começou novamente. – Qual? – Perguntou.

A garota parou de observar as crianças e se virou para olhar Laila. A imagem atrás dela sumiu e o espelho voltou a refletir o espelho, a garota observava Laila com os olhos arregalados, primeiro parecia estupefata e depois seus olhos ganharam um brilho de entendimento.

- É claro! – Exclamou ela abruptamente assustando Laila.

- O que é claro? – Perguntou Laila confusa.

- Você não deveria ser afetada pela nevoa, mas é! Deveria ter sido capaz de se libertar, principalmente nas luas cheias, mas não conseguiu. – A garota continuou falando sem se dar conta de que deixava Laila mais atordoada a cada nova afirmação, Laila por sua vez não entendendo resolveu interromper a falação da outra.

- Hey, será que dava pra tentar fazer sentido? – Interrompeu impaciente.

- Eu sou o seu poder Laila! – Ela disse exasperada. – Sou todo o seu poder aprisionado dentro de você, por isso a nevoa te afeta, ela não deveria, mas afeta. Por isso você nunca recuperou suas forças durante o dia, ou durante a noite. Claro! Sem seu poder você é só humana! – Ela voltou a falar rapidamente confundindo Laila. – Eles acham que esse é um plano perfeito, mas não é!

- Eles quem? – Perguntou Laila frustrada e confusa, sem entender nada.

- ELES! – Gritou a garota do espelho assustando Laila mais uma vez.

Laila preferiu não comentar que "eles" não era uma boa resposta e nem dava alguma dica de quem é que ela estava falando.

- Você precisa me tirar daqui! – Disse a garota de repente e começou a empurrar o espelho. O vidro que deveria ser solido, parecia borracha sob as mãos dela. No momento em que a garota começou a empurrar o espelho Laila começou a sentir dores terríveis na cabeça, era como se varias pessoas tivessem decidido enfiar facas em sua cabeça simultaneamente.

Antes que houvesse se dado conta estava ajoelhada na cama gritando enquanto Quione tentava se aproximar e era jogada para trás por fortes rajadas de ventos. Laila parou de gritar e apesar de ainda sentir dor, se acalmou. Olhou ao redor e se surpreendeu com o que viu o vidro que ficava em frente a sua cama estava todo quebrado, grandes cacos se espalhavam por todo o lado, em volta de sua cama circulava um vento tão forte que afastava tudo, inclusive as grandes lanças de gelo atiradas por Quione, que de repente não parecia mais tão bonita ou prestativa.

"Você precisa sair dai!" Ela sabia que aquela não era um pensamento seu era da garota.

Vendo a fúria no olhar de Quione, Laila assumiu que a garota estava certa. Ela precisava sair dali o mais rápido possível.

"Mas não tem como!" Pensou ela desesperada.

O único caminho para fora do quarto era a porta que estava sendo bloqueada por Quione. O outro, e menos desejado, era a janela, ela poderia pular e torcer para que as nuvens fossem uma ilusão. Voltou a se concentrar em Quione, precisava tirá-la do caminho. Mal concluiu esse pensamento e uma rajada de vento maior jogou Quione longe pelo corredor. Apesar da surpresa, Laila levantou da cama, pegou seu robe que ficava ao lado da mesma e foi vestindo enquanto corria pelo corredor que levava a direita logo que se saia do quarto. Estranhamente não havia ninguém a seguindo. Preferiu não reclamar da sorte.

Ela devia ter percorrido metade do castelo (que era extremamente bonito e rico em detalhes por sinal) quando abriu uma das portas e encontrou um salão cheio de seres parecidos com anjos. Ela ficou parada por um segundo enquanto todos a encaravam. Brilhando um sorriso Laila começou a fechar a porta quando um deles saiu de dentro da multidão, era loiro baixo e asqueroso. Com um olhar de desprezo e reprovação ele disse:

- Quione não esta fazendo um bom trabalho. – E começou a se aproximar. Laila foi recuando pelo corredor. Não sentia medo, apenas não queria ficar perto dele.

"Pare!" Gritou a garota em sua cabeça, enquanto estava correndo esqueceu-se dela e das dores e só foi reparar nisso agora ao notar que não sentia mais nada. "Ele vai tentar te controlar usando a nevoa, quando ele fizer isso faça o que ele mandar."

Laila queria gritar que aquilo era um péssimo plano. El nem sabia o que era a nevoa, como a garota lhe mandava deixar que ele usasse aquilo contra ela? Mas já era tarde demais, ele levantou a mão e estalou os dedos. Foi realmente estranho o que aconteceu depois disso, seu corpo ficou tão leve e não havia mais problemas, sem Quione ou palácio, sem anjos. A sensação foi embora tão rápido como veio e logo Laila já se lembrava de tudo.

- Venha! – Disse o loiro virando-se e andando.

"Como se eu fosse um cachorro!" Pensou Laila revoltada, mas se lembrou do que a garota disse e seguiu o... Homem, sem dizer nada e fazendo o seu melhor para parecer uma espécie de ameba super desenvolvida.

Eles seguiram por andando por vários corredores, Laila tentava memorizar tudo da melhor forma possível. Chegaram ao corredor de seu quarto e Laila pensou aliviada que voltaria para lá e tudo estaria acabado, mas eles não pararam em seu quarto, ao invés disso seguiram andando ate chegarem ao fim do corredor onde haviam duas portas parecidas com as de seus sonhos, a única diferença é que não havia nada entalhado na mesma, e ela parecia feita de prata.

O loiro abriu a porta, ao entrarem Laila reconheceu imediatamente Quione parada de cabeça baixa em frente a ela. Em frente a ela um homem de aparência jovem, mas com cabelos brancos parecia bem irritado, ate que a avistou.

- Como ela esta? – Perguntou o homem de cabelos brancos ao loiro.

- Ótima! – Respondeu o outro e houve um segundo no qual seus olhos se encontraram e eles pareciam estar tendo uma espécie de conversa silenciosa.

No fim o homem de cabelos brancos acenou e o loiro saiu, o homem voltou a olhar para ela e fez a mesma coisa que o loiro, a sensação dessa vez foi um pouco mais forte e exigente e por um segundo Laila teve a sensação de não se lembrar de nada antes que toda sua memoria fosse despejada de volta em sua cabeça.

Quione veio ao seu lado e sorriu enquanto a levava para fora do cômodo e de volta para seu quarto, dessa vez Laila pode identificar o que tinha no sorriso dela: Raiva.

Após se assegurar de que ela estava de volta em sua cama Quione começou a sair sem dizer uma palavra, a janela do outro lado do quarto estava completamente concertada. Laila queria levantar e sair dali o mais depressa possível, mas a garota a deteve.

"Nos vamos sair daqui, mas não agora!" Foi o que ela disse. "Espere, só mais algumas horas!" Foi o que ela disse. "Partimos as três da manha."

E foi com esse pensamento que Laila permaneceu enquanto esperava.

Beijos e ate o proximo \o