Capítulo 3
– Fracas Resoluções, Fortes Tentações –
Aquele talvez tenha sido o final de semana em que eu mais mudei de ideia sobre um único assunto. Foi também o divisor de águas.
Logo que acordara na manhã de sábado, me dei conta de que não tinha lembrado de pegar o telefone de Bella, ou qualquer outro meio de entrar em contato com ela. Me chamei de burro e idiota mil vezes, chegando até ao ponto de ter a estúpida ideia de falar com Edward e Emmett para ver se eles tinham o número dela. Obviamente não fiz isso, mas quando me acalmei mais, vi que talvez aquilo tivesse acontecido por um bom motivo.
Eu era casado, por Deus! Nunca tinha traído minha esposa e a amava demais para pensar em magoá-la. Ela não merecia isso. Então tudo que devia fazer era esquecer essa pequena aventura e dar um jeito de acalmar aquele volume dentro da minha calça que insistia em dar o ar da graça sempre que lembrava daquela pequena tentação.
Quando saíra da despensa na noite anterior, tive que dar um jeito de subir as escadas incógnito, porque nada do que eu pensava estava servindo para me fazer broxar. Continuava duro, querendo sentir mais do seu corpo, da sua boca e das suas mãos, e só de pensar nisso meu membro já dava um pulo dentro das minhas calças, exigindo atenção.
Então tudo que fiz foi me trancar no quarto e abrir uma janela de um novo filme pornô no meu laptop. Mas aquelas mulheres turbinadas e cheias de curvas não me atraíram tanto quanto eu gostaria, então busquei na internet algum vídeo com mulheres mignon que pudessem se passar por alguém de dezesseis anos. Eu achei, obviamente, mas mesmo a mulher em questão sendo pálida e de cabelos escuros, ainda não era ela. Irritado, praticamente bati a tela do laptop ao fechá-lo e me joguei na cama, fechando os olhos, naquele instante achando melhor usar minha imaginação.
Tirei todas as roupas, deitando nu sobre as cobertas e imaginei Bella ali ajoelhada entre minhas pernas, sua mão envolvendo meu membro, logo sua boca assumindo o controle. Mesmo aquilo não passando de imagens da minha cabeça, foi o suficiente para me deixar mais excitado, e eu gemi enquanto visualizava aquela pequena boca rosada me chupando. E então, quando estava prestes a gozar, a coloquei sobre o meu colo, entrando nela de uma vez, seu corpo pequeno rebolando sobre o meu enquanto eu erguia meu quadril cada vez mais rápido, entrando e saindo dela com força e desespero.
Só voltei à realidade quando senti meu próprio líquido molhando minha mão e minha barriga, soltando um suspiro frustrado por não ter de verdade o que mais queria naquele instante.
Mas mesmo com a minha resolução de esquecer aquele pequeno erro, ao final do sábado eu já me sentia impaciente, andando pela casa sem conseguir decidir o que fazer. Me sentia como um animal enjaulado, não sei exatamente se pela minha própria casa, ou se pela minha mente. Porque era óbvio que eu queria encontrar Bella novamente. A forma como meu corpo reagia só de pensar nos poucos minutos em que a tive comigo dentro daquela despensa era suficiente para deixar isso claro. Duas vezes naquele mesmo dia tive que recorrer a minha mão novamente. Uma delas apenas por ter entrado na maldita despensa para pegar tempero para cozinhar o almoço.
Edward e Emmett levantaram tarde aquele dia, mas eu mal falei com eles, resistindo ao impulso de pedir o telefone de Bella. Quando os dois saíram para encontrar os amigos novamente, no entanto, quase me ofereci para ir junto, pensando que talvez Bella estivesse lá. Mas então lembrei da minha fraca resolução de manter distância e esquecer o que tinha acontecido, e permaneci em casa, sozinho, excitado e frustrado.
Com o passar das horas, no entanto, a minha resolução de me manter fiel ficava cada vez mais fraca. A única coisa que me deixava mais tranquilo era a lembrança de que Esme estaria voltando para casa no domingo ao final da tarde e eu poderia me satisfazer no seu corpo. E foi isso que mantive na minha mente durante aquele resto de final de semana, até a minha esposa chegar.
Mas quando isso aconteceu e eu finalmente consegui levá-la para o quarto, transando em quatro ou cinco posições diferentes, não fez tanto efeito quanto gostaria. É claro que senti prazer e cheguei a gozar duas vezes, mas ao final, aquela sensação de que algo estava faltando me perturbou pelo restante da noite. Foi só quando estava trancado no meu escritório enquanto Esme dormia no quarto, já bem tarde naquela mesma noite, foi que me dei conta de que quem eu queria mesmo era Bella. Não apenas alguém mais nova ou qualquer pessoa para trair minha esposa. Eu só queria Bella. Precisava dela.
E foi ali dentro do meu escritório que eu bati uma novamente, voltando a pensar nela, gemendo por entre os dentes até explodir num gozo torturante, porque só imaginar não era mais suficiente.
Eu tinha que dar um jeito de encontrá-la outra vez.
Na manhã de segunda-feira, já tinha o plano traçado com perfeição na minha mente. Sabia onde era a escola que ela estudava e sabia que ela estava em uma classe abaixo da de Edward. Sabia também que as duas turmas ficavam no mesmo prédio, graças a uma reunião de pais que participara há cerca de quatro meses. Obviamente não poderia aparecer e dizer que estava ali para encontrar Bella, mas graças ao pedido simples de Alice, agora eu tinha um motivo nobre para aparecer no estacionamento da escola ao final das aulas.
Tinha pedido para minha secretária cancelar minhas reuniões no hospital, alegando que precisava resolver umas coisas pessoais e quando o sinal tocou às três da tarde, eu já estava parado no estacionamento, bem de frente para a entrada do edifício, de forma que todos me veriam quando saíssem. A caixa com o material que Alice pedira estava ali ao meu lado, em cima do capô do carro, encerrando o cenário perfeito do meu pretexto.
É claro que ainda teria que dar um jeito para falar com Bella sem ninguém perceber, mas isso era algo que teria que solucionar de improviso, dependendo da forma como ela iria reagir quando me visse.
Logo vi Edward e Jasper saindo do prédio, acompanhados de Alice e Angela, e meu coração deu um salto diante da expectativa de Bella estar com eles, mas ela não apareceu.
— O que o senhor veio fazer aqui? — Edward perguntou depois que Alice e Jasper me cumprimentaram educadamente.
— Se alguém ligou da diretoria — Emmett foi logo falando enquanto se aproximava, um braço ao redor dos ombros de Rosalie, que acenou rapidamente para mim — eu juro que não foi culpa minha.
— Ninguém me ligou, Emmett. E eu espero mesmo que não liguem — falei, achando melhor nem pensar no que ele poderia ter aprontado para se defender assim. — Vim trazer isso para Alice — completei, apontando para a caixa ao meu lado.
— Sério?! — ela perguntou surpresa, se esticando para olhar o conteúdo da caixa. —Eu já estava indo lá para o hospital, como marcamos. Não precisava ter se dado ao trabalho de vir até aqui, Dr. Cullen.
— Trabalho nenhum, Alice — assegurei. — Além do mais, precisei sair mais cedo do hospital para resolver algumas coisas, então não estaria lá no horário marcado.
E foi então, enquanto terminava de falar, que a vi. Isabella estava saindo do edifício, uma mochila nas costas e um livro na mão, parecendo tão perdida nos próprios pensamentos, que levou um tempo até que ela me visse. E nesses poucos segundos que me permiti observá-la, me surpreendi ao me dar conta de que aquele uniforme a deixava ainda mais atraente para mim.
É claro que já havia visto várias alunas com aquele uniforme, afinal não era a primeira vez que ia àquela escola. Mas até ver Bella, nunca tinha visto aquela saia azul com camisa branca e gravata como algo sensual. Mas ao vê-la ali, o sol batendo de leve nos seus cabelos deixando-os levemente avermelhados, a vontade que eu tinha era filmar aquele momento para poder ver quantas vezes quisesse. E ainda mais vontade eu tive se sentir a maciez das suas coxas sob aquela saia.
Quando ela olhou na minha direção, primeiro vendo o grupo que estava comigo, só depois vendo que eu estava no meio, um pequeno sorriso surgiu nos seus lábios. Discretamente assenti para ela, tentando fazê-la perceber que queria que ela se certo.
Desviei o olhar, fingindo prestar atenção no que Alice falava, embora não ouvindo nada de verdade.
Quando Bella se juntou ao grupo, parando ao lado de Angela que imediatamente sorriu e puxou a amiga pelo braço para ficarem mais perto, comecei a bolar uma forma de pedir seu telefone ou lhe passar o meu, fazendo o possível para ser discreto nas minhas constantes olhadas para o seu corpo.
A oportunidade surgiu quando, enquanto Emmett falava algo, brincando com um dos folders que eu tinha levado para Alice, tirei rapidamente meu celular do o momento em que todos estavam atentos às palhaçadas do meu filho, coloquei o aparelho no bolso da saia de Bella. Vi que ela sentiu a diferença do peso, sua mão indo direto para aquele ponto, e me encarou rapidamente pelo canto do olho, voltando a agir como se nada tivesse acontecido.
Pacientemente esperei que Alice terminasse de tirar algumas dúvidas e me despedi rapidamente de todos, sem falar com ninguém em específico, logo falando que precisava ir porque tinha alguns compromissos.
Assim que entrei no carro, vi quando Bella se afastou do grupo, depois de abraçar Angela, indo em direção ao portão da escola. Manobrei devagar dentro do estacionamento, estranhando ela não entrar em algum dos carros luxuosos que estavam estacionados ou em uma das limusines que iam pegar os alunos que não gostavam de dirigir. Quando uma pequena fila de carros me impediu de ir adiante, peguei o telefone do carro e liguei para o meu próprio celular.
Depois de quatro toques, Bella finalmente atendeu.
— Para onde você está indo? — perguntei depois de ouvir o seu tímido "alô".
—Para casa. Tenho um trabalho para fazer.
— Você mora aqui perto?
—Não muito. Moro perto da oitava avenida.
— Na oitava?! — repeti surpreso. — Mas Bella, isso fica a quase cinco quilômetros daqui. Você não está pensando em ir a pé, está?
—Claro que não, Carlisle — ela respondeu com um traço de riso na voz. —Vou pegar um metrô na Lexington.
— Me espere em frente à biblioteca pública. Vou te levar em casa — falei sem nem pensar ou me preocupar que alguém poderia vê-la entrando no meu carro.
Bella ainda tentou argumentar dizendo que não precisava, mas acabou cedendo quando insisti um pouco. Levou cerca de cinco minutos até finalmente conseguir sair do estacionamento da escola, e logo dirigia naquela direção, abrindo um sorriso quando a vi parada no local indicado. Olhei rapidamente ao redor enquanto diminuía a velocidade, agradecendo por não ter nenhum aluno naquela região. Mas levando em consideração que eram raros os alunos que saíam andando daquela escola, não foi muita surpresa encontrá-la sozinha ali.
Como o carro tinha vidros escuros, abaixei a janela da porta do passageiro para Bella saber quem estava dentro e ela rapidamente entrou, jogando sua mochila aos seus pés.
Voltei a colocar o carro em movimento enquanto ela afivelava o cinto, e ficamos alguns segundos em silêncio, falando apenas quando parei num semáforo vermelho mais à frente.
— Por que você vai de metrô para casa? Seus pais não podem vir te pegar ou mandar alguém? — perguntei por fim para satisfazer aquela minha curiosidade.
— Minha mãe trabalha o dia todo numa escola de arte. E nós não temos motorista, caso você esteja pensando isso.
— E seu pai?
— Mora em Washington. Eles se divorciaram quando eu tinha quatro anos.
— Sinto muito.
— Foi melhor assim — ela falou dando de ombros. — Eles brigam até hoje.
Mais uma vez o silêncio se instalou ali dentro, dessa vez sendo Bella a rompê-lo.
— Se você está se perguntando como eu estudo nessa escola quando obviamente minha família não tem dinheiro-
— Não estava pensando nisso — menti, porque era exatamente aquilo que se passava pela minha cabeça.
— Eu sou bolsista — ela completou de qualquer forma. — Não é muito comum ter bolsistas por lá, mas minhas notas na última escola eram muito boas e ter ficado em primeiro lugar no campeonato de debates foi um ponto ao meu favor.
— Se você é tão inteligente assim, por que quer andar com meus filhos? — perguntei com o cenho franzido, agradavelmente surpreso ao saber que tinha ao meu lado uma pequena intelectual. Foi então que ouvi sua risada doce pela primeira vez, me fazendo rir junto. — Sério. Você vai regredir.
— Conheci Angela na minha turma de Química Avançada. Quer dizer, avançada para mim, porque é a turma dela. Além do mais, ser inteligente não dá status nenhum nas escolas, a não ser entre os professores. Eu sou nova aqui — ela continuou, dando de ombros mais uma vez. — Só queria me enturmar um pouco mais. Angela foi legal comigo e me apresentou aos outros. Alice também é muito legal e já até me convidou para o aniversário dela no mês que vem.
— Inteligente e querendo ser popular. O caminho certo para ser presidente.
Mais uma vez sua risada preencheu o silêncio dentro do carro e eu a olhei de lado, desviando a atenção da estrada rapidamente, apenas para vê-la sorrindo e seu rosto levemente corado pelo elogio.
— Não é para tanto.
Dessa vez, quando o silêncio voltou a cair, não havia nenhuma atmosfera esquisita, e eu me ocupei apenas em dirigir sem pressa até onde ela morava, demorando um pouco mais que o normal por conta do trânsito pesado. Ainda estava na metade do caminho quando Bella voltou a falar.
— Ah, seu telefone — ela lembrou, tirando meu aparelho do bolso da saia e o estendeu na minha direção.
— Você pode anotar seu número nele? — pedi.
Esperei enquanto ela destravava o aparelho e digitava uma série de números.
— Qual nome coloco? — ela perguntou e aquelas palavras, mesmo simples, levaram um calor anormal pelo meu corpo.
Saber que Bella entendia o que estava começando ali, percebendo que seu nome não poderia aparecer no meu celular, me deixou aliviado e ansioso. Aliviado por ela, com aquelas simples palavras, estar concordando em ter algo em segredo comigo. E ansioso por não ver a hora de colocar em prática tudo o que pensara em fazer desde que a vi naquele uniforme.
— Senhora Swan — sugeri. — Posso dizer que é uma paciente antiga.
— Ok.
E enquanto ela voltava a digitar no aparelho, tirei uma mão do volante, levando-a direto para sua coxa que a saia deixava exposta. Senti sua pele arrepiando de imediato com o contato e me atrevi a subir um pouco mais a mão, chegando até bem perto da sua virilha. Um calor intenso percorreu meu corpo, se concentrando rapidamente num único ponto, apenas por sentir a maciez da sua pele.
Lancei um novo olhar de lado, vendo que Bella já tinha terminado de digitar seu "nome" no aparelho, mas continuava com as mãos paradas no lugar, como se receasse que qualquer movimento seu me fizesse interromper o contato, ou apenas para manter o caminho livre da minha mão até sua coxa.
— Você tem mesmo aquele trabalho para fazer? — perguntei num tom baixo, subindo mais um pouco a mão até quase tocar sua calcinha, e então voltei a descer, chegando ao seu joelho.
— Tenho — ela respondeu com a voz levemente entrecortada. — De História.
— E é muito difícil?
— Na verdade não. É extenso, apenas isso. A professora pediu dez páginas, e manuscrito.
— Alguém poderia aconselhá-la a abraçar a tecnologia.
— É — Bella concordou, falando num sussurro quando voltei a subir a mão, dessa vez chegando a sua calcinha.
Discretamente ela abriu mais as pernas, deslizando apenas um pouco no banco para me dar mais acesso à sua intimidade. E quando meus dedos tocaram a fenda que sua calcinha deixava marcada, sentindo aquele ponto úmido e quente, um gemido rouco escapou pela minha boca.
— O que eu não daria para colocar minha boca aqui — murmurei, sem me preocupar em deixar a minha voz rouca mais controlada. Agradeci aos céus quando o trânsito à minha frente me obrigou a parar o carro, e pude olhar melhor para Bella, encontrando-a de olhos fechados. — Você quer mais disso? — perguntei no mesmo tom rouco, fazendo um pouco mais de pressão com meus dedos naquele ponto.
Ela apenas assentiu e eu não perdi tempo em afastar sua calcinha para o lado, sentido toda sua umidade diretamente agora, ensopando meus dedos.
— Tira a calcinha — pedi, dessa vez minha voz quase falhando, meu coração martelando no meu peito, enquanto meu membro já se contorcia dentro da calça social, exigindo atenção e implorando para sair daquele confinamento.
Bella imediatamente fez o que eu pedia, se atrapalhando um pouco para remover a pequena peça roxa, passando-a pelas meias azuis e pelos pés, e então voltou a se acomodar no banco, depois de guardar a lingerie num bolso da mochila.
Levei a mão à sua coxa novamente, resmungando baixinho quando o carro à minha frente voltou a andar e tive que voltar a atenção para a estrada, mas mantive minha mão na sua perna, subindo até a sua intimidade mais uma vez. Senti seu corpo estremecendo quando meu indicador encontrou seu clitóris, e fiquei ali por um tempo, massageando aquele ponto até ouvi-la gemendo. Voltei a deslizar os dedos por toda sua extensão, brincando com dois dedos na sua entrada, sentindo-a cada vez mais molhada.
— Você é virgem? — perguntei por via das dúvidas, percebendo que ela se retesou de leve, pela minha visão periférica.
— Uhum — Bella murmurou em resposta, evitando meu olhar quando olhei na sua direção.
Eu já imaginava isso pela forma como ela corava com pouca coisa e como suas mãos permaneciam paradas ao invés de me tocar como uma pessoa com mais experiência faria. Mas ao invés daquilo me assustar e fazer com que eu parasse, a ideia de tirar sua virgindade, de inaugurar aquele sexo e senti-lo me apertando, só fez com que eu ficasse mais excitado ainda, meu membro chegando a doer de verdade dentro da minha calça.
A vontade que eu tinha era lhe pedir naquele instante para que ela me deixasse ser o seu primeiro, mas tudo que fiz foi voltar a brincar na sua entrada, dessa vez com apenas um dedo, deixando-o deslizar para o seu interior devagar. Logo senti o seu hímen me impedindo de ir adiante, e parei ali quando seu corpo se contraiu de leve, passando a fazer movimentos para dentro e para fora lentamente, sem nunca forçar aquela barreira. Não demorou muito e Bella voltava a relaxar, abrindo um pouco mais as pernas quando intensifiquei os movimentos. Pequenas lufadas de ar escapavam pela sua boca acompanhando sua respiração ofegante, misturadas aos gemidos contidos que às vezes ela deixava escapar.
— Pode gemer, Bella. Não precisa segurar — falei, voltando para seu clitóris quando os estremecimentos do seu corpo ficaram mais intensos. E quando um gemido mais alto saiu da sua boca entreaberta, por muito pouco não bati o carro quando o veículo da frente parou de repente, tão fraca era a minha atenção no trânsito. — Isso. Geme para mim.
Mesmo que timidamente, ela obedeceu, parecendo testar o som aos poucos, como se tivesse vergonha de fazer tanto barulho. Mas quando ela gozou, seu quadril arqueando contra a minha mão enquanto meus dedos maltratavam seu clitóris, movendo-os cada vez mais rápido contra seu sexo, um gemido lânguido e natural saiu pela sua garganta, preenchendo o carro com aquele som delicioso e viciante.
Continuei tocando-a ainda por mais um tempo, os estremecimentos do seu corpo diminuindo aos poucos, até que só restou sua respiração ofegante e meus dedos ensopados como testemunhas do que tinha acabado de acontecer. Só então tirei a mão do meio da sua perna, contendo o impulso de chupar meus dedos para sentir seu gosto – porque se fizesse isso dificilmente conseguiria me manter controlado – e os limpei na minha calça enquanto Bella se recompunha ao meu lado. Mas em momento algum ela pegou de volta a calcinha, se limitando apenas a colocar a saia de volta ao lugar.
— Vou precisar de um endereço mais específico agora — falei depois de um tempo em que nada foi dito.
Não sei se por conta do trânsito pesado ou por ter dirigido devagar por estar muito ocupado, mas aquele percurso que normalmente levaria quinze minutos, foi feito em meia hora.
— Quer entrar? — Bella perguntou depois que parei em frente ao edifício de seis andares de tijolo aparente, meio antigo, mas muito bem conservado.
— Melhor não. Não hoje — continuei, vendo sua expressão exibir um leve descontentamento com minha resposta. — No estado em que estou, vou acabar querendo muito mais do que ter a sua mão aqui — falei, colocando uma mão sobre o volume que teimava em diminuir. Então levei a mesma mão para o seu rosto que voltara a corar, tocando seus lábios de leve com o polegar. — Ou sua boca.
Seu olhar se manteve fixo ao meu, um brilho intenso nas íris castanhas deixando-a com o semblante de pura excitação. Tirei o cinto de segurança e me aproximei mais, cobrindo seus lábios com os meus, sentindo sua língua quente de encontro à minha.
Foi com muito esforço que me afastei, apenas porque alguém poderia desconfiar de um carro parado por tempo demais naquela rua quase completamente residencial.
— Posso te pegar na escola amanhã de novo? — perguntei com a voz baixa, falando quase contra a sua boca.
— Não vai te atrapalhar no trabalho? — ela perguntou no mesmo tom, repousando a testa na minha quando não me afastei, sua mão me segurando pela nunca, enquanto eu fazia o mesmo, acariciando um ponto atrás da sua orelha com o polegar.
— Eu sou o diretor do hospital, Bella. Posso me ausentar sem prejudicar ninguém. Além do mais, tenho duas horas de almoço. Vou pedir a minha secretária para mudar minha agenda e deixar o meu intervalo nesse horário, assim posso te trazer em casa todo dia. Se você quiser, é claro.
— Eu posso voltar de metrô, Carlisle. Não tem problema.
— Mas eu quero fazer isso. Não estou dizendo que será todos os dias, porque provavelmente algumas tardes não vou poder sair do hospital no mesmo horário, mas quando der para mim, eu gostaria de fazer isso.
— Hum... Tudo bem então.
Combinei de ligar para ela amanhã para confirmar se iria conseguir lhe pegar no mesmo local depois da sua aula, e então nos despedimos com um rápido beijo, minha mão escorregando mais uma vez para o meio das suas pernas, apenas para senti-la estremecendo e sentir seus pelos arrepiando ao toque. Quando Bella saiu do carro e andou apressada para dentro do edifício, saber que ela estava sem calcinha foi o suficiente para me deixar mais duro ainda. Daquela vez, no entanto, me controlei e não usei minha mão para me satisfazer, porque agora que tinha a realidade que passara o final de semana desejando, minha imaginação não era mais suficiente.
