Capítulo 4

Tele-Sexo é Melhor? Não –

Apesar de ter marcado de ver Bella no dia seguinte depois da sua aula, no instante em que a vi fechando a porta do prédio e desaparecendo da minha vista, já queria voltar atrás na minha resposta de não acompanhá-la para dentro do apartamento.

Aproveitei a tarde livre e fui de fato resolver algumas coisas pessoais que vinha adiando há semanas, como uma pequena reunião com meu contador e meu advogado sobre a compra de uma nova casa, no campo dessa vez, cansado de ir para a praia todas as férias ou feriado prolongado. Queria um lugar só meu, sem ter que ficar em hotel a cada vez que decidisse ir para algum ponto rural apenas para respirar ar puro e cavalgar.

Sem querer, me vi na minha nova casa ao lado de Bella, nós dois deitados no sofá em frente à lareira depois de passar a tarde caminhando ou nadando num lago.

Era tolice minha pensar naquelas coisas quando obviamente viajar com ela seria algo impossível de ser feito, mas pensar nela naquele dia foi algo mais forte do que eu. A cada momento em que minha mente se desocupava de alguma tarefa, eu me pegava pensando nela, naquela sua risada doce, nos seus olhos expressivos. E tentava a todo custo evitar que aqueles pensamentos desviassem para o quanto sua boca era deliciosa, ou o quanto seus gemidos pareciam música. Ou até mesmo no quão encharcada ela ficara com meus dedos lhe tocando.

Até Esme percebeu que eu estava um pouco disperso aquele dia. E apenas para desviar sua atenção do real motivo da minha falta de atenção, anunciei durante o jantar a minha decisão de comprar uma casa no campo, dizendo apenas que não conseguia escolher entre as opções que tinha. Ela até ficou feliz com a notícia, para alguém que não gostava de ficar mais de dois dias longe da sociedade, e prometeu me ajudar com a escolha se eu lhe enviasse as fotos por e-mail.

Ao final da noite, quando Esme subiu para dormir, eu não lhe acompanhei, ainda usando o pretexto de escolher logo a casa, dizendo que tinha prazo para apresentar a proposta de compra. Eu de fato queria ver as fotos com mais atenção, mas também não queria ir para a cama com ela aquela noite. Meu amor por ela não tinha diminuído, mas um pouco de peso na consciência me impediu de subir as escadas ao seu lado e seguir a rotina diária antes de dormir. Por isso, depois que ela foi para o quarto, me tranquei no meu escritório, começando a ver as fotos depois de me servir de uma dose de uísque.

Já passava de uma da manhã quando finalmente me decidi por uma das casas, depois de inúmeras anotações e de pesar os prós e contras de cada uma. A única desvantagem da casa de campo que escolhi era o fato de não haver estábulo, embora espaço para construir um não fosse um problema. De resto, ela era perfeita.

Enviei um e-mail para que meu advogado desse início aos trâmites da compra e só então desliguei o computador. E como tinha acontecido durante todo aquele dia, assim que minha mente desocupou da tarefa, foi em Bella que eu pensei.

Dessa vez por estar em casa e sozinho, me deixei pensar em qualquer coisa, não me importando quando meu membro começou a dar sinal de vida ao lembrar do seu corpo pequeno se contorcendo contra a minha mão em busca de mais prazer. Lancei um olhar ao relógio digital em cima da mesa enquanto me espreguiçava na cadeira de couro e já estava levantando quando meu olhar caiu sobre meu celular em cima da mesa. O número de Bella estava nele agora. Eu poderia falar com ela quando precisasse. E mesmo sendo loucura ligar a essa hora, eu queria falar com ela agora.

Antes de pensar melhor sobre aquilo e no fato de que provavelmente a acordaria, já estava buscando por "Senhora Swan", ouvindo a chamada completar e o primeiro toque soar. E de novo. E de novo. Já estava prestes a desistir quando ela atendeu, murmurando um "alô" sonolento.

— Bella, sou eu.

Hum?

— Sou eu. Carlisle — me identifiquei, lembrando que ela não tinha meu número no seu celular e que o sono provavelmente dificultaria que ela reconhecesse minha voz.

Carlisle? Que horas são?

— Uma e quinze — respondi. — Desculpa ligar essa hora, mas precisava falar com você.

Está tudo bem?

— Sim. Quer dizer, exceto pelo fato de que eu estava pensando em você e no quanto você ficou molhadinha quando te toquei hoje, e agora estou aqui duro, querendo que você me toque.

Ouvi um suave suspiro do outro lado da linha e um farfalhar de tecido, combinado a um ranger de cama, e imaginei que ela tinha sentado. Com isso, minha fértil imaginação começou a tentar visualizar como ela era quando acordava, que tipo de roupa usava para dormir, ou se ela sequer usava alguma roupa.

Minha mãe está dormindo no quarto ao lado — ela avisou num sussurro. — Não posso falar agora. Ainda mais sobre isso.

— Está tudo bem. Não precisa falar nada. Só faz algumas coisas para mim — pedi, e quando ela nada falou, tomei aquilo como um incentivo para continuar. — Você está sentada ou deitada?

Sentada — ela respondeu, confirmando o que eu já tinha imaginado.

— Então deita novamente — pedi, mais uma vez ouvindo a cama ranger de leve, indicando que ela tinha feito o que queria. — Feche os olhos e imagine que eu estou aí na sua cama, deitado ao seu lado. Eu não quero gozar dentro de você hoje. Quero te fazer gozar com a minha mão. Exatamente como fiz no carro. Agora, Bella, coloque a sua mão dentro da sua calcinha.

Levou um tempo até que Bella falasse alguma coisa, o que ela só fez depois de soltar o ar pesadamente.

Eu não consigo fazer isso.

— Me diz se você está molhadinha, Bella — pedi num tom baixo, ignorando sua insegurança. — Por favor. Faz isso para mim.

Hum... Vou tentar, ok? Mas não prometo nada.

— Não quero promessas, pequena. Só preciso saber se a sua calcinha está ficando ensopada como aquela roxa estava.

Um pouco — ela respondeu por fim.

— Está começando a ficar?

Uhum.

— Então faz de conta que são os meus dedos que estão aí e se toca para mim, vai. Brinca com a sua entradinha apertada, coloca um dedo dentro dela. — Enquanto falava, segurando o telefone com uma mão, usei a outra para abrir a calça, finalmente libertando meu membro que já começava a ser apertado pelo tecido, e comecei a me tocar, devagar de início. — Está ficando mais molhadinha?

Uhum — Bella repetiu, e eu sabia que ela estava falando a verdade porque sua voz agora estava um pouco diferente. E eu podia ouvir sua respiração ficando mais pesada.

— Eu estou aqui me tocando para você, pequena. Imaginando que é a sua mão que está ao redor do meu pau, enquanto continuo a te tocar, querendo te ouvir gozar de novo e gemer para mim. — Um suspiro entrecortado chegou até o meu ouvido e eu aumentei um pouco a velocidade da minha mão ao meu redor. — Você está se tocando, não está?

Estou.

— E está gostoso?

Uhum. Muito.

O seu "muito" saiu junto com um pequeno gemido, me fazendo arfar apenas por ouvir aquele som novamente.

— Enfia seu dedo dentro dela, vai. Até onde der. Ele é fininho, então deve ir até o fim.

Vai sim.

— Então coloca dois. Faz de conta que é o meu, porque o meu dedo não consegue ir até o fim sem te machucar um pouco. E essa noite eu não quero romper essa barreira deliciosa. Só quero te dar prazer. — Sua respiração ficou levemente mais pesada e eu sabia que ela estava fazendo tudo que eu pedia. — Faz os movimentos para mim, faz. Estoca seus dedos dentro dela. Eu sei que vai entrar e sair fácil, porque você deve estar toda molhada de novo.

Alguns segundos ou talvez minutos se seguiram sem que nada fosse dito, permitindo apenas que os gemidos baixos fossem ouvidos dos dois lados e eu só voltei ao controle quando ela começou a arfar pesadamente.

— Vai gozar? — perguntei com a voz rouca, só então percebendo o quanto eu também estava arfando.

Uhum.

— Fala para mim. Fala que vai gozar — pedi quase num tom de ordem, falando por entre os dentes.

Eu vou... Eu vou gozar.

— Isso. Goza para mim. Geme bem gostoso no meu ouvido. — Uma sucessão de pequenos gemidos se seguiram à minha nova ordem e eu passei a mover minha mão tão rápido que os músculos do meu braço começaram a protestar pelo esforço súbito.

Ouvi o momento em que ela gozou, reconhecendo o exato instante quando o gemido ficou preso na sua garganta, para logo em seguida ela soltar o ar de vez, seguido do som da sua respiração ainda mais ofegante. A imagem do seu corpo trêmulo e satisfeito apareceu em minha mente e mesmo duvidando que ela estivesse nua, foi assim que eu a imaginei, explodindo num gozo intenso logo depois.

Ficamos em silêncio depois daquilo, apenas ouvindo as respirações um do outro aos poucos voltando ao normal.

— Volte a dormir agora, minha pequena — murmurei, ainda não conseguindo fazer minha voz soar normal.

Vou sim. Boa noite, Carlisle.

— Boa noite. E obrigado por isso.

Obrigada também. Acho que agora vou dormir um pouco melhor.

Sorri com suas palavras e nos despedimos logo em seguida. E assim como ela, aquela noite também dormi muito bem, praticamente apagando depois de tomar um banho e deitar ao lado de uma Esme adormecida.

Na tarde seguinte, assim como combinado com Bella, quinze minutos após as três da tarde já estava em frente à biblioteca, encontrando-a me esperando como tinha acontecido no dia anterior. Dessa vez, no entanto, a primeira coisa que fiz quando ela fechou a porta atrás de si, foi puxá-la para um beijo rápido, mas que foi o suficiente para me deixar com a respiração mais falha.

— Dormiu bem? — perguntei depois de entrar com o carro em meio ao tráfego da avenida, dirigindo um pouco mais rápido pela falta de engarrafamento.

— Dormi. E você?

— Muito bem. Você não ficou chateada por eu ter te acordado àquela hora, ficou? — perguntei depois de um tempo em que apenas dirigi em silêncio.

— Não — ela respondeu apressada, se voltando um pouco na minha direção. — Estava tendo um pesadelo, na verdade. Foi bom você ter ligado.

— Só por ter te salvado do pesadelo? — Olhei rapidamente para ela, arqueando uma sobrancelha, fazendo-a rir de leve e abaixar o olhar.

— Não. Pelo outro motivo também.

— Bom saber — murmurei, voltando a atenção para a estrada, enquanto repousava uma mão na sua coxa como tinha feito ontem.

Dessa vez, no entanto, o trânsito estava rápido demais para que eu pudesse repetir tudo, então apenas permaneci com a mão ali, enquanto dirigia em direção ao seu apartamento. Em quinze minutos já parava em frente ao edifício de tijolos vermelhos, sentindo vontade de amaldiçoar o trânsito de Nova Iorque por me deixar na mão quando eu mais precisava que ele estivesse lento.

— Você já almoçou? — ela perguntou depois de tirar o cinto. Ao invés de descer logo, Bella apenas sentou melhor no banco de couro. O movimento, no entanto, fez sua saia subir o suficiente para quase fazer sua calcinha aparecer, ainda mais quando ela dobrou uma perna para ficar completamente de frente para mim.

— Não. Por quê? — perguntei, minha mão sendo atraída para aquele ponto e imediatamente senti sua pele arrepiar quando a toquei.

— Se quiser, posso fazer algo para você comer. Também estou com um pouco de fome.

— Não tem ninguém na sua casa, não é? — Meu olhar rapidamente subiu para seu rosto ao me dar conta de que teria um apartamento inteiro só para nós pelas próximas duas horas.

— Não — Bella respondeu, acompanhando meu sorriso.

— Aceito sua oferta, então. Vou apenas colocar o carro em algum lugar e já volto.

— Você pode deixar o carro aqui — ela falou depois de interromper o movimento de pegar sua mochila no chão do carro. — Ninguém vai roubar.

— Não é com roubo que estou preocupado, Bella — falei, apontando rapidamente para a placa de "proibido estacionar" um pouco mais a frente. — Acho que tem um estacionamento aqui perto. Não demoro.

— Tudo bem. Vou subir para adiantar as coisas. Quando chegar, é só apertar o interfone do 304.

Esperei que ela saísse e voltei para a oitava avenida, logo encontrando o estacionamento que tinha visto. Deixei o carro lá e voltei a pé para o edifício em que Bella morava, apertando o botão indicado. Ela logo liberou a minha entrada, destravando a porta e eu subi os três andares pela escada, visto que aquele prédio não tinha elevador. Ainda assim era um lugar agradável, ao menos à primeira vista, bem conservado e limpo.

Bati à porta do 304 e Bella a abriu em seguida, ainda usando o uniforme, mas sem os sapatos e as meias agora, andando descalça pelo apartamento.

— Bem vindo — ela falou com um sorriso, abrindo espaço para que eu entrasse.

A primeira coisa que atraiu minha atenção – porque não poderia ser de outra forma – foi a sala de cores vibrantes e bem iluminada pelas janelas com cortinas abertas, parecendo jogar todo o sol da rua dentro daquele pequeno ambiente.

Não que fosse feio. Longe disso. Era bem decorado e bonito, para falar a verdade, mesmo sendo uma sala pequena, e as cores me fizeram rir.

— É um pouco chamativa — Bella comentou, parando ao meu lado enquanto eu continuava a observar aquela sala de parede laranja.

— Gostei do efeito. É alegre.

— É como minha mãe é. Ela adora cores.

— Por que tem metade de um manequim ali em cima? — perguntei franzindo o cenho diante da imagem da boneca de cabelo rosa.

— Melhor você não saber. Quer uma água ou um suco?

— Estou bem, obrigado.

— Tudo bem, então. Senta. Fica à vontade. Vou terminar de preparar o nosso almoço.

— Posso te ajudar?

— Não precisa — ela falou já se afastando em direção a um pequeno corredor, mas eu obviamente a segui.

— Digamos que eu prefiro ficar te fazendo companhia do que ficar sozinho com aquela metade de boneca.

Chegamos à cozinha que era pequena assim como a sala, mas igualmente bem distribuí contraste com o cômodo anterior, era composta de tons neutros e armários de madeira.

— Peixes? — perguntei, apontando para o pequeno aquário em uma das bancadas.

— São da minha mãe, mas ela nunca lembra de alimentá-los, então eu sou a responsável por dar comida para eles. Darcy e Lizzie, esse é Carlisle Cullen — ela nos "apresentou", se abaixando um pouco para ficar com o rosto na altura do aquário. — Vamos lá, sejam educados e cumprimentem ele.

— Prazer em conhecê-los — falei, entrando na brincadeira e me adiantei na direção de Bella, parando exatamente atrás dela. — Agora me digam uma coisa e sejam sinceros, Darcy e Lizzie. Se vocês presenciarem alguma coisa pervertida nessa cozinha, vão contar para a sua dona?

Antes de terminar de falar, eu já me encostava meu quadril em sua bunda, trazendo-a para mais perto. Rocei um pouco naquele ponto, friccionando meu sexo devagar, e então puxei Bella para cima, fazendo suas costas tocarem meu peito. Com uma mão, afastei seus cabelos do ombro e pescoço, enterrando meu rosto naquele ponto, enquanto levava a outra mão aos seus seios.

— Acho que eles não vão contar, não é?

— Duvido muito que contem — ela murmurou, suas mãos caindo ao lado do seu corpo, ficando completamente à mercê dos meus toques. — Mas eu estou com comida no fogo.

— Eu sei. — Mas ainda assim fiquei mais um tempo sentindo seu perfume, lambendo seu pescoço e orelha, sentindo-a estremecendo de novo e novo, sempre que encontrava um dos seus pontos mais sensíveis. Só a soltei quando, ao sentir um aroma gostoso, minha barriga resolveu se pronunciar, nos fazendo rir.

Me afastei e passei os minutos seguintes recostado no balcão junto com os peixes, enquanto Bella se locomovia com desenvoltura pela cozinha, preparando a massa de nhoque, e então um molho de tomate enquanto a massa cozinhava. Cheguei a oferecer minha ajuda mais duas vezes, mas ela não aceitou, terminando de preparar tudo em menos de quinze minutos.

— Não é nada muito detalhado, mas na hora da fome, é bem prático — ela comentou enquanto eu a ajudava a levar os pratos já servidos, os talheres, copos e uma jarra de suco para a mesa de quatro lugares que ficava ao lado da sala.

— O cheiro está me dando água na boca.

Comemos e conversamos, continuando o assunto que iniciamos durante a preparação do almoço, com Bella falando sobre seu dia de aula e sobre a oferta que recebera do professor de literatura para que ela fosse orientadora das turmas de primeiro e segundo ano.

— Claro que isso me deixaria com pouco tempo livre à tarde, já que eu teria que ficar sempre depois do horário da minha aula para dar aula de reforço para a escola paga por isso e vai contar mais pontos no meu currículo, então acho que vou aceitar.

— Cuidado apenas para não pegar responsabilidade demais e depois não te sobrar tempo para descansar.

— Na minha antiga escola eu já fazia monitoria, mas eles não pagavam, é claro. E ainda assim me sobrava algum tempo livre.

— Tudo isso só para entrar numa boa universidade? — perguntei e ela assentiu enquanto espetava seu garfo em um dos últimos nhoques no seu prato. O meu já estava vazio. — Não acha que é muito cedo para se preocupar com isso?

— Eu quero ir para Yale, Carlisle. Só agora consegui entrar em uma escola que vai me deixar mais perto de realizar esse sonho, então acho que estou até um pouco atrasada, se for contar com os alunos que estudam em escolas com convênios com as melhores universidades desde que ainda usavam fraldas. Preciso correr atrás para ficar no mesmo nível que eles.

— Eu só queria que meus filhos fossem tão dedicados e decididos com o que querem — comentei, levantando com ela para tirar os pratos da mesa. — Não que eles sejam burros. Edward é até bem estudioso. Mas eles são preguiçosos. Emmett nem mesmo decidiu para qual faculdade ele quer ir ou até mesmo o curso que quer fazer.

Não havia máquina de lavar louças na sua cozinha, então nos minutos seguintesnos ocupamos em lavar os vez Bella aceitou minha ajuda quando me ofereci para fazer isso, ela se limitando apenas a secar tudo, já guardando nos seus respectivos lugares.

— Que horas você precisa voltar para o hospital? — ela perguntou depois que terminamos de limpar tudo.

Lancei um rápido olhar ao relógio, vendo que tinha pouco menos de uma hora agora.Não tinha me dado conta do quanto conversamos durante o almoço, mal percebendo o tempo passando.

— Em cinquenta minutos — respondi, me aproximando dela, pressionando seu corpo de leve contra a bancada onde ela estava encostada.

Bella apenas murmurou um tímido "ok" antes que eu cobrisse sua boca com a minha num beijo suave de início, mas que logo se tornou mais voraz, mais faminto, chegando ao ponto em que apenas beijar não era mais suficiente para mim. Minhas mãos logo passeavam pelo seu corpo, sentindo suas curvas e seus seios sob a minha palma, ao mesmo tempo em que pressionava mais meu quadril contra o seu. Briguei um pouco com a gravata do seu uniforme, mas finalmente consegui tirá-la, me apressando a desabotoar sua camisa branca, revelando um sutiã rosado de renda, quase da cor da sua pele.

Voltando a sentir aquela urgência que meu corpo parecia ter apenas com ela, puxei-a para cima, fazendo-a sentar na bancada, e me acomodei entre as suas pernas, subindo sua saia até que sua calcinha estava à mostra, combinando com o sutiã.

— Gostei dessa — murmurei ainda olhando para aquele ponto antes de encará-la e então a toquei por cima da renda, sentindo a umidade encontrar meus dedos. — Adoro te sentir assim molhadinha. — Seus olhos fecharam com o contato, sua boca abrindo num pequeno círculo. Quando fiz menção de puxar a pequena peça rosa para baixo, Bella ergueu um pouco o quadril, me ajudando, e um gemido escapou da minha boca quando a vi ali totalmente exposta, sem pelo algum cobrindo seu sexo. — E ainda mais depiladinha assim — gemi, puxando seu rosto para perto do meu e cobri sua boca mais uma vez, devorando seus lábios enquanto minha mão ia direto para aquele ponto quente, tocando seu clitóris com o polegar enquanto brincava com o indicador na sua entrada.

Ela arfava contra a minha boca em meio ao beijo e em momento algum eu parei de tocá-la. Nem mesmo quando senti suas mãos brigando com os botões na minha camisa, expondo meu peito e abdômen, que ela não perdeu tempo em tocar. De início percebi que ela estava um pouco trêmula, parecendo incerta do que fazer, mas logo ganhou mais confiança, suas pequenas unhas deslizando pelo meu corpo, fazendo meus músculos se contraírem de prazer. Mas eu ainda queria mais.

Soltei sua nuca, interrompendo o beijo e fiquei observando-a, meus olhos fixos nos seus que agora me encaravam de volta, enquanto abria a minha calça apressado, sem parar de tocá-la um só segundo. Vi quando seu olhar caiu naquele ponto e vi ainda mais quando ela passou a língua entre os lábios quando coloquei meu membro para fora da cueca, tocando-o de leve com a mão livre.

— Vem aqui — chamei com a voz ainda mais rouca, soltando meu membro e estendi uma mão na sua direção, fazendo-a descer da bancada. Suas pernas quase fraquejaram quando seus pés descalços tocaram o chão, mas eu a segurei firme pela cintura, colando nossos corpos.

Apenas quando a senti mais firme soltei seu corpo para poder terminar de tirar minha camisa e dei o mesmo destino a sua, logo tirando seu sutiã também.

Me dediquei àqueles seios pequenos e túmidos que se encaixaram com perfeição na minha boca, sugando o mamilo com volúpia, enquanto me ocupava em tirar sua saia por completo. Quando Bella estava completamente nua, virei-a de costas para mim, uma mão se ocupando de apertar seus seios entre os dedos, deixando-os ainda mais duros, enquanto a outra se dirigia de imediato para o meio das suas pernas. Me abaixei um pouco, apenas o suficiente para que meu membro ficasse na altura da sua bunda, exatamente entre as suas nádegas, e então como um depravado dominado pelo desejo, comecei a me esfregar nela, praticamente resfolegando contra o seu ouvido, meu rosto firmado na curva do seu pescoço.

Não sei quando tempo ficamos naquela posição, mas a cada vez que me sentia à beira do precipício, diminuía o ritmo dos movimentos, não deixando nem mesmo que Bella gozasse. Toda vez que sentia que ela também estava perto, parava de tocá-la, me limitando apenas a deslizar meus dedos suavemente sobre seus lábios ensopados de desejo.

— Apoia as mãos aí — pedi por entre os dentes, deixando-a de frente para a bancada novamente e ela fez o que eu queria, apoiando as mãos no mármore escuro.

Terminei de descer a calça e a cueca, deixando as peças amontoadas no meu tornozelo, e empurrei de leve as costas de Bella para baixo, de forma a deixá-la um pouco empinada. Não sei se agindo por instinto ou para me provocar, mas seu próximo movimento foi o de afastar as pernas, ficando ali exposta, vulnerável, aberta, molhada, pronta para ser fodida como eu tanto queria fazer. Mas não hoje.

Me encostei nela, propositalmente guiando meu membro para o seu sexo, roçando-o na sua entrada, sentindo-a estremecer ao mesmo tempo que se contraía, quase se afastando.

— Calma, minha pequena — sussurrei, me debruçando sobre seu corpo, fazendo meu peito encostar em suas costas. — Nós não vamos fazer isso hoje. Mesmo eu querendo mais que tudo me enterrar dentro de você e te fazer gozar com meu pau aqui dentro, só vou fazer isso quando você quiser, está bem? Se você quiser. Ok?

— Ok — ela murmurou ao mesmo tempo que assentia, relaxando um pouco.

— Fecha as pernas para mim — pedi, deixando meu membro no mesmo lugar, com ele agora alojado entre as suas sexo que não parava de escorrer e rodeei seu quadril com um braço levando minha mão de volta à sua intimidade, continuando a masturbar seu clitóris, agora com pressa de fazê-la gozar.

Voltei também a estocar meu corpo contra o seu, rápido e mais rápido, segurando a base do meu membro para evitar que ele saísse do lugar. Meu olhar percorria suas costas, onde seus cabelos começavam a grudar com o suor que seu corpo estava produzindo, seguindo até a sua bunda, vendo-a ficar vermelha em alguns pontos, devido às batidas fortes que meu quadril desferia. Meu membro deslizava com facilidade pelo seu sexo e eu agora ia tão rápido nos movimentos que Bella precisou firmar melhor suas mãos na bancada. Seu corpo estremecia violentamente, o orgasmo se aproximando e quando senti que ela gozava, meu dedo que antes estivera no seu clitóris, deslizou para a sua entrada, penetrando-a até sua delicada barreira. Gemi ao senti-la apertando meu dedo, seu sexo se contraindo repetidamente, e forcei um pouco mais a entrada, transpondo aquele ponto. Um pequeno murmúrio de dor escapou pela sua boca e eu soltei meu membro, ocupando minha mão com o seu clitóris mais uma vez, apenas para fazer seu sexo se contrair de novo ao redor no meu assim mais um pouco, meu dedo completamente dentro dela.

Quando seu corpo relaxou, sofrendo os espasmos pós-orgasmo, tirei meu membro do meio das suas pernas, batendo uma com pressa, meus dedos deslizando com facilidade pela extensão molhada com seu gozo. Devagar, comecei a mover meu dedo que permanecia dentro dela, para fora e então para dentro de novo, repetindo o movimento várias vezes, aumentando o ritmo aos poucos. Logo eu já estocava com força dentro dela, o movimento rápido acompanhando a velocidade na minha outra mão.

— Porra, Bella! Tão quente. Tão apertada — rugi por entre os dentes, direcionando meu próprio gozo para as suas costas e nádegas. Sem conseguir mais me controlar, me deixei derramar, marcando-a com meu líquido que escapava em jatos fortes contra sua pele pálida.

Muito tempo se passou até que eu conseguisse me recuperar, só então tirando meu dedo de dentro -a, deixando seu corpo de frente para o meu, cobrindo seus lábios num beijo lento.

Quando nossas respirações tinham voltado para algo perto do normal, me afastei começando a me vestir, observando-a fazer o mesmo pela minha visão periférica. Ela ainda não tinha conseguido vestir a saia, estando apenas de blusa e calcinha quando lancei um olhar ao relógio. Meu horário de almoço tinha acabado há exatos quinze minutos.

— Preciso ir — avisei, me aproximando um pouco e a puxei para perto, beijando seu rosto e seu pescoço. — Desculpa sair assim apressado, mas já estou atrasado para uma reunião.

— Tudo bem — ela murmurou, ficando na ponta dos pés para alcançar meus lábios para um beijo rápido.

— Mesmo horário amanhã?

— Uhum — ela confirmou com um sorriso e então me acompanhou até a sua boca mais uma vez antes de ir embora, guardando na memória a imagem das suas pernas expostas pela falta da saia, do seu rosto corado e ainda um pouco suado.