Capítulo 6

– "La Bouche" –

Acabei chegando dez minutos atrasado para pegar Bella em frente à biblioteca por conta do trânsito, mas tive a agradável surpresa de não apenas encontrá-la ainda me esperando, como também por vê-la linda, num vestidinho folgado e colorido, sua mochila agora descansando aos seus pés na calçada.

— Não sabia que essa escola tinha aderido à sexta informal — comentei depois de cumprimentá-la com um rápido beijo.

— Minha última aula nas sextas é Educação Física, então sempre levo uma roupa para trocar, para não ter que colocar o uniforme de novo — ela esclareceu, rindo do que eu tinha falado.

— Não que eu não goste daquele uniforme, mas você ficou linda nesse vestido — falei, colocado uma mão na sua perna, subindo um pouco o tecido para deixar sua coxa exposta. Mas eu só queria mesmo sentir sua pele na minha mão e permaneci com ela ali parada, sem subir mais. — Está com fome?

— Um pouco.

— O que acha de irmos comer alguma coisa antes de ir para o seu apartamento?

— Não prefere que eu prepare algo para nós?

— Não. Hoje não. Você teve uma semana cansativa, então vou te dar um descanso da cozinha.

— Eu só estudo, Carlisle — ela retrucou com um pequeno sorriso. — Tenho certeza que a minha semana não foi nem um pouco cansativa em comparação com a sua.

— Mas você também teve a monitoria, que é um trabalho.

Bella apenas deu de ombros, não querendo se dar por vencida, mas acabamos indo para um restaurante, como eu queria. Mas ela bateu o pé quando tentei parar em frente a um restaurante mais elegante no começo da Maddison Avenue, dizendo que não estava vestida para ir para aquele lugar, embora eu tentasse argumentar o quanto ela estava linda naquele vestido; porém, dessa vez eu fui o primeiro a desistir, aceitando quando ela sugeriu apenas uma lanchonete não muito longe da sua casa.

Comemos sem muita pressa a refeição que não demorou a chegar, conversando sobre suas aulas, eu falando do meu trabalho e da casa que tinha comprado, chegando até a me empolgar demais ao descrever a propriedade.

Exatamente como tínhamos feito há dois dias, deixei Bella em frente ao seu edifício, antes de ir estacionar. Dessa vez, porém, o fiz apenas para que ninguém a visse entrando com um estranho, porque poderia muito bem ter pedido para ela ir comigo deixar o carro.

Bella mal tinha fechado a porta depois de eu entrar e já a puxava contra o meu corpo, devorando sua boca com urgência.

— Vem — ela chamou depois de um tempo, interrompendo o beijo e então começou a me guiar pelo pequeno corredor até uma das portas brancas.

Até o seu quarto.

Por um instante, me distraí analisando o pequeno quarto sem decoração alguma a não ser pelos livros que ocupavam quase uma parede inteira. Mas com exceção dessa estante, de um roupeiro e da cama, não havia mais nada no seu quarto.

— Acho que esse quarto precisa de um pouco de cor.

— Eu não gosto — ela falou, meneando a cabeça para confirmar suas palavras. — Cor demais me atrapalha na hora de estudar. Minha mãe já tentou me convencer a ao menos colocar umas cortinas mais animadas, mas me sinto melhor do jeito que está.

— Vejo que você e sua mãe são bem diferentes — comentei, mais uma vez puxando-a de encontro ao meu corpo, mais devagar dessa vez, no entanto.

— Como água e óleo — ela falou já num tom mais baixo, quando minha boca encontrou seu pescoço delicado.

Enquanto sentia o sabor da sua pele, chupando e lambendo aquele seu ponto tão sensível, percorria seu corpo com minhas mãos, até chegar aos seus seios e me dar conta de que ela estava sem sutiã. Essa simples constatação foi o suficiente para me fazer gemer contra a sua pele, e dediquei mais atenção aos seus mamilos, mesmo por cima do tecido. Quando apenas aquilo não era mais suficiente para mim, tateei pelo seu corpo à procura de uma forma de tirar aquele vestido. Finalmente achei o zíper na lateral, não perdendo tempo em abri-lo.

As mãos de Bella, que o tempo todo estiveram ao redor do meu pescoço acariciando minha nuca com suas unhas pequenas, desceram pelo meu peito, começando a desabotoar a minha camisa, mas pararam quando tentei deslizar o vestido pelos seus ombros, me ajudando no processo.

Quando a peça se amontoou aos seus pés, recuei um passo para poder vê-la melhor, ali parada à minha frente usando apenas uma calcinha preta de mesmo terminei de tirar a minha camisa, ainda com o olhar fixo no seu corpo, analisando cada detalhe demoradamente. Mas ao voltar a atenção para o seu rosto, a encontrei tão corada que me obriguei a parar de secá-la tão descaradamente.

— Não gosta quando te olho assim? — perguntei, colando nossos corpos mais uma vez, enquanto afastava seus cabelos dos ombros, deixando seu colo e seios completamente expostos aos meus olhos que teimavam em descer para aquele ponto.

— Eu só... fico com um pouco de vergonha.

— De mim?

— Da forma como você me olha — ela explicou.

— Eu te olho assim porque você é linda, Bella — murmurei, voltando a beijar seu pescoço e maxilar, deslizando as mãos pela sua seus braços, guiando uma das suas mãos para o meu quadril, deixando-a exatamente em cima do meu membro. — Sente como você me deixa? Sente o quanto ele está duro só por te ver assim?

Um suspiro brotou da sua garganta e eu pressionei mais sua mão naquele ponto, e então foi a minha vez de suspirar de prazer.

Lentamente a guiei até a cama, fazendo-a andar de costas e então apoiei seu corpo em um braço, aos poucos deitando-a sobre as cobertas. Dessa vez quando me afastei, foi apenas por tempo suficiente para tirar o resto das minhas roupas, logo voltando para perto dela. Vi seu olhar fixo no meu quadril e quase gemi quando ela se acomodou melhor na cama, abrindo as pernas para me receber quando deitei sobre o seu corpo pequeno.

— Como é possível eu te desejar tanto, pequena? — Minha voz nada mais era que um sussurro rouco, minha mão se ocupando em tocar toda parte do seu corpo ao meu alcance, com um desespero quase absurdo, sentindo como se aquilo ainda não fosse o suficiente. — Às vezes eu me sinto um depravado por ficar duro só de lembrar de você.

Sua risada suave chegou ao meu ouvido, mas agora eu estava ocupado demais chupando seus seios para ver se aquele sorriso era de deboche ou simplesmente por achar graça do que falei.

Enquanto ela gemia baixinho ao sentir minha língua nos seus mamilos, me posicionei melhor entre as suas pernas, só lembrando que ela ainda estava de calcinha quando o tecido me impediu de sentir sua umidade. Rapidamente me ajoelhei na cama e comecei a remover a peça. Como ainda estava entre as suas pernas, ela acabou com os pés apontados para o alto e eu a mantive assim por alguns segundos, segurando seus tornozelos enquanto percorria toda sua perna com a outra mão, sentindo sua maciez. Quando a soltei, mais uma vez Bella apareceu aberta para mim, mas dessa vez completamente nua.

Praticamente me joguei contra o seu corpo, devorando sua boca num beijo urgente e faminto enquanto me acomoda novamente, agora conseguindo sentir seu sexo molhado com meu membro.

Estranhei quando Bella se contraiu embaixo de mim, mas interrompi o beijo ao sentir suas mãos tentando me afastar pelo peito.

— O que foi? — perguntei arfando, sem interromper o delicioso roçar do meu sexo no seu.

— Camisinha — foi tudo que ela falou, arfando tanto quanto eu, seu rosto completamente vermelho.

Estanquei no lugar ao ouvir aquela simples palavra, não conseguindo sequer continuar a me esfregar nela. Não sei quanto tempo fiquei ali apenas encarando-a com o cenho franzido, mas não deve ter sido mais que dez segundos — embora para mim tivesse parecido bem mais —, porque quando consegui falar, continuava com a mesma respiração pesada.

— Nós não vamos transar hoje — falei apenas, vendo-a franzir o cenho em seguida. — Espera, você quer fazer isso? Agora?

Foi a vez de Bella ficar em silêncio, só falando depois de respirar fundo duas vezes.

— Eu só achei que... Bem, nós estamos aqui...

Mas ela não completou e eu logo entendi. Ela achava que só porque estávamos nus na cama do seu quarto, no apartamento vazio e com mais tempo que da outra vez, isso significava que eu iria aproveitar a oportunidade para fazer tudo que pudesse.

— Bella, eu não tenho a mínima pressa para tirar a sua virgindade — falei calmamente, levando uma mão ao seu rosto apenas pelo prazer de tocar sua face macia. — Eu nem mesmo sei se você quer que eu faça isso um dia, ou se você prefere esperar por outra pessoa.

— Eu quero fazer com você — Bella falou de repente, quase me interrompendo, me obrigando a trincar o maxilar e contar até dez antes de continuar.

— Me fala isso de novo quando você não estiver tão levada pelo desejo, está bem? Esse não é o melhor momento de tomar algumas decisões. — Vi que ela ia dizer mais alguma coisa, mas me apressei a continuar falando, porque se ela repetisse que queria que eu fosse o seu primeiro, era bem provável que eu fizesse aquilo agora mesmo. — Mas nós não temos motivo algum para ir rápido. Podemos fazer muitas coisas que não envolvem a penetração e nos divertirmos muito com isso. Então, quando ou se você tiver certeza do que quer, você me fala e nós faremos, sem pressa, sem eu precisar voltar para o trabalho logo depois. Está bem assim?

Bella apenas assentiu e eu logo voltava a beijá-la, mais calmo dessa vez. Quando ela rebolou debaixo de mim, no entanto, foi impossível me manter assim. A urgência logo me dominava mais uma vez e comecei a descer os beijos para os seus seios, ficando neles por longos minutos, até descer mais, sentindo a pele do seu ventre lisinho arrepiar com meus beijos e lambidas. E quando eu desci mais, finalmente chegando ao seu sexo, nós dois gememos juntos.

Seu gosto era... Acho que seria impossível descrever aquele gosto de alguma forma que fizesse jus ao que senti quando comecei a chupá-la, de início apenas provando-a, mas logo praticamente a devorava, desesperado para sentir mais daquele sabor único. Era puro, doce, viciante como nada que eu já tinha provado antes. Sabia que poderia estar machucando-a em alguns momentos, tamanha era a força com que a chupava, mas era como se eu precisasse daquilo com a mesma intensidade com que precisava de ar. E quando seu quadril começou a arquear contra meu rosto, minhas mãos cravadas naquele ponto a impediu de ir a qualquer lugar, segurando-a firme contra a cama.

E então ela gozou. Deus, como ela gozou.

Foi como se um novo mundo tivesse surgido em minha mente, me transportando para algo muito parecido com o paraíso, minha língua sentindo as contrações do seu sexo. Sentindo, principalmente, aquele gosto de alguma forma ficando ainda melhor, enquanto escorria pela sua entrada direto para a minha boca.E eu não deixei nada escapar. Suguei com força, chupando todo seu líquido, mais uma vez usando de força para mantê-la presa à cama quando os espasmos do orgasmo faziam seu corpo se contrair violentamente.

Eu mal tinha percebido que uma mão sua tinha se enterrado nos meus cabelos, segurando os fios com uma força quase dolorosa, só me dando conta disso quando tentei me erguer.

Delicadamente tirei sua mão dali, rindo extasiado diante da sua imagem pós-gozo, seus olhos fechados e sua boca aberta, permitindo que a respiração ofegante escapasse pelos seus lábios. Passei um bom tempo beijando seu corpo suado, sem pretensão alguma, apenas pelo prazer de sentir mais dela, até que a senti reagindo embaixo de mim, suas mãos passando a acariciar minhas costas e a lateral do meu corpo lentamente. Mas no estado em que eu estava, duro a ponto de doer, qualquer toque seu seria suficiente para me fazer gemer.

— Me toca — pedi num sussurro contra o seu ouvido, mordiscando seu pescoço e arfei sobre a sua pele quando a senti tateando pelo meu quadril, até chegar ao ponto em que eu queria. — Isso, Bella.

Minha cabeça tombou na curva do seu pescoço quando sua mão envolveu meu membro, começando a fazer os movimentos lentos, aos poucos ganhando mais pressão e velocidade.

— Assim, minha pequena. Não para — praticamente implorei, gemendo entre as palavras. Não fazia ideia se ela tinha entendido o que falara, porque nem eu mesmo conseguia ouvir minha voz, mas Bella não parou. — Vai. Mais... Mais rápido.

E mais uma vez ela me obedeceu, chegando quase à velocidade perfeita. O problema era que eu estava tão perto, que mesmo suas mãos delicadas foram suficientes para me deixar a ponto de gozar em poucos minutos. Ou talvez isso tivesse acontecido exatamente por ser a mão dela.

— Senta aqui — pedi apressado, me afastando dela, e fiquei em pé ao lado da cama, puxando Bella junto comigo, deixando-a sentada à minha frente. Continuei o que ela tinha começado, me tocando ali bem diante do seu rosto, olhando para aquela boca vermelha. Quando minha voz saiu novamente, estava tão rouca que mais parecia um rosnado. — Me chupa.

Não levou mais que cinco segundos, tempo que Bella pareceu pensar no que fazer, mas findando por decidir acatar mais um dos meus pedidos. E quando ela começou a me chupar, logo percebi que o único motivo daquele receio era a sua inexperiência.

— Abre mais a boca — instruí calmamente, afastando seus cabelos do rosto quando eles teimaram em tapar minha visão. — Assim mesmo. Só mais um pouco. — Quando ela abriu o suficiente, deixei meu membro deslizar para dentro da sua boca, indo até onde vi que ela aguentava, e então tirei de novo, repetindo o movimento mais duas vezes até que Bella começou a fazê-lo sozinha, movendo sua cabeça para frente e para trás. — Isso! — gemi, minha situação piorando quando sua mão substituiu a minha e ela começou me tocar, ao mesmo tempo em que me chupava. — Porra, Bella. Não para, por favor.

Obviamente, ela não parou. E quando Bella ganhou mais confiança, passando a usar a língua e indo ainda mais rápido, comecei a gemer como um louco, sentindo o gozo se aproximando.

— Bella, eu vou gozar — avisei, tentando me afastar, mas seu rosto e sua mão me acompanharam como se não quisessem me deixar ir. Seu olhar encontrou o meu e então ela passou a me chupar ainda mais forte, sua mão se movendo mais rápido ao meu olhar não desviava o meu, como se dissesse "goza na minha boca" sem emitir som algum. E tudo que consegui fazer, incapaz até de raciocinar depois daquilo, foi me deixar explodir dentro da sua boca, o orgasmo tão forte que fez uma forte corrente elétrica percorrer meu corpo, me deixando rígido por longos segundos.

Aos poucos fui voltando a mim, só então percebendo que Bella continuava com a boca no meu membro, sugando os últimos resquícios do meu líquido.E pela forma como sua boca estava parada, eu sabia o que ainda tinha dentro dela.

— Não precisa engolir, pequena — murmurei, mal conseguindo soar coerente.

Seu olhar novamente encontrou o meu enquanto ela se afastava um pouco, permanecendo com a boca cheia do meu gozo, como se decidisse o que iria fazer.E então eu vi, como que em câmera lenta, o movimento da sua garganta ao engolir tudo. Ela não fez careta, tampouco falou nada, apenas sustentando meu olhar, como se tivesse acabado de vencer um desafio.

No segundo seguinte eu partia para cima dela, devorando sua boca, misturando nossos gostos, nem um pouco preocupado com a hora ou com qualquer coisa que não envolvesse aquela garota debaixo do meu corpo.

Aquela pequena mulher era a minha perdição e eu não poderia desejar nada mais que aquilo.