Capítulo 8

Agora? –

"Podemos mudar os planos de hoje?"

Estava iniciando a ronda no hospital como sempre fazia depois de verificar e responder meus e-mails, quando meu celular vibrou no bolso do jaleco e eu saí de um dos quartos onde alguns médicos e residentes analisavam um paciente em estado crítico.

Rapidamente me afastei e entrei em um quarto vazio, ligando para Bella em seguida.

— O que aconteceu? — perguntei depois que ela atendeu. — Não está na aula?

Não vou poder falar por muito tempo, está bem? Estou escondida no banheiro do MET. Tinha esquecido completamente dessa visita com a escola. Daqui todos vão para um restaurante que a escola reservou e vamos almoçar por lá mesmo, mas a excursão deve terminar por volta de uma da tarde. Então vou direto para casa depois. Mas se você quiser, pode ir para lá no horário de sempre. Eu faço algo para você comer.

— Eu ia até te mandar uma mensagem avisando que não ia poder almoçar com você hoje — falei. — Tenho um almoço de negócios daqui a algumas horas que deve se estender até as duas da tarde.

Ah, ok.

— Posso chegar mais cedo?

Claro.

— Está combinado, então. Te vejo mais tarde, pequena.

Para minha surpresa, Bella não tinha ficado chateada com os presentes que lhe dei. Na sexta mesmo quando liguei à noite para falar com ela, levamos um tempo para abordar o assunto até que ela, entre um silêncio e outro, agradeceu pelos presentes e pediu desculpas por estar agindo de forma tão louca. Disse que já estava se sentindo melhor, tanto da dor quanto do enjoo, e que tinha adorado a mochila e o perfume. E depois disso não tocamos mais nesse assunto.

Depois que saí do almoço entediante, cheguei a pensar em comprar um buquê de flores para Bella – não rosas, porque ela já tinha dito que não gostava –, mas então lembrei que sua mãe provavelmente lhe faria mil perguntas se visse um buquê misterioso na ão acabei mudando de ideia, comprando apenas uma única tulipa vermelha, que segurei em frente ao peito enquanto esperava Bella vir abrir a porta para mim.

Quando isso aconteceu, no entanto, aquela flor quase foi parar no chão.

Bella estava ali na minha frente usando nada mais que uma pequena camisola bege com detalhes de renda preta, suas pernas completamente de fora pela peça curta demais, seus pés descalços. Voltei a subir o olhar para seu rosto depois de terminar a inspeção e a encontrei com um pequeno sorriso e as bochechas levemente coradas.

— Bella...

Mas eu fui incapaz de continuar, apenas conseguindo deixar seu nome escapar outra vez da minha boca em nada mais que um sussurro.

— Bem vindo — Bella murmurou, aceitando a flor quando finalmente consegui estendê-la em sua direção, me sentindo como um robô ao entrar no apartamento quando ela deu um passo para o lado. — Vem aqui — ela continuou, me pegando pela mão e me levou até a sala. — Preparei algo para você, mas se sair muito desengonçado, não ria, está bem? Ensaiei um pouco, mas nunca fiz isso antes.

Ainda seguindo seus comandos — simplesmente por ser incapaz de reagir enquanto meu olhos não paravam um segundo de secar seu corpo — sentei no sofá maior e observei Bella andar até um pequeno aparelho de som.

A música logo preenchia o ambiente, ao mesmo tempo em que Bella subia na mesinha de centro, ficando de frente para mim. E então eu soube que estava perdido.

Christina Aguilera – NastyNaughty Boy

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Não sei bem dizer o que aconteceu a seguir. Ou melhor, eu sabia, mas minha mente estava tão turva de prazer que não conseguia pensar em nada. Nada que não envolvesse a garota à minha frente que rebolava lentamente ao ritmo da música, devagar... Bem devagar. E então batia os quadris de um lado para o outro acompanhando as batidas da música no momento certo. Ela parecia evitar olhar para mim, como se tivesse medo de se perder nos movimentos se o fizesse, enquanto eu simplesmente não conseguia desviar o olhar. Eu mal conseguia piscar.

Bella dançando para mim era a coisa mais erótica que eu já tinha visto em toda a minha vida.

Isso até ela começar a tirar aquela camisola.

— Porra — resfoleguei, quase me engasgando, quando, já bem no final da música, Bella removeu a pequena peça, ficando apenas de calcinha e sutiã que eram... bem... — Porra!

— Lembra que você falou que eu deveria comprar uma lingerie? — ela perguntou, dando um passo para frente, ainda sobre a mesa de centro, e apoiou um pé sobre meu joelho que quase encostava no móvel. — Para você — ela completou, girando o corpo para que eu a visse de todos os ângulos, passando as mãos lentamente pela sua pele para exibir o conjunto, como se eu já não estivesse com os olhos fodidamente vidrados nele.

No segundo seguinte eu já estava puxando-a para o sofá, sem delicadeza alguma, sentando-a sobre meu colo. Minhas duas mãos então se dirigiram ao seu rosto, trazendo-a até a minha boca quase com vi que ela não ia a lugar algum, sua boca correspondendo ao beijo com a mesma intensidade, desci as mãos para suas nádegas, apertando sua carne com força enquanto guiava seu quadril para roçar contra o meu. Ouvi um gemido, mas não sabia se tinha saído de mim ou dela, quando tornei a repetir o movimento, e então outra vez e mais outra.

Quando Bella passou a fazer os movimentos por contra própria, embora não com tanta pressão quanto eu estava usando, aproveitei minhas mãos livres e tirei a camisa, logo me apressando a tirar também a calça. Quando estava apenas de cueca, voltei a abraçar Bella contra meu corpo, passando agora a estocar meu quadril contra o seu, enquanto minha boca devorava seus seios por cima da renda do sutiã. Minhas mãos esparramadas nas suas costas, quase cravando sua pele tamanha era a força com que a apertava, impediam Bella de ir a qualquer lugar, embora ela não parecesse se incomodar com isso. Suas mãos permaneceram nos meus cabelos até que eu comecei a tentar afastar seu sutiã para exibir seus seios nus e ela tomou a iniciativa de levar as mãos às costas, rapidamente abrindo o fecho e deixando a peça pequena cair no chão.

Não perdi tempo em chupar seus seios, mordiscando os mamilos túmidos, seus gemidos agora se confundindo aos meus.

— Tão gostosa — murmurei ainda com a boca contra os seus seios, mais uma vez levando as mãos à sua bunda, mas agora por dentro da calcinha, apertando suas nádegas nuas.

Seu corpo continuava ondulando contra o meu, enquanto eu permanecia com os movimentos de quadril para cima e para baixo e há muito eu já sentia sua umidade passando para minha cueca, permitindo que meu membro sentisse o quanto ela estava molhada para mim.

Então, quando eu pensava que aquilo não podia ficar melhor, senti as mãos pequenas indo para o elástico da minha cueca, fazendo menção de tirá-la. Ajudei erguendo o quadril e segui cada um dos seus mínimos movimentos quando ela ficou em pé à minha frente entre as minhas pernas e começou a tirar sua própria calcinha depois de me deixar nu.

Voltei a puxá-la para cima de mim, mais devagar dessa vez, meus dedos indo direto para o meio das suas pernas. Bella apoiou as mãos nos meus ombros quando passei a tocá-la mais rápido, os gemidos ficando cada vez mais sua boca para a minha, beijando seus lábios devagar enquanto, ao mesmo tempo, deixava um dedo deslizar para dentro dela. Senti seu corpo se contraindo de leve quando forcei um pouco mais até que entrasse tudo, mas ela logo relaxou quando dei início aos movimentos. E para minha surpresa, enquanto Bella gemia contra a minha boca, seu corpo estremecendo de prazer, senti sua mão deslizando entre os nossos corpos até chegar ao meu membro, que ela não perdeu tempo em envolver, começando a bater uma com cada vez mais habilidade.

— Assim, pequena — gemi, tendo que afastar a boca da sua para buscar por ar quando ela intensificou os movimentos. — Porra, não para!

Mas ela parou. Para minha frustração, Bella parou. Mas antes que eu sequer tivesse tempo de reclamar, Bella tirou meu dedo de dentro dela e sentou sobre meu quadril, deixando meu membro exatamente no meio de seu sexo molhado de desejo. Seu quadril então retomou os movimentos de antes, ondulando para frente e para trás e eu levei minhas mãos para aquele ponto de forma quase automática, segurando as laterais do seu quadril, guiando-a no ritmo certo.

Seus braços envolveram meu pescoço, me puxando para mais perto, deixando sua boca bem perto do meu ouvido, permitindo que eu ouvisse cada um dos seus gemidos, sentindo que ela estava perto de explodir apenas por esse som.

— Vem, Bella. Goza para mim — sussurrei, tendo que falar por entre os dentes, apenas porque eu também estava perto demais. — Goza em cima do meu pau.

Mais uma vez senti sua mão se infiltrando entre nossos corpos e cheguei a pensar que ela queria se tocar para vir mais rápido, mas quase pulei de susto quando seus dedos envolveram meu membro e me guiou para o seu sexo, deixando a cabecinha bem na entrada. E como se tudo aquilo não fosse suficiente para me deixar completamente desnorteado, Bella afastou o corpo do meu e estendeu a mão livre para a pequena mesinha ao lado do sofá, trazendo consigo um envelope dourado.

Uma porra de uma camisinha.

Em silêncio, como se aquilo fosse a coisa mais natural do mundo, Bella rasgou o envelope e tirou a camisinha de dentro, habilmente deslizando-a sobre meu membro, enquanto tudo que eu conseguia fazer era observar de boca aberta, sem qualquer reação. Mas quando ela voltou a se acomodar sobre mim, mais uma vez me posicionando na porra do lugar certo, eu me obriguei a fazer algo.

— Bella, espera — pedi, minha voz saindo tão rouca que era quase um rosnado. Tive que segurar seu quadril no lugar e me forçar a soar coerente, mas tive pouca capacidade de fazer isso quando encontrei seus olhos castanhos carregados de prazer. — Nós não precisamos fazer isso hoje. Já disse que posso esperar.

— Mas eu quero — ela murmurou com a voz arfante.

— Agora? — perguntei, ainda sem conseguir me recuperar da surpresa.

E tudo que Bella fez foi assentir.

Respirando fundo, fazendo o possível para não acabar gozando ali mesmo quando vi tanta certeza no seu rosto, puxei-a para mais um beijo, finalmente libertando seus quadris. Mas substituí sua mão pela minha ao redor do meu membro, rodeando sua cintura com a outra mão, enquanto seus braços voltavam para meus ombros, cabendo a ela a função de nos manter abraçados, do jeito que eu queria.

Ainda sem interromper o beijo, me posicionei melhor na sua entrada, ficando parado assim por um tempo, apenas massageando seu clitóris com os dedos até que a senti estremecendo novamente, seu quadril começando a rebolar contra a minha mão em busca de mais contato. Precisava me obrigar a ir devagar. Usando minha mão para me guiar para dentro dela, fiquei apenas brincando com a cabeça na sua entrada, só então empurrando seu quadril para baixo, até que ela estava no lugar certo, e comecei a forçar a entrada, sentindo seu sexo virgem me recebendo aos poucos.

Antes que eu conseguisse ir muito longe, no entanto, senti o corpo pequeno se contraindo contra o meu e Bella interrompeu o beijo, afundando o rosto no meu ombro.

— Está doendo? — perguntei com a voz embargada pelo prazer.

— Um pouco — ela resmungou, mas não tirou a cabeça do lugar, fazendo sua voz soar abafada.

— Olha para mim — pedi, tentando puxá-la para trás e Bella finalmente ergueu o rosto, mas eu não vi nada ali que indicasse que aquela dor estava incomodando tanto assim. Uma segunda olhada, no entanto, me fez perceber que seus olhos estavam marejados. — Quer que eu continue?

— Quero — ela confirmou, firmando sua resposta ao assentir com a cabeça. Mas quando Bella tentou me abraçar novamente, eu a impedi, fazendo com que ela ficasse com o rosto na altura do meu.

Tirei a mão que estava ao redor da sua cintura e a levei para sua nuca, afastando um pouco seus cabelos para o lado, e então ficamos assim, frente a frente, olhos nos olhos. Mas ao voltar a forçar a entrada em seu sexo, suas íris castanhas desapareceram por trás dos seus cílios quando ela fechou os olhos com força.

— Bella, nós não precisamos fazer isso hoje.

— Mas eu quero — ela retrucou, se esforçando para abrir os olhos e mesmo com a dor estampada ali, ainda vi aquela droga de determinação que me impedia de voltar atrás. — Eu sabia que ia doer, Carlisle. É normal. Mas eu aguento. Continua, por favor.

Com aquele "por favor" saindo num sussurro daquela boca doce, tudo que eu fiz foi atender ao seu pedido. Ou ao menos tentar. Porque eu ainda não tinha conseguido colocar nem a cabeça do meu membro por inteiro dentro dela e Bella já estava sentindo toda essa dor. E quando finalmente consegui colocar aquela parte de mim dentro dela, o gemido sofrido de dor que escapou da mesma boca que acabara de me pedir para continuar, imediatamente me fez recuar e eu saí por completo.

No mesmo instante uma pequena lágrima escorreu pelo seu rosto, quase me fazendo entrar em desespero por ter causado dor a girei nossos corpos, deitando-a no sofá e cobri seu corpo com o meu, beijando sua testa enquanto esperava ela se acomodar melhor.

— Desculpe, pequena, mas nós não vamos fazer isso hoje — sussurrei, mas num tom firme, não lhe dando qualquer abertura para que ela tentasse me fazer mudar de ideia, já tirando a camisinha e a deixando cair em qualquer lugar.

— Desculpa, Carlisle — ela murmurou, ainda de olhos fechados, seu rosto tão vermelho e suado que poderia ser a perfeita imagem da mulher satisfeita pelo sexo, se não fosse seu cenho franzido de dor. — Eu queria. De verdade. Mas eu pensava que fosse mais fácil.

— Não me peça desculpas, minha Bella. Você não me deve nada. Falei antes que não tenho pressa com essa parte e não menti. Podemos tentar outra vez, quando você quiser, mas vamos aos poucos, está bem? Se incomodar, nós paramos e então tentamos outro dia. Temos muito tempo para isso.

Seus olhos abriram lentamente e ela me encarou com um pouco de receio no olhar. Receio esse que não fazia o mínimo sentido para mim. Não até que ela o explicasse.

— Você não se importa mesmo?

— Claro que não. Por que me importaria?

— É que eu... Bem, eu sou sua amante, certo? E amantes devem atender aos desejos do homem. Com sexo. E eu não te dou isso.

Não sei quantos segundos fiquei encarando Bella sem conseguir esboçar qualquer reação diante de suas palavras.

— De onde você tirou isso?

— Eu só sei — ela murmurou, conseguindo dar de ombros mesmo estando deitada embaixo de mim.

— Isabella, preste bem atenção no que eu vou falar — pedi, falando apenas depois de respirar fundo. — Você é minha amante, sim, mas isso não quer dizer que eu te procurei para isso. É claro que eu adoro esses nossos momentos e eu te desejo de uma forma tão absurda que me deixa louco, mas se eu quisesse apenas transar com você, teria ido até o final hoje, porque eu sei que você conseguiria suportar a dor e que ela logo passaria. Mas eu não consegui ir até o final, porque eu não posso te causar nenhuma dor, pequena. Eu não estou com você por causa do sexo, mas porque você é única. Eu adoro o modo como você fica vermelha quando eu falo algo sujo, ou como você me faz rir com esse seu jeito inocente. Não quero que você se sinta obrigada a fazer algo sem estar preparada de verdade. E eu não quero que você mude. Em nada. Fui claro?

— Uhum — ela murmurou apenas, um pequeno sorriso ameaçando surgir nos seus lábios.

— Ah, e eu adoro esse seu "uhum" também. Te deixar sem palavras é viciante.

Um sorriso espontâneo apareceu e Bella logo ria, me fazendo rir também, enquanto beijava e mordia seu pescoço e maxilar numa brincadeira, ao mesmo tempo em que tentava fazer cócegas na sua barriga. Mas a brincadeira morreu de forma quase instantânea quando meu membro roçou no seu sexo no meio daqueles movimentos bagunçados.

E quando ouvi Bella arfando, seguido de um movimento involuntário do seu quadril buscando pelo meu, tudo que consegui fazer foi voltar a cobrir seus lábios num beijo que nada mais tinha de terno, o desejo batendo tão forte em nós dois que em segundos estávamos gemendo de novo.

Tomando cuidado para não acabar indo para o lugar errado, me posicionei mais uma vez entre as suas pernas, sentindo-a se movendo embaixo de mim à procura de uma posição melhor e envolvendo suas pernas ao redor do meu quadril, enquanto eu voltava a roçar nossos sexos, cada vez mais rápido.

Bella gemeu meu nome e apenas aquele som, dito quase por entre os dentes, foi o suficiente para fazer uma descarga percorrer meu corpo, quase me fazendo gozar. Mais uma vez a senti estremecendo com força, seus gemidos ganhando aquele tom único pré-gozo.

— Isso, pequena. Goza gostoso, vai — gemi no seu ouvindo, seus braços me apertando com força contra seu corpo e eu agora ia tão rápido que o sofá embaixo de nós começava a ranger.

Logo depois seu quadril arqueava contra o meu, suas costas saindo quase completamente do sofá, dominada pelo orgasmo. E só então, enquanto seu corpo ainda estremecia embaixo do meu, me deixei explodir também, meu gozo saindo em jatos direto para o seu ventre, e eu não parei de me mover até que não restava mais nada dentro de mim.

Me deixei tombar de leve sobre seu corpo, apenas tomando o cuidado para não sufocá-la com meu peso e fiquei ali mais um pouco até que nossas respirações começaram a normalizar e nossos corpos pararam de tremer.

— Viu como nós não precisamos fazer tudo para aproveitarmos? — perguntei com um sorriso, me afastando um pouco para encará-la. Bella sorriu lânguida, suas mãos, que ainda estavam ao redor dos meus ombros agora apenas acariciando minha nuca delicadamente.

Ficamos assim mais um tempo, nos encarando e trocando pequenos beijos, sem pretensão alguma de ir a qualquer lugar. Ao menos era como eu me sentia até Bella perguntar se eu precisava ir embora agora.

Sem sair de cima dela, estendi uma mão até a calça que estava no chão, completamente amarrotada a essa altura do campeonato e peguei o celular que estava no bolso.

— Não — respondi, depois de ver a hora. — Não vou mais voltar para o trabalho hoje.

— Tem certeza? — ela perguntou, seu cenho franzindo de leve.

— Tenho. Que horas sua mãe chega? — perguntei depois de devolver a calça e o celular para o chão.

— Entre seis ou seis e meia da noite.

Já passava das quatro e meia da tarde e não havia a mínima lógica voltar ao trabalho e ficar apenas uma hora lá. Além do mais, eu preferia muito mais ficar ali.

— Ótimo — murmurei, tombando para o lado, deixando meu corpo entre o seu e o encosto do sofá, e a trouxe para mim, aconchegando-a ao meu peito.

Acabei cochilando um pouco junto com Bella, ali mesmo no sofá, nós dois nus, apenas acordando cerca de uma hora depois.

— Agora eu preciso ir, pequena — murmurei, acordando-a com novos beijos.

Sem pressa alguma levantamos e Bella me apontou o banheiro quando falei que precisava tomar um banho antes de ir para casa, enquanto ela ia dar um jeito nas minhas roupas que tinham ficado completamente amarrotadas. Não havia a mínima chance de eu chegar em casa naquele estado sem levantar suspeitas. Ainda mais com cheiro de sexo. Seria igual a chegar com um cartaz escrito "eu tenho uma amante" para Esme.

Quando saí do banho enrolado na toalha que Bella tinha me entregado, encontrei-a em seu quarto, já vestida com a camisola novamente e minhas roupas dobradas sobre seu colchão. Enquanto me vestia, conversamos sobre bobagens, até que ela falou que tinha decidido ir para a casa de praia com meus filhos e os amigos da escola.

— Só não vá ficar com nenhum moleque por lá, ouviu bem? — alertei em tom de brincadeira, fazendo-a rir, embora no fundo falasse sério.

Nos despedimos à porta da entrada com longos beijos que teimavam em chegar ao fim, porque nenhum dos dois queria que acabasse. E quando eu fui embora, no segundo seguinte já pensava em voltar, como sempre acontecia quando a deixava.