Borgin & Burkes
Caros Viajantes,
Há uns dias atrás, minha curiosidade me levou ao pequeno vilarejo de Little Hangleton, onde a família de Tom Riddle morou por alguns anos. Curiosamente, entre as ruínas da antiga mansão dos Riddle, tive a felicidade de encontrar o que talvez seja outro dos objetos que procuram: um anel.
Certamente conheço sobre magia negra avançada, e procurei em vários locais por algo que me pudesse ser útil para sua destruição, a fim de ajudá – los na derrota de Voldemort, mas não encontrei. Se caso os senhores não tiverem encontrado algo para a destruição daqueles que vocês já têm, aconselho algum objeto forjado por duendes, ou algo tão venenoso que impeça os objetos de se regenerarem.
Mando juntamente com esta mensagem o anel que encontrei, a fim de que o destruam.
Um Feliz Natal para todos e os espero em Hogwarts para o começo do trimestre.
Albus Dumbledore
A carta de Dumbledore chegara cedo na manhã após o natal, e Harry a leu em voz alta para todos que se amontoaram próximos ao caldeirão em que Lily fazia a poção para ouvir. Por mais que todos estivessem empolgados com a chegada da nova horcrux (a qual James e Harry destruíram assim que chegou, para evitar confusão), o silêncio foi inevitável quando Sirius e Marlene entraram.
- Bom – dia. – Marlene disse, embora Harry achasse desnecessário o cumprimento. Tanto ela quanto Sirius tinham claros sinais de não terem dormido à noite, e os garotos não podiam culpá – los.
- Lene, vem aqui, amiga. – disseram Lily e Alice, e Marlene foi até as amigas, se aconchegando perto delas.
- Achei que vocês tivessem entendido, cara. – James falou num tom preocupado quando Sirius se escorou na parede.
- Eu entendi, James. – Marlene sussurrou – Mas fiquei triste pela minha mãe. Meu pai é um cara legal, e ela me disse que gostava dele. Mas se os Black tivessem deixado Oreon escolher...
- Você e Sirius seriam irmãos? – perguntou Frank, abismado.
- Provavelmente. – Sirius resmungou, e depois suspirou – É uma história bacana e coisa e tal, mas depois de ouvir meu pai contar tudo isso, me deu a impressão de que ele meio que se via em mim...
- E queria que você vivesse por ele? – Hermione sugeriu, usando uma colher para encher alguns frascos de poção.
- É. Mas, eu não sei se eu quero.
- Esqueçam isso. – Ginny disse, se juntando a Lily e Alice para afagar Marlene. – São histórias antigas. Seu pai só se sente culpado, Sirius, por ter passado tanto tempo sem olhar pra você, e agora quer se redimir contando um pouco da história dele.
- E a minha mãe, Gin? – Marlene se libertou do abraço das garotas e engatinhou na direção de Sirius.
- Se coloque no lugar dela, Lene. – disse Hermione – Ficou nostálgica, só isso. Vai ver, nenhum deles vai tocar mais nesse assunto. Ainda querem ir? A poção está pronta...
- Só um segundo, ok? – Sirius se levantou e puxou Marlene consigo. Os dois seguiram para fora, e deram de cara com Dorcas.
- Oi! Acho que perdi algumas coisinhas, não?
- Onde você tava?
- Remus está meio ruinzinho...
Na porta do banheiro defronte se escutou um barulho alto de alguém vomitando, e Dorcas deu uma risadinha.
- Eu sabia que a empolgação de ontem à noite era fajuta! Foi você, Sirius?
- James ajudou. – Sirius riu.
- Bom, eu agradeço. Foi tão divertido! Mas acho que Remus não curtiu muito...
- Depois eu me acerto com ele.
- Beleza. Vou lá pra dentro me atualizar.
Se despediram de Dorcas e Sirius levou Marlene para um quarto próximo, sentando a garota na cama.
- Marlene. – Sirius se aproximou dela, dando um beijo em sua boca. – Eu amo você. Não me interessa se meu pai amava a sua mãe, não me interessa se seu pai odeia o meu, nem nada disso. Eu amava você antes de saber de tudo isso, e ainda amo agora que já sei.
- O que vai acontecer, Sirius? – Marlene suspirou, recostando a cabeça no peito dele.
- Com a gente? Nada. Já te disse, não me interessa essa história. Por mim, seguimos em frente juntos e vamos encontrar essa horcrux ou seja lá o nome que tem. Concorda?
Marlene encarou o rosto do namorado, numa rara expressão séria, e depois o beijou.
- Vou tentar. Vai morar com o seu pai?
- Vou, ou Regulus vai me atormentar pra sempre por não ter tentado me aproximar dele agora que mamãe está fora.
- Ela vai matar vocês.
- Talvez tente, mas ela já está tão louca que depois de um tempo não vai nem notar a falta de meu pai. Falando nele, hora de uma poção.
Marlene se levantou junto de Sirius, e os dois entraram decididos na sala, fazendo os murmúrios sobre eles pararem.
- Depois tiramos uma soneca. Lily, me dá a poção.
Surpresos com a reviravolta, Lily estendeu dois frascos de poção para Sirius e Marlene, que viraram o conteúdo na boca. Enquanto envelhecia, Sirius olhou em volta.
- Onde está Regulus?
- Com Amelie, no jardim. – Emmeline sorriu – São tão bonitinhos juntos que não tive coragem de interromper a conversa.
Sirius revirou os olhos, fazendo James, Peter e Frank gargalharem alto.
- O que foi?
- Cara, você fez igual ao seu pai ontem à noite. – riu James – Está perfeito o disfarce.
Ao lado dele, Marlene prendia os cabelos num coque apertado, para parecer mais com Walburga.
- Acha que engano assim? – perguntou ela depois. Sirius analisou a garota.
- Engana sim. Só mude a expressão. Minha mãe tem cara de bosta.
Rindo, os dois deram as mãos e se despediram dos outros.
- Se encontrarem algo com o brasão de uma casa de Hogwarts, tragam. – Harry avisou, antes que os dois aparatassem, direto para a Travessa do Tranco.
Quando o lugar apareceu diante deles e a horrível sensação de sufocamento desapareceu, Marlene olhou para Sirius e os dois começaram a andar pelo lugar, se surpreendendo com a quantidade de pessoas mal encaradas que os cumprimentavam com reverências.
- Estamos perdidos? – ela perguntou após alguns minutos, mas Sirius negou com a cabeça e apontou para a vitrine sinistra da Borgin & Burkes.
Os dois abriram a porta e entraram na loja sorrateiramente. Marlene começou a olhar as estantes, enquanto Sirius ia na direção do balcão quando um homem chegou, surpreendendo aos dois.
- Olá, Senhor Black. – sussurrou o homem. – O que procura?
Sirius olhou o homem de cima a baixo, e procurou lembrar – se de como soava o pai. Com a voz fria, tentou soar o mais indiferente possível.
- Estou à procura de uma relíquia para um parente, e imaginei que pudesse ter aqui...
- Uma relíquia? Que tipo de relíquia?
- É um amigo colecionador. Ele é de certa forma fascinado por Hogwarts... E estaria se perguntando se você não teria o que ele precisa...
O velho arregalou os olhos de cobiça.
- Acho que sei o que quer... Bom, se seu amigo não se interessa pela procedência, tenho uma taça valiosa aqui. Encontrei – a esses dias, escondida no porão, olha só!
- Traga a taça. – Marlene ordenou na voz seca de Walburga. Ansioso, o homem correu para dentro, e Sirius respirou aliviado.
- Será que é a taça?
- Não sei, mas ele vai cobrar uma fortuna.
- Não tem problema. A Sra. Potter disse para tirar dinheiro do cofre dela.
- Sério?
- Aham. Ela disse que se ajudar a derrotar Voldemort, ela ajuda.
- Você disse...
- Dane – se o nome. Ai, lá vem ele...
Borgin apareceu atrás do balcão novamente, dessa vez carregando uma bela taça com um emblema gravado.
- Olhe aqui, Senhor. É o emblema de Hufflepuff! Verdadeiro, claro, não vendo nada falso aqui.
Sirius pegou a taça e a analisou por um segundo. Depois, pegou um pedaço de pergaminho e anotou um número.
- Mande retirar a quantia deste cofre, Borgin. Nada de abusos, ou meu amigo ficará um pouco... Aborrecido.
O velho fez uma reverência um pouco exagerada e recolheu o pergaminho.
- Ah, claro, claro... Bom dia para os senhores...
Tensos, Sirius e Marlene guardaram a taça e saíram do lugar. Quando se juntaram para aparatar, Sirius beijou as costas da mão de Marlene.
- Ótimo time, nós dois.
Marlene sorriu.
- Acho que alguém enfeitiçou você, Sirius.
O maroto limitou – se a rir, e os dois aparataram.
- E aí, onde está? – perguntou Ron assim que viu os dois chegarem. Os amigos estavam todos reunidos na sala (Sirius teve vontade de rir quando viu que Regulus e Amelie estavam num canto, abraçados), e quando ele estendeu a taça , a animação foi geral.
- Você conseguiu! – exclamava Hermione, feliz. – Vocês conseguiram!
Neville e Frank chegaram correndo com um dente, e Luna interviu antes que eles pudessem atacar o objeto:
- Neville, afaste os zonzóbulos da cabeça antes de matar a horcrux...
Ignorando o comentário, os dois Longbotton fincaram o dente na taça, e outro grito foi ouvido, seguido de um flash de luz forte. Quando puderam enxergar, a taça havia se partido no meio. Harry deixou – se cair numa poltrona, aliviado.
- Agora só faltam duas. Graças a Dumbledore... e a vocês. Obrigado.
- Ah, estamos fazendo isso por nós também, não é? – falou Lily, sorrindo. – Podemos estar salvando as nossas vidas!
- É, vai saber o que esse louco poderia fazer com a gente. – James abraçou Lily, e Harry por um segundo quis esquecer a responsabilidade e abraçar os dois, mas se controlou.
- É. Vocês podem estar se salvando com isso, James. Com certeza.
N/a: Aqui! Outro capítulo! Bom, eu atrasei um pouco (tá, muito) em responder as reviews, mas aqui estão as respostas:
lissa potter: obrigada por ter comentado, e espero que tenha gostado dos capítulos novos :)
Fernanda: Bom, foram várias reviews (obrigada!) então... Quando ao James ser apanhador, eu também achava que era (tanto que em outras fanfics minhas ele era retratado como apanhador) mas depois de uma pesquisa bem básica em entrevistas da J.K tive a total surpresa de ver que ela negou isso, e disse que ele era artilheiro (embora jogasse muito bem em todas as posições) e então eu coloquei assim na fic... Eu também odeio nomes traduzidos (bom, isso é meio óbvio já que eu não traduzo na fanfic, mas enfim). Quem sabe um dia eu consiga escrever algo tão bom quanto a Jk, naõ é? hahahaha, obrigada mesmo pelo elogio ;D O cap 18 foi curto mesmo, mas é porque ele era meio que a ''continuação'' do 17, e eu queria dedicar um capítulo inteiro só para a festa de natal. Aqui estão mais capítulos!
Asuen Alexa: Pronto, mais um cap! Obrigada!
Heloisa: Obrigada! Atualizadíssima, espero que tenha gostado dos caps novos :)
Nina Rickman: Bom, acho que a maioria dos agradecimentos eu mandei por IP, mas vou dizer que é bem provável que o Sev apareça mais para frente, no fim, porque ele tem seus amigos especiais da sonserina, certo? hahaha. Obrigada!
Layla black: Eu me esforço para fazer sentido (também não curto aquelas viagens que não fazem sentido algum, então sai pesquisando). E cá está o próximo capítulo, espero que goste! Beijo!
E um muito obrigada a todos que leram mesmo sem comentar... Mal acredito que a fic passou de 100 reviews *-* Muito obrigada mesmo :D Em breve, novos caps.
xoxo
N.
