"Explicar o que é responsabilidade para publicitários é como tentar convencer uma pessoa de oito anos que relações sexuais são bem mais gostosas que um sorvete de chocolate."
- Howard Luck Gossage (1917-1969)
Capítulo Quatro: S é de Sorvete
Edward Cullen gosta de sorvete. Não, esquece isso. Edward Cullen ama sorvete, sempre amou, e sempre amaria. Mas também, quando criança, quem é que não amava sorvete? Você desejava isso toda vez que sua mãe apenas mencionava "hora do lanche". Você iria tentar roubar uma tigela sempre que pudesse.
Essa foi uma coisa que Bella e Edward fizeram muito quando crianças. Sempre que conseguiam escapar para a cozinha, eles pegavam o pote de sorvete da geladeira e o escapuliam para o quarto de Edward e simplesmente começavam a lambança, tacando qualquer louca cobertura que eles conseguiam inventar. Minhocas de goma. Negresco. Até mesmo batata frita! (Por mais estranho que pareça, ambos realmente gostaram desse treco de batata com sorvete!) E apesar de todas as vezes que eram pegos e levavam uma bronca de suas mães por estragarem seus jantares, recebendo "uma lição por comerem tanta porcaria antes de dormir" quando acordavam com dores de barriga na manhã seguinte, eles ainda assim continuavam a fazer isso. Mesmo agora, como adultos, tinha vezes em que Edward pegava o sorvete no freezer e seguia para o quarto de Bella para comê-lo na cama com ela, ou vice versa.
Chocolate era, de longe, seu sabor favorito. Morango era um segundo lugar que chegava quase perto, mas a riqueza do sorvete de chocolate era uma coisa de outro mundo e, além disso, havia diversas variações dentro do espectro do chocolate. O preferido de Edward era o de chocolate amargo Suíço. Tinha um gosto encorpado, rico. A primeira vez que ele provou o delicioso sorvete foi em uma festa de aniversário.
Tinha sido a festa de onze anos de Eric Yorkie, e toda a sétima série estava amontoada na cozinha de sua casa, já que sua mãe havia arrumado uma mesa com petiscos, onde bem na extremidade dela, Edward e Bella avistaram o sorvete. Edward ainda se lembrava do sorriso que se abriu no rosto de Bella quando ela olhou para ele e seguiu o caminho até a sobremesa, Edward indo logo atrás dela.
Foi nessa festa que Edward e Bella deram seu primeiro e único beijo, durante um jogo de verdade ou conseqüência. Apesar de não lembrar o que Bella vestia, ou se ele foi totalmente péssimo no beijo ou não, Edward conseguia lembrar que a boca de Bella tinha gosto de sorvete de chocolate amargo Suíço. Nem de longe, nenhum outro beijo que ele já experimentara na vida havia sido tão doce quanto o seu primeiro.
oOo
Edward tinha ficado estarrecido pela letra que tirou, S. Sua mente ficou em um grande vazio ao ler a letra no pedaço de papel. Ele havia mentido para Bella quando ela perguntara na tarde de segunda-feira se ele já tinha uma idéia do que eles fariam no Domingo.
"Não se preocupe, Bells. Eu tenho uma carta na manga," ele lhe dissera confiante, apesar de internamente vasculhar seu cérebro por alguma idéia, qualquer maldita idéia.
Bella apenas sorrira para ele ao sair pela porta e ir trabalhar. Ele havia se sentado à mesa da cozinha e tentado pensar em algo.
Seu cérebro estava em branco - o que era estranho, afinal sendo uma pessoa que trabalhava com publicidade, era seu dever ter idéias rápidas.
No trajeto para o escritório, Edward tentou pensar em alguma coisa, qualquer coisa, mas nada vinha, nem mesmo uma pequena impressão de idéia. Ele quase furou um sinal vermelho porque sua mente estava em outro lugar.
O dia todo no trabalho na segunda-feira, ele havia tentado pensar em alguma coisa. Ele tentou procurar por algo na internet do computador da empresa, mas o firewall não permitia o acesso. Maldito firewall empata foda!, Edward pensou ao dar um tapa na tela, ganhando um olhar esquisito de sua secretária, que havia entrado em seu escritório.
A terça-feira não foi nem um pouco mais produtiva, tampouco a quarta. Era frustrante ficar lá sentado, com a mente vazia de idéias sobre o que fazer - mas sentar em uma reunião e pensar em uma nova campanha para um novo cereal cheio de açúcar, foi fácil para ele.
Foi só na quinta de noite, quando ele foi fazer compras de mercado com Bella, que a idéia lhe surgiu, graças à ela. Eles estavam pagando as compras quando Bella o empurrou para fora da fila e lhe disse para dar no pé.
"Edward, esquecemos do sorvete!" Ela berrou, simultaneamente pedindo por favor à caixa, para que esperasse por um instante.
"Deixa comigo!" Ele respondeu, correndo pelo supermercado, e quando ele abriu a porta do congelador e tirou os dois últimos potes de sorvete de chocolate, a idéia o acertou em cheio.
S de sorvete.
Ele sorriu durante todo o percurso corrido de volta até ao caixa e Bella o olhou perplexa.
"Por que o sorriso?" Ela perguntou, curiosamente, enquanto colocava as compras dentro da mala do carro de Edward.
"Nada. Só estou empolgado para o fim de semana. Me pergunto se você vai conseguir descobrir o que eu planejei."
"Provavelmente não. Você é mais criativo do que eu."
"Verdade. Isso é muito, muito verdade. Eu gosto que você tem consciência de que eu sou mais inteligente, Bella," ele provocou ao entrarem no carro.
"Ah, um comediante," Bella sarcasticamente respondeu de volta.
"Você me a-m-a, Bella," ele brincou, soletrando a palavra 'ama' enquanto seu carro praticamente deslizava sobre o asfalto.
"É, se diz Ó-D-I-O!"
"Quem é o comediante agora?" Edward rebateu.
Bella rolou os olhos, sorrindo ao desviar o olhar para longe de Edward. Ele voltou seu próprio olhar para ela e depois deu uma rápida olhadela em direção à traseira do carro. Ele mal podia esperar por sábado.
Quando sexta-feira chegou, Bella havia saído antes de Edward, deixando um prato de ovos mexidos e bacon para ele. Edward ficou grato pelo gesto, praticamente aspirando a refeição antes de seguir para o trabalho.
Por sorte, ele não tinha muita coisa para fazer, então ele passou grande parte do dia planejando seu sábado. Ele pensou em diferentes maneiras de usar o sorvete, antes de decidir o que seria, sorrindo presunçoso para si mesmo com as imagens das possíveis reações de Bella que percorriam sua mente.
Quando ele chegou em casa, mais tarde naquela noite, Bella estava cozinhando o jantar, de calça de moletom, e o cheiro de carne vermelha grelhada invadiu os sentidos de Edward.
"Isso está com um cheiro delicioso," ele disse, dando uma grande fungada no ar.
"E aí! Como foi seu dia?" ela disse enquanto descascava algumas batatas. "Longo! E o seu?" Ele sentou à mesa, desafrouxando a gravata e relaxando no estofado macio.
"Idem." Edward levantou-se da cadeira e ajudou Bella a preparar o resto do jantar.
"A carne está cheirando muito bem."
"Obrigada. Eu usei aqueles temperos que sua mãe sugeriu."
"Ah, então mal posso esperar para comer."
"Falando em comer, qual letra você tirou?" Bella perguntou, mantendo a atenção nas batatas que descascava. Edward riu.
"Ah, como o jogo virou!" Ele a provocou.
Bella engoliu o ar por entre os dentes enquanto olhava furiosamente para Edward. "Só me diz a letra?"
"Se você admitir que está tão animada para isso quanto eu?"
"Estou, agora me diz a porcaria da letra!"
"S."
"S? Você tirou a letra S? Que bom que eu não peguei essa!"
"Obrigada," Edward respondeu e Bella riu. "Tudo o que eu preciso de você é que você esteja no meu quarto amanhã às seis, pelada e usando isso." Ele abriu sua maleta e retirou um saco contendo uma venda preta e a entregou para Bella. Ela arregalou os olhos para o pedaço de pano negro.
"Eu não faço idéia de como uma venda tem a ver com a letra S."
"Isso quem sabe sou eu. Então, quanto tempo ainda falta para o jantar? Estou morrendo de fome." Bella engoliu audivelmente. Ela já estava nervosa para amanhã.
"Mais quinze minutos."
oOo
Edward ficou fora durante o dia todo no sábado, em seu escritório, terminando algum trabalho que ele havia deixado inacabado na sexta-feira. Sua mente, no entanto, estava completamente focada no que estaria esperando por ele em casa. Ele deixou o escritório às cinco, chegando em casa exatamente às seis.
Assim que entrou pela porta, ele chamou o nome de Bella, se perguntando onde ela estaria, e foi recebido por exatamente aquilo que ele queria ouvir.
"No seu quarto," ela gritou. Edward sorriu para si mesmo ao caminhar até a cozinha e pegar tudo o que ele precisava: um pote de sorvete de chocolate, um copo de água gelada e uma colher. Ele andou até seu quarto, abrindo a porta lentamente, revelando uma paisagem digna de se apreciar.
"Hmm, isso sim é uma bela miragem," Edward gemeu, ao entrar em seu quarto, encontrando Bella simplesmente do jeito que ele havia pedido: nua em sua cama, o rosto encarando o teto, os olhos cobertos pela venda preta. Ele teve que reprimir o instinto natural de apenas pular em cima dela e ir direto ao assunto. Ele andou vagarosamente em direção à cama, colocando o sorvete, e tudo mais que ele precisaria, em cima da mesinha de cabeceira. Quando ela o ouviu se aproximando, tentou mover a cabeça na direção de onde ela ouvia a respiração dele vindo.
"Por que eu estou vendada, Edward?" ela perguntou, sua voz vacilando. Ela estava nervosa. Edward sorriu com divertimento. Ele sabia que ela não estava com medo do que ele havia planejado, ela estava apenas temerosa por não estar no controle. Bella sempre foi de querer saber de tudo, de resolver tudo aquilo que ela não sabia.
"Porque isso vai aguçar seus outros sentidos, dois dos quais eu quero muito que você realmente sinta," ele sussurrou em sua orelha, causando um tremor nela.
"Então, agora você vai me dizer o que S significa?" ela perguntou impacientemente, dando batidinhas com a mão na colcha. Edward riu enquanto tirava sua camisa e calça, ficando apenas de cueca boxer. Ele queria manter a sua vantagem na situação, mesmo que isso significasse apenas ter uma peça de roupa a mais do que ela.
"Shh, só relaxe, e confie em mim." Foi tudo o que ele disse. A cabeça de Bella virou quando ela ouviu alguma coisa se abrindo ao lado dela.
"O que é isso?" ela perguntou, sua voz falhando.
"Eu disse para você ficar em silêncio," ele a repreendeu de leve, mordiscando o lóbulo de sua orelha.
"Você tem uma tara pela minha orelha, Cullen?"
"Já chega, Swan. Eu me comportei para você e agi como o seu perfeito vampirinho. Tenha a mesma cortesia comigo!" Bella grunhiu e calou a boca, Edward lhe agradeceu beijando sua bochecha. Ela corou, e Edward deixou que um dedo seu deslizasse sobre a bochecha dela. Não importava por quanto tempo eles se conheciam, não importava o quão rude ela podia ser certas vezes, Bella Swan jamais deixava de corar, e Edward amava isso.
Edward beijou o pescoço de Bella de cima a baixo, sugando e mordiscando gentilmente enquanto seguia o caminho. Ele mordia e chupava mais forte sempre que ela gemia uma lamúria.
Seus lábios viajaram por toda a extensão da clavícula dela, seus dentes roçando levemente sobre os ossos protuberantes, muito para o deleite de Bella. Ela se contorcia embaixo dele, gemendo e respirando pesadamente. Cara, eu sou bom, Edward pensou; ele ainda nem sequer tinha feito alguma coisa de espetacular.
Ele parou suas ações, se afastou de Bella, e apenas observou a sua melhor amiga. O corpo dela era incrível. Ela tinha seios perfeitos, nem pequenos demais nem muito grandes, e eram perfeitamente arredondados. Ela tinha uma cinturinha que encaixava perfeitamente nas mãos dele e sua pele era incrivelmente suave e macia. Olhando para ela, ele conseguia ver o suor que começava a brotar de seus poros, e todas as cicatrizes de tombos quando ela era mais nova. Ele riu de leve para si mesmo, lembrando do tombo feio que ela levou ao cair de bicicleta quando eles tinham sete anos, o qual era o motivo da cicatriz em sua canela direita. Ele se inclinou para baixo e beijou o local, pegando o pote de sorvete na mesa em seguida.
"Você já conseguiu descobrir o significado disso?" Ele perguntou, mergulhando uma colher dentro do pote e segurando o doce de chocolate sobre a clavícula dela. Ela sacudiu a cabeça em negação, e Edward sorriu largamente.
"Bem, estou trapaceando um pouquinho aqui, porque eu tenho dois diferentes significados para as atividades de hoje. Significa seqüestro, que quer dizer que eu estou seqüestrando sua habilidade de visão. E também significa," Edward começou, sua voz tomando um tom brincalhão ao derramar a colher de sorvete no vão entre o pescoço e a clavícula dela. Ela estremeceu imediatamente, arfando quando a substância fria escorregou para sua nuca, descendo para suas costas.
"Sorvete." ele sussurrou audivelmente no pescoço dela ao começar a lamber o doce. Ele gemeu, sugando forte toda vez que alcançava o fim do chocolate e o início da pele de Bella.
Bella gemia, fechando sua mão nos cabelos de Edward enquanto ele lambia seu pescoço. Edward se afastou e pegou mais sorvete, derramando-o no abdome de Bella, e fazendo com que ela dissesse em um resfôlego o quão frio aquilo estava contra a sua pele quente. Ela arqueou as costas, ganindo quando Edward começou a lamber pequenas provas do sorvete, ele gemendo em apreciação ao sabor doce.
Edward gargalhou quando Bella estremeceu; seus lábios estavam viajando na direção sul, e ele podia sentir a antecipação correndo por ela. Edward pegou a colher que tinha usado e a lambeu, limpando-a totalmente e a chupando alto, bem próximo do ouvido de Bella. Novamente, sua respiração oscilou. Edward podia simplesmente imaginar a expressão no rosto dela, se acaso ela não estivesse vendada.
Ele arrastou a prata aquecida ao longo do corpo dela, arrastando a superfície lisa, outra vez, de um lado a outro de seu peito, antes de afastar a colher e mergulhá-la no copo de água gelada. Ele sorriu para si mesmo antes de mover o frio talher sobre os mamilos dela, e novamente Bella reagiu com tremores. Antes que ela pudesse realmente experimentar a sensação do metal frio, Edward tomou um de seus mamilos dentro de sua boca, permitindo que ela sentisse o contraste entre quente e frio. O peito de Bella começou a subir e descer mais rapidamente, à medida em que sua respiração acelerava. Ela levou as mãos para a cabeça de Edward, lutando para sentir o caminho até a nuca dele. Quando encontrou a faixa de cabelo macio, ela cravou os dedos por entre as mechas, prendendo-o no lugar enquanto ele brincava com o mamilo endurecido, antes de repetir o mesmo procedimento no outro mamilo.
"Edward," ela ofegou e Edward respondeu com um 'tsc'.
"Shh, Bella. Apenas sinta."
Bella paralisou o corpo, mas sua respiração estava irregular, e Edward gostou demais daquilo. Ele fez um pequeno som de apreciação ao submergir novamente a colher no sorvete que agora começava a dissolver. Ele levantou o talher sobre a boca de Bella, passando em seus lábios o líquido que pingava da parte de baixo da colher. Sua língua trabalhou rapidamente para coletar o doce. Edward mergulhou o talher dentro da boca de Bella, e ela a lambeu totalmente, fazendo com que Edward gemesse ao sentir a boca de Bella se apertando ao redor do metal. Lentamente, ele afastou a colher.
"Bom?" ele perguntou, mexendo na extremidade da venda de Bella. Ela inclinou a cabeça na direção da mão dele, tentando fazer com que ele a retirasse.
"Me responda, Bella."
"Sim," ela respondeu, sem fôlego. Edward conseguia sentir o cheiro do chocolate na respiração dela, e então sorriu, movendo-se para longe, vagarosamente.
"O que está sentindo agora?" ele perguntou, levantando-se e ficando longe de Bella, no pé de sua cama.
"Você está longe demais," ela respondeu, estendendo os braços para onde ele estivera antes. "Volte aqui."
Edward sorriu. Era divertido assistir ao rosto de Bella reagindo à respiração dele, tentando decifrar onde ele estava.
"Fique parada, Bella. Não se mexa," ele comandou, voltando para ela, mas continuando fora da cama. Ele permaneceu de pé a seu lado. Mais uma vez, ele mergulhou o talher dentro do sorvete derretido, pegando uma grande colherada. Ele segurou a colher na base da clavícula dela e, gradualmente, deixou cair pequenas gotas do confeito gelado sobre seu peito, até seu umbigo, fazendo o percurso de volta novamente. O corpo de Bella estremecia com cada pingo. Os sentidos dela estavam todos em alerta, então Edward sabia que o sorvete na pele parecia mais frio do que o normal.
Ele sentou-se na cama, colocando um joelho de cada lado dos quadris de Bella, porém sem impor nenhum peso sobre ela, o que foi difícil. No instante em que seu membro entrou em contato com o sexo quente de Bella, ele quase rebolou o quadril de encontro a ela. Ela o queimava através de sua boxer. Ele mal podia esperar para encostar pele com pele.
Edward lambeu de cima a baixo o corpo de Bella, espalhando a língua inteiramente por cada canto da expansão de seu torso, ao mesmo tempo em que apalpava seus seios, fechando as mãos gentilmente ao redor deles.
"Seu gosto é maravilhoso, Isabella," ele gemeu no pescoço de Bella, passando a língua ali. Ela gemeu descaradamente.
Os dedos de Edward vagaram para baixo através das laterais de Bella, enquanto ele continuava a sugar seu pescoço - sem dúvidas deixando marcas tão escuras quanto da outra vez. Os dedos dele deslizaram sobre o seu umbigo e os beijos de Edward moveram-se para seus seios. Bella estava perdida em outro mundo. Ela jamais havia se sentido tão viva em momentos assim. Todas as suas terminações nervosas estavam despertas, e sempre que Edward tocava em um novo local, seu corpo se contorcia todo, praticamente pulando da cama.
"O que você quer, Bella?" Edward perguntou, sedutoramente, seu hálito quente bem acima dela, exatamente em cima de onde ela o queria. Ela se esforçou para respirar quando os dedos dele abriram seus lábios inferiores, enquanto ele lentamente, agonizantemente devagar, roçou o pequeno montinho de nervos tensos. Um grito de alívio percorreu o corpo de Bella. Seu corpo estava à espera daquele momento, e Edward, que a tinha torturado desde o início ao colocar a venda, continuou a fazer exatamente isso: torturá-la.
"É isso que você quer, bemzinho?" ele provocou, o dedo indicador massageando vagarosamente o clitóris enquanto ele assoprava ar quente ali. Ela tremia violentamente, tentando, com desespero, empurrar seu quadril com mais força contra o dedo dele.
"Sim," ela respondeu, sem fôlego pela antecipação. "Sim, é isso sim! Por favor, Edward, eu preciso de você."
Edward deixou que as palavras penetrassem pelos ouvidos de ambos, continuando seus lentos movimentos, e ouvindo a voz dela tremular e deixar escapar as pequenas lamúrias desesperadas que fugiam dos lábios os quais estavam sendo mordidos por ela como forma de tentar controlar os sons emitidos.
Edward a tirou de seu sofrimento ao lhe dar uma longa lambida, o líquido dela se espalhando por seu queixo. Ela tinha um sabor absolutamente delicioso.
"Esse é o meu tipo de sorvete preferido," ele brincou ao dar uma outra lenta e lânguida lambida. A respiração de Bella oscilava, e ela desesperadamente agarrou seus dedos nos cabelos dele novamente, dessa vez usando-os como sustentação para mover seus quadris contra a boca que a devorava.
Edward gemeu contra o corpo dela, deixando as vibrações de sua voz pairarem sobre ela, causando-lhe ainda mais prazer. Ele segurou o clitóris entre os dentes, bem gentilmente mordiscando aquele nervo, fazendo Bella gemer desavergonhadamente.
"Edward," ela chamou alto, sua voz rouca. "Preciso de você," ela implorou, os quadris subindo de encontro ao rosto dele com mais rapidez. Edward conseguia sentir o orgasmo iminente à beira de explodir, então ele lentamente deslizou dois dedos para dentro dela, se deliciando com a forma como ele a sentia macia e apertada ao redor de seus dedos. Bella gemia em lamúrios enquanto ele roçava e arqueava os dedos em côncavo ao longo da superfície mais áspera dentro dela, o prazer correndo por todo o corpo de Bella. Ela se segurou o mais firme possível nos cabelos de Edward ao chegar em seu clímax, e seu corpo tremeu violentamente sob o dele. Ele estava se sufocando no sexo dela, e ele amava isso.
Quando ela finalmente soltou seus cabelos, ele retirou os dedos de dentro dela e os chupou audivelmente para que ela pudesse ouvir.
"Hmm, eles deviam fabricar sorvete sabor Bella, para que eu pudesse tomar todo dia." Bella engoliu alto, tentando umedecer sua boca seca. Edward notou e levantou sua cabeça, para que ela pudesse tomar um pouco da água gelada que estava sobre a cabeceira. Ele lambeu todos os respingos que fugiram dos lábios dela.
Bella agarrou o braço dele, lentamente tateando seu peito, em direção ao sul, enquanto ele sentava-se ao lado dela. Edward sabia o que ela estava tentando fazer e a impediu.
"Deite-se, Bella," ele instruiu, a empurrando para a cama, retirando sua boxer ao mesmo tempo. Ele pegou a camisinha que tinha trazido para o quarto e a desenrolou em seu membro, suprimindo um gemido. Foi a primeira vez na noite que ele havia dado atenção a si mesmo e, caramba, ele estava duro como pedra. Foi quase doloroso tocá-lo.
"Sua escolha, Bella: com venda, ou sem venda?" ele perguntou, segurando a ponta do item de festa barato.
"Com!" ela respondeu confiante. Se ela tivesse tirado, ela teria visto a expressão de satisfação no rosto de Edward enquanto ele ia a seu encontro, rebolando lentamente contra ela. Ambos gemeram eroticamente. Com cuidado, ele afastou as pernas dela, envolvendo a esquerda em volta de sua cintura e colocando a direita em seu ombro.
Edward a penetrou devagar, deliciando-se com o calor e estreiteza que ele havia desejado a semana inteira.
"Bella," ele gemeu, em um misto de prazer e dor, e Bella respondeu ao chamado igualmente.
Ele a penetrava com movimentos lentos e meticulosos, tentando induzir Bella a gritar seu nome novamente. Quando ela pediu que ele fosse com "mais força", Edward pegou a perna que estava em seu ombro e, usando-a como ponto de equilíbrio, investiu o mais profundo que conseguia, o mais forte que ele podia ir sem machucá-la. Ele deslizava para fora devagar, inclinando-se para cima para roçar contra as paredes dela, e Bella habilmente se apertava ao redor dele. Ele gemeu ao sair quase totalmente de dentro dela, e então meteu mais forte do que antes, fazendo os quadris de Bella saírem do colchão.
"Edward," ela uivou, agarrando com força os antebraços dele, suas unhas curtas formando agressivas e vermelhas meias-luas.
Ele respondeu aumentando seu ritmo, fechando os lábios sobre a pele fina da parte de trás do joelho de Bella enquanto deslizava para dentro e para fora, devagar e forte, e depois rápido e forte. Os movimentos alternados estavam levando Bella à loucura. Sua cabeça disparava de um lado a outro ao experimentar em seu corpo prazeres que ela jamais havia sentido.
"Edward," ela disse quase sem voz, quando seu orgasmo a atingiu inteiramente e Edward continuou a estocar enquanto ela se comprimia em volta dele. Ela tremia violentamente, e ele a manteve na cama o melhor que podia com o peso de seu torso. Ainda segurando uma perna acima dele, Edward estocou em um ritmo alucinado ao sentir as fagulhas de um clímax se aproximando. Ele trincou os dentes enquanto o corpo de Bella sabiamente continuava a prendê-lo em um aperto sufocante. Bella investia de encontro a Edward, igualando seu ritmo ao dele, e então ele gozou, soltando palavras sem sentido contra o pescoço de Bella enquanto descia de sua onda orgástica.
Enquanto ele e Bella recuperavam o fôlego, ele se retirou de dentro dela, fazendo ambos gemerem com a perda da união de seus corpos. Ele deitou-se ao lado dela, descartando a camisinha na lixeira próxima à cama. Ele observou o peito de Bella subir e descer, tão desreguladamente quanto o dele.
"Posso tirar a venda agora?" Bella perguntou.
"Ah, caramba. Claro, Bella, pode tirar." Edward puxou a venda do rosto dela, vendo-a espremer os olhos enquanto eles se ajustavam à luz. Ela esfregou os olhos, abrindo-os com os dedos lentamente, deixando que pequenos feixes de luz entrassem.
"Isso foi intenso," ela comentou ao olhar para Edward. Ela espanou o cabelo que ficara colado na testa dele.
"É, o segredo está no isolamento e realce dos sentidos. Imagina só se eu tivesse bloqueado sua audição também?"
Bella deixou escapar um som de cansaço, bocejando e com os olhos quase se fechando.
"Cansada?" Edward provocou, erguendo as sobrancelhas duas vezes rapidamente.
"É, é. Pode se gabar. Você me deixou esgotada, oh deus do sexo!"
"Negação não é só uma operação matemática, Bells."
"Edward Cullen, às vezes as suas respostas sacanas são tão incrivelmente inteligentes."
"Eu sei que você acha o meu cérebro sexy, Bella. Não minta."
"Argh, cala a boca e apaga a luz. Boa noite, Edzinho."
"Argh, não me chama disso!"
"Você me chamou de Isabella!"
"Isso foi lá no calor do momento. Isabella é um nome sexy de se dizer."
"Boa noite, Edward," Bella disse em tom de zombaria, virando-se para o lado oposto. Ela entrou embaixo das cobertas e Edward se juntou a ela.
"Boa noite, Bella. Bons sonhos."
N/T: Então, o que acharam?
Receita de sobremesa perfeita não? Edward + sorvete de chocolate! :)
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