6. Loucura de Amor
Lea chegou em casa por volta das dez da noite, cansada, com fome. Olhou na secretária, os mesmos recados de sempre, nenhuma novidade em especial. Sua mãe, seu agente, questões de trabalho, uma amiga a convidando pra sair e só. "Quem você queria Lea? Ele está do outro lado do mundo, e você já falou com ele hoje. Acha que ele vai te ligar toda hora?". Nem no celular, nada novo. Nada de Cory. Ela tirou o vestido apertado, que brigou a tarde toda, os sapatos de salto alto..." o que a gente não faz pra ficar bonita!"... riu de si mesma quando tropeçou em seus próprios sapatos jogados no chão. Vestiu apenas uma camiseta grande que encontrou em seu armário, rindo da situação. Ela se perdeu dentro da peça de roupa. "De quem é isso? Nem minha, nem do Théo, ..." pensou um pouco até que lembrou, quando sentiu o cheiro impregnado na camiseta, ..."é do Cory...". Então lembrou de certa vez que ele esteve ali no apartamento dela, junto com a turma de Glee, pra variar ele deixou cair molho de tomate nela e, como eles estavam indo pra um programa com o pessoal, se trocou ali, e acabou esquecendo-a. "Mesmo lavada ainda está com o seu cheiro...", ela aspirou fundo o tecido, sentindo como estivesse abraça por ele.
Voltou pra cozinha e foi preparar algo pra comer. Já quando estava acabando seu lanche, escutou a campainha. Ela não esperava ninguém, muito menos aquele horário. Como estava confortável, nem se tocou que vestia apenas uma camiseta e lingerie, foi daquele jeito atender a porta. Olhou pelo 'olho mágico' mas não viu ninguém. Pensou que fosse engano, mas quando se afastou, a campainha tocou novamente. "Ah se for trote... eu mato esse louco!". Abriu a porta num só golpe, pra pegar o infeliz no flagra, mas quem foi pega foi ela... ficou de boca aberta sem saber o que fazer...ao abrir a porta quem estava escorado nela do lado de fora era Cory.
"...Co-o-o-o-ry..."
Vendo o espanto que causou, ele deu um sorriso malicioso. Havia conseguido surpreendê-la.
"Você me disse com todas as letras...'venha dizer que me ama na minha cara'...aqui estou ...", ele entrou e puxou Lea junto à ele, quase colando seu rosto no dela, olhou diretamente nos seus olhos, "...eu te amo!".
Lea se derreteu nos braços de Cory, só teve forças pra responder com um ' eu também te amo', antes de sua boca ser coberta com os beijos dele.
Era muito amor reprimido, muita ânsia de beijar, de tocar, que os dois nem se deram conta que estavam ainda com a porta aberta.
"Meu Deus, a porta!" Lea apontou pra Cory fechá-la.
Eles foram caminhando, abraçados, se beijando até o encosto do sofá. Cory ergueu ela, fazendo-a sentar. Entre beijos ardentes e mil mãos que corriam um no corpo do outro, ele parou por um segundo olhando pra ela. "Eu sonhei tanto com esse momento... você nos meus braços...", ela sorriu mordendo seu lábio e falando com voz rouca, "...então não perca mais tempo", tirando a jaqueta dele, sua camisa e já agarrando em seu cinto. Quando ele foi tirar a camiseta que ela estava vestindo, deu uma risadinha,
"...eu conheço essa camiseta..."
"...eu achei por aí hoje, acho que esqueceram aqui um dia desses, achei que ficou perfeita em mim..."
"...mui perfeita... cabe duas de você aí dentro!"
"ficou perfeita porque ela me deixou com seu cheiro grudado em mim"
"hum...vamos tirar ela...vou deixar meu cheiro pessoalmente em você!".
Ele tirou a camiseta dela, beijando em seguida seu pescoço e descendo até seu colo, encontrando seus seios livres. Enquanto ele beijava-os, acariciava sua pele, envolvendo-a com seus braços. Ela já estava com as pernas entrelaçadas nele, se desfazendo do cinto e abrindo sua calça. Cory agarrou-a e dando uma volta no sofá, deitou sobre ela no mesmo. Entre beijos cada vez mais ansiosos, cheios de desejo, ela arranhava as costas dele com suas unhas, subindo até perder seus dedos entre os cabelos já despenteados de Cory. Cada gemido de prazer ou de protesto instigava o outro a provocar mais e mais. Ambos estavam 'descobrindo' seu parceiro, o que gostava, o que queria, o que deixava louco. Aos poucos, além de seus corações, seus corpos também se entregaram. Já sem nenhuma peça de roupa, dois corpos tão diferentes de tamanho se encaixavam perfeitamente. Depois de tomarem as devidas precauções, lá estavam eles, a ponto de se tornarem um só. Lea sorriu pra ele, como que dizendo 'eu amo você'. Ele entendeu e devolveu com um sorriso maior ainda juntamente com um beijo doce e suave. Num mesmo ritmo, eles chegaram ao prazer máximo, Lea primeiro, segundo, inúmeras vezes, ela estava ficando louca, nunca pensara que pudesse sentir tantas vezes seguidas! Enquanto Cory não tinha descanso, emendava uma, outra, nem ele pensou poder suportar tantas; nunca pode imaginar que aquela menininha pudesse ter aquele fogo todo, muito menos incendiá-lo. Chegou ao ponto que ficaram exaustos, se entregaram. Ele permaneceu em cima dela, quando de repente se tocou, quis levantar depressa.
"...eu devo estar te esmagando", disse ele preocupado por ser maior que ela.
Ela puxou ele novamente em cima dela, colando-o em seu corpo.
"Está ótimo amor, estou adorando ficar imprensada aqui em baixo de você!" ela riu mordendo sua orelha.
Ele riu, sentindo cócegas. "Diz de novo", ele pediu dengoso.
"Dizer o que?"
"Diz de novo, amor".
Ela parou de mordê-lo e sussurrou em seu ouvido:
"Meu amor!"
Ele se derreteu e voltou a beijá-la.
Depois de um bom tempo ali, agarradinhos, trocando beijos, carinhos e juras de amor...
"Esse sofá está ficando meio desconfortável, babe", disse Cory, "estou com dó de você, deixa eu levantar".
Ele sentou-se mas por pouco tempo, ela logo que ficou de pé e o arrastou consigo.
"Vamos pra um lugar que possamos ficar abraçadinhos mais confortavelmente pelo resto da noite. Mas, vamos ficar só juntinhos. Chega por hoje, você e seu amigo são muito grandes, estou morta", ela ria vendo ele ficar todo vermelho do comentário.
Mas descanso que nada. Quando chegaram no quarto, ela mesma começara atiçar ele, seduzindo-o.
"Atiça... depois vai fugir. Experimenta só!" Disse Cory.
"Quem disse que vou fugir?" Lea devolveu com um ar travesso.
Ele a derrubou na cama e começaram tudo de novo. Cansados? Jamais, retomaram todo o fôlego e o desejo. Rolaram o resto da noite pela cama. Mais de uma vez fizeram amor, até que exaustos adormeceram.
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O sol que entrava no quarto de Lea, acordou-a. Ela mal pode se mexer, estava toda dolorida, cansada, parecia até de ressaca, mas não tinha bebido nada. Ela bebeu foi Cory, inteirinho! Até a última gota, riu de si mesma. "Cory!", se tocara dele, onde estava? Procurou pelo quarto, nada dele. Até que olhou de volta pra cama e viu que do lado dela havia uma rosa vermelha e um bilhete.
"Desculpe sair assim, mas tinha que pegar o primeiro vôo pra Londres. Vim só pra passar essa noite contigo. A primeira loucura de amor que fiz por alguém. Com você, é certo que vai ser a primeira de muitas... logo estou de volta. Levo você comigo, no coração, no corpo e na alma! Te amo!".
Lea abraçou-se naquelas duas pequenas demonstrações de carinho dele. De repente, aquelas dores que acordou sentindo desapareceram, e ela sentia seu corpo vibrar lembrando da noite anterior.
