Temos razões para acreditar que a raça humana começou a andar em duas pernas apenas para que suas mãos estivessem livres para a masturbação.
- Lily Tomlin
Capítulo Vinte e Um: M é de Meu Momento
O percurso de ida para o trabalho naquela manhã foi o mais depressivo que Bella já tivera. O locutor da rádio tocava uma música triste atrás da outra durante todo o programa sem comerciais. Ela não aguentava mais ouvir sobre o coração partido de outra pessoa quando o dela parecia estar quebrado em milhares de pedaços. E, no entanto, pensou Bella, como o coração dela poderia estar partido se não havia nada entre ela e Edward?
Quando Bella estacionou na garagem dos funcionários, havia um nó que doía em sua garganta, e a necessidade de chorar era palpável. Maldito rádio. Maldito Lionel Richie! ela pensou, tentando engolir aquela sensação de aperto no peito - mas inutilmente.
Enquanto subia no elevador, ela teve a sorte de estar sozinha, então permitiu que suas emoções corressem livremente. As poucas lágrimas que ela deixou escapar foram suficientes para aliviar um pouco a tristeza, pelo menos por enquanto.
Bella chegou ao andar de sua empresa com dois minutos livres para matar antes da reunião de seu departamento. Ela estava absolutamente sem vontade nenhuma de ir à reunião naquele dia. Era a última coisa que ela queria. Tudo o que ela desejava agora era curtir sua fossa. Cada parte de seu ser lhe dizia para se trancar em seu escritório, e mandar todo mundo ir 'se ferrar'. Ela suprimiu esse impulso, porém, e desceu para se juntar a todos na sala de conferência.
A reunião correu num ritmo lento. Bella normalmente era uma participante ativa na discussões em questão, sempre jogando suas ideias e informando seus colegas sobre os manuscritos que ela estava lendo e analisando no momento. Entretanto, hoje ela permanecera calada, o que atraiu olhares preocupados e alguns quase ressentidos daqueles companheiros que dependiam dela para terem alguma voz ativa nas reuniões.
Com o término da reunião, ela pediu licença a todos os presentes e lentamente se encaminhou ao seu escritório. Ela sabia que os olhos dos colegas de trabalho estavam grudados em suas costas enquanto ela praticamente arrastava os pés pelo carpete do corredor.
Arrastar os pés pelo carpete provou ser um ato falho também. Assim que pôs a mão na maçaneta de sua porta, a estática em decorrência do atrito lhe provocou um choque, fazendo Bella soltar um xingamento alto. Seus companheiros ficaram ainda mais surpresos, já que eles nunca tinham ouvido Bella reagir de tal maneira.
Todo mundo a deixou quieta em seu canto, pelo resto do dia; a recepcionista sequer tentou avisá-la sobre as ligações que Bella recebia. Ela simplesmente passou-as diretamente para a secretária eletrônica de Bella. Em todas as vezes ela ouviu o bip em seu telefone, porém sua mente não registrava nada, ela só tinha pensamentos para uma coisa.
Bella passou a maior parte do dia apenas olhando pela janela de sua sala, seus olhos focados no topo de bronze de um prédio a algumas quadras distantes. As gárgulas medonhas que ornavam as quinas nem a amedrontaram dessa vez, mesmo com as porções de nuvens que serpenteavam entre elas.
Bella sabia que devia estar trabalhando no manuscrito de um livro que ela vinha lendo e editando nos últimos dias. Ela conhecia a base da história, mas era o máximo que ela sabia sobre esse livro - o que era raro para ela.
Ela tinha uma reunião com a autora na sexta, e queria estar muito bem preparada - afinal, essa era sua principal habilidade. Sempre que se encontrava com os autores, ela já conhecia o livro deles como a palma de sua mão. Ela não somente discutia com eles o enredo da história e suas ideias para como melhorá-lo, como também argumentava sobre as temáticas dos livros, e sobre o que ela achava que agradaria ou não aos leitores no desenrolar do enredo.
No entanto, sua mente no momento concentrava-se em apenas um pensamento: o de que ela estaria sozinha sem Edward pelo fim de semana inteiro. Aquele fato estava jogando qualquer outro pensamento para escanteio.
Seria a primeira vez que os dois ficariam separados por tanto tempo desde que começaram o jogo, e embora ela soubesse que seria inevitável sentir saudades de Edward, sentir esse tipo de apego a ele era a principal razão pela qual Bella havia temido o jogo desde seu início.
Ela não foi almoçar naquele dia. Ela decidiu por apenas ficar em seu escritório observando as ruas de Seattle. Em determinado momento, ela avistou um vulto de cabelos de cor terracota passando pela rua lá embaixo, e seu coração começou a martelar furiosamente - sem conseguir evitar a decepção que viria a seguir. Do andar onde se encontrava o seu escritório, Bella conseguia enxergar somente o topo da cabeça dos transeuntes, sem poder ver seus rostos, porém não havia nenhuma possibilidade de aquele estranho ser Edward. O cabelo daquela pessoa faltava um certo "quê" de algo especial, que só o cabelo de Edward possuía. É claro que ela sabia o tempo todo que não era ele, mas isso não a impediu de desejar que fosse. A simples ideia de que ele pudesse estar tão perto disparou uma onda de alegria em Bella que foi completamente inesperada.
O seu dia só ficou um pouquinho melhor por volta da uma da tarde. Ela estava sentada em sua cadeira, uma caneta na mão e pronta para finalmente se concentrar em seu trabalho quando recebeu uma mensagem no celular, de Edward. Ao ver o nome dele na tela, o maior dos sorrisos estampou seu rosto.
Já estou com saudades. O quão patético eu sou? - era o que dizia o SMS, e Bella riu e sorriu ao mesmo tempo. Pareceu errado pensar sobre aquilo da forma como ela pensou, mas saber que ela não era a única a se sentir daquela maneira, a fez feliz. Ela então decidiu brincar um pouco com ele.
Você sempre é patético, escreveu ela de volta, rindo pela segunda vez no dia.
Muito engraçadinha. Está dizendo então que não está com saudades?
Bella sorriu de lábios pressionados um contra o outro, para a tela de seu Blackberry.
Você ainda nem saiu da cidade, ela respondeu, uma dor cortante martelando em seu peito. Ele ainda não tinha nem ido para o aeroporto, e mesmo assim ela queria desabar e chorar. Ela já sentia tanto a falta dele...
Eu sei; e isso é a pior parte, escreveu ele de volta, e Bella soltou a respiração, surpresa - algo como um arfar e um soluço de emoção.
Ela não sabia o que responder, portanto decidiu ligar ao invés de mandar uma nova mensagem. Ele atendeu num piscar de olhos.
"Oi," falou Edward, animado, e o humor de Bella apenas piorou. Ela ficou a se perguntar por que ele estava tão serelepe.
"Oi. Só para saber: que horas é o seu vôo mesmo?" mentiu. Ela queria mesmo era ouvir a voz dele.
"Sai às oito. Chego em Nova York às cinco da manhã no horário de lá, e minha reunião é às onze."
"Que droga," Bella respondeu. "Você não vai ter muito tempo pra descansar."
"Vou dormir no avião. Esse não é um problema muito grande," explicou ele, sem muito alarde, e Bella riu. Ela conseguia ouvir ao longe o som de Edward tacando estilingues de elásticos contra a parede.
"Está fazendo algo muito produtivo, não é?" provocou ela, e dessa vez foi Edward quem riu.
"Dá pra ouvir?" indagou, disparando outro elástico de papel.
"Sim. Se bem que eu duvido que alguém por perto de você escute."
"E por aí, o que você tem feito?" ele perguntou, e Bella imaginou como ele estaria sentado em seu escritório - se por acaso ele estava sentado em sua larga cadeira de couro, com as pernas cruzadas sobre a mesa. Talvez ele estivesse apenas sentado ali sofrendo calado. Ela tinha esperanças de que talvez ele estivesse também olhando pela janela de sua sala, em direção ao prédio dela.
"Nada. Absolutamente nada. Nós tivemos uma reunião de manhã, e só. Estou esse tempo sentada aqui e olhando pela janela," ela contou, e ouviu o movimento de Edward se ajustando na cadeira.
"Por quê?" perguntou ele, a preocupação envolvendo o tom de voz.
"Não estava com vontade de fazer nada. Devia ter ficado em casa."
"Então vá para casa, já que não está fazendo nada mesmo. Finja que está doente," sugeriu ele. Por um momento, Bella considerou a ideia, porém perceber que ela iria voltar para uma casa vazia foi o suficiente para impedi-la de ir de fato.
"Acho que não quero ir pra casa," murmurou. Ela ouviu Edward se movendo, e concluiu que ele estava se levantando.
"Sabe de uma coisa? Vá pra casa, Bella. Te encontro lá em meia hora. Tenho algumas horas até que eu tenha que estar no aeroporto. Vamos comer um almoço tardio," ele ofereceu, animadamente, e Bella não pôde evitar o som de felicidade e alívio que ela soltou.
"Está bem," concordou rapidamente, quase caindo de sua cadeira, tamanha era sua velocidade ao começar a se preparar para sair. "Até daqui a pouco."
"Até," Edward falou e desligou.
Bella teve que se conter antes que disparasse porta afora e saísse correndo pelo prédio. Aquilo não cairia muito bem, visto a alegação que ela estava prestes a fazer. Com o máximo de esforço que conseguiu fingir, ela lentamente se dirigiu à recepcionista, parando em frente à bancada semi-circular de mármore.
"Oi, Lena," falou, mantendo sua voz tímida e fraquejada.
"Olá, querida," Lena respondeu. Lena era muito mais velha que Bella, e ela tratava a colega com o devido respeito.
"Será que você pode avisar a todo mundo que eu fui pra casa mais cedo? Não estou me sentindo muito bem," ela mentiu, atuando perfeitamente seu papel de adoentada ao fungar o nariz e esfregar a mão sobre a barriga.
"Mas é claro, meu bem. Eu percebi mesmo que alguma coisa estava estranha com você hoje," Lena explicou. "Vá para casa e descanse um pouco."
"Obrigada, Lena. Até amanhã."
Bella andou em direção aos elevadores de forma exageradamente lenta. Ela continuou a dar a impressão de estar passando mal enquanto alguns de seus colegas entravam no elevador, pronunciando um fraco cumprimento a todos eles ao entrar. Assim que as portas metálicas se fecharam, Bella praticamente arrancou o botão do andar da garagem, de tanto apertá-lo. O percurso inteiro pareceu durar uma eternidade. Ela passou toda a descida batendo o pé no chão em um padrão errático, e mordendo suas unhas - algo que ela pensava ter parado de fazer quando ainda estava na escola.
Ela já estava nervosa quando o elevador finalmente chegou à garagem. Seu estômago estava cheio de nós enquanto andava para seu carro. Era como se houvessem passarinhos batendo asas dentro de seu estômago.
Sua mão tremia ao deslizar a chave na ignição. Ela estava desesperada para chegar em casa. Era um tanto quanto ridículo estar tão nervosa desse jeito, pensou ela. Era apenas Edward, ela tentava dizer a si mesma, mas aquilo não surtia efeito. Quando enfim chegou em casa, ela sentia-se como se fosse vomitar.
Um cheiro de pizza e os sons de Edward cantando junto de uma música do Pearl Jam a recepcionaram na porta.
"Bella!" Ele gritou quando ela entrou e tirou seus sapatos, chutando-os para perto de onde ele estava parado.
"Você está tão animado," ela comentou ao se sentar à mesa da cozinha, seus nervos ainda vibrando.
"Não exatamente. Só estou um pouco empolgado pra minha apresentação. Estou com um bom pressentimento de que vou mandar muito bem."
"É claro que vai," afirmou ela, e Edward sorriu brilhantemente. Aquele sorriso fez seu coração disparar.
"Então, o trabalho estava um saco?" Ele perguntou enquanto comia sua fatia da pizza. Bella assentiu, retirando um pedaço para ela.
"É, eu não estava conseguindo fazer nada. Minha mente estava em outro lugar," ela despistou, e Edward sentou-se mais ereto na cadeira.
"Você não está pensando ainda naquele pesadelo, está?" ele provocou, e Bella bufou para ele, jogando um pedaço de queijo na direção de Edward. Felizmente, ela errou.
"Então, o que era?"
"Estava só pensando sobre como esse fim de semana vai ser chato sem você aqui," ela respondeu, sua voz mais uma vez tentando despistar ao murmurar a última parte.
Edward sorriu e se inclinou para perto de Bella.
"O que foi isso aí que você falou por último?" inquiriu.
"Vou sentir sua falta, ok? Isso é pecado?" Bella bufou de frustração, empurrando para o canto sua pizza meio comida. Ela não estava no clima de comer.
"Não, eu também vou sentir a sua falta. Vai ser estranho acordar e não encontrar você na cozinha."
Bella concordou com a cabeça, e seus olhos vagaram para o relógio no microondas. Ela concluiu que eles tinham duas horas antes de Edward tivesse que sair, para evitar a hora do rush até o aeroporto.
Edward seguiu o local onde o olhar dela estava direcionado e suspirou.
"Eu não quero ir," ele murmurou.
"Sim, você quer," Bella argumentou. "Você disse que estava animado para fazer sua apresentação."
"Isso não significa que eu queira ir. Preferia que eu pudesse fazer a apresentação aqui, ao invés de em Nova York."
"Eu também," falou Bella antes que pudesse se controlar.
"Bella," Edward pronunciou em um tom baixo. Pareceu quase um rugido.
"Edward," ela respondeu.
Ele a encarou por alguns segundos antes de voltar seus olhos para o relógio do microondas, e então de volta para ela.
"Você confia em mim?" perguntou ele, e de repente Bella se sentiu ainda mais nervosa do que estava ao dirigir para casa.
"Às vezes," ela zombou e Edward riu.
"Coloque uma roupa confortável e me encontre aqui em alguns minutos," ele instruiu ao correr para seu quarto. Bella, vendo a repentina movimentação, imitou Edward e disparou para seu quarto para mudar de roupa, e colocar uma calça de moletom e uma camiseta mais ou menos decente o bastante para ser usada em público.
"Bells!" Ela ouviu Edward gritar uns minutos depois. "Já está pronta?"
"Só um segundo!" Ela respondeu, colocando um par de tênis.
"O que vamos fazer?" Perguntou Bella ao sair de seu quarto, enquanto ia prendendo os cabelos em um rabo.
Edward estava prestes a responder quando se deu conta da camiseta que Bella usava, e sorriu, deixando-a curiosa para saber o motivo do sorriso.
"Minha camisa do Mariners¹. Outro dia eu estava querendo saber onde ela tinha ido parar," ele falou, puxando um fio solto na bainha da camiseta. "Essa camisa sempre fica com uns fiapos soltos. Até quando eu estava na escola, eu estava sempre a cortando."
Bella ficou assistindo enquanto Edward arrancava com maestria os fios soltos do tecido, antes de pegar a mão dela.
"Venha. Quero te mostrar uma coisa," ele falou, puxando-a para fora do apartamento, trancando a porta com sua mão livre.
"Tem certeza disso?" Bella protestou. "Você não tem exatamente todo o tempo livre do mundo, agora."
"Confie em mim," ele assegurou. "Nós não iremos muito longe."
Bella engoliu em seco, fazendo Edward rir. Ele foi para a escada do prédio, para a surpresa de Bella, e ao invés de descer, como ela esperava, ele subiu, sua mão ainda segurando firme na dela. Depois que subiram os poucos andares que tinham, Edward retirou uma chave de seu bolso.
"Onde você arranjou isso?" Bella perguntou, enquanto Edward destrancava a porta que levava para o telhado do edifício deles.
"Pedi emprestado ao Benny anos atrás," ele respondeu, dando de ombros. "Ele nunca pediu de volta."
Benny era o senhor responsável pela manutenção do prédio e era, de longe, o homem mais bondoso que Bella já conhecera. Ele trabalhava arduamente, e mesmo assim nunca reclamava.
Edward ajudou Bella a subir a escada de metal que levava para o topo do prédio, seguindo-a até que ela finalmente saísse pelo buraco que dava para o terraço.
"Uau," foi a primeira coisa que Bella falou, Edward chegando atrás dela. Ela virou o corpo diversas vezes enquanto olhava para a cidade que ela chamava de lar. De lá de cima, ela conseguia avistar o local do prédio onde trabalhava, e mais ao longe, ela via o familiar telhado cor de bronze do edifício da empresa de Edward.
"Eu sei," Edward comentou. "É lindo, não é?"
"Aham," Bella respondeu, seus olhos absorvendo a paisagem. Ela nunca soube o quão linda toda a cidade realmente era, mesmo com o céu nublado e a leve garoa caindo.
"Volta e meia eu subo aqui para refletir um pouco," ele contou. "Já faz algum tempo desde que eu vim da última vez, mas achei que hoje seria um bom dia para finalmente voltar aqui."
"Esse tempo todo você escondeu esse lugar de mim," ela franziu o cenho, de modo brincalhão ao bater no braço dele de leve.
"É, acho que sim," sussurrou. "Tem um tempão que eu espero para poder trazer alguém aqui em cima. É um lugar especial pra mim."
Bella sorriu timidamente ao andar em direção a Edward, cutucando com o ombro a lateral dele.
"Isso é fofo," ela declarou e ele sorriu como resposta, jogando um braço ao redor dos ombros dela, e a puxou para perto. Bella regozijou-se no calor do peito de Edward, envolvendo seu braço em torno da cintura dele.
"Vou sentir saudades," ele anunciou após alguns minutos de um confortável silêncio. "O quão deprimente é isso? Não é como se eu fosse viajar por um mês. Vou ficar fora só por três dias." Ele zombou.
"Disse tudo," Bella respondeu, e olhou para Edward, encontrando-o olhando para ela também. Seu coração palpitou uma vez enquanto ela olhava para ele.
"Você é tão importante pra mim, Bella. Você não faz ideia."
Havia tanta sinceridade na voz dele, que Bella sentiu as fagulhas de lágrimas formando em seus olhos.
"Eu sei, Edward. Você é importante pra mim, também," respondeu. "Você provavelmente é a pessoa mais importante do mundo pra mim; É meu melhor amigo."
O braço dele que segurava os ombros dela pareceu soltar-se por um momento, mas logo em seguida ela sentiu seu aperto ainda mais forte do que antes.
"Eu te amo, Bells," ele sussurrou. Por um breve segundo, o coração de Bella começou a bater descontroladamente, porém o lado mais racional de seu cérebro a informou que Edward tinha dito aquilo da maneira como qualquer amigo diria para o outro. Afinal, ele tinha chamado-a por seu apelido de infância, Bells.
"Eu te amo, Eddie," ela soltou uma risada após falar, esperando pelas reclamações por conta daquele apelido, mas elas não vieram.
"Eu não posso acreditar que vou ficar com tantas saudades assim," ele murmurou, balançando a cabeça. Pequenas gotas de chuva caíram do cabelo de Edward na testa dela, e Bella corou quando ele as enxugou.
"Temos que descer. Eu preciso trocar de roupa." Bella reparou no modo como ele disse aquilo sem nenhuma vontade real.
"Está bem."
Os dois desceram pela escada de metal e as escadas de volta para seu apartamento. Eles permaneceram em silêncio ao entrar.
Bella assistiu enquanto Edward seguia para seu quarto. Ela ficou no mesmo lugar até ele voltar do quarto, vestido em um terno, com sua maleta na mão.
"Preciso ir. O Sr. Austen vai mandar o motorista me pegar daqui 10 minutos," Edward informou para uma Bella já tristonha.
"Ok," falou ela numa voz baixa enquanto tentava conter suas emoções. A necessidade de chorar estava lentamente se fazendo notar.
"Não chore, Bella. Por favor," Edward implorou ao colocar sua maleta no chão perto da porta, e em um largo passo, estava ele diante de Bella, suas mãos segurando o rosto dela.
"Eu... eu... não consigo evitar," Bella gaguejou. "Quem é o patético agora, hein?"
Edward riu e sacudiu a cabeça. "Nós dois somos," ele respondeu, e Bella assentiu, concordando.
O celular de Edward vibrou, e as lágrimas nos olhos dela se acumularam ainda mais.
"Tenho que ir," ele falou, em tom baixo.
Bella não conseguia falar. Ela estava com medo de começar a soluçar de choro caso abrisse a boca.
"Te vejo domingo," ele falou, e ela assentiu, tentando suprimir o doloroso nó na garganta.
"Se cuida, Edward."
"Você também, Bella."
Bella ficou olhando enquanto Edward ia até a porta da frente e a abria. A sensação para ela era que tudo se movia em câmera lenta ao ver a mão dele pegando a maçaneta fria.
"Espere!" Ela gritou, correndo ao encontro dele e o abraçando.
"Me ligue, está bem?" Ela implorou contra seu peito, e Edward disse que ligaria.
Ao se afastar, ele se inclinou e lhe deu um beijo na testa. Ela mordeu o lábio para suprimir o impulso de erguer o rosto e encontrar os lábios dele com os seus. Havia algo incrivelmente romântico naquele gesto.
Ela o encarou e ele lhe sorriu, e alguma coisa em seu interior a impulsionou para mover-se para frente. Se rendendo ao seu desejo, ela beijou o cantinho da boca de Edward, no exato momento em que ele começava a se afastar.
Ele congelou no lugar, e Bella, com firmeza, deixou seu beijo no canto da boca de Edward mais uma vez, antes de sair de perto.
"Tchau, Bella," pronunciou ele, em uma espécie de transe, e pegou o celular que vibrava em seu bolso.
Dessa vez ela ficou vendo enquanto ele saía pela porta e ia para o elevador. Ele teve que ir até a garagem para pegar a mala em seu carro, antes de ir à portaria encontrar sua carona. Assim que ele entrou no elevador, Bella fechou sua porta e encostou-se contra ela, escorregando para o chão, deixando as lágrimas correrem soltas.
Ela não fazia ideia que deixá-lo partir doeria tanto desse jeito, e esse era o motivo pelo qual ela jamais queria colocar a amizade deles em perigo. Ela não conseguia viver sem poder vê-lo todos os dias. Ela sabia que um dia ele iria achar a mulher ideal para ele, e ele teria que ir embora. Esse pensamento a matava, porém mesmo se isso acontecesse, a amizade ainda continuaria intacta, e ela ainda seria próxima a ele, de alguma forma.
Após uma hora de choro apoiada contra a porta, ela finalmente se levantou e foi para o banheiro. Bella optou por ficar submersa na banheira ao invés de tomar banho em pé no chuveiro. Ela levou o telefone e um livro, e durante duas horas, ela ficou imersa na espuma com essência de baunilha, até enfim tomar a aparência de uma uva passa.
Parecia que o tempo estava passando mais lentamente naquela noite - até finalmente Edward ligar para falar que já estava sentado em seu avião. Ele avisou que havia um atraso na decolagem devido a uma tempestade com raios, mas que já estava quase terminando de cair sobre Seattle. Eles conversaram por mais alguns minutos antes que ele tivesse que desligar, pois seu chefe queria discutir questões sobre trabalho.
Levou horas para Bella dormir naquela madrugada. Sua intenção original era ficar acordada e esperar pela ligação de Edward quando ele chegasse a Nova York, mas nessa hora ela já estava exausta demais para ficar realmente acordada. Ela se lembrava vagamente de escutar o telefone tocando, mas em seu estado meio acordada, meio dormindo, ela ignorou o toque.
Quando acordou naquela manhã, ela ligou para o trabalho, dizendo que estava doente, já que não tinha a menor vontade de ficar sentada em seu escritório fazendo uma repetição do dia anterior. Lena acreditou nela imediatamente, visto o acontecimento de ontem, então Bella não teve nenhum problema quanto a isso.
Ela começou sua rotina matinal antes de finalmente sentar-se em frente à TV, com uma tigela de cereal e pôr a mensagem de Edward para tocar. Ela ouviu a secretária eletrônica, e literalmente sentiu se desmanchando em seu sofá. Ela repetiu a mensagem várias vezes, e a cada vez sentia seu coração inflar e explodir. A voz dele estava calma e suave.
Oi, Bells. Já cheguei e estou bem, aqui em Nova York. São quase seis da manhã aqui, então provavelmente você está dormindo.
O sol está começando a nascer; é simplesmente lindo. Queria que você estivesse aqui para assistir comigo.
Te vejo em alguns dias. Durma bem, meu amor.
Não foi a primeira vez que ela ouvia Edward chamando-a de "amor". A primeira vez tinha sido durante a primeira letra deles, enquanto ele interpretava seu papel de vampiro. No entanto, ele havia dito também recentemente. Ela não sabia se era uma coisa de subconsciente, mas isso não importava. O fato era que ela amava o modo como aquilo soava vindo da voz dele.
Pelo resto do dia, ela ficou no sofá assistindo a programação matinal da TV, além de novelas que raramente conseguia assistir. Por volta das três, ela já estava agoniada, se perguntando se Edward iria ligar. Somente às cinco ela finalmente se rendeu e ligou para ele, para saber como estavam as coisas. Ele lhe contou que a apresentação tinha ido bem, e que ele naquele momento ele estava em um jantar com alguns dos chefões da Adidas.
Ao fundo, Bella conseguia ouvir conversas sobre negócios rolando na mesa, mas ela também conseguia ouvir claramente a voz de uma mulher tentando tirar Edward do telefone.
"Ô-ôu, acho que alguém tem uma admiradora," Bella falou em tom jocoso, tentando manter sua voz linear. Ela estava possessa, na verdade, o ciúme exalando de cada poro de seu corpo. Ela estava a três mil quilômetros de distância, se indagando sobre a identidade da mulher, e calculando se ela conseguiria matá-la pelo telefone.
Edward resmungou um lamúrio ao celular, e aquilo fez Bella relaxar instantaneamente. Ela o ouviu pedindo licença da mesa para levar a ligação lá para fora.
"Bella, essa mulher está me enlouquecendo. Ela é a esposa do Diretor, ela parece uma Barbie velha e acabada, e fica flertando comigo, mesmo com o marido sentado do outro lado da mesa. Preciso dar o fora daqui, mas não consigo. Eu realmente quero ganhar esse contrato. É muito importante."
"Só aguente ela por um tempo, tente elogiá-la, dizendo o quão jovial ela parece," Bella ofereceu e Edward riu.
"Sim, eu ia fazer isso, mas é simplesmente esquisito que ela tente descaradamente passar a mão em mim enquanto o marido dela e meu cliente em potencial estão sentados bem ao lado. É estranho!" Ele reclamou, e Bella riu.
"Você vai sobreviver. Eu juro."
"Assim espero," ele falou, rindo. "Olha, eu tenho que voltar lá para dentro, mas te ligo mais tarde, ok?"
"Sem problemas. Até mais tarde, Edward. Cuidado com a coroa!" ela riu, irritantemente, ao telefone, desligando após ouvir Edward gritando 'vai se ferrar'.
Ela esperou até às nove, até que Edward finalmente ligou de novo.
"E aí," ela falou ao atender, e ouviu Edward gemendo de alívio enquanto a cama rangia sob ele. Ela podia imaginar a cena: ele se jogando nos lençóis novinhos do luxuoso Hotel Pennsylvania.
"Estou tão feliz que já esteja tudo terminado. Amanhã eu já consigo dormir bem."
"Você quer dormir agora? Podemos conversar amanhã," Bella sugeriu, apesar de realmente querer conversar com ele.
"Não, tudo bem. Quero falar com você," ele respondeu, e Bella sorriu para o fone, balançando a cabeça ao lembrar que ele não podia vê-la.
"Como foi o seu dia?" Perguntou ele, se movendo e fazendo barulhos, o que tornou Bella curiosa para saber o que estava acontecendo lá.
"Não fiz nada hoje, só fiquei em casa," respondeu, distraída pelos sons que ouvia ao fundo do telefonema. "O que está fazendo?"
"Estou tirando a roupa," ele esclareceu. No mesmo instante, um flash de calor passou pelo corpo de Bella ao imaginar qual peça de roupa ele estaria tirando. Sem pensar duas vezes, Bella ligou o viva-voz do telefone e segurando-o, saiu voando de seu quarto e correu até o quarto dele.
Sem acender a luz, ela vagou uns segundos pela escuridão, tropeçando nas roupas de Edward espalhadas pelo chão, antes de checar todo o quarto e ver que o gorro das letras estava sobre a mesinha de cabeceira. Bella praticamente se tacou em cima do gorro para pegá-lo, tirando o primeiro pedaço de papel que seus dedos tocaram, e em seguida voltou pelo corredor na penumbra.
"M," ela murmurou ao ler.
"Quê"? Edward perguntou, e ela o ouviu parando seus movimentos.
"M. Eu tirei a letra M do gorro," ela sussurrou e escutou a respiração de Edward mudar.
"Bella?"
"Sim, Edward?" Ela falou, tentando fazer sua voz soar mais enrouquecida, mais sedutora. Funcionou.
"Você quer fazer isso? Quer mesmo fazer isso? Pelo telefone?" Questionou ele, embora Bella soubesse que ele já estava excitado.
"Qual peça você estava tirando antes mesmo, Edward?" Ela rebateu, como forma de informar que ela estava pronta para começar. Bella sorriu ao ouvir Edward grunhindo.
"Antes que eu responda, Bella, saiba que nós vamos fazer isso corretamente," ele começou a dizer, e Bella sentiu uma borbulha de excitação correr por suas veias.
"Vá até seu quarto, pegue a arca dos tesouros onde você guarda seus brinquedinhos, e vá para sua cama. Não faça nada além disso." Ele ordenou, e Bella se dirigiu rapidamente ao seu quarto, ouvindo todo o tesão saindo dos lábios dele.
Chegando lá, Bella se abaixou na cama e pegou a "arca dos tesouros", como Edward apelidou a caixa onde ela guardava seus brinquedos eróticos. Ela a colocou sobre sua cama, sentou-se e esperou pelo que vinha a seguir.
"E agora?" Ela perguntou, sua voz um quase sussurro, seu peito já subindo e descendo rapidamente. Eles ainda nem tinham começado e Bella já estava perdendo o controle.
"O que está vestindo, Bella? Qual peça de roupa sexy eu vou fazer você tirar pra mim primeiro?" Perguntou, e Bella não conteve o som como o de um ronronar que ela deixou escapar.
"Meu Deus, isso foi sexy," Edward quase rugiu.
"Estou usando uma regata branca lisa de alcinha, sem sutiã, e uma calcinha-short de algodão branco," ela respondeu, falando a verdade, e Edward gemeu. Ela não achava aquilo particularmente sexy, mas aparentemente Edward achava.
"Você não faz ideia do quanto eu acho sexy essas calcinhas que parecem shortinhos," ele falou, "especialmente quando é você usando uma dessas branquinhas. Elas são tão inocentes, tão contraditório com o que está para acontecer agora."
"Ai, Deus," Bella estremeceu ao ouvir a voz que jorrava como sexo em forma líquida por seu fone.
"Tira essa blusa, Bella," ele instruiu, e Bella colocou o telefone ao lado dela na cama, ligando o viva-voz novamente antes de retirar sua regata. Ela podia sentir o quão quente seu corpo estava, o quão excitada ela estava. Os bicos de seus seios estavam eretos, clamando por atenção.
"Hmm... Bella," Edward gemeu no telefone. "Eu amo seus seios. Eles são do tamanho perfeito, e têm um gosto tão bom. Brinque um pouco com seus peitos, querida, deixe-me ouvir o quanto você ama que eu chupe seus biquinhos."
Bella engoliu em seco, e pôs uma mão sobre cada seio, lentamente os massageando. Ela gemeu de prazer com a sensação.
"Isso mesmo, Bella. Bem devagar, e bem suave. Lamba a ponta do seu dedão - me deixe ouvir você fazendo isso," ele mandou, e ela obedeceu sugando de forma obscena seu dedão para que Edward escutasse.
"Agora retorça esses biquinhos pra mim, Bella, devagar. Belisque-os. Imagine que é a minha boca. Consegue sentir minha língua passando por eles, baby?" Ele sussurrou, emitindo um som que parecia que na verdade era ele quem estava tocando-a.
"Ugh, Edward, a sua boca... é tão bom." Bella gemeu, beliscando seus mamilos, rolando-os entre seu dedão e indicador.
"Bella," ele chamou seu nome novamente, e ela gemeu mais uma vez. Bella podia só imaginar o que ele estaria fazendo do outro lado da linha.
"E você, Edward, o que está vestindo?" ela perguntou, em meio a um gemido. Suas costas estavam arqueadas sobre a cama, enquanto continuava a se acariciar do jeito que Edward havia pedido.
"Uma camisa social, a gravata, e minha cueca boxer, gata," ele respondeu, sorrindo presunçoso e Bella só pensava no sorriso arrogante e incrivelmente sexy que ele portava no rosto no momento.
"Edward," ela grunhiu. "Isso parece tão sexy. Tire sua camisa, mas deixe a gravata," ela comandou, e o ouviu retirando a peça.
"Deixar a gravata? Safadinha," ele respondeu, e Bella riu. Suas mãos continuavam a tocar seus seios.
"Edward, se você estivesse aqui eu estaria beijando todo o seu torso, de cima a baixo," ela gemeu e Edward respondeu igualmente.
"Isso é muito bom, Bella. Posso sentir seus lábios molhados contra meu peito. Ugh, isso é uma delícia."
"Eu quero você, Edward," Bella lamuriou, fazendo Edward rugir.
"Oh, merda, Bells. Você não tem ideia do quanto eu gostaria de estar aí agora. Preciso te sentir."
Bella gemia enquanto suas mãos vagavam por sua barriga. Ela deixou-as por lá e esperou pelas instruções de Edward.
"Bella, eu quero que você coloque suas unhas sobre a clavícula e vá arranhando devagar. Pode fazer isso por mim, amor?"
"Sim," ela sussurrou, e começou a fazer o que ele pediu. A sensação era estranhamente familiar a quando ele próprio mordiscava aquela área.
"Consegue me sentir, Bella? Consegue sentir meus dentes arrastando sobre sua pele? Porra, eu queria estar aí para provar sua pele. Você tem um gosto tão incrível," ele grunhiu e Bella partilhou do mesmo som.
"Edward, preciso de você," ela implorou e Edward soltou um som animalesco que ela nunca ouvira antes.
"Bella, passe suas unhas até sua barriga. Deixe-me ouvir."
Bella arrastou sua mão do centro de seu peito até seu umbigo, o tempo todo escutando a respiração pesada de Edward e seus gemidos de aprovação. Ela passou a mão pela parte de cima de sua calcinha, puxando-a e soltando-a contra sua pele, para ganhar a atenção de Edward.
"Bella, sua danada. Por acaso eu falei que você já podia se tocar?" Ele repreendeu, e Bella suprimiu o gemido que vinha subindo em sua garganta.
"Não," timidamente respondeu, bancando a garotinha boa, e Edward mais uma vez soltou aquele som desconhecido, como anteriormente. Aquilo causava um rebuliço tão grande em suas partes femininas. Ela estava encharcada e sabia disso, e só imaginava o quanto seria gostoso quando finalmente se tocasse. Havia fogo percorrendo por seu sangue.
"Agora, Bella, eu quero que faça uma coisa pra mim."
"Tudo o que quiser," ela informou e Edward respondeu "Que bom."
"Quero que vá até aquela sua caixa e pegue aquele seu amiguinho elétrico."
Bella virou-se e puxou o vibrador rosa da caixa, ligando-o, deixando que Edward ouvisse o som.
"Merda," murmurou. Bella desejou que pudesse ver Edward deitado em sua cama, sua boxer levantada por sua ereção, e a gravata de seda envolvendo seu pescoço.
"Bella, eu quero que você o lamba para mim. Chupe seu brinquedinho, e imagine que sou eu entre esses lábios cheios... rosados... ugh... e molhados da sua boca," ele comandou, e Bella podia ouvir o som da mão dele esfregando sobre sua cueca.
Pegando o vibrador com uma mão, Bella sugou a cabeça de seu pênis de plástico, fazendo bastante barulho, e imaginando que era Edward quem ela estava chupando. Se fechasse os olhos e se concentrasse, ela podia quase sentir o calor do pau dele em sua língua, sentir o gosto levemente salgado que era só dele.
"Oh, merda, merda, merda." Bella ouvia Edward proclamando do outro lado da linha enquanto ela continuava a sugar o vibrador mais afundo, a vibração causando uma sensação estranha em sua língua. Ela decidiu provocá-lo ao enfiar demais o objeto para dentro de sua boca, causando um pequeno som de engasgo.
"Porra, Bella," ele voltou a falar. "Largue esse brinquedo e o desligue. Quero que você tire essa calcinha. Eu aposto que ela está encharcada. Provavelmente está transparente de tão molhada."
Bella lentamente removeu sua roupa de baixo, imaginando que eram as mãos fortes e firmes de Edward que estavam puxando sua calcinha, arrastando-a por suas pernas abaixo.
"Edward, tire sua boxer. Me mostre essa sua pica enorme," ela ordenou, e por um momento teve que parar e refletir no que havia acabado de dizer. Ela nunca havia falado palavras assim com tanta convicção. Não passou batido.
"Porra, Bella, sua safada. Eu gosto desse seu lado. Posso só imaginar como seu rosto ficaria vermelho se eu estivesse aí na sua frente. Quando eu voltar, eu quero que você fale assim comigo de novo."
Bella riu, ávida para começar a se tocar. Ela ligou o vibrador novamente, e foi Edward que riu dessa vez.
"Está ansiosa, meu amor?"
"Você não faz ideia."
"Bem, então eu não posso deixar você esperando," ele começou. "Tire o Rabbit² da caixa, Bella. É hora do show começar."
"Isso foi cafona, Edward."
"Você está matando o clima, Bella," ele castigou, fazendo Bella silenciar-se.
"Agora, pegue o Rabbit e o ligue para mim, Bella. Quero ouvir."
Bella desligou o outro vibrador e pegou o brinquedo mais pesado da caixa, o Rabbit, ligando-o para Edward escutar.
"Isso, querida, passe-o para cima e pra baixo nesses lábios molhados da sua boceta. Meu Deus, como eu queria estar aí... Você já deve estar molhando o lençol. Ugh, eu quero te lamber até limpar você toda."
Bella gemeu enquanto esfregava seu brinquedinho em seu sexo, seus olhos fechando-se de prazer ao ouvir as palavras de Edward.
"Edward," ela gemeu, as vibrações pondo o corpo dela em um frenesi.
"Agora, mete ele bem devagarzinho," ele falou, grunhindo, sua voz mais enrouquecida do que nunca.
Ela obedeceu, lentamente deslizando o vibrador para dentro de sua abertura, gemendo quando finalmente conseguiu a sensação de estar sendo preenchida.
"Oh, Edward, é tão bom sentir você," ela gemeu, e Edward a imitou. Ela imaginou como ele estaria agora, agarrando seu membro em suas mãos.
"Tão molhada, Bells... você está sempre tão molhada, e tão apertada para mim. Tão perfeita," grunhiu ele.
"Edward... ah, Edward," ela clamava enquanto estocava o vibrador num vai-e-vem, as pequenas orelhas do Rabbit acariciando seu clitóris em um ritmo concomitante a suas investidas.
"Devagar, Bella, vá devagar."
"Não consigo, Edward, eu preciso," ela implorou, aumentando a velocidade.
"Caralho, Bella, você quer é ser fodida com força, não é? Me responda, Bella," ele grunhiu. Ela podia ouvir os movimentos das mãos dele tomando velocidade.
"Sim... sim, porra, eu quero!" Bella gritou em sua gemida, enquanto seus quadris subiam para acompanhar o ritmo do vibrador. "Merda, Edward, estou tão perto!"
"Ainda não, Bella. Mais um pouco. Preciso te sentir mais um pouco. É sempre tão bom com você..." ele falou em uma lamúria.
"Ah... ah..." Bella berrava ao sentir seu clímax se aproximando. Ela sabia que Edward já estava perto também, pelo modo como a respiração dele começava a falhar vez ou outra.
"Edward, goza comigo," Bella chamou, e Edward grunhiu.
"Caralho, vou gozar, Bells. Merda, merda, merda... Bella!" ele berrou em seu orgasmo. Bella ouvia o ranger da armação da cama dele, e o farfalhar dos lençóis.
"Edward," foi tudo o que ela gritou ao gozar, pequenas explosões de luz acontecendo sob seus olhos cerrados.
"Puta que pariu!" Edward falou, enquanto Bella descia de seu clímax.
"Hmmm..." murmurou Bella. Naquele momento ela estava incapaz de falar.
"Isso foi fantástico, Bella," Edward comentou e ela concordou. Se ele estivesse lá, tudo teria sido bem melhor.
"Ainda preferia que você estivesse aqui," Bella respondeu, e Edward suspirou em resposta.
"Queria que você estivesse aqui. A vista da minha janela é linda. Nova York à noite é gloriosa."
"Aposto que sim."
"Um dia, você e eu viremos passar férias aqui, e vamos explorar cada canto dessa cidade. Tem tanta coisa para ver aqui."
"É, talvez," ela respondeu, sem firmeza. Ela sabia que aquilo nunca iria acontecer.
"Não, nada de talvez, Bella. Com certeza. Eu prometo a você," ele afirmou.
"Está bem, vou cobrar, então," Bella riu.
"Isso. Vou dormir agora. Estou cansado pra cacete. Falo com você amanhã."
"Claro. Boa noite, Edward."
"Boa noite, amor. Ah, e obrigado."
"Obrigado?" Bella questionou, curiosa.
"É, pelas balinhas de morango que você colocou na minha maleta. Comi algumas no avião."
"De nada. Boa noite, Edward."
"Boa noite, Bella."
Bella desligou o telefone relutantemente e ficou a encarar o teto. Pareceu estanho ter um orgasmo tão poderoso quanto aquele sem que Edward estivesse ali presente, embora ele tivesse facilitado para que acontecesse. Ela ainda tinha mais um dia sem ele por perto, e essa conclusão foi como um banho de água fria em sua euforia pós-orgásmica.
Lentamente, ela se dirigiu ao banheiro para tomar um banho, o tempo todo pensando sobre o que ela faria sábado - se é que ela iria querer fazer alguma coisa nesse dia.
N/T: ¹ Mariners é um time de beisebol de Seattle - uma das camisas é tipo essa http:/fanshop(PONTO)seattletimes(PONTO)com/Seattle-Mariners-Any-Player-2009-Home-MLB-Replica-Jersey-_1196466055_PD(PONTO)html
² Esse é um vibrador Rabbit (note como ele tem orelhinhas de verdade! haha) (PONTO)com/_0jIAWTbDsLQ/TIg3yIPHtFI/AAAAAAAAAEg/q5_MTLK61Qk/s400/Trinity%20Waterproof%20Rabbit%20Vibrator(PONTO)jpg
Bom, eu sumi de novo, eu sei. Me desculpem! . Mas o capítulo valeu à pena a espera, não? O próximo capítulo vem mais rápido, eu prometo.
E sim, a letra M também era de... Masturbação!
Agora, vocês já sabem, digam nas REVIEWS o quanto vocês também gostariam de brincar com seus amiguinhos Rabbit e Edward, hum? :P
