12. A Noite é Sua!
Hero ainda ganhou nas categorias de melhor filme e direção. Logo, já nos bastidores, a mesa de Cory estava muito animada. Ele foi cumprimentado por tanta gente, conhecidos, celebridades, gente que ele nunca viu na vida. Ele estava emocionado olhando pro prêmio, ainda sem acreditar.
"É seu amor!", Lea abraçou ele por trás, "essa noite é sua!". Mas antes que eles pudessem comemorar, Cory foi 'atacado' pelos amigos de Glee. Ele não sabia nem dá onde apareceu tantos lhe abraçando. A velha família estava completa. Ryan, criador de Glee, aproximou-se dele, meio sem jeito, e cumprimentou-o. Diplomaticamente, Cory agradeceu, com um olhar e o pensamento 'eu falei que um dia eu iria provar pra você que eu era bom o sucifiente!'. Logo em seguida, Spielberg se aproximou dos dois, quebrou toda e qualquer etiqueta, e deu um forte abraço no jovem ator, como um pai mesmo orgulhoso de seu filho. O cineasta aclamado e reverenciado por milhões saiu de seu pedestal para cumprimentar um ator que começou outro dia no cinema.
"Você mereceu! Obrigado", disse Steven a Cory no meio daquela pequena multidão ao redor deles, sob os olhares incrédulos de Ryan, os atores de Glee e amigos.
"Obrigado pelo que? Eu que tenho que te agradecer a oportunidade de trabalhar contigo, sua confiança em mim", respondeu Cory tendo seu rosto segurado entre as mãos de Steven.
"Não desmerecendo ninguém, porque todos foram maravilhosos, todos são muito importantes, mas foi você que deu 'vida' a essa história, você é a 'alma' desse filme!".
O cineasta beijou o rosto de Cory e saiu, deixando todos de boca aberta. Antes de deixar o local, ele convidou todo aquele pessoal pra assistir a premier do filme que seria no dia seguinte, especialmente o Ryan, ex-diretor de Cory.
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Depois de toda agitação, já no apartamento de Cory, ele e Lea finalmente comemoravam a conquista do mais novo premiado do Golden Globes.
"Já parou de tremer babe?", Lea brincava com ele, enquanto pegava uma água na geladeira.
"Nossa amor...achei naquela hora que anunciaram que venci, que eu ia desmaiar"
"Eu vi", ela riu.
"Ah mas eu também vi que não era o único...", ele sorriu maliciosamente olhando pra ela, lembrando que ela também quase teve um treco.
"Verdade! Acho que eu estava até mais nervosa que você!"
Comentaram sobre a noite, quem viram, quem passou por eles, alguns questionamentos, curiosidades das pessoas sobre o namoro deles. Riram achando que ia ser bem pior quando todos ficassem sabendo e tal.
"É mas hoje a gente se esquivou amor, fugimos de perguntas, entrevistas que poderiam nos dar alguma dor de cabeça. Mas não vai ser sempre assim, amanhã é um dia que aposto com você que vão vir com tudo na premier. Fora que deve estar passando já agora em tudo quanto é canal de fofocas...", Lea enfatizava.
"Vamos então parar de assistir a esses canais de fofocas, querida!", ele arqueou uma sobrancelha. "Não vamos dar atenção pra esse tipo de gente!", ele caminhou em direção a ela que estava apoiada no balcão da cozinha. "Nesse momento estou mais preocupado com outra coisa...", seu olhar malicioso entregava que a noite ainda estava longe de terminar.
Um beijo foi o suficiente pra começar à incendiá-los. Fora tanta emoção, tanta tensão naquela noite, que finalmente teriam seu momento pra deixar extravasar. Enquanto beijava o colo de Lea, Cory procurava de todas as formas encontrar uma abertura daquele vestido. Por fim, já com raiva, quase partindo pra erguer a gigantesca saia dele, Cory esbravejou:
"Merda, por onde você entrou nisso?"
Ela riu da situação, vestidos de gala além de lindos eram no geral complicados até mesmo pras mulheres vesti-los, imagina pra um homem exitado, tirá-lo? Ela abriu então um pequeno zíper lateral encoberto ao qual outros ganchos e fechos foram se abrindo. Cory ficou maravilhado vendo aquela obra de arte emoldurada no corpo de Lea se 'abrindo' e revelando seu magnífico corpo seminu por debaixo. Ele ergueu-a fazendo sentar-se no balcão. Alguns copos, uma jarra d'água, mais alguns pertences deles que estavam sobre ele foram derrubados pelo chão enquanto ambos se acariciavam, se beijavam. Por mais que tentasse, ela não conseguia tocá-lo por baixo do smoking, ele se esquivava e repetia "depois". Já Cory tirou uma a uma das suas lingeries, deixando nua, sentada em cima do tal balcão, com as pernas erguidas e cruzadas lateralmente, os braços apoiando todo o seu corpo sobre a bancada, ofegante, excitada, toda descabelada. Ele afastou-se dela por um instante, admirando-a.
"Esse é sem dúvida meu maior prêmio!", ele disse à ela todo orgulhoso. Ela sorriu envergonhada. "Até envergonhada é a coisa mais linda do mundo!". Ela chamou-o com uma mão enquanto passou a morder o próprio lábio. Ele voltou a abraçá-la, se perdendo em seu corpo, morrendo em seus beijos ansiosos por prazer.
Quando ela ia novamente tentar abrir sua camisa, sua calça, foi impedida.
"Você disse que a noite era minha, verdade né? Então, hoje só eu vou me divertir!"
"Mas se a gente compartilhasse não seria mais divertido? Se eu também te tocasse...", ela perdeu a concentração no que estava querendo argumentar quando ele puxou-a junto dele, colando em seu corpo ainda vestido. Ela deu um leve gemido com a surpresa daquela posição, quando podia senti-lo por debaixo de toda aquela roupa.
"Meu maior divertimento é ver que você está tendo algum prazer comigo!...Eu posso ser meio tímido, babe, mas eu estou longe de ser bobo", ele deitou-a sobre aquele balcão, deslizando seus dedos por todo o corpo nu dela, visivelmente arrepiado por aquele contato tão sensível e sedutor. Enquanto isso sussurrou em seu ouvido, "vou te deixar louca...", ela estremeceu fechando seus olhos e se entregando sem pestanejar.
Cory acariciou cada milímetro do corpo da amada, intercalando com beijos, ora suáveis e ternos ora ofegantes, quentes, ansiando por mais. Ela se contorcia toda vez que ele brincava em seus seios, beijando-os lentamente, um a um, sentindo-os com sua língua. Ou quando esta contornava seu umbigo...Lea bravamente se continha pra não gritar de prazer. Ele começou dar pequenos beijos do lado interno de suas coxas culminando em seu ponto mais íntimo. Nesse momento, ela não agüentou mais, deixou escapar o primeiro, e depois os outros gritos já foram propositais quando ele trocou a língua por seus dedos. Cory, a cada grito de Lea, levantava a cabeça, satisfeito. Ela já estava toda 'molhada' quando conseguiu puxá-lo junto dela. Grudou no corpo dele, beijando, arranhando-o por sobre a roupa ainda impecável. "Seu diabinho, já faz tempo que passou da meia noite, então...não é mais a sua noite!". No calor que estava seu corpo, sentido-se a mil por hora, ela estourou todos os botões da camisa dele com um só puxão, tirando o paletó e a camisa, juntos. A gravata ficou pendurada balançando aos movimentos ofensivos de Lea. Ele fitava-a incrédulo e excitado, 'eu criei um monstro', ele pensou. Ela passou a língua contornando sua boca, olhando pra ele de pé em sua frente. Abriu seu cinto, a calça, deixando-a deslizar até o chão. Foi direto ao ponto, pegou o que mais cobiçava pra fora da última peça de roupa e ficou orgulhosa ao sentir que ele também havia ficado 'molhado' enquanto brincava com ela. Ele ergueu os braços, "ok, faça o que quiser então!", rendendo-se. Lea não se intimidou. Ainda sentada no balcão ela se ajeitou melhor e trouxe ele junto dela. "Agora eu sei porque você colocou esse balcão aqui amor...", ele arqueou a sobrancelha, "...pra suprir nossa diferença de altura, agora sim eu posso me encaixar perfeitamente em você de pé". Ele não conteve o riso. Lea saía com cada uma!
"Sabe quando eu mais me divirto? Gosto também de ver que estou te fazendo sentir prazer, mas, gosto muito mais quando juntos, vamos trocando 'brincadeiras' até chegarmos em nosso prazer completo". Ele olhou no fundo dos olhos dela ..."eu te amo". Ela respondeu com a mesma intensidade antes de se entregar novamente à aqueles braços que gostava tanto de estar. Dessa vez, juntos, eles acariciaram-se, beijando, sentindo, até que seus corpos se uniram, compartilhando o mesmo prazer: fazer amor com quem se ama, estar feliz e ver a outra pessoa feliz.
Lea quando atingiu seu clímax, deixou seu corpo arquear para trás, ainda sobre a bancada, deixando sua cabeça cair sob seu corpo ofegante de prazer, mesmo estando com Cory dentro dela. Ele ficou louco vendo ela contorcida em sua frente de uma forma tão especial, ainda presa nele. Como instintivamente, ele repousou seu corpo sobre o dela. Ela então ergueu a cabeça e deu um sorriso maroto: "te peguei", ela sussurrou prendendo ele dentro dela e comandando a penetração sozinha. Dessa vez foi ele quem procurou em vão conter suas emoções. Gemidos, gritos, começaram a ecoar dentro daquela pequena cozinha. Ela começou a rir com seu feito, comprimindo a boca dele com a sua pra abafar um pouco todo aquele êxtase. Por fim, exaustos, eles acabaram rolando pro chão, ao lado do balcão, um sentado do lado do outro, rindo um da cara do outro e da situação.
"Na cozinha Cory, isso está ficando demais, amor! Temos que nos controlarmos um pouco".
"Você tem razão,...vamos tentar no quarto da próxima vez, até na porta do quarto já está bom!"
"É está bem!"
"Mas se não der tempo... pode ser no corredor?"
"Cory!"
