N/T: Não, você não leu errado. É uma nova letra L. Esse é o capítulo certo da letra L, e não o capítulo 14 (o dos livros). Sim, eu fiz confusão e errei. Acontece nas melhores fics! ;p


Toda casa onde reside o amor
E a amizade é uma convidada
É certamente um lar, um lar doce lar
Pois ali, o coração é capaz de descansar.

- Henry Van Dyke


Capítulo Vinte e Três: L é de Lar

Após seu telefonema com Emmett, Edward decidiu por ficar em seu quarto de hotel e assistir TV. Ele sentia que seu humor estava estranho, tudo graças à xeretagem de seu irmão, porém Edward não sabia se realmente podia ficar com raiva dele. Embora Emmett tivesse praticamente arrancado as palavras para fora de sua boca, Edward, em um certo nível, já tinha consciência de que ele estava apaixonado por Bella.

Aquela noite no parquinho tinha sido uma prova disso. Ele sentira o amor lá na hora - cacete, ele tinha até o proferido, mas a ficha ainda não havia caído em sua mente. Ele não fazia ideia de como isso era possível. Mas o fato era: aquilo tinha acontecido. Ele sabia que havia dito as palavras, porém ele deixara passar batido, totalmente, assumindo isso como um deslize da mente, ou como algo que ele simplesmente dissera no momento de seu clímax. Não era raro que alguém dissesse 'eu te amo' quando estivesse fazendo sexo; acontecia o tempo todo, mas Edward podia dizer, com sinceridade, que o significado das palavras era verdadeiro.

Fazendo uma retrospectiva, ele concluiu que naquele momento ele soube que estava apaixonado por Bella. A realização disso tinha sido como um soco no estômago, lá, entre os brinquedos do parquinho. Ele estava olhando nos olhos de Bella, vendo o corpo dela estremecendo sob o dele enquanto se moviam em harmonia. A lua derramava sombras das árvores sobre as bochechas dela, e então aquelas três curtas palavras haviam deslizado de seus lábios com uma facilidade - porém agora, agora as palavras pareciam muitíssimo mais reais.

"Eu amo Bella Swan," falou ele, mais uma vez, para o quarto de hotel, deitado na cama com os braços cruzados sob sua cabeça.

As palavras soavam diferentes, como se nelas houvesse algo que lhes desse substância, significado.

Ele não sabia o que esse tal "algo a mais" era, porém durante todo o dia sua mente rodou com pensamentos sobre Bella, enquanto tentava assistir a filmes e esquecer sobre a conversa com Emmett. Mesmo quando seu chefe o ligou para convidá-lo para jantar, insistindo que ele fosse, Edward recusou, educadamente, usando a desculpa de que não se sentia muito bem.

A única coisa que ele conseguiu fazer naquele dia foi pedir para que algum funcionário da recepção do hotel pegasse uma jóia da Tiffany's, que ele havia encomendado pela internet. Era um colar simples, nada muito caro, mas que era extremamente simbólico - ao menos era isso que Edward achava.

Era um colar de ouro branco, e dele pendia um dos famosos pingentes de chaves da Tiffany's, mais especificamente uma chave acompanhada de um coração incrustado com diamantes redondos. Por mais cafona que o colar parecesse na foto do site, Edward o achou lindo ao vê-lo ao vivo, deitado na famosa caixa de jóias de veludo azul; e não conteve o sorriso. Ele ficou imaginando o quanto a peça ficaria adorável na pele alva do pescoço de Bella, e o quão radiante os diamantes do coração brilhariam contra seu peito.

Ele estaria dando a Bella uma jóia que ele sabia que ela iria protestar ao ganhar, dizendo que ele não devia ter comprado-lhe nada, mas ele sabia também que ela amaria o presente.

Infelizmente, ela não iria fazer ideia do simbolismo por trás da chave para um coração, ou o quão difícil era para Edward estar lhe dando aquele presente, ou melhor, aquele pingente.

Edward eventualmente caiu em um sono conturbado, virando-se e mexendo-se na cama enquanto de tempos em tempos pensava no vôo de amanhã cedo. Pela primeira vez, em anos, ele estava realmente nervoso por estar voltando para casa. Entretanto, o motivo real de seu nervosismo era o fato de que ele não estaria voltando para sua melhor amiga Bella. Ele estaria voltando para sua melhor amiga Bella, a mulher por quem ele estava apaixonado.

Naquela noite ele sonhou que pegava Bella no colo e declarava seu amor, sendo completamente correspondido por ela. Ele sonhou com a maneira como ela iria sorrir e admitir que sentia o mesmo, e então eles iriam se beijar e fazer amor.

É claro, ele sabia que era tudo fruto de sua imaginação ao acordar poucas horas depois para certificar-se que tinha guardado tudo seguramente em sua mala, antes de descer para a recepção e fazer o check out.

Após enfrentar a funcionária que flertava impiedosamente, ele terminou seu check out e encontrou o Sr. Austen na entrada para esperarem pelo taxi que os levaria ao aeroporto. Edward estava ansioso, mas tratou de encobrir seus medos quando o Sr. Austen lhe disse um bom dia e o parabenizou pela conquista, cumprimentos os quais ele mereceu com muito mérito.

"Bom dia, Edward."

"Bom dia, Sr. Austen," ele respondeu, esforçando-se para conter seus nervos e suprimir o bocejo que ameaçava escapulir.

"Está se sentindo melhor?" Perguntou Sr. Austen, e Edward assentiu, quase se entregando, pois tinha esquecido da desculpa que inventara na noite anterior.

"Sim, senhor. Acho que foi alguma coisa que eu comi ontem mais cedo."

"Acontece com todo mundo," Sr. Austen riu, e Edward uniu-se a ele enquanto seguiam para o taxi que havia chegado.

Quando o motorista fechou o porta-malas, o Sr. Austen passou uma larga resma de papéis para Edward. Era quase tão grossa quanto um dos livros que Edward costumava usar para estudar na faculdade.

"O que é isso, Sr. Austen?" Questionou ele, equilibrando os papéis em sua mão direita.

"Isso, meu caro, é o contrato da campanha da Adidas. O Sr. Dassler ficou extremamente impressionado com a sua apresentação, e com a forma como você se portou. Ele também mencionou que acredita que você está destinado a grandes feitos no mundo da publicidade. E eu só tenho a concordar com ele."

"Muito obrigado, Senhor," Edward agradeceu, sorrindo ligeiramente ao notar o número de dez dígitos escrito na capa do contrato.

"O prazer é meu, Edward. Você tem sido uma grande força dentro de nossa empresa. Sr. Meyers e eu estávamos conversando sobre isso, dia desses. Nós acreditamos que, no futuro, existe a possibilidade de tornar você um de nossos sócios."

Edward arfou, surpreendido por aquela revelação. Sócio? Ele pensou. Isso seria incrível. Ele imaginou quanto tempo levaria para que na placa da fachada das portas da empresa estivessem gravados os nomes "Meyers, Austen & Cullen". A visão disso trouxe um sorriso para sua face, mas quando reparou que o Sr. Austen olhava para ele, deixou o sorriso diminuir.

"Não há problemas em sorrir, Edward. É uma grande honra ser convidado para fazer parte de uma sociedade. Eu e Meyers nunca nem consideramos a ideia antes, até contratarmos você há alguns anos," ele começou, e Edward ouvia, imóvel e maravilhado. "É verdade," ele afirmou.

"Mas, por que eu, senhor?"

"Edward, a resposta devia ser óbvia. Você é um de nossos funcionários mais dedicados. Não pense que nunca notamos você vindo trabalhar aos sábados. Você possuiu uma tenacidade que eu não vejo há anos em ninguém. Você tem um talento especial para isso, Edward. Jamais vi alguém apresentar uma campanha como você apresenta."

"Muito obrigado, senhor," Edward falou, ainda deslumbrado pelo que acabara de ouvir. Ele sabia que seus superiores achavam coisas boas sobre ele, porém ser realmente cogitado para algum dia tornar-se um dos sócios era algo incrível, e extremamente gratificante.

"Não há de quê. Você me lembra o Meyers, quando ele era jovem. Eu nunca fui o galã que ele era. Minha esposa, Jane, parece achar que a cota de seu sucesso está, de alguma forma, associada com o seu - como ela mesma diz - sorriso brilhante e fantástico rosto."

Edward riu enquanto o Sr. Austen contava sobre a paixonite não tão sutil de sua esposa em cima do jovem funcionário desde que se conheceram, anos atrás, em uma das muitas festas de confraternização de fim de ano da empresa. Ele até mesmo contou sobre o quão decepcionada a Sra. Austen tinha ficado quando soube que Edward não iria ao jantar da noite anterior por estar doente. Ele quase teve que impedí-la fisicamente, pois ela queria ir ao hotel visitá-lo para ajudá-lo a melhorar.

"Pode rir, Edward, mas a aparência e o charme podem levar um homem muito longe - principalmente homens do nosso ramo. Não pense que seu currículo impressionante foi a única razão para contratarmos você."

Edward arregalou os olhos com essa admissão, mas relaxou ao notar o modo que os ombros do Sr. Austen chacoalhavam enquanto tentava suprimir suas risadas.

"O senhor está brincando comigo, certo?" Ele perguntou, e seu patrão assentiu a cabeça, permitindo seus risos preencherem o táxi.

"Claro que estou, Edward, mas é sempre bom avisar: alguns clientes são incrivelmente superficiais e realmente pensam desse jeito."

"Só posso imaginar, senhor."

Sr. Austen concordou com a cabeça antes de ficar em silêncio pelos próximos quinze minutos do percurso até o aeroporto.

Foi nesse momento que os nervos de Edward começaram a ficar agitados mais uma vez. Ele estava agora a um passo mais perto de voltar para casa, de voltar para Bella. Ele mal podia esperar para voltar para seus braços, para sentí-la pressionada contra ele, para sentir o corpo nu dela mexendo-se contra o seu enquanto ele a penetrava lentamente.

Ele parou de andar e congelou-se no lugar quando uma imagem subitamente lhe veio à mente. A imagem era de Bella coberta de suor, sua pele ruborizada, e seu cabelo escuro espalhado sobre o travesseiro e lençóis.

"Edward!" Sr. Austen o chamou, interrompendo seu breve devaneio.

"Pois não, senhor?"

"Você está bem? Você simplesmente parou de andar e começou a olhar para o nada."

"Estou bem. Só estava checando se tinha lembrado de trazer tudo," ele inventou uma mentira, rapidamente. Pareceu uma desculpa plausível.

O Sr. Austen não questionou mais, e então os dois foram para o balcão da companhia aérea para pegarem os passes de embarque e fazer o check in das malas. Uma vez tendo tudo isso feito, eles se encaminharam até o portão de embarque.

"Odeio esperar," O Sr. Austen falou, aleatoriamente, enquanto Edward sentava-se em frente a ele, numa mesa do bar do lounge da primeira classe.

"Concordo plenamente," Edward concluiu, mas por um motivo completamente diferente - e com isso, as borboletas em seu estômago bateram as asas em uníssono. Seus nervos estavam para lá de agitados, e agora fervilhavam.

Meia hora depois, um dos comissários de bordo anunciou que havia começado o embarque da primeira classe. Numa tentativa de manter-se nas graças do Sr. Austen e dar mais uma boa impressão, ele rapidamente tirou um dinheiro da carteira e o pôs sobre a mesa, pegando a nota da conta.

Sr. Austen agradeceu a ele e foi para o portão de embarque. Edward seguiu logo atrás, pegando sua maleta e andando para o portão, acompanhado de seus nervos que começavam a lhe causar náuseas.

Uma hora depois, o avião estava deixando a cidade. Antes da decolagem, Edward mandou uma mensagem de texto para Emmett para avisá-lo que estava a caminho de casa, e deixou outra para Bella, avisando que chegaria algum tempo depois de meio-dia.

Ele sentou-se ao lado da janela e ficou a observar os bancos de nuvem até adormecer. Quando acordou, apenas duas horas faltavam para terminar o vôo.

"Ah, bom dia de novo, Edward," Sr. Austen riu enquanto Edward despertava.

"Desculpe, eu dormi. Acho que estava mais cansado do que pensei."

"Não tem problema nenhum. Afinal, você estava mesmo doente, ontem. É natural que sinta ainda um pouco de mal-estar."

Edward assentiu e chamou uma comissária de bordo. Rapidamente, uma moça com maquiagem pesada e um cabelo montado de laquê parou ao lado do Sr. Austen e inclinou-se para falar com Edward.

"Bom dia. Como posso ajudá-lo?" Ela sorriu largamente, e Edward teve que se refrear para não fazer ânsia de vômito quando o perfume barato da moça revoou em sua direção, e quando notou que o chamativo batom vermelho pintava não somente seus lábios, como também dois de seus dentes da frente.

"Eu só quero alguma coisa gelada... ahn... tipo uma Coca. Obrigado," ele respondeu e sorriu para a comissária, tentando manter distâncida dela. De sua visão periférica, ele viu o Sr. Austen falhando na tentativa de não rir.

"O prazer é todo meu," ela rebateu, ainda sorrindo exageradamente.

Quando a aeromoça saiu, o Sr. Austen permitiu-se gargalhar livremente e Edward apenas encarou o patrão.

"Eu não disse? É um galã!"

Edward rolou os olhos. A comissária de bordo, Rebecca, voltou, inclinando-se de modo obsceno sobre o Sr. Austen para entregar a Edward a sua bebida. Ela mais uma vez sorriu largamente e Edward recostou-se em sua cadeira o mais longe possível, empurrando a cabeça contra o recosto o máximo que podia.

"Precisa de mais alguma coisa, senhor?" ela perguntou, insinuante, e dessa vez o Sr. Austen gargalhou audivelmente, sem rédeas, constrangendo Rebecca.

"Não, obrigado," Edward respondeu, dispensando-a.

Claramente abalada, ela se afastou, seu rosto vermelho como pimentão.

"Isso foi desconfortável," Edward murmurou, e o Sr. Austen riu.

"Aquilo foi hilário! Ela não podia ter sido mais óbvia."

Edward balançou a cabeça, pegando seu copo e tomando um gole da bebida gasosa, deliciando-se com o modo como ela curava a secura de sua boca.

Quando terminou a lata, os comissários já estavam limpando o lixo e o piloto informava a todos que eles já se aproxiamavam de Seattle, e que estariam pousando em vinte minutos.

Enquanto Edward reposicionava sua cadeira para uma posição sentada, e colocava sua bandeja no devido lugar, o nó em seu estômago começou a apertar, deixando-o novamente enjoado.

"Você parece tenso," Sr. Austen comentou e Edward balançou a cabeça, para dissipar essa impressão.

"Estou bem. É só que o pouso sempre me deixa um pouco ansioso."

"Não há nenhum vergonha nisso," Sr. Austen falou. "No meu caso, é a decolagem que me deixa de estômago embrulhado."

Edward assentiu e agarrou os braços da cadeira quando o avião aproximou-se da pista. Ele agora conseguia ver Seattle por entre as nuvens. Mais alguns minutos depois, as rodas desceram e o avião estava tocando o asfalto da pista do aeroporto.

Demorou quinze minutos até que o avião estacionasse em frente a um portão e os passageiros fossem liberados para o desembarque. Quando Edward e o Sr. Austen chegaram na esteira das bagagens, eles se despediram, já que a mala do Sr. Austen foi a primeira a passar. Edward esperou alguns minutos até que sua mala apareceu viajando sobre a esteira. Quanto mais perto a mala chegava, mais calor ele sentia. Seus ouvidos estavam apitando, e havia uma leve camada de suor formando-se em sua testa.

Ele andou vagarosamente para sair da área das bagagens, até passar pelo portão de desembarque, avistando seu irmão facilmente dentre as pessoas que esperavam outros passageiros.

"Em!" Ele chamou e Emmett acenou para ele.

"Bem-vindo de volta," Emmett cumprimentou com um abraço.

"Obrigado, Em."

"Então, trouxe alguma coisa da Big Apple pra mim?" Perguntou, encaminhando Edward para seu jipe.

"Não."

Emmett fez uma carranca e abriu a traseira do carro para colocar a mala de Edward dentro.

"Nossa, que falta de educação! Você viaja e não traz nada pra ninguém. Eu sempre trago alguma coisa pra você."

"Uma barra de Toblerone que você comprou no Free Shop não conta como 'alguma coisa', Emmett," Edward argumentou ao entrar no jipe. "Além disso, eu trouxe sim um presente. Só que não é para você."

"Um presente? Do tipo só um? Do tipo para Bella?" Emmett perguntou, xeretando, e Edward o encarou.

"Ah qual foi, Edward. Vamos parar com isso agora. Você está apaixonado por Bella e trouxe algum presente de Nova York para ela. Certo?"

"Sim," Edward admitiu, derrotado.

"E a pergunta é: o que você trouxe?"

Edward franziu o cenho enquanto tirava a caixa de jóias de sua mala.

"Tiffany's?" Emmett perguntou. "Não me diga que você comprou um anel?"

"Não. Não sou tão idiota. É um colar. Um pingente de chave com um coração em cima," ele mostrou a peça, cuidadosamente desfazendo o laço de fita azul no topo da caixa. Emmett começou a rir.

"Ah meu Deus, seu brega! Por acaso isso deveria simbolizar a chave do seu coração, ou algo do tipo?" Questionou ele, e Edward o encarou novamente, o que serviu como resposta suficiente para o irmão.

"Ah, cara, então é mesmo! Nossa, você está realmente caidinho... se bem que isso não deveria me surpreender. Acho que você sempre teve uma queda por Bella. Quer dizer, que tipo de muleque adolescente gasta um dinheirão absurdo em um presente para uma garota que é apenas uma amiga?"

"Cala a boca, Em, e apenas me leve para casa," Edward resmungou.

"Oh, sim, é claro que você quer logo chegar em casa. Bella provavelmente está te esperando com alguma lingerie sexy," Emmett provocou, e em um ato reminiscente da infância e adolescência deles, Edward socou Emmett no braço.

"Ei, presta atenção, oh! Estou dirigindo. Você quer chegar em casa? Não?"

"Faça-me um favor: fique com a boca fechada e dirija."

"Que seja, Edward. Você é tão rabugento... Então, como foi em Nova York? Conseguiu ganhar o cliente, ou seja lá o que você faz no trabalho?" Emmett perguntou, tentando parecer interessado.

"Foi muito bom lá, e sim eu consegui fechar o contrato com o cliente, e acho que, em breve, serei convidado a ser um dos sócio."

"Jura?" Emmett inquiriu, agora demonstrando o quanto estava feliz por ele. Edward assentiu e Emmett afagou o ombro do irmão.

"Isso é maravilhoso, cara! Ninguém merece isso mais do que você."

Edward sorriu, enquanto Emmett virara a familiar curva a esquerda para entrar em sua rua. Foi uma sensação muito agradável estar de volta a uma vizinhança familiar, porém isso também serviu para colocar seus nervos à flor da pele novamente.

"Eita, Edward, você está legal?" Emmett perguntou, encontrando uma vaga a alguns passos da portaria do prédio.

"Sim, só estou meio nervoso."

"Por que diabos você está nervoso?"

"Não sei," admitiu, saindo do carro. Seu corpo parecia que estava em chamas. Ele removeu sua bagagem do porta-malas do jipe de Emmett, e começou a andar para o edifício, Emmett seguindo-o logo atrás.

"Aonde você pensa que vai?" Edward virou-se para Emmett.

"Dar oi para Bella. Não pense que só porque vocês estão trepando, que você pode privá-la dos amigos."

Edward rolou os olhos e entrou no prédio, seguindo para o elevador. Os dois irmãos Cullen entraram e subiram para o andar do apartamento de Edward. Durante o percurso, a perna de Edward tremia, sacudindo para cima e para baixo, impacientemente, enquanto a caixa de metal lentamente arrastava-se pelos andares e chegava mais perto de seu destino final.

"Caramba, Edward, relaxa."

"Estou tentando," Edward engoliu de nervoso ao sair do elevador e ir até sua porta. Com a mão tremendo, ele colocou a chave na fechadura e destrancou. Assim que entraram, Emmett anunciou a chegada aos berros para Bella.

"Trouxe ele de volta e inteiro, Bella!"

Bella saiu correndo do quarto de Edward, quase tropeçando ao se jogar nos braços de Edward, falando e falando o quando havia sentido saudades dele.

"Senti sua falta também, minha linda," Edward respondeu e Emmett abriu um sorriso presunçoso ao ver Bella em seu pijama bastante revelador - um short curto e uma regata -, segurando o pescoço de Edward com toda a vontade.

"E por que eu não recebo um cumprimento desses, hein? É por que eu e você não fazemos sexo sacana, é?" Emmett perguntou e Bella arfou de vergonha e surpresa, afrouxando o aperto em Edward. Ela virou-se para fitar Emmett.

"O que foi que disse?" Ela perguntou, virando para Edward em seguida. "O que foi aquilo que ele falou?"

"Rosalie é uma linguaruda," Edward respondeu pelo irmão, que assentiu a cabeça para a afirmação.

"Merda," Bella xingou. "Então você sabe?"

"Uhum, sei tudo sobre as peripécias de vocês," Emmett riu e Bella enrubesceu. Em outros momentos, Edward estaria admirando o quão linda ela ficava com as simples roupas de dormir e como era lindo o rosa que coloria sua pele, mas agora ele estava era furioso com Emmett e Rosalie.

"Vai pra casa, Emmett" Edward repreendeu, e Emmett choramingou para alegar que aquilo não era justo.

"Ah, qual foi? Fala sério!"

"Emmett," Edward repetiu e ele aquiesceu.

"Está bem, eu vou, mas essa não será a última vez que vocês me verão. Eu voltarei!" Ele falou, majestosamente, e Bella balançou a cabeça, rindo.

"Fale para aquela loira burra que ela não vai ganhar nada de Natal," Bella gritou enquanto Emmett saía.

"Direi tudo, tintim por tintim!"

"Acho bom!" Edward e Bella disseram juntos. Eles riram, Edward indo fechar a porta.

"Senti saudades," Edward declarou e Bella assentiu.

"Eu também."

"O que estava fazendo no meu quarto?" Ele perguntou, tirando os sapatos e indo para o quarto. Ele viu Bella o seguindo e começando a corar.

"Dormi no seu quarto, ontem. Eu gosto do cheiro da sua cama," ela confessou, e Edward sorriu.

"Dormiu bem?"

"Mais ou menos. Eu tive aquele sonho recorrente, de novo. Mas não é um sonho ruim, pelo contrário, é até bem legal. Eu só queria poder ver o rosto da pessoa."

"Como assim?" Edward perguntou ao sentar na cama. Ele removeu a gravata e desabotoou a camisa, tirando-a de dentro da calça.

"Bem, é aquele sonho que eu tenho, onde eu estou dançando com um homem e nós nos beijamos, mas eu nunca consigo ver o rosto dele... é tão estranho," ela sussurrou, e Edward sentiu seu coração palpitar. Algo dentro dele desejou que o rosto que ela veria fosse o dele.

"Provavelmente não significa nada."

"Eu sei, mas é irritante que eu continue a sonhar frequentemente com isso," ela protestou e Edward observou Bella franzir o cenho. Ele esticou um braço para desfazer a pele franzida, com o dedo.

"Assim você fica cheia de rugas," ele provocou e Bella bufou.

"Você parece até Alice falando."

"Ela é minha prima, afinal," ele argumentou e Bella assentiu.

"Então, como foi em Nova York? Conseguiram o contrato?" Ela perguntou, genuinamente animada - ao contrário de Emmett.

"Sim, conseguimos, e a estadia na cidade foi ótima, só que teria sido melhor com você lá." ele murmurou baixo a última parte, mas Bella ouviu, e acabou ficando ruborizada mais uma vez.

"Eu amo quando você cora. É lindo," ele sussurrou, acariciando as bochechas dela com as costas dos dedos.

"Meu Deus, como senti saudades de você."

"Também senti saudades," ele começou, se afastando. Ele inclinou-se para pegar a maleta perto de seus pés e colocou em seu colo.

"Trouxe uma coisa pra você."

"Edward," ela castigou. "Não devia ter trazido nada para mim! Totalmente desnecessário."

"Fique quieta, Bella, e apenas aceite o presente," ele argumentou, empurrando a caixa azul na direção dela.

Ele viu os olhos de Bella passarem sobre a caixa azul e a caligrafia em preto sobre ela, em que se lia Tiffany & Co.

"Edward, isso é muito," ela protestou, lentamente removendo o laço de cima da caixa e abrindo-a devagar. Ela arfou quando os brilhantes diamantes cintilaram com a luz.

"Edward, é lindo..." ela murmurou, observando. "Mas deve ter custado o olho da cara."

"Não, só uma narina," ele brincou, e Bella bufou fracamente, percorrendo a borda da chave com um dedo, maravilhada pela beleza da jóia.

"Me ajude a colocar?"

"É claro," ele falou, engatinhando sobre a cama para sentar em cima dos joelhos, atrás dela.

Delicadamente, Edward tirou o colar de dentro da caixa. Ele deitou o cordão sobre o colo de Bella e passou as extremidades por trás de seu pescoço, enquanto ela segurava o cabelo para o lado. Fechando o colar, ele tirou o cabelo da mão dela e o segurou para cima.

Ele observou o modo como ela segurava a chave em sua mão, e sorriu. O colar tinha ficado exatamente como ele achara que ficaria nela.

"Fica perfeito em você."

Bella corou ainda mais com as palavras, e virou a cabeça para longe dele. Edward se deliciou com o calor que irradiava dos ombros dela, e então gentilmente deixou um beijo no ombro direito.

"Edward," Bella gemeu, e Edward respondeu igualmente.

"Sinto falta da sua pele," ele iniciou. "Sinto falta de como você se move quando está sob mim," continuou, beijando o local abaixo da orelha dela, fazendo-a estremecer. "Sinto falta da sensação de ter você ao meu redor," ele gemeu ao pé do ouvido dela, mordiscando seu lóbulo.

"Oh," Bella arfou quando Edward mordeu a base de seu pescoço.

"Ainda não," ele provocou e se afastou. Bella riu, vendo Edward sair da cama. Ele pegou o celular e tirou, rapidamente, uma foto de Bella, para que pudesse manter para sempre a imagem dela usando o colar.

Em seguida, ele foi até a mesa de cabeceira e pegou o gorro. Balançando-o uma vez, ele esticou na direção de Bella, que não falou nada. Ela assistiu, hipnotizada, enquanto ele tirava um pedaço de papel de dentro do chapéu. Após abrir e ler, Edward pegou o gorro e o tacou pelo quarto.

"Edward," Bella ralhou e Edward grunhiu em resposta.

"Fique quieta, Bella. Faz tanto tempo que eu não fico com você," ele falou no pescoço dela, puxando-a para perto.

"Qual letra você tirou?"

"L," ele gemeu ao puxar os quadris dela contra os seus. Ambos gemeram em união, enquanto Edward deitava Bella gentilmente sobre o colchão.

"E o que L significa?"

"Não sei, mais tarde eu resolvo," ele respondeu, tirando a regata de Bella, e revelando seus seios.

"Meu Deus, como senti falta disso... de você," ele lamuriou, sua boca prendendo-se em um dos mamilos dela, enquanto sua mão massageava o outro seio. Edward gemeu quando o corpo de Bella arqueou-se contra sua boca, e as mãos dela começaram a puxar as raízes do cabelo dele.

Edward trocou suas manobras de lado quando as mãos de Bella foram para sua camisa, tentando desabotoá-la sem sucesso.

"Deixe-me tentar," Edward sentou-se e desabotoou alguns dos botões antes de ficar frustrado e simplesmente abrir o resto da camisa com um puxão. Alguns dos botões voaram da camisa, porém a maioria permaneceu intacta. Ele finalmente jogou para longe a peça de roupa, caindo perto do gorro que estava no chão, junto com todos os pedaços de papéis espalhados ao redor.

As mãos de Bella encontraram o caminho do peitoral dele, e acariciaram os músculos lentamente, arrastando as unhas sobre os mamilos.

"Bella," ele lamuriou, e ela sentou-se e deixou um beijo sobre o mamilo esquerdo antes de sugá-lo. "Bella," Edward repetiu, enterrando as mãos no cabelo dela quando a boca arrastou por seu peito, até o outro mamilo.

"Merda," ele grunhiu, Bella correu as unhas pelas costas dele, colocando maior pressão conforme descia.

Edward rugiu e empurrou Bella para deitar de volta na cama.

"Senti tantas saudades," murmurou ele contra a barriga de Bella, introduzindo a língua no umbigo dela. Bella contorceu-se e ele riu.

"Eu também," ela falou rapidamente, quando Edward mordiscou o osso de seu quadril. "Ah, Edward."

"Hmmm. Bella, eu posso sentir seu cheiro. Já faz tanto tempo... Você sabe o quanto foi terrível não poder ver você se tocando? Deve ter sido lindo. Você me deixa assistir, algum dia?" Ele provocou enquanto suas mãos esfregavam lentamente o sexo dela, por cima do short.

Bella ergueu os quadris de encontro àquele toque, rebolando contra a palma da mão dele que a acariciava.

"Hmmm... tão molhada," Edward falou ao puxar o short, junto com a calcinha.

"Só para você," ela gemeu, e aquelas três palavrinhas acenderam uma chama dentro de Edward, que ele não sabia que existia. Rapidamente, ele desabotou sua calça e a tirou.

"Diga isso de novo," ele demandou, alinhando-se sobre a entrada dela. "Fale de novo, cacete!"

Bella gemeu quando ele esfregou sua ereção por todo seu sexo, até voltar a sua entrada. Vagarosamente, ele a torturou até ela falar.

"É só para você, Edward. Só para você!" ela arfou a última palavra, pois Edward enfim deslizava para dentro dela, gemendo quando, instintivamente, ela apertou-se em torno dele. Os olhos dele fecharam-se lentamente, enquanto permitia que o calor intenso dela o afetasse. Havia tanto tempo que ele não se sentia assim, e ainda ouvir aquelas três palavras apenas contribuíram para deixá-lo em chamas.

"Bella," ele clamava, pegando as pernas dela e cruzando os tornozelos ao redor do pescoço dele, penetrando-a mais profundamente nessa posição, e mantendo seus movimentos vagarosos e estáveis. Ele saiu de dentro, e em seguida, lentamente, voltou, deixando a sensação do calor de Bella envolvê-lo apertadamente, de uma forma simplesmente perfeita. Ele nunca tinha sentido isso antes, nem mesmo na noite em que eles transaram lenta e languidamente. Ele nunca estivera tão enfeitiçado por ela, nunca estivera tão fundo dentro dela.

Ao sentir Bella comprimindo-se mais em torno dele, Edward aumentou seu ritmo, para o prazer de ambos.

"Edward," Bella lamuriava enquanto Edward estocava nela. "Tão bom... Ah, caralho!"

Edward encobriu a vontade de rir o melhor que pode, beijando o tornozelo de Bella.

"Bella," era tudo o que ele conseguia dizer quando Bella chegava ao clímax, seu íntimo apertando-se ao redor dele, prendendo-o em um aperto de ferro, seu corpo estremecendo sob o dele. Suas unhas cravaram nos braços de Edward, e ele sabia que ficariam marcados, mas ele não se importava. Penetrando-a mais rapidamente, ele gemeu alto, sem ligar para o fato de ser apenas uma da tarde. A cabeceira da cama batia contra a parede, fazendo barulho, e ele sabia também que teria que retocar aquela parte, mais tarde.

Quando Bella olhou para ele e tocou a ponta da chave que ornava seu pescoço, Edward perdeu todo o controle.

"Merda," Edward grunhiu, e em seguida retirou-se de dentro dela, deitando a seu lado. "Isso foi maravilhoso," ele murmurou contra o travesseiro.

"Concordo," Bella riu, sendo puxada para mais perto de Edward.

"Esse colar realmente fica incrível em você."

"Obrigada," ela respondeu, virando-se para sorrir brilhantemente para ele.

"Não há de quê, minha linda," ele respondeu, agora já não dando a mínima caso Bella o reprimisse por ele quebrar alguma regra invisível.

"Então, o que a letra L significava?" Ela indagou, despistando qualquer pequena confissão dele.

"Lar, eu acho," respondeu.

"Ora, essa definição foi sem graça," Bella riu. "Foi uma bela de uma saída pela tangente, se quer saber."

"Quieta," Edward uniu-se à alegria dela, tapeando sua coxa, de brincadeira.

"Senti sua falta."

"Senti sua falta, também, Bella. Você nem faz ideia."


N/T: Foto do colar, de acordo com a autora http:/img188(PONTO)imageshack(PONTO)us/img188/1139/heartkeypendant(PONTO)jpg

Ele voltou. E agora como vocês acham que fica essa coisa de "descobrindo o amor"? hahah

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