17. Rotina
Cabeça no lugar, era hora de trabalhar. E assim foram os meses que se seguiram. Muito trabalho! Lea voltou a ser a mulher determinada e focada que sempre fora. Se empenhou tanto no seriado Ellen, do criador David Crane ex-Friends, que estava fazendo, que cerca de três episódios depois, já havia dobrado de audiência e atraído a atenção da mídia. Além disso, algumas músicas do seriado já despontavam entre os Tops na Billboard, tendo o cd trilha do seriado como um dos mais vendidos nas últimas semanas. "Finalmente temos nosso novo sucesso! Bem vindos de volta aos tempos de glória meus amigos!", dizia Crane aos seus produtores.
Entre as filmagens do seriado, Lea terminava sua nova obra para a Broadway, que iria substituir Sweeney Todd, o trabalho produzido juntamente com seu amigo Chris Colfer, e que estava em suas últimas apresentações. Sua nova produção, dessa vez como única criadora e responsável, seria um remake de Evita, onde ela seria a própria. Não via a hora de estrear.
Ainda ela arrumava tempo pra fazer várias campanhas, desde as publicitárias, das mais variadas, maquiagem, roupas, jóias, até questões sociais, humanísticas e direito dos animais. Estava por tudo na tv, nos programas de notícias, de fofocas, de celebridades, de música, ...como modelo de pessoa, de artista, de ícone, de namorada,...virou a sensação!
Se a vida profissional de Lea estava agitada, dominando a tv e os palcos da Broadway, a de Cory ia pelo mesmos caminho, a não ser pelo fato que ele estava dominando a área cinematográfica, Hollywood estava aos pés dele. Ainda não tinha terminado de 'colher todos os louros' de Hero, seu filme de Spielberg, já havia filmado dois novos filmes. Num ele era um agente especial da Cia, Salt 2, um filme assim como o primeiro cheio de ação e adrenalina, com Angelina Jolie, Denzel Washington e mais uma produção de feras. Dessas filmagens ele também fez vários amigos, principalmente uma importante aliança entre a Virgin Unite, a qual ajudava jovens, tendo Cory como embaixador, e a ONU, através da sua embaixadora Angelina Jolie. O outro filme era uma comédia romântica, onde ele era disputado pelas personagens de Jennifer Aniston e Sandra Bullock. Ambos sem data ainda para a estréia. Ainda negociavam mais quatro filmes a serem filmados até o final do ano. Loucura! Não havia nem passado pelo Oscar, e já estava com a agenda lotada.
Além dos seus trabalhos no cinema, Cory arrumou tempo pra terminar um novo cd com sua banda Bonnie Dune, indo de Nova Iorque até Los Angeles para ensaiar, fazer divulgação em alguns programas e inclusive alguns shows.
Virgin Unite, também exigiu que o rapaz se desdobrasse. Foram tantos eventos que o Sr. Richard Branson pediu para Cory participar, que ele em certas vezes pegou carona até no jatinho do bilionário. Mas sempre valia a pena. Muitos índices melhoraram de jovens com problemas de drogas, abandono, sem teto, principalmente por causa do filme Hero, em especial por Cory, pela sua história de vida que ficou cada vez mais conhecida pelo mundo, por sua dedicação em ajudar 'aqueles estranhos'. Seus intentos nesse campo lhe renderam até um prêmio concedido pela ONU, por ajudar não só a tirar os jovens das ruas, mas também por direcioná-los quando conseguissem abandonar seus vícios, e ainda melhor, impedindo, conscientizando pra que ninguém entrasse nessa 'roubada'.
Ufa!...
Lea e Cory trabalhavam cada dia mais, semana após semana eles tinham novos compromissos agendados. Sem tempo pra namorar? Nada disso! Nunca na vida deles namoraram tanto. Nas suas agendas sempre havia uma brecha pra uma fuga pra um almoço, nem que fosse do outro lado da cidade, jantar, nem que fosse de madrugada, era sempre hora pra se encontrar pra matar a saudade. Por telefone, por mensagem, eles falavam várias vezes ao dia, já fisicamente, ás vezes ficavam até três dias sem se ver. Um martírio!
Era o máximo pra eles, mais que isso não agüentavam. Mas também quando se viam...saltavam faíscas!
Saíam também pra passear aqui ou ali, cinema, jantar a luz de velas, como um típico casal apaixonado.
Lea levou-o pra um almoço com sua família, pra que eles conhecessem seu namorado além da tela da tv. Foi aprovado, mesmo eles gostando muito de seu ex, Théo, pois Cory era encantador e era evidente o quão feliz ele estava fazendo Lea. Ela tinha um largo sorriso estampado em seu rosto do início do almoço até dizer adeus ao último convidado.
Assim como Lea, Cory também fez questão de apresentar seu amor pra sua família. No seu caso foi um pouco mais complicado, porque além de ter que juntar os pais dele que eram separados e moravam distantes um do outro, tinha seu irmão e a cunhada, além de ser em outro país. Pra finalizar, preferiram não fazer disso manchete pra nenhum tablóide, então foram escondidos pro Canadá. A família Monteith estava ansiosa e um pouco preocupada, pois o filho não estava levando qualquer menina pra passar o dia com eles, era simplesmente um estrela da tv. Felizmente, no final saiu tudo bem, Lea fez todos se apaixonarem por ela com seu jeitinho meigo e alegre. Missão cumprida!
E os dias corriam... já era outra segunda...já outro mês terminava...
E os pombinhos ainda arranjavam tempo pra prestigiar seus amados em seus trabalhos extras. Cory compareceu ao último dia de Sweeney Todd, aplaudindo de pé e assoviando pra sua namorada, assim como alguns dias depois, com o mesmo entusiasmo via a primeira apresentação de Evita. Lea também foi em metade dos shows daquele verão da Bonnie Dune, sempre cantando todas as músicas, pulando, gritando no meio do povo, como uma fã da banda que era.
A cada dia a sintonia deles só crescia, assim como o amor que nutriam um pelo outro.
