22. Final
Apesar de todas especulações, tanto os fãs como a imprensa em geral, tiveram que esperar até o último momento para saber se a grande estrela e maior indicada ao Tony Awards, Lea Michele, iria participar da premiação. O musical da Broadway que ela além de escrever, dirigir e ser atriz principal, havia batido recorde de indicações. Devido ao sucesso de crítica e principalmente de público, Evita fora estendido por mais de uma vez. Inicialmente era para ser uma curta temporada, mas os pedidos eram tantos que a temporada teve que ser estendida, mesmo Lea tendo novos projetos e, mesmo ela estando saindo em licença maternidade. Grande sucesso dos palcos, a noite do Tony Awards seria sua grande coroação. Mas Lea não deu certeza se iria pois com noves meses completados de gestação, o primogênito da família Sarfati-Monteith estava para vir ao mundo de um dia pro outro.
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Sempre com muita descrição, o casal não dava muitas informações sobre sua vida íntima, muito menos sobre o bebê. A não ser alguma mensagem aos fãs, que ambos sempre respeitavam, em seu twitter, ou alguma entrevista para seus amigos jornalistas.
"Cancelar o rosa dessa vez, quem sabe pra próxima!", certa vez Lea twittou confirmando que teria um menino.
"Não gosto dessa história de júnior!", Cory twittou em outro momento, dando a entender que estavam escolhendo o nome e que havia a possibilidade, já que era o primeiro, ter o nome do pai. A essa mensagem, Lea em certa entrevista elucidou, dizendo que ela queria colocar o nome do pai, mas ele não quis desde a primeira vez que ela sugeriu, que não gostava de Cory Monteith Júnior. Ela como sempre persistente acabou conseguindo. Não bem esse nome, mas iria ter o nome do pai: Allan, já que o marido tinha o nome de Cory Allan Monteith, mas não usava o seu nome do meio. Allan Michel Monteith, tendo seu nome do meio uma alusão ao nome intermediário da mãe.
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Em meio da confusão comumente de todas as premiações, flashes, repórteres, famosos, gente, muita gente se apertando para 'pegar' o brilho daquelas estrelas, uma luz ainda maior vinda de uma beleza única, chamou a atenção de todos: a linda e gravidíssima mamãe Lea Michele. Lea não conseguia nem caminha direito, não por sua enorme barriga de nove meses, mas devido ao frisson que causou. Todo mundo correu em direção dela. Cory teve que se desdobrar pra proteger a esposa daquele tumulto. Sempre elegantes, impecáveis e muitos simpáticos, o casal entrou no salão da cerimônia distribuindo sorrisos e deixando todos boquiabertos. Era lindo ver os dois juntos, como não se importavam em demonstrar que se amavam, que estavam felizes e, que sem dúvida estavam vivendo um verdadeiro sonho, ansiosos pela chegada de Allan.
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Mesmo Evita estando 'abocanhando' praticamente todos os prêmios, e certamente concedendo a Lea além do prêmio pela criação e direção, o de atuação também, Cory percebeu um ar meio triste no rosto da esposa. Ele pediu licença e alguns minutos depois voltou lhe entregando um microfone. Ela olhou-o com cara de espanto, dúvida, não entendendo a atitude dele.
"Sei que se você não fizer isso, não vai estar completa a noite. E ela é sua, vai lá, arrase!".
Ela sorriu, dando um beijo carinhoso de agradecimento nele. Cory conhecia a amada mais do que ela própria, e pra ele lhe incentivar a fazer a apresentação com o tema de Evita, era porque ele sabia que como cantora, era o que faltava pra aquela noite ser perfeita. Lea admirava ele ainda mais, pois sabia o quanto se preocupava com seu estado, sempre cuidadoso pra ela não se esforçar, e agora ele lhe incentivava a sair da sua zona de conforto, era porque ele lhe respeitava e a amava muito.
Don't cry for me Argentina, começou a tocar, chamando a atenção de todos. Indina Menzel, que substituía Lea no palco de Evita, desde os últimos dois meses onde ela saiu em licença maternidade, começou a cantar o clássico do musical. Talentosíssima, não deixou desmerecer o sucesso que Lea vinha fazendo, e com similar maestria, conduzia a música. Ela veio do meio da platéia, encantando a todos, em direção do palco principal. Na segunda metade da música, pra surpresa e emoção de todos, Indina parou de cantar, e uma voz familiar continuou a música: era Lea! Ela estava no centro do palco, e se entregou de corpo e alma na interpretação daquela música. Pela primeira vez, as duas 'Evitas' compartilhavam a canção principal do musical, ambas emocionadas, e a platéia ainda mais, vendo aquele número fantástico, único na história do Tony Awards. Com a platéia de pé, ovacionando a apresentação, Lea saiu do palco, com lágrimas nos olhos, mais do que ganhar algum prêmio, aquele reconhecimento de pessoas tão influentes era algo imensurável pra ela como artista.
"Obrigada meu amor!", ela disse quando encontrou Cory nos bastidores esperando por ela.
"Não precisa me agradecer, você merece isso e muito mais!", ele abraçou-a.
"Vamos então?"
"Como assim vamos? Daqui a pouco vai ser a entrega pra melhor atriz babe, com certeza você vai ganhar..."
"Se eu ganhar, depois eles me mandam. Vamos que temos um prêmio bem maior pra receber agora!"
Cory olhou-a com ar perdido por um momento, até que voltou a si, entendendo.
"Oh meu Deus! Vai nascer, meu filho vai nascer!" Ele começou a ficar eufórico, aflito.
"Calma amor, calma, não delire, nem enlouqueça. Eu preciso de você agora! Me ajuda a sair daqui e ir até a maternidade. Temos tempo, mas preciso de você lúcido. Vamos sair de fininho sem chamar a atenção, ok!"
Cory então se encheu de coragem e tranqüilidade, vindo não sei da onde naquele momento. Abraçou a esposa, praticamente carregando ela até a saída, driblando todos que vinham na sua frente.
"E o prêmio vai para...Lea Michele!", todos aplaudiam mas nada de ver a morena. "Lea Michele?", o apresentador procurava a moça entre a platéia, pois a alguns instantes ela estava ali entre eles. Até que alguém veio dos bastidores e cochichou em seu ouvido. "Bem parece que vamos ter que enviar o prêmio pra maternidade!". Todos ficaram extasiados. Os jornalistas e fotógrafos bravos por terem perdido de vê-la saindo.
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"Olá, como está nossa mamãe?"
"Com um pouco de dor, mas acho que isso é normal. Tudo bem, Dr. Newton!"
"Está tudo dentro do esperado, querida. A única coisa era que eu não esperava sair da cama essa hora da noite!"
"Nem me fale. Eu tive que sair no meio da premiação do Tony Awards!"
"Esse garotinho já vem cheio de personalidade, sacudindo todo mundo!"
Lea e seu médico riam da situação. Ele tentando acalmá-la para começar os procedimentos do parto. Enquanto isso, Cory fazia um buraco no chão, caminhando de um lado pro outro.
"A única coisa que me preocupa é meu marido. Acho que vai ser ele que vai dar a luz! O senhor poderia dar algum calmante pra ele, doutor?"
"Ah, claro, tenho algo infalível nesses casos. Não é o primeiro e certamente não vai ser o último". O médico foi na direção de Cory e lhe deu um forte tapa no rosto, fazendo-o quase cair.
"Obrigado doutor, eu estava precisando mesmo disso!"
Lea não sabia se ria da cena ou amparava o marido.
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Eram as primeiras horas de um novo dia, ainda não havia amanhecido quando ecoou pelos corredores da maternidade os primeiros acordes do primogênito de Lea e de Cory. Allan veio ao mundo já deixando todos na sala de cirurgia surdos, tamanha força de seu choro. E mamãe e papai emocionados e orgulhosos, namorando o pequenino.
"É nossa obra-prima, babe!", Cory mal conseguiu falar enquanto beijava Lea com o bebê no colo. Ela apenas confirmou com um sinal, sentindo a voz sumir e o rosto banhado de lágrimas.
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Mais tarde, já no quarto, os jovens papais não cansavam de admirar sua cria, que finalmente adormecera no berço. Cory estava fascinado com aquelas mãozinhas tão pequenas do bebê. Ele olhava-o tanto que parecia não acreditar naquele milagre. Lea, por sua vez, estava emocionada vendo aquela cena tão sublime: de seu marido encantado babando em cima do filho!
"Maior que o pai!", disse Dr. Newton entrando no quarto, vendo Cory observando o bebê. "Se fisicamente puxou o pai, os pulmõesinhos potentes deve ser da mamãe. Vai deixar qualquer cantor de ópera no chinelo!"
O médico e a jovem mamãe riam das brincadeiras, quando Lea percebeu que o marido estava preocupado medindo a criança com suas mãos.
"Não acredito amor! O que você está fazendo? Dr. Newton quis dizer que ele tende a ser maior, porque relativamente ele é maior do que a maioria dos recém-nascidos e também pela genética do pai. Não quer dizer que ele agora é maior que você". Lea não se agüentou e caiu na gargalhada, vendo que ele estava começando a pirar com aquelas novas emoções. O médico também riu, saindo do quarto, deixando-os sozinhos.
"Mas ele é tão pequenininho...", disse Cory tentando se explicar.
"Amor, vem aqui, deita do meu lado", ele deitou do lado dela na cama mesmo não cabendo nela. "Ele vai crescer, um dia, ok! Hoje ele está pequeno ainda! Agora desencana, me abraça assim bem forte como você sempre faz, pra mim descansar um pouco. Cuida de nós dois!". Ele abraçou-a, enquanto ela encaixava no peito dele.
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A mãe de Lea sofreu driblando um mar de gente que aguardava ansiosos na frente do hospital: fãs, jornalistas e fotógrafos, além de muitos amigos do casal. Quando conseguir chegar no quarto da filha, mal pode acreditar, "esse povo é louco!", pensou; mas valeu a pena quando abriu a porta, a mamãe experiente não se conteve em ver algo tão bonito: a família da sua até então menininha! O bebê dormia tranqüilamente num berço próximo a cama onde Lea também dormia abraçada no marido. Cory se equilibrava na beirada da cama, literalmente pequena para ele, para não cair e nem acordar a esposa. Havia tanta magia e amor naquele quarto, que a senhora nem percebeu quando uma enfermeira chegou por trás dela.
"Acho que vamos ter que trocar de cama. Uma maior seria bem melhor!", a moça comentou arrancando um riso da mãe de Lea. Elas fecharam a porta para não atrapalhar aquele momento sagrado e, a jovem vovó instruiu a enfermeira: "Deixe apenas entrar meu marido e a família do meu genro que deve estar chegando do Canadá. Mais ninguém. Esse momento é só da família!". A mulher se recompôs, secando algumas lágrimas, e partiu em direção da recepção da maternidade. "Dos demais pode deixar que eu cuido. Hoje eles são apenas uma família normal e como toda família normal, eles vão ter paz e privacidade. Vai ter muito tempo pra esse povo se estapear pela primeira foto do meu neto. Aliás, pela segunda, porque a primeira foto vai ser minha, só divido com a mãe de Cory, e olha lá!".
E lá se foi a vovó decidida.
Fim
Obrigada a todos que acompanharam e comentaram mais essa história. Fico imensamente feliz pela aceitação. Prometo continuar com mais histórias de Lea e de Cory, bem como, outras celebridades também. Beijo no coração de todos e aguardem que logo tem mais fics!
