Geeente... Antes de tudo, desculpem pela demorinha básica, quem sabe do meu trabalho sabe que eu não tenho horário, porque bicho não tem hora pra encalhar e esses últimos tempos tão uma loucura total na minha vidinha, então desculpem meeesmo!
Anywaay
Um adendo: Quando essa fic foi escrita... A long time agoo, eu não tinha noção ( e acho que ninguém tinha na época) da diferença de idade entre os Blacks... logo, a Andromeda entrou na história... Bella também estava e tal e eu tirei, mas a Andy eu não consegui =/ Logo, vou usar a liberdade das FanFICTIONS para colocar a Andy aí junto, e vai ter uma trama toda em cima dela e tals... Então, desculpem pela falta de cronologia...
Agora... Quem ficou com Raiva do Six levanta a mão!
Ahsuahsuahs
Galerinha
Espero que gostem desse capítulo feito com muito amor e carinho!
O Plano Perfeito do Potter.Nem Lyra nem Sirius apareceram para a festa de dia das bruxas. Quando as meninas entraram no dormitório, se depararam com o cortinado da cama da loirinha fechado.
-Ly?—Chamou Lily, hesitante. Não houve resposta.—Talvez ela tenha dormido.
-Você não pode ser tão ingênua, ruiva...—murmurou Sam, adiantando-se e abrindo o cortinado com tudo, para se deparar com uma Lyra encolhida, agarrada ao travesseiro de olhos muito vermelhos e molhados.
-Vocês podem me deixar em paz?
-De jeito nenhum—falou Sam de modo enérgico, sentando-se na cama—O que aconteceu?
Lyra imediatamente se moveu, deitando a cabeça no colo da amiga, soluçando fortemente. Lily sentou-se ao lado da loirinha e pôs se a acariciar os cabelos dela.
-Vamos, desabafe, querida...
-Foi o Sirius...
-Isso eu já imaginava, visto que aquele cachorro não apareceu para a festa—falou Sam. Lily assentiu, surpresa com a amiga. Ela nem havia se dado conta da ausência de Sirius,
Lyra narrou o ocorrido para as amigas, e ao fim da história, desatou a chorar com ainda mais vontade. Lily estava vermelha de raiva, enquanto Sam simplesmente parecia desolada.
-Escute querida, vamos fazer o seguinte... Você vai se acalmar, lavar seu rosto, colocar o pijama. Lily, você pode pegar algo nas cozinhas para ela comer?
Lily assentiu e saiu rapidamente, torcendo para não encontrar com o Black, senão ela lhe quebraria a cara.
Os três marotos entraram no dormitório masculino, encontrando um Sirius tremendamente mal-humorado deitado em sua cama olhando para o dossel.
-E ae, cara? Porque não desceu?—perguntou James.
-Nós vimos a Erice na festa. Ela não parecia nada feliz... O que você fez dessa vez?—Peter perguntou.
-Dane-se a Erice. To pouco me linchando pra ela.
-O que eu reparei—falou James—Foi que a Ly não desceu. O que você fez hein?
-Da um tempo... Como foi seu encontro com a Heart, Moony?
-Foi ótimo, mas você quer para de fingir que ta tudo bem e contar o que aconteceu?
-Eu tive uma... discussão com a Ly. Nada demais. Agora me deixem em paz.—Sirius fechou cortinado da sua cama, fazendo os outros três se entreolharem. Sabiam que não iriam arrancar mais nada do maroto.
Na manhã seguinte, James puxou Lily e Sam enquanto elas esperavam por Lyra no salão comunal.
-Vamos dar uma volta, Senhoritas...
Assim ele saiu com as duas garotas e Remus ao seu encalço.
-O que houve?—perguntou ele
Lily revirou os olhos.
-Ele não contou pra vocês?
-Não...—respondeu ele.
-Só disse que discutiram, nada mais—finalizou Remus.
Sam e Lily se entreolharam.
Sam apressou-se a contar tudo de forma resumida. Quando ela terminou, Lily acrescentou.
-Mantenha seu amigo longe das minhas vistas, ou eu acabo com ele, certo?
-Não sei se ele está merecendo algum paternalismo da minha parte...—murmurou James, surpreendendo Lily.
-Ele precisa se desculpar. Ele foi muito babaca...—falou Remus—precisamos fazer ele enxergar isso.
-Vai por mim—murmurou Sam—Ele já sabe que foi idiota. Só é orgulhoso demais para admitir.
-Pior que é exatamente isso—Concordou James.
-Bom, acho que vocês entendem que no momento nossa prioridade é proteger o coração da loirinha. Então, se seu amigo tentar qualquer babaquice, eu não me responsabilizo pelos meus atos.—Falou Lily.
-Nós vamos dar um gelo nele. Ele precisa encarar o que fez—falou Remus.
-Agora vamos indo pro salão principal—falou Lily—ou perderemos a hora para a aula, e o Slugue não vai ficar nada contente.
Quando os quatro adentraram no salão, constataram que Lyra já havia descido, e tomava seu café ao lado de Alice e Frank, bem longe de Sirius, que sentava-se no outro extremo da mesa com Peter, e toda hora relanceava em direção a loirinha, que só olhava para seu prato remexido de mingau.
Lyra e Sam se dirigiram para onde Lyra estava, enquanto os dois marotos foram se juntar à Sirius.
-Você pisou na goles, Sirius. Pisou feio—falou James ao se sentar.
-As fofocas correm soltas nessa merda dessa escola não é mesmo.
-Correm.
-Seguinte... Não é da sua conta—Falou o maroto levantando-se e saindo, deixando um James espumando de raiva.
As aulas da manhã transcorreram no mesmo climão chato. Na hora do almoço, Sirius foi se sentar com a prima Andrômeda e as outras garotas do Sétimo ano, e tentava fingir que nada estava acontecendo. Enquanto ele conversava com as meninas e ria, Lyra o observava, com um olhar que era um misto de tristeza e raiva. Como ele podia ser tão insensível a ponto de agir como se tudo estivesse bem?
Ela observou ele abraçar uma das garotas pela cintura e cochichar algo no ouvido dela, quando a taça de suco que a garota segurava simplesmente estourou. Ela arregalou os olhos, ao que todos na mesa a olharam.
-Vem comigo Ly...—Falou James largando seu prato praticamente intacto e saindo com ela pelos corredores do castelo.
Ao passarem por um corredor deserto, James simplesmente puxou a amiga para um abraço. Ela encostou a cabeça no peito dele e deixou as lágrimas voltarem.
-Porque hein? Porque ele tem que ser tão imbecil? Você viu? Parece que está tudo bem! Ele é horrível, frio! Nem deve estar sentindo minha falta—Ela suspirou—Como eu sou ingênua. Achei que ele se importasse comigo.
-Ele se importa. Ele só é... Um Black. Por mais diferente que ele possa ser do resto da família dele, ele tem uma característica intrínseca dos Black. O orgulho monstruoso. Mas ele não vai aguentar por muito tempo não. Você é importante demais para ele.
-Será?—Ela levantou os olhos azuis, marejados de lágrimas.
-Claro que é!—Respondeu James, afagando os ombros dela—Eu tenho certeza disso! E para mim também, viu? Se ele não fizer as pazes com você, pode deixar que eu me acerto com ele... Prometo.
-Sirius é como um irmão pra você. Você jamais brigaria com ele.
-Eu sei. Mas também sei que posso prometer brigar com ele se ele não se desculpar com você, porque eu tenho certeza de que ele o fará.
-Obrigada, Prongs.—Ela o abraçou—Só obrigada. Mesmo.
-Que e isso, loirinha... Que amigo eu seria se eu não te desse esse apoio?
Ela sorriu e abraçou o amigo, e os dois continuaram seu passeio pelo castelo.
A semana foi passando, e nada de Sirius se desculpar. Lyra parecia cada dia mais deplorável. James havia tido uma conversa seria com Sirius na terça à noite, pressionando o amigo a se desculpar. Estavam apenas os dois no dormitório masculino, e James encarou o amigo com seriedade.
-Sirius, você não vai mesmo se desculpar?
-Pelo que?
-Sirius você sabe.
-Eu não. Foi ela quem começou.
-"Foi ela quem começou"—Satirizou James em voz de falsete—Para de ser criança, cara. Tudo que ela fez foi sair com o Prewet. Ela não fez absolutamente nada de errado, e até agora eu não entendi o porque do seu acesso de raiva.
-Olha, Prongs, nem eu mesmo sei. Quando entrei no três vassouras e a vi ali, toda sorridente, com aquele panaca pegando na mão dela... Eu só senti uma vontade imensa de afastar ela dele, e levar ela dali. Eu sei que eu exagerei. Mas talvez seja um sexto sentido, sabe... Ela não é pro bico dele, eu tenho certeza disso.
-Sirius... Você vive rodeado de garotas que não tem nada a ver com você. Você não pode ser hipócrita à esse ponto.
Sirius ficou quieto.
-Eu sei—disse ele por fim—Eu exagerei. Fui um babaca. E preciso consertar, mas não sei como...
-Pedir desculpas é um bom começo. Ora de engolir seu orgulho camarada.
-Sabe o que é o pior de tudo? O beijo que eu dei nela... Eu nunca vou conseguir esquecer que a garota mais especial que eu já beijei eu beijei nessas circunstâncias. Me sinto um perfeito idiota.
-Você foi um perfeito idiota, mas ta na hora de consertar as coisas. Nós temos treino amanhã à noite. Você pode aproveitar para falar com ela.
Na quarta feira, Lyra estava se sentindo um pouco menos miserável. Durante a tarde, na aula de defesa contra as artes das trevas, o professor Wayne dormia a sono solto, enquanto eles, supostamente, deveriam ler um dos capítulos do chatíssimo livro texto.
-Estou tremendamente entediada—comentou a loirinha com Sam.
-Você está é precisando rir um pouco...
Sam rasgou um pedaço de pergaminho e fez um canudinho com ele. Em seguida empunhou a varinha, vazendo o canudinho voar diretamente para o professor e começar a cutucar a orelha dele. O home deu alguns tapas descoordenados em si mesmo, como se tentasse matar um mosquito.
Alguns dos presentes que também não aguentavam mais observavam a cena com um olhar divertido. Lily simplesmente olhou por cima da borda de seu livro, com um olhar de censura para as duas amigas.
Lyra pegou sua mochila e tirou de lá de dentro uma luva de couro de dragão, que estava lá desde a aula de herbologia do dia anterior.
-O que você vai fazer com isso?
Pela primeira vez em dias, Lyra exibiu um sorriso genuíno, ligeiramente maquiavélico.
-Você verá, Samie-chan!
Com um aceno de varinha a luva se emprumou, como se houvesse uma mão por dentro dela. Andou desengonçadamente até a borda da mesa das garotas e pulou no chão, correndo até a escrivaninha do professor, onde ela trepou como pode, subiu no tampo e começou a acariciar os cabelos ligeiramente grisalhos dele.
O professor exibiu um sorriso satisfeito. Um murmúrio de risadas contidas foi ouvido na sala. Lily até mesmo baixara o livro para observar o desenrolar da cena.
-Brenda...—Ele murmurou. Os esforços para não rir foram ligeiramente ruidosos. Sam olhou para trás, pedindo silêncio.
A luva passou a enrolar uma mechinha...
-Brendinha, querida... Isso mesmo, está muito bom!
-Quem é Brenda?—Sussurrou Lyra com lágrimas nos olhos de tanto conter o riso.
Lily arregalou os olhos, como se pensasse a primeira vez no nome.
-Brenda Briefs... A professora de aritmância!—Ela sussurrou alto o suficiente para que todos ouvissem. Dessa vez foi difícil manter o silêncio. Lyra virou a cabeça para o resto da sala, observando as reações à sua brincadeira, e ao fazê-lo, seu olhar cruzou com o de Sirius, que sorria para ela. Ela sentiu o estômago se contrair violentamente. Céus, como sentira falta daquele sorriso!
-Acho que é hora de darmos uma arrumadinha nele...
Sam acenou com a varinha, fazendo um batom rosado aparecer nos lábios do professor.
Lyra riu e chamou a luva de volta. Com outro aceno de varinha ela fazia uma bela maquiagem em tons de azul nos olhos dele.
Todos riam o mais silenciosamente que podiam. À um último aceno da varinha de Sam, as bochechas dele ficaram mais rosadas.
-Gatchinho—riu ela. Pouco depois o sinal tocou, o professor levantou-se e espreguiçou-se.
-Muito bem, turma, até amanhã então...
Todos levantaram-se rindo e se dirigiram à próxima aula, transfiguração.
Depois de uns vinte minutos de aula, a porta da sala se escancarou, fazendo a professora minerva dar um pulo de susto.
-Quem foi?—Berrou um professor Wayne transtornado, ainda maquiado, apontando para a própria cara—Quem foi que fez isso, eu vou matar!-
A sala não sabia se ria ou se se encolhia de medo do professor maluco.
-Foram vocês, não foram?—Ele se dirigiu imediatamente para os marotos—Eu vou arrancar o couro de vocês bem lentamente, seus...
-Professor Wayne!—Chamou a prof. McGonagall—Contenha-se, homem!
-Não foram eles, professor—Falou Sam se levantando.—Fui eu.
-E eu—finalizou Lyra, levantando-se também.
-Vocês?—ele pareceu perplexo.—Mas... Então Minerva, importa-se se eu leva-las por um instante?
Minerva fez um aceno com a mão, dispensando-as, visivelmente contendo o riso.
Lyra e Sam levantaram-se e seguiram o professor. A porta sala a beira do riso elas ainda acenaram, e fecharam a porta. No momento em que esta bateu ouviu-se uma explosão de risos vindo de dentro da sala. As duas quase riram também, mas conseguiram se manter em silêncio, evitando se encarar durante todo o trajeto até a sala do professor. Finalmente chegando na sala do homem elas entraram e se sentaram-se nas cadeiras a frente da escrivaninha dele.
-Vocês duas tem noção do que vocês aprontaram?
-Sim! –respondeu Sam sem nem ao menos se fazer de arrependida.
-Vocês terão três detenções, contando a partir de amanhã, já que hoje eu estarei... Er... Ocupado. Isso para aprenderem a não brincar mais com um professor dessa maneira!
-Entenda ocupado por "fazendo sacanagens com a minha Brendinha"—sussurrou Sam, com lágrimas nos olhos.
Lyra teve que fazer força para não rir.
-Onde já se viu, maquiando um professor, deixando os outros alunos rirem dele a vontade. Se aproveitando da distração de um pobre ser...
-Ele quis dizer cochilo ao invés de distração.—sussurrou Sam.
-O que disse Senhorita Urashima?
-Nada não professor.
Lyra quase não agüentava mais segurar o riso, e o sermão do professor sobre decência e bons modos continuava.
Assim que elas fecharam a porta da sala dele, 10 minutos depois, caíram na gargalhada. Voltaram ainda rindo para a sala de aula. Assim que entraram foram saudadas por um salva de palmas e assobios. Sam descaradamente agradecia as palmas rindo e fazendo gestos de vitória. As duas sentaram em seus lugares ainda rindo. A professora Minerva fez a sala calar-se e antes de continuar a matéria perguntou:
-Eu só queria entender como você fizeram isso durante a aula, sem ele perceber.
-Ora professora... Maquiar alguém que está adormecido é um clássico. Vai dizer que a senhora nunca fez isso?
Minerva crispou a boca, como se fosse rir, em seguida pareceu perceber o sentido das palavras de Sam.
-Dormindo?—Ela perguntou.
A sala acenou positivamente com a cabeça.
-Bom saber... –Ela murmurou, aténs de continuar com a aula.
Durante o jantar naquela noite, Andromeda aproximou-se dos marotos com um sorriso imenso nos lábios.
-Quem foi?—ela perguntou, risonha—Qual de vocês foi o gênio que maquiou o Wayne daquele jeito?
James simplesmente apontou para as meninas que riam. Andromeda pareceu surpresa, para depois ir se sentar perto das duas.
-Vocês não podem nem imaginar como foi hilário... Entramos na sala, e o Wayne estava lá, todo maquiado, e agindo como se fosse a coisa normal do mundo.—Ela narrava ligeiramente alto, e todos prestavam atenção- Bem, como vocês podem imaginar, a gente não estava mais conseguindo segurar a risada. Bem o Wayne percebeu isso.—nesse momento Andrômeda fez uma imitação muito Gay do professor Wayne com as mãos nos quadris—"como é turma, estão me achando com cara de que?" ele perguntou. Bem eu tive que abaixar a cabeça para aquele ser do inferno não percebesse que eu estava rindo dele. Eu e toda a sala devo acrescentar—comentou Andrômeda arrancando mais risadas. Agora imaginem, que num determinado momento da aula, ele passou na janela, e... bem ele viu o reflexo dele e sabe o que ele fez?—pausa para as risadas—ele Gritou, gritou, gritou... até o retardado perceber que aquele ser estranho na janela era o reflexo dele.—Agora as pessoas nas outras mesas olhavam para Andrômeda, e o professor Wayne já estava vermelho de vergonha.—quando a criatura percebeu que era ele que estava daquele jeito sabe o que ele fez? Bem, ele gritou de novo, sai correndo e gritando, quando ele abriu a porta da sala e ele berrou "eu mato!" e continuou correndo, correndo, correndo...
-A partir daí, creio que eu posso assumir a história—falou Sam teatralmente—Ele escancarou a porta da sala de aula, fazendo a Minnie pular de susto. Aí ele começou a berrar que ia matar e tirar o couro e coisas assim, achando que tinham sido eles—ela apontou os marotos—Aí nós nos levantamos e assumimos, e depois de um lindo sermão sobre boas maneiras dado por um homem maquiado, temos três noites de detenção.
-Deviam ter deixado meu primo levar a culpa—ela falou rindo—ia ser muito mais engraçado.
Todos riram, e Sirius fez um gesto obsceno para a prima, que simplesmente mostrou a língua.
-Isso é que a melhor parte vocês não sabem—continuou Sam—Antes de maquiarmos ele, a Ly enfeitiçou uma luva para fazer carinho nele... que estava, como sempre, capotado né... aí ele ficou murmurando "brendinha, querida"...
-Brenda?
-Nós achamos que seja Brenda Briefs, de aritmância—falou Lyra.
-Genial. Garotas, vocês são incríveis!
Na quinta feira pela manhã, Sam tirou James de lado e sussurrou:
-precisamos criar uma situação para os dois ficarem sozinhos. Sabe, pra forçar o Sirius a se desculpar.
-Eu sei... Acho que podemos dar um jeito nisso durante o treino.
-Como?
-Eu vou pensar em algo—Ele disse e Sam acenou com a cabeça.
A noite, quando o time se reuniu para treinar sob o céu estrelado, James se dirigiu para onde estava o trio da artilharia.
-Escutem aqui vocês dois...—Ele olhou para Sirius e Lyra—tratem de se acertarem. Vocês sabem que a sintonia de vocês sempre foi o trunfo da nossa artilharia. Vocês são meus amigos, mas não pensem que eu não cortarei os dois do time caso as picuinhas de vocês comecem a atrapalhar.
-certo, capitão...—murmurou Lyra montando sua vassoura e subindo pelos ares para se posicionar.
Finalmente começou o treino. James não soltou o pomo, apenas ficou observando o time jogar. Seus três ótimos artilheiros estavam uma desgraça. Lyra não olhava para Sirius e vice-versa. Sam no meio dos dois pouco podia fazer. Até mesmo as jogadas mais batidas deles estava um lixo total. Quando Tarsila começou a reclamar que ela não estava fazendo nada, porque a goles não chegava até ela, James interrompeu.
-Como vocês esperam ganhar aquela porcaria daquela taça esse ano voando desse jeito? Sirius e Lyra, vocês podem ao menos olhar um para o outro? É muito difícil? Vamos retomar e chega dessa palhaçada vocês dois.
Sam deu uma guinada na vassoura, passando ao lado de James.
-Acho que é hora de interferir, capitão—ela deu um risinho e passou para longe, retomando as jogadas, se esforçando para dar liga à artilharia.
Lily, que assistia o treino com Remus nas arquibancadas fazia uma careta cada vez que Lyra ou Sirius passavam a goles de qualquer jeito ou deixavam de completar uma jogada por estarem mal posicionados.
-Está uma cáca, não é?—perguntou ela para Remus, quando Sirius errou feio um passe, fazendo com que a goles caísse vários metros abaixo.
-Não, está uma merda mesmo...—Remus respondeu, olhando desgostoso para os amigos que não se entendiam no ar.
James mergulhou para pegar a goles, revirando os olhos de raiva. Ele não conseguia pensar em nenhuma intervenção a não ser...
-Finja—ele sussurrou ao entregar a goles para Sam.
-O que?
Ele simplesmente chacoalhou a cabeça e voou para longe... Ficou observando Sam continuar voando em torno dos dois, tentando fazer a coisa funcionar. Quando o bastão de Grown fez contato com um balaço, ele agiu, enfeitiçando a bola para voar de encontro a Sam.
-Só uma colisão leve, e espero que ela finja...—ele murmurou, guindo a bola até que...
Com um baque assustador, o balaço colidiu em cheio com o rosto da oriental. O corpo dela deu uma guinada para trás e todos acharam que ela iria cair, até que ela se equilibrou rapidamente, colocando uma mão no rosto. James estava encolhido em sua vassoura. Ele voou rapidamente para perto da amiga, acompanhando-a até o chão.
-Você está fingindo, não está?
-Eu vou matar você, Potter.
James olhou em volta meio desesperado. Era para ser de mentira. Era para ela fingir, então ele encerraria o treino e deixaria apenas Sirius e Lyra guardando as bolas e ajeitando tudo, criando uma situação para que o maroto se desculpasse.
Em uma questão de minutos Lily e Remus estavam no campo, ao lado dele, assim como o resto do time. Havia sangue no rosto de Sam, e os olhos dela revelavam um misto de dor e raiva.
-Remus, você pode leva-la à ala hospitalar?—perguntou James,com um nó na garganta. Remus assentiu, e então James s virou para o resto do time—Vocês estão dispensados. Sirius e Lyra, guardem as bolas e deixem o vestiário em ordem antes de saírem. E por Merlin, tentem se acertar. Vamos indo.
Remus saiu amparando Sam, Com James e Lily ao lado, enquanto o resto do time saía para os vestiários apanhar seus pertences.
-Se isso não funcionar, eu juro que eu castro você, Potter...-Sam murmurou.
-Pare de me chamar de Potter, é assustador!
-Cala a boca, Potter.
-Acho melhor garantirmos que eles não vão se matar...—murmurou James, puxando Lily, para voltar ao estádio.
-O que está fazendo, Potter?
-Só vem comigo... Vamos espiar os dois...
-O que aconteceu?—perguntou Lily.
-Eu exagerei na dose.—James respondeu—Era para o balaço pegar de leve na Sam, e ela fingir tudo e ir pra ala hospitalar e tal... Mas deu tudo errado.
-Você só pode ter merda na cabeça—falou Lily chacoalhando a cabeça—Sam me disse que você ia tentar criar uma situação para deixar os dois sozinhos, mas isso, Potter? Sério? Dessa vez você realmente se superou.
-Eu sei... Vem aqui, Evans. Da pra ver os dois daqui...
Sirius e Lyra estavam parados, parecendo meio desolados.
-Acho melhor nós pegarmos os balaços—falou Sirius olhando para a loirinha, que somente assentiu. Estranhamente, os balaços não obedeciam a feitiços convocatórios, e os dois tentaram por vários minutos, sendo observados por James e Lily, que empunhavam suas varinhas determinados a não deixa-los pegar as bolas.
-Droga!—disse Lyra sentando-se no chão, sem nem ao menos se importar com a lameira que estava—o treino foi um lixo, eu estou cansada, toda molhada, morrendo de frio e essa droga de balaço não quer colaborar!
-Quer minha blusa?—ofereceu Sirius timidamente.
-Não obrigada. Vamos só terminar logo com isso para eu poder tomar um banho quente.
Ela pôs-se de pé ao lado de Sirius e voltou a tentar imobilizar as bolas "demoníacas" com um feitiço. Depois de um longo período em silêncio, Sirius decidiu tentar começar a pedir desculpas para ela... só não sabia como.
-É Lyra... parece que vamos Ter que... interagir mais se quisermos ganhar a taça de quadribol.
A garota olhou-o friamente. A raiva começou a crescer dentro dela. A discussão toda com Sirius voltou a sua mente: os gritos, as ofensas... com um arrepio ela se lembrou do beijo, as palavras rudes dele, depois os dois dias sem se falar, a esperança dela de ouvir as desculpas dele... e quando ele finalmente fala com ela ele diz aquilo? "interagir para jogar quadribol" e depois de toda aquela briga ele vinha falar de QUADRIBOL?
-Black, você é ridículo!
-o que?
Lyra saiu furiosa em direção ao castelo com sua vassoura em mãos.
-Ela tá vindo pra cá—murmurou James, puxando Lily para si, guiando-a para trás de uma árvore, onde eles pudessem se esconder.
-Parece que seu amigo estragou tudo, Potter!
-Evans, se ela nos vir aqui, vai ficar furiosa!
-Ou pensar que estamos tendo um caso, o que é pior ainda!—falou Lily desesperada—Temos que nos esconder!
James mergulhou para trás da árvore com tudo. A ruiva topou de frente com ele. Ele fez sinal de silêncio para ela com uma mão. A outra mão dele se encontrava nas costas da ruiva. James virou a cabeça para trás espiando para ver se Lyra já havia passado; Lily estava completamente vermelha. Definitivamente, a proximidade com James não estava fazendo bem para ela. O perfume dele pareceu invadir suas narinas, e suas mãozinhas que estavam sobre o peito do maroto, encontravam-se completamente loucas para dar uma voltinha por ali e explorar os músculos definidos pelo quadribol. James finalmente virou-se para encará-la. Até no escuro era perceptível o quanto Lily estava vermelha. James abriu um sorriso sedutor para ela.
Lily olhou-o nos olhos, mas seu olhar imediatamente correu para os lábios do maroto. Ela sentiu a face esquentar. Empurrou James levemente, encabulada.
-Potter...—murmurou ela, visivelmente constrangida.
-Acho melhor nós subirmos, Evans. Se a Lyra chegar no salão comunal e nós não estivermos lá ela pode desconfiar.
-Droga, Potter, como vamos chegar antes dela sem passar por ela?
-Lily, meu lírio, você está em companhia de um maroto. Acha mesmo que só há um caminho para o salão comunal?
-Não sou seu lírio Potter! De qualquer forma, é melhor andarmos logo.
James saiu andando na frente, entrou no castelo e foi direto para um corredor em que Lily nunca havia estado. Entrou por uma porta lateral em uma sala completamente escura. Encostou-se na parede oposta e murmurou qualquer coisa que Lily não pôde ouvir. Uma passagem se abriu e James passou, seguido por Lily. Subiram uma longa escada. Ao fim desta havia uma parede. Novamente James murmurou algo que Lily não pôde ouvir e a parede se abriu. Quando Lily passou por ela olhou admirada. Estava quase no corredor da torre da Grifinória. Seguiram o caminho que já conheciam, James disse a senha e eles entraram no salão comunal. Remus já estava lá sentado em uma poltrona em frente ao fogo. James sentou-se próximo ao amigo perguntando:
-Como ela está.
-Com o nariz quebrado. E furiosa. E os dois?
-Sirius arruinou tudo—respondeu Lily—Resolveu falar de Quadribol. Idiota estúpido. Aliás, vocês dois são.
Depois de um silêncio profundo, Lyra entrou no salão comunal, olhando imediatamente para os amigos.
-Como está a Sam?
-Com o Nariz quebrado—Responderam os outros três.
-Recolheram tudo?—perguntou James falsamente.
-Claro que não. Seu amigo é um imbecil, James. Eu quero ver a Sam, vamos, Lily?
-Madame Pomfrey proibiu visitas—respondeu Remus—Disse que a Sam está muito nervosa e precisa se acalmar.
Lyra bufou e simplesmente saiu para o dormitório, extremamente de mau humor.
Heeeyy
Gostaram? Amaram? Detestaram? Querem bater na minha cabeça com algo pesado e espinhoso?
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'Gadinha a todos que comentaram!
Tentarei responder todos por mensagem...
That's all Folks!
PEIXOS
