Beeem, vamos lá... demorei de postar mas tenho uma explicação bem justa. Esse atraso de alguns dias se deu por um único motivo: Falta de motivação.

Não sei se estão gostando, porque ninguém comenta... Algumas pessoas favoritaram, e eu gostaria de ter um feedback dessa galera. Está legal? O que precisa melhorar, Etc, etc...

Por favor gente, comentem, autores escrevem por um motivo: As pessoas lerem. Então um feedback seria ótimo!

Então eu matutei, matutei, e além desse apelo, vou fazer uma chantagenzinha... No final do capítulo tah explicadinho o que...

Por enquanto, fiquem com esse capítulozinho pra tirar um pouco do ódio do Big Dog do coraçãozinho peludo da galere...

V – PLAFT!

-Bem, beu dariz taba quebrado, dai a badabi Pomfrey passou um unguendo, só que be deu alergia, então beu rosto inchou e agui estou eu, cheia de berebas na cara...—Disse Sam, se ajeitando nos travesseiros brancos da ala hospitalar. Lyra e Lily haviam passado na ala hospitalar antes das aulas, para ver como estava a amiga.

-E agora?—perguntou Lyra.

-Agora eu bou ter que ficar agui e esperar isso passar. Sorte a binha, não bou ter que enfrentar a fúria do Wayne tão cedo. Se ferrou, Ly, bai ter que enfrentar ele sozinha!

Lyra deu uma risadinha. Nem assim Sam perdia o senso de humor.

-Bom, acho melhor nós irmos tomar café Lily, ou vamos nos atrasar.

-Vai indo na frente que eu te alcanço depois. Vou resolver umas coisas com a Sam.

-Então ta! Até mais tarde Sam, e melhoras...

Lyra saiu, deixando Lily e Sam às sós.

-E aí, eles conbersaram?

-Não... O Black é um babaca e resolveu falar sobre quadribol.

-Que? E eu quebrei beu dariz pra nada? Eu bato o Potter.

-O Potter não é gente mesmo... E você também, hein? Confiar no Potter pra isso?

-A Lils, por fabor, olha beu estado, bovê bai besbo brigar cobigo?

Lily chacoalhou a cabeça, contendo o riso.

-Já que eu dão bou sair daqui hoje, bocê pode dar um recado beu para o James?

-Evans, ei Evans!

Lily girou nos calcanhares a fim de encarar James, que corria atrás dela no corredor.

-Fale, mentecapto.

-Você foi ver a Sam?

-Fui sim. Ela mandou um recadinho pra você.

James fechou os olhos e se encolheu, esperando o pior.

-E?

-Ela disse pra você ir se despedindo das sua bolas...

Ele se encolheu mais ainda, e então, recobrando o "senso de humor", soltou a pérola:

-Mas Lily, querida... Você não pode deixar ela fazer isso meu bem... Afinal, ela não pode estragar o seu brinquedo.

Lily corou tão violentamente que James teve de abafar uma risada pelo nariz.

-Potter... Você é a pessoa mais desprezível da face da terra. Porque você não morre?

Ela virou-se e saiu balançando os belos cabelos acaju às costas.

Na hora do almoço, Sirius remexia no prato encarando Lyra cabisbaixo, enquanto essa fingia que nada acontecia, tentando manter uma conversa educada com Andromeda, que se sentara ao seu lado.

-Você não vai falar com ela?—perguntou James.

-Eu tentei ontem. Não rolou.

James revirou os olhos e quase revelou que havia espionado a conversa no dia anterior.

-Como você a abordou? As vezes é isso e...

-Falou o cara mais sensível da escola. Não enche, Prongs. Não to a fim.

Depois do almoço, Lily se dirigia à biblioteca, com Lyra em seu encalço. Sirius a seguia, a fim de tentar de novo abordar a loirinha para uma conversa. Quando passaram por McNair, um sonserino grandalhão que gostava de intimidar os mais novos, Lily percebeu algo errado.

-O que está acontecendo aqui?—Ela perguntou com ar persipicaz.

-Não interessa, sangue ruim.

-Ele estava azarando o Kevin, Monitora!—falou uma garotinha primeiranista, empinando o queixo.

Lily estreitou os olhos malignamente. McNair apontou a varinha para ela, mas antes que qualquer um dos dois pudessem falar qualquer coisa, McNair foi atirado para trás. Lily olhou para trás, procurando o autor do feitiço e se deparou com Sirius, de varinha em punho.

-Eu estava chateado. Ele me deu um motivo pra descontar minha frustração—falou ele dando ombros.

-Sirius—Falou Lily exultante—Detenção. McNair também!

A ruiva deu um sorriso de pura satisfação, fazendo com que Sirius e Lyra trocassem um olhar assustado, por um instante se esquecendo que estavam brigados. Quando Lyra voltou a procurar pela amiga com o olhar, a ruiva já havia desaparecido em meio aos alunos.

-Potter! Potter!

James virou-se para trás e deparou-se com Lily correndo eu sua direção.

-Oi Li... Evans...

-Potter, eu sou um gênio.

-Sim?

-Acabo de dar uma detenção para o Black!

-Lily, eu sei que você é meio sádica e adora nos encher de detenções, mas sinceramente, eu não imaginava que você fosse tão maligna!

-Pare de ser imbecil, eu não sou sádica...

-É sim!

-Cale a boca e me escute! Lyra tem uma detenção, eu dei uma detenção ao Black. Agora peço ao Wayne aplicar a detenção dele junto com a de Lyra e pronto!

-Esse é o seu plano genial?

-É, e ninguém foi pra ala hospitalar de nariz quebrado...

Ela saiu, o rabo de cavalo balançando às costas, deixando um James perplexo e risonho para trás.

Na hora do jantar, Sam correu se encontrar com os amigos, o rosto quase de volta ao aspecto normal. James encolheu-se ligeiramente ao vê-la:

-E aí Sam... Tudo bem?

Ela estreitou os olhos, fuzilando James com o olhar.

-Já se despediu das suas bolas, Potter—Sussurrou ela.

-Sam, desculpa! Perdão!

-Eu devia te capar, mas meu coração é muito mole... fazer o que.

Ela se sentou para jantar com os colegas. Depois, praticamente todo o sexto ano se reuniu no salão comunal para fazer o dever de transfiguração. Lyra não estava a fim e permaneceu no dormitório, só saindo para ir até a sala do professor Wayne cumprir sua detenção. A loirinha andou os corredores sozinha, pensando na vida, até que dobrou uma esquina num corredor e se deparou com Wayne e Sirius, parados à porta da sala do professor.

-Estávamos só esperando por você, Srta. Bellacqua.—falou o professor.—Vocês vão limpar toda a sala de troféus, sem magia.

-O que?—Lyra murmurou—Professor, o que ele faz aqui?

-A Srta. Evans me pediu para aplicar a detenção no Sr. Black por ela. Como vocês são colegas, pensei que não haveria problemas.

-Eu mato a Lily—Murmurou Lyra, seguindo o professor até a sala de troféus.

Quando pararam em frente à sala de troféus, Wayne sorriu suavemente.

-deem-me as varinhas-pediu ele estendendo a mão. Sirius e Lyra entregaram as varinhas e o sorriso do professor se alastrou—Mais tarde eu venho checar o progresso de vocês.

Ele se virou e saiu, deixando Sirius, Lyra, baldes vassouras, panos e produtos de limpeza.

Lyra tirou um elástico do bolso das vestes e prendeu os cabelos. Já que ela teria que limpar, que fosse rápida. Ela apanhou um pano e começou a lustrar os troféus. Sirius imitou-a e por meia hora eles trabalharam em silêncio. Logo, Lyra se virou para pegar um pano limpo e tirar o pó das prateleiras e se deparou com Sirius varrendo.

-O que você pensa que está fazendo?

-Varrendo—Ele deu ombros.

-Não faz sentido varrer agora!

-Porque não?

-Black, pensa!

-Não me chama de Black.

-Se tem pó nas prateleiras, quando passarmos o pano, o pó vai para o chão, e vai sujar o chão de novo, então não faz sentido varrer agora!

-É... faz sentido. Mas quem se importa?—ele deu ombros novamente—eu não dou a mínima se isso vai ficar limpo de verdade. Você liga?

-Não—ela respondeu, rindo um pouco. Ela sentou-se no chão, e logo ele sentou ao lado dela.

-Ly?

-O que é Black?

-Não me chama assim, você sabe que eu detesto isso. Ser mais um Black.

-É que, sinceramente Black, eu não me sinto nem um pouco confortável para chamar você de Sirius... Não depois do que aconteceu.

Mais um longo silêncio constrangedor. Sirius procurava as palavras certas em sua mente para pedir desculpas... mas estava difícil. Cada frase que vinha em sua cabeça parecia mais tola que anterior, e nenhuma era boa o suficiente. Depois de várias vezes abrindo e fechando a boca sem dizer nada Sirius tomou coragem e falou:

-Ly... me desculpe... por tudo o que aconteceu entre a gente.

Lyra encarou-o abobada. Até que enfim, por Merlin, aleluia, ele estava pedindo desculpas! O cérebro da garota demorou um pouco para processar essa informação, mas assim que ela se deu conta do que estava acontecendo lançou lhe um olhar intenso, indecifrável para Sirius.

- E exatamente o que aconteceu Black? Olha pra mim...

-Aconteceu...—começou ele lentamente—que eu fui um idiota estúpido e arrogante se metendo no meio do seu encontro com o Prewet. Eu não devia Ter feito aquilo. E depois eu lhe disse um monte de besteiras e fiz você se sentir mal. E ainda fui idiota o bastante para achar que eu estava certo, e que você era quem estava implicando comigo. E depois ainda, eu fui tão estúpido que fui até você e te beijei, como se fosse isso que você queria, e falei coisas que eu não devia ter dito, e depois eu fingi que não me importei em ouvir sua voz embargada pelo choro, quando na verdade aquilo cortou meu coração. E ainda fiquei com medo de te pedir desculpas, e só piorei as coisas entre nós... Ly, isso é o pedido de desculpas mais sincero de toda a minha vida... me perdoa?

PLAFT! Sirius sentiu a face esquerda esquentar com o tapa que havia tomado. Ele encarou Lyra confuso... Ele estava pedindo desculpas e ela estava batendo nele?

-Você é um retardado mental Sirius... Eu chorei tanto por causa do que você fez!—Escorriam grossas lágrimas do rosto dela—VOCÊ FOI UM COMPLETO IDIOTA! Mas eu não poderia me considerar sua amiga se eu não te perdoasse, Sirius!

Ela agarrou-se ao pescoço dele chorando. Definitivamente, Sirius ainda estava longe de entender aquela criatura em seus braços: num momento ela estava batendo nele e xingando-o, no outro ela estava abraçada a ele chorando e dizendo que não ia aguentar brigar com ele daquela forma de novo.

-Ei, por que você tá chorando Ly, já está tudo bem!

-Eu sou uma boba chorona mesmo!-Riu ela.

Os dois se encaram com intensidade. Ao olhar para aqueles lábios rosados Sirius lembrou-se dos segundos que passara beijando-os. Lembrou-se como pareceu a ele que os lábios dela haviam sido moldados para se encaixarem sob os seus, e sentiu uma vontade imensa de beijá-la novamente, mas se conteve, puxando-a para si e dando-lhe um beijo na ponta do nariz, como ela costumava fazer com ele.

-Então, a Ly e o Sirius fizeram as pazes durante a detenção que você deu pro Sirius, mas o Wayne aplicou... Parabéns Lily, pelo menos o SEU plano deu certo, e olha que você não precisou QUEBRAR o nariz de ninguém pra isso...—Sam falou, sentada entre James e Lily à mesa do café.

-Desculpa Samie, me perdoa pelo amor de Merlin!—Suplicou James.

-Tudo bem, eu te perdoo. Mas é só porque estou muito feliz pelo plano da Lily ter dado certo. Ou seja, se estou te perdoando é graças à Lily.

-Obrigada meu anjo Ruivo, meu amor, meu lírio, minha Pimentinha!—falou James beijando a mão de Lily.

-Potter, eu não sou seu anjo ruivo, não sou seu amor, nem seu lírio, E MUITO MENOS SUA PIMENTINHA!

Lily saiu e foi sentar-se ao lado de Remus.

-Achei que você tinha parado com isso...—falou Sam com uma sobrancelha levantada.

-Eu tinha, mas eu não resisto. Além do mais Sam, se a Lily vai me aceitar um dia, tem que ser pelo que sou, e não pelo o que ela quer que eu seja...não é Sam?

-É...—a garota deu um meio sorriso misterioso—Sabe James, eu acho, acho mesmo, que um dia vocês ainda vão se entender.

-Por quê?

-Não sei. Pode ser que seja só mais uma ideia idiota, mas que eu acho eu acho.

James sorriu para a amiga, verdadeiramente feliz com o comentário. Eles observaram Sirius e Lyra, sentados um do lado do outro, na amizade recém restaurada.

-Eles formam um lindo casal, não acha?—Comentou James, rindo um pouco.

-Sabe que eu estava pensando justamente isso?—falou Sam, sorrindo de volta.—Eu acho que ela gosta dele.

-As vezes eu também acho... e acho que eles se dariam muito bem, caso Sirius se permitisse um relacionamento desses.

-Eu também acho. Mas ele é um babaca, com todo aquele papo de "Sirius Black não namora".

-Não sei. Acho que se um dia ele perceber o quão especial ela é pra ele, as coisas possam mudar. Eu mudei, e estou mudando.

-Você realmente gosta da Lily, não é?

-Mais do que faz sentido.

Sam sorriu condescendente. Perto dali, Lyra observava os olhares maléficos que algumas garotas lhe lançavam.

-Sabe, Six, um dia o seu fã-clube vai me sequestrar, torturar e me matar de algum jeito bem cruel e doloroso.

-Bobagem. Elas só sentem ciúmes. Elas só tem ciúmes de você... Nós estamos sempre juntos, e elas tem ciúmes. Essa é uma das partes ruins de ser popular e ter uma beleza como a minha!

-E uma modéstia...

- -Vai Ly, fale sério, você ama tudo em mim, até a minha modéstia!

-Eu amo Sirius—riu ela, apertando a bochecha do maroto

-Vamos indo?—Perguntou ele—Você já acabou de comer?

-Já! Vamos sim.—E pegando mais uma torrada com geleia ela saiu com ele.

O sábado foi extremamente tranquilo, e no domingo os girifinórios organizaram um pequeno torneio de quadribol, o que era extremamente útil para James, que podia ficar de olho nos futuros talentos do time. E então, mais cedo do que todos desejavam, chegou a segunda feira, e com ela, a volta da rotina de aulas. Tudo corria muito tranquilamente, até que na terça feira, houve mais um homérico episódio da relação amor-ódio entre James e Lily. Estavam todos concentrados praticando o feitiço da histeria quando James fez que um bilhetinho chegasse até a mesa de Lily.

Lily, me daria a honra da sua presença em um passeio por Hogsmeade.

J.C.P.

Lily olhou incrédula o bilhete à sua frente. Revirou os olhos, molhou a pena e escreveu:

Não, Potter. E além do mais, não temos visitas programadas à Hogsmeade.

L.S.E.

Ela jogou o bilhete de volta, transformado numa adorável bolinha de pergaminho amassado, que bateu na testa de James e caiu sobre a mesa. James leu e devolveu o bilhete, com uma nova resposta:

Pare de se fazer de difícil, ruivinha. Você sabe que não existem restrições para os Marotos. E aí, vamos ou não?

Ela revirou os olhos novamente e escreveu, dessa vez numa letra ligeiramente tremida de raiva.

Não. E é Evans para você, seu cabeçudo de merda. Eu devia te dar uma detenção, só por essa porcaria de "não existem restrições", e é exatamente o que eu vou fazer se você não parar de me encher. Tchau, Potter.

Ela jogou o bilhete de volta e voltou sua atenção à aula. A julgar pela demora, Potter desistira de importuná-la. Ela sorriu satisfeita, até que sentiu algo bater em sua nuca. O maldito Bilhete...

Ruiva...

Meu amor por você é tanto

Que meu coração até uiva!

Meu Lírio

Diz que me ama, amor,

E me tira desse martírio!

Meu amor,

Deixa eu te dar um beijo

Deixa eu sentir teu sabor.

Pimentinha

Me agarra e me mostra

O quanto você é safadinha!

-Mas que mer...—Foi o que ela murmurou antes de amassar o pergaminho e jogá-lo de volta para trás.

-Ah! Sr. Potter!—Exclamou o professor Flitwick. Lily gelou, mortificada.—Creio que todos ficaríamos encantados em saber o que tanto o Sr. E a Srta. Evans conversam nesses bilhetinhos...

Lily fechou os olhos com força, amaldiçoando Potter com todas as suas forças enquanto sentia os olhares da porcaria da turma inteira em si. James levantou-se e pigarreou.

-Na verdade, eu é que fico encantado, professor. Eu escrevi um poema para a Evans. Meu amor é tanto que não pude esperar e tive que manda-lo. Peço desculpas pela interrupção. Eu vou lê-lo agora...

James começou a declamar a porcaria do Poema. Lily por pouco não chorou de vergonha, enquanto a turma toda ria de sua desgraça. Ela conseguia ver James, todo relaxado, lendo e bagunçando os cabelos daquele jeito irritante. Remus controlando-se para não rir. Peter debruçado sobre os livros sacudido por fortes risadas. Sirius inclinando a cadeira para trás e rindo, como se aquilo fosse a coisa mais genial do mundo. Até mesmo Lyra e Sam riam abertamente. Quando, por fim, ele leu a ultima estrofe, ela simplesmente pegou suas coisas e saiu da sala, sentindo as lágrimas lhe brotarem nos olhos.

-Parabéns Cara...—murmurou Sirius para James—Nessa você se superou. Gênio.

-Eu sei—o maroto bagunçou os cabelos mais uma vez, antes de voltar sua atenção ao professor, que retomava a aula com um meio sorriso nos lábios.

Ao final da aula, James se aproximou da mesa do professor.

-Professor, será que o Senhor Poderia me devolver o papel?

-Claro, Potter. Mas não quero mais gracinhas na minha aula. E acho também que o Senhor Deveria encerrar a carreira de poeta. Mas isso é só um concelho—o professor piscou para ele.

-Anotado, professor.

James pegou o papel e se juntou ao seus amigos no corredor.

-Agora você vai ter que enfrentar a fúria da ruiva...

-A Fúria da Ruiva.—Exclamou Lyra—Parece até nome de livro... Dessa vez você pegou pesado. Não duvido nada se você amanhecer enterrado nu em um formigueiro.

Sam balançou a cabeça em concordância. Sirius contraiu as pálpebras, como se a ideia de amanhecer nu em formigueiro fosse horrível demais para sua imaginação.

Quando eles entraram na sala para aula de transfiguração, Lily já estava lá, mergulhada em suas anotações, ainda respirando bem depressa.

-Bom—murmurou Sam—Agora nós saímos bem depressinha, porque aquilo ali deve estar uma fera.

As duas garotas foram se sentar com a ruiva.

-Tudo bem?—perguntou uma Lyra hesitante.

-Eu vou matar o Potter!—Ela murmurou, novas lágrimas brotando nos olhos.—Eu nunca fui tão humilhada na minha vida.

-Hey! Calma, foi só uma brincadeira!—falou Sam em tom amigável.

-Brincadeira uma ova. Ele quer é acabar comigo!

-Eu nunca vou entender o porquê de você o odiar tanto... —Falou Sam—Quero dizer, ele nunca te fez nada!

-Ele nasceu!

-Qual é Lily... Quero dizer, ele importunava o Snape e tudo mais... Mas você sabe, O Snape nunca deu motivos para nenhum de nós gostarmos dele. E no fim, ele acabou se provando indigno da sua amizade. Enquanto o James... Bem ele ainda ta aí. Fazendo de tudo para chamar a sua atenção...

Lyra fazia sinais para Sam cortar a conversa por trás da cabeça de Lily. Sabia onde aquilo iria dar.

-Você vai mesmo ficar defendendo ele? Jura?

-Vou.

Lily simplesmente pegou suas coisas novamente, e sentou-se em outro lugar, longe das amigas.

-Eu avisei—murmurou Lyra.

-Ela precisa ouvir umas verdades de vez em quando...

Sam virou-se para frente para prestar atenção na aula.

Lily e Sam não se falaram mais até o final do dia. À noite, Lily pintava as unhas enquanto Sam rabiscava em um pergaminho. Ambas em suas posturas clássicas de "estou de mal com o mundo". Lyra tentou por várias vezes iniciar uma conversa, mas tudo o que ela conseguia eram respostas monossilábicas. Logo ela desistiu e desceu para o salão comunal, avistando os marotos muito quietos à um canto. Ela foi se aproximando furtivamente.

-Posso ficar aqui com vocês?

James rapidamente murmurou alguma coisa, Peter deu um pulo de susto, encarando-a com os olhos arregalados, Remus simplesmente a encarou, engolindo em seco, e Sirius inclinou-se para trás na cadeira, tentando parecer displicente.

-Senta aê—Ele convidou, indicando uma cadeira vazia.

-O que vocês estavam fazendo?

-Nada...—murmurou James.

-Porque estavam todos reunidos em volta de um pergaminho em branco?

-Oras... nada, estávamos conversando, o pergaminho só está aí em cima da mesa.—respondeu Sirius

-Olha, eu amo vocês, mas sinceramente, eu me irrito com esses segredinhos!

-Nós não temos segredinho nenhum Ly!—Falou James—O que nós esconderíamos de você?

-Eu finjo o que acredito...—Ela se sentou no lugar indicado.

-O que tirou o ursinho da toca?—Perguntou Sirius, recebendo um peteleco da amiga.

-Estava horrível lá. A Lily brigou com a Sam hoje. Por que a Sam começou a encher as paciências dela para ela dar uma chance para Prongs, aí elas discutiram, e estão sem se falar desde a aula de transfiguração.

-Falando em transfiguração—falou James bagunçando os cabelos—que aulinha de merda! Tia Minnie já foi bem mais interessante!

-Ora Prongs, a aula foi bem interessante!

-Moony, toda aula é interessante para você! Até de história da magia você gosta!

-Mas história da magia é interessante!—exclamou Remus exasperado.

James e Sirius reviraram os olhos, arrancando risadinhas estupidas de Peter. Os cinco passaram um bom tempo conversando, até que Lyra começou a se sentir sonolenta.

-Prongs, quando é o próximo treino de quadribol?—perguntou ela em meio a um bocejo.

-Temos um na Terça, um na Quarta, um na quinta, na Sexta descansamos e jogamos no Sábado pela manhã.

-Ótimo.—Ela respondeu com sarcasmo- Você não acha um exagero não?

-Foi o que eu disse, mas ele diz que precisamos treinar muito para vencer.—falou Sirius.

-Mas nosso time está ótimo!—exclamou Lyra.

-Nosso Time está ótimo, eu sei, mas não podemos deixar ele enferrujar não é?

-Vai a merda James.—falou ela sem emoção nenhuma na voz.

-Ainda bem que você e Sirius fizeram as pazes. Nossa artilharia estava uma droga com vocês brigados.

-Eu sei!—ela deu um sorrisinho meio maroto e recostou-se em Sirius—mas a gente não vai brigar de novo não é, Pads?

-Não, Ly—disse ele-Não quero brigar com você nuca mais.

Ela deu um beijo na ponta do nariz dele e levantou-se dizendo:

-Galerinha do Mal... Eu já vou indo. Boa noite...

-Boa noite, Ly—responderam os marotos quase juntos. Ela Subiu para o dormitório e encontrou-o quase do mesmo jeito que havia deixado. A única diferença era que Alice estava sentada em sua cama lendo um livro de herbologia.

-Eu vou tomar banho.—falou Lily pousando o alicate de cutículas em cima do criado mudo.

Sam revirou os olhos e murmurou:

-Só porque eu ia tomar banho agora.

Foi a vez de Lily revirar os olhos.

Ela entrou no banheiro e fechou a porta. Sam levantou-se e desceu para o salão comunal com o pergaminho que ela estava desenhando em mãos.

-O que houve com elas?—perguntou Alice.

-Elas brigaram hoje cedo.

-Por quê?

-Por causa do James.

Alice levantou uma sobrancelha encarando a amiga.

-Ah! Não, não...elas não brigavam pelo James, se bem que seria muito engraçado, elas brigaram por causa que a Sam ficou defendendo o James depois do incidente do poema, insistindo que a Lily devia dar uma chance pra ele. Aí a Lily ficou louca da vida.

-E você, o que acha?

-Hã?

-Da Lily! Você acha que ela devia dar uma chance pro Potter?

-Eu adoro o James, e sei que ele gosta dela de verdade. Não sei quanto esse amor dele duraria, mas a minha conclusão é que... sim, ele merece uma chance. E você, Lice, O que acha?

-Eu também acho que ele merece uma chance. Desde o quarto ano ele pede pra sair com ela. A menos que ele seja um tapado masoquista, ele realmente gosta dela não é?

-Com certeza Lice! Só a Lily que não vê isso.

-Às vezes eu acho que ela finge que não vê.

-Às vezes eu tenho certeza.

A porta do banheiro se abriu e Lily saiu de lá enrolada na toalha. Fechou a porta do dormitório e vestiu a camisola de algodão. Pouco depois Sam entrou no quarto e largou o desenho em cima da cama, mas virado para baixo de modo que ninguém poderia ver do que se tratava. Pegou a sua toalha (verde), uma calcinha (verde), e sua camisola(adivinhem... verde) e entrou no banheiro. Lyra e Alice se encararam. Um silêncio constrangedor pairou no quarto. Logo a porta se abriu dando passagem para uma garota com cabelos louros platinados, quase brancos: Faith Princetean. Nesse momento Sam saiu do banheiro. Piscou duas vezes meio abobada.

-Olha só... Voltou mais cedo hoje, Princetean?—Provocou ela.

-Eu entro e saio a hora que eu quiser, Urashima.

-É, só é estranho o fato de você quase nunca entrar...

-Isso não é da sua conta.—a loira replicou.—Além do mais, feliz eu, que tenho maneiras agradáveis de passar minhas noites.

-Feliz somos nós, que não temos sífilis.—Foi Lily quem respondeu, rindo um pouco da própria piada.

-A conversa não chegou aí, Evans.

-Você quer discutir com a minha amiga, tem que aguentar discutir comigo também...

A loira saiu do quarto bufando de raiva, Lily e Sam riram juntas do ocorrido, aparentemente se esquecendo de toda a briga anterior.

-Sabe, acho que devíamos pegar leve com ela—Falou Alice—tudo bem que ela é insuportavelmente vadia, mas não é bem da nossa conta, não é mesmo?

As quatro se encararam, para em seguida rirem juntas.

-No fundo, você está certa, Lice... É só que eu estava chateada e acabei descontando nela—falou Sam por fim.

Logo depois que Lyra e Alice já haviam tomado banho elas sentaram-se todas na cama de Lyra e ficaram conversando até que Lily mandasse todas dormirem pois no dia seguinte elas teriam aula.

EEEE Fim!

Espero que tenham gostado... Se gostaram, cliquem ali, mandem uma review contando porque gostaram... Se não gostaram, cliquem ali e mandem uma review me mandando praquele lugar hahahaha!

Agora, minha chantagenzinha...

A Primeira pessoa que me mandar uma review, vai receber na sua caixinha de entrada uma imagem... Eu montei todo o material de divulgação da fic, com fotos dos personagens etc. etc.

A primeira imagem posta a premio é a mais linda de todas, na minha humilde opinião... A da Lily, que ficou simplesmente Perfeita.

Primeira Review ganha a foto do Lils, exclusivamente. Essa foto só vai ser liberada pra geral na semana seguinte...

Eu sei que não é muita coisa, mas como eu disse, é só uma chantagenzinha...

Ahsuahsuah

Se Alguém mandar uma review incrivelmente fofa, ganha também...

É isso, até semana que vem!

Peixos,

Mandy BrixX