Oláááá!
Obrigada mamasita pela review!
Sem delongas, aí vai o Capítulo!
Capítulo IX: Paris
-Se eu te beijar agora... O que você vai fazer?—ele perguntou, com a voz rouca, já capturado pelo cheiro irresistível dela.
-Se você me beijar agora, eu vou estar ocupada demais para fazer qualquer coisa que não seja te beijar de volta...
Lyra viu o rosto de Sirius se aproximar do seu, e fechou os olhos esperando o contato dos lábios, cada partícula de seu corpo gritando por ter os lábios do maroto sobre os seus. Ela já podia sentir o hálito quente dele batendo em seu rosto quando...
-Foi ele que pediu!—berrou a voz de Sam.
Sirius se virou rapidamente, olhando na direção da voz da amiga. Lyra também olhou, e eles puderam perceber que uma rodinha se formara. Espremendo-se entre os alunos para ver o que estava acontecendo, Lyra e Sirius se depararam com um Snape caído no chão, o rosto cheio de pústulas vermelhas. Sam tinha a varinha na mão, ao lado de James que parecia totalmente deslocado. Lily estava ao lado de Snape, encarando Sam de modo acusatório, e Brown assistia a cena de longe.
Lily abaixou-se para ajudar Snape a se levantar, mas este se desvencilhou bruscamente.
-Não encoste em mim—Ele falou com raiva.
-Ah é...—Os olhos de Lily se encheram de pesar, como acontecia toda vez que ela se decepcionava com o antigo amigo—Você é bom demais para ser ajudado por uma sangue ruim. Vá embora, Severo.
-Não...—Snape esticou a mão na direção de Lily, como se fosse se justificar, mas mudou de ideia e puxou a mão de volta.
-Você não ouviu?—perguntou James, olhando aflito do rosto magoado de Lily para o rosto confuso de Snape.—Vá embora...
Pareceu que Snape iria responder, mas ele se levantou e saiu rapidamente.
-O que aconteceu aqui?—manifestou-se Slughorn pela primeira vez.
-Sinto muito, professor, mas Snape estava sendo tão imbecil e ridículo que eu tive que azará-lo. Sinto muito por causar esse tumulto na sua festa. Se quiser me dar uma detenção, tudo bem... Se não se importa, eu gostaria de me retirar agora—falou Sam. Amus a olhava admirado.
Brown havia abraçado Lily, que agora escondia o rosto no ombro dele.
-O que aconteceu?—perguntou Lyra, correndo para acompanhar a amiga, que deixava a sala.
-Ele pediu, aquele babaca—falou Sam, que ainda estava lívida de raiva. Amus segurou a mão dela, acompanhando-a. James e Sirius vinham atrás, assim como Remus, que havia se despedido de Patricia às pressas.
-Ele começou a falar tanta merda pro James, que eu poderia ter esfolado a cara dele no concreto. Quero dizer, qualquer um podia ver que o James estava pra lá de arrasado. Aí ele me vem com aquela língua venenosa de merda...
-O que aconteceu?—perguntou Lyra que ainda não havia entendido nada direito.
-James veio se despedir, dizendo que depois do que ele havia visto não tinha mais clima para festa—Falou Amus.—Então aquele garoto, o Snape se aproximou e começou a falar pro James...
-Que eu nunca teria a Lily. Que eu era um babaca, que iria passar a minha vida vendo ela com outro cara, que ela me odiava e que isso nunca ia mudar.
-Esse cara é tão babaca!—falou Sam.—Um dia eu ainda vou pegar ele de jeito, ele vai ver só...
-Cuidado Amus, é com isso aí que você está se metendo...—brincou Sirius, e todos riram, o que descontraiu um pouco o clima. Chegaram à um corredor em que Amus parou Sam.
-Eu vou indo por aqui...—Ele indicou o caminho que tomaria, e Sam desfez imediatamente as feições irritadas e sorriu.
-Certo... Me desculpe por isso... Ele realmente me tirou do sério.
-Eu adorei. Nunca conheci uma garota como você... Te vejo nas férias?
-Acho que sim...—Ela sorriu para ele. Eles trocaram um beijo rápido e Sam acompanhou os amigos até o salão comunal grifinório. Sirius não parava de provocar Sam, fazendo imitações apaixonadas de Amus, arrancando risadas de todos. Ainda ficaram um tempo conversando no salão comunal, o que serviu para James tirar da cabeça um pouco a imagem daquele monstro devorando a sua Lily.
Assim que a ruiva entrou no salão, fez se um silêncio momentâneo. Então Lyra falou:
-Vamos dormir então?
-Vamos...
Ela e Sam se levantaram, e se despediram dos marotos, acompanhando Lily até o dormitório. Lyra pensou na possibilidade de contar às amigas sobre o quase beijo, mas imediatamente o rosto de Sam pululou em sua mente, enchendo-a de perguntas sobre o afeto dela pelo maroto, e ela desistiu.
-Eu sou uma idiota—falou Lily sentando-se em sua cama.
-É mesmo... Já devia ter aprendido, o ranhoso não é seu amigo. Ele é só um babaca.—falou Sam.
-Me senti tão mal hoje... O que ele fez que você azarou ele?
-Ele foi imbecil. Começou a provocar o James, usando o fato de que você está namorando o Brown... James realmente gosta de você. Ele estava bem chateado.
-Não posso fazer nada.—sentenciou a ruiva.
-Não pode ou não quer?—Sam murmurou.
-Não é essa a questão. Severo foi um idiota, imbecil, para variar. Eu não gosto do Potter, mas se ele estava realmente... chateado, como vocês falaram, Severo não tinha nada que ir provoca-lo. Por mais que eles se odeiem. Que final medonho para o meu dia que foi tão bom...
-Acontece—falou Lyra, passando o pijama pela cabeça e deitando-se.—Amanhã eu vou para casa!—comentou ela feliz.—Estou com uma saudade dos meus pais!
-Nem me fale—falou Lily—Parece que Petunia arranjou um novo namorado. Quem sabe eu tenha que aturá-la um pouco menos...
-Que maldade!—falou Lyra, rindo.
-Maldade é eu ter que aturar aquela cara de cavalo.
Sam riu-se enquanto deitava também.
-Também não vejo a hora de ir para casa... E depois, nós iremos para Paris!
-É... Paris!
E assim as três adormeceram, pensando no retorno para casa.
No dormitório masculino, James tomava um longo gole da garrafa de firewhiskey que Sirius tirara de debaixo de sua cama.
-Sabe de uma coisa?—Ele falou, encarando Sirius e Remus—Eu não vou me preocupar mais. Não me importo mais com o que ela faz ou deixa de fazer. Ela não vale o esforço, simplesmente isso.—Mais um longo gole—Simplesmente pisa em mim—Ele apontava raivoso na direção do dormitório feminino—Cada vez que eu a chamo para sair, cada vez que eu tento falar com ela. E aceita namorar com o primeiro babaca que aparece. Ela nem conhecia aquele cara até... sei lá, ontem!
-Eles estão saindo desde o último jogo...—falou Sirius, fazendo com que James o encarasse com os olhos arregalados.
-O que? E porque eu não tava sabendo disso?—Ele virou mais uma grande quantidade de bebida na boca.
-Por causa disso—falou Remus.
-Foda-se o mundo. Foda-se Lily Evans e seu namoradinho de cara angelical. Eu quero mais é que ela exploda.
James enterrou-se nas cobertas, deixando a garrafa no chão, fechou as cortinas e simplesmente não falou mais.
Sirius e Remus se encararam.
-Bom, foi melhor do que eu pensei que seria—falou Sirius por fim, antes de se deitar também.
Lyra acordou cedo na manhã de natal. Presentes tiram qualquer um da cama mais cedo. Ela desceu as escadas correndo, parando diante da grande árvore de natal. Uma pilha gigantesca de pacotes estava diante dela. Ela ganhou várias roupas de sua mãe, "Por quem os Sinos Dobram" um renomado romance trouxa de Lily, que sabia do gosto da amiga por literatura trouxa. Seu pai lhe deu uma vassoura nova, o último modelo lançado pela M.I.P., um estojo gigantesco de maquiagem de Sam, Uma cesta de doces dos marotos, um vestido para festa de Ano novo de sua irmã... E um porta-retrato, contendo uma foto dela e de Sirius. Estava sem cartão, mas Lyra sabia que havia sido ele quem enviara.
Ela sorriu para a foto, se sentindo extremamente feliz.
-Gostou, querida?—perguntou sua mãe, indicando as roupas.
-Adorei, mamãe. E a vassoura também, papai. Anne já foi?
-Já. Houve um problema na fábrica, e ela precisou correr resolver.
-Que ótimo...—Ironizou. Sua irmã trabalhava demais.—Mamãe, como você sabe, depois de amanhã é o aniversário da Sam... Eu estava pensando... Será que eu poderia fazer uma festa surpresa para ela aqui em casa?
-Claro querida... Desde que vocês acordem cedo para ir se encontrarem com Anne no dia seguinte, sem problemas.
-Certo... à tarde eu avisarei todos. Agora, o que você acha de nós assarmos uns biscoitos juntas, como nos velhos tempos, hein, Dona Christine?
-Eu adoraria querida!
Na manhã do dia 27, aniversário de Sam, Lily, Remus, Sirius e James apareceram na porta de Lyra, como combinado.
Juntamente com a mãe da loirinha eles arrumaram o salão de festa da mansão dos Bellacqua. Decoraram tudo com balões e fitas verdes, a cor favorita da garota. Marilyn, a elfo doméstica dos Bellacqua preparou uma infinidade de quitutes, e eles mesmos, com ajuda da Sra. Bellacqua assaram um bolo de chocolate com Menta.
Os marotos fizeram a mágica deles, convidando os colegas da grifinória, colegas de time, amigos mais próximos de outras casas e até mesmo Amus.
-John vem?—perguntou Lyra subitamente para Lily.
-Não... Ele está viajando. E além do mais, acho que eu mereço aproveitar o aniversário da Sam com as minhas amigas...
Sozinhos ou em grupos, os convidados foram chegando e se acomodando no salão. A música já tocava, animando o ambiente. A última a chegar, perigosamente perto do horário em que Sam viria, foi Andromeda, e parecia incomodada.
-Mamãe descobriu tudo Sirius. Parece que alguém contou para Bellatrix. Papai está simplesmente furioso comigo. Não sei o que eu vou fazer...
-Descobriu o que?—perguntou Lyra confusa.
-Sobre o Ted, meu namorado. Ele é nascido trouxa. É uma longa história...
-Bom, e o que você vai fazer?
-Acho que vou fugir para a casa do Ted. Em casa não da pra ficar. O único problema é que ele está viajando, só volta dia 30...
-Podemos ver com a mãe de James se você pode ficar lá...
-Não esquenta com isso, eu me viro—ela respondeu, passando as mãos pelos cabelos negros.
-Andromeda—falou Lyra—Você quer ir para Paris conosco amanhã? Vamos comprar vestidos!
-Paris?
-Sim, Sra.!
Andromeda pôs a mão sobre o peito, como se estivesse emocionada.
-Eu adoraria!
-Nada como uma boa seção de compras pra ajudar a esquecer dos problemas, não é? E então, se você quiser, pode ficar aqui até o Ted voltar. As garotas vão todas dormir aqui hoje à noite...
-Eu adoraria!
A mãe de Lyra mandou um patrono—uma bela garça prateada—Avisar que Sam havia chegado. A música foi desligada, as luzes apagadas e todos se esconderam, esperando.
-Lyra estava aqui agora pouco, conversando com o pai que fazia alguns reparos no salão—ouviram a voz da Sra. Bellacqua abafada, através das paredes. Ela abriu a porta e entrou, seguida de Sam. As luzes se acenderam e todos gritaram: Surpresa!
Sam levou as mãos à boca, verdadeiramente surpresa. O gato que ela trazia no colo caiu no chão e bufou irritado.
-Eu achei que vocês tinham esquecido!—Ela exclamou sorridente.
-Nunca!—gritou Lily, correndo para abraçar a amiga, seguida de perto por Lyra e mais um monte de pessoas.
Depois de cumprimentar todos, Sam pode aproveitar a festa. A Sra. Bellacqua levara a gata que Sam ganhara de presente de seu pai para o quarto de Lyra e deixara os jovens sozinhos, para que pudessem aproveitar a festa.
Além da cerveja amanteigada que o pai de Lyra comprara, Sirius e James contrabandearam duas das garrafas de whiskey, que agora rolavam de mão e mão, disfarçadas de garrafas de cerveja.
Lily, que dessa vez se limitara a alguns goles no whiskey estava alegríssima, e subiu em cima de uma mesa para dançar, sendo imitada por Andromeda. Uma rodinha se formou em volta das duas, Batendo palmas e incentivando-as.
Lyra e Sam só conseguiam rir da empolgação de Lily, que em hipótese alguma faria aquilo em seu juízo perfeito.
Frank estava meio alto, e se ajoelhou e se declarou para Alice no meio do salão. Alice corou violentamente, mas como também não estava a mais sóbria das pessoas, logo ela e Frank se agarravam sem pudor algum em um canto. Peter, que teve a decência de não levar Faith, com quem agora estava namorando, parecia meio deslocado, como se sentisse falta da namorada.
O ponto alto da festa foi quando Amus pegou Sam pela mão, a arrastou pro meio do salão e a pediu em namoro, dizendo que nunca se sentira assim com nenhuma outra garota, e que ela era simplesmente perfeita. Ele presenteou Sam com uma bonita pulseira de prata, com um pingente em formato de gota. Sam sorria muito ao beijar Amus diante de todos.
Com o tempo, as pessoas foram indo embora, ao passo que só sobraram os mais íntimos. As garotas, que iriam para Paris no dia seguinte, portanto dormiriam na casa de Lyra, os Marotos e Frank.
Lyra recostou-se molemente em Sirius, os efeitos da bebida deixando-a solta como nunca.
-Agora as minhas duas amigas namoram. E eu não. Todas as meninas do meu ano namoram. E eu não—ela falou tristemente.
-Ser solteiro tem suas vantagens, minha querida—Sirius falou, puxando-a para si. Ele se sentiu extremamente tentado a continuar o que eles haviam deixado pendente na festa do Slugue. Então o álcool, o melhor inibidor de inibições do mundo falou mais alto:
-Você me deve um beijo de visgo, Lyra Bellacqua...
-Venha pegar—Ela falou, os olhos se fechando, esperando o contato.
Sirius abaixou-se, aspirando o perfume adocicado que inebriava sua mente. Não podia fazer isso... Ele queria mais que tudo, mas não podia. Sabia que não. Optou pelo meio termo, roçando os lábios de leve nos dela, num beijo tão suave que Lyra jamais teve certeza se aquilo contava ou não.
-Pronto...—Ele murmurou ao se afastar—Está pago o seu beijo de visgo.
-Se você diz...—Ela deu ombros.
Lily, ainda animada demais, logo apareceu saltitante:
-Já sei o que podemos fazer agora... Vamos jogar verdade ou desafioo!
-Vamos!
Logo todos se sentaram num círculo, e Lyra lançou um feitiço na garrafa, que a faria mudar de cor caso alguém mentisse.
-O que você fez?—perguntou Lily desesperada.
-Você queria brincar de verdade ou desafio. Esse é o modo bruxo, querida. Não existe a chance de alguém mentir aqui.
Lily fez uma cara de quem estava ligeiramente arrependida de ter sugerido a brincadeira, mas tomou a dianteira e girou a garrafa.
Sirius para Sam.
-Você já se apaixonou, Samie-chan?
-Já...—Ela respondeu sem titubear.
-Por quem?—Sirius insistiu.
-Uma pergunta por rodada, querido...—Ela girou a garrafa. Lily para James.
-Vamos lá Potter... Por Merlin, o que você viu em mim?
-Tudo. Você é simplesmente perfeita.
Lily olhou incrédula para garrafa.
-Tem certeza de que isso está certo? Alguém conte uma mentira pra testar...
-Eu sou gay—falou Sirius. A garrafa virou roxa.
-Está certo sim... Pode girar James—Falou Lyra. James assim o fez. Sirius para Frank.
-Frank... Você e Alice já... –Sirius levantou uma sobrancelha.
Frank relanceou um olhar para a namorada.
-Já.—Ele falou por fim, o que fez Alice se esconder em seu braço, completamente vermelha.
Vários assobios e piadinhas foram feitos a respeito. Frank girou a garrafa, numa tentativa de desviar a atenção.
Peter para Remus.
-Quem é a garota mais bonita da escola?
Remus encarou Sam e respondeu sem titubear:
-A Samie. Desculpem meninas, mas essa é a minha opinião.
Sam olhou incrédula para a garrafa. Não havia mudado.
-Okay então... Você conseguiu me constranger, Remus, agora gire essa garrafa. E cuidado que eu sou comprometida hein?
Remus girou a garrafa, enquanto todos ainda riam. Lyra para Sirius.
-Melhor beijo de Hogwarts...—Ela perguntou.
-O seu.—Alice e Frank, que não sabiam do beijo durante a briga fizeram cara de surpresos. Andromeda sorriu com malícia, como se já soubesse de tudo—Não sei explicar—ele continuou—Mas simplesmente encaixou, apesar das circunstâncias não terem sido as melhores.
-Chama-se afinidade—falou Andromeda, olhando diretamente para Sirius—Agora gira a garrafa, primo.
Sirius assim o fez, e o par sorteado foi Alice e Remus.
-Minha vez de constranger alguém. Remus, você e Patricia já fizeram?
-Não...
-Ah... Moony sempre me decepcionando—brincou Sirius, arrancando fortes risadas.
Remus girou a garrafa. Andromeda para Lily.
-Lily, o que mais te irrita no seu perfeito namorado.
-Ele é muito mão boba—respondeu a ruiva sem titubear.—As vezes parece que ele tem três pares de mãos e elas estão em todos os lugares...
-Antes "pare, por favor" do que "pega pelo amor de Merlin", é o que eu sempre digo!—Falou Lyra, recebendo vários "apoiado!" de Andromeda e Alice.
Lily girou a garrafa. Lyra para Andromeda.
-Do...
-Gostei da variável para apelido...
-Sim. Do... E você e Ted... já?
-Você ainda duvida disso? Claro que já!
Sem nenhuma sombra de constrangimento Andromeda esticou-se e girou a garrafa. Andromeda para Alice.
-Qual sua posição favorita, Alice?
-Merlin! Eu tenho mesmo que responder isso?—Ela estava muito vermelha. Frank adiantou-se e respondeu por ela:
-De ladinho... Simples e gostoso.—Alice, que estava ainda mais vermelha acenou que sim com a cabeça e bateu no braço do namorado, para em seguida esconder o rosto de novo. Frank girou a garrafa por ela.
Sam para Peter.
-Wormy... O que você viu naquela magrela da Faith?
-Bom... Ela é bem... fácil, acessível. E no momento, é isso o que eu preciso na minha vida.
-Sexo fácil, como eu nunca suspeitei disso—Sam deu um tapa na própria testa, enquanto Peter girava a garrafa.
James para Sam.
-Okay... Continuando a pergunta de Sirius... Por quem você já se apaixonou, Sam?
-Bem... tive uma paixão na pré escola... lá no japão... Musashi era o nome dele... Mas obviamente, isso não conta. No primeiro ano, eu fui apaixonada pelo Remus...—Ela olhou para o maroto com um sorriso tímido-E não sei se é paixão, mas estou bem feliz com Amus no momento.
-Quantas revelações! Meu Merlin!—brincou Andromeda.
Frank levantou-se, murmurando que tinha que ir. Sob vários protestos, todos despediram-se dele. Os marotos demoraram-se mais um pouco, mas em seguida foram embora também, e todas as garotas subiram para o quarto de Lyra, onde jogaram diversos colchões em todos os espaços livres, fazendo uma grande cama. Sam sentou-se em um dos colchões, com a gata no colo.
-Eu preciso dar um nome para ela...
A gata era toda branca, com longos pelos sedosos e olhos amarelos.
-Yuki... não é neve, em japonês?—perguntou Lily.
-Lils, você é um gênio, apesar de Yuki ser extremamente batido. O nome dela vai ser Midori.
-E o que isso quer dizer?—perguntou Lyra.
-Verde...—ela respondeu.
-Mas a gata é branca!—exasperou-se Lily
Sam acenou a varinha e a gata ficou verde limão.
-Agora ela é verde...
No dia seguinte, Christine acordou as meninas para o café, e a todas elas pareceu que não haviam dormido absolutamente nada.
Ao entrar na cozinha, Lyra, ainda com os olhos meio grudados de sono pediu:
-Marilyn, por favor, faça um café bem forte, quem sabe aí nós possamos nos sentir gente...
As cinco se sentaram à mesa, e tomaram xícaras fumegantes de café. Havia uma grande variedade de coisas para comer, e quando acabaram o café da manhã, todas se sentiam bem mais dispostas, e voltavam a parecer alucinadas com a perspectiva de comprar os vestidos em Paris. Exatamente às Oito e meia, Anne Marie apareceu na lareira da sala, onde todas as garotas já a aguardavam:
-Prrontas Meninas?—perguntou ela em seu inglês carregado.—Lyra, você que sabe o caminho venha prrimeirro!
Assim que Anne sumiu, Lyra pegou um punhado de pó de flu e jogou-o na lareira dizendo: Anne Marie Bellacqua!
Ela rodopiou, a costumeira sensação desagradável de passar de lareira em lareira, até aterrissar no fofíssimo tapete peludo da sala de Anne Marrie, de barriga no chão.
-Ai...—Murmurou ela se levantando.
-Prra varriar, você non sabe viajarr de flu...
-É de família—brincou Lyra abraçando a irmã.—Você trabalha demais, Ann... Não acreditei quando mamãe disse que você havia voltado por causa de um problema na fábrica. Achei que ficaria até o ano novo!
-Acontece... Se non sou eu, essa fabrrica non ande! O imporrtante é que eu arranjei um tempo parra levarr minha irrmazinha parra fazerr comprras em Parri! Aí vem mais ume!
Andromeda saiu espanando pó das vestes, toda graciosa, exatamente o oposto de Lyra. Então ela parou e olhou confusa de Anne para Lyra.
-Vocês são todas iguais!—Ela falou, se referindo às três mulheres Bellacqua. Christine e as filhas eram extremamente parecidas, os mesmos cabelos loiros e dourados e doces olhos azuis. A diferença de Anne para Lyra, é que Anne havia puxado mais para a altura do pai, e era mais alta, e usava os cabelos curtos, invés dos longuíssimos cabelos de Lyra.
-Prrazerr, sou Anne Marrie!—Falou Anne se adiantando e abraçando Andromeda.
-Andromeda Black, prazer...
Com mais um ruído Lily foi atirada da lareira, e á saiu agarrando Anne para um demorado abraço. Alice foi a próxima, e por último Sam, que também puxou Anne para um abraço apertado.
-Vocês von adorraarr a Sophie! Ela é ótima! Son tantes festidos que von se perrderr la dentrro! Vamos indo!
O grupo de mulheres saiu pela rua, com Anne Marie tagarelando sobre os cafés e bares que passavam, sobre as lojas e sobre o seu trabalho.
-E enton, me contem... Quem son seus parres para o baile?
-Eu vou com o meu novo namorado!—falou Lily, super empolgada—Ele é lindo Anne! Você iria adorá-lo... O nome dele é John Brown... Ele está no sétimo ano.
-E tem mão boba—brincou Sam.—Eu também vou com meu namorado, que por sinal, me pediu em namoro ontem, e me deu isto aqui...—ela mostrou a pulseira. Amus Diggory é o nome dele. Ele está no nosso ano, só que é da Corvinal.
-hum... eston bem enton as dues moças! E vocês garrotas?
-Eu também vou com namorado, Frank. Só que nós namoramos há mais tempo.
-É... eu vou com meu namorado, Ted.—Andromeda parecia ligeiramente melancólica, e Lyra pensou no quanto devia estar sendo difícil para ela.
-E focê, irrmãzinhe, com quem vai?
-Com Sirius... Você se lembra dele, não lembra Ann?
-Oui! Olhos cinzentos, cabeles escurros, muite sedutorr!
-Esse é o meu primo!—riu Andromeda.
-Chegames!—Ela adiantou-se para as belas portas de vidro da loja onde se lia Constance em letras douradas.—Sophie! Soph!
Uma garota muito pequena, de cabelos castanhos lisos e curtos, e gigantescos olhos castanhos escondidos atrás de óculos de aros quadrados saiu de trás do balcão. Ela usava um vestido de corte quadrado na altura dos joelhos, meias de seda e sapatinhas, e pendurados no pescoço estavam dois colares de pérolas.
-Anne, querride! Vejo que trrouxe as garrotes que me falou! E que lindes jovens! Lyrra, como você está marravilhose! Venham todes, podem explorrarrem meus vestides, prrovarrem todes que quiserem!
Ela as conduziu para uma sala cheia de vestidos pendurados em araras, classificados por cores. Os modelos eram simplesmente maravilhosos. Em menos de cinco minutos, todas tinham modelos separados nos braços. Não se davam nem ao trabalho de ir ao provador, provando as roupas naquela sala mesmo, analisando a si mesmas no grande espelho e ajudando as amigas a escolherem. Alice foi a primeira a escolher um modelo de seu gosto. Seguindo o conselho de Sophie, de que os curtos estavam em alta, e como o baile não era exatamente formal, ela escolheu um modelo de cetim claro, de um ombro só, que batia na altura dos joelhos. Ele tinha uma faixa vermelha na cintura, motivos florais na saia.
Em seguida foi Sam a se apaixonar. Despojado como ela, o vestido tinha uma tonalidade profunda de verde, sendo quase preto, e era de um pano atoalhado e brilhante. Era curtinho, o que caía bem nela, que era alta e de pernas esguias. Era solto no corpo, de mangas 3/4 e deixava um dos ombros de fora.
Andromeda veio em seguida com as escolha. O vestido era de uma tonalidade entre o cinza e o marrom, sem ombros, constituído de um corpete justo e bordado com pedrarias, e uma saia suave de seda, em camadas, que começava na cintura e descia até um pouco acima dos joelhos.
Lyra e Lily estavam totalmente indecisas. Lily procurava um vestido vermelho, mas nada lhe agradava, mas ao mesmo tempo ela cobiçava um modelo azul, e dizia que ele não combinaria com seus cabelos, nem com seus olhos. Lyra internamente já havia se decidido, mas se perguntava se não seria um exagero. Por fim, acabou optando por assumir a pessoa extravagante que era e vestiu o modelo escolhido, que lhe caiu como uma luva. O vestido era justo no corpo, de uma tonalidade marrom apagada, meio puxado para o dourado, em estampa de leopardo. Também curto, tinha alguns bordados discretos no busto e na saia.
-Será que não é um exagero? Quero dizer, leopardos?
-Ficou perfeito... Até onde eu sei, alguém fez você prometer que seria a garota mais bonita do baile. Vá em frente!—Falou Andromeda.—Todas sabemos que discrição não está bem entre as suas qualidades.
-Okay então. Você venceu vestido, eu vou te levar para casa!
-Só falta eu...-Exclamou Lily, aflita.
-Porque você não para de frescura e experimenta esse azul que você tanto gostou?
-Porque azul não tem nada a ver com os meus cabelos! Eu queria algo vermelho ou verde...
-Parre de serr bobe! Isse que você esta falande non tem nade a ver—cortou Sophie—Escute a prrofissional e prrove esse.
Lily cedeu e experimentou, se apaixonando ainda mais pelo vestido. Era azul turquesa, sem alças ou mangas, de cintura alta, e a saia se abria graciosamente. Ele tinha delicados bordados prateados. Ficou simplesmente perfeito na ruiva.
-Eu amei... é esse mesmo!
As garotas pagaram pelos vestidos, e em seguida saíram, se despedindo de Sophie. Anne Marrie as levou num bistrô para almoçar, e depois elas foram ver a torre Eiffel.
Quando voltaram, exaustas à noite, estavam todas mais do que felizes, e fizeram questão de colocar seus vestidos novamente, para que a Sra. Bellacqua pudesse vê-los.
Quando todas foram embora, sobrando apenas Lyra e Andromeda, a menina finalmente se deixou abater, se sentando numa poltrona no quarto da amiga, de ombros baixos.
-O que foi Do?
-Tudo Ly... tudo. Você nem imagina o que é ter uma família como a minha. E o pior de tudo, é que por mais que eles sejam terríveis eu os amo. Todos eles, até a megera da Bellatrix. Não sei se consigo fazer como Sirius e virar as costas para tudo... Eu amo o Ted, mas o futuro parece tão assustador no momento!
-Você realmente tem que fugir pra casa dele? Sei lá, tem tão pouco tempo antes de voltar as aulas... Você podia ficar em casa, aguentar a tempestade e então voltar para Hogwarts, onde certamente essas coisas não iriam te afetar tanto.
-É uma ideia. Mas e se não me deixarem voltar?
-Eles fariam isso?
-Você não conhece meu pai. Minha mãe é mais tranquila. Mas meu pai... E tem a Bellatrix... Ela certamente faria a cabeça de papai para tornar a minha vida miserável. Ela acha que namorar um "sangue ruim" é simplesmente a pior coisa que alguém da família pode fazer. Sinceramente, eu não sei o que fazer.
-Você sabe, o meu conselho é o mesmo que o do Sirius. Eles não podem controlar a sua vida. Você poderia voltar, fingir que terminou... passar as festas com a sua família. E então voltar para hogwarts normalmente. Você já é maior de idade, Do. Uma vez em Hogwarts eles não vão poder te prejudicar.
-Você tem razão. E sempre tem a chance remota deles pararem de me odiar depois de um tempo... Acho que é isso que farei. Amanhã eu falo com o Ted, explico a situação... E é isso. Obrigada, Lyra.
-Eu não fiz nada... A coragem é toda sua!
Andromeda abraçou-a com carinho. Quando se afastaram, Lyra viu que a garota tentava enxugar as lágrimas discretamente, portanto não falou nada.
Assim que voltou a Hogwarts, Lyra estava ansiosíssima para ver Andromeda. Saber se tudo tinha dado certo para a amiga. Ela encontrou-se com Sam e Lily, e as três foram até o dormitório do sétimo ano, atrás da amiga.
-Do!—Exclamou Lyra, abraçando a amiga—Como foi?
-Um tormento. Segui o seu conselho, mas com certeza, depois do baile amanhã eles já estarão sabendo de novo. Narcisa jurou que não foi ela que falou. Ela disse que se eu quero sair com um sangue ruim o problema é meu e não dela. E eu acredito nela, Cissa não é maligna como Bella. Não, alguém da festa contou para a Bella, tenho certeza. Bom, o fato é, depois que eu disse que havia terminado, minha mãe não tocou mais no assunto. Foi como se nada tivesse acontecido. E meu pai se limitou a lançar olhares mal-humorados, mas com isso eu já estou mais do que acostumada!
-E você vai ao baile com Ted mesmo—Perguntou Lily.
-Vou. Não estou nem aí.
-Certo... Bom, nós vamos todas nos arrumar no dormitório amanhã... Sam cuidará dos cabelos, Alice das sobrancelhas, Lily das unhas e eu da maquiagem... Se quiser se juntar a nós amanhã... Levando alguma habilidade especial oculta de estética feminina, sinta-se bem vinda.
-Podem contar comigo. Vamos arrasar nessa nhaca desse baile!
No dia seguinte, Andromeda apareceu cedo no dormitório das meninas trazendo uma grande maleta nas mãos, uma bandeja equilibrada magicamente cheia de gostosuras, e gritando animadamente.
-Vamos tirar a bunda da cama, mulherada! Hora de levantar, são nove horas, o baile está chegando, então... Vamos indo!
-Meu Deus, Do! O baile é só às oito!
-Eu sei, mas eu trouxe minhas maravilhosas poções cosméticas, para fazermos depilação, limpeza de pele, hidratação nos cabelos, até poção bronzeadora eu trouxe... Levantando!
A bandeja foi colocada no chão, no meio do quarto, e todas se sentaram e tomaram um café da manhã demorado, cheio de fofocas.
Quando elas estavam terminando de comer, já eram quase dez da manhã, e Sirius apareceu na porta do quarto.
-Nós vamos fazer uma guerra de bolas de neve... Vocês querem vir?
-Meu Merlin amado!—Lyra pulou de susto—O que raios você está fazendo aqui?
-Convidando vocês para uma guerra de bolas de neve!
-Como você subiu aqui, Cabeção—perguntou Andromeda.
-Marotos tem seus meios. E aí, sim ou não?
-Nós vamos nos arrumar para o Baile, Sirius, se manca!—Sam falou, fazendo um gesto para que o maroto saísse.
-Mas tem horas pro baile ainda!
-Vaza Sirius... –Andromeda fechou a porta do quarto na cara do primo e abriu sua grande maleta da cosméticos.
Elas fizeram depilação e limpeza de pele, ao passo que quando Andromeda voltou das cozinhas trazendo o almoço, todas estavam cheias de uma poção verde nos rostos. Depois Alice, muito talentosa, modelou a sobrancelha de cada uma usando uma pinça. Lyra, pouco escandalosa, dava gritinhos a cada pelo puxado. Enquanto isso, Lily começava a cuidar das unhas das amigas, e Sam dos cabelos.
Às Sete horas, todas estavam de cabelos arrumados, vestidos colocados e a base da maquiagem pronta. Lyra então passou aos detalhes, aplicando sombras nos olhos de cada uma, que combinassem com os vestidos ou realçassem a cor dos olhos das garotas.
Quando ela finalizou a maquiagem escura em seus olhos mais do que azuis eram oito e quinze. Elas estavam prontas e com apenas quinze minutos de atraso.
-Garotas...—Andromeda sacou um champagne da maleta que havia trazido. Com um aceno de varinha ela conjurou cinco taças e as encheu.
-Ao baile das nossas vidas!
YEEEY!
O Próximo capítulo é o baile!
Eu queria aproveitar esse espacinho aqui para fazer uma propagandjenha Bááásica...
Estou adorando a fic Ovelha Negra, da JZNovaes.
A fic é maravilhosa, e para fans do Sirius (o maroto mais repetacular de todos) é simplesmente perfeita!
Quem tiver um tempinho, passe por lá, garanto que não vão se arrepender.
Quanto a Irresistível, a imagem de divulgação do Remus está on, e Capítulo que vem teremos todas as fotos das garotas e seus vestidos no baile...
Comentem por favor, adoraria saber se vocês estão gostando, ou sequer estão lendo isso aqui hahaha
Beijoos
