Hey eii!

Se ainda tem alguém aqui ¬¬

Bem, me desculpem pela demora, mas tive um bloqueio forte... Mas agora estou de volta... Aqui vai um capítulo, fresquinho. Espero que gostem...

XIV - Última vez

Sirius sentou-se na cama, parecendo preocupado. Apanhou o Firewhiskey e tomou um belo gole, estendendo a garrafa para Lyra em seguida. A festa continuava rolando lá embaixo. James apagara numa poltrona há séculos. Remus, Peter estava no salão comunal, e as garotas haviam se recolhido no dormitório após o choque.

-Como ela está?—perguntou Sirius encarando Lyra.

-Conformada eu acho. Vai dar tempo dela se formar... Não é o fim do mundo também.—respondeu ela depois de tomar um grande gole, devolvendo a garrafa para ele.

Ele tomou mais um gole do gargalo e em seguida encarou Lyra:

-A merda é ter um filho com tudo que ta acontecendo lá fora. Quero dizer, nós não percebemos muito porque estamos aqui dentro, mas tem um louco atacando nascidos trouxas e mestiços lá fora... Ter um mesticinho na barriga não é exatamente seguro.

-As pessoas tem que continuar vivendo, Sirius. Está dizendo que os sangue puro como você e suas primas tem que se misturar apenas com outros sangue puro porque tem um babaca à solta?

-Você sabe que não. Só fico preocupado com a Andy. Ela é o único pedaço de família que eu ainda tenho, lembra?

Lyra sentou-se ao lado do garoto e passou as mãos pelos cabelos dele.

-Desculpe, você sabe que eu não quis ser rude. É só que essa história toda... Quase pifou minha cabeça.

Sirius sorriu para ela e lhe estendeu a garrafa de volta.

-Vai ficar tudo bem... Ted vai cuidar dela...—Falou ele enquanto observava Lyra virar a garrafa na boca- E se ele não cuidar, pode deixar que eu cuido dele...—Falou o garoto estalando os nós dos dedos.

Abafando uma risada, Lyra tirou a garrafa da boca, um pouco do líquido escorrendo queixo abaixo até cair no decote. Displicentemente ela limpou para depois chupar o dedo molhado de firewhiskey, enquanto devolvia a garrafa para Sirius. O maroto sentiu a boca ficar seca... Aquela garota não tinha noção do perigo não?

-Mudando de assunto—falou o maroto encarando-a—Você acha que ela vai revelar o nosso segredinho sujo?

-Não... Eu tive uma conversa não verbal com ela—a garota sorriu para ele.

-Ótimo, porque estão todos lá embaixo...

Ele aproximou-se dela, tomando os lábios dela num beijo terno. O gosto da bebida queimava as bocas de ambos, emanando calor para o beijo. Lyra imediatamente se sentiu inundada pelas sensações que só o maroto lhe causava. O cheiro dele a inebriava, ao mesmo tempo em que a língua quente dele passeava por sua boca sem pudor algum. Sirius a deitou em sua cama e fechou o cortinado por precaução. Sentia o corpo macio dela sob si, os seios fartos dela esmagados contra seu peito, os cabelos dela espalhados em seu travesseiro... Suas mãos passearam pelas laterais do corpo dela, roçando de leve nas laterais dos seios. Uma mão entrou sob as costas dela, a outra correu pela coxa desnuda, levantando a perna da garota. Lyra alternava beijos no pescoço e nos lábios do maroto. Adorava como ele reagia a ela. Adorava como as coisas pegavam fogo num instante, como Sirius perdia a cabeça e passava a distribuir beijos que chegavam a marcar a pele... Sirius colou mais os quadris aos dela, fazendo-a gemer baixinho... Uma mão atrevida toda hora deslizava sobre seu seio, mas ela não se importava. Adorava o atrevimento do maroto... Agora o pouco de whiskey que havia tomado fazia sua cabeça girar... Ela envolveu a cintura do maroto com as pernas, deixando o bonito sapato escorregar do pé e cair sobre o colchão. Sirius brincava com a barra da camiseta dela e ela percebeu que ela mesma tinha as mãos no colarinho dele brincando com os botões.

Abriu os dois primeiros, beijando o pescoço branco e o peitoral definido do maroto. Ela conseguia entender porque as garotas enlouqueciam perto dele... Quando ela percebeu a camisa do maroto já estava no chão, e suas mãos arranhavam as costas dele enquanto ele mordiscava seu lábio inferior, uma mão apalpando seu busto sem pudor algum. Ela abafou mais um gemido... Conseguia sentir o quanto Sirius estava... "Abalado" com aquela pegação toda, e tinha certeza que, encaixado entre suas pernas como ele estava, ele também podia sentir toda a umidade que denunciava o quanto ela também estava gostando. A saia dela já era meramente ilustrativa, visto que escorregara para cima, deixando as pernas inteiras de fora... Sirius a agarrou pelas nádegas, e num movimento brusco, inverteu as posições ficando por baixo dela.

Ela se sentou sobre o maroto, olhando-o com malícia pura, como se o desafiasse a alcança-la... Desafio que não ficou muito tempo no ar, visto que Sirius sentou-se e tomou os lábios dela com vontade, as mãos correndo por baixo da barra da blusa da loirinha, sentindo a pele sedosa... Ela o empurrou de leve, e por um segundo ele achou que ela iria protestar e pedir para parar, mas ela simplesmente segurou a blusa, olhando-o nos olhos, e num movimento único passou-a por cima da cabeça.

Se em algum momento a loirinha teve dúvidas do que estava fazendo, tudo passou no instante em que ela viu o olhar que o maroto lhe lançava. O modo como os olhos dele passeavam pelo sutiã de renda preta era puro desejo e cobiça. Ele parecia embasbacado, como se não acreditasse na própria sorte, e por um instante, Sirius Black, o pegador da escola (sim, Sirius, e não James, como o outro insistia em reivindicar) se sentiu um garoto inexperiente de novo... Mas apenas por um breve instante. Ele encarou os olhos azuis da garota e deu um sorriso malicioso antes de mordiscar os mamilos rijos por cima da renda, enquanto sua mão acariciava o outro seio. Lyra jogou a cabeça para trás, esticando o corpo todo de maneira sensual. Encarando isso como uma permissão, Sirius abaixou o tecido do sutiã, a boca úmida fazendo contato direto com a pele sensível do mamilo, sugando e mordiscando. Lyra gemeu de leve, se movimentando sobre ele, fazendo com que os sexos se roçassem sensualmente...

A porta do quarto se escancarou ruidosamente. Lyra se esmagou contra o corpo do maroto, o coração batendo violentamente contra as costelas, desespero estampado no olhar.

-Vamos James—Falou a voz de Remus—Mais uns passos e você estará no banheiro...

-Eu não quero, Moony... me deixa ir pra festa... Eu quero beber mais—respondia o maroto com a voz mole.

-Cala a boca...

Eles ouviram um estrondo no banheiro e Remus praguejando. Em seguida o barulho de água corrente. Passos... Remus andava pelo quarto.

-Pads?—perguntou o garoto.—Ta acordado, pode me ajudar?

Sirius ficou mudo. Se fingisse que estava dormindo, existia uma chance de não serem descobertos.

-Remus, acho que eu vou vomitaaar—berrou James no banheiro.

-E eu com isso?—gritou Remus de volta.

Aproveitando o barulho dos amigos, Sirius deitou-se com Lyra lentamente. Olhou no rosto da loirinha, que mordia o lábio inferior e tinha os olhos marejados de lágrimas por conter o riso. Sirius teve que desviar o olhar, se não ele riria também.

Ficaram ali quietinhos, esperando que a movimentação parasse dentro do quarto. James tomou um banho frio, deitou-se em sua cama, reclamou, choramingou, se declarou para Remus dizendo que ele era um amigo de verdade, e todas aquelas coisas emocionantes que bêbados falam para os amigos, e finalmente adormeceu. Remus permaneceu com a luz acesa, lendo. Muito tempo se passou até que o maroto finalmente apagou a luz. Sirius esperou até ouvir a respiração compassada, sinalizando que Remus havia dormido, e então murmurou:

-Acho que você pode ir agora...

A mão de Lyra deslizou pelo tórax dele, abraçando-o pelo pescoço.

-Ly?—Ele olhou no rosto da loirinha e constatou que ela dormia calmamente sobre seu peito. Sentindo uma quentura estranha dentro de si, ele sorriu, conjurou um cobertor para os dois e a abraçou ternamente (o mais ternamente possível, considerando que ela estava seminua e tentou dormir também.

Lyra acordou se sentindo muito confortável e aquecida... abriu os olhos e se deparou com o torso nu de Sirius... Ao qual ela estava agarrada. Fechou os olhos com força, tudo voltando a sua mente. Ela desprendeu-se do maroto e vestiu sua blusa, pegando os sapatos que ainda estavam jogados sobre o colchão. Respirou fundo, deu um beijo leve nos lábios do maroto e saiu de fininho do dormitório masculino. Ainda estava escuro, e Lyra agradeceu por ter acordado tão repentinamente de madrugada. Abafou uma risadinha entrando no dormitório feminino, deitou-se em sua cama e adormeceu imediatamente.

Lyra levantou-se sentindo um sono que parecia de outro mundo.

-Bom dia, zumbi—falou Sam que já estava pronta para descer para o café.—Quer que a gente te espere?

-Não... Podem descer, eu me junto a vocês daqui a pouco—falou ela atirando o cobertor de lado e ficando de pé.

-Cuidado para não se atrasar para a aula—falou Lily saindo do banheiro terminando de colocar um brinco na orelha.—Nos vemos lá embaixo.

As duas garotas saíram do dormitório, deixando Lyra correndo para se arrumar. Quando ela finalmente chegou no salão principal, todos os colegas estavam lá.

-Bom dia—falou ela correndo os olhos pelo trecho da mesa onde todos os seus colegas se sentavam. Procurou Sirius com um olhar, a fim de rir do segredinho deles, mas gelou no instante que seus olhos pousaram no maroto. Uma corvinal estava sentada ao lado dele, e falava algo muito próxima, se insinuando para o maroto. Se controlando, ela se sentou a mesa e serviu um copo de suco. "Ele não é nada seu! Ele não é nada seu!" ela repetia como se fosse um mantra. Serviu-se de ovos e uma fatia de pão, olhando fixamente para frente.

-Você está bem, Ly?—perguntou Remus parecendo preocupado.

-Estou. É só... sono.—respondeu a loirinha. Ela sentia que fumaça poderia sair de sua cabeça a qualquer momento. Eles podia não ser nada, mas ele estivera se agarrando seminu com ela a menos de 12 horas atrás, como era possível ele estar de conversinha mole com outra tão cedo? Ela sentiu lágrimas virem aos olhos e se controlou para que estas não rolassem face abaixo. Ela relanceou um olhar frio para Sirius. O maroto desviou os olhos da menina a sua frente e lançou um sorrisinho amarelo para ela. Lyra manteve o rosto impassível. "Não demonstre. Ele não é nada. Não demonstre, custe o que custar."

Ela terminou de comer o mais depressa que pode e seguiu as amigas em direção à sala do professor Slughorn.

-Tem certeza de que está bem?—perguntou Lily parecendo preocupada.

-To bem sim. To com sono e dor de cabeça. Você pode ser minha dupla hoje? Não to muito em condição de pensar pra fazer poção.—Na verdade ela não queria correr o risco de ter que fazer dupla com Sirius.

A aula da manhã se arrastou. A de tarde, pior ainda, visto que era história da magia. Quando o professor Binns dispensou a turma, e Sam saiu reclamando que aquela era a pior segunda feira em séculos, Amos veio falar com ela. Eles não se falavam desde o final do jogo o dia anterior, em que Sam brigara com Amos porque ele não tinha "amor próprio".

A oriental fez sinal para que as amigas continuassem e se deixou ficar para trás com o namorado.

Lyra e Lily entraram no salão comunal, para aproveitar a aula vaga, a única compensação no final do dia com o pior horário da semana. Lily se apressou pegar uma mesa para começar o dever passado por Slughorn, mas Lyra simplesmente não estava com cabeça para nada disso. Ainda não estava conformada com a própria burrice. Avistou Andromeda sozinha à um canto, escrevendo num pergaminho, e se aproximou da colega.

-Olá, Andy...

-Oi Ly—Falou a garota afastando os cachos negros do rosto e sorrindo.—Senta aí!—Falou ela sinalizando uma cadeira vaga.

Lyra obedeceu e encarou a colega.

-Você está bem?—perguntou ela.

-Ah, estou sim. Bem melhor—Ela sorriu de novo—Ficar me lamentando não vai adiantar de nada agora. Vai dar tempo de terminar Hogwarts, e Teddy herdou uma casa do avo dele. No campo. Sempre quis morar o campo. Além disso, ele já está procurando um emprego. Ele tem excelentes notas. Tenho certeza de que vamos conseguir algo, mesmo que meu pai nos boicote por aí.

-Seu pai faria isso?—perguntou Lyra assombrada.

-Claro que faria. Qual é Lyra, você é amiga de Sirius. Sabe como nossa família é.

-Nem me fale em Sirius—Deixou escapar a loirinha.

-Ih... O que houve? Vocês pareciam muito bem ontem!

Lyra suspirou pesadamente.

-Eu também achava. Até me dar conta do quanto eu sou idiota. Nós nos pegávamos as escondidas desde o baile.

-Isso eu já imaginava.

-Sabe, era bom, eu me sentia bem, não ligava, era só uma amizade colorida não era? Não tinha problema nenhum. Isso era o que eu tentava me convencer. No dia dos namorados, ele me chamou para dar uma volta. Achei que ele fosse me pedir em namoro—Agora os olhos dela estavam marejados de lágrimas.—Achei mesmo, Do. E, por Merlin, eu já estava aceitando...—Ela secou os olhos com força—Ele me deu isso.

Lyra estendeu o colar, mostrando-o para Andromeda, que tinha um meio sorriso nos lábios.

-Ele disse que não tinha uma namorada, mas que eu era o mais próximo disso que ele já chegou. Que gostava muito de mim, e da nossa nova amizade colorida. Disse que éramos livres pra sairmos com quem quiséssemos, e todas essas coisas. E sabe o que eu fiz depois dele me jogar esse tremendo balde de água fria? Eu o beijei, porque eu sou idiota, e eu continuo usando esse colar porque eu sou muito idiota, e se ele aparecer aqui agora querendo dar uns amassos, provavelmente eu vou ceder, porque não existe na face da terra garota mais idiota do que eu! Ontem, depois da coisa toda nós quase transamos, tem noção?

-Shhh! Você está falando muito alto!

-Nós só paramos porque Remus apareceu com James bêbado no quarto. E hoje de manhã ele tava todo cheio de graça com aquela Corvinal ensossa! Eu sou muito idiota mesmo!

-Você não é muito idiota. Sirius é bonito demais, legal demais e cafajeste demais. É uma combinação muito perigosa. Você se apaixonou por ele, mas e daí? Agora você caiu na real, vai ter uma conversa séria com ele, parar de se agarrar com ele por aí, e depois de um tempo tudo vai voltar ao normal. Todas nós já tivemos paixões platônicas. Você não é nenhuma idiota por isso.

-Eu sou idiota por desenvolver uma paixão platônica pelo meu melhor amigo!

-Lyra, é mais fácil se apaixonar por alguém que você não conhece ou por alguém que você conhece muito bem? Deixa de ser boba, não é o fim do mundo. E além do mais, eu ainda acho que o Sirius vai cair na real um dia... Agora, se me dá licença, marquei de ver o Teddy...

-Mas... mas...—Lyra ficou observando Andromeda sair. Sem dúvida se sentia muito melhor agora, depois de ter desabafado. Ela subiu para o dormitório, deixou-se cair em sua cama e ficou ali, segurando o pingente de topázio, imersa em pensamentos.

E foi assim que suas amigas a encontraram. Lily e Sam subiram rindo para o dormitório feminino, e se depararam com a loirinha agarrada ao colar, o olhar perdido no universo.

-Lyra?—chamou Sam—Você ta aí ou um dementador te sugou?

-Que horror, Sam, não brinca com essas coisas!—repreendeu Lily, o que Sam descartou com um aceno de mão.

-Estou aqui sim—respondeu a loirinha, os olhos entrando em foco.

-Que colar é esse—perguntou Sam estreitando os olhos—Eu nunca tinha visto!

-Isso porque ele é novo. Foi o Sirius quem me deu.

-No natal?—perguntou Lily.

-Não.—Lyra suspirou. Chega de palhaçada—No dia dos namorados.

Lily e Sam pareciam horrorizadas.

-Como assim você está namorando e não nos contou?—perguntou Lily com as mãos na boca.

-Eu não contei porque não estou namorando. Meninas, sentem que a história é longa.

E então ela contou as amigas tudo o que se passara desde o baile, o modo como seus sentimentos ficaram confusos, e o quanto seu coração estava apertado com a decisão de não levar nada daquilo adiante. Bem lá no fundo ela tinha esperanças de que se continuasse se encontrando com o maroto ele poderia se apaixonar por ela. Tão sorrateiramente como ela se apaixonara por ele. Quando terminou de contar, Lily estava boquiaberta e Sam pensativa.

-Esse cachorro é mesmo um safado.—murmurou a ruivinha parecendo raivosa.

-Ele não me prometeu nada Lily. Eu me iludi sozinha. Acho que na verdade ele é assim mesmo. Deve acontecer o mesmo com todas as garotas que ficam com ele. Ele só quer se divertir, e todas pensam que podem arrancar algo a mais. Acreditem em mim, não é difícil se apaixonar por ele.

-E o que você vai fazer?

-Hoje a noite eu vou falar com ele. Depois do jantar vou dizer que acabou essa história de pegação escondido por aí. E se ele me perguntar porque, vou ser sincera.

-Tem certeza? Não me parece uma boa coisa sair revelando pra ele que está apaixonada por ele. Ele pode se aproveitar de você!—falou Lily.

-Sirius nunca faria isso, Lils. Eu o conheço bem, e sei que ele não faria isso. E está decidido. Não vou usar desculpinhas, nem usar outros caras como escudo contra ele.

Lyra levantou-se subitamente e começou a se trocar.

-O que você está fazendo?—perguntou Lily.

-Me arrumando—respondeu a loirinha enquanto trocava de sutiã para um modelo que realçava seus seios—Minha irmã sempre diz... Se você tem que dispensar um cara, faça-o se arrepender.—Ela vestiu uma blusa de lá vermelha com gola em "V e ajeitando o decote de forma a revelar a curva do busto avantajado.

Sam deu um sorrisinho malicioso para a amiga, enquanto Lily parecia perplexa.

-Acreditem meninas, eu sei do que aquele cachorro gosta...

-Sirius, depois do jantar eu queria falar com você, pode ser?—Sirius levantou os olhos e encarou a loirinha. Ela estava especialmente bonita com a blusa vermelha decotada. Os olhos dele imediatamente correram para a pele exposta, fazendo-o se lembrar da noite anterior.

-Claro!—Ele respondeu com um sorriso malicioso.—Daqui a pouco podemos ir.

Ele voltou a comer rapidamente, ansioso pelo seu encontro com a amiga. Ele já podia imaginar o que viria a seguir.

Ele terminou de comer e procurou-a com o olhar. A loirinha dava as últimas garfadas em seu prato e em seguida levantou-se saindo do salão principal. Sirius a seguiu rapidamente, mantendo uma certa distância. Ela entrou numa sala vazia no terceiro andar e Sirius entrou logo atrás, e de pronto prensou-a na parede, tomando-lhe os lábios com sofreguidão. Até que sentiu as mãos dela empurrarem-lhe pelo peito.

Lyra precisou de toda a sua força de vontade para empurrar o maroto para longe de si.

-Sirius não...—Ela murmurou. O maroto se aproximou novamente e ela o empurrou e exclamou com mais veemência—Não! Eu disse que a gente tinha que conversar!

-Achei que...

-Achou errado...—respondeu ela, um pouco mais ríspida do que pretendera.—Sirius, isso tem que parar—ela falou com suavidade.

-Isso o que?

-Isso. Chega de ficar se agarrando escondido e todas essas coisas...

-Por que?—Ele perguntou exasperado.

-Porque chega! Sirius, isso não ta funcionando pra mim. Eu estou confundindo tudo...

-C... Como assim?

-Eu estou querendo mais do que você pode me dar Sirius—admitiu ela em voz baixa—Você me conhece, eu sou toda romântica... Eu jamais devia ter entrado nessa... tava na cara que isso ia acontecer, mais cedo ou mais tarde.

-Você está querendo dizer que...

-Exatamente isso. Que eu estou—ela engoliu em seco—apaixonada por você.—Ela olhou para o maroto, que tinha a testa franzida, como se achasse difícil absorver a informação.—Eu sei que isso não devia ter acontecido... Eu sou uma tonta mesmo... Me desculpe, eu não pude evitar, quando eu percebi...—Lágrimas rolavam pelo rosto dela, que abraçava a si mesma, como se procurasse aconchego nos próprios braços.

-Eei! Calma!—Sirius a abraçou—Não é nada demais, tenho certeza... Se você prefere, então a gente para com essa amizade colorida... E logo isso passa...—Sirius beijou-lhe os cabelos. Sabia que soara como um idiota, mas simplesmente não sabia o que fazer.—Ainda vamos ser amigos não é?

Ela riu em meio as lágrimas.

-Claro que sim... Só não estranhe se eu ficar meio distante agora no começo... Autopreservação, sabe como é...

Ela afastou-se dele e levou as mãos para a nuca. Em poucos segundos ela estendia o colar para ele.

-O que está fazendo?—ele perguntou arregalando os olhos.

-Devolvendo o...

-Pode parar já com isso—em dois passos ele estava junto dela, segurando as mãos dela entre as suas, ele a encarou e disse com toda a sinceridade do seu ser—Eu te dei isso, porque você é a garota mais importante da minha vida. Nada vai mudar isso, ouviu?

Ele tirou o colar das mãos dela e O fechou de novo em torno do pescoço claro da garota. Em seguida, ele tomou o rosto dela entre as mãos e a olhou nos olhos.

-Tenho direito a um beijo de despedida?

Lyra sentiu as pernas tremerem. Sabia que deveria negar, mas quando se deu conta, ela já havia acenado que sim, e os lábios dele já estava sobre os seus.

"Essa vai ser a última vez."—Pensou ela determinada, sentindo uma dor aguda no peito.

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