CAPÍTULO 28 I

Gostaria de me desculpar sinceramente pela imensa demora em publicar o final dessa história. Mas aí está o final! E já ando próximo de publicar outras fics. Aguardo reviews!

O automóvel desliza de maneira suave e veloz na auto-estrada que nos leva ao sul da Inglaterra. Poderíamos ter aparatado, poderíamos ter viajado através de uma chave de portal, mas preferimos o método trouxa. Não seria divertido para o garotinho ruivo de olhos verdes a forma bruxa de viagem. Ele dorme agora no colo de Gina. Cansou de apontar e nomear cada árvore, animal ou pessoa na estrada. Eu dirijo de maneira segura e atenta. Gina me ensinou nos últimos meses a guiar um veículo trouxa.

O nosso carro é um modelo esportivo, com duas portas, mas bastante espaçoso por dentro. Os trouxas sabem fazer coisas boas, eu não tenho dúvida disso atualmente. Distraído eu deixo por um momento uma das minhas mãos acariciar o braço de Gina e os cabelos rebeldes do garoto.

- Você está cansado? – ela me pergunta.

Fizemos apenas uma pausa para um almoço rápido muitos quilômetros atrás, quando abastecemos o carro e calibramos os pneus.

As pessoas são simpáticas conosco. Imaginam que somos um jovem casal feliz saindo de férias com nosso filho. Imaginam também que somos jovens ricos ou no mínimo com pais ricos, pois o nosso carro é bastante caro e nos vestimos com simplicidade, mas com elegância. Os trouxas não sabem que somos apenas dois terços de uma unidade que se mantinha junto com muito amor, apesar dos percalços que passamos na vida.

Eles não poderiam saber que o outro terço de nós, me atrevo a dizer, a nossa parte mais importante, foi o salvador do mundo mágico, o "garoto-que-sobreviveu", o Escolhido. Mal poderiam imaginar esses trouxas simpáticos que a vida despreocupada que levam nesse sábado bonito de primavera só é possível por causa da coragem e da bravura de Harry Potter. E por causa de suas dores e sacrifícios.

- Não, querida, não estou cansado – eu repondo finalmente.

Na verdade a tensão tem me deixado extremamente ativo. Mas não sei se tenho pressa para chegar ao nosso destino. Não dessa vez.

UM ANO E MEIO ATRÁS

- Ele ainda está respirando – disse Hermione, derramando imediatamente na boca de Harry uma poção púrpura – Isso vai estabilizá-lo.

- Essa moça lançou uma maldição imperdoável – disse um dos aurores apontando para Gina. A ruiva havia acabado de lançar uma maldição da morte em Bellatriz Lestrange.

- Não toque na minha irmã! – rosnou Rony Weasley, assustando o auror que havia feito a acusação.

Dois outros aurores tinham dificuldade para me conter. Eu precisava abraçar Harry! Falar com ele, fazer alguma coisa!

No meio de todo aquele caos, Gina soltou um gemido de dor. Assustado, tirei minha atenção de Harry por um momento e olhei preocupado para a ruiva. Ela estava praticamente de joelhos, mãos segurando o ventre.

- Está na hora, eu acho... – Gina disse calmamente.

Para mim as horas seguintes passaram como um borrão. Eu não me lembro realmente de nenhum detalhe sobre as vinte e quatro horas seguintes. Harry na unidade de feitiços avançados do St. Mungus, Gina em trabalho de parto no mesmo hospital. Todos os Weasleys resolveram aparecer. Jornalistas berravam em busca de informações.

Felizmente a ala da maternidade em que Gina estava foi isolada, assim como a área em que Harry estava internado. O parto de Sirius Draco Weasley-Potter felizmente ocorreu sem transtornos. Um garoto saudável com uma pequena penugem avermelhada na cabeça e belos olhos verdes. E eu decidi que o amava assim que eu o vi. Provavelmente eu já havia decidido antes de vê-lo.

DEZESSEIS MESES ATRÁS

Gina amamentava o pequeno Sirius. Ela estava ainda mais linda após a gravidez. Sirius crescia no seu ritmo normal. Os olhos incrivelmente verdes como os do pai.

No nosso apartamento, Nick Grodjian, acompanhado de um surpreendentemente tímido Paul Chi, nos falava sobre a situação de Harry.

- A magia nunca o deixou na verdade. Isso explica o feitiço involuntário que ele fez, selando a porta do quarto de vocês – explicou Paul Chi.

- Ela apenas não se manifestava externamente para protegê-lo – acrescentou Grodjian – O seu amigo é um caso único. Ninguém sobreviveu antes à maldição da morte e a tantos cruciatus. Seu corpo certamente se recuperará, mas não sabemos se sua mente irá se recuperar algum dia.

- O que vocês querem dizer? – perguntou Gina, o temor visível na sua voz.

- Que talvez Harry passe o resto dos seus dias perdido dentro de si mesmo – explicou o americano com pesar – Sua mente concentrada apenas na tarefa de manter o seu corpo, mas incapaz de se comunicar com o mundo exterior.

- Um... Um... autista, por assim dizer – gaguejei.

- Sim, é uma boa definição – disse o curandeiro – Eu sinto muito, Sr. Malfoy. Mas, por outro lado, seu amigo já superou antes todas as expectativas. Eu não acho impossível que ele nos surpreenda de novo.

E assim tem sido.

A clínica na qual Harry passou a residir é uma das mais caras e mais exclusivas do mundo. Os donos dela se negaram a receber qualquer pagamento para cuidar de Harry. Ele é constantemente avaliado e medicado, mas parece não se dar conta de nada ao redor. Quando alguém pega na sua mão e o conduz para caminhar, ele segue a pessoa. Quando é levado para sentar ou deitar, obedece como se fosse um autômato. Às vezes parece reagir a um carinho ou uma palavra. Mas a reação é sempre muito fugaz. Como um sorriso que morre ao nascer.

Na última visita que eu, Gina e Sirius fizemos a ele, meu coração se encheu de esperança quando esboçou um sorriso no momento que Sirius brincava com o seu cabelo. Harry esboçou um gesto de tocar o cabelo do filho, mas a sua mão recuou como se não lembrasse mais a maneira de acariciar uma pessoa.

E assim tem sido. Normalmente nós o visitamos a cada duas semanas. Iríamos todos os dias, mas os especialistas julgam que as visitas constantes aumentam o seu estresse e não ajudaria em nada a recuperação.

São duas horas da tarde quando chegamos à clínica. Amanhã, trinta e um de julho, Harry Potter completará vinte e três anos. Eu noto que alguma coisa aconteceu quando uma das enfermeiras corre em nossa direção toda afobada. Seu rosto gorducho e simpático está vermelho de excitação e ela está ofegante.

- Calma, garota – diz a outra mais velha, uma mulher negra com ar maternal e que sempre nos recepciona na chegada.

- O Harry! – disse a moça sem fôlego – Ele... Ele...

- Calma, Bridget – disse a enfermeira mais velha – Assim você vai assustá-los.

Obviamente já estávamos assustados. A nossa excitação deve ter despertado o pequeno Sirius.

- Papá... Papá... – o menino começou a balbuciar.

- Calma, querido – disse Gina carinhosamente ao garoto, afagando seus cabelos ruivos.

Fomos conduzidos aos aposentos de Harry no hospital. Parece que todos os curandeiros da terra resolveram comparecer no quarto dele naquele momento. O moreno estava quase soterrado por medibruxos e enfermeiros.

- Mas que diabos... – eu ia dizendo indignado.

Qualquer coisa que eu pudesse dizer ficou congelada na minha garganta naquele momento. Harry notou a nossa presença. Ao invés do olhar indiferente com o qual sempre nos recepcionava desde a sua recuperação parcial, seus olhos verdes pareciam brilhar quando olhou na nossa direção. Seu sorriso era a coisa mais bela e emocionante que eu tinha visto. Nem me lembrava mais de quanto o seu sorriso era bonito.

- Draco! Gina! – ele disse com uma voz mais baixa e mais grave do que o normal.

Ignorando os curandeiros e enfermeiras em torno dele, o moreno de olhos verdes correu (ou pelo menos andou tão depressa quanto possível) na nossa direção. Eu só percebi que estava em prantos quando a sua mão delicadamente afastou minhas lágrimas. Gina também chorava abraçada a Harry. O pequeno Sirius brincava com os seus cabelos rebeldes.

- Papá! Papá! – disse o menino feliz da vida.

Passada parcialmente a comoção que causou a recuperação milagrosa (mais uma!) de Harry, eu, Gina, o moreno e o pequeno Sirius nos reunimos no gabinete de Andrew Barth, diretor da clínica, junto com Nicolas Grodjian, que havia sido chamado às pressas. Algum maldito enfermeiro ou curandeiro havia comunicado o "milagre" à imprensa bruxa e a essa altura havia jornalistas lá fora gritando e implorando por uma declaração exclusiva ou uma foto que fosse do "garoto-que-sobreviveu-mais-de-uma-vez".

Harry estava sentado num sofá entre eu e Gina e segurava Sirius no seu colo. Nós não conseguíamos parar de tocar o moreno. Era como se ele fosse uma visão e pudesse desaparecer a qualquer momento.

- É como eu havia dito, Sr. Malfoy – falou calmamente o curandeiro Grodjian – O seu amigo nunca parou de nos surpreender. Eu o examinei detalhadamente. Ele parece ter recuperado todos os poderes mágicos...

- Quer dizer que eu sou um bruxo novamente? – perguntou Harry espantado. Há quase cinco anos o moreno havia perdido suas aptidões mágicas, logo após a luta em que derrotou Voldemort.

- Exatamente, Sr. Potter – respondeu pacientemente o norte-americano – Ou melhor, a magia na realidade nunca abandonou o senhor. Ela estava apenas latente no seu corpo, provavelmente à espera de uma cura completa.

- Harry corre algum risco ainda? – perguntou Gina preocupada.

- Esse é o problema com seu amigo – explicou o diretor da clínica – O seu caso é único no mundo mágico. Ninguém antes havia sobrevivido à maldição da morte e a tantos cruciatus. Temo que seu amigo fique um tempo ainda abalado fisicamente e tenha que tomar algumas poções para o fortalecimento do seu organismo. No estado em que estava não conseguíamos alimentá-lo muito bem. Mas, no geral ele está ótimo e não vemos motivos maiores para mantê-lo internado.

Uma multidão ruidosa de Weasleys e seus respectivos consortes apareceu no nosso apartamento naquela noite. Rony e Hermione foram os primeiros a chegar. Ambos visivelmente emocionados premiaram Harry com abraços e beijos. Estavam prestes a se casar e agora não tinham mais motivos para adiar, já que seu amigo querido e certamente padrinho de ambos estava recuperado.

Por alguns momentos os três ficaram abraçados e Hermione chorou copiosamente no peito de Harry. Às vezes, num ou noutro momento de insanidade, ainda tenho um pouco de inveja da cumplicidade e do amor que eu sei que Harry dispensa aos seus amigos. O moreno explicou-me várias vezes que é outro tipo de amor. Mas, como eu dizia, às vezes tenho uns ataques de ciúmes insanos. Não que eu tenha motivos para duvidar do amor de Harry. Não depois de ter o moreno enfrentado sem poderes mágicos alguns comensais da morte insanos apenas para salvar a mim e a Gina.

Todos trouxeram presentes de aniversário, afinal Harry faria anos no dia seguinte. Mais tarde apareceram outras pessoas: Remo Luppin, minha prima Ninphadora, esposa de Lupin, Neville Longbotton, Luna Lovegood, sua namorada, Hagrid, Malcolm Stevens e Stela Anderson, enfim a maioria dos nossos amigos, até mesmo Zabini e Pansy Parkinson

Corujas sobrevoavam o nosso apartamento contendo desde felicitações por mais uma recuperação do "garoto que sobreviveu", até convites de casamento e outros tantos mais imorais que eu nem mesmo quero pensar sobre eles. Sem contar, como não poderia deixar de ser, os diversos pedidos da imprensa bruxa exigindo entrevistas coletivas e declarações bombásticas. Nem faço idéia como o Ministério da Magia iria esconder ou explicar para os trouxas a revoada de corujas sobre uma área urbana residencial.

Ao final de um grande jantar preparado por um feliz e emocionado Dobby, Harry mais uma vez explicou aos ruivos e aos amigos presentes que não, não corria mais perigo, sim, ele iria se cuidar, sim ele deixaria que eu e Gina cuidássemos dele. Sim, ele ainda tinha algumas dores e sofria de algumas tonturas, mas os curandeiros disseram que eram sintomas previsíveis. E, principalmente, sim, ele era um bruxo novamente. Seus poderes voltariam logo ao normal e ele voltaria a ser o bruxo poderoso que era antes de perder os poderes.

- Cansado, querido? – perguntou Gina.

Havia sido um grande dia. Eram quase duas horas da manhã do dia do aniversário de vinte e três anos de Harry. Eu mal me cabia de contentamento tendo-o de volta. Finalmente me aproximei do moreno e o beijei como ele merecia. Depois foi a vez de Gina. Eu já disse que Harry beijava como um deus? Pois é. Ele continuava beijando.

- Harry... –disse Gina sem fôlego – Você precisa descansar!

- Não quero descansar – retrucou o moreno de maneira decidida – Eu quero transar com vocês dois. Ou vocês não querem...

- Cala a boca, Harry! – eu o interrompi, tomando seus lábios novamente – Você sabe quanto tempo esperamos para estar com você?

- Sim! – concordou comigo Gina – Se você estiver legal nós vamos... Bem... – hesitou a ruiva.

- Comer você inteirinho – eu completei.

- Mal posso esperar – respondeu o moreno, puxando-nos pela mão até o nosso quarto.

Seu corpo ondulava suavemente sobre a ruiva bonita, que o abraçava e beijava sofregamente. Ele estava mais uma vez muito magro, mas o seu traseiro ainda era um dos mais bonitos que eu já havia visto. Sempre que eu dizia isso a ele, Harry fica adoravelmente rubro.

Nu, mal suportando minha própria ereção, eu acaricio as suas costas, primeiro com dedos carinhosos, depois deposito beijos por toda a sua extensão. Coloco um dedo na sua parte de trás delicadamente. Harry suspira de prazer e acelera seus movimentos sobre Gina. Não consigo me controlar mais. Depois de realizar um feitiço de lubrificação, eu me alojo em seu interior. Os sons que ele emite quase me levam ao pico do prazer prematuramente. Sei que Harry e Gina estão perto do clímax. Tanto tempo fazendo amor juntos nos levou a um grande conhecimento das nossas reações. O prazer é praticamente simultâneo. Como uma mágica. Como um feitiço. Nossos orgasmos entrelaçados, assim como nossos corpos, assim como nossas vidas.

Eu e Gina fizemos amor muitas vezes nesse um ano e meio sem Harry. Mas nunca foi a mesma coisa. Por mais que o nosso prazer fosse satisfatório, por mais que tivéssemos aprendido a nos amar nesse tempo em que passamos juntos. Nunca foi a mesma coisa sem Harry. A dor dessa verdade me atingiu como um feitiço estuporante segundos após o amor, quando Harry descansava nos meus braços. Eu começo a chorar de maneira incontrolável.

Gina e Harry me abraçaram e enxugaram minhas lágrimas. Merlin! Harry estava de volta! Nossa pequena família está completa novamente.

Bem, nem tudo foi absolutamente perfeito nesses quase dois anos após a milagrosa recuperação de Harry. Mas quase. Nos dois primeiros meses, ele sofreu muito com dores diversas, tonturas e pesadelos noturnos. Eu e Gina o ajudamos a superar essa fase. Harry ainda sofre um pouco com as seqüelas dos cruciatus que recebeu. Ninguém escapa de sofrer maldições de morte e outras maldições imperdoáveis impunemente. Mas ele está cada vez melhor. Recuperou todos os seus poderes e até consegue fazer inúmeras mágicas sem varinha.

Apesar dos pequenos percalços a nossa família (eu, Harry, Gina e Sirius) tem sido muito feliz. Gina voltou a jogar quadribol e está entre os maiores salários da Liga Inglesa, agora jogando nas Harpias de Holyhead, seu time de infância. Para ficar perto do campo de treinos das Harpias, evitando aparatações longas, chaves de portal e lareiras, compramos uma casa nas imediações da cidade galesa, embora preservássemos o apartamento de Londres, que ora era ocupado por Rony e Hermione, que estão casados há um ano e meio, e onde ainda nos hospedamos quando vamos à Inglaterra.

Eu me tornei um conceituado consultor de poções no último ano. A indústria bruxa de cerveja amanteigada e de outros produtos paga atualmente muitos galeões por algumas horas semanais do meu tempo. Não que eu precise der trabalho para sobreviver, uma vez que tenho uma herança bastante generosa. Harry há seis meses iniciou um trabalho como instrutor de feitiços e artes marciais na Academia de Aurores. O mundo bruxo e o seu respectivo governo melhoraram muito no último ano quando Kingsley Shacklebolt tornou-se Ministro da Magia, tendo Arthur Weasley como seu principal colaborador e Ninphadora Luppin como chefe do Escritório dos Aurores.

Tanto o meu trabalho quanto o de Harry tomam apenas alguns dias e algumas poucas horas na semana. Gina viaja muito com a sua equipe e nós dois nos revezamos tomando conta do pequeno Sirius. Algumas publicações bruxas dizem que nós somos a "família do futuro" ou o próprio "futuro do mundo bruxo". Não ligamos muito para esses rótulos, apenas queremos viver nossas vidas em paz.

- Venha, querida, sente-se aqui – disse Harry carinhosamente para uma Hermione inequivocamente grávida de quase sete meses.

Os gêmeos Weasleys pilotavam uma grelha mágica onde carnes eram assadas sob a supervisão atenta da Sra. Weasley. Rony rolava na grama com o pequeno Sirius e Samantha, filha de Fred e Angelina. Era um belo domingo ensolarado e os Weasleys visitavam-nos no País de Gales. Gina providenciava para a cunhada um refresco gelado e Harry, de cinco em cinco minutos perguntava à futura mamãe se estava tudo bem.

- Harry, por favor! – implicou com ele Hermione – Você e Rony agem como se eu estivesse doente. Eu estou "apenas" grávida!

- Mas, você está se sentindo bem? – perguntou o moreno com genuína preocupação.

Enquanto Hermione sacudia a cabeça, Gina sorriu e foi ao encontro de Harry.

- Ele é assim mesmo, Mione – disse a ruiva, abraçando seu consorte – Você já se esqueceu que ele se preocupa com todo mundo?

- Sim, você é muito doce, Harry – concordou Hermione, ignorando a cadeira que o amigo queria lhe dar e se dirigindo a ele, deu-lhe um beijo carinhoso no rosto.

Rony, ainda enrolado no gramado com os sobrinhos, apenas sorria. Eu também sorri. Se aquela não era uma cena típica de uma família feliz, o que mais seria?

Sentado no gramado, a poucos metros do ruivo, recebi no colo o pequeno Sirius, que largou o tio e correu na minha direção.

- Papai Draco – falou o garoto, ofegante de felicidade – O tio Rony falou que depois me leva para dar uma volta de vassoura. Você deixa? Deixa?

Olhei atravessado pra o ruivo.

- Levando o meu filho para o mau caminho, Weasley?

Rony apenas sorriu.

- Tendo os genes de Harry e Gina e o pai honorário que ele tem acho que ninguém precisa levá-lo para o mau caminho.

- Ei, nós ouvimos isso! – gritou Harry do outro lado do gramado. Mas ele também sorria.

A minha família. Harry, Gina e o filho deles, não o NOSSO filho, Sirius. Sim, as pessoas que eu mais amo no mundo. Posso imaginar destinos muito mais infelizes do que esse. Mas não pensaria nesses possíveis destinos sombrios hoje quando me sinto imensamente feliz.

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FIM!