Obrigada pelos reviews, pessoas. Eu pretendia postar só um capítulo por semana, dependendo dos comentários, então esse está antecipado.
Capítulo 3 – A sementinha do mal
Na sala comunal da Sonserina não era apenas Scorpio que o esperava, curioso em saber o que McGonagall queria. Outros sete primeiranistas também aguardavam, uns sentados no sofá, outros no encosto do mesmo. Mas Albus, antes de qualquer coisa, olhou ao seu redor, pasmo com a sala comunal onde se encontrava.
Era inteiro de pedra rústica. Um salão cumprido com lâmpadas verdes pendendo do teto. Um lugar extremamente luxuoso, sendo que os sofás onde os companheiros de casa o aguardavam era de couro. Muito diferente do que lhe fora dito sobre a Grifinória, onde havia apenas sofás simples e mesas de estudo.
- Isso está muito além do que eu imaginava. – admitiu.
- Isso o quê? – perguntou um dos meninos.
- Essa sala. – respondeu Albus.
- Ah. Salazar Slytherin foi o bruxo mais rico de sua época. Isso explica porque temos coisas melhores que os outros. – disse Daniella Filickus, uma menina de cabelos tão pretos que chagavam a ser azulados. – Sabia que estamos debaixo do lago?
- Debaixo do lago? – espantou-se Albus – Sério mesmo?
Os sonserinos fizeram que sim, todos juntos. Aparentemente, ele era o único ali que viera de uma família de Grifinórios, e que não sabia nada sobre aquela casa.
- Mas então. – disse Scorpio – O que a McGonagall queria?
- Apenas me lembrar quem foi o homem que inspirou meu nome. – disse Albus, com orgulho. – O sonserino.
- E então…?
- Como diria o chapéu seletor… "Ou quem sabe a Sonserina será a sua casa, e ali estejam seus verdadeiros amigos". – citou o menino, e sorriu ao ver a aprovação dos companheiros.
No dia seguinte Albus só viria a cruzar com seu irmão na hora do almoço. E não ficou surpreso quando este o ignorou. Precisou correr até ele, e, insistentemente, cutucar seu ombro. Os demais da mesa o olhavam sem entender por que James o ignorava, até que uma das meninas por perto chamou sua atenção.
- James, é seu irmão! – lembrou ela.
Vencido, o garoto olhou para o mais novo, sem a menor intenção de ser gentil.
- O que foi, Sonserino?
- E não foi você quem passou um ano dizendo que eu iria pra Sonserina? - acusou Albus.
- Eu estava brincando. Só te enchendo. Não acreditava que ia mesmo se misturar com traidores e covardes. Você nem é puro-sangue. Deve ser mesmo uma cobrazinha pra ter ido pra Sonserina mesmo sendo mestiço.
- Eu sou seu irmão! Você me conhece! – protestou Albus, inconformado demais para raciocinar. – Não sou um estranho, nem um aluno qualquer que você pode acusar!
- Será que eu te conheço mesmo? – questionou o irmão – Será? E aquele livro que você estava lendo? Será que…
- Está falando até hoje de um livro que eu comecei a ler aos nove anos, James? Sério mesmo?
- Dizem que começa cedo. A sementinha do mal. – debochou o irmão. – Devia ter vergonha, sabia? Nem sei como consegue me encarar. Você não puxou o papai mesmo. Não sei a quem puxou.
- Eu não sou Harry Potter! – bradou o garoto, e o salão todo pode ouvi-lo – Eu sou Albus Severus, e não vou me esconder atrás da sombra de meu pai! – Com os dentes a mostra, ele tirou a varinha do bolso e apontou para o irmão – Se quer viver na sombra de nosso pai, boa sorte, James. Boa sorte tentando se igualar ao menino que sobreviveu. Boa sorte tentando seguir os caminhos dele.
James se levantou, ressaltando que era pelo menos uma cabeça e meia mais alto que o irmão mais novo. Ignorando a varinha que encostava em seu peito, ele empurrou o irmão, que se estatelou no chão.
James e Albus brigavam o tempo todo, por absolutamente qualquer motivo possível. Mas nunca tinham brigado daquele jeito.
Lentamente, o irmão deu a volta no garoto caído e se curvou para falar perto de seu ouvido:
- Aqui está a diferença entre Sonserinos e Grifinórios, querido irmão. Nós não ladramos. Nós sabemos que ameaças vis não fazem sentido. Nós enfrentamos. E quando somos ameaçados, cá estarão nossos amigos para nos ajudar. – e apontou para o grupo que almoçava com ele – E… onde estariam os seus?
- Bem aqui, Potter. – disse Scorpio, do outro lado da sala, ao lado de outros três Sonserinos.
- Longe o suficiente do perigo, como posso ver. – riu James.
- Você fala demais, Potter. - disse um garoto sonserino que estava sentado na mesa ao lado, e agora surgira de surpresa encostando sua varinha na cintura de James – Quietus.
O menino devia ser do terceiro ano, pelo menos, pois o feitiço funcionou perfeitamente bem. De repente, James não conseguia emitir um único som pela boca. Os alunos da Sonserina, do outro lado, puseram-se a rir, enquanto James tentava desesperadamente conjurar qualquer coisa contra o agressor, sem sucesso algum, já que nem pigarrear conseguia. Albus ria no chão, enquanto os demais grifinórios rodearam-no e puseram-se em posição de defesa.
- Sonorus! – disse uma das meninas que o protegia.
A voz voltou instantaneamente para James.
Albus se levantou, finalmente. Enquanto isso, os demais Sonserinos corriam até lá, fazendo a mesma formação que se formara ao redor de James.
- Achei que fosse meu amigo. – disse Albus – No entanto, quem sabe não estejam na Sonserina meus verdadeiros amigos.
- Como estava Lucius Malfoy para Severus Snape.
- Como estava Pedro Pettigrew para James.
Um sonserino ao lado de Albus se aproximou, sempre apontando a varinha para os grifinórios.
- Podemos fazê-los pagar, Severus. – disse o menino – Vamos, expelliarmus, não é difícil, novato. Mire na cabeça.
James soltou uma risada forçada colossal. A esse ponto, o salão todo havia parado de almoçar para assistir a briga.
- Meu irmãozinho entrou ontem na escola e quer duelar com o irmão?
- É sabido que Severus Snape entrou nesta mesma escola sabendo mais feitiços do que metade dos alunos do sétimo ano. – disse Albus.
- E você é Severus Snape por acaso?
Num movimento extremamente rápido da varinha, Albus a desviou e mirou numa cadeira qualquer.
- Expulso! – bradou.
E assim, o objeto simplesmente se desintegrou diante dos olhos chocados dos presentes, incluindo de James.
- Não sei como aprendeu a fazer isso, Sonserino. – resmungou James após recuperar-se do susto – Mas pode ter certeza que se nosso pai, um grifinório, o maior deles, não tivesse exterminado os comensais da morte e seu líder, você seria um deles.
Enojado, James virou as costas e partiu, sendo seguido pelos amigos da Grifinória.
Albus sabia que aquela briga não sairia impune.
Prévia do próximo cap:
- Você tem perguntas. – afirmou Dumbledore – Perguntas que receia que seu pai não lhe vá responder.
Albus baixou a cabeça e olhou novamente para o quadro de Snape. Assustou-se quando viu o Sonserino nele, encarando-o com desdém.
P.S.: eu achei o nome desse capítulo muito escroto.
