Ok, problema dos nomes: Eu só usei Albus porque acho Alvo meio zuado. E James porque James Sirius é melhor do que Thiago Sirius. De qualquer forma, é meio tarde pra mudar tudo, então ficamos com Scorpio, Albus, Carlinhos, e todo o resto.

O capítulo é pequeno e simples, mas espero que gostem.

Cap. 9 – Menos 20 pontos

McGonagall enfeitiçou uma cadeira para que esta flutuasse delicadamente até sua sala, quando soube que Albus estava acordado. Assim, o garoto cujas pernas pendiam moles, balançando com o flutuar do assento, foi levado até a diretoria mais uma vez.

No caminho, encontrou James, andando irritado, sendo levado por Neville Longbotton, quase arrastado. Tentou olhar em seus olhos, mas ele os desviara.

- Por que fez isso, James? – perguntou Albus, baixo, enquanto iam lado a lado até a diretoria.

- Não se faça de inocente, Snape! – irritou-se James.

- O que eu te fiz? – Albus sentia o peito arder de raiva.

- Sonserino. – James fez questão de demonstrar nojo ao dizer isso. – Comensal.

Neville, que o guiava, o parou e segurou seu braço, para olhar-lhe nos olhos.

- Repita isso e seu pai vai saber.

- Que saiba então. Já que está cego e não vê o filho que tem. – olhou para Albus com desprezo – Diga a ele, e se esquecer, o lembre.

Chegaram finalmente à diretoria, e Neville precisou ajudar Albus com a cadeira pra que subissem pela escada circular. O professor de Herbologia logo deixou a sala. Agora os irmãos estavam sozinhos. McGonagall não estava ali.

- James, eu quero saber o que eu te fiz. Por que me odeia tanto?

O garoto o ignorou completamente. Começou a andar, nervoso, pela sala. Então começou a abrir armários, quase desesperado.

- O que está procurando?

Novamente ignorado, Albus o viu abrir o compartimento da penseira. Ao lado havia um grande armário com diversas gavetas, cada qual com um nome de diretor de Hogwarts. Parecendo ter encontrado o que queria, James abriu a que estava escrito 'Minerva McGonagall'. Porém foi lançado dois metros pra trás, quase atingindo a cadeira onde Albus estava.

- Parece que fama não é tudo. – disse o quadro de Snape, com os braços cruzados, assustando ambos.

- Muita tolice da sua parte imaginar que as memórias dos diretores de Hogwarts estariam disponíveis para tão vão motivo, jovem. – disse o quadro de Dumbledore.

As memórias dos diretores? Cada uma delas? Albus olhou o armário, levemente fascinado, mas incapaz demais de ir até lá.

James se levantou e encarou o quadro de Snape com profunda raiva. O quadro parecia encará-lo ainda menos contente.

- McGonagall e somente McGonagall passaria por um feitiço de reconhecimento. – explicou Dumbledore. – Portanto sugiro que não tente mais uma vez, a menos que queira hematomas piores.

- Pior que o do irmão, no entanto… - murmurou Snape – acho que um feitiço de reconhecimento não seria suficiente.

Albus olhou nos olhos de Snape. O quadro lhe encarou como nunca havia feito antes, como se lhe desse apoio, como se estivesse do seu lado. Era uma sensação indescritível. Mas durou pouco tempo, pois McGonagall entrou na sala como um furacão, claramente irritada. Sentou-se em sua mesa e mandou que James se aproximasse. Com Albus foi apenas necessário fazer com que a cadeira flutuasse até mais perto.

- Senhor James Sirius Potter. O senhor tem apenas uma chance de me dar um bom motivo pra não te expulsar do time de Quadribol. Ou talvez do colégio.

James olhou para o irmão. Os olhos estavam incendiando de raiva.

- Creio que terá de usar seu bom senso, professora. – ele disse, simplesmente.

- Não há como fugir de uma detenção das grandes, senhor Potter. A Grifinória vai perder vinte pontos. Vai permanecer no time, mas se houver mais uma agressão desse nível…

- O quê? – inconformou-se Albus – Se acontecer de novo eu posso morrer!

Minerva o olhou, quase com piedade. Internamente, ele sabia que ela se perguntava por quê Albus acreditava com tanta força que o irmão seria capaz de mata-lo.

- Não vai acontecer de novo, professora. – prometeu James. – Não arriscaria perder meu posto por causa de um Sonserino estúpido.

- Chega, senhor Potter! – bradou McGonagall – A briga de vocês já atingiu níveis absurdos, e eu exijo que isso pare. E vale para ambos!

- Eu nunca fiz nada pra ele! – alegou Albus – Nem sei por que estou aqui!

Albus pensou ter visto James começar a falar, mas o garoto se interrompeu e se afundou na cadeira.

- Não é como se ele fosse ficar assim pra sempre. – deu de ombros.

- Seu irmão poderia ter morrido.

- Mas não morreu. Aqui está ele!

Minerva o encarou com severidade monstra.

- .sados. – disse, pausadamente, encarando James.

Com um movimento da varinha, fez com que a cadeira rumasse para a sala da Sonserina. E enquanto ia flutuando, Albus virou a cabeça a tempo de ver o irmão se inclinar na direção da professora.

- O que disse pro meu pai? – ele perguntou, baixo, tentando não ser ouvido por Albus – O que vocês conversaram?

- Não falarei sobre isso, senhor Potter.

- Eu tenho o dire…

E a cadeira de Albus flutuou para fora, de forma que ele não ouviu mais da conversa.

Lá fora, seu pai o esperava. E tão cedo o viu, correu e o abraçou. A cadeira quase perdeu o equilíbrio, mas continuou rumando para a Sonserina, ainda que Harry tentasse pará-lo.

- Não tem ideia do quanto estou aliviado por estar bem. – disse ele.

- Eu perdi a partida. – disse Albus, finalmente se tocando disso – A segunda vez. Você nunca perdeu.

- Perdi, no terceiro ano, quando…

- Havia dementadores no campo. Isso não conta. – a cadeira continuava se movendo, lentamente.

- Havia algo pior que dementadores no campo dessa vez.

Albus riu.

- Eu queria ganhar dele uma vez que fosse. – confessou.

- Bem, eu não posso te ensinar a se desviar de um bastão, mas creio que McGonagall já foi bem específica com James quanto a isso, então não deve se repetir. Mas usar balaços ainda não é errado, porém bem dolorido.

- E o que posso fazer?

- Espere eu voltar pra casa pra te mandar um presente. E então treine. – ele remexeu nos cabelos de Albus – Mas antes fique bem de novo.

Prévia do próximo cap.

Albus Severus era um garoto extremamente persistente, e agora ele mostrava seu lado Sonserino como nunca. O chapéu seletor não podia estar mais certo. Rose teve certeza de que o primo faria absolutamente qualquer coisa pra vencer cada pequena batalha – até mesmo der domínio sobre a cadeira que o levitava.