Obrigada pelos reviews.
Pesquisei muitas coisas sobre o mundo de HP nesse capítulo. O Herpo que verão aqui, etc. Albus não vai desistir tão cedo das coisas que quer, afinal é um Sonserino.
E de qualquer forma, aproveitem enquanto odeiam o James. No capitulo que estou escrevendo, as coisas vão se inverter um pouco.
Dica.
Cap. 10 – A Lingua das Cobras
O presente de Albus ao qual Harry se referia foi um tanto quanto estranho.
Após alguns dias desde a partida do pai, ele recebeu uma grande caixa que tremia levemente. Ao abri-la, se deparou com os dois balaços que usavam pra brincar desde a infância. Quase profissionais, eram tão rápidos quanto os de Hogwarts. Ao lado, uma carta.
"Quatro balaços, Al. Consegue se defender disso?"
Albus sorriu e quis ir mostrar a Scorpio, mas ainda não tinha entendido bem o feitiço daquela cadeira. A poção que lhe daria de volta o movimento das pernas ficaria pronta em uma semana, se tudo desse certo, mas por enquanto ele se arriscava a cair a todo momento que se mexia demais. Então como McGonagall preferia não lhe dizer o feitiço que fazia a cadeira ir a qualquer lugar que lhe fosse informado –temendo que o garoto dissesse lugares proibidos de Hogwarts e fosse flutuando sorrateiramente até lá – ele simplesmente se puxava de um lado pro outro, agarrando-se a mobília ou sendo empurrado por Scorpio ou Rose. Humilhante demais pro ego de um Sonserino aceitar.
- Scorpio! Desce aqui!
O garoto saiu de uma das alas de dormitórios masculinos, ainda vestindo o pijama. Era muito cedo e ninguém tinha acordado.
- O que é isso? – perguntou o garoto.
- Meu pai mandou. Pra eu treinar.
O Malfoy se aproximou e sorriu ao constatar que eram dois balaços.
- Talvez estivéssemos treinando errado. – disse Albus – Talvez, ao invés de treinarmos com você me protegendo, deveríamos treinar com você e Thomas Hagiswald mandando balaços em mim, pra que eu aprenda a prestar mais atenção. Assim vou poder fugir do meu irmão. A escola tem quatro balaços disponíveis pra treino, não? Seis balaços!
- Podemos treinar, Al. Podemos até pedir pros outros ficarem de batedores também. Claro, quando melhorar.
Al tinha certeza de que, se fosse colocado sobre a vassoura, seria capaz de voar nela. Mas não em alta velocidade. Não na Firebolt 5. Então não foi idiota de pedir.
- Hey, Scorpio. O que acha de irmos até a Biblioteca achar a porcaria de feitiço que move essa cadeira?
- Por que isso?
- A Câmara Secreta. Nunca quis saber onde é? Eu perguntei pro meu pai, ele não disse. Falou que eu ia me meter em encrencas com certeza. E essa cadeira funciona como um Accio, mas ao contrário.
- Você quer dizer, se você disser 'Disney World' ela vai flutuar até lá?
Albus torceu o rosto.
- Algo assim, Scorpio. – disse, achando meio estúpido o que o amigo dissera.
- Ah. Bem, podemos ir.
- Mas precisamos chamar Rose. Ela pode ajudar.
- Rose? Ah, Al! Eu não aguento mais ficar no mesmo ambiente que ela. Enquanto estava desacordado, ela usou Petrificus Totalus em mim!
- Rose é mais inteligente que nós dois juntos. E conhece a ala permitida da Biblioteca muito mais. Agora me ajude aqui, me empurre até o Salão Principal. A essa hora ela deve estar tomando café.
E Rose estava, realmente, no salão principal, mas não comendo. A julgar pelo copo vazio e alguns farelos de pão, ela havia acordado extremamente cedo, e agora estava estudando.
- Hey Al. – olhou para Scorpio com profundo desprezo – Hey, Scorpio.
- O que está lendo?
Ela levantou a capa do livro, e para a surpresa de Albus, era o mesmo que ele havia pego para ler sobre Dumbledore.
- É interessante, esse aqui. Mas o que está fazendo acordado a essa hora, Al?
- Quero descobrir qual o feitiço que move essa cadeira até onde a mandarmos. – disse – Preciso da sua ajuda, Ro.
- Tem aula daqui uma hora, Al. Não vai dar tempo.
- Ora, vamos! A gente chega a tempo da aula, prometo. Eu não perderia Poções, perderia?
Desde que Slughorn começou a trabalhar numa cura para Albus, havia ficado distante das aulas, e agora quem ensinava era um professor substituto, muito mais novo e perspicaz que o velho Slughorn.
- Ok, vamos. Mas sem entrar na sessão reservada!
Os três levaram dez minutos só pra chegar na biblioteca, tendo que passar pelas escadarias com a cadeira flutuante, o que era razoavelmente difícil, e Albus quase caiu algumas diversas vezes, mas finalmente chegaram. Outra atividade limitada pelas pernas imóveis era pegar livros nas prateleiras mais altas. Com doze anos, Albus era o mais alto dentre os amigos, e era ele quem se esticava pra pegar livros mais altos. Agora os outros dois tinham que usar Vingardium leviosa ou usar as escadas quando estas não estivessem ocupadas.
Após cerca de quarenta minutos procurando, Scorpio estava lendo um livro com uma lista imensa de feitiços similares a flutuação, enquanto Rose folheava um sobre o hospital Saint Mungus. Albus havia acabado de desistir de um e estava se puxando pelas prateleiras procurando por outro.
- Hey, Al, olha o que eu achei! – disse Rose – Há apenas cinquenta anos o mundo bruxo encontrou a solução para fraturas sérias na coluna vertebral. Isso aconteceu graças à descoberta de Albus Dumbledore a respeito dos doze usos para o sangue de dragão. De fato, o sangue de dragão é o ingrediente mais importante para a única poção de reparar completamente a coluna vertebral. No entanto, a poção pode levar semanas para ficar pronta, pois envolve a cozedura do sangue do dragão – uma criatura acostumada com temperaturas muito altas-, o que foi tido como impossível por muitos séculos. Enquanto os pacientes do Saint Mungus esperam pela reanimação de seus membros, é lhes dado uma cadeira que costuma ser brincadeira certa para as crianças, encantada com o feitiço Accioriatus, que os movimenta de um lado para o outro do prédio onde estão, levando-os ao lugar que é indicado, como um Accio reverso. Sua dificuldade em ser utilizado restringe-o aos médicos do hospital, garantindo a segurança dos pacientes.
Albus deu um empurrão em sua cadeira e flutuou velozmente até a mesa onde os amigos estavam, tendo de aparar a batida segurando a borda da mesa. Albus Severus era um garoto extremamente persistente, e agora ele mostrava seu lado Sonserino como nunca. O chapéu não podia estar mais certo. Rose teve certeza de que o primo faria absolutamente qualquer coisa pra vencer cada pequena batalha – até mesmo der domínio sobre a cadeira que o levitava.
- Accioriatus? Ok, mas tem mais alguma coisa a respeito disso?
- Você não ouviu? É muito difícil de ser feito!
- Accioriatus Câmara Secreta! – bradou Albus, porém suspirou quando percebeu que a cadeira não tinha se movido um único centímetro.
- Câmara Secreta? – perguntou Rose – Por que quer ir pra lá?
- Curiosidade. – Albus deu de ombros.
Não havia mal algum em querer ir pra Câmara Secreta nos dias atuais. Não havia nada demais lá desde que o Basilisco foi morto, muitos anos antes, por Harry. Na verdade, Ron havia sugerido que ele e Hermione se casassem lá, uma vez que havia sido sede do primeiro beijo deles. Hermione achou a ideia horrível, mas não disse nada ao então noivo. Casaram-se na Igreja que os pais de Hermione acreditavam e numa cerimônia simples no Salão Principal de Hogwarts. McGonagall cedera o lugar.
- Então por que não disse logo? Al, às vezes você é mais estúpido que o Scorpio.
- Hey! – brigou Scorpio – Está vendo, Al? Depois eu é que começo as coisas!
- Seu pai nunca te contou sobre como ele salvou sua mãe? – perguntou Rose, ignorando Scorpio – Não lembra? Como ele achou o diário de Tom Riddle?
- Estava no banheiro da Murta que Geme. – ele lembrou-se, de repente – Ro, você é brilhante!
- É, mas agora temos aula de poções, portanto o único lugar que vou levar essa sua cadeira é pra aula. – disse a ruiva, pondo as mãos nos ombros do amigo para empurrá-lo. – Além do mais, não ia conseguir entrar lá de qualquer forma. É preciso ser Ofidiglota.
- Tem razão. – suspirou Albus – Nem meu pai conseguiria entrar lá hoje em dia.
Os três rumaram para as masmorras, tão rápido quanto possível, e preparando-se para darem como desculpas para o atraso a cadeira flutuante de Albus.
No meio do caminho, Albus ainda pensava no que Rose havia dito. E enquanto passavam pelo último lance de escadas, uma ideia lhe veio à cabeça.
- Rose, pode me emprestar aquele livro do Dumbledore que você estava lendo?
- Depois da aula, com certeza. – e continuou correndo, empurrando a cadeira flutuante.
Albus não almoçou. Enquanto os amigos iam para o Salão Principal, ele pegou o livro que estava com Rose e pediu que o empurrassem até as masmorras, na sala comunal da Sonserina.
No índice, ele procurou pela parte onde falava sobre a capacidade de Dumbledore de falar com cobras. Procurou pela página e leu, com o dedo seguindo as palavras conforme lia.
"É de conhecimento público que Dumbledore podia, pelo menos, entender a língua das cobras, mas acredita-se que também a falasse. Sua habilidade como ofidiglota é provinda de notável inteligência, que o bruxo sempre demonstrou ter, desde seus primeiros feitiços ainda criança. Acredita-se ter sido o único bruxo a conseguir aprender essa habilidade tipicamente sanguínea, e tal feito é de ser aclamado ainda que não se tenha conhecimento de nenhum outro bruxo que tenha tentado.
Não se sabe exatamente como Dumbledore conseguiu aprender esta habilidade, mas é quase certo que tenha lido em demasia os livros de Herpo "O podre", primeiro bruxo Ofidiglota de que se tem notícias, e provável ancestral de Salazar Slytherin, também o primeiro a criar Basilisco e Horcruxes – e eventualmente ser morto por isso, já que sua alma ficou muito instável na terceira divisão.
Em "A língua das cobras", Herpo descreve como foi sua experiência em aprender a controlar o dom com o qual nascera, e não se sabe muito mais a respeito do livro, já que a maior parte deste foi escrito em língua de cobras, provavelmente porque Herpo não ainda a controlava muito bem."
Albus acharia realmente muita coincidência que tal livro estivesse em Hogwarts, se não fosse tão inteligente quanto era. Se Dumbledore o lera, obviamente o livro estava em Hogwarts. E, na verdade, forçando a memória, se lembrava de tê-lo visto na sessão reservada. Pensou em usar Accio para busca-lo, mas lembrou-se que os livros da sessão reservada possuem feitiço contra isso. Frustrado, olhou pra si próprio na sala comunal da Sonserina e percebeu que não conseguiria descer até o Salão principal sozinho e amaldiçoou James por ficar sem almoço.
Maldito feitiço de maldita cadeira. Ele não fazia ideia de como movimentar-se, e achava realmente injusto da parte de Minerva não lhe contar como fazia o garoto ir onde queria apenas apontando-lhe a varinha.
…e assim, com um pensamento de raiva contra Minerva, Albus descobriu como fazer o feitiço.
Era óbvio. Óbvio ao ponto de irritá-lo.
Os pacientes no Saint Mungus não era capazes de usar o feitiço. E não eram só crianças que iam parar lá. Na verdade, era capaz de acreditar que a maioria dos que iam pro Saint Mungus com a coluna quebrada eram jogadores de Quadribol. Bruxos plenamente capazes de soltar um feitiço difícil. Por que eles não conseguiam se mover quando estavam em suas cadeiras?
Por que só quem não está sentado nela é capaz de soltar o feitiço.
Albus se empurrou com força até o dormitório, onde Montague, um garoto que havia competido com ele pela posição de apanhador, estava comendo chocolates que roubara de uma garota da Lufa-lufa.
- Montague, aponte pra mim e diga "Accioriatus Salão Principal".
O garoto, que tinha chocolate até as bochechas, terminou de mastigar os dois bombons que havia colocado na boca de uma vez.
- Por que?
- Porque eu to pedindo!
O garoto deu de ombros, limpou a garganta e apontou para Albus.
- Accioriatus Salão Principal.
A cadeira tremeu e Albus achou que ia cair, mas logo parou, virou, e começou a flutuar lentamente, passando pela entrada e descendo as escadarias, balançando menos do que quando era empurrado. Albus sorriu imensamente quando finalmente chegou ao salão principal.
Os amigos se aproximaram, achando estranho que o garoto tenha chegado até lá.
- Al? Como conseguiu vir até aqui?
- Accioriatus só pode ser feito por quem não está na cadeira! – disse, feliz.
- É, faz sentido. – Admitiu Rose – Mas agora você já sabe onde é a Câmara Secreta, não tem mais utilidade.
- Tem razão. – disse Albus, porém não menos feliz. – Rose, você tem aula de Transfiguração agora, não é?
- Sim, e devo ir, caso contrário vou me atrasar. Até mais tarde, Al. – olhou para Scorpio – Até qualquer hora, Scorpio.
Scorpio tremeu o corpo todo quando a garota foi embora.
- Cara, ela me dá calafrios, estou te falando!
- Scorpio, aponte pra mim e diga 'Accioriatus A língua das cobras'.
- Heim?
- Anda, vai. E me segue.
Confuso, o garoto fez o que o amigo mandara. Os dois rumaram para a biblioteca, como Albus previra, e a cadeira parou ante a porta da sessão reservada.
- Como eu imaginei. Ainda está aqui. Mas o feitiço não vai me deixar entrar na sessão reservada. Scorpio, entre aí e pegue o livro que está na última estante, na prateleira de artes negras.
- Por que você quer isso, Al? – perguntou o garoto, enquanto se esticava pra pegar o livro.
- Entrar na câmara secreta. Seria ótimo, não seria?
- Acho que sim. – respondeu o menino, em dúvida. – Mas como esse livro vai ajudar?
Albus pegou o livro e o abriu. Ficou espantado de ver que estava inteiro rabiscado com notas em quase todas as palavras em língua de cobra. As traduções. Provavelmente Dumbledore havia lido aquilo e estudado, e como treino traduzia as frases.
- Vamos ver se vai ajudar mesmo ou não.
Prévia do cap. 11
Abrir a câmara fora fácil. O fez tão logo aprendeu as primeiras palavras naquela língua. Scorpio e Rose entraram com ele, alegremente. Iam visitar o lugar com frequência. Mas Albus tinha sempre que estar junto, e nos últimos tempos ele havia desistido de entrar lá. Pelo menos na frente dos amigos. Queria que eles perdessem o interesse, porque logo ia se tornar perigoso demais que entrassem lá.
