Capitulo 2
Cheguei em casa, tomei um banho e troquei de roupa. Pus uma saia preta, uma blusa e um blazer preto. Peguei minha arma e meu distintivo, e dirigi até o bureau. Chegando lá, parei o carro no estacionamento. Congelei no banco, como eu conseguiria olhar para o Mulder? Só de pensar nele e lembrei do fato que ele ia se a minha volta estava fora de foco, foi só então que eu percebi que estava fundo e olhei o relógio, eu estava quase uma hora atrasada, limpei as lágrimas, tomei coragem e sai do carro. Fiz o tão familiar trajeto até o porão. Parei em frente a porta onde dizia "Fox Mulder", respirei fundo novamente e empurrei a maçaneta. Mulder estava sentado em sua mesa, de ó entrei ele olhou para mim preocupado.
-Desculpa pelo atraso.
-Está tudo bem? Você está com uma cara horrível.
Eu sentei de frente para ele, seu rosto tinha uma expressão de preocupação.
-Insônia – menti .
-Nossa o que conseguiu tirar o sono da cética Dana Scully?
Você. Eu queria dizer a ele. Mais ao invés disso eu apenas ri. Queria desesperadamente dizer a ele que o amava. Mas o que isso adiantaria? Do que adianta dizer a ele que o amo, se ele não se ele não se sente do mesmo jeito? Isso só estragaria nossa amizade.
-E então nós temos um caso?
-Na verdade Skinner disse que nós temos que ir numa conferência em Chicago.
-Quando nós partimos?
-O nosso vôo está marcado para amanhã de manhã. Essa conferência vai ser um horror, eu vou ter que ficar o dia todo ouvindo piadas sobre eu acreditar em alienígenas e tudo mais.
-É o preço que se tem que pagar quando se acredita em contos de fadas.
Ele riu e olhou para a mesa, pegando algumas pastas.
-Nós temos que resolver essa papelada para entregar para o Skinner hoje.
-Vamos ao trabalho então!
Eu disse sorrindo para ele, ele sorriu de volta e cada um de nós pegou uma pasta. Eu me sentia feliz e completa naquele cubículo com o Mulder, rindo e conversando. Eu me sentia em casa. Nós passamos o dia inteiro resolvendo a papelada e no final da noite estragamos ao Skinner.
-Boa Noite, Mulder.
Eu disse. Preferia ir embora antes que ela aparecesse. Apesar de todos os músculos do meu corpo não quisessem ir embora, eu queria ficar aqui com ele e não voltar a um apartamento vazio. Amanhã vocês vão para Chicago, e ela não vai estar junto.
-Boa noite, Scully. Eu passo lá para te pegar ás 8.
Ele disse com seu sorriso perfeito. Então obriguei minhas pernas e se afastarem dele, e andei calmamente até o estacionamento. Ao chegar em casa eu tirei meus sapatos e sentei na sala quando o telefone tocou.
-Scully- eu disse ao atender.
-Dana? E então como você se sente?
-Eu estou ótima. Na verdade amanhã eu vou numa conferência em Chicago.
-Que ótimo filha. Mais como foi com o Fox hoje?
-Foi... normal. Por mais incrível que possa parecer, foi bem normal. Nós sentamos, conversamos, rimos e fizemos nosso trabalho.
-Fico feliz por você Dana. Eu acho que vou dormir agora. Boa noite, filha.
-Boa noite, mãe.
Desliguei o telefone e fui dormir. Meu alarme tocou ás 7 da manhã. Eu levantei e fui direto tomar banho. Troquei de roupa, me maquiei e fui tomar café da manhã.E então ouvi a campainha tocar. Abri a porta, e lá estava o Mulder.
-Bom dia.
-Bom dia, Scully.
Então eu me virei abrindo caminho para que ele pudesse entrar. Eu fechei a porta assim que ele entrou e fui até o meu quarto, pegar minha mala.
-O que você pensa que está fazendo?
-Eu estou pegando minha mala.
-Eu vou levar sua mala.
-Ah Mulder, fala sério! Eu posso muito bem levar minha própria mala.
-Você pode, mais não vai.
Eu segurei firme a mala e olhei para ele, então quando me virei, o Mulder começou a me fazer cócegas.
-Para, Mulder!- eu gritei rindo.
-Me dá a mala!
-Não!
Eu corri para o lado da minha cama, ele veio correndo atrás de mim, eu peguei um dos travesseiros e bati nele.
-Ah, é guerra então tá!
Eu larguei a mala no chão e sai correndo com o travesseiro, Mulder outro travesseiro da minha cama e correu atrás de mim. Ele bateu com o travesseiro na minha cabeça bagunçando todo o meu cabelo, eu peguei o travesseiro e bati duas vezes na cabeça dele. Ele puxou o travesseiro da minha mão, eu sai correndo de volta pro quarto na tentativa de pegar outro travesseiro. Quando eu me abaixei para pegar o travesseiro, ele bateu com o travesseiro em mim, o que fez com que eu caísse na cama. Me virei de frente para ele, quando ele começou a me bater com o travesseiro várias vezes, pus os meus braços na frente do meu rosto para tentar me proteger.
-Chega!Para Mulder!- eu disse rindo
Então eu estiquei os braços e agarrei seu travesseiro e puxei com força, o que fez com que ele caísse na cama ao meu lado. Nós dois ficamos nos olhando e rindo por um tempo.
-Você não joga limpo! – Mulder disse olhando para mim rindo.
-Eu estava apenas defendendo a minha mala.
