Capitulo 6

-Scully?

-Mulder?

Corri até ele e o abracei com força, sendo envolvida pelo calor de seu corpo.

-Mulder, você está bem?

-Sim, estou. Scully... posso ouvir vocês. Lá no meu quarto.

Eu olhei em seus olhos e lhe dei um beijo. Afastando-me um pouco, passei a mão em seu rosto.

-Eu nunca vou abandoná-lo aqui, irei ficar com você até que acorde.

-Obrigado, Scully.

Ele me puxou pela cintura e me beijou intensamente...

Eu abri os olhos devagar, desejando fortemente que não o tivesse feito.

-Filha, está tudo bem? Você teve um pesadelo?

-Na verdade não, eu tive um ótimo sonho.

Disse enxugando as lágrimas que desciam devagar por meu rosto. Sentia tanta culpa pelo que aconteceu com todas aquelas pessoas, por Mulder estar em coma... se eu tivesse conseguido tirar o avião do automático nada disso teria acontecido.

-É tudo minha culpa mãe. Tudo isso que está acontecendo.

-Claro que não filha.

-Se eu tivesse conseguido controlar o avião eu teria salvado a vida daquelas pessoas e o Mulder estaria bem...

-Dana, não é verdade. Não é sua culpa, foi inevitável, foi uma tragédia. Vamos filha, você precisa comer alguma coisa.

Eu olhei para a bandeja ao meu lado, onde havia um copo de leite e uma tigela de cereais. Peguei a bandeja e pus uma colher de cereal na boca mastigando devagar, quando o médico – do qual ainda não fazia idéia de como se chamava – entrou.

-E então Srta. Scully, como se sente?

-Bem.

-Hoje eu recebi o resultado da sua tomografia. Infelizmente eu trago más noticias. Lamento informar mais... você está com câncer.

Deixei a colher da minha mão, Câncer? Tudo começou a rodar e eu só consegui ouvi a voz do médico.

-Há um tumor entre o seu cérebro e seu crânio, que infelizmente não há como ser tratado pela medicina convencional. Se ele crescer em direção ao seu cérebro não há nenhuma chance de sobrevivência. Eu sinto muito.

Ele disse e foi embora, minha mãe me abraçou chorando, me deixei reconfortar em seus braços. Eu sabia que iria morrer que era inevitável. Mais eu tinha de ser forte. Fiquei abraçada com ela por um bom tempo, eu a soltei e disse:

-Mãe... preciso que você passe lá em casa e me traga uma muda de roupa. – eu enxuguei as lágrimas de seu rosto e olhei no fundo de seus olhos – Eu vou ficar bem, mãe.

-Dana você sempre foi tão forte, a mais forte entre seus irmãos.

Ela me deu um beijo e saiu do quarto. Levantei e lavei o rosto, fiquei olhando para o meu reflexo meu olho estava roxo e meu rosto estava todo aranhado, eu tinha vários hematomas por causa da força da batida do avião contra água. Eu andei até o quarto de Mulder, estava vazio, sua mãe só viria aqui a tarde e Sarah também. Puxei a cadeira para perto da cama e me sentei.

- Sei que pode me ouvir. Eu tive alta do hospital, minha mãe foi pegar uma muda roupa para mim eu. Se você estivesse aqui iria querer que eu continuasse com o trabalho no Arquivo X, eu irei fazer isso irei continuar com a sua busca pela verdade até que você acorde e se junte a mim novamente. Eu volto mais tarde, depois que sua mãe e Sarah saírem.

Levantei e dei um beijo em sua testa, andei até o meu quarto onde minha mãe já me esperava.

-Onde você estava?

-No quarto do Mulder. Eu vou voltar mais tarde, depois que sua mãe e a sua noiva forem embora.

Eu peguei a roupa na mão da minha mãe e fui para o banheiro, terminando de trocar de roupa eu voltei para o quarto, nós andamos até o estacionamento. Minha mãe dirigiu até a frente do meu apartamento.

-Tem certeza que não quer ficar lá em casa?

-Tenho.

Dei-lhe um beijo e sai do carro, chegando à frente do meu apartamento e peguei a chave reserva debaixo do tapete. Entrei no meu apartamento me sentindo tão sozinha, tão exausta que fui direto pra cama caindo no sono.