Capitulo 7

- Agente Scully, eu não posso deixar que volte a trabalhar agora. Faz apenas um dia desde o acidente, eu quero que vá para casa e descanse.

-Mais eu estou bem, senhor.

-Scully eu soube sobre o câncer. Eu sinto muito.

Balancei a cabeça para ele, é claro que o médico disse a Skinner.

-Tudo bem, eu irei.

Virei e fui direto para o estacionamento, resolvi que iria para o hospital eu odiava que Mulder ficasse sozinho lá. Quando entrei no hospital, vi a mãe dele e Sarah falando com o médico. As duas estavam chorando, corri até elas desesperada.

-O que houve?

- Ele está piorando...

O médico continuava a tentar curar Mulder. Meses se passavam e nada, eu ficava todas as noites lá de dia eu ia trabalhar, mas não era o mesmo sem ele. Eu saia do trabalho e ia direto para o hospital a onde passava a noite e de manhã voltava novamente para o Arquivo X não sabia se minha presença iria ou não ajudá-lo, mas eu precisava estar ali. Sarah depois de algum tempo só aparecia uma vez por semana foi fácil para ela continuar com sua vida, ela achava que ele não ia acordar mais. Eu não podia acreditar nisso eu tinha que ter fé de que ele acordaria. Há pouco tempo eu havia descoberto que meu câncer havia ido para as correntes sanguíneas, eu sentia que o tempo estava correndo. Já havia se passado 7 meses desde o acidente, e eu ainda acordava todo dia achando que era tudo apenas um pesadelo. Eu estava andando em direção ao estacionamento quando Skinner me chamou.

-Scully?

-Sim.

-Como você está?

-Estou bem, senhor. Na verdade eu estou de saída eu tenho que ir para o...

Ouvi o barulho de alguns pingos, botei a mão em meu nariz e percebi que ele estava sangrando, eu comecei a me sentir fraca, e as últimas coisas que vi foi Skinner me segurando antes que eu batesse no chão e meu celular tocando...

A vida é difícil, dolorosa nela fazemos coisas das quais não nos orgulhamos, nós erramos várias e várias vezes, mas é normal, pois somos todos humanos. Ser humano significa errar, mas principalmente aprender com esses erros e tentar não cometê-los novamente. Ser humano significa chorar, sorrir, significa ter as emoções á flor da pele; sempre intensas e avassaladoras. Ser humano significa fazer de tudo para proteger a quem se ama e sempre estar ao seu lado, sofrer pro ela. Pequenas lembranças de momentos que marcaram a sua vida.

-Agente Mulder. Eu sou Dana Scully. Eu fui designada para trabalhar com você.
-Oh, não é bom
serde repentetão altamente considerado. Então, quemvocêirritouparaficar comesse trabalho, Scully?
-Na verdade, estou
ansioso para trabalharcom você.Eu ouvimuito sobre você.

-Oh é mesmo? Fiquei com aimpressão de quefiquei com a impressão de que está aqui parame espionar.

-Sabe enquanto o senhor estava em coma, ela esteve aqui todos os dias nos últimos 7 meses, ela dormiu todas as noites no sofá ao seu lado. No dia do acidente, ela nadou te segurando do avião até a praia, chegando lá você teve uma parada cardíaca ela que te trouxe de volta quando ela chegou aqui no hospital poucas horas após o acidente ela acordou e quando soube que o senhor estava em coma, mesmo ela estando fraca e muito machucada ela foi até o seu quarto. Ela te doou dois litros de sangue mesmo o médico dizendo que era perigoso, ela continuou, na mesma noite ela foi até o seu quarto quando ninguém estava lá para ver, botou a cabeça em seu peito e chorou. Senhor você podia ver no olhar dela o tamanho da tristeza que ela sentia.

-Ela fez isso tudo por mim?

-Sim e muito mais... Desculpe senhor mais eu tenho que ir.

Eu abri meus olhos devagar ao ouvir a voz dele, não podia ser real.

-Mulder?

-Scully!

Eu o abracei forte, por um longo tempo e pude finalmente me sentir completa, relaxada.

-Mulder, não posso acreditar... você está aqui, mesmo em carne e osso?

-Estou, Scully.

Eu passei a mão por seu rosto e lhe dei um beijo na testa.

-Scully a enfermeira me contou tudo sobre o acidente. Você me salvou.

-Não foi nada.

-Claro que foi, você me carregou até a praia, me ressuscitou, doou sangue. Se não fosse por você eu jamais estaria aqui.

Olhei em seus olhos e o puxei de volta para abraçá-lo, precisava sentir o calor de seu corpo, o cheiro de sua pele.

-Sabe, Scully eu não lembro direito de nada que aconteceu depois que entramos no avião está tudo...desfocado.

-Você não se lembra de nada?

-Não.

Nada. Ele não se lembrava de nada. Isso significa que ele não sabe que eu disse que o amava que nos beijamos.

- O disse...

-Quem é ?

-O seu médico.

-Ah, então esse é o nome dele tá bom. Desculpa continua.

-Ele disse que você está com câncer.

-Sim. Eu... soube no dia seguinte após o acidente.

- Eu... não consigo acreditar.

-Mas é verdade, Mulder. E não pode ser tratado.

- Eu vou dar um jeito, Scully. Eu vou encontrar uma cura.

- Não há cura, Mulder.

Eu olhei em seus olhos, ele passou a mão de leve em meu rosto se levantou e me deu um beijo na testa.

-Eu tive alta, Sarah está me esperando para irmos para casa. Mais tarde eu volto.

-Tudo bem. Tchau.

Eu o olhei ir embora desejando gritar para que ficasse aqui ao meu lado. Minha mãe entrou devagar sorrindo.

-Dana, você está chorando.

Eu enxuguei as lágrimas e disse rindo.

-Ele acordou mãe. Ele estava aqui, de verdade.

-Sim você deve estar muito feliz.

-Mais do que tudo, mãe.

-E então o que ele disse?

- Que ele não se lembra de nada. Nada do que houve no avião.

-E você vai contar para ele?

-Não. Eu quero que ele seja feliz, que tenha filhos. Eu quero que ele tenha uma família, e eu não posso dar isso a ele.