-Soujirou-kun- uma voz suave soava em meus ouvidos, e um ventinho soprava em meu rosto- acorde... Está na hora de levantar- abri meus olhos lentamente, e vi os orbes de Mayumi a me fitar docemente, levantei um pouco corando, pondo-me a observa – lá, trajando um bonito kimono laranja e um obi vermelho, no qual possuía bolinhas coloridas, seus cabelos estavam soltos, então pude perceber o quão era grande- Kenshin-san está a sua espera, para contar um pouco mais sobre o que acontecerá em Hokkaido.

-Obrigada Mayumi-chan, você está muito bela hoje, não tinha idéia de quanto seus cabelos são longos- percebi que está corou automaticamente com o comentário, desviando-me um pouco seu olhar.

-Você é tão gentil- ela então me abraçou, pude sentir sua fragrância deliciosa penetrar minhas narinas- me sinto feliz em está aqui, e com você, mesmo quando se for para Hokkaido, não me sentirei tão sozinha, então não deve se preocupar tanto, as pessoas desta casa são tão acolhedoras- disse a sorrir- agora vá, vou sair do quarto para que possa se trocar. Até mais- falou em frente à porta de correr, fechando-a lentamente.

Troquei-me rapidamente, ainda a sentir o cheiro dela, como posso dizer... Era como ele me embebedasse lentamente, tirei tal coisa de minha mente, apressando-me para ir ao encontro de Himura-san.

Quando cheguei, já se encontravam no recinto, respirei fundo, segui a diante me sentando em uma almofada, estava curioso em saber o que aconteceria. Meus pensamentos cessaram após ouvir Saitou começar com sua grossa voz:

-Sairemos de Tokio em uma semana, se passaram alguns dias até chegar a Hokkaido, temo que a organização de Shinpachi Nagakura seja difícil comparando a de Makoto Shishio em técnica em batalhas, e táticas de espionagem, ou seja, teremos de ter cuidado redobrado. Soujirou gostaria de lhe perguntar, como agia o Junppongatana, em relação à espionagem.

-Bom muitos de nossos principais membros, na maioria das vezes agia como pessoas comuns, talvez muitos de nossos encontros com vocês na época tenham sido uns golpes de sorte, embora muitas vezes possa ter uma pessoa no governo que possa ser o que chamamos de traidor, também por outro lado, acreditávamos na existência do battousai, e Shishio-san sabia que Lorde Okubo-san o chamaria para dete-lo, é uma forma meio de fazer suposições- parei então para pensar, me lembrado da minha época e de como agia, era como se algo acendesse em minha mente- Ah! Lembrei! Tomem cuidados redobrados em relação a falar algo importante fora da casa, muitas vezes quando eu era ajudante de Shishio-san, estive escondido em árvores próximas da casas com minha luneta, é podia deduzir facilmente o que se ocorria- percebi que tal comentário deixou todos surpresos.

-Quê?Luneta?Espionagem?- perguntou Sano boquiaberto.

Fiquei um pouco sem graça, mesmo assim falei:

-Muitas vezes Shishio-san me mandou para cá, com minhas habilidades em shikushi poderia aparecer e sumir rapidamente antes que me percebessem, e também tinha uma luneta, em que usava para olhar mais a casa.

-Entendo... Bom agora que sabemos de tão coisa, poderemos usar como guia para não cometermos erros, digo essa reunião como encerrada em minha visão- disse Aoshi finalmente.

Diria a Mayumi tal notícia, não gostaria de esclarecer o que ouvi nos dias antecedentes de minha saída, acho que nossa despedida seria dolorosa. Penso em lhe dizer, para que pudéssemos aproveitar os últimos dias juntos, e não para que não a visse tão deprimida.