Capítulo 4:
Algum tempo atrás.
Em um ponto afastado da grande floresta que circunda as terras do Oeste, está uma cabana velha. Sentada na porta, uma senhora que parece triste e solitária. Quem ali passasse e não a conhecesse, poderia compadecer de sua solidão, mas ela não é uma velhinha qualquer. E sim uma feiticeira que por trás de tão frágil aparência esconde um grande poder.
—Mesmo que eu vivesse mais duzentos anos, eu jamais imaginaria que o senhor viesse a mim. -falou a idosa para o recém chegado que havia se aproximado tão silencioso quanto o vento. -A que devo a honra de receber o poderoso senhor das Terras do Oeste em minha humilde morada, Sesshoumaru-sama?
—Você é Yamatai? -o Inuyoukai perguntou.
—Sim. -e a velha o encarou. -O que deseja de mim?
—Soube que é muito poderosa e que pode realizar milagres com sua magia.
—Milagres? -ela sorri e mostra uma boca onde faltavam-lhe muitos dentes. -É o que dizem que eu faço?
—Eu não quero perder meu tempo, velha. -diz friamente. -Quero um braço novo. Um braço que substitua o que eu perdi. Só assim poderei usar a Tessaiga.
—Um braço? -ela o analisa com o olhar. -Não é comum me pedirem isso...
—Pode fazê-lo ou não? -impaciente.
—Eu não disse que não o faria. -ela se ergue com dificuldade e entra na cabana. -Venha, Sesshoumaru-sama.
A casa por dentro não tinha um aspecto melhor que sua fachada. Era grande, um caldeirão borbulhava no fogo no centro da cabana, e em suas paredes estavam pendurados dezenas de frascos, membros de youkais e algumas caveiras humanas. O pior era o odor que aquilo tudo exalava, incomodando o youkai e seu faro apurado.
—Não é um processo fácil. -começou a idosa, vasculhando os frascos pendurados. -Será deveras doloroso para você. Não posso simplesmente colocar um braço no lugar daquele que perdeu. -e ela o olha com ganância. -Ah...o processo também não será barato.
Sesshoumaru joga aos pés da velha bruxa um alforje com ouro.
—Não me referia ao ouro. -falou a idosa, ignorando o pagamento.
—E o que quer, velha?
Ela estende a mão enrugada e alisa os cabelos prateados de Sesshoumaru.
—Apenas uma mecha de seus cabelos.
Sesshoumaru estranha o pedido, mas consente que a bruxa retire com uma adaga uma mecha de seus cabelos. Com um sorriso vitorioso, a idosa alisava o seu pagamento como se fosse algo preciosíssimo.
— Yamatai. -chamou Sesshoumaru. -Agora que eu já lhe dei seu pagamento, quero o meu braço.
—Retorne em três luas e lhe darei o que quer.
Sesshoumaru concordou saindo da cabana. Ao longe Jaken e Ah-Uhn o aguardavam. A velha bruxa sorriu vendo-o se afastar. Sesshoumaru não retornou em três luas como ela havia pedido, envolvido em sua busca pela Tessaiga e com as tramas de Naraku. Tempos depois ele havia recuperado seu braço graças à sua espada Bakusaiga. Então, aquele pedido foi esquecido.
Inclusive o que a bruxa desejara com seus cabelos prateados. Se o poderoso youkai não tivesse considerado a feiticeira uma criatura sem importância em sua vida, talvez...
—Seus filhos são tão tolos e ingênuos quanto você, Inutaisho. Hehehehehe!
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Voltando ao presente.
Já era noite, e Jaken ainda permanecia parado nos portões do castelo preocupado pela ausência de seu senhor. Ao seu lado, o dragão de duas cabeças, fiel companheiro do poderoso youkai, permanecia deitado, mas em alerta.
—Onde sssssssserá que o Ssssssessshoumaru-sssssama foi? -suspirou.
—Anna-Hime, espere. -chamava Tomishiro em desespero. -Não parta ainda.
Jaken viu a meia youkai gato usando as roupas com as quais havia chegado ali, se preparando para partir.
—Não há razão para que eu fique aqui, se não puder realizar minha vingança. -ela ignora o idoso e caminha para a saída. -É ridículo ser hóspede do youkai que quero matar!
—Mas...mas... -Tomishiro não sabia o que fazer ou falar para convencer Anna de ficar no castelo.
—Hum... -ponderou Jaken. -Talvez ssssseja melhor que ela vá embora, Tomisssssshiro.
—Mas ela partir...significará que eu não irei realizar o último desejo de meu senhor Inutaisho! -o idoso estava às lágrimas, vendo Anna partir e sumir na estrada. -Aaaahhhh! Que tristeza! Sou uma vergonha como servo de meu senhor!
Ana por sua vez tinha os pensamentos no que houve naquela tarde nas fontes termais. O beijo ousado que Sesshoumaru havia lhe dado e que havia correspondido, quando deveria ter resistido. Se não tivesse reunido forças para resistir, teria se entregado a ele naquele momento. Sentiu as faces em chamas com o pensamento.
—Tola. -murmurou. -Ele a usaria e jogaria fora em seguida apenas para alimentar seu ego de macho!
Apressou os passos, queria ficar a uma boa distância das terras de Sesshoumaru quando ele retornasse. Não queria vê-lo agora. Não saberia como reagiria.
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Horas mais tarde, Jaken estava cochilando nos portões do castelo apoiando seu pequeno corpo no youkai dragão, que desperta ao sentir a presença de mais alguém e faz um som que poderia ser interpretado como alegria pela chegada de seu senhor.
O dragão se levanta, derrubado Jaken e vai na direção de Sesshoumaru.
—Ah...que...como? -depois vê quem chegava. -Ssssssssesshoumaru-sssssssama!
Jaken corre até seu senhor e é parado por um chute dele.
—Não faça alvoroço desnecessário, Jaken. -o repreende entrando no castelo. -E Rin?
—Dormindo em seu quarto. –respondeu se recuperando do golpe.
—E Anna? -perguntou lançando um olhar na direção que ficava os aposentos dela.
—Foi embora! -respondeu e depois se encolheu de medo pelo olhar que Sesshoumaru lhe lançou.
—O que disse?
—P-p-partiu! Foi embora no começo da tarde!
Sesshoumaru chuta Jaken, jogando-o longe, como se com isso pudesse aplacar a raiva que no momento sentia. Como ela ousava partir sem a sua permissão?
—Jaken! Amanhã, pela aurora, partiremos. -avisou Sesshoumaru entrando no castelo.
—Ooohhhh... -Jaken gemendo. -Ssssssssim sssssssenhor.
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Amanhecia...os primeiros raios do sol tocavam o rosto de Anna que mal dormira a noite toda. Desceu do alto galho da árvore que foi seu abrigo durante a madrugada e alcançou o chão, leve como uma pluma.
Espreguiçou-se, amaldiçoando a dor nas costas que sentia por ter dormido de mal jeito e colocou em seu íntimo a culpa em Sesshoumaru.
—Maldito! -murmurou e depois se lembrou dos beijos e caricias e ficou corada. -Maldito cachorro!
—Ora, ora, ora...o que temos aqui? -uma voz jovem e jocosa a deixa em alerta.
Anna virou-se já com a espada em punho e encarou o grupo de youkais gatos que se aproximavam. Eram sete youkais com aparência felina e um que usava uma armadura samurai ricamente entalhada, deduziu que era o líder. Estreitou o olhar para eles, demonstrando sua hostilidade. Os youkais gatos também sacaram suas armas. O líder deu um passo à frente dos companheiros, com um sorriso sarcástico. Era um youkai gato, mas possuía forma humana, com exceção das orelhas de gatos que ainda possuía. Tinha uma cabeleira negra e olhos vermelhos e fixos em Anna.
—Anna hime? -o líder se aproximou cauteloso ao reconhecê-la. -É você?
—Youji?
—Ainda se lembra de mim? Estou lisonjeado.
—Lembro que era um desordeiro! E que meu pai o expulsou. -falou ainda em guarda.
—Não guardo rancores de seu nobre pai, Anna. Ele fez isso com a intenção de fazer um youkai jovem e tolo aprender a ser forte! -Anna não parecia convencida. -Abaixem as espadas, idiotas! Ela é a filha de meu sensei!
Os demais gatos entreolharam-se e guardaram as espadas, esperando o que fazer.
—Anna, já fomos amigos. -Youji abriu os braços, e Anna recuou. -Lembra de quando a deixei montar naquele cavalo magnífico que seu pai ganhou? Deixamos ele fugir sem querer e você ficou com medo da reação dele.
—Você procurou o cavalo e só voltou para casa com ele. -Anna baixou a guarda com as lembranças de sua infância. -O que faz nas Terras do Oeste, Youji?
—Acho que o mesmo que você, Anna. -ele sorriu de maneira misteriosa. -Procuro o príncipe dos Inuyoukai, para vingar a morte de Yamashura-sensei.
—Perde seu tempo. -ela guarda a espada e lhe dá as costas, caminhando. -Sesshoumaru não é um adversário fácil de ser derrotado.
—Já o encontrou?
—Sim. Eu o desafiei.
—E ainda está viva? -Youji sorriu. -Ele deve estar ficando mole, pois eu soube que sua crueldade com quem o desafia é infinita. Por que a deixaria viver?
—Não deve ter me considerado alguém a ser temido. -respondeu com frustração. –Ele nem sequer se dignou a me enfrentar!
—Não concordo com seu ponto de vista, Anna. Eu jamais subestimaria uma mulher... principalmente uma mulher vingativa.
—O que você quer dizer com isso? -Anna o encarou desconfiada.
—Junte-se a nós para matarmos Sesshoumaru.
Anna o encarou, depois reparou que eles tinham um forte cheiro de sangue humano e de youkais em suas roupas.
—Vocês são os youkais que tem atacado as pessoas que vivem nas Terras do Oeste? Pessoas e youkais que aqui vivem sob a proteção do senhor destas terras?
—Somos sim.
—Por que?
—Para atrair aquele covarde onde quer que ele se esconda a nos enfrentar!
—Eram humanos que não podiam se defender.
—Eram só humanos. -desdenhou Youji. -Mas atacamos um aqui outro ali para ver se atraímos a atenção dele e nada. Acho que vamos dizimar uma vila inteira para ver o que o lendário Sesshoumaru fará. Tem uma vila próxima daqui, afastada demais do castelo, bem perto das fronteiras destas terras. O que acha de nos ajudar?
Uma lembrança de seu pai veio à mente de Anna naquele momento.
"Humanos que fugiam das guerras em sua terra natal, que buscaram refúgio nas terras que lhe pertenceram um dia. Yamashura ordenou que fossem abrigados e recebessem ajuda. Isso desagradou muitos de seus servos, mas obedeceram, pois ninguém ousava contrariar o poderoso youkai gato.
Ela estava na mesma sela do cavalo de seu pai, quando ele havia dito aos anciões que acompanhavam os refugiados que poderiam construir uma vila perto do rio, e que teriam a proteção de Yamashura.
—Papai...por que estamos ajudando essas pessoas? -e olhou para os servos de seu pai. -E por que todos estão irritados?
—Youkais e humanos geralmente não convivem juntos e em harmonia. -respondeu o pai. -Humanos nos temem por nos considerar monstros. O que eles veem como sendo fora do seu normal, costumam odiar. Youkais se consideram superiores aos humanos por causa de nossa força e por vivermos muito mais que os frágeis homens, e por isso os desprezam. Eu já pensei assim antes.
—E por que não pensa mais assim?
—Uma humana sábia, e de bom coração me fez enxergar além da minha parca visão. -sorriu triste. -Que não é pelo fato de sermos fortes que devemos usar esta força para causar mais dor. Não é por sermos diferentes que devemos nos odiar.
—E cadê ela?
—Eu me casei com ela. -sorriu afagando os cabelos de sua filha. -Sua mãe."
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—Não é porque somos fortes que devemos usar nossa força com quem não pode reagir. -Anna murmurou.
—O que disse?
—Eu não ajudarei.
—Está indo contra mim? -seu olhar tornou-se frio e duro.
—Estou dizendo que...se atacar aqueles humanos... -Anna volta a sacar sua espada. -Eu os matarei.
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Jaken ainda bocejava de sono, tentando acompanhar seu mestre. Haviam saído do castelo muito antes do alvorecer e ele não havia dormido nada, preparando a viagem deles.
—Por que ssssssssssssssaímos tão cedo? -lamentou para si mesmo, vendo Sesshoumaru caminhar bem na sua frente. -Pelo menos deixou a moleca no castelo.
Sesshoumaru então, parou de caminhar ao sentir no ar, embora bem fraco, o cheiro de Anna.
"—Ela passou por aqui?"-olhou na direção da mata fechada, e desviou-se do seu caminho.
—Sssssssssssssessssshoumaru-sssssssssama! -chamou Jaken.
—Fique aí, Jaken! -ordenou o lorde dos inuyoukais autoritário, fazendo seu servo estancar. -Não vou demorar.
Resmungando por ter sido deixado de lado novamente, o pequeno youkai sentou-se a sombra de uma árvore. Sesshoumaru continuava a caminhar e então, quando se encontrava bem afastado da estrada parou.
"—Ela passou por aqui. Hunf! Por que me importo com o que acontece àquela mulher?"-decidiu retornar seu caminho, voltando para a estrada, mas parou ao ouvir bem de longe os sons de uma batalha.
Decidiu verificar o que estava havendo, caminhando calmamente na direção dos sons. Parou, arqueando uma sobrancelha admirado ao ver Anna lutando com sete youkais ao mesmo tempo.
"—Ora, ora...como este mundo é pequeno!"-comentou consigo mesmo observando a maneira que ela se defendia e atacava.
Apesar da superioridade numérica de seus adversários, Anna dominava a situação. Se tinha algo que não faria mais era subestimar seus oponentes, e ela percebia claramente que dominava a luta. Até que Youji, que permanecia afastado, resolveu agir. Os outros se afastaram quando perceberam o que o líder deles faria.
O youkai gato saltou a uma velocidade impressionante, sacando duas espadas e avançando contra Anna, emanando uma energia maligna impressionante. Anna se defende do primeiro ataque, mas é lançada longe. Quando se recupera, percebe que Youji já estava praticamente sobre ela, pronto a desferir o golpe fatal.
O que ela vê em seguida é uma figura de cabelos prateados, barrando o golpe de Youji com sua espada. O youkai gato fica espantando com a interferência do estranho, afasta e analisa o novo oponente.
—Sesshoumaru? –Anna parece não acreditar que ele está ali.
—São vocês os youkais que estão causando problemas em minhas terras? -perguntou para Youji, ignorando Anna.
—Então você é o famoso senhor das terras do oeste, Sesshoumaru. -Youji sorria satisfeito com a descoberta.
—O que faz aqui? -Anna pergunta indignada pela interferência.
—Acredito que...salvando sua vida. -respondeu sem tirar os olhos de Youji.
—Não pedi sua ajuda. -ela o afasta ficando diante dele. -Ele é o meu adversário!
—Afaste-se, chibiko! -ordenou Sesshoumaru sem paciência. -Este homem causou problemas apenas para lutar e morrer pelas minhas mãos. Não atrapalhe.
—Não me chame de chibiko! Eu estava no comando da situação até você aparecer! -virou-se para Sesshoumaru, ignorando Youji.
—Não foi o que me pareceu.
—E o que lhe pareceu?
—Que seria facilmente morta por este youkai de terceira. -respondeu com calma.
—Como ousa? -ficou furiosa. -Eu não pedi que me ajudasse! Agora sai daqui! -fazendo um gesto de desdém com mão. -Procure o que fazer em outro lugar.
—Realmente eu não deveria estar aqui. -guardando a espada. -Minha intenção é ir para o leste.
—Está muito longe do leste. -provocou apontando para a direção contraria que Sesshoumaru ia, depois o encara. -Estava me seguindo!
—Não seja prepotente, chibiko! -Sesshoumaru sorriu sarcástico. -Há de nascer a fêmea que me fará agir assim. Elas vem a mim.
—E eu sou prepotente? -ela responde irônica.
—Vejo que são bons amigos. -comenta Youji. -Interessante.
—Eu não sou amiga dele! -Anna aponta a espada para Sesshoumaru. -Eu vou matar este cachorro um dia.
—Ainda sonha com o impossível, chibiko?
—Ooohhhhh... Eu vou te matar e tirar este sorriso idiota da sua cara! -ameaçou Anna.
—Hum...Sesshoumaru. -chama Youji. -Quero muito lutar com você. Deixemos este embate para outro dia, por hora... controle sua "fêmea". -falou com uma pontada de desprezo e raiva na voz.
—Quando quiser morrer, avise. -disse Sesshoumaru, observando os youkais gatos sumirem na mata.
—Eu não pedi sua ajuda! Por que me seguiu? Se pensa que vai conseguir continuar o que começou naquela terma, saiba que não conseguirá! Prefiro morder minha língua e morrer engasgada com meu sangue a... -Sesshoumaru se aproximava a cada palavra que Anna dizia enfurecida, pegou-a pela nuca e lhe deu um beijo, calando-a. Depois que o beijo cessou, ela o encarou entre a perplexidade, calor e raiva.
—Por que fez isso? -extremamente furiosa.
—Sua voz estava me irritando. -respondeu com calma. -Chega de tolices. Venha comigo, quero que me fale de seu amigo.
—Ele não é meu amigo!
—Não importa. Venha. -falou mais uma vez, detestava ser repetitivo.
—Eu não vou com você, Sesshoumaru.
—Não seja teimosa, Chibiko. Sei que virá atrás de mim.
—Não me chame assim! E o que te dá essa certeza?
Novamente ele a segura pela nuca, beijando-a. Desta vez ela corresponde involuntariamente ao beijo. Depois olhou para ele, respirando com dificuldade.
—Prometo que será a última vez que te tocarei sem sua permissão.
—Que?
—Esperarei que me convide.
—Vai morrer velho, esperando!
—Sei que você deseja isso tanto quanto eu. -disse-lhe, vendo ficar lívida de raiva. –E é isso que lhe dá mais raiva, não é?
—M-Maldito! – no fundo ela sabia que ele estava certo. Para a sua vergonha, ela o desejava mais do que ansiava matá-lo.
—Quando e somente se desejar, Anna hime.
Disse-lhe voltando a caminhar na direção em que havia deixado Jaken. Anna ficou parada, apenas observando-o, pensando se deveria segui-lo de volta ao castelo ou partir. Correr o mais rápido que puder dali, mesmo que a achassem covarde.
Mas ela não poderia partir sabendo que Youji estava cometendo tantos crimes em nome de seu pai. Nunca desejara em sua vingança envolver inocentes, e se seu pai estivesse ali, sentiria vergonha pelos atos de seu antigo pupilo. Pela honra de Yamashura, precisava ficar e deter Youji.
Respirou fundo, engolindo seu orgulho e seguiu pelo mesmo caminho que Sesshoumaru.
