Capítulo 5:
Enquanto caminhava atrás de Sesshoumaru, Anna relembrava o beijo que ele havia lhe dado há poucos minutos atrás. Percebeu que a simples lembrança fazia seu coração acelerar e as faces ficarem quentes, deixando-a desconfortável com isso.
Aquele beijo, aquela sensação de calor tomando conta de seu corpo e sentidos. Fazendo-a esquecer de quem era, e esquecer de que deveria odiá-lo. Mas não conseguia...não estando naqueles braços.
—Maldito!
Disse parando, segurando o rosto entre as mãos e sacudindo a cabeça freneticamente em negativa, como se quisesse afastar as lembranças e os sentidos que isso despertavam. Notou que ele havia parado, observando-a de longe e ficou rubra de vergonha por ele testemunhar seu descontrole momentâneo.
Reunindo a pouca dignidade que ainda tinha, como uma princesa e filha de um poderoso nobre do Clã dos Youkais gatos, ela acelerou o passo como se marchasse, passando por Sesshoumaru e evitando fita-lo. Este se limitou a achar que Anna era mais estranha ainda do que poderia supor, erguendo uma sobrancelha ao vê-la se afastar.
Inadvertidamente seu olhar foi atraído pelo movimento que os quadris da mulher realizavam a cada passo apressado da mesma e imaginou que outros movimentos eles poderiam realizar se acaso tentasse dar vazão aos seus desejos.
Fechou os olhos e afastou tais pensamentos. Havia prometido que não a tocaria mais se não fosse sua vontade. E embora a desejasse, sabia que poderia esperar o tempo que fosse necessário para que ela cedesse aos seus caprichos de bom grado.
—Onna! –ele a chamou, voltando a caminhar calmamente.
—Não pode me chamar pelo nome?
—Vamos voltar ao castelo. –era mais uma ordem do que um pedido.
Anna parou e virou-se, fitando-o, ante de responder:
—Não. Eu não vou voltar.
—Preciso que fale mais daquele verme encrenqueiro do seu amigo. Pretendo descobrir onde encontra-lo e mata-lo logo.
—Eu vou cuidar de Youji! É meu dever! –disse a jovem. –Devo isso ao meu pai e ao o que Youji representou para nós.
—O que ele representa para você?
Anna teve a leve impressão que a pergunta soou impaciente, com um pouco de raiva. Por um breve momento, imaginou até que fosse ciúmes.
—Ele me viu crescer. Fomos como irmãos. –ela respondeu. –Ele era aluno e protegido de meu pai. Diziam até que ele seria prometido a mim, para sucedê-lo algum dia, se não ...
Sesshoumaru a fitava com um brilho diferente no olhar. Parecia incomodado com a nova informação.
—Ele então era seu prometido?
—Não! –indignada. –Eu era muito pequena pra essas coisas!
—Mesmo assim, pretendo eliminá-lo. –passando por ela. –No castelo falaremos mais sobre isso.
—Eu não pretendo voltar com você!
Anna notou que Sesshoumaru havia cessado sua caminhada e observava algo ao longe, entre as antigas árvores da mata. Ela aproximou-se dele e avistou o objeto da atenção do youkai.
—Um túmulo? Violado...
Sesshoumaru apressou o passo e aproximou-se do túmulo em uma velocidade que a espantou.
—De quem é?
—Um amigo de meu pai. –respondeu sem se virar.
Ele analisou o local, sentiu o cheiro dos youkais gatos, de Youji, e isso o enfureceu.
—Por este ato, eu matarei aqueles youkais gatos bastardos! Laia de covardes! -sibilou enfurecido.
Anna não deixou de notar o modo como ele se referia a sua raça, com desprezo. E não soube explicar o porquê de sentir uma estranha dor em seu coração com isso. Preferiu se afastar de Sesshoumaru, e se concentrar em Youji. Não iria partir sem antes cuidar de seu antigo amigo, como ele e os demais eram vassalos de seu pai, se sentia responsável por seus atos.
—Aonde vai, Onna?
—É tão difícil dizer meu nome? -murmurou. –Já disse, vou atrás de Youji e dos outros. Eles são responsabilidade minha.
—Se é responsável por eles, talvez devesse culpá-la pelo o que houve aqui! -disse-lhe friamente.
—Pense o que quiser. Por mim, tanto faz. -ignorando-o completamente.
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Longe dali...
A velha bruxa Yamatai separava algumas raízes, quando escutou passos leves no gramado diante da sua cabana, sorriu exibindo a boca sem a maioria dos dentes. Levantou-se com dificuldade e foi receber seus convidados.
—Não foi como planejou, certo Youji? -a velha bruxa perguntou divertida. –O jovem senhor das Terras do Oeste voltou ao lar, como esperado.
—Cale-se sua bruxa. -respondeu o youkai gato irritado.
—Eu lhe disse que ele era muito forte! -continuou ignorando os rosnares dos youkais que o acompanhavam. -Sesshoumaru-sama não é para ser menosprezado, afinal, ele é temido até mesmo entre os seus pares.
—Percebi isso agora. Ele realmente é mais forte do que eu presumia. -Youji disse, contrariado.
—Ah...admitir nossas fraquezas e a superioridade de um inimigo é o primeiro passo para elaborar uma estratégia para derrotá-lo! Um conhecido meu ignorou isso uma vez, e o resultado? Uma menina e um hannyo sujo quase conseguiram extinguir sua existência. -a velha aponta o longo dedo ossudo para Youji e sorri, indicando a cabana. – Não cometa esse erro. Entre.
Youji e seus capangas a seguiram, e apesar do odor fétido que feria suas narinas sensíveis, entraram.
—Eu lhe darei a força que necessita para matar Sesshoumaru. Mas, primeiro... -disse-lhe, retirando um delicado tecido de seda e o desenrolando. -Trouxe o que eu pedi?
—Aqui. -ele lhe joga um osso. -Não sei como isso poderá nos ajudar.
—Paciência... paciência... eu aprendi a usar esse dom. Vocês jovens também poderiam aprender. –dizia examinando o osso e ri. -Ele ficará furioso se souber que o túmulo foi profanado.
—Fala logo, pra que quer isso? -insistiu Youji.
—Quebrar uma maldição. É um encanto difícil de ser realizado, por causa dos ingredientes raros. -ela lhe mostra fios de cabelos negros e prateados. -Algo de um inimigo... algo que pertence a um parente de sangue, dado de bom grado... algo de um amigo, roubado. -Youji olhava curioso para o que ela faria, ela falava e colocava os ingredientes em um caldeirão. –Os fios negros dos cabelos de um inimigo odiado... os cabelos prateados de seu parente de sangue... o osso de um amigo que ele respeitou. Agora só falta um ingrediente... só um...
—Eu não entendo nada do que você diz. E que coisa é essa? -Youji torceu o nariz para o conteúdo do caldeirão próximo.
—É o que me pediu. Beba a poção...e ficará mais forte que Sesshoumaru. Poderá enfrentá-lo e destruí-lo! -disse a idosa.
—Me diga, velha...por que o odeia? -perguntou desconfiado.
—Não odeio Sesshoumaru. – Yamatai respondeu com um sorriso. –Mas seu maldito pai. Ele me condenou a um terrível castigo tempos atrás, mas morreu antes que eu fizesse algo. Então, decidi que iria extirpar sua descendência da Terra. Começando com o primogênito, depois o bastardo. Agora... Beba! Fique forte!
—Eu seria louco de experimentar isso, velha. -sussurrou para ela, e virou-se para um de seus seguidores. -Tenzen, beba isso.
O youkai, cuja aparência felina era bem acentuada, hesitou em responder ao chamado do seu líder, mas diante do olhar dele, concordou. Observou a idosa colocar um pouco da poção em uma tigela e lhe oferecer. Ele bebeu, fazendo uma careta pelo gosto ruim, depois ficou parado, como se esperasse algo.
—Tanto trabalho por nada, bruxa. -Youji comentou.
A bruxa começou a rir, e todos observaram espantados, a transformação que o youkai gato sofria, tornando-se maior... bestial.
—Sente o cheiro dele? Mesmo de longe? -perguntou a bruxa e um rosnado foi sua resposta. -Vá caçá-lo!
A criatura obedece, destruindo a parede da cabana e sumindo em seguida na floresta.
—Quem é o próximo? –a bruxa perguntou, olhando para os demais youkais.
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Anna caminhava, seguindo o cheiro de Youji e dos demais youkais gatos. Pretendia encontrá-los logo, e evitar que machucassem pessoas que não pudessem de defender. Ainda estava irritada com Sesshoumaru, pela atitude dele e de certo modo magoada pela maneira que ele se referia a sua raça.
Parou de repente ao perceber que pássaros fugiam assustados com alguma coisa. Ficou em alerta, sentindo uma energia maligna muito grande perto dela.
Tal foi sua surpresa quando uma enorme criatura saltou do meio das árvores sobre ela, com garras e presas afiadas a mostra, um olhar assassino que denotava que ele caçava por prazer. Com agilidade ela saltou de lado, evitando que as garras do animal cortassem seu corpo, e o viu partir uma enorme árvore centenária como se fosse um simples graveto.
Sacou sua espada para atacar, mas a pele do animal parecia ser feita de aço e sua espada apenas resvalou nela, não lhe causando nenhum mal. A criatura, um enorme felino com dentes de sabre urrou e atacou novamente, atingindo-a com as costas de suas garras, jogando-a longe.
Anna se levanta e evita ser novamente atingida pela criatura, mas percebeu que estava sem a espada de seu pai. Olhou ao redor e não a encontrava, a criatura investiu novamente, com as garras a mostra. Desta vez, as garras atingiram suas costas, cortando sua carne e ferindo-a muito. Anna não conseguiu segurar o grito de dor pelo ataque.
Caída no chão, sangrando muito, Anna vê a criatura aproximar-se devagar, apreciando ver sua vítima indefesa, mas hesita um instante, sentindo que era observada. Parou, farejou o ar e olhou de lado, onde havia um espectador recém chegado.
—Ora...uma besta? -Sesshoumaru deu um meio sorriso. -O que o teria transformado nisso?
Em resposta a criatura urrou e investiu contra ele. Sesshoumaru ficou parado, inexpressivo, até saltar no último instante, usando seu chicote feito de energia contra a criatura, causando um enorme corte em seu rosto.
—Criatura patética. Acha que pode me causar algum mal? -desdenhou. -Nem merece que eu saque minha Bakusaiga para acabar com sua existência.
Usando novamente seu chicote, disparou uma série de golpes contra a criatura, reduzindo-a a pedaços. Lançou um olhar de desprezo contra a criatura com que lutou, havia um odor familiar nele mas não conseguia descobrir o que era, então aproximou-se de Anna, desacordada devido aos ferimentos.
Retirou com cuidado seus cabelos que caiam em seu rosto, e em seguida observou o ferimento, franzido o cenho diante da gravidade deste.
—Apenas me dando trabalho, Chibiko. -e olhou por sobre o ombro. -Jaken! Pode sair, criatura covarde!
—Ah...Sssssssessshoumaru-ssssssssama derrotou este idiota que ousou atacá-lo! -dizia a criatura, jogando com o pé um pouco de terra sobre o cadáver do youkai. E em seguida se espantando com a mulher que Sesshoumaru erguia em seus braços. -A hannyo!
—Não fique parado feito um idiota. Vamos! -ordenou, nem olhando para o servo.
—Ssssssssssim! -Jaken o seguiu.
Caminharam por dentro da mata, até avistarem uma cabana abandonada há anos, Sesshoumaru decidiu usá-la como abrigo aquela noite. Anna gemeu, chamando a atenção do youkai.
—Não fique parado feito um idiota, Jaken. Passaremos a noite aqui. -entrando na cabana. -Acenda uma fogueira e fique perto dela. Eu já volto!
Sem mais nada a dizer, deixou os dois na cabana e olhou para o fiel dragão que sempre o seguia.
—Vigie e proteja-os. -ordenou, entrando na mata em seguida.
Sesshoumaru caminhou até uma campina, e colheu algumas ervas, não demorou a retornar a cabana, não queria admitir, mas os ferimentos de Anna eram graves, e ela estava perdendo muito sangue.
Entrou na cabana e Jaken já havia providenciado uma fogueira, que estava aquecendo o local, colocou as ervas no chão e olhou ao redor, Jaken já havia providenciado uma cama para Anna em um tatame velho, cobrindo-o com tecidos jogando em um canto.
—Procure algo para comer, Jaken. -ordenou, mostrando claramente que queria ficar a sós com Anna. –E depois procure pelos pertences dela.
—Ssssim!
Assim que ele saiu, Sesshoumaru começou a despir Anna, para avaliar melhor seus ferimentos. A fez deitar de bruços e colocou as ervas em seus ferimentos. Anna soltou um gemido de dor, ao sentir o toque de Sesshoumaru na pele ferida.
Depois sentou-se ao lado dela, encostando na parede e fechando os olhos. Restava apenas esperar.
Aos poucos, Anna foi recobrando a consciência. Abriu os olhos e primeiro avistou uma pequena fogueira, depois tentou se levantar e sentiu as costas queimarem com o esforço.
—Não se levante ou sangrará novamente. -Sesshoumaru ordenou, ainda sentado ao seu lado.
Anna levou um susto ao ouvi-lo, virando o rosto para o seu lado e novamente a dor dominá-la.
—Teimosa. -colocou a mão em seu ombro, forçando-a a deitar sem mostrar muita delicadeza com o gesto.
—O que está fazendo? -ela perguntou entre os dentes, sentindo muita dor.
—Salvando sua vida?
—Não pedi que me salvasse! -tentou se levantar e percebendo-se nua da cintura pra cima, deitou-se novamente. -CADÊ MINHAS ROUPAS?
—Vejo que ao menos seus pulmões não foram atingidos. -respondeu com sarcasmo, e ela o fuzilou com o olhar. -Estão em frangalhos e ordenei que Jaken retornasse e encontrasse suas coisas.
—Minhas coisas? A espada de meu pai? E... -parou e pensou. -ESTOU SOZINHA COM VOCÊ AQUI?
—Algo errado? -perguntou erguendo uma sobrancelha.
—Nada...só que tentou me agarrar várias vezes! -respondeu irônica.
—Não farei nada que não queira, Chibiko. Vou esperar que me peça. E acredite, você pedirá por meus toques.
—Convencido.
—Apenas digo a verdade.
—Por que me tortura assim?
—Porque você me excita.
Sesshoumaru respondeu com muita calma, chegando a pensar porque ela o olhava como estivesse louco. Talvez estivesse acometido pela mesma loucura que seu pai possuía, pois pensava em transformar Anna em sua concubina e acabar logo com aquela vontade de possui-la sem a recusa da youkai. Ele estava começando a acreditar que se desfrutasse de uma noite de prazeres com Anna, aquela sensação acabaria.
—O que?!...aiiiiiiiii... -as costas começaram a arder. -Droga...
Ficou surpresa ao perceber que Sesshoumaru retirava os curativos que havia feito e colocava ervas novas em seu lugar. Não pode negar que o toque dele era gentil, evitando feri-la mais com suas garras ao cuidar de seus ferimentos.
—Por que calou-se de repente, chibiko?
—Estava imaginando...você disse que odiava humanos e youkais gatos. Por que se importa comigo, que carrego um pouco das duas raças? Tenho o sangue de uma mãe humana e meu pai era um gato... não me odeia?
—Desprezo os humanos, e aqueles youkais gatos que se atreveram a invadir minhas terras e causarem transtornos... mas em nenhum momento disse que te odiava, Anna.
Ouvi-lo dizer seu nome pela primeira vez de modo tão espontâneo foi estranho e ao mesmo tempo, um calor subiu pelo seu corpo e face.
—Durma. Deverá estar recuperada ao amanhecer. -ordenou, voltando a sentar-se no mesmo lugar de antes.
Dormir? Como se isso fosse fácil naquele momento. Anna refletiu, observando Sesshoumaru quieto, de olhos fechados como se meditasse. E praguejava por ele ser tão calmo em um momento como aquele, por ele demonstrar, mesmo com seu jeito, que estava preocupado com ela.
"—Por que não me ajuda a te odiar?" -pensou, antes de fechar os olhos e tentar dormir. Sono este que demorou a chegar.
O leve ressonar que ele ouvia, indicava que finalmente Anna adormecera profundamente. Sesshoumaru ficou a observá-la adormecida.
Não conseguiu deixar de compará-la a uma criança desprotegida naquele momento. Pequenina e frágil. E pela primeira vez, sentiu necessidade de protegê-la.
—Você sabia que isso aconteceria, não é pai? -murmurou olhando as estrelas pela pequena janela do casebre. -Maldito... Ainda tentarei entender o que se passava em sua cabeça ao decidir que nossos caminhos teriam que se encontrar.
Sem hesitar, ele estende a mão e retira uma mecha de cabelos que caia sobre o rosto de Anna, e que o impedia de apreciar a visão deste, colocando-o atrás de sua orelha. E admirando seu sono reparador, ele finalmente cedeu ao cansaço e adormeceu.
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Um som leve o despertou, Anna estava sentada no tatame, retirando os curativos para tentar ver melhor seus ferimentos, e se atrapalhando com a tarefa. Alheia ao fato de que o havia acordado.
Sesshoumaru aproximou-se silencioso, e a ajudou a se livrar das faixas que havia improvisado com alguns tecidos, diante do olhar surpreso dela. Anna o encarou, sem nada a dizer, Sesshoumaru tocou em suas costas, comprovando que tanto as ervas, como o próprio corpo de Anna, já estavam cumprido seu dever e seus ferimentos estavam praticamente cicatrizados.
—Sente dor?
— N-não.
Correu os dedos pelas costas dela, fazendo-a suspirar pesadamente. Os dedos subiram pelos ombros, e o rosto foi de encontro ao dela, enquanto tocava em seus lábios com o polegar.
—O... o que está pensando em fazer? –ela perguntou, estremecendo com sua proximidade.
—Desejando provar novamente de sua boca.
—E por que não o faz? –fitando-o, sentindo aquele calor novamente percorrendo seu corpo.
—Prometi que só o faria se me pedisse, esqueceu?
—Se... prometer que será apenas um beijo... eu deixo. – "-O que estou fazendo?"
—Isso não posso prometer. –disse encostando gentilmente seus lábios aos dela, mas logo tomando posse dela com avidez.
O beijo tornou-se exigente, luxurioso...e aos poucos ele a fez deitar-se no tatame, cobrindo seu corpo pequenino com o dele. Desta vez ela não reagiu querendo afastá-lo de si, mas cedeu à pressão daquela boca, apreciando cada momento... seu gosto, levando sua mão em seus cabelos macios, e a outra procurando apoio e seu ombro.
Quando as mãos tocaram em seus seios como conchas, Anna arfou arqueando o corpo para dar-lhe mais acesso.
A boca abandonou seus lábios, descendo pelo seu colo...o vale entre os seios e em seguida explorando o bico de um de seus seios, já intumescido pelo toque da mão de youkai. Anna gemeu, segurando os cabelos de Sesshoumaru, que em resposta sugou o seio, quase fazendo-a perder a razão.
A mão livre, desceu pelo ventre liso, até o laço de seu quimono, desfazendo o nó e se livrando da incomoda roupa.
A boca deslizou do seio, para abandonar-se novamente nos lábios dela, como se o gosto deles o viciasse a ponto de querer mais e mais deles. Sua boca sufocou um gemido longo e surpreso de Anna, quando seus dedos começaram a explorar sua feminilidade. Ela nunca antes havia experimentado algo assim antes, se perguntava como podia ter fugido dele por tanto tempo.
Queria mais...
Sesshoumaru afastou-se de Anna, ouvindo-a gemer em protesto por parar com as carícias. Deu um sorriso satisfeito e livrou-se rapidamente das suas vestes, mostrando-se totalmente nu para ela. Anna ficou fascinada pela beleza masculina dele e satisfeita e corada ao perceber o quanto o havia excitado.
Ele posicionou-se entre suas pernas, se preparando para penetrá-la, mas antes disse-lhe, bem próximo ao seu ouvido:
—não é mais uma chibiko... a partir de agora eu a torno uma mulher... minha e de mais ninguém. -e a penetrou devagar, deliciando-se com o calor úmido de seu corpo.
Anna gritou de dor, afundando suas garras nas costas de Sesshoumaru. Este parou um instante, não se incomodou com suas garras, ao contrário, isso aumentava seu excitamento. Ficou esperando que ela se acostumasse com a invasão, acariciando seus seios e beijando seus lábios para fazê-la relaxar.
—Acalme-se... a dor logo irá parar e só sentirá prazer... eu prometo. -dizia em seu ouvido.
Quando a sentiu mais entregue, reiniciou os movimentos de vai e vem...de maneira cadenciada e lenta.
E seus movimentos foram se tornando mais acelerados, as estocadas mais profundas a medida que ela gemia em resposta. Sesshoumaru a segurou firmemente pelas nádegas, fazendo com que ela envolvesse seu corpo com suas pernas, erguendo-se o suficiente para penetrá-la com mais desejo, apreciando as expressões de pura luxúria no rosto dela.
As garras de Anna já rasgavam o tatame velho, à medida que ele acelerava mais e mais a penetração. Por fim ela sentiu seu corpo estremecer, um grito escapar de sua garganta, totalmente entregue ao clímax.
Não demorou para que Sesshoumaru também alcançasse o prazer máximo, derramando sua semente dentro do corpo dela, e caindo cansado ao seu lado, ofegante.
O youkai repreendeu-se por seu descuido naquele momento, mas admitiu que raramente encontrou tanto prazer em uma fêmea, humana ou youkai entre tantas que já possuiu. Na verdade, não se lembrava da última vez que isso aconteceu. Anna aconchegou-se ao seu corpo, instintivamente buscando seu calor. Normalmente ele não gostava que uma mulher tivesse tamanha liberdade para com ele, mas apreciou o contato do corpo macio dela com o seu.
Abraçando-a, respirou profundamente, acompanhando a respiração quente de Anna em contato a sua pele, permitiu-se dormir novamente.
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Longe dali...
Baba-Yagha caminhava na mata, quando ouviu o som de um inseto. Olhou para cima e sorriu ao ver o que parecia ser uma enorme vespa a observá-la.
—Cumpriu-se o que eu previ. A visão estava correta! –ela riu. –Diga a ele que em breve ele terá o único, poderoso corpo. Beleza, juventude e força em um único pacote. –e começou a rir. –Ele só tem que cumprir sua promessa depois.
O inseto voou para longe. Ela sorriu. Em breve, faria com que toda a descendência de Inutaisho fosse extinta!
