Capítulo 6
Não havia dormido mais que uma hora, quando Anna abriu os olhos e observou o Youkai adormecido ao seu lado. Ficou admirando os traços dele, tão sereno repousando. Anna sentiu o desejo aflorar mais uma vez, queria sentir as mãos de Sesshoumaru novamente em seu corpo.
Sentada ao seu lado, avaliou Sesshoumaru de cima a baixo. O peito largo e musculoso, o abdômen reto, a cintura estreita e as pernas bem formadas. Corajosa, permitiu-se avaliar a masculinidade dele, que lhe dera tanto prazer.
—Gosta do que vê? -ele perguntou de olhos ainda cerrados, abrindo-os e se divertindo com o constrangimento dela.
—Eu... -desviando o olhar.
—Não há razão para que fique assim. -ele sentou-se ao seu lado, trazendo o corpo dela para perto do seu. -Já não é necessário estes falsos pudores entre nós...já que eu conheço seu corpo...
Estas palavras tiveram o efeito de minar todas as resistências dela, sentiu o coração acelerar com o calor do corpo de Sesshoumaru junto ao dela.
Anna cedeu a tentação e tocou-lhe o ponto mais sensível, que em segundos reagiu. Sesshoumaru deixou escapar um leve gemido, erguendo o rosto de Anna com a ponta dos dedos, a beijou com ardor. Anna sentiu o mesmo desejo daquela manhã e só pensava em ser possuída por Sesshoumaru.
O youkai a fez deitar-se, cobrindo-a com seu corpo. Mordiscou-lhe os lábios femininos e os entreabriu com a língua, Anna correspondeu a exploração, ao mesmo tempo que suas mãos acariciavam as costas musculosas de Sesshoumaru.
—Sesshoumaru...
Ela murmurou seu nome, quando abandonou seus lábios para experimentar novamente o sabor da pele dela. Sem pressa alguma, abandonou-se em caricias ousadas com a língua em seus seios, ventre e a sua feminilidade, arrancando dos lábios de Anna um grito de surpresa e desejo.
Somente quando sentiu o corpo de Anna estremecendo, revelando que havia atingindo o prazer máximo, que Sesshoumaru finalizou a ousada carícia, se deliciando com a expressão de puro gozo no rosto de Anna, corada e ofegante.
—Minha... -beijando-a em seguida, separando suas pernas e preparando-a para possuí-la mais uma vez. -Que poder é este que você possui que me faz te desejar tanto?
E a penetrou devagar, se deliciando com o calor de seu corpo, sentindo as garras da mulher ferirem as suas costas, e as pernas delgadas dela envolvendo sua cintura, fazendo com que aumentasse seu desejo de possuí-la.
—Sesshoumaru... -murmurou seu nome em seu ouvido, ignorando a dor de senti-lo novamente a possuindo. -Preciso de você.
Ao ouvir tais palavras, o Inuyoukai começou a intensificar seus movimentos, segurando-a pela cintura, beijando e lambendo seu pescoço, totalmente inebriado pelo prazer do ato.
E novamente ele atingiu o clímax, de tal maneira que precisou recuperar o fôlego. Anna aninhou-os em seus braços e deitou a cabeça em seu ombro, entrelaçando as pernas com as dele.
—O que está pensando? -ela perguntou, ao percebê-lo tão calado.
—Um filho pode estar em seu ventre agora...fomos descuidados. -fitando o teto.
—Arrependido? -perguntou e depois ficou temerosa com a resposta. –Isso o incomoda?
—Eu nunca me arrependo de minhas decisões ou ações. -respondeu sério.
—Volto a perguntar...ficaria arrependido se tivesse um filho comigo? -afastou-se dele, esperando uma resposta. –Um mestiço?
Sesshoumaru sentou-se, fitando-a tão intensamente que Anna pensou que ele podia ler a sua alma.
—Me dê filhos homens. -tocando em seu rosto. -Outra mulher com o seu gênio eu não suportaria.
—Eu não vou aguentar tanto ego se tiver só homens como você. -respondeu fazendo uma expressão severa com o olhar.
Sesshoumaru deu um sorriso de lado, meio jocoso, abraçando-a pela cintura e beijando seu pescoço...logo, tornou-se inevitável voltarem a se amar.
Quanto tempo dormiram após se amarem? Sesshoumaru despertou percebendo que o sol já estava alto, talvez passasse do meio dia. Virou-se ao escutar um débil suspiro vindo de sua companheira e em silêncio a admirava adormecida.
—Maldito seja, pai. –murmurou.
Deu um sorriso de lado, imaginando se o seu pai previra isso quando impôs que o príncipe dos Inuyoukais deveria cuidar do futuro de uma dama dos youkais gatos, que iria querer que ela se tornasse a sua dama.
—Minha dama? -olhando para ela
Pensou consigo mesmo. Em geral, após satisfazer seu desejo e seu ego ao conquistar uma fêmea, no dia seguinte nem sequer se lembrava de seus nomes, mas o fato é que ele se recusava a deixar aquele pobre leito, a companhia e o calor daquele corpo abraçado ao seu.
Com o silêncio que lhe era característico, afastou-se de Anna. A viu encolher-se como se o frio da tarde a incomodasse e a cobriu com a parte de cima de seu quimono, vestindo em seguida apenas sua hakama e suas espadas na cintura, saindo da cabana.
—Aonde o idiota do Jaken está? -perguntou a si mesmo olhando ao redor. De repente, um cheiro peculiar que denunciava perigo chegou às suas narinas. -Esse cheiro nauseante... é dele! Impossível!
Ergueu uma sobrancelha ao escutar um zumbido e ao olhar para cima reconheceu um dos insetos venenosos de Naraku.
—Não pode ser! Aquele verme ainda vive?
O inseto afastou-se do Inuyoukai rapidamente. Sesshoumaru hesitou um instante se deveria deixar Anna sozinha ou não, acaso Naraku estivesse perto, mas lembrou-se que a jovem hannyo não era indefesa. Confiando nela, seguiu a criatura.
—Se Naraku ainda vive...irei terminar o que o incompetente do Inuyasha não pode!
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Anna aos poucos foi despertando. Sentou-se depressa no tatame, cobrindo sua nudez com o quimono que reconheceu imediatamente ser o dele. Com um sorriso, aspirou o cheiro másculo de Sesshoumaru que estava na vestimenta e olhou ao redor, não percebendo a presença dele.
—Onde será que ele foi? -murmurou.
Levantou-se, pegando a roupa pretendendo se cobrir com ela, já que as suas estavam sujas de sangue ou rasgadas pelo ataque que sofrera...e pelas garras de Sesshoumaru, impaciente para livrar-se delas. Ficou corada ao se lembrar do que fizeram.
Naquele instante, a porta abriu-se de repente, e um pequeno youkai carregando uma sacola entrou falando sem parar.
—Sessshoumar-sssssama...eu trouxe as coisas da hannyo e... -o youkai sapo para arregalando os olhos diante de Anna.- Glup...!
—AHHH! -Anna se cobre rapidamente com o quimono.
—Eu não vi nada! -fechando os olhos, jogando a sacola para o alto. -Bem...um pouquinho e...GAAAAAAAAAAAHHHHH! -Jaken é calado pelo pé de Anna que enterrava a cabeça dele no assoalho.
—Pervertido!
—Ggfhamamamafmmm... -Jaken murmurava de cara no chão, depois levantou-se com ela toda machucada. -Foi sem querer.
—PRA FORA! -gritou Anna antes de chutá-lo para fora da cabana, e suspirando sentou-se no chão. -Essa bagunça toda e Sesshoumaru não voltou?
Pegando sua sacola, procurou por outra roupa. Ficou aliviada ao saber que o servo de Sesshoumaru havia trazido a espada de seu pai também. Vestiu-se e saiu da cabana, onde viu Jaken com a cara enterrada na terra. Ela se aproxima do pequeno youkai e o ergue.
—Onde está seu senhor?
—Eu não ssssei. -ele se solta de Anna. -Estava com você e...AAAAAAAAAAAAAAAhhhh...você e o messssstre... -foi calado com um soco na cabeça.
—Não seja indiscreto! -ela avisou e depois parou ao sentir um odor conhecido. -Youji?
—Anna hime. -o youkai gato sai da mata, fazendo uma saudação a ela, que fica em alerta. -Que bom reencontrá-la.
—O que faz aqui, Youji? -perguntou desconfiada.
Youji aspira fundo e faz uma careta de nojo.
—O cheiro dele está todo impregnado em você, Anna hime...permitiu que ele a tocasse? -dizia, em um tom de voz que tanto Anna quanto Jaken não gostaram. -Permitiu que um cachorro a tocasse?
—Isso não é da sua conta, Youji. -estreitou o olhar, sentindo o sangue ferver.
—Sabe, quando a revi pensei que o destino havia sorrido para mim. Que iria ficar ao meu lado contra aqueles que causaram a morte de seu pai. -acusou. –Ah, e pensar que considerei um dia a ideia de fazê-la minha esposa... que decepção!
—Aquela guerra entre clãs foi o que causou a morte de meu pai.
—E as garras de Inutaisho, foram elas que causaram a morte de seu pai. -ele se aproxima, passando por ela. -Mas pelo visto, esqueceu disso.
—Youji, se preza a sua vida é melhor partir antes que Sesshoumaru volte. -ela avisou, afastando-se o máximo que pode dele. -Aliás...por que violaram um túmulo?
—Algo que não lhe cabe saber a respeito.
Jaken ouvia a conversa, sendo ignorando por Youji que não o considerava um empecilho, e não gostava do fato de estar diante de um inimigo de seu mestre. O pequeno youkai resolve não ficar calado mais.
—Como sssssssse atreve a falar desta maneira de meu Ssssssssenhor Sesssshoumu?! -o pequeno youkai apontava seu cajado para Youji. -Vai ssentir...
Youji o calou, dando-lhe um chute e o jogando contra as árvores.
—Bem, onde estávamos antes daquela pulga nos interromper? Ah, sim...falávamos de como traiu sua raça. Mas acho que por ser uma hannyo, esse conceito honra por sua raça não deve ser importante!
—Os youkais gatos que serviam meu pai me toleravam apenas, por medo e respeito a ele. -respondeu com amargura. –Tem razão! Não devo nada a ninguém!
—Eu gostava de você, Anna... pensei mesmo em torná-la minha companheira.
Anna surpreendeu-se com a declaração de Youji.
—Seu pai com certeza teria aprovado a nossa união. Ficaria horrorizado em saber o que fez com Sesshoumaru! -havia ódio em suas palavras.
—Meu pai não aprovaria minha união com um covarde que mata humanos por prazer! Você foi a maior decepção em sua vida!
—Este era o único defeito de seu pai... compaixão pelos humanos. -sorriu. -Afinal, ele se casou com uma vadia humana! Um ato que muitos consideraram imperdoável, impensável! Nesse ponto ele era igual ao Inutaisho. Ele também gostava de deitar com rameiras da raça humana.
Anna sacou sua espada e apontou para Youji.
—Se continuar a falar assim de meus pais, eu o matarei! -ameaçou.
Youji não parecia nada intimidado pela ameaça de Anna, ao contrário, parecia tranquilo.
—Diga-me, Anna...se eu derramar seu sangue agora, seu amante o farejaria e viria aqui? -sorriu. -Eu espero que sim.
Súbito, os outros youkais gatos que seguiam Youji apareceram, e Anna pode notar que eles não pareciam normais. Estavam mais altos e fortes, mais parecidos com o monstro que a atacara no dia anterior.
—Uma amiga me presenteou com algo maravilhoso. -Youji também começou a mudar. -Com a força que irá matar Sesshoumaru!
Jaken acorda, balança a cabeça meio zonzo. Arregala os olhos ao ver a cena dos enormes youkais gatos cercando Anna como uma presa.
—Aaaaaaahhhh..o que eu faço? -pensava. -Não é da minha conta sssse elesss a matarem. Massss, Sesssshoumaru-sssssssssssama pode não gostar! E ele pode me matar se algo acontecer com a hannyo se eu não fizer nada para impedir! Mas ele sssssão enormes e mais fortes do que eu! -correndo desesperado em círculos e gritando. -O QUE FAREI?
De repente ele para de correr, sentindo a presença de seu mestre não muito longe dali.
—SESSSSHOUMARU-SAMAAAAAAAA! TEMOS PROBLEMASSSSSSS! -correndo mata adentro.
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Sesshoumaru andava pela mata, havia perdido o inseto de vista e seu cheiro estava quase imperceptível. Amaldiçoou Naraku e seus truques e depois parou de caminhar, com o estranho pressentimento de que talvez quisessem afastá-lo de Anna.
Quando ia fazer menção de retornar por onde veio, uma estranha canção chama a sua atenção. Não conhecia a melodia, mas algo nela fez com que mudasse de ideia e segue a voz.
Caminhou até um riacho onde uma mulher de longos cabelos dourados cantarolava enquanto as pernas estavam dentro da água, relaxando. Era uma Inuyoukai, como ele. Tinha as mesmas características que marcavam os da sua espécie, como as manchas no rosto... e uma beleza exótica que fez com que Sesshoumaru não conseguisse desviar o olhar, nem mesmo quando dois pares de orbes azuis o fitaram.
—Quem é você? -ele perguntou recebendo da jovem um belo sorriso.
—Estive esperando pelo senhor... -ela respondeu sorrindo.
Sesshoumaru sentiu uma leve vertigem, como se uma névoa cobrisse seus olhos. Depois fechou os olhos com força, a imagem de Anna veio a sua mente e então fitou a misteriosa youkai.
—Quem é você e o que faz em minhas terras? -perguntou sério.
—Meu nome é Suiko meu senhor. -ela respondeu.
Sesshoumaru sentiu novamente a vertigem ao fitar os olhos de Suiko, mas a voz estridente de Jaken o despertou.
—Sessssshoumaru-sssssssssamaaaaaaaaaaa! -o pequeno youkai apareceu correndo de dentro da mata, caindo ajoelhado diante de seu mestre, tentando recuperar o fôlego. -Finalmente eu o encontrei!
—O que faz aqui, Jaken? -perguntou com a sua usual voz fria e cortante.
—Ele apareceu e começou a falar que ela traiu sua raça e que ia matar meu sssenhor mas aí ela ficou irritada e eu tentei defender a sua honra e eu lutei com ele, foi uma luta desigual mas eu não hesitei em defender meu messsstre e... -disparou a falar, fazendo Sesshoumaru suspirar impaciente. -AH...ele vai matar a hannyo, Sssessshoumaru-sssssssssama!
—Anna?
A menção dela estar em perigo, fez com que ele saltasse por sobre Jaken, e corresse o mais rápido que pode pela mata, para chegar na cabana e ajudá-la.
—Como se atrevem a ameaçar o que me pertence? -indagou em pensamento, furioso.
—Ssssesshoumaru-ssssssama? - Deixado para trás, Jaken olha para os lados e então vê a estranha inuyoukai, sentindo um arrepio diante do olhar dela, fazendo com que saísse correndo.-"Ssssshoumaru-sssssssama, esssssssspere por Jaken!"
Suiko sorriu quando os dois se afastaram. Um sorriso carregado de malícia e maldade.
—Ah como será fácil e divertido acabar com sua linhagem, Inutaisho. -e gargalhou.
