Capítulo 7:
Anna se desviava dos golpes sucessivos dos youkais gatos monstruosos que seguiam Youji, e tal estratégia a estava cansando. Desviava-se de um, logo outro aparecia para atacá-la. Acertava um golpe e precisava se proteger das garras de outro. Sua respiração estava ofegante diante do esforço e por pouco as garras de Youji atingiram sua garganta, mas arranharam seu rosto produzindo ferimentos na qual sangue escorria.
—Sangue delicioso! -Youji lambeu as garras que tinha um pouco do sangue de Anna e sorriu insano. -Quero mais.
—Como ousa tocar em minha mulher?
As palavras proferidas friamente, mas com certa irritação, chegaram aos ouvidos de todos momentos antes de um punho de força descomunal atingir o rosto de Youji e lançá-lo longe. Anna presenciou com um vislumbre de alívio e admiração a figura imponente de Sesshoumaru se colocar entre ela e seus agressores.
—Estou farto de vermes como vocês sujarem a terra de meus ancestrais com sua presença imunda! -replicou Sesshoumaru, olhando com verdadeiro desprezo para os youkais gatos.
Em seguida, ele os ignorou por completo aproximando-se de Anna e tocando levemente em seu rosto analisando a ferida.
—Você atrai problemas, Chibiko. Terei que sempre ficar ao seu lado para protegê-la?
—Eu... -ela o fitou sentindo o calor de seu toque. -Eu saro rápido. Não me chame de Chibiko!
—Ótimo. Detestaria que seu belo rosto fosse maculado por arranhões. -Anna corou e Sesshoumaru virou-se para cuidar dos youkais gatos. -Mas o ato deles, em tocá-la, merece um castigo. Jaken!
O pequeno youkai apareceu rapidamente, ainda ofegante pela corrida e se colocou ao lado de seu mestre.
—Ssssim, Sesssshoumaru-sssssssssssama!
—Proteja Anna. -caminhou calmamente até os youkais gatos após dar a ordem.
—Proteger a hannyo? -ele parecia surpreso.
—Com sua inútil vida. -completou o poderoso youkai.
—S-Ssssimmm! -respondeu rapidamente, e ficou a refletir. -"A única pessssssoa que meu ssssssssenhor tinha algum tipo de preocupassssão era pela moleca! Agora esta hannyo! O que essssssssssstá havendo com meu ssssssssenhor, afinal?"
Jaken fitou para Anna que mantinha o olhar fixo em seu mestre.
"—Ssssserá que...Não creio! Ele não essssscolheria uma mestisssa! Ainda maissss uma que tem ssssangue de gato nassss veiassss!"
A gargalhada de Youji tomou conta do lugar, fazendo Sesshoumaru erguer a sobrancelha levemente e imaginar que ele havia enlouquecido de alguma forma. Anna e Jaken também consideraram que a sanidade de Youji havia se esvaído de alguma forma.
—E acha que pode com todos nós juntos, cão? -Youji provocou mostrando suas garras e dentes. Os demais rosnaram ameaçadoramente para o Inuyoukai.
—Vocês são como animais raivosos. -Sesshoumaru ergue a mão com serenidade, juntando o dedo indicador e o médio. -Animais raivosos devem ser sacrificados.
Os youkais gatos que seguiam Youji se lançaram contra Sesshoumaru, com as grandes bocas cheias de dentes e salivando como loucos. Mas o Inuyoukai permanecia com a expressão inalterada, com gesto elegantes e precisos, moveu a mão e o braço. Um chicote de luz escarlate brotou de seus dedos, envolvendo os youkais gatos, cortando suas carnes e ossos, dilacerando seus corpos.
Nem um urro de dor tiveram tempo de proferir, e seus corpos caíram ao chão em pedaços. O sangue manchando a grama e pedras próximos. E nenhuma gota parecia ter ousado tocar em Sesshoumaru.
Em silêncio ele fitava Youji com desprezo. Este por outro lado parecia não acreditar no que havia presenciado e tremia de ódio, e talvez medo, diante de Sesshoumaru.
—Co-como?
—Achou mesmo que um verme inferior como você representava ameaça a mim? - Sesshoumaru parecia afirmar o que dizia ao invés de indagar Youji. -De algum modo você aumentou sua força física, mas é preciso muito mais que isso para derrotar Sesshoumaru.
—Maldito! -vociferou Youji.
Sesshoumaru desapareceu do campo de visão do youkai gato para aparecer diante dele com uma rapidez surpreendente. O poderoso youkai segurou firmemente o braço de Youji, firmando suas garras na carne.
—Foi esta mão que tocou o rosto de Anna. Sinto o cheiro dela em suas garras. -Sesshoumaru usando as suas próprias garras, da mão livre, cravou-as no braço de Youji que no instante seguinte urrava de dor pelo braço arrancado por Sesshoumaru. -Farei isso com qualquer um que tocá-la novamente.
Dizendo isso jogou o braço de lado, como se este o enojasse. Youji parecia querer conter a hemorragia com a outra mão, o rosto transtornado pela dor.
—Deixarei que viva com a humilhação de ter sido derrotado por Sesshoumaru. Saia das minhas terras! –a voz dele mostrava naquele instante uma raiva bestial por Youji. -Se eu sentir sua presença fétida em minhas terras novamente, irei caçá-lo e arrancarei todos os membros que ainda possuiu! Agora, saia da minha frente, verme!
—Vai se arrepender de não ter me matado, cão! -grunhiu.
Sesshoumaru o ignorou, como se a sua ameaça nada lhe representava, caminhando até Anna e Jaken.
—Ouviu Cachorro? Vai se arrepender de não ter me ma... urrghhh! -sua ameaça foi encerrada ao ver seu coração ser transpassado pela garra de Sesshoumaru, que havia retornado fazendo uso de sua velocidade e o fitava friamente.
O youkai gato nem sequer teve chance de ver o movimento de Sesshoumaru, tamanha a sua velocidade.
—Tem razão. Lembrou-me de que misericórdia com um inimigo fraco é um ato inútil. -disse-lhe, retirando a garra e com outro movimento rápido tirava o sangue de sua mão como se isto lhe causasse nojo. -E Sesshoumaru não conhece misericórdia. Morra de uma vez.
Virando as costas, deixou Youji tombar ao chão já sem vida.
Anna sentiu um leve tremor em seu corpo ao ver Sesshoumaru caminhar com altivez em sua direção. Ele havia derrotado a todos com tanta facilidade que era impossível não admirar sua força e poder e ao mesmo tempo, ela teve a constatação que ainda estava longe de ser tão forte, a ponto de lutar igual por igual com ele.
Sesshoumaru a fitou um instante, quando ia fazer menção de estender a mão para que ela levantasse, Anna já o tinha feito. A garota fazia questão de não demonstrar qualquer sinal de fraqueza diante dele, e no fundo isso orgulhava Sesshoumaru.
"—Bela, geniosa, forte, orgulhosa e tem coragem.", -refletia o Inuyoukai, fitando o rosto dela. Eram qualidades que descobria convivendo tão pouco tempo juntos e que admirava.
—Vamos embora. -ele ordenou por fim.
—Que? -Anna o questionou.
—Para casa. -caminhando lentamente.
—Aquela não é minha casa.
Sesshoumaru parou e virou um pouco o corpo para observá-la. "Teimosa", pensou. Uma qualidade que não apreciava, mas que naquela fêmea se tornava um atrativo a mais. Não estava acostumado a ser contrariado.
—Será. Quando se tornar minha consorte. -anunciou, voltando a caminhar.
Jaken ficou boquiaberto. Na verdade seu queixo literalmente alcançou o chão. Anna ficou imóvel, como se estivesse ouvindo errado.
—O que disse?
—CONSSSSSSSSSSSSORTE?!
—Por que o espanto? Eu decidi que a quero. E aparentemente para isso terei que torná-la minha esposa, o farei. -Anna abriu a boca para protestar. -Jaken, escolte-a de volta para meu castelo.
E voltou a caminhar, sem olhar para trás e ver a expressão estupefata de Anna... E Jaken em estado de choque.
Já se aproximavam do castelo do feudo quando Rin os avistaram e saiu correndo ao encontro dos youkais, com um enorme sorriso.
—Anna-chan voltou! -dizia a menina feliz em sua inocência. –Sesshoumaru sama!
—O que, Rin? -indagou o youkai, com frieza.
— Obrigada por ter trazido Anna-chan de volta! -respondeu Rin com alegria.
—Sesshoumaru! -Anna o chamou, com um tom de voz irritado, já dentro dos muros do castelo.
—Por que a irritação, Anna. Não lhe agrada ser minha esposa? -falou de maneira tão natural e calma que Anna teve que se concentrar para não socá-lo.
—Não é isso!
—Então o que?
—Não posso ser sua esposa!
—Não diga tolices. -ele virou-se para mandar os servos que o cercavam para atendê-lo se afastarem. -Nos completamos. -ela ia voltar a argumentar. -E você pode estar carregando meu filho.
—Nem toda mulher, youkai ou humana, fica grávida na primeira vez!
Parou de falar ao perceber que todos prestavam atenção a conversa, incluindo Rin com os olhos bem abertos.
—Você vai ter um bebê, Anna-chan? -perguntou com um sorriso.
—Não -respondeu imediatamente, corada.
—Mas, de onde vêm os bebês? -ela perguntou e Anna ficou lívida, Jaken ficou chocado. Anna olhou para Sesshoumaru que, pelo olhar, se divertia com o embaraço dela.
—Não vem bebê algum! -Anna por fim respondeu, alarmada. – Você é muito nova para perguntar uma coisa dessas! E aqui não é um lugar apropriado para conversarmos, Sesshoumaru!
—Tem razão. Saiam!-todos os criados e servos de Sesshoumaru saíram rapidamente.-Jaken, você e Rin também.
—Vamossss moleca. -Jaken puxava a menina pela manga do quimono.
Por fim, ficaram apenas Sesshoumaru e Anna, sozinhos no pátio principal.
—Não deseja ficar ao meu lado? Depois do que houve na cabana, achei que seria seu desejo.
—Não quero alimentar suas ilusões, Sesshoumaru.
—Ilusões? Isso é algo pertinente a fracos. -desdenhou. -Por que ficaria iludido?
—Acha que nossa união seria bem vista pelos seus familiares? Seu povo? E eu não tenho certeza de que quero ser sua esposa.
—É este o seu temor? Minha palavra é lei entre os meus. Se não aceitarem enfrentarão a mim. E por que hesita em aceitar? Sou um lorde, tenho terras bem protegidas, e riqueza para prover-lhe seus desejos. E pelo o que houve naquela cabana...-ele se aproximou tocando seu rosto. -Um excelente amante que soube satisfazê-la.
—É extremamente arrogante! Como pode afirmar isso?
—Você ronrona quando a toco ou beijo. E também quando dorme.
—Eu não ronrono! -defendeu-se, corada até a raiz dos cabelos.
—Ronrona sim...-os longos dedos deslizam pelo pescoço alvo dela. -Principalmente quando faço isso. -aspira o perfume de seus cabelos.
—Para com isso, Sesshoumaru...-ela ronrona.
—Em sete dias será minha esposa. -ele declarou, passando a língua em sua orelha e se afastando, com um sorriso vitorioso nos lábios.
Anna ficou estática, depois cerrou os punhos.
—ARROGANTE CONVENCIDO!
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Algum tempo depois, quando só restava naquele lugar os cadáveres dos youkais gatos, esperando pelas aves de rapinas para se banquetearem. Uma Inuyoukai, de belos traços, caminhava entre os corpos.
—Fracos... -sorriu e observou um inseto, parecido com uma vespa enorme aproximando-se. -Ele me espera? Quanta honra. -sarcástica.
A Inuyoukai segue o inseto por entre a mata, até uma planície encoberta por uma espécie de névoa incomum. Mas a mulher parecia enxergar através da névoa, seguindo o inseto. Logo, as névoas revelavam o que encobriam...um palácio.
Os portões abrem e não há ninguém para receber a youkai naquele lugar lúgubre. Na verdade, seus moradores há muito foram mortos pelo atual residente.
Com passos determinados, a bela youkai entrou no prédio principal até o local que pertenceria ao antigo senhor daquele castelo. Cortinas pesadas impediam que a mulher enxergasse quem estava do outro lado do aposento.
—Falhou...-dizia uma voz aparentemente cansada.
—Eu disse que seria um teste. Você, mais que ninguém sabe que eles não eram capazes de matar Sesshoumaru.
—Foram precipitados...não deveriam atacar antes da hora...preciso de um corpo novo... Suiko. -havia dor na voz.
—O que esperava de youkais inferiores? ela sorriu. -Ah, você sabe o que é ser inferior. Quando o encontrei era um simples fragmento de sua essência perdida no inferno. Quase sendo devorada por espíritos mundanos!
—Não abuse, Suiko! -um tentáculo saltou de dentro da cortina, enrolando-se no pescoço da youkai, que permanecia impassível. -Ainda posso matá-la com apenas um pensamento!
—Aí não terá seu precioso corpo. –Ela ri. –Não seja ingrato, se pode fazer isso agora é porque te dei um corpo provisório onde colocou sua alma suja!
—Maldita... Maldita hora que conheci criatura igual a você. -a criatura geme, como se sentisse fatiga e dor.
—Sou a melhor coisa que conheceu, meu querido.
—Malditos Inuyasha e a garota humana...Sesshoumaru...culpa deles eu estar assim...
–Parece que nosso ódio pelos Inuyoukai é o que nos mantêm vivos. –ela riu. –Afinal, você não é o ser que foi antes. É apenas o ódio dele que ainda vive e resiste... O ódio que sente pelo chamado Inuyasha é que ainda mantem sua parca existência.
A Inuyoukai ri, abrindo a cortina e olhando a coisa disforme diante dela.
—Inutaisho me tirou aquilo que eu mais prezava, seus filhos o reduziram ao que você é agora. -disse a mulher. -Em breve, iremos ter tudo o que queremos!
"—Ria mulher", a figura se dizia em pensamento, "em breve, o único vitorioso serei eu...Naraku."
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Uma semana depois...
Sesshoumaru a beijou no pescoço, como fazia todos os dias, desde que aquele dia na cabana. Ele a cortejava sem tréguas, e não hesitava em acariciá-la. Mas não compartilhavam do mesmo leito há dias, como se ele apenas esperasse que se tornassem marido e mulher para voltar a tê-la novamente por inteira.
Anna ronronou com suavidade e este som o deixou mais excitado ainda.
Um ruído próximo o fez se afastar de Anna. Era Tomishiro que parecia constrangido, e por não dizer satisfeito, ao ver seu mestre e Anna juntos.
—Diga o que houve. -ordena o youkai.
—Senhor...temos visitantes.
—É o monge que ordenei que viesse ao castelo celebrar minhas núpcias?
—Não...-ele baixa o olhar. -Trata-se de Muneyoshi-sama.
O semblante de Sesshoumaru ficou sombrio e ele tratou de ir até o visitante.
—Quem? -indagou Anna ao idoso.
—O primo de primeiro grau de Sesshoumaru-sama. -respondeu. -É nítido que nunca se suportaram. Muneyoshi sempre quis o título de líder do clã dos Inuyoukais. E as constantes viagens do meu mestre sempre foi principal argumento dele para fazer os demais membros do clã indagarem se Sesshoumaru-sama liga para o nosso futuro.
—E ele veio fazer o que aqui?
—Certamente já sabe sobre você.
Anna seguiu Sesshoumaru, e o viu próximo a uma comitiva. Um youkai, parecido com Sesshoumaru saiu de uma liteira. Eram parecidos, o que mostrava o parentesco entre eles, mas tinha ombros fortes e traços um tanto mais brutalizados que os de Sesshoumaru. Os longos cabelos prateados eram presos por um rabo de cavalo alto. Com um gesto, ele estende a mão para alguém da liteira, e uma bela youkai sai dela.
Ela era alta e esguia, pele alva e tinha um sorriso misterioso nos lábios. Pela maneira que Sesshoumaru olhou pra a jovem, percebeu-se que ele a conhecia.
—Muneyoshi...o que o trás as minhas terras?-foi logo indagando. -E quem é ela?
—Esta é minha esposa Suiko, primo. -apresentou-a rapidamente. -Vim, porque meus emissários me falaram de seu... casamento.
Sesshoumaru fitou a youkai. Era a mesma que vira na mata há uma semana atrás. Estranhou que era pudesse ser a consorte de seu primo.
—Emissários? Humm...quer dizer, espiões primo. -sorriu com desdém.
—Aquela é ela? -Muneyoshi apontou com o olhar para a Anna. -Sesshoumaru, enlouqueceu? Quer se casar com uma...youkai gato? -disse as últimas palavras com visível nojo.
—Modere suas palavras, primo. Ou terei que arrancar sua língua. -o Inuyoukai respondeu com frieza, franzindo levemente o cenho.
—Você deve se casar com um dos nossos, para não colocar nossa linhagem em risco! -Muneyoshi se mostrava irritado. -Já não basta seu pai ter manchado o nome de nosso clã colocando no mundo um hannyo bastardo, agora quer misturar nosso sangue com o dela?
Anna cerrou os punhos, a garra machucava sua mão e ela se controlava para não avançar e rasgar a garganta daquele insuportável. E a mulher dele não parava de encarar Sesshoumaru sensualmente, o que fez Anna experimentar um novo sentimento...ciúmes mortal.
—Não tem nada a dizer, minha dama? -Sesshoumaru perguntou a Anna de repente, com calma.
Anna se aproximou de Sesshoumaru, ficando ao lado dele e sorriu friamente para Muneyoshi.
—Não, meu lorde.
— Acha que todos irão apoiar este matrimônio sem cabimento? Ela não é nem sequer uma dama que mereça ser amante de um lorde!
—Eu sou filha de lorde Yamashura. Senhor das terras além do Vale. -respondeu Anna com uma certa irritação.
—De um perdedor. -sorriu Muneyoshi, que teve seu sorriso arrancado dos lábios quando Anna avançou sobre ele, mas sendo detida por Sesshoumaru com apenas um braço.
—Meu marido! -disse a misteriosa Suiko. -Por favor...
Muneyoshi olhou para a esposa e em seguida faz uma reverência a Sesshoumaru.
—Perdoe meus modos.
—Deveria pedir perdão a minha noiva, Muneyoshi. Em breve será sua senhora. -respondeu Sesshoumaru. -Não a queira como inimiga...ou a mim.
—Novamente peço perdão por meus excessos...meu Lorde.
—Tomishiro, leve-os para o quarto de hóspedes. -ordenou Sesshoumaru ao servo.
Tanto Muneyoshi quanto Suiko acompanharam o servo, mas não antes de lançarem sobre Anna olhares hostis e frios, percebidos por todos.
—Todos em sua família irão me hostilizar assim.
—Não. Sei que há aqueles que me são fiéis e apoiarão minhas decisões, sejam elas quais forem. E isso a aborrece?
—Se não se importar que eu arranhe alguns rostos atrevidos! -se referindo a Suiko.
—Não me importo, se isso lhe fizer bem. Amanhã pela manhã, outros chegarão. Está preparada?
—Sim. -e se retirou quando viu Rin chegando e chamando-a para andar pelos jardins.
Nisso Jaken se aproximou.
—Jaken...quero que fique sempre ao lado delas. Não deixe que ninguém ouse levantar a mão para elas, se o fizerem...
—Sessssshoumaru-ssssama acredita que alguém ousaria tanto em ssssseu casssstelo?
—Não sentiu?
—O que? -confuso.
—Um cheiro pútrido... familiar... -estreitou o olhar, sentia algo errado.
