Capítulo 11:
—Inuyasha! Espera! -chamava Miroku se apressando para tentar acompanhar os passos do amigo e de seu irmão.
Inuyasha ignorava o monge, queria explicações. Não que se importasse com Sesshoumaru, mas queria saber o que ele queria dizer com "esposa e filho". E além do mais, se Naraku estivesse envolvido, como aparentava estar, queria ter certeza de que desta vez eliminaria o monstro da face da Terra.
—Sesshoumaru! -Inuyasha dá um salto ficando na frente do irmão, que nos últimos quilômetros fazia questão de ignorá-lo. -Você não conseguir enfrentar Naraku assim. Fique aqui e não me atrapalhe quando...
A expressão de dor e preocupação no olhar de Sesshoumaru fez Inuyasha se calar. Nunca antes ele havia visto seu irmão mais velho daquela maneira, e isso o deixou sem ação.
—Saia da frente, Inuyasha. Isso não é assunto seu! -disse o Inuyoukai com a voz fria, passando por ele. -E vou...
Ele cambaleia, se apoiando numa árvore por um instante mas voltando a caminhar determinado ao seu destino. Ele sentia que estava perto. O ar estava carregado pela energia maligna de Naraku, o miasma estava no ar matando os pequenos animais, mantendo outros afastados e a vegetação ao redor estava definhando devagar.
Assim como ele, pelo veneno em seu corpo. Se iria morrer, levaria Naraku consigo. Não permitiria que ele continuasse a viver no mesmo mundo que seu filho...que sua Anna.
—Anna...
—Sesshoumaru... você tem mais alguém para proteger?
Ele parou de repente. Parecia que havia escutado a voz de seu pai. Por que lembrava do pai naquele instante, e da última conversa que tiveram antes da sua morte?
—Alguém para proteger...
Rostos conhecidos vieram a mente. Seus servos, Rin, até mesmo o inútil do Jaken... todos que de um modo ou outro foram protegidos por seu poder e força. E por fim, o rosto de Anna.
—Eu tenho pessoas para proteger... Pai. -sorriu de lado. -Deve estar dando gargalhadas no outro mundo agora, não é pai? Agora eu entendo, o que sentiu naquela noite quando... –iria falar da noite que seu pai morreu salvando a vida de sua amada humana e do filho que ela lhe dera, mas limitou-se a dar um sorriso de lado.
Então, notou a presença de Inuyasha andando no mesmo ritmo que ele, fazendo-o estreitar o olhar.
—Falando sozinho?
—Cale-se, Inuyasha. Eu já o avisei para não interferir.
—Não estou aqui para te ajudar, ou salvar essa Anna que você acabou de dizer o nome. -disse o hannyo com uma expressão contrafeita, tentando disfarçar suas reais intenções. -Só quero me certificar de que o maldito Naraku realmente permaneça morto dessa vez!
—Faça o que quiser. -respondeu o outro. -Só não tente me atrapalhar ou terei que matá-lo.
—Feh! Do jeito que você está não conseguiria me causar cócegas!
—Fracote!
—Idiota!
Miroku acompanhava a discussão com um sorriso discreto no rosto. Aquela cena foi o mais próximo que ele testemunhou de cumplicidade fraternal entre os dois youkais diante dele.
—Casou, então? –Inuyasha perguntou.
—Sim.
—Lamento por ela.
—Hunf!
—Olha o castelo de Naraku a frente. -avisa Inuyasha colocando a Tessaiga em seu ombro.
Sesshoumaru estreitou o olhar, colocando a mão sobre o cabo da espada em sua cintura.
—Bom.
A ira de Sesshoumaru aumentava a cada passo que davam, porém, em seu coração também crescia o temor de que houvessem ferido Anna.
—Naraku pagará por cada arranhão que tenha feito em minha esposa. E desta vez não haverá trégua, tolerância nem complacência!
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—Antes de ter meu novo corpo, preciso me vingar.
Naraku dizia em voz alta, mas parecia falar consigo mesmo e não com Anna que observava com atenção o seu captor. Ele parecia mais enfraquecido, ansioso, desesperado. Melhor, parecia distraído como se não a considerasse uma ameaça ou digna de vigilância.
Ela olha para a porta que a levaria para fora. Ela era rápida, poderia correr para fora e acreditava que o castelo não era muito diferente daquele que foi seu lar quando criança. Sabia como chegar ao pátio principal e em seguida para o portão.
Reparou que não haviam pessoas vivas ali, então não haveria quem a impedisse. Ergueu o corpo, se preparando para correr, sem tirar os olhos de Naraku. Então, ele parecia distrair-se com um de seus insetos que acabara de chegar, e parecia lhe contar algo.
Era a sua chance.
Deu um salto e correu para a porta, mas um enorme e disforme tentáculo surgiu a sua frente, atingindo-a com força. Anna conseguiu girar o corpo no ar, caindo sobre os pés evitando uma queda mais feia, mas soltou um gemido de dor ao perceber que o golpe foi mais duro do que previa.
—Cuidado...não me faça prejudicar meu futuro corpo. -ele avisou, dando uma risada em seguida.
Anna colocou a mão sobre o ventre, mostrando as garras e as presas, olhando com fúria para Naraku. Lutando contra o impulso de levantar e acertar um golpe naquele ser desprezível. Mas ela sabia que arriscaria a vida se o fizesse.
—Nunca irá tocar em meu filho, maldito!
—Pena que Suiko não esteja aqui para apreciar isso... - Naraku comentou. - Ela foi derrotada e logo Sesshoumaru estará aqui, e com o maldito do Inuyasha junto!
—E logo será você.
A gargalhada de Naraku foi a única resposta que obteve. Anna voltou a sentar-se em um canto, o mais longe possível de seu raptor, pedindo que Sesshoumaru chegasse logo.
—O que está pensando? Que será salva por seu lorde galante? Ah, logo o veneno que preparei para Sesshoumaru o consumirá! Ele já está quase morto mesmo! -o olhar de Anna fez Naraku rir mais. -Oh! Esqueci de mencionar isso antes?
—Não...
Um dos insetos passou por uma das janelas parando próximo ao seu mestre que sorriu:
—Eles chegaram.
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Em frente à entrada principal, três homens se posicionam para entrar. Sesshoumaru dá o primeiro passo empurrando o enorme portão de madeira que abre facilmente com o seu toque. Os três se deparam com um enorme pátio vazio, e um pressentimento de que o perigo os ronda.
—A atmosfera desse lugar é terrível! -comenta Miroku levando a manga do quimono a face tentando afastar o odor podre do ar.
—Sinto o cheiro do maldito, mas parece diferente e vir de todo lugar! -comenta Inuyasha respirando fundo. -Sinto outro cheiro...flores.
—Anna! -Sesshoumaru diz o nome da amada e corre na direção do aroma que sabia ser dela.
—Hey! Aquele idiota! -resmunga Inuyasha.
— Ela deve ser uma pessoa muito especial para que ele aja assim, Inuyasha.
—Ou doida para aceitar casar com ele.
—Confesse que está doido para conhecer sua cunhada!
—Eu não estou! -virando o rosto contrariado, mas logo o seu rosto altera-se ao perceber algo por sob a terra. -O que é isso?
E do solo brotam enormes tentáculos que se contorcem pelo chão, pelo ar, investindo seus enormes pesos sobre o hannyo e o monge, que por pouco são atingidos, se não tivessem saltado para desviar-se.
–Um monstro? -pergunta Miroku usando seu cajado para impedir de ser esmagado por um tentáculo.
–Não! -Inuyasha se utiliza da espada para cortar um dos tentáculos. –Isso é o Naraku!
E vários tentáculos investem contra os dois, impedindo qualquer tentativa de fuga.
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Ignorando os sons da luta do lado de fora, bem como o destino do irmão ou do humano que o acompanhava, Sesshoumaru avançava pelos corredores do castelo até chegar ao aposento principal aonde estava seu pior inimigo. Seu olhar encontra Anna encolhida em um canto defensivamente.
—Liberte minha esposa, criatura!
Uma risadinha sarcástica foi a resposta ao poderoso Youkai, um tentáculo se mexe golpeando o chão bem próxima a ela.
—Não pretendo libertar a hannyo, pois ainda preciso dela.
—Você...-Sesshoumaru retira a Bakusaiga da bainha, nesse momento ele sente seu corpo com febre e a fronte úmida. –Agora percebo... Inuyasha está certo. Seu fedor está diferente.
—Não está se sentindo bem, Sesshoumaru? –"Naraku" pergunta e depois gargalha. -Cada esforço seu o aproxima da morte, meu caro. Ainda assim, vem me enfrentar.
– Estou preparado para morrer. Mas não morrerei antes de lhe dar o fim que merece. –ele o fita. -Você é mesmo Naraku?
Anna olhou para o marido chocada e aterrorizada ao notar que as palavras do monstro eram verdadeiras. Algo estava matando Sesshoumaru, e cada gesto dele parecia que lhe cobravam um grande esforço.
—Naraku morreu. –dizia a criatura. –Mas seu também sou Naraku.
—É tão insano quanto sua aliada.
—Sou o Ódio encarnado de Naraku por você e acima de tudo, por Inuyasha! Eu recusei morrer! –tentáculos vinham de todos os lados, devagar, cercando Sesshoumaru. –Suiko sentiu minha presença e me buscou no inferno. Juntos juramos nos vingar de sua raça maldita! E logo terei um corpo para continuar de onde meu antigo eu parou.
—Sesshoumaru... –Anna percebeu que o marido parecia cada vez mais enfraquecido.
—Anna... Há quanto tempo espera nosso filho?
—u... Alguns dias... Acho que engravidei logo depois de casarmos. - ela não queria que ele soubesse assim, não naquele lugar, odiava ter de revelar as coisas dessa maneira. -Sua mãe havia percebido antes...
—Deixe-a ir, covarde. E eu lhe darei a satisfação de lutarmos sem restrições.
—Acho que não entendeu... essa casca está morrendo, não é forte para abrigar minha essência. Não posso deixar que ela parta Sesshoumaru. Afinal...-um tentáculo toca o rosto de Anna que vira o rosto com repúdio. Em seguida o tentáculo toca o ventre dela, o gesto fez Sesshoumaru mostrar as presas de indignação. -Ela carrega o meu futuro corpo.
Mal proferira estas palavras, "Naraku" teve que se afastar rapidamente para evitar que a lâmina de sua espada o atingisse e provavelmente o cortasse em dois.
—Maldito! -a expressão no rosto do youkai era de fúria. Por um instante, "Naraku" sentiu medo.
Então, ele atacou de repente, com toda a força e a rapidez que sua natureza bestial lhe proporcionava, mas Sesshoumaru conseguiu desviar-se do golpe com certa facilidade retalhando os tentáculos com sua espada. Em seguida vários tentáculos do corpo disforme o envolveram. O vilão sorri. Mas seu sorriso desaparece ao ver os tentáculos serem despedaçados pela garra da mão de Sesshoumaru que o fitava com os olhos perigosamente rubros.
—Morra de uma vez maldito Sesshoumaru!
Tentáculos surgiam de todos os lados, destruindo o piso do salão. Por instinto Sesshoumaru saltou até Anna pegando-a com seu braço e levando-a consigo para evitar que fosse ferida pelo ataque de "Naraku".
—Me deixe! -ela grita. -Não pode lutar assim!
Mas Sesshoumaru não a respondeu. Estava ocupado em se desviar dos inúmeros ataques de seu inimigo e preocupado em protegê-la e ao seu filho. Então, o telhado cede para o espanto da criatura que vê a inoportuna aparição de Inuyasha com a espada em riste:
—MORRA!- e Inuyasha desfere o golpe contra seu inimigo, atingindo-o diretamente.
Uma nuvem de poeira causada pela explosão e pelos escombros pelo golpe que destruíra a metade do castelo, tomou conta do lugar, enquanto o hannyo olhava fixamente para o ponto aonde antes estava seu inimigo. Por fim, Inuyasha sorriu de lado, apoiando a espada em seu ombro.
Nem tivera tempo de dizer algo, um tentáculo irrompeu pela fumaça atingindo-o com força e jogando-o através da parede.
—Patético. -dizia Sesshoumaru para o irmão, afastando Anna e caminhando até "Naraku".
O ferimento causado pelo golpe de Inuyasha havia arrancado metade de seu tronco fora. Com horror Anna o viu, os órgãos ainda pulsando apesar do golpe recebido, teimando em se dar por vencido.
—Meu novo corpo...eu o terei...-balbuciava, fixando o olhar insanamente sobre Anna.
—Jamais chegará perto de minha família novamente. -avisou Sesshoumaru, carregando sua espada com sua energia.
Ele desfere um único golpe com a Bakusaiga, a explosão de energia atinge o demônio nascido do ódio de Naraku, que nem sequer teve tempo de proferir qualquer grito ou maldição. O golpe havia selado seu destino finalmente, reduzindo sua existência a nada.
Sesshoumaru no entanto, estava satisfeito por ter dado o golpe final em naquela criatura, mas já não conseguia se manter em pé e caiu ao chão. No silêncio que se seguiu, após o golpe final, enquanto Sesshoumaru lutava para manter o tronco erguido. A febre causada pelo veneno lhe minaram as forças, e então, cerrou os olhos caindo na escuridão.
—Sesshoumaru! -Anna gritou seu nome e correu ao seu lado.
Nesse momento, Inuyasha surgira refeito do golpe que recebera, bem como Miroku que atravessava os escombros a tempo de ver Anna apoiar a cabeça de Sesshoumaru em seu colo e chorar copiosamente sobre seu corpo.
—Não...
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Quanto tempo se passou desde que estava imerso em trevas, ele não sabe. Mas sentia o toque macio dos dedos dela em seu rosto quando molhava sua testa para fazer a febre ceder, bem como ouvia bem distante sua voz chamando-o insistentemente para que não desistisse.
Então, depois de muito lutar com as sombras que queriam que sua consciência permanecesse ali, Sesshoumaru abriu os olhos deparando-se com os de Anna, úmidos e vermelhos por causa das lágrimas dos dias e noites sem dormir direito, cuidando dele.
—Voltou para mim...-ela tocou sua face, sorrindo finalmente.
Sesshoumaru ergueu o corpo para sentar-se no futton, apesar dos protestos de sua esposa, e então notou que estava em seu castelo.
—Como me trouxe aqui?
—Seu irmão o trouxe. -respondeu Anna e segurou o riso quando viu o rosto de seu marido demonstrar insatisfação em saber que devia algo a Inuyasha. -Ele ainda está aqui...
–—E quem permitiu que aquele idiota ficasse aqui? -tentando se levantar mas foi impedido por Anna.
—Eu. -respondeu a hannyo colocando as mãos na cintura. -Ele é da família ou não é?
—Hunf!
—Não fique furioso com sua esposa, menino. -a voz suave da Grande Matriarca chamou a sua atenção. Ela estava em entrando naquele momento no aposento. -Ela cuidou de meu teimoso filho nos últimos sete dias esperando que não morresse. Também não gosto da presença daquele... rapaz nessa casa, mas devo reconhecer que ele ajudou a salvar a vida de meu filho teimoso.
Ela aproximou-se dele, ajoelhando ao seu lado.
—Para a sua sorte, seu inimigo não calculou que não existe veneno que possa nos fazer mal. Vejo que está bem.
—Sua mãe salvou sua vida, trazendo o remédio certo para eliminar o veneno de seu corpo. –Anna disse sorrindo.
—Não pedi que não contasse a ele sobre isso?
—Desculpe... –ela continuava a sorrir.
—Estou recuperado. -ele fitou a esposa, segurando sua mão. - Você está bem, querida?
—Bem e feliz ao vê-lo recuperado!
—Não pode imaginar como eu estou feliz por saber que está grávida. -inclinou-se, murmurando ao ouvido de Anna.
—Também estou tão feliz! Queria lhe dar a notícia numa ocasião especial, mas...
—O importante é que tudo terminou e você está a salvo e livre de inimigos. -disse a Matriarca se levantando. -Retornarei para meu lar, mas antes...-olhou por sobre o ombro sorrindo. -Creio que deva torná-la oficialmente uma senhora de nosso clã meu filho. Direi àquele... rapaz que espera em seus jardins, que não irá morrer mais.
—O que? -Anna lembrou-se da conversa que tivera com a sogra dias atrás.
Ficaram sozinhos, e Anna sentiu que ele apertava mais ainda a sua mão.
"—A hora finalmente chegou!", pensou o senhor de do Oeste. Era imprescindível que ele revelasse a Anna sobre a União de Sangue e seu desejo de torná-la sua eterna companheira. Havia o risco de ela recusar se submeter à mordida.
– Vou agora fazer-lhe um pedido, meu amor.
Anna sentiu o coração acelerar ao ouvir aquilo.
—Ainda está se recuperando do veneno, Sesshoumaru.
—Tolice! Meu corpo está bem! Posso te mostra o quanto. –sorriu malicioso. –Mas preciso te falar sobre uma coisa.
—Quer me contar sobre a União de Sangue, Sesshoumaru?
—Sim! - ele se mostrou surpreso. - Quem lhe falou a respeito?
—Sua mãe. Ela notou que eu ainda não tinha a marca.
—Isso toma as coisas mais fáceis para mim, então. Ela também contou como acontece?
—Bem... ao fazer amor, você morderá meu pescoço e provará um pouco de sangue.
Anna falava em tom calmo, demonstrando que encarava a situação com naturalidade; tal atitude deu coragem a Sesshoumaru.
—Você não se importa que eu o faça?
—Já tive oportunidade de refletir e tomar uma decisão a respeito. Você necessita da mordida para se sentir definitivamente unido a mim, não é?
—Sim, minha querida. Não posso explicar a razão desta necessidade, mas o fato é que a sinto.
—Só acontecerá uma única vez?
—Apenas uma vez, e depois nunca mais. Não se preocupe, eu não a machucarei, e nem à criança que você tem no ventre. Depois de tudo que aconteceu, esta noite é a ocasião ideal para consumar nossa união. Antes, porém, quero deixá-la louca de desejo.
—Mas... Você mal se recuperou!
—Eu a desejo, agora! E vou te provar que estou muito bem...
Anna sorriu, e então Sesshoumaru a puxou para que se deitasse ao seu lado, beijando com suavidade sua face, os lábios, abrindo seu quimono para provar seus seios e o ventre, fazendo a pele de Anna arrepiar. Pouco depois, Sesshoumaru terminou de despi-La, e então seus corpos nus se tocaram, iniciando um delírio de abraços, carícias e beijos.
Sesshoumaru a penetrou, aumentando mais a entrega e o prazer que se proporcionavam um ao outro. Ao atingirem o clímax, Anna sentiu uma pontada fugaz no pescoço, mas que, para sua grande surpresa, intensificou ainda mais suas sensações, levando-a a um orgasmo muito mais prolongado, que a fez tremer de prazer. Após tudo terminar, ela ainda precisou de algum tempo para conseguir voltar totalmente a si; e quando abriu os olhos, Sesshoumaru a mirava com um sorriso.
—Minha pequena Chibiko...
—Eu o amo - Anna falava agora de maneira calma, e na mais completa lucidez. - Mas não necessita me dizer o mesmo, pois sei que é diferente para os homens.
—Por que pensa assim? Eu também a amo, e serei seu para sempre.
Sem se conter, Sesshoumaru a abraçou e tornou a beijá-la, tranquilo e confiante, pois agora nenhum segredo existia entre eles, e com a alma inebriada pelo amor por sua esposa.
—Eu te amo, Sesshoumaru-sama...
—Também te amo, Anna hime...
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Alguns meses depois...
O som familiar o fez acordar sorrindo, mas Anna ainda dormia quieta a seu lado. Franzindo a sobrancelha, Sesshoumaru concluiu que o ruído provinha do berço defronte à janela. Levantando-se devagar, ele se aproximou do berço o suficiente para fitar os pequenos gêmeos.
—Já é hora de amamentá-los? - perguntou Anna, sonolenta.
—Ainda não - disse em voz baixa.
Anna também levantou e se juntou ao marido para fitar os filhos no berço.
—Estão ronronando! - Sesshoumaru sorriu, colocou o braço sobre o ombro de Anna e a fez repousar a cabeça contra seu peito.
—É a herança de minha família.
Sesshoumaru observava-os com indisfarçável orgulho. A pequena Aika e seus cabelos prateados, herança de sua família. E o robusto Kazuhiko, muito parecido com a mãe, que dormia tranquilamente. Filhos de duas raças tão distintas, os primeiros de uma nova geração que o mundo um dia iria conhecer.
—Mas daqui a pouco vão parar de ronronar e gritar de fome! - Anna ergueu o rosto e fitou o marido, sorrindo.
—Dessa vez terão de esperar o pai saciar a fome de fazer amor com a mãe... - ele a beijou nos lábios com ternura.
—Sou toda sua, meu amor! - Anna colou seus lábios aos dele, e já começava a produzir aquele som na garganta que sempre o excitava.
"—Ainda deve estar rindo aonde quer que esteja, pai". - pensou Sesshoumaru enquanto a tomava nos braços e carregava para o leito. –"—Tenho aqueles a quem proteger... e nunca imaginei que fosse gostar tanto de gatos."
Fim...
