Meninas, muito obrigada pelos reviews, li todos e gostei muito, fico muito feliz que estejam gostando da fic agora editada neh... bom eu vou fazer os agradecimentos pessoais.
Dora Russel, primeiramente muito obrigada pelo review. Apaixonada pela história, que bom, é assim mesmo que quero que se sinta, quero que tenha aquele gostinho de quero mais. Eu tb gosto muito do Dumby, ele sim é um bom velhinho. Não fiqque tão anciosa, aqui esta mais um capitulo... aproveite... bjus
Tehru... minha querida tehru, sabe que amo ler os seus reviews neh, sabe muito bem disso... assim como adoro ler suas fics...não precisa me agradecer, sabe tão bem quanto eu que fazemos isso para as leitoras e não para nós mesmas...e acalme-se já vou postar o novo capitulo...
Deh Isaccs, menina vc não tem noção da raiva que Harry vai sentir do Snape, mas ele vai sentir raiva quase o tempo todo, vc vai ver. Obrigada pelo review.
Bjus meninas espero que gostem do novo capítulo...
8
Mais descobertas
Era incrível como as palavras algumas vezes não conseguem sair quando se deseja falar, principalmente quando se quer gritar assim como Harry desejava desesperadamente.
Gritar ao mundo quem fora o verdadeiro assassino de seus pais.
- Foi ele!
Por culpa dele Harry jamais sentira como era o carinho de uma mãe, uma mãe verdadeira, aquela que te amamentou, aquela que te trouxe ao mundo, aquela que morreu por ele. Jamais sentiu, jamais irá sentir. Era impossível para ele olhar nos olhos verdes esmeraldas de Líllian Evans e dizer que a amava. Nunca iria poder jogar quadribol com seu pai e pedir conselhos sobre os amores. Nunca. Eles estavam mortos e por culpa dele.
- Não, não, não, não, não. Não pode ser!
A pequena compaixão que foi crescendo aos poucos dentro do peito de Harry desde que começara a ler o diário do mestre de poções acabou-se em apenas um segundo.
Como pudera ter pena dele? Como pôde sentir-se mal por ler as palavras de sofrimento da pessoa que matou seus pais? Como?
- Harry?
A voz que lhe chamava era clara e conhecida, mas o cérebro de Harry só conseguia processar um nome em sua mente.
Snape.
O causador de suas lágrimas, o causador de sua desgraça e solidão.
- Harry o que está fazendo?
As mãos macias e delicadas postaram-se em cima das suas que sem perceber estavam roxas de tanto apertar o diário agora amassado.
- Eu quero matá-lo.
Logo após dizer isso Harry percebeu que não era mentira, ele queria sair dali, correr pelos corredores gelados e vazios, descer para as masmorras e derrubar a porta de madeira da sala de Snape para enfim colocar suas mãos envolta do pescoço do professor e apertá-lo até que visse que qualquer brilho em seus olhos negros haviam ido embora junto com sua alma.
Hermione que estava sem sono pegou um livro em seu quarto e desceu até a sala comunal esperando estar finalmente livre das brincadeiras dos gêmeos e poder estudar em paz. Mas a sala não estava vazia, havia alguém nela, alguém chorando encolhido no sofá, alguém com os cabelos revoltos.
Harry forçava seus olhos deixando-os fechados enquanto suas lágrimas caiam em seu colo, suas mãos apertavam com tanta força o pequeno diário que era possível ver o sangue preso.
Parecia impossível ele escutar, por mais que chamasse diversas vezes e Hermione sentiu que aquilo não era simplesmente um ataque de estresse que ultimamente o amigo vinha tendo. Aquilo era mais, era algo que o atingiu no fundo da alma, que o despedaçou.
- Harry? – Hermione ajoelhou-se em frente ao amigo e acariciou o seu rosto. – O que houve?
O menino nada respondeu. Hermione segurou seu rosto com força, o obrigando a olhar em seus olhos.
- Harry fala comigo, me conta o que você tem, desabafa ou tenta pelo menos. Se você não se sentir bem você pode parar de falar, mas não me deixa sem uma resposta.
- Eu sei quem causou a morte dos meus pais.
- Todos sabem que você-sabe-quem assassinou seus pais.
- Não! Não foi Voldemort, foi Snape.
- Como assim Snape?
- Aquele maldito morcego sem coração falou algo para Voldemort que o levou direto aos meus pais. Ele os matou Hermione, ele é o culpado e ainda disse que amava minha mãe. – O menino levantou tão rápido que Hermione precisou se apoiar para não cair sentada no chão.
- Espera um pouquinho. – Disse a amiga levantando-se. – Primeiro se acalma ou você terá um treco. Agora me diz que história é essa do Snape ter matado seus pais e amado sua mãe? De onde você tirou isso?
- Daqui! – Harry pegou o diário e colocou nas mãos da amiga.
- O que é isso?
- Isso é o diário do Snape.
- O QUE? – Hermione não acreditava no que tinha acabado de ouvir, se fosse verdade o amigo estaria em grandes apuros. – O diário do Snape? Harry, você roubou o diário da sala do professor? Sabe o que isso pode causar?
- Eu não peguei nada, eu nem sei como esse livro veio parar na minha mão, eu estava na biblioteca e depois fui para o lago e estava com ele na mão.
- Harry um livro não aparece assim do nada na nossa mão, até no caso da Gina alguém teve que colocar o diário no caldeirão dela.
- Hei! Hoje eu trombei com o Snape ao sair da biblioteca, nossas coisas caíram, eu nem vi direito, só peguei o livro e sai, eu devo ter trocado os diários, pois eles são iguais... Ai meu Mérlin!
- O que foi? Por que você está fazendo esta cara?
- Se eu estou com o diário dele, ele está com o meu. Ele pode ter lido tudo, ele vai saber toda a minha vida e o que é pior, com as minhas palavras.
- Olha, até agora ele não falou nada, não brigou, nem fez nada, então de repente ele nem sabe da troca. Porque eu acho que se ele soubesse com certeza você já estaria na ala hospitalar. Ele nunca permitiria que você ou qualquer outra pessoa lesse seu diário particular. Mas ele perceberá logo, então você terá que devolvê-lo amanhã, quer dizer hoje afinal já são três horas da madrugada.
- Tá, mas como vou fazer isso? Se eu de repente aparecer na sala dele e dizer "Professor vim devolver o seu diário" nem irei saber o nome do feitiço que me atingiu. E ele com certeza deve guardar o diário nos aposentos e não na sala de aula.
- Deixa eu pensar. – Hermione revisou mentalmente os livros que havia estudado na escola e os que leu por diversão. – Acho que sei o que você pode fazer, mas será difícil e teremos que torcer para dar certo.
A amiga contou todo o plano para o menino que ouviu atentamente.
- Certo, se fizermos direito acho que conseguiremos, só espero que ele não tenha lido o meu.
- Acho que não, mas é melhor irmos dormir, afinal ninguém é de ferro. Vamos.
Os amigos nunca imaginariam que vários andares abaixo o professor de cabelos negros folheava e lia atentamente o diário que não lhe pertencia.
Snape não precisava ler o diário para saber a vida de Harry, já viu tudo na mente do garoto. Sabia tudo que já sofreu e tudo que sentia, o quanto teve que agüentar os abusos do tio e do primo e seus amigos.
De repente nada do que estava acostumado a sentir parecia real. Todo o rancor com o menino pela sua petulância e impertinência caia por terra enquanto lia as letras miúdas e feias escrita por uma criança negligenciada. Letras que ficaram mais legíveis conforme o tempo passava, mas que carregava a mesma carga de desespero e medo.
Snape tentava compreender o que era o incomodo que sentia dentro de si. Odiava ficar em dúvida com qualquer coisa, quanto mais com seus próprios sentimentos e naquele momento não sabia ao certo o que sentia pelo menino. Sempre o odiou ou pelo menos tentou trazer o ódio que sentia por James Potter para a criança de olhos verdes. Sentia uma punhalada no coração cada vez que era obrigado a olhar aqueles olhos verdes que lembrava tanto a sua eterna donzela no corpo cuspido de seu maior inimigo.
Nunca aceitou que sua amada o tivesse trocado pelo seu pior rival e agora era obrigado a dar aulas para o filho que era igual à Potter exceto pelos olhos, verdes e grandes iguais os da mãe.
Agora sentia que seu coração amolecia ao decorrer das aulas de Oclumência. Aos poucos acabou se identificando com a história do menino, sabia que assim como sua própria infância a dele fora muito perturbadora e que não havia tido o amor dos pais que morreram por culpa sua. Sentia-se culpado, afinal o menino só sofrera tudo isso por sua culpa, por seu erro.
Tinha plena consciência de todo mal que causou à vida de Potter. Descontava toda a raiva que sentia de James no pobre menino, sem nem ao menos parar para tentar conhecê-lo.
É verdade que Potter tem suas características marcantes e irritantes, mas é verdade também que tem um caráter muito melhor que seu pai. Potter nunca concordou com as brincadeiras de mau gosto que seu pai e sua turma pregavam, não era uma coisa difícil de saber, os marotos marcaram sua presença naquela escola. Todos que os conheceram comentam sobre suas aventuras, Sirius e Remus sempre desenterram algo para contar. Mas Snape nunca parou para reparar que o menino não ria ou se vangloriava pelos ocorridos no passado. Todo o tempo só o maltratava e agora se arrependia, mais uma vez ele estava arrependido de algo que fez, nesse caso, de várias coisas.
Snape fechou o diário e respirou fundo passando os dedos longos pela capa pensando em tudo que havia lido. Tudo que fora contado pelo próprio menino. Seus olhos pesaram, estava cansado. Colocou o cabelo para trás e tirou o sapato, foi um alívio relaxar depois de um dia puxado de aulas com alunos tão emprestáveis como lufalufanos. Queria poder simplesmente dormir e não acordar mais, não subir as escadas de manhã para tomar café, não ser tratado como uma marionete pelas mãos de Dumbledore, não ter que visitar o Lord das Trevas quando ele chamava e principalmente não ver mais o menino que sobreviveu.
Mas não acordar era impossível no mundo em que ele vivia, um mundo de duas vidas e espionagem. Por isso foi para o quarto tentar descansar um pouco, suas roupas foram sendo deixadas pelo meio do caminho e o diário ficou em cima da mesa. Ao olhar para cima deparou-se com sua imagem refletida em um grande espelho logo atrás da mesa. Seu corpo esguio era todo marcado por cicatrizes de torturas e lutas. Feitiços que não conseguiu desviar e brincadeiras do Lord para se divertir ou simplesmente castigar, esse último era o motivo da maioria delas.
Seus olhos negros passeavam pelo seu próprio corpo sentindo repugnância e nojo. Ele era ele, era Snape. Um ser que não devia estar vivo, que não merecia nada, muito menos a vida. Cacos se espalharam quando, não conseguindo mais olhar para seu próprio reflexo, Snape tacou uma escultura que estivera enfeitando a mesa. Com um suspiro de derrota fez um aceno com a varinha e uma vassoura e uma pá apareceram e começaram a limpar a sujeira enquanto ele se jogava na cama e fechava seus olhos.
- Já está pronto Harry? – Disse Rony para o amigo que arrumava a mochila.
- Eu já vo...ou! – Disse bocejando de tanto sono por não ter conseguido dormir direito.
- Certo, então vou esperar lá em baixo. Assim posso ficar um pouco com Mione enquanto ela está de bom humor.
- Tá. Eu desço daqui a pouco.
Harry olhou para o amigo e desejou que seu dia fosse simples como o dele. Nenhuma preocupação com a família, uma família que ele tinha. Nenhuma preocupação com seu professor de poções, nem com diários, nem amorosos. Em certos momentos Rony invejava Harry, mas ele não sabia que era Harry que invejava Rony.
Depois de alguns minutos Harry interrompeu uma seção de beijos entre os amigos e os três desceram para o salão principal para um delicioso café da manhã que Harry não sentia vontade nenhuma de comer. Ao se sentar ao lado dos amigos a cabeça de Harry se virou quase automaticamente para a mesa dos professores procurando-o.
- Eu sei, eu percebi que ele não está na mesa. – Disse a amiga quando Harry a cutucou sem tirar os olhos do lugar que normalmente é ocupado pelo Mestre de Poções. - Relaxa vai dar tudo certo.
- Eu espero, caso contrário um dos dois estará morto.
- Você tem mais chances de ser o defunto que o Snape, mas para de fazer drama, eu quero te perguntar se você me deixa ler o diário?
- Não foi você que quase me crucificou por ter lido?
- Na verdade eu briguei porque pensei que você tinha roubado o diário para ler, eu não roubei nada e tecnicamente você é quem levará a bronca eu lendo ou não.
- Pimenta no olho dos outros é refresco né?
- E eu estou curiosa para conhecer a vida do Snape. Sempre o achei interessante, apesar de ser muito injusto, ainda não esqueci a detenção que ele me deu por ter te ajudado.
- Você gosta do Snape? Que nojo Hermione.
- Eu não disse que gosto, disse que acho interessante. Ele é uma pessoa muito misteriosa e eu gostaria de saber mais sobre ele. Mas o que tem alguém gostar dele, pelo que você me disse ele namorou a sua mãe e acho que ela não namoraria alguém que não gostasse. Ele é um ser humano Harry, também tem coração e sentimentos.
- O que ele tem é uma pedra dentro do peito, mas toma pode ler, aqui tem toda a vida do Snape. Não se surpreenda muito, nem sabemos se tudo que está escrito ai é verdadeiro.
- Isso é um diário, por que alguém mentiria para um diário?
- Por que alguém que diz que amava minha mãe ajuda a matar minha família?
A amiga nada respondeu.
- Do que vocês estão falando? – Perguntou Rony.
- Eu estava dizendo ao Harry que ele tem que fazer os deveres dele e, aliás, você deveria estar fazendo os seus, não é?
- Ah, relaxa Hermione, os deveres podem esperar um pouco.
- É claro que jogar Snap Explosivo é bem melhor, só que esse jogo não o ajudará a passar nos N.O.N.s Ronald Weasley!
Hermione jogou a mochila nas costas e foi embora.
- Eu não disse que elas se transformam? – Disse o ruivo pegando mais batatinhas.
O moreno nada disse, brincou um pouco com a comida e depois foi para a aula.
Após terminar todas as aulas Harry foi para o salão principal jantar, percebeu que Snape não estava lá, assim como também não estava no café e nem no almoço. Brincou com a comida novamente e foi para a sala comunal. Encontrou Hermione sentada lendo o diário.
- Você não poderia ser mais discreta?
- Você leu o diário na beira do lago, Snape poderia muito bem ter visto. – Respondeu a amiga sem parar de ler.
- Eu não sabia que era dele tá. Mas me diz, você conseguiu fazer a poção?
- Consegui. – Disse Hermione fechando o diário. – Eu precisei ir até a área restrita da biblioteca, como ao contrário de vocês eu leio muito a professora McGonagall me deu autorização. Encontrei o livro e fiz a poção. Por sorte ela demora só duas horas para ser feita. Aqui está. – Retirou um frasquinho de vidro com um líquido vermelho de dentro da mochila. – Agora não se esqueça que a poção dura apenas 15 minutos, você tem que ser rápido. Vamos ver se você lembra todo o plano, senta aqui e fala como vamos executá-lo.
- Primeiro eu vou para a detenção, depois você vai com a capa de invisibilidade até o corujal mandar uma carta para o Snape. Quando ele sair eu tomarei a poção e a mágica dos aposentos dele me reconhecerão como sendo o professor, quando eu entrar vou procurar o meu diário e trocá-lo, depois saiu e volto para a sala de aula.
- Excelente, agora vai tomar seu banho que eu espero aqui, já estou terminando de ler. Ele foi muito maltratado, não é a toa que é desse jeito.
- Não é a toa que se tornou um assassino. – Retrucou o amigo.
- Harry você já pensou em conversar com ele? Perguntar o porquê dele ter feito isso?
- Conversar com ele? Hermione se eu tentasse conversar acabaria lançando uma azaração nele.
- Bom, eu tentaria conversar, me pareceu que ele amava a sua mãe e realmente se arrependeu do que fez, ele jurou proteger você.
- Eu não irei tentar e pronto, agora vou tomar meu banho.
Hermione viu o amigo subir para o quarto e ficou pensando se realmente o melhor não seria Harry conversar com o professor, esclarecer toda a história, nem que para isso ela tenha que ajudar.
As quinze para as dez, Harry encontrou Hermione na porta da sala comunal.
- Aqui está. – Disse entregando a capa de invisibilidade a ela – A detenção começa às dez horas, a carta tem que ter chego à sala as dez e dez, então vai rápido, eu já vou descer.
- Tá legal, boa sorte.
- Obrigado, vou precisar.
Hermione vestiu a capa e foi para o corujal e Harry se esgueirou para as masmorras. Andava a passos rápidos revisando o plano em sua cabeça. Ao chegar em frente a porta respirou fundo e se controlou para não esmurrá-la, deu três toques e ouviu a voz áspera dizendo para entrar.
Harry entrou e devagar foi até o centro da sala, sentou-se na cadeira posta ali especialmente para ele.
Snape permanecia de costas para o menino. Não conseguia olhá-lo, já sabia que provavelmente ele lera seu diário e que agora sabia que fora aquele velho que levou a sua mãe à morte, o deixando sofrer nas mãos dos tios. Apoiou as duas mãos na mesa e inclinou a cabeça, nada falava, apenas respirava. Ficou assim tanto tempo que a coruja de Hermione já estava na janela, Snape a abriu deixando a coruja entrar, pegou o pergaminho e reconheceu a letra miudinha.
"Caro Severus, necessito da sua presença em meu escritório urgentemente.
Alvo Dumbledore"
- Não se atreva a sair da sala Potter, ainda não começamos a aula. – E saiu sem olhar para ele.
Harry levantou-se, foi até a porta e ficou olhando o vulto de Snape sumir no escuro corredor. Por um momento, enquanto ainda conseguia ver as costas largas vestidas de negro, Harry quase pegou sua varinha e lançou um feitiço covarde nelas. Mas algo o impediu e quando não mais podia vê-lo pegou em seu bolso o frasquinho com a poção que Hermione fez destampando-o e tomando de um único gole.
Pé ante pé, foi até a porta dos aposentos do professor. Um tremor passou por sua espinha, e se a poção não tiver feito efeito ainda? E se o alarme que os professores tem em suas portas começasse a soar? Harry pediu para que nada disso acontecesse e levou a mão até a maçaneta girando-a lentamente. A porta abriu e ele entrou.
Realmente Snape estava surpreendendo Harry de todas as formas. Os aposentos particulares do professor não eram nada daquilo que ele pensou. Não eram como uma caverna, nem escura como uma masmorra dos filmes que via na televisão de Duda. Era claro, amplo e arejado.
O TIC TAC de algum relógio no aposento lembrou Harry de que tinha pouco tempo para sair então começou a procurar nas estantes de livros. Cada livro era separado por assunto e depois por ordem alfabética. Mas não estava em lugar algum. Outra porta levava ao quarto que nem prestou atenção de como era. Ali encontrou um espelho quebrado com alguns mínimos cacos espalhados no chão de madeira, vestes negras estavam espalhadas pela cama que estava igualmente bagunçada.
Foi procurar nas prateleiras. Nada. Na mesa. Nada. Criado mudo. Nada. Até que abrindo um pequeno armário viu algumas vestes penduradas e uma pequena caixinha que chamou sua atenção. Era pequena, rosa e delicada. Havia flores brancas enfeitando os cantos e ao abrir uma bailarina começava a dançar acompanhada de uma valsa lenta. Mas não foi a boniteza da caixinha nem a dança da bailarina que fez os olhos de Harry se encherem de lágrimas. Foram as várias fotos guardadas. Fotos de sua mãe. Fotos que Harry jamais vira.
Ela tomando sorvete, sorrindo com os pés dentro do lago negro, lendo um livro e até andando de cavalo. Harry, que se sentara na cama, estava hipnotizado com a beleza da mulher que ria nas fotos.
Somente agora Harry que a bailarina começara a dançar uma música que pelo que Sirius lhe disse, era a preferida de sua mãe quando era mais nova. E ali no canto, quase esquecida, estava a correntinha de ouro com um pingente em forma de coração com as palavras Amor Eterno gravadas dentro. Fechou os olhos enquanto passava a mão pelas letras ressaltadas, não soube dizer quanto tempo ficou assim só sentindo o amor de sua mãe naquele pingente, mas quando os abriu viu o par de sapatos velhos parado na sua frente. Ao levantar o rosto vermelho não pôde dizer qual era a expressão de Snape. Parecia arrependimento, medo, não era possível decifrar, era uma mistura de tudo.
- Você a matou. – Disse sem deixar de encarar os olhos negros.
- Sim.
