Olá meninas, estou de volta com mais um capitulo para vcs.
Primeiro claro, os meus agradecimentos
Tehru, minha querida, adoro seus reviews. Menina eu tb faria isso, vc acha mesmo que eu o afastaria? que nada, eu puxaria ele apertaria beijaria, e vamos parar por aqui que estamos no horario livre, tem crianças na sala. Não precisa agradecer pelo capitulo, eu que agradeço pela leitura e review. E já comentei em sua fic, que alias está maravilhosa, sabe que eu a adoro neh
Dora Russel, Olhá só vc aqui de novo, quero te ver nos outros capitulos tb tá. Adorei seu review, agradeço muito e realmente vc necessita de mais, por isso estou aqui humildemente te enviando mais um capitulo. Aproveita
Bjus gente
Capitulo 15 – Tornando-se um só
Snape não se surpreendeu quando não avistou um sorriso de surpresa no rosto de Dumbledore e sim aquele maldito sorriso de quem já sabia que aquilo iria acontecer. Dumbledore sempre sabe de tudo. Um dom extremamente irritante.
- Eu sabia que você faria a escolha certa. – Disse o diretor sorrindo e levantando. – Vamos acompanhe-me até a Ala Hospitalar.
Enquanto caminhavam à passos rápidos em direção à ala hospitalar, Dumbledore explicava em mínimos detalhes o que poderia ocorrer dentro da mente de Harry e como Snape deveria ter cuidado, pois a mente do menino pode agir de várias formas, inclusive não o reconhecendo, as vezes não reconhecendo a ele mesmo. Snape só se reservava a murmurar um sim de vez em quando e a balançar a cabeça indicando que estava prestando atenção quando na verdade estava mais preocupado em chegar logo do lado do leito de Potter. Sentia o desespero apertar cada vez mais em seu coração.
Será que conseguiria trazê-lo de volta?
E se não conseguisse?
E se falhasse?
Não. Ele não podia se prender a essas possibilidades de falha. Sua cabeça explodiria dessa forma. As portas da Ala Hospitalar estavam logo adiante e Dumbledore a abriu como se nada aterrorizante esperasse do outro lado. Mas Snape hesitou por um leve segundo que não escapou dos olhos sábios do diretor.
- Não tenha medo, Severus.
Snape o olhou por apenas um segundo antes de murmurar "Medo do que?" e adentrar o recinto já ocupado por Hermione e Rony devidamente sentados nas cadeiras duras de madeira ao lado do leito dele.
Ele.
Quando esteve mais cedo naquele mesmo lugar não tinha olhado direito para seu corpo, tinha apenas ignorado e prestado atenção ao que os outros grifinórios diziam. Mas naquele momento não tinha ninguém falando e Hermione teve a delicadeza de puxar Rony para longe da cama de Harry, cama da qual Snape se aproximava cada vez mais.
Era tão estranho lhe ver assim tão pálido, tão parado, tão morto.
Por um único momento todos a sua volta pareceram sumir e eram somente ele e Harry agora. Eram apenas suas almas, seus corações conectados de uma forma única e assustadora. Mas a voz baixa de Hermione o trouxe à realidade fazendo-o ficar surpreso ao ver a própria mão afastando os cabelos pretos dos olhos verdes fechados.
Ele não afastou a mão dali.
- Diretor, vocês vão salvar o Harry, não vão?
A pergunta de Hermione foi carregada de medo e seus olhos estavam molhados pelas lágrimas que já estavam caindo por seu rosto corado e sumindo por dentro de sua camisa, Snape sabia o trajeto das lágrimas, pois seus olhos estavam presos nela, tão presos que sentiu uma raiva ao ver as mãos imundas do Weasley afagarem as suas costas enquanto a abraçava.
Parecia que um monstro estava despertando lentamente dentro de Snape querendo rasgar sua carne e sair de seu corpo para libertar sua ira incandescente.
- Calma minha criança, nós conseguiremos sim. Se tudo der certo traremos nosso Harry de volta. Por sorte o professor Snape aceitou nos ajudar.
Hermione não tinha olhado para Snape até aquele presente momento e quando o fez não pôde evitar sentir o arrepio que percorreu sua espinha e que nada tinha haver com a mão de seu namorado posicionada na base de sua coluna.
Eram aqueles olhos, aqueles olhos negros e carregados de mistério, aqueles olhos que pareciam ler suas emoções, dominar seu corpo e invadir sua alma, aqueles olhos que traziam um misto de raiva e desconcertamento.
O que estava acontecendo entre eles? Hermione se perguntou antes de abrir a boca para tentar falar algo, mas calou-se quando percebeu que não conseguiria proferir algo. Não ali. Não naquele momento, mas ele sabia, sabia que ela estava agradecendo a ele silenciosamente ao olhá-lo.
- Severus, você tem certeza? Uma vez lá dentro não há como voltar. – Perguntou Dumbledore fechando a porta da enfermaria.
- Sim, eu tenho certeza.
Nunca teve tanta certeza em sua vida.
- Então vamos começar logo. Severus preciso que se deite nessa cama ao lado de Harry e a partir de agora você faz somente o que eu mandar. – Disse Dumbledore apontando a varinha para uma maca que se mexeu colando ao lado da de Harry.
- Como se eu já não fizesse isso. – Ironizou Snape tirando a capa e a colocando em cima de uma cadeira antes de se deitar devagar na cama.
- E a primeira coisa que vou pedir é que fique calado no momento.
Snape sentiu um prazer gostoso lhe atingir o estomago quando Granger bateu no braço de Weasley após o mesmo tentar esconder a risada.
- Agora Severus segure a mão de Harry, para o feitiço funcionar tem que haver a união dos dois corpos.
Snape olhou para o lado, o menino parecia apenas um nada deitado. Estava extremamente pálido. Demorou um pouco para conseguir afastar os olhos de seu rosto morto, mas finalmente conseguiu e esgueirou o olhar pelo braço fino até a mão pequena pousada com leveza no lençol branco. Com cuidado estendeu sua mão direita e a colocou por cima da do menino entrelaçando seus dedos. Estava tão gelada e sem vida que chegou a lhe queimar a pele de desespero. Em um reflexo apertou-a como se tivesse medo que o menino fugisse mesmo sabendo que não era possível.
- Lembre-se que ele pode não o reconhecer, não saber quem você é. Então sugiro que seja totalmente sincero com ele, não omita nada, conte toda a verdade à ele. TODA a verdade Severus, você tentará ser amigo dele e amigos são sinceros.
Snape assentiu com a cabeça pensando como conseguiria fazer a proeza de se aproximar da pessoa que tanto tentou afastar.
Que ironia do destino, que grande armadilha da vida.
Não podia negar que estava muito nervoso, isso era visível no suor que molhava sua testa e em seus olhos que piscavam a todo o momento. Fora isso qualquer desatento pensaria que Snape era mais um corpo morto na ala hospitalar.
- Boa sorte Severus. Vá, faça o que tem que fazer e volte para nós. Volte para Hogwarts, para seus alunos e para aqueles que o amam. – Dumbledore parecia calmo, mas por dentro estava mais nervoso do que onça enjaulada, temia por Harry, temia por Severus, não aceitaria perder seus dois protegidos. – Agora feche os olhos.
Snape respirou fundo e antes de fechar os olhos, antes de mergulhar no escuro avistou Hermione no fundo da sala parecendo prender a respiração, ela o olhou de volta e uma lágrima traiçoeira escapou-lhe dos olhos. Uma lágrima por ele.
- Feche os olhos, Severus.
Foi difícil deixar de olhar para ela, mas a mão pequenina segura em baixo da sua lhe lembrou o seu objetivo, lembrou-lhe o porquê ele estava ali deitado, o porquê estava arriscando sua vida.
Harry.
A varinha de Dumbledore encostou levemente em sua testa e Snape sentiu o feitiço da magia atingir seu corpo com força. Era leve e tranqüila, dava sono.
- Amenomenti.
Depois sentiu a varinha encostar em seu peito.
- Amenocor.
Ouviu o diretor repetir as mesmas palavras encostando a varinha na testa e no peito de Harry. Por fim sentiu a ponta da varinha voltar a encostar em sua pele, desta vez em sua mão. Dumbledore hesitou por míseros segundos antes de recitar o ultimo feitiço.
- Amenouni.
Era como se uma gosma gelada o envolvesse, começando pela mão e cobrindo o restante do corpo. Aquela sensação era desconfortante e dolorida. Por alguns segundo conseguiu permanecer quieto e agüentar a dor que subia por sua pele como cortasse sua epiderme. Mas quando sentiu a dor atingir seus músculos, atravessando-os e chegando aos ossos teve que cerrar os dentes, jogar a cabeça para trás e arquear o corpo.
Agora parecia que uma camada de gelo começava a cristalizar e paralisar seu corpo. Não havia mais controle sobre suas ações, suas pernas estavam imóveis e a dor prosseguia por seu caminho tortuoso queimando-lhe a razão.
- O que está havendo com ele? – Ouviu a voz de Granger ao longe, parecia algo que não pertencia mais ao seu mundo. Algo distante demais.
- Ele está saindo do seu corpo e se unindo a mente de Harry, isso é um pouco dolorido.
Se Snape tivesse forças para revidar teria gritado com o diretor. Aquilo não era um pouco dolorido, era muito dolorido. Era como se sua pele estivesse se desgrudando de seus músculos, como se seus ossos estivessem quebrando em mil pedaços, era como se ele estivesse morrendo. Mas foi só quando a sensação de congelamento começou que Snape gritou com todas as suas forças. Ele não sentia mais as dores, mas aquilo era pior, muito pior, agora ele não sentia nada. Seu corpo não estava mais em seus domínios, não podia mais senti-lo. Agora era como se seu corpo estivesse sendo molhado, imerso em um oceano gélido.
A sensação da água subia cada vez mais por seu corpo até que finalmente atingiu seu coração, desacelerando-o, fazendo-o bater mais devagar, fazendo-o parar. Ele estava morrendo.
Mas então por que aquela sensação continuava a subir, porque estava agora em seu pescoço rodeando sua cabeça e entrando por sua boca deslizando-o por um túnel sem fim?
Ele estava morto, não estava?
A experiência tinha dado errado, não conseguira salvar Harry como pensara que conseguiria.
Falhou com ele.
Não falhou?
