Certo pessoal como sempre, vou dar aqui os meus agradecimentos e comentários

AB Feta - adoro o seu sorriso ao termino de minha fic... obrigada

bjus

Deh Isaacs - Sim esse capítulo passado foi totalmente Hermione, eu queria dar uma introdução maior no envolvimento de Hermione na história e para mim Dumby não é um pai, mas sim um avó muito sabio e carinhoso. Pois é Ronald é assim mesmo, sempre vi ele como sendo um ciumento...obrigada pelo review, adorei, bjus

Pessoal aqui vai mais um capítulo. espero que gostem

Capitulo 20 – O fim de tudo

- Onde estamos?

Snape olhava para um corredor estreito e grande, havia várias portinhas pretas com símbolos que ele jamais havia visto na vida. Potter estava ao seu lado, também estava olhando para o corredor, porém não parecia tão surpreso assim.

- Vou perguntar novamente, onde nós estamos Harry?

- Ainda estamos em minha mente se é isso que quer saber.

- Sério? – Perguntou irônico – Não parece, sua mente é sempre uma bagunça e aqui parece mais organizado. – Comentou fazendo com que o menino ruborizasse, Snape gostava de deixar os outros nervosos – Está parecendo mais a mente de um sonserino e não de um grifinório petulante.

Ele sabia exatamente o que falar para atingir as pessoas em seus pontos fracos e um dos pontos fracos de Harry era exatamente a rivalidade de Grifinória e Sonserina.

- Acho que devo lembrá-lo que o senhor entrou aqui porque quis, veio por vontade própria. – Disse Harry olhando para seu professor com cara de poucos amigos – Posso presumir que se arrependeu de tal ato e no momento só está me ajudando para poder sair daqui mais rápido, afinal essa daqui não é a mente do seu protegido Malfoy, como tudo dele é mais interessante para você eu não duvidaria que estivesse desejando que fosse lá que você estivesse e não na minha.

Harry saiu andando na frente com uma certa pressa, mas Snape não o acompanhou, ficou parado no mesmo lugar. Quando percebeu que não estava sendo seguido pelo professor Harry virou-se e o encontrou rindo ainda parado no mesmo lugar.

- Ta rindo do que? Virei palhaço agora? – Perguntou ríspido

- Nada – Respondeu Snape começando a tentar abrir as portas.

Não vem com essa de nada para cima de mim. Anda, me fala o porquê desse sorrisinho.

Snape olhou para o menino a sua frente e percebeu que não teria escapatória, Harry era um grifinório e esses eram muito insistentes. Resolveu ceder.

- Você está com ciúmes de mim com Malfoy – Snape pronunciou a frase com um gostinho de provocação saltando de sua boca.

- Ciúmes? Você acha que eu estou com ciúmes de você com o Malfoy? Está ficando louco?

- Não, eu não estou ficando louco, você tem ciúmes de mim com o Malfoy sim, não consegue admitir que a sua vontade muitas vezes fosse estar no lugar dele.

- Isso é mentira, eu não tenho ciúmes dele.

Harry sabia que não era verdade, pois realmente sentia ciúmes e muita inveja. Todos sabem que Snape é o professor que Harry menos gosta, ou gostava, mas o que ninguém sabe é que Harry sentia muita inveja e uma pontada de ciúmes quando seu professor defendia Malfoy, quando ele conversava com Malfoy, quando ele protegia Malfoy, quando ele ajudava Malfoy, quando ele fazia qualquer coisa com Malfoy. Sempre quis ter uma pessoa que o protegesse desse jeito. É verdade que os professores são seus amigos e que Dumbledore gosta muito dele e tenta protegê-lo, mas no fundo não é igual.

Harry se lembra muito bem quando viu Malfoy bater na porta dos aposentos de Snape chorando, quando o professor abriu a porta e o viu naquele estado não brigou com o sonserino, ao invés disso o acolheu e o levou para dentro, quando saiu Malfoy já não chorava e até sorria. Ele sorria enquanto Harry estava morrendo por dentro e só tinha Mione e Rony para consolá-lo, duas outras crianças que apesar de muito amáveis e gentis não passavam de crianças.

Harry não queria a proteção de uma criança, e sim de um adulto. Snape sempre o perturbava e colocava medo em muitas pessoas, protegia seus pupilos sonserinos com unhas e dentes. Era uma pessoa assim que ele queria que o protegesse.

- Harry? Você por acaso ouviu o que eu disse?

- Não – Respondeu Harry

- Bom eu disse para você começar a se mexer que nós temos muitas portas para abrir e investigar o que tem dentro.

- Certo, então vamos.

Durante um tempo eles foram caminhando pelo corredor. Snape descobriu que Harry já se sentia mais seguro e por isso sua mente estava mais organizada, seus medos foram sendo combatidos e cada vez que eles passavam em frente a alguma porta ela simplesmente explodia deixando um nada onde antes deveria estar um ambiente com algo que Harry temia.

Foram andando por toda a extensão do corredor, Harry estava na frente, andava com a cabeça erguida tentando demonstrar para ele mesmo que não havia o porquê ter medo. Snape vinha logo atrás, atento a todos os movimentos do menino, sabia que Harry estava se esforçando muito para conseguir seguir em frente mas a qualquer momento poderia ter uma recaída. O professor tinha que admitir que o menino era forte, ele mesmo não sabia se conseguiria enfrentar tudo com tanta coragem assim.

- O que foi? – Perguntou Snape ao pararem diante da ultima porta – Harry?

O menino estava parado com a mão imóvel na maçaneta, seus olhos estavam fechados e sua boca entreaberta. Snape entendeu que Harry estava para enfrentar, talvez, o seu pior pesadelo. Viu que aquela não era hora de falar algo, então apenas colocou sua mão no ombro do menino e mostrou-lhe que estava ali, que não o deixaria sozinho, que não o abandonaria e que o daria forças se precisasse. Harry entendeu o silencioso recado e logo girou a maçaneta abrindo a porta e entrando com Snape logo atrás.

O que estava escondido atrás da porta assustou até mesmo Snape. Eles estavam no jardim da escola, o castelo estava todo em chamas, o fogo saia pela janela subindo sua fumaça para o céu onde a marca negra pairava iluminando o gramado verde onde se podia encontrar corpos imóveis, desfigurados, machucados, mortos.

Harry adiantou-se e viu o corpo de Rony, totalmente desfalecido ao seu lado estava o corpo de Mione e depois de Dumbledore. A visão de Dumbledore morto não entristeceu somente à ele. Snape avançou até o corpo do velho e agaixou-se passando os olhos pelo seu rosto. Aquele velho manipulador sem vida era algo que Snape não desejava ver mas que estava tendo uma amostra de como seria se viesse a acontecer algo. Alvo era uma pessoa muito importante para ele, era como seu pai, algumas vezes o irritava, mas na maioria das vezes o consolava, ou pelo menos tentava, e o ajudava a enfrentar o Lord das Trevas. Era incrível como uma única palavra de Dumbledore o fazia ceder a tantas coisas, o fazia se sentir mais calmo, o fazia pensar corretamente.

Snape levantou-se devagar e olhou para o restante dos corpos jogados ao chão, todos ali eram conhecidos de Harry, pessoas que ele amava: a família Weasley, Hermione, Rony, Sirius, Lupin, Neville, Dumbledore, os professores, Dobby, todos à quem Harry amava. Uma risada malévola pairou no ar. Parado à entrada do castelo encontrava-se Voldemort, mas não estava sozinho. A seu lado estava um homem gordo, um menino de mesma largura e uma mulher magrela.

- Meus tios, são meus tios – Sussurrou Harry.

- E o Lord das Trevas – Completou Snape – O que é isso Harry? Alguma visão? Por que estão todos mortos e seus tios estão acompanhados do Lord?

- Não é uma visão – Disse Harry fechando os olhos – Eu sempre fui sozinho e sempre tive medo de muitas coisas, mas o meu maior medo mesmo era que isso que está diante de nossos olhos se realizasse. Que todos morressem e eu ficasse sozinho com Voldemort e meus tios, que eu tivesse que conviver com uma solidão muito maior.

Harry abriu os olhos e encarou os tios e o Lord. Eles estavam lá rindo de sua fraqueza como sempre. Sentiu-se fraco, inútil, como poderia lutar contra tudo isso? Estavam todos mortos. E se isso acontecesse de verdade? E se um dia todos morressem e somente ele sobrevivesse junto com aqueles monstros? O que faria? O que sentiria? Agora estava em sua mente e aquilo era mentira ele sabia, no fundo ele sabia, mas e na vida real? E se acontecesse?

- Não posso – Disse com a cabeça baixa – Não consigo Sev.

Snape olhou surpresa, alem de Lily, ninguém jamais o chamou assim, ninguém havia agido de uma maneira tão carinhosa com ele, o resto do mundo o odiava, o achavam amargurado, carrancudo, grosso, ignorante, severo, injusto, irônico e muitas outras coisas. É claro que ele não se esforçava para tal atitude, essa era sua defesa contra uma outra decepção, não gostaria de sofrer novamente por se deixar levar por seus sentimentos como estava fazendo há algum tempo. Sentia agora o amor que alguém sentia por ele e essa pessoa era Harry filho de Lily. Snape olhou para os corpos no chão, tirando Alvo, o único corpo que também fazia seu coração doer era da grifinória petulante sabe-tudo. Ele não queria que nada daquilo acontecesse, não queria que todas essas pessoas morressem, não por ele, que não ligava para elas, mas por Harry.

Harry sentiu uma mão forte levantando seu rosto. Severus o olhava seriamente mas carinhosamente também como jamais havia feito com o menino.

- Se você disser que conseguimos, eu acreditarei – Disse Harry.

- Nós conseguiremos, confia em mim.

- Eu confio.

Snape ficou ao lado de Harry e pegou sua mão firmemente. Os dois começaram a andar pelo jardim tentando não dar atenção aos corpos que apareciam conforme iam caminhando de encontro ao castelo, aumentaram a velocidade e quando se deram conta estavam correndo, as mãos estavam firmes, apertadas com força. Estavam chegando na entrada onde estavam os amaldiçoados que riam, Snape apertou mais ainda a mão de Harry mostrando a ele que ficaria tudo bem.

Harry fechou os olhos e começou a gritar correndo ao lado de Snape, ao chegarem bem perto de seus alvos, os dois pularam como se fossem cair em cima deles, mas não foi isso que aconteceu. Uma luz forte apareceu no momento em que eles pularam, estavam passando por uma passagem que simplesmente apareceu em pleno ar. A sensação era confortável, Harry não sabia o que estava acontecendo então abriu os olhos e para sua surpresa ele estava de volta ao castelo.