Olá meninas, olha só dessa vez eu vim bem rapidinho postar um novo capítulo hein

espero que gostem

Agradecimentos

AB Feta. :D²

Deh Isaacs: Hummm cap hot? vc não viu é menina ele é um besta, de vez de se entregar logo neh, fica se fazendo de dificil.

Ana Udinov - Bom, não sei referente à se essa fic ficará boa ao seu ver. Eu já postei essa fic aqui uma vez, teve bom reconhecimento, mas como eu precisei arrumar os erros de portugues e colocar algumas informações a mais então tive que tirá-la e postar novamente. Espero que goste do andamento mesmo... Eu achei que esta bem legal, mas sou meio suspeita... bom sev e mione é uma coisa que vc vai ver com os capitulos

Obrigada gente pelos reviews, gostei muito, fico sempre muito feliz quando os leio...

Vamos então ao mais legal de tudo que é essa fic ai em baixo

bjussssss

Capitulo 23 - Cansaço

Harry sentiu o coração estourar dentro do peito. Era como se toda aquela sala começasse a diminuir, diminuir tanto que seu corpo era esmagado por elas. O ar escapou de seus pulmões e não voltou, ele não sentiu o coração voltar a bater, ele estava morto, morto por dentro, enterrado em desgraça. Seus olhos desfocados encheram-se de lágrimas, lágrimas que ele não percebeu derramar, lágrimas de luto. Uma mão foi levada ao cabelo bagunçado e suas pernas tremeram, seu chão sumiu e tudo escureceu.

Era inútil puxar seus cabelos como estava fazendo naquele momento, aquela mínima dor infligida em seu corpo não faria sumir a dor que agora crescia devagar em sua mente. Abriu a boca no intuito de gritar, mas nada saiu. Apenas o choro era ouvido. A sala rodava e os olhos verdes acompanhavam causando lhe enjôo. Seu estomago não foi mais capaz de segurar o café da manhã preparado carinhosamente por Dobby. Agora seu estômago estava vazio, porém seu coração estava mais ainda.

Hermione foi ajudá-lo. Usou um feitiço para limpar a sujeira e tentou chegar perto do amigo.

- Harry se acalma.

- Não cheguem perto de mim!

- Não faz isso Harry, queremos ajudá-lo.

- Me ajudar? Me ajudar? Vocês passaram dois dias mentindo para mim, diziam que estava tudo bem e, no entanto estava tudo errado. Sirius morreu, meu padrinho morreu. O único homem que um dia se importou comigo está morto.

- Isso não é verdade Potter – Disse McGonagall que até agora permanecia calada – Todos aqui nos importamos com você.

- É cara, nós gostamos de você – Completou Rony.

- Harry – Chamou Dumbledore – Todos aqui se importam com você, com sua saúde, com a sua felicidade.

- MENTIRA! – Gritou sem agüentar mais segurar a raiva que estava sentindo de todo mundo – O único homem que um dia se importou comigo foi Sirius. Nenhum de vocês nunca ligou para o que acontecia comigo, nunca recebi uma palavra amiga, uma que confortasse após ser espancado pelos meus tios.

- Acalme-se rapaz.

Todos iam em direção ao garoto menos Snape que permanecia no mesmo lugar apenas ouvindo o menino. Harry tinha razão em ficar bravo. Era mais do que espancado em casa e ninguém lhe ajudava. Talvez Sirius pelo menos o escrevesse de vez em quando tentando ajudar o afilhado no que podia. Às vezes apenas a palavra amiga é o que mais precisamos.

Snape sabia disso.

Não cheguem perto de mim – Gritou novamente ao perceber que todos se aproximavam.

Dumbledore pousou a mão no ombro do menino o que o fez sentir mais raiva ainda, aquela mão parecia como uma descarga elétrica em seu corpo.

- NÃO! - Gritou Harry antes de sair correndo sem olhar para trás

Os alunos que estavam no corredor saiam da frente e os quadros exclamavam horrorizados pela falta de tato e educação do estudante grifinório que corria pelos corredores não se importando com quem estivesse pela frente.

Harry queria rasgar todos os quadros, empurrar cada estudante, quebrar as armaduras.

As escadas pareciam longas demais, era como se ele corresse e jamais chegasse a algum lugar. Ele não olhou para trás, não ligou para nada e nem mesmo para os gritos de Snape o chamando enquanto corria atrás dele, não queria saber de ninguém, não queria saber de nada, não importava mais quem estava vivo ou quem estava morto, nem sua própria vida importava mais.

Atravessou a porta da entrada e disparou pelo jardim escorregando algumas vezes no gramado molhado. Ele não podia parar, seu objetivo estava logo adiante. Um raio de sol ofuscou seus olhos quando ele se jogou no lago negro. Nem mesmo a água gelada pelo frio intenso do inverno lhe fez sentir menos dor. Nadou até o fundo e mergulhou sem voltar.

- POTTER! – Gritou Snape na beira do lago – Saia já daí seu louco!

A aglomeração aumentava. Curiosos vinham de todos os lados, alguns apreensivos, outros contentes, esses, claro, eram da Sonserina. Snape olhava para o meio do lago. Não havia ninguém. Harry já estava submerso a pelo menos um minuto. Um desespero começou a amedrontar o professor. Se Harry queria se matar, conseguiria. Não poderia pedir ajuda dos sereianos, esses matariam qualquer um que invadisse o lago sem pedir permissão.

Tentou inutilmente fazer o feitiço de levitação e o convocatório, mas o poder dos sereianos impedia que feitiços fossem feitos dentro de suas águas. Um desespero tomou conta do professor, ele perderia Harry para sempre se continuasse parado ali. Com um instinto novo surgindo dentro de si ele tirou sua capa fazendo todos a sua volta estranharem. Quando estava apenas de calça preta e camisa branca ele fechou os olhos e respirou fundo

- Eu consigo

Sem perder mais tempo atirou-se na água e desastrosamente começou a nadar. Ficou surpreso consigo mesmo, ainda que não fosse preciso, os movimentos dos braços e pernas o levavam cada vez mais longe. Ao chegar ao meio, respirou fundo e mergulhou. Procurou pelo menino, olhando para todos os lados, mas a água era escura demais. Balançou o braço de um lado para o outro e nada. Seu peito já estava dolorido por segurar a respiração, mas ele precisava continuar. Subiu à superfície e respirou fundo mais uma vez.

Lumus

Ao contrário do que imaginou os sereianos não o impediram de imergir com sua varinha acesa, ao contrário, eles apareceram e o rodearam como se o levassem à algum lugar. Um deles se adiantou e com seu tridente iluminou um rochedo no fundo do lago.

O corpo de Harry estava ali.

Por algum motivo os sereianos queriam ajudá-lo, queriam retirá-lo dali com vida. O tempo estava se esgotando para Snape, seu ar estava acabando. Harry estava definitivamente desmaiado, aparentemente sua tentativa de suicídio dera certo, mas ele não podia deixar isso acontecer. Ele tinha que tentar salvá-lo, ele tinha que salvá-lo. Snape abraçou o corpo de Harry e impulsionou o corpo para cima, direto para a superfície, mas Harry era pesado demais e a pressão era forte demais, ele não iria conseguir. Bolinhas de ar saiam aos poucos pelo canto de sua boca, seu peito doía e sua cabeça parecia explodir. Ele ia se afogar também. Seus pés mexiam-se freneticamente, seu braço esquerdo ardia por estar carregando Harry e o direito parecia querer furar a água com a rapidez que nadava para chegar à superfície.

Estava longe demais

Harry estava pesado demais

Tudo estava difícil demais

O desespero tomou conta de Snape quando não agüentou mais e expeliu o ar contido em sua boca e sentiu a água invadir seu corpo. Eles morreriam

"Desculpe Lilly, eu falhei novamente"

Snape sentiu a consciência ir embora e seu corpo relaxar começando a afundar, mas no exato momento em que suas pálpebras estavam quase fechadas um par de grandes e grossas mãos agarraram o colarinho de sua roupa e o braço de Harry e com uma rapidez que Snape diria não ser possível emergiu da água para um céu lindo e límpido tingido de azul e iluminado pelo sol.

Snape abriu a boca o máximo que pôde inspirando o ar que entrava em seu corpo sendo muito bem vindo naquele momento, ele cuspiu e tossiu a água que entrara por sua garganta e demorou alguns segundos para se recuperar e poder focalizar a imagem que estava na sua frente segurando Harry.

Narg?

Snape não conseguia acreditar que fora salvo pelo único sereiano que falava a língua dos bruxos, o sereiano que jamais apareceu para outra pessoa a não ser Dumbledore e o único que tem feições de um humano. Snape só sabia que era ele, pois nenhum dos outros sereianos eram como aqueles contados nos contos de fada dos livros infantis com corpo de homem e calda de peixe, todos eles eram criaturas feias como se uma deformação de seus tecidos tivesse ocorrido. Mas Narg era a perfeição completa com cabelos azuis escuros feito a noite estrelada modelando um rosto languido e quase andrógeno de pele branca como pérola. Seu peito nu era definido e largo, seus braços eram fortes e suas mãos grandes tinham dedos finos, modelando o corpo estava sua calda com cores entre verde a azul

O sereiano continuava segurando o braço de Harry e com delicadeza o passou para as mãos de Snape. Os olhos violetas de Narg não estavam bravos ou violentos como os dos outros sereianos normalmente estavam, ao contrario, estavam até mesmo preocupados.

Cuidado com o lago, humano. Aqui tem mais coisas perigosas do que se conta nos livros que vocês tanto amam ler.

Obrigado Narg

Agora deixo vocês, tomem cuidado.

Snape viu o sereiano imergir devagar e sumir na vastidão do lago. Ele arrumou Harry embaixo de seu braço e nadou com certa dificuldade até a beirada do lago. Quando a água já atingia sua cintura ele o colocou em seus braços e o carregou até a grama onde os estudantes estavam aflitos e ansiosos.

Saiam da frente. Dêem espaço

Os alunos recuaram dando espaço para que o professor colocasse Harry no gramado. Sua pele estava pálida e seus lábios estavam roxos. Seu peito não se mexia e quanto mais Snape esperava, mais perto de perdê-lo ele estava.

- Harry! - Gritou Hermione abrindo espaço entre os presentes para poder chegar até o amigo

- Senhorita Granger vá pegar minha varinha no bolso da minha capa – Disse Snape tremendo de frio. Seus lábios estavam roxos e seus cabelos pingavam água sem parar

Hermione correu e pegou a varinha dentro do bolso da capa que colocou no ombro e carregou até o professor. Snape pegou rapidamente a varinha e apontou para o peito de Harry recitando um feitiço baixo. Hermione que ficou ao seu lado colocou a capa em suas costas esfregando-a para que o professor se esquentasse. A concentração de Snape deu uma bambeada quando as mãos quentes da menina começaram a esfregar suas costas e braços.

Todos os alunos estavam boquiabertos, alguns com o fato de Snape ter pulado no lago negro para salvar Harry Potter e outros com a ousadia da grifinória que ainda lhe esfregava as costas.

"Ele está morto?"

Era a pergunta que pairava entre os alunos e os professores recém-chegados.

Snape não iria permitir que isso acontecesse, não arriscou sua vida e sua mente para ir buscá-lo em seu mundo louco dentro de sua mente para depois perdê-lo por se afogar. Ainda mais importante, não assumiu seu amor fraterno por aquele moleque para que ele jogasse tudo para o alto por causa de Black. Não iria permitir.

Você não vai morrer Potter

Snape agradeceu que tenha aprendido os métodos trouxas de reanimação com Lilly quando eram pequenos para o caso de precisar, apesar de sempre jurar que ficaria longe de água, por isso não era necessário. Mas naquele momento todos os músculos de seu cérebro trabalhavam para se lembrar como fazer aquilo. Ele quase podia ouvir a voz de Lillian lhe dizendo o que deveria fazer.

Primeiro desobstrua os vasos respiratórios e retire tudo o que possa impossibilitar a respiração – Disse Snape levantando ligeiramente a cabeça de Harry e abrindo sua camisa deixando seu peito nu – Depois abra ligeiramente a boca dele e segure nariz para não vazar oxigênio que deve ir ao pulmão. Agora comece o procedimento

Muitos não se esquecerão da imagem de Snape encostando sua boca na de Harry para fazer respiração boca a boca. Mas isso não era algo que ocupava a mente de Snape naquele momento ele só lembrava palavra por palavra o que Lilly havia lhe ensinado

Agora apóie as duas mãos entrelaçadas entre as costelas com os dedos estendidos e faça uma pressão forte para que o coração possa ser comprimido e volte a bater

Tudo passava rápido pela cabeça de Snape enquanto o mesmo revezava entre massagear o peito nu do menino e lhe fazer respiração boca a boca. Na quinta vez Snape sentiu o peito de Harry inchar e o menino expeliu a água que entrou em seu pulmão.

- Respira devagar – Disse Snape virando Harry de lado para que o menino pudesse cuspir a água - Vocês não têm aula não? Deverei alertar o diretor de que seus alunos perdem suas aulas metendo o bedelho onde não são chamados. O que ainda estão fazendo parados aqui? Vão embora. Agora!

Ninguém protestou. Naquela situação somente um suicida reclamaria com Snape.

- Senhorita Granger – Disse Snape pegando Harry nos braços – Pegue minhas roupas, minha varinha e venha comigo.

- Sim senhor – Disse Hermione pegando as coisas do professor e o seguindo, mas não estavam subindo e sim descendo.

- Não vamos para a ala hospitalar?

- Não

- Então onde estamos indo?

- Para meus aposentos.

Hermione ficou nervosa, parecia que iria ter uma crise. Acabou de parar em frente à grande porta de madeira que dava acesso aos aposentos de Snape. Pensar que entraria no quarto do homem que mexia com seus sentimentos fazia os pelos de sua nuca arrepiarem.

Snape murmurou um feitiço sem varinha e virou-se para a menina.

- Agora pode abrir a porta e entrar senhorita.

Hermione abriu a porta e deu espaço para que Snape entrasse com Harry em seus braços. Antes de fechar a porta Hermione deu uma olhada rápida para fora como se estivesse preocupada pela repercussão que uma visita nos aposentos do professor poderia causar, mas tudo foi esquecido quando ficou perplexa pela beleza daquele lugar. Em nenhum momento iria ligar Snape com aquela sala tão aconchegante e arrumada.

Snape carregou Harry até uma porta do outro lado da sala, mas antes de entrar virou-se para Hermione que estava parada no meio da sala parecendo perdida. Estava linda

– Senhorita Granger preciso que espere na sala. Precisarei trocá-lo.

- Sim senhor.

Snape entrou no quarto e fechou a porta caminhando até a cama e colocando Harry cuidadosamente nela apoiando sua cabeça em seu travesseiro.

Será que um dia você irá ficar bem sem se machucar? - Perguntou antes de levantar e ir buscar um pijama seu para transfigurá-lo em um que caiba no menino

Enquanto isso Hermione estava sentada na poltrona de couro olhando fixamente para a lareira apagada e pensando em tudo que havia acontecido. Era tanta coisa ao mesmo tempo, que carregava até mesmo ela, quase perdeu o amigo, descobriu que ama o professor, terminou o namoro com Rony. Tudo muito de repente. Ela suspirou e esfregou o braço sentindo um arrepio de frio. O local era agradável, mas estava frio demais, por isso se encolheu na poltrona colocando as mãos nos bolsos da calça. Foi então que se lembrou do papel que havia guardado ali, abriu e o leu novamente. Ficou fitando um papel por tanto tempo que não percebeu quando minutos depois Snape saiu do quarto e postou-se atrás dela.

Ele podia ouvir as batidas do coração da menina. Estava sentada de costas para ele. Foi o suficiente para que ele chegasse perto e sussurrasse em seu ouvido, fazendo com que ela levasse um susto.

- Quanta concentração!

- Nossa professor, o senhor me deu um baita susto sabia – Disse com a mão no peito. – Como ele está? – Perguntou levantando.

- Está bem, está dormindo, eu dei uma poção para que ele pudesse dormir tranquilamente. Também coloquei um feitiço despertador. Se ele acordar no meio da noite eu saberei.

- Que bom! – Suspirou aliviada.

Snape viu o papel que ela estava lendo antes com tanto afinco e não pôde deixar de sentir curiosidade. Não devia perguntar, mas o rosto vermelho de vergonha era mais forte que seu bom senso

- O que há nesse papel? Tarefas da escola?

- Não. Na verdade é só um poema que escrevi. Nada importante, nem é bom. São só palavras, nada mais.

- Deixa eu ler? – Disse achando que já estava sendo inconveniente, mas não resistindo ao ver o rosto assustado dela

- O senhor quer ler?

- É o que está parecendo

- Mas o senhor não vai gostar.

- Preciso ler para saber se irei gostar ou não. Vamos, dê-me o papel.

Snape estendeu a mão e ficou esperando. Hermione tinha vergonha de deixá-lo ler. Era um poema besta, de criança. Mas a mão estendida parecia um imã que a fez colocar ali o papel devidamente dobrado

Ele o abriu com delicadeza e começou a ler as primeiras palavras escritas com uma caligrafia fina e rebuscada. Digna da primeira aluna da escola

Por que você me deixa assim?

Eu não consigo parar de pensar em você

De pensar em seus beijos

De pensar em seus carinhos

Como posso viver

Se te vejo em tudo

Se te sinto em tudo

Se te quero em tudo

Não paro de pensar em seus lábios

Em como eles me chamam atenção

Com seu jeito de mexer quando

Me beija em um bailado ordenado

Queria ser uma heroína

E te salvar dos seus medos

Ou uma ladra

E te roubar todo para mim

Quem me dera ser eu sua parceira

Ao seu lado eu poderia me deitar

Seus cabelos acariciar

E seus lábios beijar

Quem sabe um dia

Eu possa te levar

Para a praia dos prazeres

E com você fazer amor

Quem sabe um dia

Eu possa andar

Na beirinha da praia

E ver o por do sol abraçadinha

Quero sussurrar palavras

Em seu ouvido

Como se fosse a brisa do mar

Quero acariciar sua barriga

E seu rosto desenhar

Quero me deitar sobre seu corpo

E com seu suor me molhar

Quem sabe um dia

Poderemos nos encontrar

E na areia de alguma praia

Para sempre nos amar

Seus olhos percorreram o papel mais de duas vezes, lendo cada palavra com cuidado e atenção. Assim que terminou dobrou o papel cuidadosamente exatamente como estava antes de pegá-lo e estendeu sua mão o devolvendo para a menina. Assim que Hermione pegou o papel Snape fechou sua mão segurando a dela delicadamente entre as suas.

- É muito bonito. A senhorita escreve bem – Disse soltando a mão da menina devagar

- É impressão sua, professor. Não passam de frases infantis. Deve achar isso porque está muito cansado.

Snape respirou fundo. Realmente estava cansado, cansado por tudo que passou e tudo que sentia. Caminhou até a poltrona e sentou apoiando os cotovelos nos joelhos e escondendo o rosto com as mãos. Hermione permaneceu em pé olhando-o com amor, afeto e compaixão. Snape ainda estava com as roupas molhadas e sua camisa branca estava um pouco transparente e deixava transparecer seus músculos e sua pele clara. Era difícil se concentrar, mas ela precisava, por ele. Conjurou uma toalha aquecida e a colocou por cima dos ombros de Snape esfregando-as como fizera antes no lago. Era visível como as costas e o pescoço de Snape estavam tensos por tudo que estava passando e quase automaticamente as mãos de Hermione subiram até seu pescoço começando uma massagem no local. Snape suspirou relaxando o corpo na poltrona e se deixando levar pelas mãos hábeis e quase profissionais da menina. Mas apesar de ser deliciosa não era a massagem que ele queria, ele ansiava, desejava o simples fato de estar perto dela.

Hermione sentiu a mão gelada de Snape sobre a sua a puxando de leve e a levando para frente da poltrona fazendo-a ficar entre suas pernas. Ela estava nervosa, mas se deixou levar e soltou um suspiro nervoso quando Snape abraçou sua cintura e descansou a cabeça em sua barriga.

Apesar de nervosaHermione colocou uma das mãos em seu cabelo e o acariciou fazendo-o respirar fundo. Como ele precisava de cuidados, como era vulnerável e delicado. Era apenas uma pessoa esgotada, cansada de tudo.

- Eu te quero – Disse Snape com uma voz arrastada.

- Eu também – Respondeu Hermione.

- Mas não podemos agora.

- Então eu espero.

- Conseguirá me esperar?

- Esperarei o tempo que for preciso, te esperarei a eternidade inteira se for necessário.

- Ah Hermione. Como queria tê-la só para mim.

- Você tem. Sou só sua. Somente sua.

Hermione ajoelhou-se e segurou o rosto de Snape com as duas mãos.

- Esperarei por você. Eu amo você. Eu quero você. O meu poema não era para nenhum estudante e sim para você. É seu, assim como eu.

Os lábios se tocaram novamente. O beijo era apaixonado, era envolvente e caloroso. As estrelas rodavam em volta dos dois. As línguas duelavam entre si como se jamais fossem se ver novamente. Aquele gosto era delicioso. Aquele cheiro que a menina exalava era enlouquecedor. Separaram-se quando não havia mais ar em seus pulmões. Hermione abriu os olhos e ficou olhando o homem de sua vida respirar ofegante enquanto acariciava seus cabelos

- Você precisa descansar.

- Eu preciso de você

- Ficarei aqui com você, vem.

Snape sorriu e acompanhou Hermione até o grande sofá. A menina sentou puxando Snape para que esse descansasse a cabeça em seu colo.

- Dorme – Disse passando a mão no cabelo do outro – Precisa descansar.

Snape não protestou e descansou sua cabeça no colo oferecido. As caricias de Hermione e o cansaço que sentia eram o suficiente para o fazerem dormir rapidamente. Hermione acariciava lhe os cabelos e sonhava acordada. Aquela declaração era tudo que precisava ouvir. Esperaria pacientemente pelo dia em que poderia entregar-se de corpo e alma ao seu amado. Snape dormia profundamente. Normalmente seu sono era leve, mas hoje os carinhos de Hermione o fizeram dormir muito e pesado. Tão pesado que demorou para ouvir o zumbido dentro de sua cabeça.