Olá pessoal, bom aqui estou eu com mais uma atualização, aproveitei esse final de semana de folga e estou colocando minhas fics em dia. Então vamos para os agradecimentos
AB Feta: :D
Deh Isaacs: Muito lindo neh, eu quis dar um toque de paternidade nisso, como se ali naquele momento Snape simplesmente soltasse o que estava sentindo e fizesse o que estava com vontade, achei que era um toque de que ele tem muito mais dentro dele do que só aquele rancor.
Ana Udinov: Eu também teria dito a mesma coisa, falaria nem precisa dizer duas vezes, assino agora. rsrsrs
Bom, obrigada pelos reviews e agradeço também quem esta lendo minhas fics. Adoro vcs.
Bjus
Capítulo 25
Snape voltou aos seus aposentos na hora do almoço, após a primeira aula foi à orla da floresta colher algumas ervas que precisava para fazer suas poções em seu laboratório particular e ficou um tempo na sala dos professores esperando algum aluno o procurar para tirar dúvidas já que Dumbledore o obrigou a ter alguns minutos para dúvidas e conselhos, isso era só tempo gasto de besteira, jamais recebeu uma única visita e a única coisa que fez foi terminar de ler volumes e volumes de livros antigos. Tudo que queria agora era tomar outro banho e se preparar para os próximos tempos de aula. Ao entrar em seus aposentos viu que Harry não estava mais ali. Com o cenho franzido Snape foi para seu laboratório guardar as ervas e depois ao seu quarto onde encontrou sua cama arrumada e o roupão em cima da cama. Na escrivaninha ao lado estavam dois papeis dobrados. O primeiro era de Harry com sua caligrafia garranchada.
"Severus,
Pensei a manhã inteira sobre a sua proposta. Confesso que fiquei por um tempo sem saber o que fazer. Realmente isso poderá mudar minha vida, minha história.
Fiz o que meu coração achou melhor. Espero ter feito a escolha certa.
Harry
P.S. A geléia que eu sei que foi você quem fez, estava uma delicia"
Snape pegou o segundo papel e, para alegria de seu coração, ali estava a assinatura de Harry, bem ao lado da sua. O seu banho foi o mais calmo daquele ano. Sua cabeça já estava bem mais relaxada. Sua tarde também não foi ruim. Os alunos faziam suas tarefas calados enquanto o professor lia e relia um pequeno pergaminho que Hermione deixara no sofá antes de sair dos aposentos.
"Severus Snape,
Quando eu estava com você dormindo no meu colo hoje, vi uma coisa acontecer. Uma luz se acendeu em meus olhos e eu pude ver o meu futuro. E o meu futuro é você, é com você, é para você.
Sou sua, somente sua. Guardarei me para você. Minha alma já é sua, já está em suas mãos e meu corpo será seu para fazer o que quiser quando pudermos nos unir.
Te esperarei, mas sentirei tanta saudade de seus lábios que se não soubesse que um dia poderei tê-los para mim, morreria nesse exato momento.
Desde hoje te quero, desde hoje te amo.
H.G."
Durante o restante do ano tudo ficou mais calmo, nada de extraordinário acontecia. Como sempre, desde que Harry entrou na escola, Grifinória ganhou a taça das casas e também liderava a o campeonato de Quadribol. Harry fazia visitas constantes aos aposentos de Snape, Hermione suspirava cada vez que entrava na sala de poções, Rony já estava de namorada nova e falava normalmente com Mione como se nada houvesse acontecido entre eles, nem namoro, nem briga.
O tempo passou e o último dia de aula chegou. Snape dava sua costumeira bronca em Neville antes de bater o sinal.
Potter. Fique ai mesmo. O restante está dispensado, já aturei muita besteira por hoje. –Finalizou olhando Neville que quase caiu no chão de tanto tremer.
- Vamos Neville – Disse Hermione puxando o amigo pela capa, se despedindo de Harry e lançando um dos olhares que sempre trocava com Snape durante as refeições e aulas.
Até logo Mione – Harry esperou até Hermione fechar a porta para assim poder se dirigir ao professor – Queria falar comigo?
Sim, eu queria, eu quero – Sentou-se novamente apoiando o queixo na mão – Sei que disse a você que provavelmente você fosse morar comigo assim que acabasse as aulas. Mas infelizmente o processo ainda não está acabado e você terá que voltar para a casa dos seus tios por um tempo.
O quê? Como assim tenho que voltar? Você me disse que faltava só a assinatura do Ministro e eu já poderia ir morar com você sem nem ir para a casa de meus tios pegar minhas coisas e agora tenho que voltar a morar com eles?
Houve um problema de última hora. O ministro está me investigando, pois sou um ex comensal da morte. Segundo ele, é preciso mais tempo para se ter certeza que eu não estou mais do lado do Lord das Trevas.
Então eu voltarei para lá – Harry já estava de cabeça baixa e falava baixinho. Durante um tempo ficou imaginando como seriam suas férias com Snape, como seria morar com Snape. Para ele Snape não era mais aquele professor rabugento e mal amado, agora ele era acima de tudo, seu amigo. Agora teria que voltar para a casa de seus tios – Tudo bem então.
Eu sinto muito Harry. Estou fazendo o máximo para que seja tudo agilizado, mas um ex comensal da morte não tem tanta influência no ministério.
Tudo bem. Não tem problema. Eu vou para meu dormitório tomar banho e arrumar o malão.
Harry foi embora com o coração apertado. Agora que tudo parecia bem, um furacão apareceu destruindo tudo. Chutou o malão que já estava arrumado e entrou no banheiro. Tirou a roupa e ficou se olhando no espelho. Seu corpo nu mostrava algumas cicatrizes que jamais sairiam. Os machucados estavam todos curados e ele havia engordado experimentando as deliciosas receitas de Snape que o faziam ficar com água na boca só de pensar.
Saiu do banho e enfiou-se embaixo dos lençóis fechando as cortinas em volta da cama. O dia logo amanheceu e Harry foi acordado por Rony que o chamava dizendo para levantar logo se não iriam se atrasar.
Tá bom, já vou – Disse sonolento. Demorou a conseguir dormir e quando conseguiu o sol já havia nascido.
Depois de muito lutar contra o sono, já estava de pé com a mochila nas costas, pronto pra partir, pronto para voltar à casa dos tios. Enquanto muitos no grande salão estavam rindo, Harry estava pensando em sua vida e em como seria bom poder evitar tudo isso. Nas masmorras, Snape andava de um lado para o outro. Estava nervoso, passou a noite inteira pensando em uma maneira de evitar que Harry fosse embora, mas não conseguiu nada. Não podia fazer nada. Naquele exato momento os alunos estavam indo para a estação onde pegariam o trem de volta à Londres. Não queria separar-se do menino então pelo menos ficaria o máximo de tempo com ele.
Todos os alunos estavam eufóricos embarcando no trem e na pressa de guardar seus malões para pegar uma boa cabine ninguém percebeu o vulto negro que adentrava o local no último vagão. Harry, Rony e Hermione instalaram-se em uma cabine vazia junto com Neville e Luna. Logo Rony foi atrás de sua namorada dizendo que logo logo voltaria a estar com eles. Hermione deu algumas voltas no trem verificando os alunos que estavam fazendo bagunça e prezando seu distintivo de monitora, mas logo sentou-se ao lado de Harry na cabine e aguardou o trem chegar à Londres.
Após algumas horas Dobby apareceu na cabine assustando Neville e fazendo Luna arregalar os olhos.
Desculpe assustá-los, mas Dobby traz um recado para Harry Potter. É um recado do professor Snape
O que ele quer? – Perguntou Harry franzindo a testa.
Ele pediu para chamar o senhor, ele está no último vagão, na última cabine e espera pelo senhor.
Diga que já estou indo. Obrigado Dobby.
O professor Snape – Tremeu Neville após Harry se sentar novamente – Mas o que ele iria querer com você agora? Se ele vier para cá, você me avisa antes, assim poderei me esconder.
Snape não é tão ruim assim Neville – Disse Harry rindo do medo que o amigo tinha de Snape
Ele me dá medo Harry. E o que aconteceu com você afinal? Você o odiava, era sempre o primeiro a insultá-lo.
Falou bem, eu odiava, passado. Não o odeio mais. E se tudo der certo eu passarei a morar com ele, então não poderei mais ter ódio não acha?
Como assim morar com ele? - Perguntou Hermione
Harry contou rapidamente que Dumbledore resolveu tirar sua guarda de seus tios e passá-la para Sirius, mas como esse morreu, Dumbledore achou que a melhor pessoa seria Snape. Contou também como seu relacionamento com Snape estava muito melhor e ameno, mas não citou em nenhum momento que não iria para a casa de Snape e sim para os seus tios - Mas agora tenho que ir, ele está me esperando.
Harry saiu deixando Neville de boca aberta pelo que havia contado. Passou pelos corredores vendo os vários alunos conversando, namorando, brincando e comendo. Chegou ao último vagão, o vagão dos professores, ali cada professor tem sua própria cabine. Era fácil identificar a cabine de Snape, não por ser a última, mas por ter cortinas pretas e estarem fechadas, e por seu nome escrito em cor prata logo acima do grande símbolo da Sonserina.
Ele bateu duas vezes na porta antes de entrar.
Severus?
Olá Harry – Disse Snape sentado em uma poltrona confortável perto da janela aberta – Sente-se, coma alguma coisa.
Obrigado – Agradeceu Harry pegando um pedaço de bolo e sentando-se de frente para o professor – Sua cabine é muito bonita, equivale à três cabines de alunos, é bem grande.
Sim, ela é grande e bonita sim.
O que foi? Por que me chamou aqui? Eu sei que algo o está incomodando
Snape hesitou. A verdade era que Harry estava prestes a voltar para a casa dos tios, para a casa daqueles monstros, e ele estava muito mais do que preocupado
Nada me incomoda – Mentiu – Por que pergunta?
Por que eu sinto e porque você aparenta estar preocupado. Você não tinha me dito que precisava fazer umas coisas importantes hoje? Eu nem sabia que você pegava o expresso de Hogwarts.
Na verdade eu não pego, não costumo acompanhar os alunos.
Mas hoje você veio.
Queria acompanhá-lo – Snape se mexeu no banco, algo além da preocupação o incomodava, não queria dizer, mas o olhar inquisidor de Harry foi mais forte – Você não foi se despedir.
Harry que estava olhando para fora surpreendeu-se e levantou o olhar para Snape que permanecia encarando-o. Nunca poderia imaginar que o simples fato de não ter se despedido pudesse magoá-lo tanto, sua tristeza era visível.
Desculpe, eu me atrasei e não tive tempo de passar nas masmorras.
Pensei que estivesse chateado comigo
Sentir falta de alguém e sentir dor por não se despedir dessa pessoal era mais uma das coisas novas que Snape estava experimentando. Era tudo novo demais para ele.
Não estou chateado com você. Não haveria por que.
Era mentira, Snape pensou. Mas os olhos verdes de Harry lhe mostravam que o menino estava lhe dizendo a completa verdade. Seus olhos eram claros e puros como água. Com um suspiro aliviado Snape deixou essa conversa de lado e começou a falar de coisas mais interessantes, e por vários minutos conversaram sobre assuntos diversos. Harry queria dizer à Snape que Hermione estava à apenas algumas cabine de distância e que a menina estava louca por ele, mas resolveu deixar os dois se descobrirem sozinhos.
O tempo passou rápido e logo já estavam chegando perto da estação.
Você tem que ir para sua cabine.
É, já estamos chegando. Tenho que ir arrumar minhas coisas – Disse Harry tirando o sorriso do rosto.
Os dois levantaram-se e ficaram em silêncio por um tempo.
Você não vai descer Severus?
Não. Eu já vou voltar para Hogwarts – Snape pegou uma pequena bolsa e entregou ao menino – Sei que seus tios muitas vezes deixam você sem comer então eu fiz uns bolinhos e sucos que durarão até o final das férias sem precisar colocar em um refrigerador.
Obrigado, mas não precisava.
Quero que me escreva toda semana.
Como? Eu não posso soltar Edwiges.
- Eu incubi Dobby de ir buscar suas cartas e trazer para mim
Não precisa de tudo isso Severus eu …
Uma batida na porta fez o comentário de Harry perder-se no ar. De trás da porta ecoou a voz de Hermione.
Desculpe incomodar, mas Harry você tem que se arrumar o trem já vai parar na estação
Já estou indo, me dá mais um minuto.
Está bem, estarei aqui fora te esperando.
Está bem. Agora tenho que ir mesmo. Até logo Severus.
Até logo Harry.
Harry saiu encontrando Hermione do lado de fora. Snape ficou em pé olhando pela janela e vendo o trem chegar à plataforma 9 ¾, já começava a pensar nas várias tarefas que deveria fazer quando a porta se abriu e Harry entrou correndo se atirando em seus braços.
Por favor, Severus, faça o máximo para me tirar daquele lugar. Não demora a vir me buscar.
Farei o possível. – Disse apertando o menino em seus braços – Tirarei você de lá em breve, enquanto isso se lembre de lutar contra seus medos e fechar sua mente com a oclumencia. Agora vai embora.
Está bem
Harry disparou de volta à cabine para pegar suas coisas. Os alunos já estavam indo embora e a estação já esvaziava quando, sem ninguém perceber, Snape atravessou a coluna que divide o mundo bruxo do mundo trouxa. Muitas pessoas olhavam para ele, não era alto como Hagrid, mas era diferente perante aquele povo. Suas roupas negras e seu cabelo muito preto contrastando com sua pele pálida e seu ar gelado dava à ele a aparência de um assassino frio e calculista. E foi exatamente nisso que ele quase se tornou ao ver Harry ser empurrado para dentro do carro pelas mãos gordas do tio. Já estava com a mão na varinha quando viu uns meninos se aproximarem.
Ei você – Chamou o mais baixinho – Maneirinha sua capa hein. Quanto você pagou? Deve ter sido baratinha, afinal nem é tão bonita assim.
Snape manteve-se calado. Olhava para o menino de cima a baixo. Já tinha coisas de mais em sua cabeça para ter que ficar aturando esse menino petulante que não consegue ver que sua capa é feita com a melhor linha da Inglaterra e custa muito mais do que sua família poderia pagar.
Saia da minha frente.
Snape saiu voando, passando pela coluna de tijolos e entrando novamente no expresso de Hogwarts.
Sua raiva era tão grande que ao chegar à escola, foi direto ao escritório do diretor. Entrou sem bater e abrindo a porta com tudo. Ficou parado no batente da porta, seu semblante mostrava que ele não sairia dali antes de ter uma conversinha.
Olá Severus – Cumprimentou Dumbledore – Vejo que quer minha total atenção e terá já que os senhores aqui presentes já estavam de saída.
Só naquele momento Snape percebeu que o escritório tinha visitantes. Os três homens que estavam sentados levantaram-se, despediram-se e foram embora fechando a porta ao sair.
Quanto tempo Alvo? Quanto tempo terei que esperar, terei que agüentar o sofrimento dele? Ele mal saiu da escola e já está apanhando. Eu não irei agüentar esperar sentado durante muito tempo.
Calma Severus. Esse nervosismo só fará mal à você. Você não pode fazer nada ainda, terá que esperar a ordem definitiva do Ministro, não irá demorar muito, mas terá que esperar. O menino lhe é tão importante assim para estar nesse desespero todo?
Claro que é Alvo, você sabe muito bem que sim, não se faça de bobo. Sabe que me apeguei à Harry de tal forma que o vejo como meu filho e sinto necessidade de protegê-lo como um pai faria. No entanto, não posso fazer tal coisa, pois ainda não tenho autorização para agir assim.
A sua autorização virá em breve. Tenha calma e espere. Enquanto isso aceitaria um drops?
Snape saiu batendo a porta antes que acabasse enfiando os drops por todos os buracos do corpo de diretor
