Certo meninas desculpem a demora mesmo, estou com muitas coisas na cabeça e pouco tempo, mas sempre que posso atualizo uma das minhas fics.

Bom quero agradecer à AB Feta e à Deh Isaacs, muito obrigada pelos reviews.

Obrigada a todos que acompanham minha fic desde o inicio.

Bjus a todos

Capítulo 27 – A voz

Harry ficou um tempo olhando para o teto e lembrando-se dos acontecimentos da noite anterior. Tudo parecia um borrão, mas algumas cenas eram bem nítidas, infelizmente eram cenas que não queria se lembrar, não queria ver ou pensar. Mas tudo acabou, agora estava seguro. Harry virou-se de lado e tentou não pensar nisso, por algum tempo não conseguiu, mas logo algo chamou sua atenção. Olhando atentamente para o quarto, percebeu, pela primeira vez, como estava decorado. A parede estava pintada com um vermelho vinho e eram decoradas com detalhes da grifinória como as flanelas do time de Quadribol e até mesmo alguns quadros em cima da lareira com fotos suas e de seus amigos, mas o detalhe mais lindo e profundo era o porta-retratos no criado mudo. Uma foto de sua mãe nos jardins de Hogwarts. Em outra parede tinha uma foto de todo o time de Quadribol posando em suas respectivas vassouras esperando o começo de um jogo.

Ele sorriu diante da maravilhosa decoração e se assustou quando um elfo materializou-se diante dele com uma bandeja devidamente equilibrada em seus bracinhos finos.

- Desculpe assustá-lo mestre Harry, vim trazer seu almoço assim como meu amo ordenou.

- Claro. Hã, como se chama?

- Spook meu senhor

- Legal seu nome – Disse Harry analisando o elfo parado diante dele com a bandeja. Ainda que fosse parecido com Dobby, esse elfo estava muito melhor em questão de aparência. Sua manta estava impecavelmente branca e não havia nenhuma marca de ferimento em seu corpo – Você é o elfo do Snape

- Sim, estou na família Snape há muito tempo senhor, no momento meu amo é o senhorzinho Snape, mas já fui elfo do avô dele também.

- Que legal – Respondeu Harry começando a comer a sopa que Spook levou para ele – Quem decorou esse quarto? Foi você?

- Não meu senhor. Quem decorou seu quarto foi mestre Snape em pessoa. Ele fez tudo pessoalmente, pintou, comprou roupas novas, objetos novos, tudo novo e nem usou magia para isso. Ele dizia que tudo tinha que ficar perfeito e que assim ele poderia ocupar a cabeça.

- Mas ele só soube que eu viria morar definitivamente com ele, ontem.

- Mestre Snape estava muito confiante de que o senhorzinho iria vir para cá. Spook não vê mestre Snape feliz há muito tempo, a última vez que vi meu mestre assim ele ainda nem falava direito.

- Você o conhece há muito tempo então.

- Desde quando nasceu, senhor.

- E como ele era? Quer dizer, eu não acredito que ele sempre foi dessa maneira, fechado, rancoroso, arrogante e rabugento, ou foi?

- Mestre Snape já foi uma criança que pulava e brincava como qualquer outra. Sua brincadeira favorita era me fazer de cavalo e sair galopando em mim pela casa, eu sempre gostei de fazer isso senhor, Spook ficava muito feliz quando mestre Snape pedia para que eu o levasse de cavalinho pelo quintal ou pela casa mesmo, mas isso tudo foi há muito tempo senhor, antes mesmo dele completar quatro anos, depois disso mestre Snape ficou muito diferente, não brincava mais e nem sorria.

- Eu já até sei o que aconteceu – Disse Harry sentindo um ódio tão grande apertar-lhe o coração, agora não sentia mais a morte do pai de Snape, até agradecia – O pai era um bêbado que batia nele e na mãe, como ele já tinha idade para entender, começou a ter medo e raiva. Que ódio que eu sinto do pai dele Spook. Severus só é assim por culpa dele.

- Mas mestre Snape voltou a se alegrar senhor. Algumas vezes eu o vejo cozinhando e ele parece tão feliz que Spook sente vontade de chorar de tanta felicidade. Sempre quis ver meu mestre voltar a sorrir e cantar, a voz dele é linda e encantadora, o senhor deveria escutar quando ele canta.

- Eu também fico muito feliz com isso Spook. Tudo ficará bem, você vai ver.

- Spook espera que sim, mas para que tudo fique bom, primeiro o senhor tem que se alimentar

- Verdade, acabei esquecendo-me de comer

Aquela sopa estava maravilhosa e Harry até repetiu, o que deixou Spook mais feliz ainda. Logo depois do almoço Harry teve que dormir novamente, pois seu corpo ainda não estava recuperado e precisava descansar mais tempo, tomou as poções que Snape separou e deixou ao lado da cama e adormeceu logo em seguida.

No dia seguinte Harry estava bem melhor quando acordou pelos raios solares que entravam pela janela. Seus olhos teimavam em fechar e continuar dormindo, mas ele queria levantar, queria aproveitar o dia bonito e quente ao invés de permanecer na cama. Ao afastar as cobertas sentiu a temperatura bater-lhe no corpo e arrepiar os pelos de sua nuca, podia estar quente, mas a brisa da manhã estava bem fria.

- Deveria continuar deitado – Disse uma voz arrastada do outro lado de sua cama

- Não quero mais dormir, já dormi demais

- Discordo, seu corpo foi muito deteriorado e ainda não teve tempo de se restabelecer

- Mas eu me sinto ótimo e você me deu as poções para tomar

- Harry, até mesmo com a mais poderosa das poções você precisa dar tempo ao seu corpo, ele precisa se curar naturalmente, por esse motivo você está dormindo tanto

- Não quero mais dormir

- Então quer fazer o que? - Perguntou Snape deixando de lado o livro que estava lendo antes de Harry acordar

- Não sei, eu poderia conhecer a mansão

- Não há muito o que se ver, mas se insiste em não dormir, acho que uma caminhada não irá te fazer tão mal

- Então me dá alguns minutos

- Tudo bem

Harry foi até o banheiro e tirou a roupa entrando debaixo de um chuveiro grande que derrubou a água morna relaxando todos os seus músculos. Por mais que dissesse que estava bem, Harry ainda sentia pequenas dores em alguns lugares no corpo, principalmente onde ainda estava marcado de roxo e cada vez que tocava nos hematomas um flash do que havia acontecido e quando o rosto sorridente e maníaco de seu tio apareceu era como se ele estivesse bem ali na sua frente, rindo de seu estado.

"Eu nunca devia ter ficado com você quando foi abandonado. Devia ter deixado-o na rua"

A água parecia estar gelada enquanto a voz grossa aparecia rasgando sua mente e incomodando sua alma. Os hematomas de repente não eram só machucados, eram arames farpados que arranhavam sua pele e retirava o sangue de sua carne.

"Você merece morrer"

- Harry? - Chamou Snape ainda no quarto – Está tudo bem? Faz mais de trinta minutos que está ai dentro – Nenhuma resposta foi ouvida – Harry?

Ao abrir a porta Snape não percebeu de imediato que havia algo errado, somente quando percebeu que Harry estava sentado no chão encolhido e tremendo é que percebeu que alguma coisa havia acontecido. Sem movimentos bruscos Snape se aproximou pé ante pé do menino e o chamou duas vezes até que Harry o olhou, seus olhos verdes estavam vermelhos de chorar, a água escorria por sua pele branca e machucada

- Oi – Disse Snape fechando o chuveiro e se aproximando com uma toalha – Pensei que tinha dito que queria conhecer a mansão, se ficar o tempo todo aqui não conseguirá ver nada mais do que uma parede de azulejo. Vamos para o quarto, você precisa colocar uma roupa

Snape o ajudou a se levantar e o cobriu com a toalha levando-o até o quarto e o ajudando a sentar na cama. Harry não disse uma única palavra enquanto Snape pegava uma roupa fresca para ele no guarda roupas. Em sua mente a visão de seu tio ainda estava fresca e as palavras ainda reverberavam pela sua mente, para ser completamente sincero, mal conseguia entender que Snape estava naquele quarto.

- Levanta – Pediu Snape colocando a roupa do menino em cima da cama

Sem dizer nada Snape pegou a toalha e começou a esfregar as costas de Harry secando-o, Harry não fazia um único movimento enquanto a toalha deslizava por seu corpo e secava seu cabelo. Snape estendeu a toalha em um cabide no banheiro e voltou para onde Harry permanecia esperando-o em pé e nú. O mais velho pegou seu pijama e com calma vestiu o menor até que seu corpo estivesse vestido e protegido. Em nenhum momento Harry falou algo ou sequer se mexeu, apenas continuou parado em seu torpor enquanto até que Snape o fez deitar e o cobriu novamente.

- O que aconteceu? - Perguntou Snape sentando-se ao lado do menino na cama

Harry permaneceu por um certo momento em silêncio, até que devagar olhou dentro dos olhos de Snape e segurou sua mão

- Eu vi meu tio. Eu me lembrei daquela noite na casa dele.

- Durma, você ainda precisa descansar – Disse Snape depois de muito pensar no que poderia falar para o menino naquele momento só para descobrir que não sabia o que falar

Snape estava prestes a se levantar quando a mão de Harry apertou a sua fazendo-o o olhar inquisitoramente.

- Tudo vai ficar bem Harry. Nada vai te machucar aqui, nem nunca mais. Agora tome essa poção – Disse entregando um pequeno frasco que retirou de suas vestes – E durma. Conhecerá a mansão amanhã

O tempo passou rápido e Harry acordou no outro dia como se tivesse dormido apenas alguns minutos, realmente não se lembrava de nada, nem mesmo de ter sonhado. Desta vez seu quarto estava vazio, apenas com uma bandeja com café da manhã em cima da mesa. Sem pensar em qualquer coisa Harry se pôs de pé indo ao banheiro se lavar para depois poder comer as torradas com suco de laranja que o esperavam tão convidativamente. Quando os raios de sol já entravam pela janela e iluminavam o aposento sem que precisasse da luz das velas Harry vestiu um blusão por cima do pijama e saiu do quarto.

O corredor era cumprido e largo com muitas portas ao redor, sua iluminação era forte e o lembrava os filmes de terror que seu primo assistia. Cruzando os braços e se encolhendo um pouco Harry acelerou o passo e desceu as escadas que dava para o hall de entrada. O local era muito bonito como podia perceber, as paredes eram enfeitadas com quadros antigos e esculturas de homens sérios que dava um toque duro e cru ao lugar. O chão era de mármore e estava gelada sob os pés descalços do menino.

Mas era tudo muito silencioso, não havia um único barulho no local, um único som de passos ou sequer respiração. Por um momento Harry pensou estar sozinho, até que...

- Harry?

Acabando de abrir as portas principais estava Snape vestido tão singelamente com uma calça de moletom e uma camisa que era até mesmo engraçado e impressionante. Suas mãos traziam plantas recém cortadas e ainda molhadas com o sereno da madrugada. Atrás dele estaa Spook carregando algumas outras plantas, incrivelmente estava calçando uma pequena botinha que retirou ao entrar na mansão deixando-o a um canto junto com as plantas antes de ir retirar os sapatos de Snape para que ambos não sujassem o chão extremamente limpo.

- Está melhor? - Perguntou Snape se aproximando e olhando atentamente para o rosto do menino – Parece que sim. Como se sente?

- Bem

- Eu não sou um especialista em saber se uma pessoa enferma está melhor, mas acho que Spook pode ajudar. Spook, veja se Harry está melhor enquanto guardo as ervas no laboratório.

- Sim, meu senhor – Respondeu o elfo pegando a mão de Harry e o sentando em uma cadeira próxima

- Não posso ir com você? - Perguntou Harry vendo Snape se dirigir à uma porta no fundo do hall de entrada, uma porta que Harry nem percebera estar ali.

- Talvez seja até melhor – Disse Snape fazendo Spook guiar Harry pela porta do laboratório que Snape manteve aberta – Assim posso ficar de olho em você

Harry ficou impressionado com o tamanho do laboratório pessoal de Snape, era quase metade do tamanho do salão principal e estava cheio e armários com as coisas mais estranhas e horripilantes como olhos de cobras e unhas de cabra. Nas longas bancadas estavam diversos caldeirões com poções borbulhantes em diversas cores. Vermelhas, azuis, transparentes, pretas. Era um ambiente psicodélico e intrigante, extremamente envolvendo e impressionante, tão impressionante que Harry se viu tentando olhar dentro de um caldeirão em especial no meio do laboratório, o único em que não conseguia ver sua cor, só a fumaça rosa que subia até o teto e se espalhava no ar.

- Cuidado – Disse Snape puxando-o com uma certa força – Tem coisas aqui que você imaginaria ser a mais inocente, mas que se torna pior que a maldição da morte

- Desculpe

- Sente-se em um banco, Spook vai te examinar

Harry obedeceu e aguardou o elfo subir no balcão e medir sua temperatura encostando a mãozinha fina e magrela em sua testa e depois sentindo seu coração além de fazer algumas magias que somente elfos domésticos conseguem fazer para detectar alguma anormalidade no sistema do corpo humano

- Mestre Harry está muito bem meu amo

- Que bom – Respondeu Snape após guardar as ervas em um armário e voltar para a bancada em que o menino estava – Está pronto para conhecer a mansão?

- Claro

A mansão realmente era enorme, haviam pelo menos cinco andares e muitos corredores, as portas eram diversas e Harry por um momento se perguntou como não se perderia naquele lugar. Talvez ele se lembrasse de cada lugar, talvez fizesse uma magia de condução com sua varinha que ajudaria a saber onde estava indo ou melhor que tudo isso, faria um mapa da residência, como seu mapa do maroto...

- Harry? Tudo bem? - Perguntou Snape vendo o menino perder o brilho que até instantes atrás estava em seus olhos curiosos – Quer voltar a se deitar?

- Não, eu estou bem – Respondeu dando um sorriso fraco – É que por um momento eu pensei em outra coisa. Mas esquece, vamos continuar a conhecer a sua enorme mansão. Sabe, olhando tudo isso penso como deve ser a dos Malfoy, se eles são tão ricos como dizem eu acabaria me perdendo lá dentro se fosse procurar o banheiro

- Eu não duvidaria, a mansão Malfoy é realmente muito grande e está sempre vazia, serve como um objeto para se ostrar aos outros, apenas uma ostentação de uma das famílias mais prezadas no mundo bruxo.

- Nossa, você fala como se fosse um deles

- Não sou, mas já passei muito tempo junto, desde minha adolescência conheço Lucius Malfoy, ele estava saindo de Hogwarts quando eu ingressei e depois ele me convidou para fazer parte do ciclo do Lord das Trevas e desde então temos passados alguns momentos juntos quando precisamos nos reunir, não que seja uma coisa que eu aprecie

- Por que faz isso Severus? Por que se arrisca tanto assim?

- Fiz uma promessa à sua mãe quando ela morreu. Prometi que iria protegê-lo

- Mas há outras pessoas que também me protegem, mas nenhuma se arrisca tanto assim

- Nem seu padrinho?

- É talvez ele

- Desculpe, não devia ter falado sobre ele

- Não, tudo bem. Não tem problema você falar sobre ele, é triste lembrar agora que é recente, mas tudo bem – Disse Harry olhando para Snape que permanecia andando pelo grande corredor com olhos fixos no caminho e uma veia saltada na têmpora – Porém, mesmo ele, não se arriscava tanto, posso chegar a dizer que nem meus pais se arriscaram tanto

- Muitos deles lutaram contra as pessoas que tenho que aturar em reuniões desagradáveis

- Exatamente, eles lutaram contra, mas você esteve sempre lá, do lado deles, mentindo dia após dia, sofrendo, tendo que esconder coisas de um dos melhores legilimens do mundo. Tendo que sabotar planos feitos por Voldemort sem que ele soubesse e continua sendo um dos servos mais fieis. É muita coisa. Não sei como agüenta.

- É um dever e deveres devem ser compridos

- Certo

Snape parou na frente de uma porta dupla e girou a maçaneta quando Harry parou ao seu lado. Por um instante o local estava completamente escuro e no outro, com um movimento da mão de Snape, estava completamente iluminado por diversos lustres pendurados pelo teto deixando cair sua luz em cima das mesas e das diversas prateleiras de livros.

- Uma biblioteca. Você tem uma biblioteca particular?

- É a coleção da minha família. Não tem muito livros que eu me interesse, os meus ainda estão em Hogwarts onde passo a maioria do tempo

- Por que não trás para cá?

- Não acho interessante. Quando estou no período de férias não tenho tempo de ler, principalmente em tempos como os de agora em que preciso estar a maioria do tempo com o Lord das Trevas

- Ele te chama quando está em Hogwarts?

- Sim

- E você vai?

- Preciso. Normalmente consigo evitar dizendo que estava com Dumbledore e que pareceria suspeito se eu saísse do nada do lado dele e logo depois acontecesse algum atentado como os surtos de violência em pequenas vilas trouxas

- Você fez parte de algum deles?

- Sim

- O que você teve que fazer

- Prefiro guardar certas informações para mim. Por favor, não pergunte novamente

- Tudo bem – Disse Harry acompanhando Snape pelas prateleiras cheias de livros – Sabe de uma coisa? Hermione adoraria estar aqui.

Snape sentiu um arrepio passar pela espinha, será que Harry sabia ler sua mente? Será que já aprendeu? Afinal, ele estava pensando nisso nesse exato momento. Estava pensando na menina sentada em uma das poltronas de couro, vestindo um agasalho quente e meias brancas, encolhida lendo um livro. Tão bela passando o dedo pelas prateleiras, escolhendo o próximo assunto a ser lido.

- Mas ela ainda vai conhecer não vai?

Snape nem havia reparado que Harry estava parado diante de si

- É claro, pode convidar sua amiga para vir lhe visitar quando quiser.

- Eu não estou falando disso e sabe muito bem. Não vem dar uma de que não sabe do que estou falando não, falamos sobre isso na viagem de trem e para mim você pareceu bem apaixonado e pelo que eu saiba você pretende se casar com ela.

- Está lendo minha mente?

- Não é preciso. Qual é Severus, você não precisa esconder nada de mim, eu sei que você a ama e ela o ama, vocês ficarão juntos, se casarão, terão filhos e serão feliz para sempre.

- Que seja – Disse Snape tentando mudar de assunto. A forma como Harry lhe descrevia seus sentimentos e pensamentos o incomodava.

Harry conheceu também o jardim, ali poderia voar de vassoura quando estivesse bom. Foi avisado que o único lugar onde ele não poderia ir era o território trouxa após os portões de entrada, pois poderiam ter comensais vigiando, qualquer coisa que quisesse teria que pedir para Spook caso não estivesse em casa, quanto ao restante da mansão poderia ser explorada a vontade. Harry passou pelo menos quatro dias explorando a mansão. Era incrível como tinha lugares escondidos. A cada dia ele achava um lugar novo. Aquela mansão da família Snape era tão misteriosa quanto o próprio Snape. Em uma das suas "explorações", descobriu uma passagem secreta que o levou a uma sala ampla e bem iluminada, uma sala de estar, a lareira estava acesa e o ambiente, quente.

"Olá Harry"

Harry se assustou com a voz que ouviu chamando seu nome e olhou para todos os lados procurando o dono, mas não conseguiu ver ninguém, aquela sala estava completamente vazia e os móveis cobertos com lençóis brancos e velho. Tudo cheirava a pó e guardado fazendo a sensação de medo aumentar dentro do peito de Harry.

"Harry"

O coração de Harry batia rápido. De onde vinha aquela voz? Era uma voz feminina, bonita e baixa, parecia mais um sussurro. Harry procurava em todos os cantos, mas não achou nada. Sua espinha arrepiava e o medo o possuía. Antes de ouvir a voz o chamar novamente, resolveu sair logo daquele lugar. Voltou pelo mesmo caminho, decidiu que não contaria nada a Severus, temia ter achado um lugar onde não poderia ter entrado. Deixou a água da banheira na temperatura ideal para assim poder tomar um bom banho antes de dormir.

Essa noite ele sonhou com uma sala de estar estranha e uma voz sussurrando

"Venha até mim Harry"

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Espero que tenham gostado, mandem reviews, me sinto solitária sem eles.

Até o próximo capítulo